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Prof. Eduardo Lucena Cavalcante de Amorim AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA) E AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA (AAE) Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC 22 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC DEFINIÇÃO Avaliação Ambiental Estratégica é o procedimento sistemático e contínuo de avaliação da qualidade do meio ambiente e das consequências ambientais decorrentes de visões e intenções alternativas de desenvolvimento, incorporadas em iniciativas tais como a formulação de políticas, planos e programas (PPP), de modo a assegurar a integração efetiva dos aspectos biofísicos, econômicos, sociais e políticos, o mais cedo possível, aos processos públicos de planejamento e tomada de decisão (Partidário, 1999). 33 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AIA e AAE São Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente- Lei n.º 6.938/81 • A AIA • O Licenciamento → AAE? Notar: �O caráter amplo da AIA, �Pode ser realizada independentemente do licenciamento, portanto, sobre políticas, planos e programas ⇒ AAE. 44 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AIA – AAE e EIA • AIA: o processo de identificar, prognosticar, avaliar e mitigar os efeitos biofísicos e sociais de propostas de desenvolvimento antes que decisões sejam tomadas e comprometimentos sejam feitos. �As duas perspectivas do desenvolvimento: planejamento (políticas, planos, programas) e projeto. Em fase de projeto: por meio do EIA, no âmbito do licenciamento ambiental em função da RC 001/86. Em fase de planejamento: AAE 55 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC P› P › P › P • Política: linha de conduta geral ou direção que o governo estará adotando. • Plano: estratégia composta de objetivos, alternativas e medidas, incluindo a definição de prioridades, elaborada para viabilizar a implementação de uma política. 66 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC P› P › P › P • Programa: agenda organizada dos compromissos, propostas, instrumentos e atividades necessárias para implementar uma política, podendo estar ou não integrada a um plano. • Projeto: intervenção que diz respeito ao planejamento, à concepção, à construção e à operação de um empreendimento ligado a um setor produtivo, ou uma obra ou infra-estrutura. 7 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC EXEMPLOS �Política Florestal (Lei n.º 4.771/65); �PPA 2000-2003 ⇒ 3 Programas: Expansão da Base Florestal Plantada e Manejada - Florestar; Florestas Sustentáveis - Sustentar; Prevenção e Combate a Desmatamentos, Queimadas e Incêndios Florestais - Florescer ⇒ Programa Nacional de Florestas (Decreto n.º 3.420/2000). 8 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC DA AAE PARA UMA AIA DE PROJETOS • Alto nível de incertezas e amplo escopo para uma abordagem mais detalhada. 9 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC A AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL • Se guiou pela experiência norte-americana: National Environmental Policy Act – NEPA (1969), introduziu a AIA para P› P › P › P. • Motivou a concepção dos métodos de avaliação de impactos. • Os arranjos institucionais para a sua implementação variam de país a país (SISNAMA) ⇒ eficácia. • Processo em evolução. (como melhorar o escopo, a participação da sociedade e de outras instituições, o monitoramento). 10 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC OBJETIVOS • Promover uma decisão com base em outros parâmetros que não os tradicionais da Análise Custo Benefício (ACB). • Assegurar que valores ambientais não quantificáveis monetariamente fossem considerados no processo decisório, juntamente com aspectos técnico e econômicos. 11 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC OBJETIVOS – cont. • Prevenir e eliminar danos ao meio ambiente. Enfoque de controle da degradação ambiental. ⇒ Comparação importante: a AIA (1969) e o conceito de desenvolvimento sustentável (1987). ⇒ objetivo atualizado: promover o desenvolvimento sustentável. 