Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1	Profº Dr. SERGIO REIS FERRADOZA 
11ª atualização em janeiro/2018	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO 
2	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Material resumido para uso exclusivo 
dos alunos do 8º período da Faculdade 
Católica Dom Orione, para o 1º semestre 
de 2018. 
3	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
MÓDULO 3 
TRATADOS INTERNACIONAIS 
Ø  É a ferramenta básica do DIP; 
Ø  É a fonte mais importante do DIP; 
Ø  Os mais antigos datam de 5.000 anos; 
Ø  O primeiro registro, confiável, foi datado entre 1280 e 
1272 a. C.. Foi um Tratado bilateral havido entre Hatusil 
III, rei dos hititas, e Ramsés II, faraó egípcio da XIXª 
dinastia. 
Ø  O referido Tratado colocou fim à guerra nas terras Sírias, 
dispondo sobre a paz perpétua entre os dois reinos e, 
ainda, sobre comércio, migrações e extradição. 
4	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  É indispensável para que os Estados (bilateral ou 
multilateralmente) assumam direitos e obrigações 
internacionais. 
Ø  Regulam toda sorte de matéria. 
 
Ø  É elaborado com a participação direta dos Estados e 
Organizações Internacionais, por isso é democrático; 
5	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
CONCEITO DE TRATADO INTERNACIONAL 
 
Ø  É uma conjunção entre os art. 2°, 1, a, da Convenção de 
Viena sobre os tratados (1969) e o art. 2°, 1, a, da 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre 
Estados e Organizações Internacionais ou entre 
Organizações Internacionais (1986): 
 
	É um acordo internacional concluído por escrito entre Estados 
e regido pelo DIP, quer conste de um instrumento único, quer 
de 2 ou + instrumentos conexos, qualquer que seja sua 
denominação específica. 
 
Ø  Ou seja: 
 
6	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 O tratado é todo acordo formal concluído entre sujeitos de 
Direito Internacional Público e destinado a produzir efeitos 
jurídicos. 
 
Ø  Os tratados são normatizados pela Convenção de Viena 
sobre o Direito dos Tratados, de 1969 com vigência 
internacional a partir de 27 de janeiro de 1980. 
Ø  O Brasil ratificou o Tratado de Viena de 1969 no 
Decreto nº 7.030 de 14 de dezembro de 2009; 
Ø  Há também o tratado entre Estados e Organizações 
Internacionais ou entre Organizações Internacionais 
(Viena – 1986). 7	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  O Tratado mais importante é a Carta das Nações Unidas. 
Ø  Foi assinada em São Francisco, em 26/06/1945, após o 
término da Conferência das Nações Unidas sobre 
Organização Internacional; 
Ø  Entrou em vigência em 24/10/1945. 
Ø  A Carta das Nações objetiva: 
•  Preservar as gerações pós guerra (WW I e II); 
•  Reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na 
dignidade e no valor do ser humano, na igualdade de 
direito dos homens e das mulheres, assim como das 
nações; 
8	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
•  Estabelecer condições sob as quais a justiça e o 
respeito às obrigações decorrentes de tratados e de 
outras fontes do DIP possam ser mantidos e, 
•  Promover o progresso social e melhores condições de 
vida dentro de uma liberdade ampla. 
9	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
10	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Terminologia dos tratados 
internacionais 
TERMINOLOGIA DOS TRATADOS (NOMENCLATURAS) 
Ø  São vários os sinônimos para a expressão Tratado. 
Ø  Existem 38 nomenclaturas na Europa e 20 nos países 
de língua portuguesa para tratado. 
Ø  O termo mais usual não difere tecnicamente dos demais, 
pois prestigia-se o conteúdo, a finalidade buscada pelas 
partes no documento internacional. 
 
Ø  A CF/88, artigo 84, VIII, utiliza os termos: tratados, 
convenções e atos internacionais. 11	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: 
[...] 
VIII – celebrar tratados, convenções e atos internacionais, 
sujeitos a referendo do Congresso Nacional; 
 
v  O tratado internacional é referendado pelo Congresso 
Nacional 
12	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
SÃO ALGUNS DOS SINÔNIMOS DE TRATADO 
1.  Tratado: 
Ø  É utilizado para os acordos solenes, matéria política. 
Ex.: tratado de paz. 
2. Convenção: 
Ø  Tratado que cria normas gerais e na maioria das vezes 
são tratados multilaterais e sobre matéria técnica. 
Ex.: convenção sobre o mar territorial. 
13	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
3. Declaração: 
 
É usado para acordos que criam princípios jurídicos ou 
‘afirmam uma atitude política comum’. 
 Ex.: Declaração de Paris de 1856. 
 Havia a Guerra da Criméia (1853 a 1856) onde a Rússia 
(derrotada) lutou contra a Turquia, França, Inglaterra e 
o Piemont-Sardenha (reino precursor da itália). 
 Nesta declaração a Rússia cedeu parte da Bessarábia 
(o Sul) à Moldávia, neutralizando-se a sua posição 
no Mar do Norte. Cedeu também a embocadura do 
rio Danúbio para a Turquia e é proibida de manter bases 
ou forças navais no Mar Negro. 
 O tratado estabelecia também a liberdade de navegação 
no Danúbio e assegurava uma administração à Moldávia. 
 
