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ANTIMICROBIANOS São substâncias químicas usadas para combater microrganismos, que podem ser específicos ou inespecíficos. Antimicrobianos Inespecíficos Atuam sobre microrganismos em geral, sejam eles patogênicos ou não. Pertencem a esse grupo os: • Antissépticos – são substâncias usadas no tratamento e na profilaxia antimicrobiana em tecidos do organismo, pele e mucosas, inibindo a reprodução ou a velocidade de crescimento dos microrganismos nestes locais. São utilizados em: ✓ Procedimentos pré-operatórios – preparação do campo cirúrgico, e preparo das mãos e braços do cirurgião. ✓ Procedimento de manejo de animais – antissepsia de feridas, preparo de curativos e fazer limpeza de mucosas. • Desinfetantes –são substâncias utilizadas para destruir todas as formas vegetativas de microrganismos em superfícies ou objetos inanimados, mas não promovem necessariamente a esterilização do material. São utilizados em: ✓ Recintos de animais; ✓ Desinfecção de equipamentos, objetos, edificações e veículos de transporte; ✓ Controle de infecções após a morte de um animal por doença infectocontagiosa. Antimicrobianos Específicos Atuam sobre os microrganismos responsáveis pelas doenças infecciosas que acometem os animais. Pertencem a este grupo os: • Quimioterápicos – substâncias químicas que agem de forma seletiva sobre o agente causador do processo infeccioso, sem causar efeito nocivo sobre o hospedeiro. • Antibióticos – substâncias químicas produzidas por microrganismos, ou seus equivalentes sintéticos, que têm a capacidade em pequenas doses, de inibir o crescimento (bacteriostático, fungiostático...) ou destruir (bactericida, fungicida...) microrganismos causadores de doenças. ANTISSEPTICOS E DESINFETANTES ÁLCOOIS • Preparações - Álcool etílico (etanol), Isopropílico (isopropanolo) • Usos – antissepsia cirúrgica. • Espectro de Ação – bactericidas de gram-negativas e gram-positivas, fungos e vírus. • Mecanismo de ação – desnaturação de proteínas. Vantagens – ótimos solventes aumentando a eficácia bactericida de outras soluções, possuem baixo custo e são atóxicos topicamente. Desvantagens – baixo poder fungicida e viricida, além de ser muito desidratante. HALOGÉNOS E COMPOSTOS HALOGENADOS ❖ Iodo e Derivados • Preparações: tintura de iodo, solução de iodo, iodóforos. • Usos – antisséptico tópico, desinfecção de tecidos, limpeza de ambientes e utensílios, e controle de mastite. • Espectro de ação – bactericida, fungicida, viricida, esporicida e ativo contra Mycobacterium spp. • Mecanismo de ação – desnaturação de proteínas e oxidação de enzimas. a) Tintura ou solução de iodo – bactericida, fungicida e viricida utilizado com antisséptico. Desvantagens – causa hipersensibilidade, é corrosivo para metais e irritante para pele e tecidos. b) Iodóforos (iodo+degermantes, umedecedores, solubilizantes) - atuam como bactericida, fungicida e viricida, utilizados como antisséptico principalmente em feridas. Vantagens – menos irritante na pele e tecidos, com ação residual e é raramente alérgico. Desvantagens – causa atraso na cicatrização, em concentrações maiores de 3% causa sensibilização da pele, irritação e dor em feridas e mucosas. ❖ Cloro e derivados • Preparações – solução de hipoclorito de sódio, hipoclorito de cálcio, cloramina-T, dicloramina-T e cal clorada. • Usos – cloração de água, antissepsia de feridas, lavagem de mucosas, equipamentos e utensílios. • Espectro de ação – bactericidas, fungicidas, protozoocidas e viricidas. • Mecanismo de ação – penetração celular e liberação de oxigênio, causando morte celular e inibição enzimática. Vantagens – barato, ação rápida e efetiva, não tóxico, tem fácil preparação e aplicação. Desvantagens – corrosivo para metais e roupas, o vapor é irritante, inativo em matéria orgânica, pH alcalino, calor e luz tira eficácia, instável ao armazenamento. a) Cloraminas – desinfetante para bactérias aeróbicas e anaeróbicas, utilizado para desinfecção de roupas hospitalares, equipamentos leiteiros, lavagem de úbere, sistema urinário, útero e feridas com pus, além de antissepsia de pele e feridas. Vantagens – menos irritante e mais estável. Desvantagem – instável em água. b) Solução de hipoclorito de sódio – tem ação bactericida, viricida (vírus entéricos - parvovirus) e desodorizante, sendo utilizado como antisséptico, desinfetante e esterilizante. Também para limpeza de feridas, remoção de tecido necrosado, limpeza de abscessos, desinfecção de instrumentos cirúrgicos, roupas, equipamentos de laticínios, alimentos, superfícies e água de consumo. c) Solução de Hipoclorito de Cálcio – utilizado para controle de doenças infecciosas graves como tétano, carbúnculo, tuberculose, e etc. É utilizado como desinfetante de recintos e utensílios. Vantagens – pouco tóxico, pouco irritante e de baixo custo. Desvantagens – odor forte, corrosivo para metais, parcialmente inativado em matéria orgânica. d) Cal Clorada – utilizado para desinfecção de instalações e alojamentos. Vantagens – ideal para destruição de carcaças infectadas e de microrganismos patogênicos em matéria orgânica. Desvantagens – altamente irritante, instável à exposição ao ar, inativada em matéria orgânica em excesso. ALDEÍDOS ❖ Formaldeído • Preparações – aldeído fórmico, formalina, formol ou oximetileno. • Usos – desinfetante de aparelhos, áreas contaminadas, fixação histopatológica, anula toxinas, mas mantém poder antigênico, sendo usado em vacinas. • Espectro de Ação - bacteriostático quando em baixas concentrações; e em altas concentrações é bactecida, esporicida e fungicida, tem ação em Mycobacterium spp. e inativa vários vírus. • Mecanismo de ação – inibe a formação do aminoácido metionina, ação tóxica direta nas células; em altas concentrações precipita proteínas. Vantagens – não corrosivo para metais, tintas e tecidos, baixa toxidade sistêmica, e baixo custo. Desvantagens – ação lenta contra esporos, menos eficiente com matéria orgânica; gás irritante de pele e mucosas, além e ser possível carcinogênico. ❖ Glutaraldeído • Preparações – formulações a 2%, ativada ou alcalina e potencializada ou ácida. • Usos - esterilizante químico para borracha, plástico, metal e instrumentos delicados de corte ou ópticos, que não podem ser autoclavados. • Espectro de Ação - eficaz contra todos os tipos de microrganismos, incluindo vírus e esporos de bactérias. • Mecanismo de ação – alquilação de grupos amino e sulfidrílico de proteínas e do nitrogênio do DNA e RNA, interfere com as proteínas de membrana. Vantagens – menos irritante e corrosivo, menos volátil, menor odor desagradável, fácil penetração, maior potência, mais ativo na presença de matéria orgânica e espectro bactericida mais amplo. Desvantagem – mortalidade embrionária em ovos. COMPOSTOS FENÓLICOS ❖ Fenol • Preparações – clorofeno, ortofenilfenol, timol e triclosan. • Usos – antissepsia de tecidos, desinfetante doméstico, associado com sabões e detergentes aniônicos, EDTA e antioxidantes para limpeza, desinfecção e desodorização de áreas críticas, com pus, sangue, urina, fezes e outras secreções. • Espectro de Ação - bactericida para gram-positivas, fungicida, viricida (envelopados), e mata Mycobacterium spp. • Mecanismo de ação – desnatura e precipita proteínas. Vantagens – não volátil, ação residual, não corrosivo para metais. Desvantagens – em alta concentração é irritante e corrosivo, tem odor forte, causa lesões de pele, é neurotóxico e teratogênico,; gatos são mais sensíveis.