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Ocupação e Formação de Francisco Beltrão/PR

Trabalho escolar de Geografia sobre a formação e ocupação de Francisco Beltrão. Apresenta colonização pela CANGO, migrações (RS/SC), composição étnica, fundação (1943) e desmembramento (1951), revolta de posseiros (1957), evolução industrial, rodovias, população e indicadores.

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TRABALHO DE RECUPERAÇÃO DE NOTA 
GEOGRAFIA 
 
 
FORMAÇÃO E OCUPAÇÃO DO TERRITORIO DE FRANCISCO 
BELTRÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
JULIA MATTE DE CARLI 
NÚMERO 15 
2 ANO A 
 
 
 
 
FRANCISCO BELTRÃO, 2020 
 
 
INTRODUÇÃO 
Este trabalho tem como objetivo mostrar história da ocupação e formação de 
Francisco Beltrão, Paraná. 
Veremos, também, um pouco sobre a formação da sociedade e o importante 
conflito que ocorreu em 1957. 
Irá ser abordado temas sociais e populacionais, como o produto interno bruto 
(PIB), as indústrias e crescimento populacional desde sua criação. 
 
DESENVOLVIMENTO 
1.0 OCUPAÇÃO E FORMAÇÃO 
Fundado em 13 de setembro de 1943, e hoje tem um total de mais de 91 mil 
habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 
2019. 
Segundo o Plano Diretor do Município (2017), sua primeira instalação, a Colônia 
Agrícola general Osório (CANGO), distribuía, para os migrantes do Rio Grande 
do Sul e de Santa Catarina, mateira, terras, ferramentas e assistência, tudo de 
graça. Contudo, está distribuição era ilegal, uma vez que a terra estava no meio 
de uma disputa entre o Estado do Paraná e a União Federal. Depois de um 
tempo, a CANGO parou sua distribuição pela falta de uma validade jurídica. 
Seus primeiros habitantes foram gaúchos e catarinenses, com maiores 
descendências ne italianos e alemães, o que se reflete hoje na cultura da cidade. 
Depois do empobrecimento dos colonos no Nordeste do Rio Grande do Sul e de 
sua migração, junto da de outras regiões, a CANGO criou seu primeiro hospital 
e farmácia, trazendo o Dr. Eduardo Winter junto. Além de criar a primeira escola, 
tendo como professora Idalina Zancan. Foi construído também a primeira 
marcenaria, serraria e oficinas, tudo para a construção de casas para os novos 
habitantes. Também foram feitas estradas e pontes, para melhor locomoção. 
A CANGO era o maior distribuidor de renda do povoado, na época chamado de 
Vila Marrecas. 
 
 
 
A única coisa que a CANGO não oferecia era documentação definitiva das terras, 
gerando problemas posteriores. 
Em 14 de dezembro de 1951 Beltrão fora desmembrado do município de 
Clevelândia. Isso dado a assinatura do governador Bento Munhoz da Rocha 
Neto, transformando o distrito em município de Francisco Beltrão. Contudo, sua 
sede mudava para Marrecas. 
Em 14 de dezembro de 1952 foi eleito o primeiro prefeito do município, Ricieri 
Cella, nascido em 17 de maio de 1917. 
Em 1957 foi instalado um posto do exército, por conta da sua proximidade com 
a fronteira Argentina, também fora criado uma estrada ligando a cidade a Vila 
Ampére, denominada de "Estrada do Picadão". 
No dia 11 de outubro de 1957 ocorreu A revolta dos posseiros, por conta da 
distribuição de terras que criou um conflito entre os donos legítimos das terras, 
porém não tinham escrituras. A população conseguiu expulsar a Clevelândia 
Industrial e Territorial Ltda (CITLA), a Companhia Comercial Agrícola e a 
Companhia Apucarana. Estas eram empresas que implantaram um regime de 
violência e terror por conta das "autoridades constituídas". Esta revolta foi 
conhecida com Revolta de 57, atingindo não somente Francisco Beltrão, mas 
também outras regiões no sudoeste paranaense, em que houve o vitória dos 
posseiros contra a concentração fundiária. 
 
2.0 EVOLUÇÃO DA INDUSTRIULIZAÇÃO 
Segundo o Jornal de Beltrão, o desenvolvimento industrial da cidade se deve 
primeiramente as estradas criadas em todo o sudoeste do Paraná, em 1973. As 
primeiras rodovias continuaram a BR 373, depois a criação da PR 182, ligando o 
Sul do Brasil a Amazônia, assim, conectando o município a importantes regiões 
do próprio Estado e do país. 
 
 
 
 
 