14	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
4. Pacto: 
Ø  É um tratado solene. 
Ø  Foi utilizado pela 1° vez no Pacto da Liga das Nações 
(1919). 
Ex.: Pacto de Renúncia à Guerra de 1928. É O Pacto 
Briand-Kellogg (1928). 
Tratado multilateral destinado a renunciar à guerra 
como meio de solucionar conflitos. Abrangia 62 países. 
O Pacto nunca impediu nenhuma guerra, mas continua 
a ter força de lei nos EUA. No DI serviu como 
arcabouço para a noção de crimes contra a paz, sob a 
qual o Tribunal de Nuremberg sentenciou diversos 
criminosos de guerra. Desde a assinatura do Pacto 
Briand-Kellogg (1928), declarar guerra constitui um 
crime contra a paz. 
 
 
15	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
5. Estatuto: 
 
Ø  Estabelece normas para os tribunais internacionais, 
usualmente empregados para os tratados coletivos. 
 Ex.: Estatuto da Corte Internacional de Justiça. 
 
6. Acordo: 
 
Ø  Geralmente usado para os tratados de cunho econômico, 
financeiro, comercial e cultural. 
 
16	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ex. de acordo promulgados pelo Min. Lewandowski sobre 
execução penal e intercâmbio cultural em 24/09/2014 
 
1.  Acordos sobre transferência de condenados entre os 
países do Mercosul (assinado em 2004) e entre o Brasil 
e Angola (assinado em 2005). 
Conforme os acordos, um criminoso oriundo de um país e 
condenado em outro poderá cumprir pena em sua terra natal. 
Os acordos são válidos para nacionais e também para 
residentes legais e permanentes dos países envolvidos. 
O Objetivo é aproximar o detento de seus familiares durante a 
execução da pena, a fim de facilitar sua ressocialização. 
A transferência depende, de a conduta ser considerada 
criminosa em ambos os países, e do consentimento expresso 
do condenado. 
17	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
2)  Acordo na Área cultural com a Ucrânia e com o Kuaite. 
 
Criando base jurídica para a cooperação e o intercâmbio 
cultural em diversas áreas, como literatura, artes cênicas, 
visuais, música, cinema, bibliotecas e museus. 
Os acordos promovem a realização de projetos conjuntos 
em instituições culturais públicas e privadas, e facilitam a 
entrada, permanência e saída de participantes de iniciativas 
culturais. 
Os acordos com a Ucrânia, assinado em 2009, e com o 
Kuaite, assinado em 2010, preveem a criação de grupos 
conjuntos para acompanhar sua execução. 
Fonte: http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?
idConteudo=275911&tip=UN 
 18	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
7. Modus vivendi: 
Ø  Designa um acordo provisório ou temporário,que são 
realizados, por meio de troca de notas. 
Ø  Os acordos de caráter administrativo também se 
consolidam por trocas de notas. 
 
 Ex.: sobre a negação do Reno de 1936. 
 
19	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
8. Protocolo: 
Ø  Normalmente pode ter 2 significados: 
a)  protocolo de uma conferência, que é a ata de uma 
conferência ou; 
 
b)   protocolo-acordo, verdadeiro tratado em que são 
criados normas jurídicas. É utilizado neste caso como 
um suplemento a um acordo já existente. 
 
Ex.: 
Protocolo de Ouro Preto (1994), suplemento ao 
Tratado de Assunção (1991). 
 
20	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Protocolo de Quioto (1997), constitui-se no protocolo 
de um tratado internacional com compromissos mais 
rígidos para a redução da emissão dos gases que 
agravam o efeito estufa, considerados, de acordo com 
a maioria das investigações científicas, como causa 
antropogênicas do aquecimento global. 
 
 
21	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
9. Concordata: 
Ø  São os assinados pela Santa Sé sobre assuntos 
religiosos. 
Ø  A concordata trata de matéria que seja da competência 
comum da Igreja e do Estado. 
 