❖ Cresol • Preparação – solução de cresol saponificado 2%. • Espectro de Ação - tem ação bactericida e viricida limitada, usar com água quente • Mecanismo de ação – desnatura e precipita proteínas. Vantagens – mais bactericida, menos cáustico e tóxico que o fenol, baixo custo e é um desinfetante eficaz. Desvantagens – irritante e corrosivo quando em altas concentrações. ❖ Outros fenólicos • Preparações – ortofenilfenato de sódio, emulsão de ortoclorofenol, ortofenilfenol, hexaclorofeno (antissepsia pré-operatória da pele), triclosana (antissepsia de mãos e banhos). • Desvantagens – corrosivo para pele, intoxicação sistêmica em gatos, pois são rapidamente absorvidos pela pele, levando a desconforto respiratório, estimulação e depressão do SNC, e morte por parada respiratória. BIGUANIDAS • Preparações – clorhexidina e Hexamidina • Usos – limpeza de gaiolas, infecções de tetos, limpeza de feridas, higienização oral (hexamedina). * Não usar com iodo, causa inibição diminuindo o efeito residual. • Espectro de Ação – ação contra gram-positiva e gram-negativa, leveduras e fungos. Não atua no bacilo da tuberculose, esporos e fungos filamentosos, e tem fraca ação viricida. • Mecanismo de ação – desorganização da membrana celular; clorhexidian tem ação residual na pele (6h). Vantagens – baixa irritação de pele e mucosas; menos inativo em matéria orgânica, não absorvida pela pele e mucosas íntegras. Desvantagens – água dura, diminui os efeitos e solução salina, inativação. SURFACTANTES • Preparações – sabões (surfactantes aniônicos) e detergentes (surfactantes catiônicos) ou surfactantes não-iônicos. • Usos – antissépticos e desinfetantes, agentes umedecedores, sabões, detergentes e emulsificantes. • Espectro de ação – antibacterianos. • Mecanismo de ação – diminuição da tensão superficial da água, tendo maior penetração em superfícies úmidas, formam emulsões com secreções com bactérias, removem células epiteliais de descamação e emulsificam gorduras. a) Surfactantes Aniônicos (sabões) – fraca ação contra gram-negativas e bactérias ácido resistentes. b) Sufactantes Catiônicos (detergentes ou compostos quaternários de amônia) • Preparações – cloreto de benzalcônio, de benzetônio, de metilbenzitônio, de cetildimetilbenzilamônio, e de cetilpiridínio. • Usos – desinfetantes de superfícies, materiais, utensílios e equipamentos, higienização de ovos. • Espectro de ação – gram-positivo e gram-negativo, em baixas concentrações sé bacteriostático, e em alta concentrações bactericida e fungicida. • Mecanismo de ação – desnaturação e precipitação de proteínas. Vantagens – não irritantes e pele e tecidos, não corrosivo para metais, baixa toxicidade, inodoros e ação residual. Desvantagens – neutralizados pelos surfactantes aniônicos (sabões), não atuam em matéria orgânica, menor eficácia em água dura. AGENTES ÁCIDOS a) Ácidos orgânicos • Preparações – ácido benzoico, ácido salicílico, ácido undecilênico e ácido acético 5%. • Usos - utilizados topicamente, para conservar alimentos, cosméticos e medicamentos, contra infecções dérmicas, e como antifúngico tópico. • Espectro de ação - ação fungicida e bactericida. b) Ácidos Inorgânicos • Preparações – ácido bórico • Usos – mucosa oral e conjuntival. AGENTES ALCALINOS OU ÁLCALIS a) Hidroxido de sódio (soda cáustica) – usada em soluções a 2% como desinfetante de baias, estábulos e veículos de transporte de animais. b) Oxido de cálcio (cal, cal virgem ou cal viva) – desinfetante de instalações e ambientes abertos, veículos de transporte de animais, em excesso causa erosões dérmicas e pododermatites infecciosas. c) Hidróxido de cálcio (cal hidratada) – desinfetante de áreas contaminadas com excretas, contato por 2 horas. AGENTES OXIDANTES a) Peróxido de Hidrogênio (água oxigenada) – • Espectro de ação - liberação de O2 ação antimicrobiana. Em concentrações de 3% e 6% é bactericida; já em 10% e 25% é esporicida. É utilizada como antisséptico. • Mecanismo de ação – oxida membranas lipídicas, DNA e outros. Vantagem – baixa penetração na pele. Desvantagens – irritante para olhos e mucosas, catalase (enzima no sangue e tecidos) inibe o peróxido, toxica para fibroblastos inibindo a cicatrização. b) Permanganato de Potássio – • Espectro de ação - antisséptico, anti-micótico e desodorizante, age em lesões cutâneas exsudativas. • Mecanismo de ação – libera O2, poder oxidante. Vantagem – adstringente, precipita camada proteica da célula. Desvantagens – irritante e corrosivo para pele e mucosas, mancha pele e tecidos, inativo em matéria orgânica. OUTROS AGENTES a) Nitrofuranos • Preparações - Nitrofurazona, Nitrofurantoína • Espectro de ação - age em gram-positivas e gram-negativas, e em alguns protozoários e fungos. Utilizado como antimicrobiano tópico em feridas superficiais, curativos cirúrgicos, antisséptico trato urinário. • Mecanismo de ação – desconhecido. Vantagem – impede a cicatrização. Desvantagem – hipersensibilidade. b) Sulfiram – usado para profilaxia e como adjuvante no tratamento de parasitoses cutâneas. c) Corantes – utilizados como antifúngico tópico em infecções cutâneas, mucocutâneas e vulvovaginais (Candida albicans). d) Sulfonamidas - utilizada como antisséptico para assepsia de feridas e queimaduras, e tratamento de afecções da mucosa orofaríngea. e) Extrato de semente de Grapefuit • Usos – assepsia de água de bebida, banho sanitário de animais, coadjuvante na cicatrização de feridas e queimaduras, tratamento de sarna, desinfecção de instalações, equipamentos e instrumentos em geral, anti-sepsia de campos cirúrgicos, genitais, úbere e tetos, mão e braços, sanitização de áreas de manupulação de alimentos (laticínios e frigoríficos) e prevenção da mastite. • Espectro de ação - desinfetante natural, com ação fungicida (Aspergillus, Penicillium e Candida), bactericida (G+, G- e micobacterias) e protozoários (Eimeria sp, exceto E. tenella). ANTIBIÓTICOS Classificação Os antibióticos são classificados quanto à sua: ✓ Química – derivados de aminoácidos, de açucares, acetatos e propionatos, ou pirimidinas. ✓ Origem – sintéticos ou naturais. ✓ Ação biológica – bactericidas ou bacteriostáticos. ✓ Espectro de ação – restrito ou de grande espectro. ✓ Mecanismo de ação Mecanismo de Ação dos Antimicrobianos • Sinergismo - em algumas situações é necessário associar antimicrobianos, como infecções graves, mistas ou até para evitar o aparecimento