Sistema digestivo Fisiologia II
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Sistema digestivo Fisiologia II


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\ufffd1 Laísa Alves
Sistema digestivo
Os animais domésticos possuem três modelos principais de sistema digestório: 
1.	 Estômago simples: carnívoros 
2.	 Fermentadores pré-gástricos: ruminantes e camelídeos 
3.	 Fermentadores pós-gástricos: equinos e logomorfos. 
A base da fisiologia do digestório envolve 4 processos: 
1.	 Motilidade: vai ser relevante principalmente desde a deglutição, esôfago, estômago e intestino 
como um todo. 
2.	 Secreção: relevante a partir de estômago e segue até o intestino grosso, porém a 
composição vai se modificando ao longo do tubo. 
3.	 Digestão: desde a boca 
4.	 Absorção: vai variar entre espécies 
Apreensão e deglutição: 
É muito diferente entre as espécies. 
	 O lábio tem importância significativa pela apreensão de alimento pelo cavalo e é insignificante 
para os bovinos. O cavalo tem o lábio muito sensível, mucosa delicada. Enquanto, o ruminante, 
bovino principalmente, vai ter um lábio muito queratinizado que dão proteção, que serve para comer 
uma folha cheia de espinho sem se machucar, mas ao mesmo tempo tira a sua sensibilidade. 
	 Para o cachorro, o lábio não é um componente importante para a apreensão, ele apreende o 
alimento com os dentes. O cavalo faz a primeira apreensão com os lábios e depois com os incisivos, 
como uma \u201cpinça\u201d. No bovino quem faz a apreensão do alimento é a língua. 
	 
	 Depois do alimento ser apreendido ele precisa ser mastigado, em geral, a mastigação é feita 
pelos pré-molares e molares. Os cachorros utilizam os dentes carniceiros (molares e pré-molares). 
	 A deglutição é considerada uma ação voluntária durante a mastigação, porém alguns outros 
fatores são autônomos. Na passagem do alimento do sentido oral para aboral, músculos da face são 
utilizados nesse movimento. No momento que o alimento chega na orofaringe, são criados estímulos 
para o bulbo que interpreta fazendo duas funções: retraindo a epiglote, fechando a entrada para a 
traquéia, e elevação do palato mole que fecha o acesso do alimento à laringe. Esse processo 
encaminha o alimento para o esôfago. 
\ufffd2 Laísa Alves
Secreção e salivação: 
	 Como um bolo de comida está sendo mastigado, a saliva é adicionada. A saliva é produzida 
por glândulas acinares localizados ao longo da mandíbula e maxila da maioria das espécies. 
	 As secreções das células acinares são conduzidas por uma série de ductos, até que 
finalmente as secreções atinjam a orofaringe. 
	 As secreções das glândulas salivares individuais variam de uma composição aquosa referida 
como secreção serosa para uma secreção mais mucosa. 
	 A glândula parótida é a principal produtora de serosa, composta por muita água, amilase, 
tampões (principalmente na forma de bicarbonato), lipase e IgA. 
* Caso o alimento contenha patógenos, a defesa contra esses patógenos começa no contato do 
alimento com a saliva; 
* A digestão dos carboidratos solúveis como o amido já começa na boca, para as espécies que 
produzem amilase salivar; 
* Como os alimentos apresentam maior característica ácida, a presença de bicarbonato na saliva 
ajuda no processo de tamponamento. A liberação dessa substância tem maior importância para 
ruminantes, já o bicarbonato da saliva é o principal fator que tampona a acidez ruminal, impedindo 
que o pH caia a níveis que seriam prejudiciais à microbiota. 
	 As glândulas sublinguais produzem saliva mucosa, ou seja, saliva mais espessa (lembra 
muco). Essa saliva vai ter sua consistência diferenciada por causa da mucina, que faz com que a 
saliva ajude a fazer lubrificação do bolo alimentar. 
	 Os componentes presentes na saliva serosa também estão presentes na mucosa, porém em 
menor proporção. Assim como também tem mucina na serosa, mas muito pouco. Ou seja, 
funcionalmente esses componentes são mais relevantes para uma saliva que para outra. 