10. Compromisso: 
Ø  Utilizado para os acordos sobre litígios que vão ser 
submetidos a arbitragem. 
11. Acordo de sede: 
Ø  Acordo em que um Estado permite a instalação física 
de uma organização internacional em seu território. 
22	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
23	
11) Troca de notas – são acordos sobre matérias 
administrativas. É um mecanismo convencional, utilizado, 
alternativamente, para a negociação e conclusão de 
Tratados. 
 Pode haver TN quando as partes anseiam acordar sobre 
determinado assunto, com o intuito de produzir efeitos 
jurídicos. 
 Também pode haver TN como meio de comunicação entre 
diplomatas, sem que se verifique o ânimo de resultar, tais 
notas escritas, num acordo ou Tratado. 
 Pode haver TN quando as partes intencionam ver extinto 
certo Tratado em vigor (a denúncia). 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
24	
12)  Acordos em forma simplificada ou acordos executivos: 
 São aqueles que não são submetidos ao Poder Legislativo 
para aprovação. 
 Muitas vezes são feitos por trocas de notas. 
 São concluídos pelo Poder Executivo. 
 
13)  Carta: 
 Tratado solene que estabelece direitos e obrigações. 
 Terminologia também empregada para denominar atos 
constitutivos de organizações internacionais. 
 Ex.: Carta da ONU, Carta da OEA etc. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
25	
14) Convênio - tratado que versa sobre matéria cultural ou de 
transporte, necessita, em regra, de aprovação do 
Legislativo. 
 Ex.: Convênio de Intercâmbio Cultural Brasil - Japão 
(1961). 
 
15) Acomodação ou compromisso ou arranjo: palavra não 
utilizada no Brasil. É um acordo provisório e segundo 
Rousseau, ele não tem por finalidade regulamentar a 
aplicação de um tratado anterior. 
 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
26	
18) gentlemen's agreementes (acordos entre cavalheiros): 
 Estão regulamentados por normas morais. 
São bastante comuns nos países anglo-saxões. 
A sua finalidade é fixar um "programa de ação política". 
Não criam obrigação jurídica para o Estado, vez que 
são assinados em nome pessoal. 
 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
27	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Classificação dos tratados 
internacionais 
 
 
 
 
 
 
 
28	
Ø  São inúmeras as classificações utilizadas para os tratados 
internacionais. Utilizaremos as mais expressivas para o 
nosso estudo. 
 
Ø  Utilizaremos a seguinte classificação: 
a)  Quanto ao número de partes; 
b)  Quanto ao tipo de procedimento utilizado para sua 
conclusão; 
c)  Quanto a sua execução no tempo e; 
d)  Conforme a sua natureza jurídica. 
 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
29	
a)  QUANTO AO NÚMERO DE PARTES 
Ø  Podem ser bilateral ou multilateral ou coletivo. 
 
Bilateral ou particulares 
 
Ø  É celebrado somente por 2 partes. 
v  Tratado entre Estado e Organização Internacional formada 
por vários Estados é singular. 
Ø  Cada organização internacional independentemente de sua 
constituição, corresponde a uma pessoa jurídica de Direito 
das Gentes. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
30	
Multilateral ou coletivo ou gerais ou plurilaterais: 
 
Ø  É formado por 3 ou + partes pactuantes. 
Ø  É aberto à participação de qualquer Estado, sem restrições, 
ou de considerável número de Estados. 
Ø  Têm por objeto a produção de normas gerais de DI ou 
tratar, de modo geral, de questões de interesse comum. 
 
 
 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
31	
b) QUANTO AO PROCEDIMENTO UTILIZADO PARA SUA 
CONCLUSÃO: 
 
Ø  Podem ser stricto sensu e tratados em forma simplificada. 
 
Stricto sensu ou em sentido estrito: 
 
Para sua conclusão, segue um procedimento complexo, 
composto de 2 fases internacionalmente distintas: 
 
FASE 1) Inicia com as negociações e termina com a 
assinatura de seu texto e, 
FASE 2) é a fase interna do Estado, que segue a regra 
legislativa para aprovação de uma norma internacional, 
culminando com a ratificação. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
32	
De forma simplificada: 
 
Para sua conclusão, existe apenas uma fase, que é a 
assinatura do acordo. 
Com a assinatura as partes já apõem o seu consentimento 
definitivo em obrigar-se pelo pactuado. 
 
É necessário a ratificação. 
 
São geralmente tratados bilaterais, concluídos, na maioria 
das vezes, por meio de troca de notas, com sua lavratura 
em instrumento único, sem formalidades ou delongas. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
33	
c)  QUANTO A EXECUÇÃO NO TEMPO 
 
Ø  Podem ser tratados transitórios ou permanentes, 
mutalizáveis ou não-mutalizáveis. 
 
Transitórios: são aqueles tratados que, embora criem 
situações que perdurem no tempo, tem sua execução 
feita de forma instantânea e imediata. 
 