de resistência bacteriana, obtendo assim um aumento da eficácia terapêutica. • Antagonismo - associação entre os fármacos envolvidos gera um efeito deletério, ou inferior ao uso do farmaco isoladamente. Tipo de Associação Exemplos Bacteriostático + bacteriostático Lincosamina + Macrolídeo Lincosamina + cloranfenicol Macrolídeo + cloranfenicol Macrolídeo + tetraciclina Bactericida + bacteriostático Penicilina + cloranfenicol Penicilina + tetraciclina Penicilina + lincosamina Penicilina + macrolídeos Cefalosporina + cloranfenicol Cefalosporina + lincosamina Cefalosporina + macrolídeos • Bactericidas – aminoglicosídeos, cefalosporinas, monobactamicos, fluorquinolonas, metronidazol, penicilinas, polimixinas, vancomicina, derivados nitrofurâmicos, sulfonamidas potencializadoras. • Bacteriostáticos – clindamicina, azitromicina, tetraciclina, trimetoprim. *Cloranfenicol e sulfonamidas podem ser bactericida ou bacteriostático. Temos bactericidas tempo dependentes como as cefalosporinas e a penicilina; e concentraçãodependentes, que quanto maior a concentração mais duradouro é o efeito após a administração, como no caso das fluorquinolonas e aminoglicosídeos. PRINCIPAIS GRUPOS DE ANTIBIÓTICOS β-Lactâmicos São as penicilinas e análogos, obtidas a partir de culturas de fungos do gênero Penicillium. Dentre elas temos as: ✓ Penicilinas naturais – penicilina G e penicilina V, que são antibióticos de baixo custo; ✓ Penicilinas semi-sintéticas; ✓ Cefalosporinas; ✓ Carbapenicos; ✓ Inibidores da beta lactamase. • Mecanismo de Ação – provocam a lise osmótica celular, ao se ligarem a proteína fixadora de penicilina (PPB) e inibirem as enzimas transpeptidades que sintetizam o petídeoglicano – componente da parede celular bacteriana. Agem então como bactericidas. Tipo de Associação Exemplos Bactericida+Bactericida Penicilina+quinolona Penicilina+cefalosporina Penicilina+aminoglicosídeo Quinolona+aminoglicosídeo Bacteriostático+bacteriostático sulfa+trimetoprim Bactericida+Bacteriostático Cloranfenicol+polimixinas Sulfas+polimixinas ❖ Penicilinas Naturais (penicilina G-cristalina ou Benzilpenicilina) – tem curda duração ação, associação com procaína – F, K, O, X e V. • Espectro de ação – gram-positivas, aeróbicas e anaeróbicas, cocos gram-negativos e espiroquetas. • Resistencia bacteriana - são inativadas por β-lactamases, que são produzidas por quase 100% das linhagens de Staphylococcus aureus e 80% de outras linhagens. A maioria dos bacilos gram-negativos, principalmente os anaeróbicos é naturalmente resistente à penicilina G (exceto Pasteurella). • Efeitos Adversos ✓ Quadros de hipersensibilidade, podendo ocorrer hipersensibilidade cruzada com cefalosporina. ✓ Fenilbutazona e ácido acetilsalicílico aumentam a concentração sérica de penicilina; ✓ Soluções contendo complexo B e vitamina C a inativam; ✓ A excreção é renais, cuidado com nefropatas; ✓ Não associar com bacteriostáticos como cloranfenicol ou a tetraciclina. • Penicilinas naturais – • Indicações ✓ Tétano (+ soro antitetânico); ✓ Adenite equina; ✓ Manqueira em bovinos; ✓ Pneumonias bacterianas; ✓ Profilaxia no Bacillus antracis; ✓ Leptospirose. • Farmacocinética ✓ São instáveis em ambientes ácidos – não realizar administração oral; ✓ Uso tópico pode predispor a hipersensibilidade; ✓ São biotransformadas no fígado e excretadas na urina. ✓ Penicilina G-procaína por via IM ou SC, mantém concentrações séricas por 12 a 24h. ✓ Penicilina G-benzatina mantém concentração por 2 a 7 dias, dependendo da dose. ✓ Difunden-se bem principalmente na presença de inflamação. *não apresemtam concentrações intracelulares adequadas, não penetram na próstata, olho e SNC. ❖ Aminopenicilinas (ampicilina, amoxilina) • Espectro de ação – gram-positivas como Staphylococcus não produtor de penicilases, Streptococcus β-hemolíticos, alguns Bacillus anthracis e a maioria dos clostrídeos. De gram-negativas, tem ação contra Salmonella, Escherichia coli e Pasteurella. *tem sinergismo com aminoglicosídeos • Indicações – infecções de tecidos moles, abscessos, infecções não complicadas do trato urinário inferior. • Resistência bacteriana – não são ativos contra Klebsiella, Proteus indol-positivo e Pseudomonas. *Ampicilina e a amoxilina possuem resistência cruzada em quase 100%, houve grande aumento nos últimos anos. • Efeitos Adversos ✓ Reações de hipersensibilidade podem ocorrer de maneira cruzada com penicilinas naturais. ✓ Ruminantes, equinos e coelhos podem ter desequilíbrio da microbiota (ruminal/ceco) favorecendo o crescimento de patógenos entéricos. ✓ Só deve ser usado em bezerros neonatos no caso de sepse por bactérias entéricas, pois em outros casos causa enterites e síndrome de má-absorção. ✓ O uso concomitante com tetraciclinas diminui o efeito bactericida das aminopenicilinas. ✓ Podem ser associadas com inibidores de β-lactamases ▪ Ácido Cluvânico – amoxilina ▪ Sulbactam – ampicilina. ❖ Cefalosporinas e Análogos – obtidas a partir de fungos do gênero Cephalosporium. • Espectro de Ação: ➢ 1ª geração – ativos contra Staphylococcus, Streptococcus, Corynebacterium, Salmonella, Escherichia coli, Klebsiella, Actinobacillus, Pasteurella, e a maioria dos anaeróbicos gram-positivos. ➢ 2ª geração – menos ativas contra gram-positivas principalmente o Staphylococcus intermedius, mas tem um espectro maior contra gram-negativas como E. coli, Proteus, Enterobacter, Klebsiella e anaeróbios. *parenteral – cefuroxima (IV), Cefoxitina (IV) ➢ 3ª geração – agem contra gram-negativas, sendo menos ativas contra gram- positivas, exceto o ceftiofur que é ativo contra Fusobacterium necrophorum e outros gram-negativos anaeróbios produtores de β-lactamases, pseudomonas. *parenteral – ceftriaxona (IV, SC, IM), Cefotaxima (IV, IM), Cefovecina (SC), Ceftiofur (SC, IM, IV – com boa atividade contra gram-positiva e negativa). • Resistencia Bacteriana – Rodhococcus, Enterococcus, Staphylococcus, meticilina resistentes, Proteus e pseudomonas. • Indicações ✓ Parenterais – pós-cirúrgicos e tratamento de Escherichia coli em aves. ✓ Oral – piodermites, infecções urinárias e pós-cirurgico. ✓ Ceftiofur – infecções pós-parto em bovinos, pneumonias e pododermatites. • Efeitos Adversos ✓ Em cães o ceftiofur causa flebite, alergia e distúrbios de coagulação e mielotoxicidade. ✓ Em pacientes com insuficiência renal, as cefalosporinas se acumulam. ✓ Doses elevadas por via oram podem desequilibrar a microbiota de bovinos equinos e coelhos, predispondo a enterites/cólicas. ✓ Pode ocorrer hipersensibilidade com outros β-lactâmicos. ✓ Custo é um fator limitante. ✓ Não associar cefalexina oral com trombolíticos (heparina ou dicumarínicos), pois pode suprimir a micriobiota intestinal e diminuir a síntese de vitamina K, predispondo o animal a hemorragias. ✓ As cefalosporinas podem potencializar os efeitos nefrotóxicos dos aminoglicosídeos. ❖ Carbapenêmicos e Monobactâmicos – meropenem (BID, SC), imipenem (TID, QUID, IV/IM), aztreonam (não