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REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
O reforço com chapas coladas consiste na adição de armaduras
exteriores à estrutura existente, constituídas por chapas ou perfis de
aço, ligados à superfície da estrutura por colagem com resina epoxi e
buchas.
Este processo deve ser usado quando existe deficiência de armaduras,
e tanto as dimensões da secção, como a qualidade do betão, são
suficientes para garantir a resistência necessária e a rigidez para limitar
as deformações aos limites regulamentares.
Reforço de pilar
CORTE ALÇADO
Reforço de viga à flexão e ao esf. transverso
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
• Utilizam-se chapas ou perfis de aço de S235 (ou S355).
• Pode ser usada colagem exclusivamente com resina epoxi, ou
colagem por injecção da resina no espaço entre o betão e o elemento
de aço de reforço, previamente colocado e mantido em posição com o
auxílio de buchas metálicas, as quais também complementam a
ligação.
• Quando não são usadas buchas metálicas, a ligação fica dependente
exclusivamente do mecanismo de ligação resina-betão, pelo que não
podem ser mobilizadas forças muito elevadas nos elementos de
reforço. Nestes casos limitam-se as dimensões das chapas de aço a
3mm a 4mm de espessura e 300mm de largura. A espessura da
resina deve ser reduzida ao mínimo, devendo situar-se entre 1mm e
3mm.
• No caso da ligação ser complementada com buchas metálicas, é
possível mobilizar forças maiores nos elementos de reforço, e a
espessura da chapa de reforço é, neste caso, limitada a 12mm. Este
método é o mais corrente.
REFORÇO POR COLAGEM SIMPLES COM RESINA
O processo de execução:
1. Redução, se possível, das cargas e escoramento da estrutura;
2. Preparação da superfície do betão existente;
3. Aplicação da resina na estrutura: primeiro com uma pintura fluída e
depois com uma camada de resina com cargas (areia siliciosa)
aplicada à espátula;
4. Montagem dos elementos de reforço em aço, prensados contra a
resina com uma pressão da ordem de 100kPa a 500kPa, durante o
período de cura desta.
REFORÇO POR COLAGEM COM RESINA E BUCHAS METÁLICAS
O processo de execução:
1. Redução, se possível, das cargas e escoramento da estrutura;
2. Preparação da superfície do betão existente;
3. Execução dos furos para colocação das buchas metálicas.
4. Montagem dos elementos de reforço em aço, com o auxílio das
buchas
5. Selagem do contorno das chapas e do contorno dos furos das
buchas com resina com cargas, deixando tubos (em PVC) para
injecção e purga;
6. Injecção com resina de baixa viscosidade.
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
PREPARAÇÃO DAS SUPERFÍCIES DE COLAGEM
A preparação da superfície do betão existente deve ser efectuada por
forma a sanear o betão deteriorado e a garantir uma boa ligação o betão
e a resina epoxi. Esta operação consta de:
• Remoção do betão deteriorado, formando uma superfície rugosa com
os inertes do betão velho expostos. Nesta operação utilizam-se
ferramentas mecânicas, como o martelo de agulhas, martelo
eléctrico, o escopro, a bujarda, etc.. Deve-se evitar uma rugosidade
excessiva por forma a não ter espessuras de resina elevadas.
• Regularização da superfície com argamassa de reparação
preenchendo os vazios e as irregularidades da superfície do betão.
• Limpeza da superfície com jacto de ar ou de água para remover as
poeiras e as manchas de gordura. A superfície deve estar seca
aquando da aplicação da resina.
A preparação do elemento metálico também deve ser cuidada:
• A superfície que vai receber a resina deve ser decapada e protegida
contra a corrosão com uma película plástica até ao momento da
montagem da peça.
• A restante superfície deve ser pintada com uma tinta anticorrosiva.