São tratados criadores de situações jurídicas estáticas e 
objetivas, ex.: tratados que dispõem sobre cessão de 
territórios, estabelecem limites ou fronteiras, ou, ainda, 
transmitem de forma definitiva determinados bens. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
34	
 Permanentes: são aqueles cujos tratados cuja execução 
se protrai no tempo. 
 
 Ex.: tratados de cooperação, de comércio, de extradição, 
os de proteção dos Direitos Humanos etc. 
 Difere-se no tempo enquanto estiver em vigor e, pode ter 
vigência longa ou curta. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
35	
D) QUANTO A CLASSIFICAÇÃO DOS TRATADOS 
 
Ø  Podem ser mutalizáveis e não mutalizáveis. 
v  Só ocorre nos contratos multilaterais. 
M u t a l i z á v e i s : a c o r d o s m u l t i l a t e r i a i s c u j o 
descumprimento por parte de alguma ou algumas das 
partes entre si não comprometem a execução do 
acordo como um todo. 
Neste caso, a inexecução do tratado por algumas das 
partes não impede que o mesmo continue sendo aplicado 
em relação às demais que o estão executando fielmente. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
36	
 Não-mutalizáveis: tratados multilaterais que não concebem 
divisão em sua execução, de sorte que, se alguma das 
partes, pelo motivo que seja, não puder cumprir o 
pactuado, uma em relação às outras, todas as demais 
irão sofrer com a sua violação. 
 Ex. O tratado da Antártica. 
 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICOFerradoza
E) QUANTO A NATUREZA JURÍDICA 
 
Ø  Podem ser tratados-lei e tratados-contrato. 
 
Tratados-lei (tratados-normativos): ou law-making 
treaties, geralmente celebrados por grande número de 
Estados. 
Objetiva fixar normas gerais de DIP, podendo ser 
comparados a verdadeiras leis. 
Neles, cria-se uma regra objetiva de DIP, pela vontade 
paralela das partes, de aplicação geral aos casos pelo 
acordo estipulado. 
As partes se comprometem de cumprir o acordado (pactua 
sunt servanda). 
37	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Não são obrigatórias senão para os Estados que os 
celebram. 
São via de regra, tratados multilaterais, e há possibilidades 
de ingresso de outros Estados que não participaram do 
seu processo de conclusão. 
 
 
Tratados contratos: as vontades das partes são 
divergentes, não surgindo, assim, a criação de uma regra 
de DIP, mas estipulação recíproca de prestações e 
contraprestações com fim comum. 
Cada parte, neste caso, mira justamente aquilo que de 
bom pode lhe dar a outra. 
38	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
É um verdadeiro contrato entre partes, que se exaure com 
o cumprimento da respectiva obrigação. 
Resultam de concessões mútuas dos Estados, de troca de 
vontades com fins diverso, e têm aparência de contratos 
(apesar de não serem contratos: são tratados). 
 
Ex. de tratado contrato: 
Tratado de Assunção e seus protocolos são tratados 
contratuais, já que visto que estabelecem normas de 
conduta. 
Uma vez equiparados aos contratos, esses tratados 
estariam subordinados ao princípio do pacta sunt 
servanda, o qual obriga as partes a cumprir o que foi 
acordado de boa-fé, sob pena de responsabilização 
internacional do Estado. 39	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
F) QUANTO A POSSIBILIDADE DE ADESÃO POSTERIOR 
DOS TRATADOS 
 
Ø  Podem ser abertos e fechados. 
 
Abertos: os tratados que permitem posterior adesão por 
parte dos Estados que não participaram de suas 
negociações, ou mesmo não o ratificaram no momento 
devido. 
Os tratados abertos podem ser limitados ou ilimitados. 
Limitados: permitem a adesão posterior, mas são 
limitados a um número certo de Estados ou a algum bloco 
de Estados (Ex.: o tratado que constituiu o Mercosul). 
40	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ilimitados: abertos para todos os Estados que pretendem 
ser partes no tratado 
(Ex. Tratados internacionais e proteção dos direitos 
humanos). 
 
Fechados: tratados que não permitem qualquer tipo de 
adesão posterior. 
 
 
 
41	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
G) QUANTO AO PROCEDIMENTO UTILIZADO PARA SUA 
CONCLUSÃO 
 
Ø  Solenes ou em devida forma: 
 
Ø  Apresentem o seguinte rito: 1. negociação; 2. assinatura 
ou adoção; 3. aprovação legislativa estatal; e 4. ratificação 
ou adesão. 
 
 
42	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
43	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Forma dos tratados internacionais 
Forma dos tratados internacionais: 
 
Ø  Uma das principais características de um tratado é o seu 
caráter formal. 
Ø  Um tratado para ser válido do ponto de vista jurídico 
necessariamente deve assumir a forma escrita. 
Ø  Sempre que falamos de um tratado estamos nos referindo a 
um documento pronto e acabado, não sendo válido o uso 
de tal terminologia quando o instrumento ainda está em 
fase de negociação. 
 