Um dos motivos da industrialização e expansão de Francisco Beltrão pode-se dar 
a empobrecimento dos agricultores do Sudoeste, tendo ou não como motivo os 
empréstimos dos Governo Federal, obtidas por meio de políticas de créditos 
criadas na época, fazendo com que muitos deles vendessem suas terras e 
fossem morar no perímetro urbano durante as décadas de 1960 e 1970. 
Contudo, após o aumento da população na área urbano, na década seguinte 
houve uma diminuição enorme, de aproximadamente 55 mil para 
aproximadamente 36 mil habitantes, estes que sairão da cidade em direção ao 
Cento-Oeste e Norte do país. Depois deste fato, a taxa de urbanização continuou 
crescendo, tendo hoje uma taxa de 80%. 
O primeiro movimento industrial ocorre nos anos 50, na exploração de madeira. 
Já a partir de 1977 começa uma nova etapa da industrialização no município, se 
instalando a Chapecó, hoje Sadia BRF Foods, a Coca-Cola, hoje Latco, então 
surge a Marel e a Raffer, além de outras indústrias. A Flessak, neste caso, fora 
criada em 1966. 
A agricultura de grãos, na época o feijão, dá origem a Expobel, a terceira maior 
feira do estado. A agroindústria e a integração das indústrias se dão pela 
produção de soja e milho. Também fora desenvolvido a avicultura, suinocultura 
e a bovinocultura, estas que geraram boas respostas econômicas. 
Em 1976, o município cria por conta própria a Faculdade de Ciências Humanas 
de Francisco Beltrão (Fabicel), assim começando a revolução do ensino superior 
e em 1999 se junta a Universidade Estadual do Oeste (Unioeste) e em 1997 é 
planejada e fundada a faculdade de direito, o Centro Sulamericano de Ensino 
Superior (Cesul). 
Já o comércio tem seu crescimento nos anos 90, e em 1997 surge a Lei 2629/97, 
a primeira lei de incentivo industrial no município. Junto da lei fora criado a 
Indústria Alcast do Brasil S.A. Em 2000 instala-se a Unversidade Paranaense 
(Unipar). Em 2006 a Fundação Cultural Educacional e Tecnológica de Francisco 
Beltrão (Texcel) dá espaço para a instalação da Universidade Tecnológica 
Federal do Paraná (UTFPR), esta que em 2008 liberou seu curso de Tecnologia 
de Alimentos. As Universidades Tecnologias abrem cada vez mais espaço para o 
Polo Tecnológico. Ao todo, há mais de 50 cursos liberados pelas universidades e 
faculdades de Beltrão. 
 
A partir de 2003, era criado diversas obras que começavam a movimentar mais 
a economia do sudoeste do Paraná, esta como: a Companhia do Corpo de 
Bombeiros, o Batalhão da Polícia Militar e o Hospital Regional, por exemplo. 
Em 1997 fora implantado o primeiro Distrito Industrial, Romano Zanquet. 
Contudo, apenas em 2003 houve um grande avanço nestes distritos, tendo hoje 
cinco deles: Romano Zanchet, Ulderico Sabadin, Dante Manfroi, Conab e Irineu 
Montemezzo. Há mais de 80 empresas que geram mais de 1.200 empregos. 
Também foi trabalhado em todas as escolas municipais, em várias escolas 
estaduais, nos postos de saúde, nas creches e no Centro de Saúde da Cango. 
A economia do município é a maior da região, com um PIB de R$ 
2.621.480.000,00, tendo um total do PIB per capita de R$ 30.306,48. 
Ela abriga a maior parte dos serviços e comércio da região. A geração de 
empregos se dá por conta indústria de alimentos, a indústria têxtil, o comercio 
varejista e a administração pública. 
Entre 2000 e 2007 o PIB do município era de 43,62%. 
 
A lista de bairros de Francisco Beltrão: Aeroporto, Água Branca, Alvorada, 
Antônio de Paiva Cantelmo, Cango, Centro, Cristo Rei, Guanabara, Industrial, 
Jardim Floresta, Jardim Itália, Jardim Virgínia, Luther King, Marrecas, Miniguaçu, 
Nossa Senhora Aparecida, Nova Petrópolis, Novo Mundo, Padre Ulrico, 
Pinheirinho, Pinheirão, Presidente Kennedy, Sadia, Seminário, São Cristóvão, 
São Miguel e a Vila Nova. 
 
CONCLUSÃO 
Com este trabalho podemos ver que, por mais que não saibamos, o munícipio 
de Francisco Beltrão, tem uma história muito grande e bem conturbada, junto 
de sua revolta, que virara um livro (A revolta de 1957 de Éverly Pegoraro). 
A indústria beltronense e a formação das universidades para a formação do 
ensino superior, junto da história do munícipio em si me deixou animada. 
Eu não conhecia nem metadedo que já acontecera com a minha própria cidade, 
por isso digo que gostei da experiencia do trabalho. 
 
REFERENCIAS 
ROVARIS, Itacir Camilo (ed.). UM POUCO DE HISTÓRIA. 2012. Disponível em: 
<https://www.jornaldebeltrao.com.br/colunista/coluna-do-itacir/7738/um-pouco-de-
historia>. Acesso em: 10 abril 2020. 
FRANCISCO BELTRÃO. 2020. Disponível em: 
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Beltr%C3%A3o>. Acesso em: 10 abr. 2020. 
A COLONIZAÇÃO do sudoeste e oeste: Fazendo historia do paraná. Fazendo historia 
do paraná. Disponível em: 
http://www.museuparanaense.pr.gov.br/arquivos/File/Banestado61anos/Acolonizaca
odoSudoesteedoOeste.pdf. Acesso em: 10 abr. 2020. 
PLANO Diretor Municipal de Francisco Beltrão. 2017. Disponível em: 
<http://www.franciscobeltrao.pr.gov.br/wp-content/uploads/2019/01/PDM-2017-V1-2-
HIST%C3%93RICO-Final.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2020. 
MACHADO, Gilnei. IMPLICAÇÕES PAISAGÍSTICAS DO PROCESSO DE 
EVOLUÇÃO URBANA DE FRANCISCO BELTRÃO/PR. 2013. Disponível em: 
<http://www.uel.br/laboratorios/lapege/pages/arquivos/Publicacoes/Publicacoes%20
em%20Eventos/8730-34877-1-PB%20-
%20artigo%20gilnei%20faz%20sciencia%202013.pdf>. Acesso em: 10 abr. 2020.

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