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Domesticação dos animais

Apostila sobre domesticação de animais: define animal doméstico; lista atributos (sociabilidade, mansidão, fecundidade em cativeiro, função e adaptação); descreve fases do processo (cativeiro, amansamento, domesticidade), métodos, diferenças selvagem x doméstico e seleção artificial.

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09/09/2014 
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Animal Doméstico - Ser criado e reproduzido pelo 
homem, viver em cativeiro e em estado de mansidão, 
oferecendo uma utilidade ou serviço. 
 
3.1. Atributos dos Animais Domésticos 
 
 Sociabilidade; 
 Tendência hereditária a mansidão; 
 Conservação da fecundidade em cativeiro; 
 Função especializada; 
 Facilidade de adaptação. 
 
 
 É a conduta nata que leva os animais a 
procurarem viver em conjunto – exceto o gato. 
 
 Os animais de habito isolacionistas dificilmente 
deixam se amansar tornando problemática sua 
domesticação 
 A tendência a mansidão, deve ser hereditário; 
 Há animais que se tornam individualmente 
mansos; 
EX: galinhola, búfalo (espécies semi-domésticas) 
e abelha. 
 A mansidão é regulador do grau de 
domesticidade da espécie. 
 
 Perpetuação da espécie. 
 Domesticação é um processo que implica no 
aproveitamento dos produtos e trabalho dos 
animais em função do homem. 
 A necessidade de fácil adaptação. 
 Os animais para atingirem a domesticidade, estágio 
final do processo de domesticação, passaram por três 
fases distintas, sob o domínio do homem. 
 
3.2.1. CATIVEIRO 
 
 Fase inicial da domesticação; 
 O homem mantém o animal preso; 
 Eventualmente utilizando-o para o abate, em princípio, não 
aferindo dele lucro ou serviço (apenas na 3ºfase). 
 
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3.2.2. AMANSAMENTO 
 
 2º fase; 
 
 Mansidão ou domação; 
 
 O animal convive pacificamente com o homem, 
prestando utilidade ou alguma forma de serviço. 
 
EX: animais em pré-domesticação – a maioria dos animais 
de laboratório, animais produtores de pele, peixes, 
moluscos e crustáceos. 
3.2.3. DOMESTICIDADE PROPRIAMENTE DITA 
 
 3º fase – definitiva! 
 Estado pleno de domesticidade; 
 Estado de simbiose na qual se acham os animais 
domésticos e o homem; 
 Os animais vivem voluntariamente presos ou quase, 
são naturalmente mansos e prestam serviços de tal 
monta que, sem eles, impossível seria a vida do 
homem civilizado. 
 Todos surgiram da necessidade de sobrevivência 
do homem. 
 
• Alimentação; 
• Sobrevivência ambiental; 
• Aproveitamento de força motriz; 
• Inspiração religiosa. 
 
 
 Estudos têm levado em conta que deveriam ter sido os 
seguintes métodos: 
 
3.4.1. VIOLENTOS 
 
 Emprega a violência, a força e a fome; 
 Têm sido responsabilizado pelo uso em maior escala, 
seguindo-se prisão, paralelamente 
 aos castigos corporais. 
 Método mais largamente empregado. 
 
 Não utiliza a força; 
 Os próprios animais, por instinto de sociabilidade, 
oferecem condição de conviver junto ao homem. 
 Muito provavelmente teria ocorrido com o cão, o 
gato e o porco. 
 Método predominante; 
 Quando a prisão é efetuada em animais que 
mais facilmente permitem a aproximação do 
homem. 
 Animais que tem por hábito viver em rebanhos 
facilitam o aprisionamento em lotes, os quais 
poderiam ter sido manejados e removidos de 
acordo com a vontade do homem. 
 