 
44	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
45	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Efeito jurídico dos tratados 
internacionais 
 
 
 
 
 
 
 
46	
EFEITOS JURÍDICOS DOS TRATADOS INTERNACIONAIS 
 
Ø  O tratado deve produzir efeitos jurídicos no mundo do 
direito. 
Ø  Assim, o tratado assume uma característica dúplice, uma de 
ato jurídico e outra de norma que deste ato decorre. 
Ø  
Ø  É isto exatamente que diferencia o tratado dos acordos de 
cavalheiros (gentleman’s agreements) ou das meras cartas 
de intenções. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
47	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Validade dos tratados internacionais 
VALIDADE DOS TRATADOS INTERNACIONAIS 
 
Ø  Para que os tratados tenham validade eles devem contar 
com 4 requisitos essenciais: 
 
•  Capacidade das partes; 
•  Habilitação dos agentes signatários; 
•  Consentimento mútuo; 
•  Objeto lícito e possível. 
48	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
49	
a) Capacidade das partes: 
 
Ø  Todo Estado tem capacidade de concluir tratados (art. 6° da 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados – 1969) 
Ø  Às organizações internacionais está expresso no art. 6° da 
Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados entre 
Estados e Organizações Internacionais ou entre 
organizações Internacionais (1986); 
Ø  A Santa Sé, os beligerantes, os insurgentes e os territórios 
internacionalizados também podem celebrar tratados 
internacionais. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
50	
Ø  A capacidade das partes em realizar tratados pode ser 
ilimitada se for o Estado Soberano. 
Ø  Aos Estados semi-soberanos dependem da anuência dos 
Estados protetores. 
Ø  No Brasil, conforme art. 52, V da CF/88 é o Senado: 
Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal: 
V - autorizar operações externas de natureza financeira, 
de interesse da União, dos Estados, do Distrito Federal, 
dos Territórios e dos Municípios; 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
51	
b) Habilitação dos agentes signatários 
 
Ø  Consiste na concessão de plenos poderes aos 
representantes (negociadores) dos entes internacionais 
para negociar e concluir tratados; 
Ø  Os secretários-gerais e secretários-gerais adjuntos são os 
representantes das organizações internacionais que estão 
dispensados da apresentação do instrumento de plenos 
poderes. 
Ø  Os chefes de Estado e os chefes de governo dispõem de 
representatividade originária, enquanto os demais possuem 
representatividade derivada. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
c) Objeto lícito e possível: 
 
Ø  O tratado não pode violar uma norma imperativa do DIP 
geral (Jus cogens), além de que o objeto não pode 
contrariar a moral; 
 
Art. 53 da Conv. Viena sobre Dto dos Trat. (69/86) 
Para os fins da presente Convenção, uma norma 
imperativa de DIP geral é uma norma aceita e 
reconhecida pela comunidade internacional dos Estados 
como um todo, como norma da qual nenhuma 
derrogação é permitida e que só pode ser modificada por 
norma ulterior de DIP geral da mesma natureza. 
52	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
53	
d) Consentimento mútuo: 
 
Ø  O consentimento é a aquiescência dos sujeitos de DIP aos 
termos acordados durante a negociação e se expressa por 
meio da assinatura dos signatários 
Ø  A Ratificação é o ato unilateral com que o sujeito de DIP, 
signatário de um tratado,exprime definitivamente, no plano 
internacional, sua vontade de obrigar-se. 
Ø  A manifestação volitiva dos entes participantes não pode 
haver nenhum vício – erro, dolo, corrupção, ou coação de 
um Estado pela ameaça ou emprego da força. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
54	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Procedimento para formação dos 
tratados internacionais 
FORMAÇÃO DOS TRATADOS – PROCEDIMENTO 
(FASES) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 55	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
FASE NOME DA 
FASE 
ATO PRATICADO 
1 Negociação Ø  É a primeira das fases da conclusão 
d o t r a t a d o , s e n d o e l a d e 
competência do Poder Executivo do 
Estado, mais precisamente e 
genérica do chefe de Estado. 
Ø  Esta fase tem o seu fim com aelaboração escrita de um texto, que 
é o tratado. 
 
