Princípio da motivação - Resumo
2 pág.

Princípio da motivação - Resumo

Pré-visualização2 páginas
1
Processo Civil - Resumo
PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO
Previsto no art . 11, do CPC e art. 93, I X, da CF. É u m dever constit ucional,
estabelecid o para permit ir aos cidadãos o controle so cial e político d a função
jurisdiciona l exercida pel o Poder Judiciári o, e que det ermina aos magis trados que a
sentença e demais atos ju risdiciona is devem ser mot ivados, s ob pena de nul idade.
Pelo princípio da motivação, o j ulgador de ve expor d e forma clara os
pressupost os, de fato e de d ireito, que le varam à constru ção de todas as dec isões
tomadas ao long o do processo. O que expõe de forma pública os at os dos magis trados
e suas razões.
Essa dinâm ica também pe rmite às p artes melhor avaliar a prestação
jurisdiciona l e a apreci ação de suas p retensões . No caso de ha ver discord ância de
alguma deci são proferid a pelo magis trado, cabe rá o recurso adequado qu e objeti va
revertê-la de modo mais fav orável à pa rte recorrent e.
Segundo ent endimento do ST F, a moti vação é um p ressuposto cons titucional
de eficácia e v alidade das decisõe s proferidas pelo Poder Judiciário. Em caso de
inobservân cia, constit ui grave trans gressão consti tucional que a feta a legit imidade
do ato e lev ando a sua nulidade, p odendo ser arg uida em q ualquer grau.
A garantia cons titucional im põe aos magis trados que expo nha com clarez a os
motivos pe los quais s uas decis ões são p roferidas. D eve dar as razões de seu
convenciment o.
O art. 489, § 1º, traz os casos em que não se conside ra fundament ada uma
decisão judicial, o que de fo rma diversa, explicita o p rincípio da motivação.
2
“§ 1o Não se cons idera fundame ntada qualqu er decisão j udicial, seja el a
interlocutória, sentença ou acórdão, que:
I - se limit ar à ind icação, à reprodução o u à paráfra se de ato normativ o, sem
explicar su a relação com a causa ou a questão dec idida;
II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto
de sua incidência no caso;
III - invocar motivos que se p restariam a j ustificar qu alquer ou tra decisão;
IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em
tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador;
V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmu la, sem identificar seus
fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se
ajusta àquel es fundament os;
VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente
invocado pela parte, sem demonstrar a ex istência de distinção no caso em
julgamento ou a superação do entendimento.”