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA EM VIGAS à FLEXÃO
Coeficiente de Monolitismo γn,M = 1.0
• Utilizando fórmulas aproximadas:
Mrd = γn,M x Aseq zeq fiyd = γn,M x (Asi zi fiyd + Asr zr fryd )
com zi = 0.9 di e zr = 0.9 dr
• Utilizando tabelas de flexão simples:
arbitra-se um valor inicial para deq :
μ = Mrd / γn,M b deq 2 fcd
Aseq = ω b deq fcd / fiyd
Asr = (Aseq deq fiyd - Asi di fiyd ) / dr fryd
Determina-se novo
deq = (Asi di fiyd + Asr dr fryd ) / (Asi fiyd + Asr fryd )
o processo é iterativo até o valor de Asr convergir.
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DA LIGAÇÃO
RESISTÊNCIA DA LIGAÇÃO:
A resistência da ligação aço-resina-betão, sem buchas metálicas, varia
entre 1.6MPa e 2.5Mpa para cargas cíclicas ou monotónias,
respectivamente.
Com buchas metálicas, a resistência da ligação aço-resina-betão varia
entre 2.8MPa e 3.4MPa para cargas cíclicas ou monotónias,
respectivamente.
Considera-se que τRd = Mínimo { fctk,0.05 ; 2.0MPa }
TENSÃO DE ADERÊNCIA INSTALADA:
Admita-se que a força no
elemento de reforço é
proporcional ao momento
instalado, assim, para um
diagrama de momentos
parabólico a intensidade
da força no reforço
também seguirá a
evolução de uma
parábola.
Admita-se ainda que o
elemento de reforço foi
dimensionado para a força
máxima instalada,
correspondente à secção
de máximo momento
flector.
FrSd,máx = Ars fryd
A distribuição de tensão de aderência terá uma variação linear ao longo
do reforço, e o seu valor máximo τrSd,máx deverá ser tal que permita a
transferência do betão para o reforço, no comprimento L/2 da força
FrSd,máx , isto é,
τrSd,máx = 4 FrSd,máx / bL
L/2 L/2
M
+
p
L
Frsd+ Fisd
Frsd,máx
τrsd
Fisd,máx τrsd,máx
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
VERIFICAÇÃO DA RESISTÊNCIA DA LIGAÇÃO
LIGAÇÃO SEM BUCHAS METÁLICAS
O valor máximo da tensão de aderência é limitada ao valor resistente:
τrSd,máx ≤ τRd
LIGAÇÃO COM BUCHAS METÁLICAS
Neste caso considera-se a resistência das buchas por unidade de área
de colagem Fb / s b, onde Fb é a resistência ao corte de uma bucha e s
o espaçamento longitudinal entre buchas.
A contribuição da resina é reduzida de um coeficiente γ.
Considera-se γ τRd = 0.5MPa.
Em cada secção do elemento de reforço, a tensão de aderência
instalada não deve exceder a soma destas duas parcelas resistentes:
τrSd ≤ γ τRd + Fb / s b
Deve-se optimizar a distribuição das buchas ao longo do elemento de
reforço, concentrando-as mais nas extremidades do elemento de reforço
onde a tensão de aderência é mais elevada.
τrsd
Fb / s b
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
VERIFICAÇÃO DA SEGURANÇA EM VIGAS ao ESF. TRANSVERSO
Coeficiente de Monolitismo γn,V = 0.9
VEd ≤ VRdmax r = bw zi ν fcd / (cotθ + tanθ)
VEd ≤ VRdsr = γn,V x [(Aswi/s) zi fiyd + (Aswr/s) zr fryd] cotθ
com zi = 0.9 di e zr = 0.9 dr
REFORÇO COM CHAPAS COLADAS
PILARES
Coeficientes de Monolitismo: γn,MN = 0.90
• Aumento da resistência à compressão em resultado do
confinamento conferido por cintas transversais.
• Aumento da resistência à flexão com compressão como
resultado da adição de armaduras.
Aseq = Asi + Asr fryd / fiyd
• Ligação do reforço à fundação