usado). *associar imipenem com cilastatina (inibidor de enzimas renais) aumenta sua ação. • Espectro de Ação – antibióticos com maior espectro contra gram-negativas. • Resistencia Bacteriana – no caso do imipenem existe resistência ao Mycobacterium, enterococcus faeciem, Staphylococcus; já a meticilina são as clamídias e micoplasmas • Indicações – infecções severas e multirresistentes. • Carbapenêmicos – são indicados para infecções hospitalares e peritonites. ➢ Efeitos adversos ✓ Podem produzir efeitos gastrintestinais; ✓ Discrasias sanguíneas; ✓ Convulsões e flebite. ✓ Induzem resistência aos outros β-lactâmicos; ✓ Podem ser nefrotóxicos se não utilizados com cilastatina. ✓ Imipenem é incompatível com o lactato, não devendo ser diluído na presença dele. Tetraciclinas São divididas em naturais (oxitetraciclina) e semi-sintéticas (tetraciclinas, doxiciclina), sendo classificadas de acordo com o tempo de eliminação em: ➢ Ação curta – tetraciclina, oxitetraciclina. ➢ Ação moderada – metaciclina. ➢ Ação prolongada – doxiciclina. • Espectro de Ação – bactérias gram-positivas, gram-negativas aeróbicas e anaeróbicas, clamídias, riquétsias (Erhlichia sp.), espiroquetas, micoplasma e alguns protozoários como Anaplasma sp. e Haemobartonella sp. • Resistencia bacteriana – diminuição do acesso ao ribossomo ou inativação enzimática; Erliquiose canina tem resistência à oxitetraciclina e doxiciclina. • Farmacocinética ✓ Variação da absorção após a administração via oral: ▪ 60-80% - oxitetraciclina, tetraciclina ▪ 90-95% - doxiciclina. ✓ A absorção oral é prejudicadapor alimentos, produtos lácteos, preparações vitamínicas, catárticos e antiácidos. ✓ Tem distribuição ampla, com exceção do SNC. ✓ A doxiciclina é mais lipossolúvel, penetra o SNC, olho e próstata em concentrações terapêuticas. • Efeitos adversos ✓ Descoloração dentária; ✓ Inibição da calcificação afetando estrutura óssea; ✓ Necrose tecidual; ✓ Protencialmente nefrotóxicas, exceto doxiciclina; ✓ Hepatotóxicas e fototóxicas; ✓ Pode ocorrer suprainfecções por fungos, leveduras e bactérias resistentes. ✓ Causa diarreias severas em ruminantes e equinos quando utilizada via oral, podendo ser fatal no caso de animais muito debilitados ou estressados. Lincosaminas São bacteriostáticos, dentre elas temos a lincomicina produzida pelo Streptomyces linconensis e a clindamicina que é o derivado 7-cloro da lincomicina. • Mecanismo de ação – inibem a síntese proteica pela ligação à subunidade 50S do ribossomo, mesmo local de ligação do cloranfenicol e macrolídeos (evitar associação com eles). • Espectro de ação – gram-positivas aeróbicas e anaeróbicas, Toxoplasma sp., Mycoplasma sp, Neospora, Staphylococcus, Streptococcus; A clindamicina tem atividade microbiana maior especialmente contra anaeróbios. • Resistencia bacteriana – alteração no local de ligação ao farmaco pelo ribossomo bacteriano, comum em resistência cruzada entre lincosaminas e macrolídeos. • Farmacocinética ✓ Absorção oral; ✓ Metabolização hepática; ✓ Distribuição ampla com penetração em osso e tecidos moles, incluindo tendões. Geralmente não penetram as meninges estando elas normais ou inflamadas. ✓ São excretadas pela urina, bile e fezes. • Efeitos adversos ✓ Enterotoxico para equinos, coelhos, hamsters e porquinhos-da-índia, causando uma lesão na mucosa gastrintestinal provocando diarreia severa e até fatal (colite pseudomembranosa). *não usar nestas espécies. ✓ Bloquei neuromuscular em cães, gatos e suínos, embora seja raro pode ocorrer quando administra-se altas doses, ou concomitantemente com anestésicos. Macrolídeos Antibióticos produzidos por Streptomyces, como por exemplo, azitromicina, eritromicina, espiramicina e tilosina. • Mecanismo de Ação – efeito bacteriostático, se ligam reversivelmente ao ribossomo bacteriano, impedindo a síntese proteica. Tem efeito bactericida sobre Streptococcus, na dependência do tempo de exposição. *Não associar com antibióticos que competem pelo mesmo local de ação, como cloranfenicol, lincosaminas e clindamicina. • Espectro de Ação ➢ Eritromicina – Cocos gram-positivos (Staphylococcus, Streptococcus), algumas espécies de micoplasma, Pasteurella e Campylobacter (gram-negativas), alguns microrganismos anaeróbios, Rickettsias e clamídias. *enterobactérias geralmente são resistentes ➢ Tilosina – micoplasmas ➢ Azitromicina – anaeróbios e gram-negativas, sendo menos ativa contra gram-positivas. • Resistencia Bacteriana – a maioria dos bacilos gram-negativos, Staphylococcus e Streptococcus vêm desenvolvendo elevada resistência. • Farmacocinética ✓ Eritromicina e tilosina sofrem interferência de alimentos e pH estomacal, devendo ser administradas em cápsulas; ✓ Azitromicina é mais bem absorvida por via oral; ✓ São muito lipossolúveis e difundem-se em todos os tecidos e em concentrações elevadas no meio intracelular. *não em concentrações terapêuticas no ouvido médio e SNC. ✓ Azitromicina – se concentra no interior de leucócitos, que as liberam lentamente nos locais infecciosos, devido a estes reservatórios, este antibiótico tem boa atuação em infecções piogênicas. ✓ Espiramicina – boas concentrações na saliva e sistema respiratório alto. ✓ Eritromicina – não apresenta boa concentração na urina. ✓ Eritromicina e azitromicina - a maior parte é eliminada pela via biliar (fezes). • Efeitos Adversos ✓ Hepatotóxicos ✓ Uso oral em bovinos e equinos causa diarreia, e predispõe a infecções Salmonella. ✓ Não atuam bem em pH baixo (tecido necrótico, urina e pus). ✓ Irritação local (via parental). • Usos ➢ Suinos – artrite séptica, pneumonia por Micoplasma e metrites, rinite atrófica e disenteria. ➢ Bovinos – abscessos hepáticos, úlceras ruminais, pododermatites. ➢ Aves – tratamento contra coriza infecciosa. Aminoglicosídeos Antibióticos extraídos de actinomicetos, como Streptomyces, dentre eles temos estreptomicina, diihidroestreptomicina, kanamicina, gentamicina, neomicina, amicacina, tobramicina, apramicina (aves). • Mecanismo de ação – são bactericidas, ligam-se irreversivelmente a subunidade 30S do ribossomo bacteriano, bloqueiam a RNAt e RNAm, resultando em produção de proteínas defeituosas. São transportados para o interior da célula por mecanismos ativos que dependem de oxigênio, por isso são ineficazes contra anaeróbios. • Espectro de Ação – principalmente gram-negativas, mas são ativos contra alguns gram-positivos, como Staphylococcus (exceto a estreptomicina). Algumas espécies de Mycoplasma, Mycobacterium e espiroquetas são sensíveis aos aminoglicosídeos. *amicacina e apramicina são mais eficazes • Resistencia bacteriana – bactérias anaeróbicas obrigatórias e várias gram-positivas (que não Staphylococcus). Existe ampla resistência à estreptomicina e neomicina devido ao uso em larga escala, principalmente no tratamento das mastites. *podem ser associados a β-lactâmicos para obter sinergismo contra agentes resistentes. • Indicações – sepse por gram-negativas, artrite