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ÉTERES E EPÓXIDOS 
1 
 Farmácia – QMC 1104 
2 
• Os éteres são substâncias que possuem um átomo de oxigênio 
ligado a dois grupos “R”, em que cada grupo “R” pode ser um 
grupo alquila, arila ou vinila. 
ÉTERES 
3 
• Fórmula geral: 
 
 
 
 
 
 
• Classificação: 
 
 
 
ÉTERES 
4 
• Acíclicos: 
 
• Simétricos: 
 
• Não simétricos 
 
• Cíclicos: 
 
ÉTERES 
5 
• Um nome comum é construído através da identificação de cada um 
dos grupos “R”, dispondo-os por ordem alfabética e, em seguida, 
adicionando o termo “éter”, por exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
• Um nome sistemático é construído escolhendo-se o maior grupo 
como o alcano principal e nomeando-se o grupo menor como um 
substituinte alcóxi. 
NOMENCLATURA 
6 
• ÉTERES CÍCLICOS: Recebem o prefixo OXA + CICLOALCANO 
 
 
 
 
 
 
NOMENCLATURA 
7 
Oxaciclopropano 
“Oxirano” 
Oxaciclopentano 
“THF” 
1,4-
Dioxaciclohexano 
“1,4-Dioxano” 
• Os éteres possuem pontos de ebulição que são comparáveis, 
em linhas gerais, aos dos hidrocarbonetos de mesma massa 
molecular. 
PROPRIEDADES FÍSICAS 
8 
• Não formam pontes de hidrogênio entre si; 
• Formam pontes de hidrogênio com água e álcool; 
• Essa ligação de hidrogênio faz com que os éteres se dissolvam em 
água quase na mesma extensão que os álcoois de tamanho e forma 
similares. 
 
 
 
 
• Possuem baixa de polaridade, são excelentes solventes para maioria 
dos compostos orgânicos. 
PROPRIEDADES FÍSICAS 
9 
Industrialmente: Preparação Industrial do Dietil Éter 
• O dietil éter é preparado industrialmente por meio da desidratação 
de etanol catalisada por ácido. Acredita-se que o mecanismo desse 
processo envolva um processo SN2. 
 
 
 
 
 
 
• Outros éteres dialquílicos simples. Podem ser obtidos através desse 
método. Em geral, limitado à preparação de éteres simétricos, nos 
quais os dois grupos alquila são primários. 
 
Reações de Obtenção 
10 
Laboratorial: Síntese de Éteres de Williamson 
• Consiste em uma reação SN2 de um alcóxido de sódio com um 
haleto de alquila, com um sulfonato de alquila ou com um 
sulfato de alquila. 
Reações de Obtenção 
11 
Laboratorial: Síntese de Éteres de Williamson 
• Como a segunda etapa é um processo SN2, efeitos estéricos 
devem ser considerados. 
• Especificamente, o processo funciona melhor quando haletos 
de metila ou de alquila primários são utilizados. Haletos de 
alquila secundários são menos eficientes porque a eliminação é 
favorecida em detrimento da substituição e haletos de alquila 
terciários não podem ser utilizados. 
Reações de Obtenção 
12 
O MTBE foi muito usado como 
aditivo da gasolina até que 
surgiram preocupações de 
que ele poderia contribuir 
para a contaminação das 
águas subterrâneas. 
13 
Reações de Obtenção 
14 
• Os éteres acíclicos resistem a ataques de nucleófilos e de bases; 
• São usados como solventes em muitas reações devido a 
“ausência” de reatividade acoplada à capacidade de solvatar 
cátions. 
• Éteres acíclicos são inertes em meio básico, reagem em meio 
ácido, ocasionando sua própria clivagem: 
 
 
• Quando um fenil éter é clivado sob condições ácidas, os 
produtos são fenol e um haleto de alquila. 
Reações de Éteres 
15 
• Clivagem Ácida 
• O aquecimento de dialquil éteres com ácidos muito fortes (HI, HBr e 
H2SO4) leva ao rompimento da ligação carbono–oxigênio. 
• Reação de Butleroff 
 
 
 
 
• A quebra em meio ácido de éteres é uma reação típica de 
substituição nucleofílica. 
• Para éteres não simétricos, o resultado é geralmente de quebra 
seletiva, com a produção de um único álcool e um único haleto de 
alquila. 
Reações de Éteres 
16 
Reações de Éteres 
• Clivagem Ácida : Éteres simétricos 
Éteres contendo alquilas primárias ou secundárias na presença 
de excesso de ácido e aquecimento formam somente haletos. 
de alquila derivados. 
 
