A lei processual civil no tempo - Resumo
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Processo Civil - Resumo
A LEI PROCESSUAL CIVIL NO TEMPO
As normas proc essuais t ambém são limi tadas no t empo, ist o é, no cas o de
sucessão de lei process ual, se recorre a o direito intert emporal para estabelece r quais
leis regula rão a situ ação concret a (se é a nova ou a anterior) .
A lei nova, no processo c ivil, não interfere nos process os já ence rrados, vis to
que a norma p rocessua l não retroa ge. Ainda as sim, poder á interferir nos process os
que serão iniciad os, já que t em aplicação im ediata, respeit ando-se a vacatio legis.
Desse modo:
“Art. 14. A norma pr ocessual nã o retroagi rá e será ap licável im ediatament e
aos process os em curs o, respeitad os os ato s processu ais pratica dos e as
situações ju rídicas cons olidadas so b a vigênc ia da norm a revogada.”
Nossa atenção se volta aos proc essos em trâm ite, em que ainda não há cois a
julgada. Confo rme dispõe o artigo 14 acim a, além de declarar a irr etroativid ade da lei,
a norma ser á aplicável i mediatame nte respeit ados os at os já prati cados e si tuações
consolidad as, vigorand o o princípi o do tempus regit actum, sendo a le i inapta a atingi r
atos proces suais que j á foram pr aticados.
Quanto a ap licação da lei, segue-s e a teoria d o isolament o dos atos p rocessuais. Se o
ato foi prat icado na f orma da le i vigente no mom ento da sua p rática, de ve ser
considerado u m ato val ido e juri dicamente p erfeito. Po r exemplo, se uma part e
interpõe u m recurso c om a lei vig ente no di a de ho je e, amanh ã a lei cr ia um n ovo
requisito for mal para a i nterposiç ão deste mes mo recurso, a p arte não poderá ter s eu
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recurso pre judicado s ob o fundam ento do des cumprime nto desse n ovo dispos itivo,
já que o rec urso foi int erposto n a vigência da lei ant iga.
No caso de um a alteração l egal na vigê ncia de um prazo proces sual, deve ser
respeitado o sentido d o tempus regit actum, o momento da comun icação à p arte
(intimação ou citação) é cons iderado o marc o que define qual norma q ue deve rege r
o ato proces sual. Se a intimação p ara o ato process ual se deu na vigênci a da lei ant iga,
ela que regu lamentará a p rática do n ovo ato no p rocesso, ta nto quanto a o cabiment o,
a forma e o praz o. Exemplo: as partes fo ram intimad as do acórd ão que julg ou
apelação na vigê ncia do CPC de 1973. A int imação dá às p artes a oportu nidade de
praticar o ato subs equente, qu e nesse cas o seriam embargos infringe ntes, levan do
em conta q ue o acórdã o reformou a sentença por maioria. Como a int imação oc orreu
na vigência do CPC antigo, o ato (emb argos) deve s er praticad o segu ndo a lei d o
momento da int imação.
Se o ato, por exe mplo uma s entença, for p referida na v igência do cód igo antigo
e a intimaç ão for fe ita na vi gência no novo có digo, o ato subseq uente deve estar de
acordo com o CPC d e 2015, vist o que a intim ação intim ação (que marca o início
temporal para o exercí cio do ato) ocorreu apó s a entrada em vigo r do novo códi go.
Ressalta-se que a dout rina e a juris prudência têm sido mais complacentes
quanto às formas e prazos, levando em cont a o dever d e cooperaçã o entre as pa rtes
e o juiz e a instrum entalidade das formas. L ogo, por ex emplo, se a l ei nova am pliou o
prazo do ato p rocessua l em relaçã o a anterior , mesmo que a p arte seja i ntimada na
vigência da l ei velha, deve p revalecer a n orma que conced e o prazo maior, qual seja ,
a nova (ou vice-versa) . O fundame nto é que as partes não sejam p rejudicadas por um a
eventual re dução no pr azo da prat ica de um ato.
Ainda na m esma linh a, no cas o de ampl iação do prazo processual, se não
houver preju ízo aos liti gantes, deve ser observado o prazo da lei nova. Para isso, o
processo ai nda deve e star em cu rso. Ass im, essa poss ibilidade d e prat icar o ato no
maior prazo ( conforme lei no va ou velh a), só é conferi da durant e a transição d a lei,
isto é, se o prazo se inic iou na vigência da lei v elha e se estendeu até a vigênci a da lei
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nova. Se o p razo tiver início na vig ência da nova lei, de ve ser prat icado de acord o com
esta.
Do mesmo m odo é qua nto à fo rma dos at os. Exe mplo: cont estação. Se o inici o
do prazo f oi na vigê ncia da l ei antiga, o réu p recisaria ap resentar r econvençã o em
uma peça d istinta. Se a comuni cação se d eu na vigê ncia do no vo código, a
contestação p ode conter a reconve nção.
O correto é s empre adotar a l ei vigent e no momento d o marco inici al da
contagem d o prazo, i ndependent e da d outrina e ju risprudê ncia serem maleáveis por
vezes.