séptica, injeção intra-articular, infusão intrauterina, brucelose canina, brucelose ovina e otite (tópico). • Farmacocinética ✓ Pode ser administrado tanto IM ou SC; ✓ Apresenta baixas concentrações em humor aquoso, secreção brônquica e liquor. *Apenas estreptomicina tem boas concentrações em secreções brônquicas, eleito para pneumonia. ✓ Liberadas via renal na forma ativa. • Efeitos Adversos ➢ Nefrotóxicos – neomicina +++++, gentamicina ++++, tobramicina +++, amicacina ++, estreptomicina+ ➢ Ototóxicos ➢ Tóxicos para fetos - não utilizar em prenhes. Glicopeptídeos Antibiótico produzido pelo Streptococcus orientalis, chamada Vancomicina - utilizada exclusivamente por via intravenosa, não são absorvirdas por via oral, e possui excreção renal. • Mecanismo de ação – inibem a síntese de parede celular bacteriana, tendo ação bactericida rápida em microrganismos em divisão (animal apresenta hipertermia, fazer cultura do sangue). • Espectro de ação – contra gram-positivas. • Efeitos adversos – ototoxidade e nefrotoxidade em doses altas ou em tratamentos prolongados. • Usos – em cães gatos e equinos para endocardites, osteomielite e abscessos profundos. Evitar em animais de produção para não criar resistência. QUIMIOTERÁPICOS Quinolonas São bactericidas de amplo espectro. • Mecanismo de ação – inibição da DNA girasse bacteriana. • Espectro de Ação ➢ 1ª geração (ácido nalidíxico e ácido oxolínico) – antigamente utilizados como antissépticos urinários. ➢ 2ª geração (fluoroquinolonas – enrofloxacina, norfloxacina, ofloxacina e marbofloxacina) – amplo espectro, baixa toxicidade e concentrações excelentes no sangue e tecidos. ➢ 3ª geração (levofloxacina) – com espectro semelhantes, além de serem eficazes contra Streptococcus pneumoniae. • Resistência – vem aumentando nos últimos anos pelo uso de sub-doses por períodos prolongados na avicultura e pecuária. • Farmacocinética ✓ Absorção oral é rápida e tem distribuição ampla, incluindo SNC, osso e próstata. ✓ Excreção renal e biliar. *a secreção renal tubular ativa resulta na alta concentração urinária. • Efeitos adversos ✓ Artropatia; ✓ Pode causar tremorese convulsões em pacientes suscetíveis. • Interação: ✓ Reação local após injeção IM ou SC, principalmente na apresentação 10% em pequenos animais (paniculite). ✓ Com Antiinflamatórios não-esteroides causa excitação do SNC. ✓ Com varfarina aumenta o tempo de protrombina. ✓ Com metilxantinas causa toxicidade do SNC; ✓ Com Antiácidos contendo Zn, Mg, Al ou Ca, causa diminuição da biodisponibilidade da quinolona. *CUIDADO – CAUSA DEGENERAÇÃO DE RETINA EM FELINOS • Usos – infecções urinárias, prostatite, infecções gastrintestinais severas, otites, peneumonias por bacilos gram-negativos, endocardites e osteomielites por gram-negativos. Nitroimidazóis São fármacos com atividade bacteriana e antiprotozoárias, como por exemplo o metronidazol. • Mecanismo de ação – forma um complexo que inibe a replicação e inativa o DNA. • Espectro de ação – bactericida e protozoaricida, atuando contra bactérias anaeróbias obrigatórias e protozoários. • Farmacocinética – é bem absorvido por via oral e amplamente distribuído com boa penetração no SNC. Metabolização hepática e excreção na urina e fezes. • Efeitos adversos: ✓ Neurotóxico – causando nistagmo, ataxia e tremores; ✓ Teratogênico – não utilizar em gestantes. • Usos – infecções bacterianas anaeróbicas (Clostridium, Fusobacterium) e infecções protozoárias (Giardia, Tricomonas). Sulfonamidas Foram os primeiros antimicrobianos usados por via sistêmica de forma eficaz (1935), mas com o aparecimento da resistência microbiana caiu em desuso até a descoberta do trimetoprim (1970), que quando associado resultou em uma potencialização da atividade antimicrobiana (sinergismo). • Mecanismo de ação – bacteriostáticos, competem com o ácido para-aminobenzóico (PABA), percursor do ácido fólico, substância necessária para síntese do DNA bacteriano (Trimetropim age da mesma forma). • Espectro de ação – bacilos entéricos gram-negativos, cocos anaeróbicos gram-positivos, clamídias, Toxoplasma e outros coccígeos e infecções pulmonares. • Usos - infecção respiratória, digestória e urinária. *todas as sulfas apresentam resistência cruzada. • Farmacocinética ✓ Na maioria das vezes são absorvidas por via oral, mas alimentos prejudicam a absorção em monogástricos (administrar em jejum); ✓ Atingem concentrações terapêuticas, inclusive na placenta, pois são lipossolúveis. ✓ Baixas concentrações atingem o SNC. ✓ Metabolizadas pelo fígado. ✓ Excretadas pelo rim; ✓ Ocorre uma pequena eliminação via leite. • Indicações ➢ Cães e gatos – infecções urinárias, respiratórias, pele, e toxoplasmose. ➢ Bovinos – actinobacilose, actinomicose, pasteurelose, coccidiose, poliartrite, pododermatite necrosante, ➢ Caprinos e ovinos – abscesso de casco e enterites, infecções respiratórias, e poliartrite. ➢ Equinos – infecções secundárias respiratórias, poliartrite, doença do navicular em potros. ➢ Suínos – infecções estreptococócicas e rinite atrófica. ➢ Aves – enterites e coccidioses. • Efeitos adversos ✓ Erupções cutâneas; ✓ Ceratites; ✓ Hepatites (cães); ✓ Discrasias sanguíneas; ✓ Poliartrite e lesão cutânea; ✓ Sulfaquinolaxina – diáteses sanguíneas na água de bebida (suínos e aves); ✓ Relatos de insuficiência renal em gatos; ✓ Altas doses pode ser teratogênico e carcinogênico para tireoide (roedores); *não administrar concomitantemente com outros medicamentos hepatotóxicos para não sobrecarregar o fígado, e nem com β-lactâmicos devido ao efeito antagônico. Afenicóis São quimioterápicos sintéticos, dentre eles temos o cloranfenicol e o florfenicol (eficaz em bovino, equino e suino). • Mecanismo de ação – impedem a síntese proteica • Espectro de ação - bacteriostáticos e em doses elevadas bactericidas (Pasteurella), matam gram- positivas e gram-negativas, incluindo anaeróbicos, clamídias, rickéttsias e micoplasmas. *o florfenicol tem maior espetro, e apenas ele é utilizado em animais para consumo humano. • Resistência bacteriana – Pseudomonas; o cloranfenicol e tianfenicol apresentam 100% de resistência cruzada, e continua aumentando. • Farmacocinética ✓ Lipossolúveis - em elevadas concentrações vão para todos os tecidos corpóreos e espaço intracelular, tem ✓ Biotransformação hepática; ✓ Excreção na urina e via leite. *equinos metabolizam rapidamente o cloranfenicol, precisando de intervalos mais curtos de administração. • Usos – infecções em peixes, pneumonia em animais de produção, tosse dos canis, infecção ocular em bovinos, pododermatite bovina. • Efeitos adversos ✓ Doses altas e tratamentos prolongados suprime medula óssea (reversível em cães; não ocorre com florfenicol; usar em felinos por no máximo 14 dias). ✓ Cloranfenicol diminui a taxa de eliminação renal dos digitálicos; ✓ Cloranfenicol compete com a eritromicina pelo mesmo local nos ribossomos (antagonismo); ✓ Neonatos não conseguem conjugar cloranfenicol, causando efeitos