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Localização
Localização ACI
O Edifício ACI (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão
Preto se localiza na Rua Visconde de Inhaúma com a São
Sebastião, 498 - Centro de Ribeirão Preto. É um edifício
voltado para salas comerciais e lojas em seu térreo.
A Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (ACIRP) é, desde sua criação, uma das entidades de classe mais
importantes da região. Fundada em 8 de agosto de 1904 por dez empresários imigrantes. Já a 113 anos no mercado, ganha
experiência e amplia suas conquistas empresariais na cidade. Antes de se transferir, em 1954, para o Palácio do Comércio e
Indústria, no cruzamento das ruas Visconde de Inhaúma e São Sebastião, edifício que ocupa até hoje, a ACIRP percorreu
pelo menos outras quatro sedes: a primeira, na rua Amador Bueno; a segunda, na sobreloja da casa A Rainha da Moda, na
esquina das ruas São Sebastião e Tibiriçá; a terceira, no antigo número 35 da rua Tibiriçá; e a quarta, na rua Duque de
Caxias. A ACIRP oferece uma variedade de serviços, deu suporte aos empresários do comercio, indústria e prestação de
serviços. Hoje, além da sede, a entidade organiza-se em seis distritais, cada uma representando as principais regiões
empresariais de Ribeirão.
Histórico Geral
1/18
 Edifício: A.C.I
 Construtora: Minerva LTDA
 Projeto: Engenheiro Armindo Paioni
 Construtor: Engenheiro Carlos Zamboni
 Data de Aprovação: 23/07/1951
 Data de Alvará: 23/07/1951
 Terreno: 525,4200 m²
 Edifício: Comercial
 Pavimentos : Seis
Ficha Técnica
O Engenheiro Carlos Zamboni nasceu na cidade Bréscia na Itália dia 08 de
março de 1901 e faleceu no dia 30 de maio de 1973 na cidade de Batatais-
SP. Foi um notável profissional formado pela Universidade de Milão. Esteve
responsável pela construção do Prédio da ACI na época com nome de
“Palácio Comercial e Industrial de Ribeirão Preto”. Foi responsável também
pela construção da atual Igreja Matriz de Batatais, assim como pela
residência do Monsenhor Joaquim Alves Ferreira, antiga Casa da Cultura, do
palacete do Dr. Oswaldo Scatena, do Parque Náutico (cachoeira) que leva o
seu nome e esteve à frente da construção do Hospital Major Antônio
Cândido (todas em Batatais) e de outras tantas edificações. Zamboni tinha
um profundo conhecimento de arquitetura. Chegou a Batatais a convite do
arquiteto Júlio Latini que tinha várias construções em Batatais e foi lá que ele
se casou e constituiu sua família. Hoje sua esposa ainda é viva (com 106
anos) e reside na cidade de Batatais.
Bibliografia Carlos Zamboni
Foto tirada
na Igreja Matriz
de Batatais
2/18
Foto tirada no período noturno com vista frontal à ACI
Fonte: Facebook/ACI
3/18
Representações
COBERTURA SUB-SOLO
4/18
Representações
PLANTA TERREO PLANTA TIPO 1°, 2°, 3° E 4° PAVIMENTOS
5/18
PLANTA TIPO 5° PAVIMENTO
Representações
6/18
Representações
FACHADA DA RUA SÃO SEBASTIÃO FACHADA DA RUA VISCONDE DE INHAUMA
7/18
CORTE CDCORTE AB
Representações
8/18
Fotos de época
Construção do Palácio Comércio 
e Indústria –
Ultima Laje (08/08/1952)
Término da concretagem da 
1° laje- (09/02/1052)
Lançamento da Pedra 
Fundamental – (08/08/1048)
Período de Construção do 
Palácio Comércio e Indústria -
1052
Inauguração do Palácio –
(08/08/1954)
Edifício concluído
9/18
Fotos atuais 
Fachada
Fachada vista do outro lado da rua
Fachada vista da Rua São Sebastião Fachada no período noturno
10/18
Fotos internas
ESPAÇO GOURMET - térreo
Capacidade: 80 lugares
AUDITÓRIO LINO STRAMBI - 1º andar
Capacidade : 80 lugares 
AUDITÓRIO WALTER BARILLARI - 3º andar
Capacidade : 64 lugares 
AUDITÓRIO AMIN ANTÔNIO CALIL - 6º andar
Capacidade: 250 lugares
AUDITÓRIO GERALDO M. SILVA - 4º andar
Capacidade: 45 lugares
E também mais dois
auditórios que não foi encontrado
fotos :
 AUDITÓRIO WALTER BARILLARI 
(PARTE B) - 3º andar
Capacidade: 32 lugares
 AUDITÓRIO WALTER BARILLARI 
(PARTE A) - 3º andar
Capacidade: 32 lugares
11/18
Memorial Descritivo – Materiais utilizados
Pinturas:
- A óleo: nas esquadrias, nas barras dos corredores e em todos os espaços
onde o código de obras exigir.;
- A grafite: Em todos os trabalhos de serralheria;
- A cal: Nas paredes sobre as barras e nos forros.
Instalações: As instalações de água, luz e sanitárias são completas obedecendo
aos regulamentos das repartições competentes.
Cobertura: Armações de madeira cobertas com chapa de cimento – amanto;
Alvenaria: As paredes externas serão de tijolos comuns, as internas de tijolos
furados, assentes com argamassa de cal e areia;
Fundações: Em estacas de concreto armado pneumáticas, sistema “beott”, de
diâmetro mínimo de 0.50, de profundidade até alcançar a rocha.
Revestimentos:
- Externos: Com argamassa mista, acabamento em pente;
- Internos: grosso e fino de cal e areia, acabamento em feltro.