12 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC A AIA NO BRASIL • No Brasil a AIA se consolidou pela Resolução Conama 001/86 que, considerando a necessidade de se estabelecer as definições, as responsabilidades, os critérios básicos e as diretrizes gerais para o uso e implementação da Avaliação de Impacto Ambiental, determinou que o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente depende da elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e respectivo Relatório – EIA/RIMA, definindo-o. 13 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC CONSEQUÊNCIAS ⇒ a subutilização da AIA como instrumento de planejamento (uma vez que é normalmente aplicada sobre projetos); ⇒ a tendência de reconhecer o licenciamento ambiental como instrumento de planejamento setorial, o que não corresponde a sua finalidade. (não confundir com a fase de LP que trata do planejamento do projeto já proposto pelo setor público ou privado); 14 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC CONSEQUÊNCIAS – cont. ⇒ tratar, equivocadamente, questões estratégicas nos licenciamentos ⇒ agravamento dos conflitos. 15 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC PREMISSAS DA AIA DE PROJETOS • Deve informar a decisão do licenciamento. Se a AIA não tiver efeito sobre a decisão, perde a sua funcionalidade, seu objetivo. • Processo participativo, pois envolve diferentes interesses (ambiental, social e econômico). 16 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC PREMISSAS DA AIA DE PROJETOS – cont. • Deve promover as informações necessárias à decisão e de modo confiável e transparente, para viabilizar a participação social. • Ser ampla, mas focada. • Aplicada sobre a ação proposta e suas alternativas. • Multidisciplinar (interdisciplnar). 17 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC LIMITAÇÕES DA AIA DE PROJETOS • Momento tardio de aplicação (projeto), quando as decisões de planejamento já foram tomadas. • A possibilidade de alteração de projeto se restringe às alternativas de localização (?) e de tecnologia para controle da poluição e mitigação dos impactos. 18 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC LIMITAÇÕES DA AIA DE PROJETOS – cont. • Apesar da lógica simples: identificar, avaliar e propor medidas para mitigar e programas para monitorar os impactos, a metodologia é complexa, pois envolve: diferentes interesses e atores; disciplinas e métodos de análise próprios; interdisciplinaridade (escala detalhada). • Negligência na avaliação de impactos cumulativos. • Se tornou um processo para definir formas de mitigação e compensação, já assumindo que o projeto vai acontecer. 19 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA - AAE • Surgiu em resposta às limitações da AIA, aplicada, frequentemente, em nível de projetos. ( a aplicação da AIA convencional em nível de planejamento seria técnica (incertezas, dados) e administrativamente (tempo) difícilde ser executada. • Introduziu uma nova perspectiva de avaliação ambiental, incorporando a variável ambiental nos níveis estratégicos de decisão, mas de forma flexível e adaptado ao planejamento corrente. 20 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA – AAEm – cont. • Promove agilidade e rapidez às decisões que orientam a aplicação dos recursos, incorporando a variável ambiental. • Surgiu para trazer a decisão sobre o desenvolvimento para um contexto de sustentabilidade 21 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO AMBIENTAL ESTRATÉGICA – AAE – cont. • Se aplicada sistematicamente , a AAE pode tornar- se um vetor de transição da agenda convencional de proteção ambiental (AIA de projetos) para a agenda de sustentabilidade, incluindo as suas três principais dimensões: econômica, social e ambiental. 22 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PLANEJAMENTO • Incorpora a variável ambiental nos mais altos níveis de decisão, antes que a alocação de recursos para o orçamento seja fechada ou o orçamento executado. Possibilidade de reversão de uma decisão com menos custo para a administração; 23 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PLANEJAMENTO – cont. • As opções ainda estão abertas à discussão. As opções não são somente sobre alternativas locacionais e tecnológicas ⇒ “Alternativas de abordagem” (alternativas e opções para o desenvolvimento e não para o projeto já concebido); • Melhor capacidade de avaliar os impactos cumulativos. Efeitos analisados por projeto poderiam ser considerados insignificantes. 