tóxicos; ✓ Absorção diminuída na presença de leite (atenção com VO em lactentes). Polipeptídeos • Preparações – polimixina B, bacitracina. • Mecanismo de ação – são bactericidas, a polimixina B desorganiza a membrana plasmática da bactéria e a bacitracina inibe a síntese de parede celular. • Espetro de ação – polimixina B – gram-negativas; bacitracina – gram-positivas • Efeitos adversos – quando administradas sistematicamente causa nefrotoxicidade e neurotoxicidade (bloquei neuromuscular). Rifamicinas • Mecanismo de ação – bactericidas, impedindo a síntese de RNA. • Espectro de ação – gram-positivas e micobactérias *Resistência bacteriana pode se desenvolver rapidamente. • Farmacocinética ✓ Via oral são efetivas para infecções intracelulares; ✓ Metabolizadas pelo fígado; ✓ Excretadas pela bile; • Efeitos adversos – toxico para hepatopatas. • Indicações – Rodhococcus equi, pneumonia e prostatite. Derivados do Nitrofurano • Preparações – nitrofurazona (tratamento tópico). • Mecanismo de ação - bloqueia o metabolismo bacteriano; • Espetro de ação – Bacteriostáticos e em algumas situações bactericidas, atuando contra gram- positivas, gram-negativas, Trypanossoma, Giardia, Trichomonas e Candida. • Resistência – Pseudomonas, Klebsiella, Proteus. • Farmacocinética – ✓ Nitrofurazona - apenas tem uso tópico; ✓ Furazolidona – via oral, é metabolizada nos tecidos e 5% excretada na urina; ✓ Nitrofuratoína – via oral, excretada rapidamente por via biliar e renal (adequada par aintestino e sistema urinário). ✓ Doses altas causam neurotoxidade periférica; ✓ Doses adequadas podem provocar neuseas, vômitos e com menos frequência discrasias sanguíneas e alergias. *proibido usar em animais de produção, pois tem efeito resíduo. PERÍODO PERINATAL São contraindicados: ❖ AMINOGLICOSÓDEOS – aumentam a frequência de anomalias no VIII par de nervos cranianos, levando a perda da audição e do equilíbrio, além de ter maior ocorrência de hemorragias fetais e neonatais; ❖ CLORANFENICOL E TIANFENICOL – retarda o crescimento e causa morte fetal. ❖ ERITROMICINA E SULFONAMIDAS – produzem icterícia neonatal; ❖ TETRACICLINA – liga-se ao cálcio que se deposita ao tecido ósseo levando a má formações além de causar coloração amarelada e acastanhada nos dentes. ANTIFÚNGICOS Os fungos estão presentes no meio ambiente e fazem parte da microbiota normal. Dentre eles temos os que causam: ✓ Infecções fúngicas superficiais leves – malasseziose, aspergilose e dermatofitoses. ✓ Infecções Fúngicas sistêmicas secundárias graves – esporotricose, criptococose (meningite), candidíase sistêmica, blastomicose, histoplasmose e coccidiomicose. ✓ Fatores que favorecem as infecções fúngicas graves –uso indiscriminado de antibióticos de amplo espectro, paciente imunocomprometidos. Antifúngicos Sintéticos Inibem a síntese de ergosterol pela membrana celular, conhecidos como “Azóis”, alguns inibem o sistema P450. • Imidazóis ➢ Cetoconazol - tem ação fungicida e fungiostática, é barato, de uso oral ou tópico. É indicado para dermatofitose malasseziose e micoses sistêmicas??. ✓ Efeitos adversos – desarranjo no TGI, aumento da ALT dose dependente, potente inibidor do p450, metabolização hemática, hepatotóxico e teratogênico, inibe a síntese de cortisol. *antiácidos impedem sua absorção. • Triazóis ➢ Itraconazol – tem ação fungiostática, de uso oral, é considerado a primeira escolha para o tratamento sistêmico e superficial da esporotricose, aspergilose e dermatofitose. ✓ Efeitos Adversos – desarranjo TGI, aumento da ALT dose dependente, inibe o p450, antiácidos impedem a absorção, tem metabolização hepática, teratogênico e reação cutânea. ➢ Fluconazol – tem ação fungicida, podendo ser oral ou injetável, indicado para candidíase, aspergilose e criptococose, tem ação no SNC, ocular e pulmão. ✓ Efeitos Adversos – causa desarranjo no TGI, aumento da ALT dose dependente, redução de dose IR, sem ação teratogênica comprovada. • Derivados da alanina ➢ Terbinafina – tem ação fungicida, sendo absorvida rapidamente via oral por ser lipofílico. É utilizado para dermatofitose e malasseziose, esporotricose. ✓ Efeitos Adversos – gastrintestinais brandos a moderados, hepatotoxidade rara, neutropenia e pancitopenia rara. *é contraindicado para disfunção hepática ou renal – reduzir dose. Antibióticos Antifúngicos • Griseofulvina – ação fungiostática, aplicado no tratamento de dermatofitose em cães e gatos. Vem sendo substituída pelo itraconazol por sua menor toxicidade e maior eficácia contra dermatófitos. Absorção aumentada com dieta rica em gordura. Metabolização hepática ✓ Efeitos adversos – gastrintestinais, hepáticos, neutropenia devido a reação idiossincrásica, principalmente em filhotes de gatos (suprime MO) *Contraindicado para gestantes, gatos com menos de 12 semanas. *Interações medicamentoseas – reduz concentração séria de fenobarbital. • Anfoterecina B – uso intravenoso e intralesional, tem ação fungicida e fungiostática depende da dose. É aplicado para tratamento inicial de micoses sistêmicas de rápida progressão, meningite criptocócica em cães, e para micoses sistêmicas resistentes aos azólicos (esporotricose, criptococose, aspergilose, blastomicose, histoplasmose, candidíase e pitiose). ✓ Efeitos Adversos – nefrotóxico, pode causar anafilaxia na aplicação IV (se necessário fazer pré-tratamento com anti-histamínico e glicocorticoide), tromboflebite, hipomagnesemia, arritmias cardíacas, anemia não regenerativa e hipocalemia. *Evite administrar com ringer lactato pois são incompatíveis. Antifúngicos Tópicos • Nistadina – tratamento de assaduras; • Miconazol ou Cetoconazol 2% – banho, spray e produtos otológicos. • Tolnaftato – ativo apenas em células fúngicas em crescimento, tendo um efeito mais rápido se associado com a griseofulvina. *para felinos são contra indicados ácido benzoico, butilamida do ácido cloro-hirobenzônico, iodocloro hidroxiquinoleína. Antifúngicos de Mecanismo desconhecido • Iodeto de sódio e de potássio - mais antigos utilizados no tratamento de micoses profundas, onde seu provável mecanismo é aumentar as células fagocíticas, afetando a resposta imune. Utilizados no tratamento de esporotricose ✓ Efeitos Adversos - corrimento óculo nasal, vômitos, anorexia e depressão e colapso raro, quando do aparecimento dos sintomas, suspender ou diminuir dose. Resistência aos Antifúngicos Os genes da resistência antifúngica não são transmissíveis de célula para célula, desenvolve-se lentamente. ANTIVIRAIS O ideal quando se combate um vírus, é interromper sua replicação, sem afetar significativamente o metabolismo de células do hospedeiro. Deve-se considerar também na escolha de um antiviral, que sua ação seja específica, que ele seja barato e disponível para compra. A maioria dos antivirais utilizados na medicina veterinária são usados para tratamento da HIV, utilizados na FIV. Inibidores da Síntese de Ácido Nucleico São análogos dos nucleosídeos que enganam a