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RESUMO TEORIA GERAL DO ESTADO

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a soberania nacional, o regime 
democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
Regulamento 
I - caráter nacional; 
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; 
III - prestação de contas à Justiça Eleitoral; 
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
 
§ 1º É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura interna e estabelecer regras sobre escolha, formação 
e duração de seus órgãos permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e para adotar os critérios de escolha 
e o regime de suas coligações nas eleições majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem obrigatoriedade 
de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer 
normas de disciplina e fidelidade partidária. 
§ 2º Os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal 
Superior Eleitoral. 
§ 3º Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei, os partidos 
políticos que alternativamente: 
I - obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% (três por cento) dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 2% (dois por cento) dos votos válidos em cada uma delas; ou 
II - tiverem elegido pelo menos quinze Deputados Federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação. 
§ 4º É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar. 
§ 5º Ao eleito por partido que não preencher os requisitos previstos no § 3º deste artigo é assegurado o mandato e facultada a 
filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido, não sendo essa filiação considerada para fins de distribuição 
dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e de televisão. 
 Nacionalidade e cidadania: tem divergências e semelhanças. 
- Art. 12 São brasileiros: 
I - natos: (nacionalidade) 
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a 
serviço de seu país; (“Jus Soli”, a nacionalidade originária é obtida em virtude do território onde o indivíduo tenha 
nascido, não importa a nacionalidade dos pais). 
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da 
República Federativa do Brasil; (“Jus Sanguinis” é o direito de sangue). 
II - naturalizados: 
a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos originários de países de língua 
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e idoneidade moral; 
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na República Federativa do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e 
sem condenação penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira. 
§ 1º Aos portugueses com residência permanente no País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros, serão atribuídos os 
direitos inerentes ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constituição. 
§ 2º A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constituição. 
 § 3º São privativos de brasileiros natos os cargos: Cidadania (tem que ser nato para exercer cargos políticos). 
I - de Presidente e Vice-Presidente da República; 
II - de Presidente da Câmara dos Deputados; 
III - de Presidente do Senado Federal; 
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal; 
V - da carreira diplomática; 
VI - de oficial das Forças Armadas. 
VII - de Ministro de Estado da Defesa 
 
§ 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que: 
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional; 
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos: (DUPLA/MULTIPLA NACIONADIDADE). 
 
 a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; 
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para 
permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; 
 
- DUPLA NACIONALIDADE: 
A Constituição Federal prevê a possibilidade de o brasileiro ter dupla ou múltiplas 
nacionalidades/cidadanias em duas hipóteses: 
 
• quando há o reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira. Neste caso, a nacionalidade 
decorre da lei estrangeira, que reconhece como nacionais os nascidos em seu território ou 
filhos/descendentes de seus nacionais; (art. 12 § 4, II, a). 
 
• quando há imposição de nacionalidade pela norma estrangeira, por meio de processo de naturalização, 
ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para 
o exercício de direitos civis. (Art. 12 §4, II, b) 
 
Ou seja, o ordenamento jurídico nacional admite que os brasileiros tenham dupla ou múltiplas 
nacionalidades APENAS se a outra nacionalidade decorrer do nascimento em território estrangeiro 
(nacionalidade originária), de ascendência estrangeira (nacionalidade originária) ou de naturalização por 
imposição da norma estrangeira. 
 
* BRASILEIRO NATO NUNCA É EXTRADITADO: O brasileiro nato, quaisquer que sejam as circunstâncias e a 
natureza do delito, não pode ser extraditado, pelo Brasil, a pedido de Governo estrangeiro, pois a 
Constituição da República, em cláusula que não comporta exceção, impede, em caráter absoluto, a 
efetivação da entrega extradicional daquele que é titular, seja pelo critério do jus soli, seja pelo critério do 
jus sanguinis, de nacionalidade brasileira primária ou originária (CF, art. 5º, LI). 
 
* Não se revela possível, em nosso sistema jurídico-constitucional, a aquisição da nacionalidade brasileira 
jure matrimonii, vale dizer, como efeito direto e imediato resultante do casamento civil. 
 
 
 
ELEMENTOS DO ESTADO SEGUNDO DALLARI 
 
ESTADO  SOBERANIA – TERRITÓRIO – POVO } ELEMENTO DE EXISTÊNCIA (o Estado precisa deles para existir). 
Dallari acrescenta mais dois elementos  FUNÇÕES E FINALIDADES DO ESTADO – PODER DO ESTADO } SOBERANIA 
(validade). 
 FUNÇÕES E FINALIDADE DO ESTADO: 
 
- finalidade: é buscar o bem comum do povo (condições mínimas e necessárias para o desenvolvimento da 
personalidade – mínimo existencial). 
A gente se vale do Estado para atender nossos interesses. O Estado é meio, não fim em si mesmo, é um 
instrumento. 
Dallari conceitua como – ordem jurídica soberana que busca o bem comum de um povo. 
 
- funções: função de todo e qualquer Estado. 
 Função jurisdicional (quando se fala em direito, tutela dos direitos) 
 Função administrativa (políticas públicas) 
 Função legislativa (legislar) 
 
- Muitas vezes se confundem função com finalidade, ou seja, o Estado ao invés de buscar o bem comum 
(mínimo existencial), busca uma função como finalidade. Exemplo: (classificação feita por Dallari). 
 
1. ESTADOS COM FINS LIMITADOS: fala-se em uma atuação mínima do Estado na convivência humana 
e nas relações sociais. Proibisse intensamente a intervenção do ente estatal na vida dos homens, 
nas atividades rotineiras, sobretudo na economia; nasce aqui a ideia do Estado Liberal. Este teria 
por principal função apenas zelar pela paz social, fazendo prevalecer à ordem pública, coibindo 
todo e qualquer ato atentatório à segurança individual dos membros da sociedade. 
Estado-polícia: o Estado passa a buscar

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