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CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS Profª. Ms. Carolina Cella Conter Definições Taxonomia É a ciência da classificação onde os organismos são arranjados em grupos. Existem 7 categorias taxonômicas principais: 1- Reino 2- Filo 3- Classe 4- Ordem 5- Família 6- Gênero 7- Espécie Regras de Nomenclatura para Espécies • Deve ser latina e binominal, ou seja, duas palavras. – A primeira representa o gênero (primeira letra maiúscula) – A segunda, juntamente com a primeira, representa a espécie (a segunda palavra deve ser escrita com letra minúscula) • Estas palavras devem ser sempre escritas em itálico ou grifadas Definições • ESPÉCIE É a unidade fundamental da classificação, são seres fisiologicamente, embriologicamente semelhantes, e com capacidade de se reproduzir entre si. Posição dos Seres Vivos REINO TIPO DE CÉLULAS REPRESENTANTES Monera Procariótica Algas azuis, bactérias Protista Eucariótica Protozoários Plantae Eucariótica com parede Plantas Fungi Eucariótica Fungos e Bolores Animalia Eucariótica sem parede Animais • Os animais que parasitam os humanos estão incluídos em grandes filos: • Platyhelminthes (vermes achatados), • Nematoda (vermes redondos), • Acantocephala (vermes arredondados, com pseudo- segmentação e apresentando uma probóscida arma- da de ganchos) • Arthropoda (insetos e ácaros em geral). FILO NEMATODA Reino Animalia Filo Nematoda Classe Secernentea Reino Animalia Filo Platyhelmintes Classe Trematoda Classe Cestoda Filo Nematoda Classe Secernentea FILO NEMATODA • Os nematoides são vermes de simetria bilateral, com corpo bastante alongado, forma cilíndrica e extremidade final afilada • Estes animais se locomovem por meio de movimentos ondulatórios • Podem ser parasitas, causando no homem doenças como a filariose, ascaridíase, ancilostomose, bicho-geográfico e oxiurose • Entretanto, a maioria desses indivíduos é de vida livre, podem ser encontrados em ambientes aquáticos ou terrestres Reino Animalia Filo Platyhelmintes Classe Trematoda Classe Cestoda Filo Nematoda Classe Secernentea FILO NEMATODA • Possuem sistema digestório completo. A liberação de substâncias nocivas se dá por um poro genital ou bucal • Respiram por difusão (respiração cutânea) • A maioria dos nematelmintos é dióica, com dimorfismo sexual: a fêmea é maior, • A fecundação é geralmente interna, mas indivíduos podem surgir por partenogênese Profª Msª Carolina Cella Conter Ascaris lumbricoides Animalia FILO Secernentea Ascaridida Ascarididae NEMATODA CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO REINO Ascaris sp. Distribuição 1,5 bilhão de pessoas 90% crianças (1-10 anos). PARASITOS INTESTINAIS NOS HOSPEDEIROS PRÓPRIOS. OVOS ELIMINADOS NAS FEZES NECESSITAM DE CERTAS CONDIÇÕES AMBIENTAIS PARA SE TORNAR INFECTANTES. OVOS SÃO RESISTENTES AS CONDIÇÕES ADVERSAS DO AMBIENTE. Ascaris lumbricoides É um helminto nematóide da família Ascarididae O tamanho pode variar dependendo do número de parasitos albergados e do estado nutricional do indivíduo 18 Ascaris lumbricoides: A, fêmea; B, macho Adultos: longos, robustos e cilíndricos Morfologia dos Ascaris lumbricoides 19 A boca, no extremo anterior possui 3 fortes lábios com serrilha de dentículos Macho – 20 – 30cm Fêmea – 30 – 40cm Vive de 1 a 2 anos no intestino •Aparelho reprodutor Após a cópula, fêmeas eliminam ~200.000/dia OVOS Ascaris lumbricoides – 65x45µm Elimina 200.000/parasito/dia Membrana média, bastante espessa, hialina e lisa, formada quitina associada a proteínas. o RESISTÊNCIA Membrana interna lipídica Impermeável a água. RESISTÊNCIA Massa de células germinativas L3 infectante Membrana externa MAMILONADA secretada pela parede uterina Formada por: mucopolissacarídeos, glicoproteínas. Permite aderência os ovos, importante na DISSEMINAÇÃO. infértil S/ membrana mamilonada + alongados IMPORTÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA que deve ser considerada na PROFILAXIA Fisiologia dos Ascaris lumbricoides Quando eliminados não são infectantes. 