enzima transcriptase reversa e bloqueia sua ação. • Idoxuridina – via tópica (oftálmica) – ceratite hepática felina • Zidovudina – utilizado na FIV, pois diminui a carga viral, melhora o estado clínico (neurológico e imunológico), prolonga a expectativa de vida. Pode ocorrer resistência após seis meses de uso. Não pode usar em gatos com supressão de medula óssea Pode causar anemia, hepatotoxidade, e se o paciente tiver com hematócrito menor que 20% deve-se descontinuar o uso. • Aciclovir – administrado via oral, intravenosa ou tópica, usado para formas clínicas do herpes vírus e também após a radioterapia ou imunoterapia de supressão (reativação do vírus latente). • Ribavirina – pode ser administrado via oral, sendo ativa contra FIV e FeLV in vitro, mas os felinos são muito sensíveis aos efeitos colaterais (hemólise, trombocitopenia e anemia não regenerativa). Doses mais altas são hepatotóxicas. Cinomose? Inibidores da Interação Vírus-Membrana Celular • Plerixafor – administrado contra FIV (ação in vitro) e em animais infectados diminui a carca viral. Deve-se lembrar de monitorar o cálcio e o magnésio, e não é efetico para FeLV, pois os receptores são diferentes. • Gamaglobulinas – utilizadas na prevenção de infecções, impedindo a entrada do vírus na célula. Possui efeito protetor que pode durar 2 a 3 semanas. *existem preparados com altos títulos de imunoglobulinas • Amantadina – utilizadas contra o vírus da influenza, cinomose, e também para inibir os estágios iniciais da replicação viral. Imunomoduladores da Resposta Imune São os interferons, que estimulam a atividade citotóxica e fagocítica dos macrófagos: • Interferom humano recombinante (INF-∂) – melhora os sinais clínicos em animais com FIV, e aumenta sobrevida de felinos com vírus da leucemia felina. • Interferon felino ɯ (ômega) – melhora o estado clínico e diminui infecções secundárias na FIV Imunomoduladores • Levamisol – estimula as células envolvidas na imunidade, e aumentam indiretamente a produção de anticorpos. FARMACOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO O sistema nervoso é dividido em: • Periférico ➢ Sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático; ➢ Sistema nervoso somático. • Central ➢ Cérebro ✓ Telencéfalo – fora composto por substância cinzenta (corpos celulares), comanda a percepção, movimento de músculos esqueléticos, emoção, aprendizado e memória. ✓ Diencéfalo – centro integrador e estação retransmissora de informações sensoriais e motoras. Faz homeostase, regulação de comportamentos, secreção de hormônios e de melatonina. ➢ Cerebelo – propriocepção e equilíbrio, ou seja, coordenação de movimentos ➢ Tronco encefálico – composto pelo mesencéfalo, ponte e bulbo, comanda movimentos dos olhos, coordena respiração, controla funções involuntárias, além de ser responsável pelo estado de vigília, sono, tônus muscular e modulação da dor. Funcionamento do Sistema Nervoso O sistema nervoso central funciona como um processador de informações, mantendo a hemostasia de vários sistemas, regulando funções. Ele recebe os sinais detectados por receptores periféricos e os conduzem por vias aferentes sensitivas. Analisa, filtra, armazena e reelabora estas informações, programando reações motoras, que vão por nervos eferentes para órgãos executores. Classificação Morfológicadas Células do SNC Barreira Hematoencefálica Formado por neurônios, vasos sanguíneos e células da glia (astrócitos, oligodendrócitos e micróglia), tendo a função de impedir que substâncias químicas cheguem ao sistema nervoso central. Embora pequenas moléculas não-polares consigam passar a barreira hematoencefálica (L- dopa,valproato). Neurônios São a unidade básica do sistema nervoso, que tem a função de reagir aos estímulos, transmitindo a excitação resultante com rapidez para outras partes da célula e para outros neurônios, células musculares e glandulares. O axônio e envolto por internodos de mielina (isolante elétrico) que impedem o vazamento da corrente. Após despolarizar o potencial de ação passa através do axônio, sendo acelerado, pois pula entre um nodo de Ranvier e outro. Apenas os nodos possuem canais de sódio voltagem dependentes. Potencial de Ação • Despolarização – após receber o estímulo, ocorre uma súbita entrada de Na+ para dentro da célula, diminuindo a eletronegatividade da face interna da membrana. • Repolarização – sai uma quantidade equivalente de K+ e a membrana é repolarizada. *bomba de eletrogênica tem a função de regular a quantidade dos elementos, colocando sódio para fora e potássio para dentro da célula. Sinapses O botão terminal é o local de contato de um neurônio com outro, e ao chegar nele o impulso nervoso promove o influxo de cálcio, que empurra vesículas contendo neurotransmissores presentes no botão terminal em direção a membranas. Na fenda sináptica os neurotransmissores se ligam a receptores pré-sinápticos (feedback-negativo) e pós-sinápticos. Após estimulados os receptores pós-sinápticos, ocorre a abertura dos canais iônicos de Na+ ocorrendo a despolarização ou Cl- ocorrendo a hiperpolarização. • Destino dos Neurotransmissores – eles podem ser reabsorvidos na membrana pré-sináptica por transporte ativo, ou ser inativado por enzimas em metabólitos que serão reutilizados para sintetizar novos neurotransmissores. • Sinapse Excitatória – o neurotransmissor liberado pelo neurônio pré-sináptico irá estimular receptores que irão abrir canais iônicos para a entrada de Na+ no neurônio pós-sináptico, despolarizando a célula. • Sinapse Inibitória - o neurotransmissor liberado pelo neurônio pré-sináptico irá estimular receptores que irão abrir canais iônicos para o “influxo de Cl-” ou “efluxo de K+”, hiperpolarizando o neurônio pós-sináptico. Receptores • Receptor inotrópico – tem efeito rápido pois o neurotransmissor abre diretamente o canal iônico • Receptor Metabotrópico – tem efeito demorado, pois o receptor estimula a ação de 2º mensageiro que por sua vez irá agir no canal iônico. ➢ Receptores acoplados à Proteína G – esta proteína é composta por três subunidades (α, β, γ). A subunidade α possui um sítio de ligação com GDP ou GTP. O estímulo ocorre da seguinte maneira: 1) O neurotransmissor se liga ao receptor; 2) Ocorre a troca do GDP pelo GTP, e a subunidade α se dissocia; 3) A unidade α ativa o alvo que pode ser Adenilciclase ou Fosfolipase C. ✓ Adenilciclase – após ser ativada pela subunidade α, ela transforma ATP em AMPc que é o 2º mensageiro. Este AMPc se difunde até o citosol e ativa a enzima proteína cinase A, que age fosforilando os canais iônicos que por sua vez são abertos. *este mecanismo ocorre nos receptores adrenérgicos, promovendo efeito inotrópico e cronotrópico positivo. ✓ Fosfolipase C – após ser ativada pela subunidade α, a enzima fosfolipase-C, converte os fosfolipídeos de membrana em inositol trifosfato (IP3) e diacilglicerol. O IP3 causa a liberação de cálcio do retículo endoplasmático para o