24 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PLANEJAMENTO – cont. • A escala de análise permite avaliar um conjunto de projetos e seus efeitos por setor, por região ou por BH, e rejeitar as opções claramente incompatíveis com a proteção ambiental. • Procura identificar os vínculos entre os três objetivos fundamentais da sustentabilidade e os diferentes grupos de interesse envolvidos. 25 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PLANEJAMENTO – cont. ⇒ manutenção do crescimento econômico; a equidade social no desenvolvimento; a proteção do meio ambiente, pelo uso racional do recursos naturais. • Procura identificar ganhadores e perdedores com a política, de modo a assegurar equilíbrio e compensação. 26 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PROJETO: (como a AAE favorece a AIA de projetos) • Cria um processo em cascata (tiering assessment), facilitando a avaliação individual de projetos, pois propicia um contexto favorável ao projeto. • Facilita a elaboração do termo de referência especificando as informações que devem ser enfatizadas; 27 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NA PERSPECTIVA DE PROJETO: (como a AAE favorece a AIA de projetos) – cont. • Reduz tempo e esforço para realizar a AIA de projetos; • Reduz o potencial de conflitos, uma vez que questões estratégicas já foram resolvidas com a sociedade (normalmente a sociedade discute o desenvolvimento e não o projeto, nas audiências públicas). 28 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC SEMELHANÇAS DA AAE COM A AIA DE PROJETOS • Uma mesma família de instrumentos de gestão ambiental. • Interdisciplinar. • Definição do escopo ou Termo de Referência para identificar alternativas e possíveis impactos. 29 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC SEMELHANÇAS DA AAE COM A AIA DE PROJETOS – cont. • Revisão independente da qualidade do processo. • Participativo, pois não tratam somente de ciências, mas de valores sociais. • O registro em relatório e sua divulgação. • Decisão, que aprova ou não a AAE. 30 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC DIFERENÇAS ENTRE AIA DE PROJETOS E AAE • O momento e natureza da decisão; • O objeto de avaliação (as alternativas); • O nível de informação (escala, dados). 31 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NÃO CONFUNDIR • A AAE não é uma alternativa a uma AIA mal conduzida, e não deve ser vista como um meio para compensar as deficiências do EIA; • Não substitui a AIA de projetos (EIA). 32 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NÃO CONFUNDIR – cont. • A AAE não é a produção de um relatório separado do contexto do planejamento; • Está associada aos procedimentos correntes de planejamento, mas não o substitui. • É um processo contínuo e adaptativo; 33 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC NÃO CONFUNDIR – cont. • Diferentemente do EIA, não há um termo de referência “básico”. É flexível e assume a forma do planejamento. • Pode ser executada pelos órgãos ambientais ou setoriais, com a participação daqueles. • No Brasil: definir essa execução e a participação. 34 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO AMBIENTAL INTEGRADA - AAI • Em nível estratégico, mas com escopo mais limitado do que a AAE. • Executada pelos órgãos setoriais. • Identifica e avalia os efeitos sinérgicos e cumulativos. • Dados secundários. 35 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC AVALIAÇÃO AMBIENTAL INTEGRADA – AAI – cont. • Fornece orientações para estudos específicos de cada caso (estudo de viabilidade técnica e socioambiental e AIA/EIA). • Pose vir a ser associado aos estudos de inventário de bacias hidrográficas, feitos pelo setor elétrico, a fim de incorporar as variáveis socioambientais na análise das alternativas de quedas. • Participação da sociedade, durante e após a conclusão do estudo - AAI. 36 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC A QUESTÃO É: • É um instrumento da política ambiental? É um tipo de AAE? ⇒A participação do órgão ambiental no termo de referência ⇒ Interdisciplinar ⇒ A revisão independente da qualidade do processo ⇒ Decisão, aprovando-o ou não. • É um instrumento de planejamento setorial? 37 Universidade Federal de Alagoas – UFAL Unidade Acadêmica Centro de Tecnologia – CTEC CONCLUSÃO ⇒ necessidade de resgatar os procedimentos de planejamento setorial e regional para possibilitar a inclusão da dimensão ambiental nas decisões de política e planejamento. ⇒ a comunicação contínua entre os Ministérios responsáveis pelas políticas setoriais e o MMA: transversalidade.