EX: bovinos, caprinos, búfalos e aves 
 
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SELVAGEM X DOMÉSTICO 
 
 Consequência de processos evolutivos 
dinâmicos que tendem, inclusive, a acelerar-se 
cada vez mais em virtude da ampliação dos 
conhecimentos de melhoramento animal 
(seleção artificial). 
 Atingem as estruturas dos animais com 
consequencias sobre suas atividades fisiológicas. 
 
• PELAGEM coloração (despigmetação) 
 pêlos (qualidade) 
 
• TAMANHO E DIMENSÕES CORPORAIS 
 
• DEFESAS – chifre, garras, e dentes 
 Estas modificações são as mais notáveis, exatamente pelo 
fato da exploração animal depender de maior intensidade 
fisiológica. 
 
• FERTILIDADE – animais selvagens, tendem a apresentar 
cios estacionais, inclusive com anestro; 
 
• PROLIFICIDADE – animais que vivem em liberdade têm 
número limitado de filhos; 
 
• LACTAÇÃO – nos mamíferos selvagens, está restrita as 
necessidades das crias; 
 
• VELOCIDADE DE CESCIMENTO – é muito lenta ou mesmo 
retardada nos animais que vivem em liberdade (conversão 
alimentar). 
 Diz respeito ao comportamento individual e social doas 
animais e sua consequencia nas condições sob estudo. 
 
 
• INSTINTO DE DEFESA – nos animais selvagens é bastante 
aguçado, a audição, visão e olfato são muito evoluídos e 
adaptados, por necessidade de autoproteção. 
 
• COMPORTAMENTO SEXUAL – ao contrário dos animais 
domésticos, nos animais selvagens a monogamia ocorre na 
grande maioria da espécies, mantendo o instinto 
reprodutivo limitado à temporada de reprodução, quando 
fêmeas entram em estro coletivamente e os machos 
passam a competir pela posse das mesmas, o que se dá 
por liberdade de iniciativa. 
 
 
• SELEÇÃO 
 
• REGIME DE CRIAÇÃO 
 
• ALIMENTAÇÃO 
SELEÇÃO ARTIFICIAL 
 
 O trabalho do homem foi no sentido de reproduzir, 
em separado, formas com características próprias. 
 
 Primeiro os animais foram selecionados pelo 
estado de mansidão e posteriormente por 
produção. 
 
 Em consequência, atualmente algumas espécies 
em domesticidade não apresentam nenhuma ou 
quase nenhuma semelhança com seus ancestrais 
selvagens. 
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Cabra Doméstica 
Cabra aegagrus Cabra falconeri 
Cabra prisca Cabra nubiana 
 Quando os animais se afastam dos seu meio 
ecológico original e se disseminaram pelas 
várias partes do mundo (com exceção de 
algumas espécies muito especiais), 
contribuíram, por um princípio de adaptação 
ambiental, para que aparecessem novas 
formas de vida. 
 A alimentação que o homem direcionou a seus 
animais em domesticidade constitui um dos mais 
fortes fatores responsáveis pelas modificações 
que hoje estes animais apresentam, 
comparativamente aos seus semelhantes que 
continuaram em vida silvestre. 
 
 As pastagens artificiais perenes e constantes, as 
grandes aguadas distribuídas racionalmente, 
oferecida aos herbívoros domésticos. 
 
 As criações em confinamento de aves e suínos. 
 
 A domesticação dos animais não modificou em 
nada o conteúdo das leis genéticas. 
 
 Os princípios da herdabilidade são os 
mesmos, tanto para os animais selvagens 
como para os domésticos. 
 
 A domesticação promoveu, em muitos casos, a 
troca do meio em que viviam na natureza para 
outros de interesse do homem. 
 Do ponto de vista puramente genético, a 
domesticação dos animais deu lugar às 
seguintes consequências: 
 
• INTENSIFICAÇÃO DA ENDOGAMIA 
(cosanguinidade); 
 
• PREDOMÍNIO DA SELEÇÃO ARTIFICIAL; 
 
• MAIOR POSSIBILIDADE DE EXOGAMIA 
(cruzamento)