citosol, promovendo eventos como a contração, secreção e ativação de enzimas. Já o diacilglicerol ativa a proteína cinase C, que catalisa a fosforilação de várias proteínas intracelulares incluindo canais iônicos. NEUROTRANSMISSORES • Aminoácidos – GABA e glicina (inibitórios), glutamato e aspartato (excitatórios). • Aminas – acetilcolina, adrenalina, noradrenalina, dopamina, histamina e serotonina. • Peptídeos – colicistocinina (CCK), ocitocina, encefalinas, peptídeo intestinal vasoativo (VIP), vasopressina, substância P, somatostatinas, angiotensina e bradicinina. GABA – Ácido Gama-Aminobutírico Neurotransmissor inibitório do SNC de maior importância, presente uniformemente em todo o cérebro. É formado a partir do glutamato pela a ação da descarboxilase do ácido glutâmico (DAG), encontrada apenas em neurônios sintetizadores do GABA no cérebro. A destruição e formação do gaba Os receptores GABAérgicos são compostos por subunidades alvo, para barbitúricos, benzodiazepínicos, neuroesteróides, etanol e etomidato. Glicina Neurotransmissor inibitório, produzido localmente, tendo maiores concentrações na medula espinhal. É sintetizada a partir da Serina pela serina-hidroximetil transferase, e no receptor GlyR (função semelhante ao GABA). É bloquedo pela estricnina (antagonista competitivo). Glutamato Neurotransmissor excitatório, distribuído amplamente pelo SNC, sintetizado a partir da glutamina pela glutaminase. Ele ativa vias excitatórias despolarizando membrana, e após o termino é recaptado, convertido em glutamina pela glutamina sintetase e depois novamente em glutamato. O glutamato age em receptores: • Inotrópicos ➢ NMDA – sua ativação promove a entrada de Na+ na célula e saída de K+ (despolarização). São bloqueados seletivamente pela cetamina e fenciclidina, e também por magnésio. ➢ AMPA e Cainato – modulam a transmissão sináptica excitatória rápida (essencial para que o cérebro funcione) se forem bloqueados a função cerebral cessa. *AMPA – tem localização pós-sináptica. *Cainato – localização pré e pós-sináptica. • Metabotrópicos – acoplados à proteína G, com localização pré e pós-sináptica. Noradrenalina Produzida por neurônios adrenérgicos, localizados na ponte e no bulbo, mais precisamente no locus cœruleus – aglomerado de neurônios capazes de sintetizar noradrenalina. Neurotransmissor relacionado ao alerta e as respostas de estresse, ou seja, controla: ✓ Estado de alerta – controla o despertar e o alerta ✓ Humor – deficiência de noradrenalina em algumas partes do cérebro promove depressão. ✓ Regulação da PA – controle central e periférico. Fármacos como antidepressivos, cocaína, anfetamina atuam na transmissão noradrenérgica no SNC. Dopamina Possui distribuição mais restrita que a noradrenalina, sendo abundante no corpo estriado, envolvido na coordenação dos movimentos. Presente também no sistema límbico e hipotálamo. Os receptores dopaminérgicos são acoplados a proteína G, onde os: ✓ Receptores D1 – ativam a adenilciclase. ✓ Receptores D2 – inibem a adenilciclase. *dopamina age em receptores pré e pós-sinnapticos. • Funções ➢ Controle motor – Doença de Parkinson – distúrbio motor associado a deficiência de dopamina na via nigroestriada (receptores D2); Há fármacos anti-psicóticos que antagonizam o receptor D2 também causando distúrbios do movimento. ➢ Efeitos comportamentais (sistema mesolímbico e mesocortical) – envolvidas na emoção, anti-psicóticos (Haloperidol) bloqueiam receptores D2 pós-sinápticos, diminuindo frequência de disparos dos neurônios, causando ação antipsicótica; A anfetamina aumenta as sinapses dopaminérgicas levando a um comportamento estereotipado repetido. ➢ Controle endócrino – controla secreção de prolactina, se os receptores D2 forem bloqueados pelos anti-psicóticos, aumenta a secreção de prolactina (desenvolvimento de mamas e lactação). Os neurônios dopaminérgicos tem papel na produção de náusea evômito, logo, agonistas de receptores dopaminérgicos e fármacos que aumentam sua liberação causam náusea e vômito. Já fármacos que antagonizam os receptores da dopamina, como fenotiazinas e metoclorpramida possuem atividade anti-emética. 5-Hidroxitriptamina (serotonina) Produzida por neurônios serotoninérgicos na ponte e bulbo, a partir do triptofano, tem ação em respostas comportamentais, comportamento alimentar, controle de humor e emoções, sono/despertar e no controle de vias sensitivas. Após sua liberação é racaptada, e este mecanismo é inibido por antidepressivos. MANIPULAÇÃO FARMACOLÓGICA DO SNC Os fármacos agem na biossíntese e degradação enzimática do neurotransmissor, em sua liberação, e também em sítios de receptores pré e pós-sinápticos. As substâncias que atua no sistema nervoso central são classificadas como: • Depressores gerais – reduzem a quantidade de neurotransmissores liberados na sinapse, e bloqueia ou inativa o receptor pós-sináptico, deprimindo tecidos excitáveis em todo o SNC. ✓ Anestésicos inalatórios – éter, halotano e isofluorano ✓ Anestésicos intravenosos – barbitúricos, propofol e etomidato. • Estimulantes gerais – tem dois mecanismos, um bloqueia a inibição e outro causam excitação neuronal direta. ✓ Corticais – xantinas, anfetaminas ✓ Bulbares – doxapram, niquetamina, etamivan, picrotoxina, pentilenotetrazol. ✓ Medulares - estricnina • Agentes que modificam seletivamente funções do SNC – podem apresentar efeitos excitatórios (excitabilidade e convulsões) e depressores (tranquilização, sedação, hipnose, anestesia geral e coma), dentre eles temos: ✓ Tranquilizantes – neurolépticos, ansiolíticos. ✓ Antidepressivos; ✓ Anticonvulsivantes; ✓ Relaxantes musculares de ação central; ✓ Hipnoanalgésicos; ✓ Analgésicos antipiréticos; ✓ Drogas de abuso – LSD, cocaína, canabinóides e ecstasy. Tranquilizantes No mecanismo de ação central bloqueia receptores pós-sinapticos dopaminérgicos; e no mecanismo periférico bloqueia receptores adrenérgicos na musculatura lisa e histaminérgicos. Seu efeito é uma tranquilização, sem efeito hipnótico e sem perder a consciência, reduzindo a atividade motora, agressividade. Além disso causa: ✓ Redução da agressividade; ✓ Efeito anti-emético; ✓ Potencializa efeitos de hipnóticos, AG, opioides e analgésicos. ✓ Diminui limiar convulsivo. ✓ Efeito antipsicótico ✓ Deprime centros bulbares cardiovascular e respiratório. *fenotiazinas causam prolapso peniano transitório *tem biotransformação hepática e eliminação renal. Ansiolíticos Atuam seletivamente nos receptores GABA como agonistas, acentuando a transmissão sináptica inibitória. Promovem os seguintes efeitos: ✓ Reduz ansiedade e agressividade; ✓ Sedação e indução do sono; ✓ Reduz tônus muscular e coordenação; ✓ Anticonvulsivante; ✓ Causa amnésia; *antagonista – flumazenil • Farmacocinética – alta ligação a proteínas plasmáticas, alta lipossolubilidade, boa absorção via oral, metabolização hepática (metabólito ativo - nordiazepam), e excreção renal. ESTUDA PELA ANESTESIOLOGIA QUE É MELHOR!