 
17 
• Clivagem Ácida: Éteres não simétricos 
Éteres contendo alquilas primárias ou secundárias reagem via SN2, 
onde o ânion haleto proveniente do ácido forte ataca o éter 
protonado no sítio menos substituído (menos impedido). 
Exemplo: 
Reações de Éteres 
18 
• Clivagem Ácida 
• Os éteres terciários, benzílicos e alílicos reagem via Sn1, e E1, 
porque podem produzir carbocátios estáveis; 
• Estas reações são geralmente rápidas e ocorrem em 
temperaturas moderadas. 
Exemplo: 
Reações de Éteres 
19 
• Éteres cíclicos são substâncias que contêm um átomo de 
oxigênio incorporado em um anel. Nomes principais especiais 
são usados para indicar o tamanho do anel. 
• Os oxiranos, éteres cíclicos contendo um sistema de anéis de 
três membros. 
• Esse sistema de anéis é mais reativo do que dos outros éteres 
porque tem uma tensão de anel significativa. 
• Oxiranos substituídos, também chamados epóxidos, e podem 
conter até quatro grupos “R”. 
ÉTERES CÍCLICOS 
20 
• Epóxidos: Embora tensionados, podem ser encontrados na 
natureza. A seguir, vemos dois exemplos. 
ÉTERES CÍCLICOS 
21 
Industrialmente: 
 
 
 
 
 
• Gás inflamável incolor 
• Intermediário na produção de etilenoglicol e outros produtos 
químicos, 
• Esterilizante para alimentos e materiais de uso médico. 
Reações de Obtenção 
22 
Laboratorial: Preparação com Peroxiácidos 
• Alquenos podem ser convertidos em epóxidos após tratamento 
com peroxiácidos. 
 
 
 
 
• Mecanismo: 
Reações de Obtenção 
23 
Laboratorial: Preparação a Partir de Haloidrinas 
• Alquenos podem ser convertidos em haloidrinas quando 
tratados com um halogênio na presença de água. 
 
 
 
 
• Haloidrinas podem ser convertidas em epóxidos por tratamento 
com uma base forte: 
Reações de Obtenção 
24 
• Aumentar a cadeia em CH2-CH2 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo: Conversão 2-propanol em 3-metil-1-butanol 
 
 
 
 
Reações de Epóxidos 
25 
• Éteres de Coroa 
• Essas substâncias contêm átomos de oxigênio múltiplos e, 
portanto, são capazes de se ligar mais fortemente a íons 
metálicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reações de Epóxidos 
26 
• Abertura de Epóxidos 
• O anel de três membros dos epóxidos, muito tensionado, faz 
com que sejam mais reativos que outros éteres cíclicos nas 
substituições nucleofílicas. 
• São reativos tanto em meio básico quanto em meio ácido, onde 
ocorre a clivagem. 
• Meio Ácido Meio Básico 
Reações de Epóxidos 
27 
• Abertura de Epóxidos: Meio básico 
• Embora o alcóxido seja um grupo de saída pouco estável, a 
tensão do anel é suficiente para que a reação aconteça. 
Reações de Epóxidos 
28 
• Abertura de Epóxidos: Meio básico 
• Regioquímica: O nucleófilo ataca na posição menos substituída 
 
 
 
 
• Estereoquímica: Quando o ataque ocorre em um centro de 
quiralidade, observa-se a inversão de configuração. 
 
Reações de Epóxidos 
29 
• Abertura de Epóxidos: Meio básico 
• Muitos nucleófilos fortes podem serutilizados para abrir um 
epóxido em meio básico: 
 
Reações de Epóxidos 
30 
• Abertura de Epóxidos: Meio ácido 
Reações de Epóxidos 
31 
• Abertura de Epóxidos: Meio ácido 
• Regioquímica: 
 
 
 
 
 
• Estereoquímica: Quando o ataque ocorre em um centro de 
quiralidade, observa-se a inversão de configuração. 
 
Reações de Epóxidos 
32

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