Sobre revestimentos: As instalações sanitárias, cozinhas, serviços sanitários,
receberão barras de azuleijos de 1,50m de altura, o embasamento das
fachadas bem assim como as entradas do prédio são revestidas com barras de
mármore.
Portas, Janelas: As esquadrias serão partes de fero e partes de madeiras
conforme o destino do compartimento correspondente, as abertras para
iluminação e instalações obedece as normas regulamentares.
Pisos: Todos os locais de permanecia diurna ou noturna terão pisos de tacos
(hall, corredores, cozinhas), no terraço o piso é cerâmico.
Parecer : Foi todo construído com o código inferido na época de Arthur
Saboya.
Detalhes em Mármore
12/18
Leitura Projetual
Em relação ao projeto, pode ser observado uma enorme preocupação
com as subdivisões de áreas internas, de modo que os ambientes no seu
desenho final tornem-se uniões através de divisões, circulações, entre
outros. A construção do Palácio Comercio e Industria em 1954, reflete a
imagem de uma cidade que se moderniza. O edifício se insere no
processo de transformação da área central, e apresenta um programa
múltiplo, organizado em volumes verticais que valorizam sua condição
urbana. Obtém características como, paredes com uso exclusivo para
vedação, fachada composta por janelas que em sua organização dão
ritmo a edificação, fachadas sem ornamento, estas e outras encontradas
no movimento modernista.
Com clara referencia ao racionalismo italiano, a sede da Associação se
constituiu numa referencia cultural para a cidade de Ribeirão Preto
Foi extremamente interessante ver como o prédio se desenvolveu ao
longo dos anos e como solidificou-se da mesma maneira, sendo utilizado
até os dias de hoje como sede da ACIRP. Arquitetonicamente o projeto
busca uma demonstração de utilização de novas tipologias para a sua
época de construção, buscando assim estabelecer elementos do mundo
moderno até então não discutidos com tanta frequência como na
atualidade, sendo assim outro fator de grande importância para a
sociedade de Ribeirão Preto de 1954.
Por fim, o projeto estabelece ideias totalmente revolucionário para o seu
tempo e constituiu-se de modo tão expressivo que se matem até a
atualidade no mesmo espaço constituído e evoluindo a cada dia.
Maquete do Prédio
Perspectiva do Prédio
13/18
Leitura Projetual
Direção dos Ventos – Sudeste / Noroeste Pilares estruturais
14/18
Pavimento térreo ocupado por lojas;
Em relação a circulação, o que pode ser observado foi
a concentração da mesma em áreas perto do centro
do edifício, de modo que distribui a circulação
verticalmente e nos andares (horizontalmente). Assim
os acessos também ficam facilitados por todo o
edifício.
Primeiro pavimento ocupado por salas e alguns dormitórios;
Segundo, Terceiro e Quarto pavimentos, abrigam na ala voltada
para a Rua São Sebastião, os escritórios das entidades das classe
produtoras locais, e na voltada para a Rua Visconde de Inhaúma,
apartamentos de um ou dois quartosadequados para casais sem
filhos ou famílias pequenas.
Público
Circulação
Acesso
PLANTA TIPO 1°, 2°, 3° E 4° PAVIMENTOS
Circulação
Público
Privado
15/18
Circulação
O Quinto Pavimento foi destinado ao auditório e
salão nobre.
O salão nobre é um dos espaços maiores do edifício.
Hoje o local é destinado ao Auditório Amin Antônio
Calil onde abriga um numero muito grande de
pessoas.
As partes privadas são destinadas a salas de
reuniões, auditórios e dormitórios onde apenas os
autorizados entram. Isso acontece em todo o
edifício.
PúblicoPLANTA TIPO 5° PAVIMENTO
Privado
16/18
Conclusão
Conclui-se que o prédio ACIRP foi uma das construções na cidade de Ribeirão Preto onde o engenheiro pode utilizar de
características do período moderno. O prédio passou por diversas modificações, porém em nenhuma delas perdeu sua
essência. Hoje em dia as paredes já não fazem parte da estrutura, apenas funcionam como vedação (este que é um dos cincos
pontos de Le Corbusier). O edifício não faz a utilização de brises para a proteção contra a luz solar, mas com as janelas recuadas
ele trabalhas as fachadas dando ritmo à elas e as protegendo-as do sol. Toda a construção é completamente fechada e sem
movimento, porem obedecendo a ordem de um prédio liso, sem texturas e com linhas simples e claras, fazendo a utilização de
materiais da época e verticalidade, o que trás um caráter extremamente modernista.
Agradecimentos
Primeiramente gostaria de agradecer ao Professor Onésimo Carvalho de Lima por me proporcionar uma nova visão sobre a
história de Ribeirão Preto. Foi extremamente interessante ver como o centro histórico surgiu e de como os prédios que ali
cresceram, causaram um enorme impacto para a cidade. Gostaria de agradecer também à Senhora Telma Zamboni, que me
disponibilizou informações sobre seu avô Eng. Carlos Zamboni e a equipe da ACIRP que me recebeu com a maior dedicação
respondendo todas as minhas perguntas.
Bibliografias
 Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto
 Igreja Matriz de Batatais
 Acervo digital de Batatais
 WWW.ACIRP.COM.BR (Acessado em 27/11/2017)
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Anexos
A foto nos mostra Carlos Zamboni de gravata 
e operários da Igreja Matriz. 
Engenheiro Zamboni, Bispo Mousinho e 
Portinari – Discussão sobre espaço e luz para 
desenvolvimento das telas.
Prédio da ACIRP com decoração de natal Cartão de Visita - ACIRP Visita à igreja Matriz para obter informações 
sobre o Eng. Carlos Zamboni
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