56	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
FASE NOME DA 
FASE 
ATO PRATICADO 
2 Assinatura Ø  Põem fim a fase de negociação; 
Ø  É importante por autenticar o texto do 
compromisso; 
Ø  Não vincula o Estado pactuante, 
salvo quando o representante estiver 
autorizado, por simples assinatura, a 
fazê-lo. 
57	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
3 Aprovação 
legislativa 
Ø  Após a assinatura, o tratado passa 
Congresso; 
Ø  No CN é discutido e, se aprovado, é 
encaminhado para a Presidência da 
República, que enviará Carta de 
Ratificação;		
Ø  No CN os tratados costumam passar 
pelas comissões de re lações 
exteriores, de constituição e justiça e 
mais a comissão relativa à matéria 
do tratado. 
Ø  Segue para aprovação em plenário, 
devendo ser aprovado por maioria 
simples pelas 2 casas legislativas. 
Ø  Art. 49, I da CF: 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional: 
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou 
atos internacionais que acarretem encargos ou 
compromissos gravosos ao patrimônio nacional; 
 
Ø  A decisão do parlamento é formalizada por meio de um 
decreto legislativo promulgado pelo presidente do 
Senado. 
58	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
59	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
4 Ratificação 
ou a adesão 
Ø  Ato unilateral por meio do qual a 
pessoa jurídica de DI, signatária de 
um tratado, expressa definitivamente, 
no plano internacional, sua vontade 
de obrigar-se, se sujeitar-se aos 
termos de um tratado. 
Ø  O titular do ato de ratificação é 
sempre o Poder Executivo (titular das 
relações exteriores). 
Ø  Poder Legislativo jamais ratificará 
tratados, pois a sua manifestação de 
vontade opera apenas no plano do 
direito interno. 
60	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  A adesão ocorre se o país signatário 
não tenha participado do processo de 
feitura do tratado, aderindo a ele 
posteriormente. 
PRAZO PARA RATIFICAÇÃO DE UM TRATADO: Não existe 
prazo fixo para ratificação. O tratado pode silenciar a 
respeito, deixando este ponto para a vontade dos estados 
(prazo razoável) ou fixar um período máximo de tempo para 
sua ratificação. 
FORMA DE RATIFICAÇÃO: Deve ser expressa. Via de 
regra se consuma com a comunicação formal à outra parte, 
ou ao depositário do tratado. Ocorre então a troca e o 
posterior depósito dos instrumentos formais de ratificação. 
 
 
 
 
 
 
 
61	
FORMA DE RATIFICAÇÃO 
 
Ø  Deve ser expressa. 
Ø  Via de regra se consuma com a comunicação formal à 
outra parte, ou ao depositário do tratado. 
Ø  Ocorre então a troca e o posterior depósito dos 
instrumentos formais de ratificação. 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
62	
DEPOSITÁRIO DOS INSTRUMENTOS DE RATIFICAÇÃO: 
Em tratados multilaterais não seria viável o envio dos 
instrumentos de ratificação para cada um dos países 
signatários do tratado, por isto criou-se a figura do depositário 
que é o país responsável pelo recolhimento dos instrumentos 
de ratificação de todos os países signatários e comunicação 
desta ratificação aos demais países. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
63	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
5 Promulgação Ø  É o ato em que o chefe do poder 
executivo sanciona um tratado (ou 
uma lei) e determina que ela seja 
publicada; 
Ø  A promulgação certifica a existência 
e a válidade do tratado, bem com sua 
executor iedade no âmbi to de 
c o m p e t ê n c i a d o E s t a d o o u 
o r g a n i z a ç ã o i n t e r n a c i o n a l 
participante; 
Ø  A promulgação sucede à sanção e 
antecede a publicação. 
64	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
6 Publicação Ø  Leva ao conhecimento da população 
a existência e a executoriedade do 
tratado, já atestadas por intermédio 
do instituto da promulgação. 
Ø  A todos é dado conhecimento de 
seus termos e do início de sua 
vigência. 
 
Ø  O tratado só passará a ter validade 
interna após ter sido aprovado pelo 
Congresso Nacional e ratificado e 
promulgado pelo Presidente da 
República. 
65	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
7 Registro Ø  O registro é a lavratura do tratado no 
secretariado da ONU. 
Ø  Quando um dos Estados acordantes 
requeira o registro do tratado para 
que ele surta efeito erga omnes 
contra todos os signatários. 
Ø  O registro pode ser feito em qualquer 
fase. 
v  Lembrando que nos tratados simplificados, o 
procedimento é mais curto exigindo apenas a 
negociação e assinatura. 
66	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Efeito dos tratados internacionais 
 
 
 
 
 
 
 
67	
EFEITOS DOS TRATADOS INTERNACIONAIS 
 
Ø  Em regra os tratados só produzem efeitos inter partes; 
contudo há exceções a saber (efeitos sobre terceiros). 
 