22 Fisiologia dos Ascaris lumbricoides 23 Ovos inférteis são mais alongados, possuem membrana mamilonada mais delgada e citoplasma granuloso. Habitat Jejuno e íleo90% Em infecçoes intensas podem ocupar o intestino delgado inteiro Presos a mucosa ou livres pela luz intestinal 24 Tª UMIDADE O2 LARVA L3 FORMA INFECTANTE Stepek G, et al., Human gastrointestinal nematode infections: are new control methods required? Int. J. Path. (2006), 87, 325-341. Ingestão de ovos larvados (L3) FORMA INFECTANTE do parasito. Vermes adultos copulam no intestino do hospedeiro definitivo e eliminam ovos nas fezes. CICLO BIOLÓGICO Ciclo Biológico 28 Ciclo Biológico Ascaris lumbricoides Transmissão 1 Migração pulmonar das larvas – L4. 3 AÇÃO PATOGÊNICA: migração das larvas no parênquima pulmonar. Larvas (L3) no intestino. 2 ↓[CO2] - eclosão ↓[O2] - migração Período pré-patente 4-8 semanas. Período patente 1-2 anos. A. lumbricoides na luz intestinal. HABITAT: intestino delgado ↓ jejuno e íleo PARASITO ADULTO Patogenia e Sintomatologia Fase aguda (fase de migração larvária): PULMÕES • Ocorrem vários pontos hemorrágicos na passagem das larvas para os alvéolos; • Há edemaciação dos alvéolos, com manifestações alérgicas, febre, bronquite e pneumonia; • Na tosse produtiva (com muco) o escarro pode ser sanguinolento e apresentar larvas do helminto. Sínd. de Loeffler 31 Patogenia e Sintomatologia Fase aguda (fase de migração larvária): FÍGADO • A passagem das larvas pelo fígado, na maioria dos casos, não produz sintomatologia; • Pode ocorrer fenômenos hepáticos agudos tais como: dor no quadrante superior direito, hepatomegalia dolorosa, ictericia, mal estar geral, febre baixa, anorexia, náuseas, vômitos, “empachamento epigástrico” • focos hemorrágicos e de necrose que futuramente tomam-se fibrosados 32 •Aparelho digestivo •Aparelho excretor AÇÃO PATOGÊNICA: •Lesões na mucosa; •Espoliação; •Metabólitos – toxinas. AÇÃO PATOGÊNICA • ESPOLIATIVA •carência de vitamina A e C MANCHAS BRANCAS NA PELE • MECÂNICA •LESÕES NA MUCOSA •OBSTRUÇÃO INTESTINAL • IRRITATIVA/ TÓXICA •INTERAÇÃO PARASITO X HOSPEDEIRO 37 LOCALIZAÇÃO ECTÓPICA “Ascaris errático” ASSINTOMÁTICO SINTOMÁTICO INDIVÍDUOS INFECTADOS PODEM APRESENTAR CLÍNICA VARIADA RELAÇÃO PARASITO X HOSPEDEIRO GENÉTICA; FORMA EVOLUTIVA; VIRULÊNCIA; PATOGENICIDADE; CARGA PARASITÁRIA. GENÉTICA; SUSCETIBILIDADE; IDADE; SISTEMA IMUNOLÓGICO; ESTADO NUTRICIONAL. Manifestações clínicas Vermes adultos: • Apenas 1 a cada 6 pessoas apresentam sintomas. • Desconforto abdominal, cólicas, náuseas, vômitos, flatulência, anorexia, bulemia (exagero no apetite), distensão abdominal, diarréia e emagrecimento. • Também pode ocorrer irritabilidade, sono agitado, prurido nasal, urticária, etc. • Em populações de baixa renda e crianças desnutridas,os parasitos agravam o mau estado nutricional. 41 Diagnóstico? Ascaris lumbricoides IgE ? Eosinofilia ? Métodos de Biologia Molecular • Método de Hoffman (sedimentação espontânea) • https://www.youtube.com/watch?v=LkwQ5va6sbY • Diluir aproximadamente 3g de fezes em um béquer contendo cerca de 10mL água destilada ou filtrada. Homogeneizar bem. Acrescentar mais 20mL de água. • Filtrar a suspensão através de gaze dobrada 2x, para um cálice de sedimentação. • Completar o volume do cálice com água • Deixar essa suspensão em repouso durante 1 a 24hrs (1hrs detecta ovos pesados e 24hrs detecta protozoários e ovos leves) • Introduzir uma pipeta Pasteur até o fundo do cálice, contendo o sedimento, e deixar subir uma pequena porção do sedimento em uma lâmina. • Adicionar lugol, homogeneizar, cobrir com lamínula e examinar ao microscópio utilizando objetiva de 10x e 40x. Tratamento etiológico? Ascaris lumbricoides OMS recomenda: Albendazol, mebendazol, Levamizol, pamoato de pirantel; Ivermectina Nitazoxanida. (Neves, 2011) Profilaxia? Ascaris lumbricoides Alimento Água Animais Homem Além dos animais que e defecam ao ar livre 2,5 milhões de pessoas não tem sanitário e defecam ao ar livre PROFILAXIA PROFILAXIA Rio de Janeiro, 2011. MAIOR AVANÇO MÉDICO DOS ÚLTIMOS 200 ANOS (Rev. Britanica de Med.) Como combater estes parasitos? ZOONOSE? Ascaris lumbricoides