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	 As glândulas salivares não fazem uma filtração do plasma como os rins, em que os eletrólitos 
passam da mesma concentração. A filtração ocorre de maneira que não deixa passar muitos 
eletrólitos e como resultado a saliva se torna hipotônica, comparada ao sangue. 
	 Esse é um processo positivo, pois os alimentos têm sais minerais junto a eles, sendo 
hipertônicos em relação ao plasma. Para evitar o choque osmótico que os alimentos vão causar na 
mucosa do trato digestório, a saliva é hipotônica para equilibrar o meio. 
	 As secreções salivares estão sob o controle do nervo glossofaríngeo (glândulas parótidas) 
e do nervo facial (glândula submaxilar e glândulas sublinguais). 
	 Esses nervos carregam fibras parasimpáticas que determinam a taxa de produção e 
secreção da saliva. 
	 A secreção ocorre quando as células mioepiteliais (um tipo de célula epitelial capaz de se 
contrair) respondem à estimulação parasimpática e \u201cespremem\u201d o acinos para propelir a saliva pelos 
ductos. 
	 Não há inervação simpática das glândulas salivares. Os nervos simpáticos não chegam 
até as glândulas, eles vão até a irrigação delas. Ou seja, os nervos simpáticos vão estar associados 
ao controle de irrigação das glândulas, mas o que também causa efeito sobre elas. Eles causam 
vasoconstrição. 
* A ação da inervação parassimpática é direta e a ação simpática é indireta. Basicamente, o 
parassimpático estimula a salivação e o simpático inibe. 
	 Em todas as espécies, as células dos dutos das glândulas salivares são capazes de aumentar 
a secreção de sódio, potássio e bicarbonato na saliva para aumentar sua alcalinidade, a fim de 
aumentar seu tamponamento. Essas células aumentam o pH da saliva em resposta a um hormônio 
chamado secretina. A secretina é produzida por células enteroendocrinas no duodeno quando o pH 
do duodeno diminui. 
	 O mecanismos de regulação do pH salivar, em ruminantes, ocorre à nível de rúmen e não no 
duodeno, como a maioria das espécies. Deve-se considerar que a ingesta ruminal fica presente 
naquele local durante dias, com isso caso o pH esteja muito baixo demoraria muito até que esse 
conteúdo chegasse no duodeno para ser corrigido. Com isso os ruminantes possuem mecanismos 
de regulação do pH salivar já no rúmen, caso este fique com pH muito baixo, há liberação de 
secretina que atua nas glândulas salivares, aumentando a alcalinidade das mesmas. 
Motilidade: 
A motilidade do trato gastro intestinal começa com o esôfago. Algumas espécies apresentam 
diferença quanto a constituição muscular deste órgão. Os carnívoros e os ruminantes possuem 
musculatura estriada esquelética, frente a necessidade de regurgitar o alimento. No equino e no 
suíno, a composição é de músculo liso e a motilidade está associada a uma composição de 
inervação presente entre as camadas musculares. 
	 Essa regulação está associada a um sistema que apesar do nome começa no esôfago, 
chamado de sistema nervoso entérico. Para o cachorro e ruminante, esse sistema nervoso 
entérico é menos desenvolvido, porque é inervação do esôfago é somática. O sistema nervoso 
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entérico mais desenvolvido a nível esofágico vai ser nos animais de musculatura lisa. \u201cSe é músculo 
liso e exclusivo do intestino nossa consciência não participa\u201d. 
	 O sistema nervoso entérico vai ser mais desenvolvido, em todas as espécies, do 
estômago até o ânus. Esse fator está relacionado com a presença de mucosa e submucosa, 
camadas musculares circular interna e longitudinal externa, revestidas por serosa. 
Esse SNE é dividido em dois plexos: 
1. Plexo submucoso: organizado na submucosa; 
\u2022 Glândulas da submucosa; 
\u2022 Muscular da submucosa. 
2. Plexo mioentérico: organizado nas camadas musculares; 
\u2022 Músculo circular interno; 
\u2022 Músculo longitudinal externo. 
	 O plexo mioentérico apresenta neurônios de comunicação com simpático e parassimpático. 
Ou seja, elementos que são oriundos desde o SNC interferem no plexo mioentérico, mais do que 
eles conseguem interferir no plexo submucoso. 
	 O sistema