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Relação Médico-Paciente (Slides+Porto)
Fundamental na prática médica.
É indispensável o conhecimento básico acerca das Humanidades, pois a relação médico paciente não se restringe ao âmbito biológico.
Consentimento informado: o médico e o paciente tomam decisões em conjunto exercício do princípio da autonomia.
Os detalhes de procedimentos invasivos e/ou dolorosos devem ser registrados formalmente em prontuário médico.
Princípios Bioéticos:
Autonomia: o paciente tem o direito de decidir concordar ou não com determinado procedimento, pois é o principal ator do seu processo de saúde-doença. Portanto, o médico não pode ir de encontro a esse princípio e impor sua decisão, apenas sugeri-la.
Beneficência: é papel do médico promover o benefício do paciente nos diferentes níveis de saúde.
Não maleficência: é papel do médico evitar ao máximo promover prejuízos ao paciente. Em situações adversas, sempre dos males o menor.
Sigilo: o médico deve manter sigilo a respeito das necessidades e problemas apresentados pelo paciente. Esse princípio só pode ser violado se comprometer a vida de mais pessoas ou de uma comunidade. A quebra do sigilo em casos judiciais só pode ser feita a um perito (delegados não em esse direito), com a apresentação do prontuário médico. Apenas com autorização do paciente pode-se divulgar o CID. O médico só pode testemunhar se o paciente interessado permitir, fora isso, o médico não pode ser obrigado por NENHUMA autoridade de divulgar dados de pacientes (código penal – proibição para depor). 
Justiça: é fazer o que é justo ao paciente. Implica a consideração de princípios de justiça social. É o pilar da equidade.
Alteridade*: respeitar as diferenças do outro.
A relação-médico paciente é de extrema importância, pois, muitas vezes, é determinante para a adesão do paciente ao tratamento.
A forma como o médico se relaciona com o paciente, muitas vezes depende do quadro clínico apresentado. O envolvimento emocional está muito ligado ao grau de complexidade e durabilidade de determinada enfermidade. Um exemplo disso são as doenças em cuidados paliativos, que demandam uma atenção emocional maior, do que um acontecimento isolado como uma infecção.
Tipos de relacionamento entre médico e paciente (cada um deles é importante, é papal do médico saber discernir qual o melhor momento de aplica-los):
Médico ativo/paciente passivo: há a participação apenas do médico e não há preocupação por parte do paciente de interferir no procedimento. É muito comum esse tipo de relação em urgência/emergência.
Médico dirigindo/paciente colaborando: o médico assume uma postura autoritária, mas dá abertura para o paciente colaborar. Um exemplo desse tipo de relação é de paciente internado em regime hospitalar.
Médico agindo/paciente participando ativamente: o médico e o paciente ativos. Aliança terapêutica. Exemplo médico de ESF.
Transferência, contratransferência e resistência:
Transferência: o paciente transfere fenômenos afetivos que o paciente passa, que são relacionados a experiências vividas por ele no decorrer da sua vida (com familiares, amigos...) e podem ser positivas (experiência agradável) ou negativas (experiências desagradáveis).
Contratransferência: seria a passagem de aspectos afetivos do médico para o paciente. É papel do médico torna-los conscientes e controla-los.
Resistência: qualquer mecanismo psicológico inconsciente que comprometa ou atrapalhe a relação médico-paciente.
O médico: 
é papel do médico tornar a situação vivida pelo paciente menos angustiante e menos dolorosa. 
É necessário se abster de todos os tipos de preconceitos, estereótipos e concepções pessoais que venham a comprometer a relação médico-paciente. 
O médico tem uma função terapêutica. 
É necessário que o médico assuma a postura de médico cuidador, e para isso deve atentar para vestimenta adequada, higiene cuidadosa, vocabulário adequado, atitudes firmes (e não rudes), capacidade de compreensão e possibilidade de orientar.
*o médico, como qualquer outro ser humano, erra, tem suas inseguranças e atitudes pessoais, e pode ter essas coisas desde que não seja transferido para o paciente.
O paciente
O ser humano é um ser biopsicossocial.
É necessário respeitar seus dilemas, dúvidas, dores, incertezas e, principalmente, sua história. Cada um desses aspectos são exclusivos de cada paciente.
Vale a capacidade do médico de ser empático.
Comunicação: deve ser respeitada as diferenças intelectuais e culturais entre o médico e o paciente. Quanto mais acessível e adequada à realidade daquele paciente melhor. Há uma responsabilidade muito grande m comunicar diagnósticos graves à pacientes e familiares, assim como óbitos. Nessas situações, compete ao médico assistente explicar resultados de exames, informar diagnóstico, prognóstico e esclarecer todas as dúvidas. Em situações em que a comunicação for impossível (língua, barreiras culturais, emergência), buscar suporte (família, tradutor) ou seguir de acordo com o caso clínico (no caso da emergência). 
É necessário protagonizar o paciente nesse processo, pois uma das maiores dificuldades da atualidade é justamente uma relação fria do médico para com o paciente, enxergando-o apenas como um número você pode estar vendo o 20º paciente naquele dia, mas você é o primeiro médico que ele vê.
Se houver um médico a bordo de uma aeronave, ou em algum ambiente não hospitalar, ele tem a obrigação legal de prestar assistência (código penal – deixar de prestar assistência). Pode cobrar seus honorários de maneira justa e digna, porém não é obrigatório.

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