Efeitos sobre terceiros: 
 
a)  Efeito difuso: atinge todos os Estados, pois se refere a 
situações jurídicas objetivas. 
 ex.: Tratados entre condôminos de rio interior que 
resolvem abri-lo á navegação de outros Estados; tratado 
de limites; tratado de abertura de rios e mares à 
navegação. 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
68	
b) Efeito aparente: quando um tratado estabelece que as 
partes gozarão de vantagens e privilégios que uma delas 
vier a conceder a outros Estados, por outro tratado. 
 Neste caso um tratado produz efeito para outro país 
como fato e não como norma jurídica. 
 Ex.: tratado de alíquota privilegiada de impostos. 
 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
 
 
 
 
 
 
 
69	
c) Efeito de direito a terceiros: art. 36 da Convenção de 
Viena. Esta possibilidade, gera o direito de adesão ao 
tratado aos Estados que não fazem parte dele. 
Ex.: tratados abertos à adesão. 
 
d) Efeito de obrigações a terceiros: art. 35 da Convenção 
de Viena.	Uma obrigação nasce para um terceiro Estado 
de uma disposição de um tratado se as partes no tratado 
tiverem a intenção de criar a obrigação por meio dessa 
disposição e o terceiro Estado aceitar expressamente, por 
escrito, essa obrigação. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
70	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Emenda nos tratados internacionais 
 
 
 
 
 
 
 
71	
Possibilidade de Emendas nos tratados: 
 
Ø  Nos tratados, assim como as legislações, tem cabimento 
alteração de cláusulas ao longo do tempo por emendas; 
Ø  Cada tratado disciplina o aceite ou não o instituto das 
emendas (carta da OEA 2/3 dos países membros). 
Ø  Questão jurídica controversa é acerca da situação jurídica 
dos países não concordantes das emendas, se deixam de 
ser parte do pacto ou se mantém no tratado com a sua 
vigência original. 
Ø  Ressaltando-se que a concordância do Legislativo é 
imprescindível para a aprovação das emendas dos tratados 
firmados pelo Brasil. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
72	
Ø  A aprovação das emendas também se faz por meio de 
decreto legislativo. 
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
73	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Extinção de um tratado internacional 
EXTINÇÃO DE UM TRATADO INTERNACIONAL 
 
Ø  A Convenção de Viena Sobre o Direito dos Tratados 
prescreve em seu art. 54 que a extinção de um tratado ou a 
retirada de uma das partes pode ter lugar: 
1.  De conformidade com as disposições do tratado; ou 
2.  A qualquer momento, pelo consentimento de todas as 
partes, após consulta aos outros Estados e 
Organizações Internacionais. 
74	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Formas de extinção de um tratado: 
 
a)  Expiração do termo pactuado ou término do prazo de 
vigência;b)  Consentimento mútuo; 
c)  Denúncia; 
d)  Execução integral; 
e)  Inviabilidade da execução; 
f)  Guerra; 
g)  Caducidade; 
h)  Fato de terceiro: 
i)  Ruptura das relações diplomáticas e consulares e; 
j)  Inexecução por uma das partes ou violação de um 
tratado: 
75	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
a)  Expiração do termo pactuado ou término do prazo de 
vigência: 
Ø  Podem as partes impor ao tratado prazo de vigência. 
Ø  Nesse caso, a partir da data estipulada o acordo perde 
sua eficácia. 
 
76	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
b)   Consentimento mútuo: 
Ø  As partes integrantes em comum acordo, resolvem pela 
sua extinção. 
Ø  O assentimento deve ser expresso ou tácito, e de uma 
esmagadora maioria de partes que conseguem anular a 
opinião daqueles que discordam. 
 
77	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
c)  Denúncia: 
 
Ø  É a manifestação unilateral de uma das partes no sentido 
de não se sujeitar mais aos termos do tratado. 
Ø  É pela denúncia que o Estado exterioriza sua retirada do 
acordo internacional. 
Ø  Nos tratados multilaterais, com a denúncia, é apenas 
alterado a sua composição e deixa de surtir efeitos tão-
somente para o Estado que denuncia, continuando a 
vigorar normalmente para os demais Estados-parte. 
Ø  A denúncia só vai extinguir os tratados bilaterais, pois 
nos multilaterais significa apenas a saída de um dos 
denunciantes 
78	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Tratados imunes a denúncia: 
 
Ø  Em tratados de vigência estática (ex. acordo que delimita 
fronteira), em regra bilaterais, não admitem denúncia 
unilateral. 
Pré-aviso para denúncia: 
 
Ø  Art. 56, ponto 2 da Convenção sobre o Direito dos 
Tratados prevê um lapso temporal para a denúncia: 
2. Uma parte deverá notificar, com pelo menos 12 
meses de antecedência, a sua intenção de denunciar 
ou de se retirar de um tratado, [...] 
 79	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  Violação a este prazo de 12 meses gera responsabilidade 
internacional do Estado. 
Amplitude da denúncia: 
 
Ø  Em geral a denúncia é efetuada em relação à globalidade 
do tratado. 
Ø  Só será consedida denúncia parcial se as cláusulas, que 
se pretender denunciar, forem separáveis do restante do 
acordo, não afetando a aplicação do tratado. 
 
