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Fato Típico – Resultado e Nexo Causal
DIREITO PENAL
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FATO TÍPICO – RESULTADO E NEXO CAUSAL
1. RESULTADO
É a consequência proveniente da conduta do agente. Da conduta advém:
1.1. Resultado Naturalístico / Material
Modificação do mundo exterior perceptível pelos sentidos provocada pelo 
comportamento do agente.
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Atenção!
Não são todos os crimes que possuem resultado naturalístico. Exemplo: 
crimes de mera conduta. Crimes formais não necessitam do resultado naturalís-
tico para a sua consumação.
Crime Material Crime Formal Crime de Mera Conduta
Exige a produção de um 
resultado naturalístico para 
a sua consumação. Exem-
plo: Art. 121 – Homicídio
Apesar de não possuir um resultado 
naturalístico, não existe a sua realização 
para que se alcance sua consumação. 
Exemplo: Art. 147 – Ameaça
Não possui um resultado 
naturalístico. Se consuma 
com a simples prática da 
conduta. Exemplo: Art. 
233 – Ato Obsceno
1.2. Resultado Jurídico / Normativo
É a lesão ou perigo de lesão ao bem jurídico tutelado.
Atenção!
Todos os delitos possuem resultado jurídico, devido ao princípio da lesivi-
dade. O princípio da lesividade determina que o Direito Penal só existe para pro-
teger o bem jurídico tutelar. 
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Atenção!
Crime de dano, crime de perigo, crime de perigo concreto e crime de perigo 
abstrato são pautados pelo princípio da lesividade.
2. NEXO CAUSAL
É o vínculo formado entre a conduta praticada por seu autor e o resultado 
dela proveniente. Diz o Código Penal (CP) que o resultado, de que depende a 
existência do crime, somente pode ser imputado a quem lhe deu causa. E na 
sequência, define causa como:
• Toda ação ou omissão humana sem a qual o resultado não teria ocorrido. 
Como saber se a ação ou omissão foi necessária para produção do resul-
tado? Utilizamos o método da eliminação hipotética dos antecedentes causais, 
também conhecido como Teoria de Thyrén. Tal método foi idealizado em 1984 pelo 
professor sueco Thyrén. Essa teoria consiste em suprimir mentalmente a ação 
ou omissão anterior e verificar se o resultado aconteceria da mesma forma como 
ocorreu. Se o resultado for alterado em razão da supressão daquela ação ou omis-
são, significa que ela foi sua causa, caso contrário, não. Veja como funciona:
Exemplo: Tício, querendo matar Mévio, efetua disparos de arma de fogo contra ele. Note a 
série de ações que precedem essa conduta:
1º – Produção da arma utilizada pela indústria; Causa determinante
2º – Aquisição da arma pelo comerciante autorizado; Causa determinante
3º – Compra do revólver por Tício; Causa determinante
4º – Refeição realizada por Tício no dia do homicídio; Não é causa
5º – Sesta realizada pelo homicida antes do atentado; Não é causa
6º – Disparos realizados contra a vítima; Causa determinante
7º – Morte como resultado;
Apesar da produção a arma pela indústria e da comercialização legal da arma serem fatores 
que contribuíram para causar a morte de Mévio, tanto a indústria quando o comerciante não irão 
responder por esse crime, e, sim, Tício.
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Essa soma entre a Teoria da causalidade simples e a Teoria de Thyrén 
não causam o regresso ao infinito na análise das causas? O que se tem com 
a soma dessas duas teorias é o que a doutrina chama de causalidade objetiva (a 
qual efetivamente regressa ao infinito). Como o Direito Penal não admite responsa-
bilização objetiva (sem dolo ou culpa), essa causalidade objetiva não é suficiente 
para imputação do resultado ao seu autor (a imputação, portanto, não regressa ao 
infinito). Ou seja, para imputação do resultado, devemos sempre analisar a causa-
lidade psíquica (causalidade objetiva + análise do dolo ou culpa do agente). 
2.1. Causas Dependentes e Independentes
2.1.1. Causas Dependentes
São aquelas que emanam da conduta do agente e se somam (em uma rela-
ção de interdependência) para a produção do resultado. 
Exemplo: Tício, com a intenção de matar Mévio, agride seu desafeto, amar-
rando-o por uma corda ao seu carro e arrastando-o pela estrada, momento em 
que Mévio morre. As condutas consistentes em agredir, amarrar e arrastar a 
vítima são interdependentes e se somam para a produção do resultado; elas são 
todas causas dependentes.
2.1.2. Causas Independentes
São aquelas inesperadas e imprevisíveis, que possuem a capacidade de pro-
duzir o resultado por si só. As causas independentes podem ser absoluta ou rela-
tivamente independentes.
a) Absolutamente Independentes: Não tem origem na conduta praticada 
pelo agente.
b) Relativamente Independentes: Tem origem na conduta praticada pelo 
agente. 
��Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Cursos Online, de acordo com a 
aula preparada e ministrada pelo professor Paulo Igor.