 
 
80	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Retratação da denúncia: 
 
Ø  Somente é cabível quando ainda não tiver produzido os 
efeitos jurídicos que lhe são inerentes. 
Ex.: tratados que definem fronteiras. 
81	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Procedimento para fazer a denúncia: 
 
Ø  Comunicação escrito em forma de notificação, carta ou 
instrumento para o outro Estado-parte nos tratados 
bilaterais e para o depositário nos multilaterais. 
Ø  Rezek e Alberto Amaral Junior, posição majoritária, 
entende não ser necessário a participação dos 2 poderes 
quando da denúncia. 
Ø  Outra corrente, minoria, entende que é necessário os 2 
poderes consentir. 
 
 
 82	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
d)   Execução integral: 
 
Ø  Ocorre no momento em que é atingida a finalidade para a 
qual foi instituído o acordo. 
83	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
e)  Inviabilidade da execução: 
Ø  A impossibilidade jurídica ou física para a execução 
extingue o tratado, mas não pode o empecilho alegado pela 
parte ser proveniente de sua violação ao acordo. 
Ø  O tratado deve ser suspenso se a impossibilidade for 
temporária (guerra). 
84	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
f)   Guerra: 
 
Ø  Alguns tratados celebrados entre Estados são imunes a 
guerra. 
Ex.: 
•  Tratados de vigência estática; 
•  Tratados equivalente a título jurídico; 
•  Tratados de empréstimo, e; 
Os tratados elaborados justamente para viger durante o 
período de beligerância como as Convenções de Haia de 
1899 e 1907 (Convenção sobre a Resolução Pacífica de 
Controvérsias Internacionais – 1899; Convenção sobre a 
Resolução Pacífica de Controvérsias Internacionais - 
1907). 
85	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ex. de tratados com situações objetivas 
 
•  Tratados que estipulam limites ou cessões territoriais e 
foram executados na sua íntegra e; 
•  Tratados multilaterais entre beligerantes e neutros não são 
extintos, os seus efeitos é que ficam suspensos entre as 
partes beligerantes e mantidos aos Estados neutros, 
porém com o fim da guerra, o tratado volta a produzir seus 
efeitos normalmente. 
 
86	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
h)   Caducidade: 
 
Ø  Acontece quando o tratado não é aplicado por um grande 
espaço de tempo ou quando se forma um costume 
contrário a ele. 
87	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
i)   Renúncia do beneficiário: 
Ø  O tratado termina quando houver a renúncia do benefício, 
oposto que há tratados que estabelecem vantagens para 
uma das partes e obrigações para a outra. 
Ø  Assim, o tratado extinguirá com a manifestação de 
vontade de apenas uma das partes contratantes, mas 
esta deve ser a beneficiada, pois a renúncia não trará 
prejuízos à outra parte, mas sim vantagens. 
88	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
j)   Fato de terceiro: 
 
Ø  As partes contratantes cedem a um terceiro o poder de 
terminar o tratado. 
Ex.: art. 8° do Tratado de Lacarno (1925), de garantia 
mútua (Alemanha, Bélgica, França, Inglaterra e Itália), 
deu ao Conselho da Liga o poder para pôr fim a ele. 
89	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
l)   Ruptura das relações diplomáticas e consulares: 
Ø  A Convenção de Viena Sobre o Direito dos Tratados, 
dispõem que o rompimento das relações diplomáticas 
ou consulares entre partes num tratado não afeta as 
relações jurídicas estabelecidas entre elas pelo 
tratado, salvo na medida em que a existência de relações 
diplomáticas ou consulares for indispensável à correta 
aplicação do tratado internacional (art. 63). 
90	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
m)  Inexecução por uma das partes ou violação de um 
tratado: 
 
Ø  Violado o tratado por uma das partes, autoriza-se a 
suspensão ou execução, nos termos do art. 60 da Conv. 
sobre o Direito dos Tratados (1969). 
Ø  A violação não extingue o tratado de imediato, apenas 
confere á parte prejudicada certos direitos dentre os quais 
o de extingui-los. 
Ø  Não fosse assim, as partes facilmente burlariam o 
compromisso acordado, como meio eficaz de se 
desligarem das obrigações assumidas. 
91	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
92	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
Reserva nos tratados internacionais 
RESERVAS NOS TRATADOS INTERNACIONAIS 
 
Ø  O conceito de reserva se encontra no art. 19, c, da 
Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados (1969): 
 
É uma declaração unilateral, qualquer que seja sua redação 
ou denominação, feita por um Estado, ao assinar, ratificar, 
aceitar ou aprovar um Tratado, ou a ele aderir, com o 
objetivo de excluir ou modificar os efeitos jurídicos de certas 
disposições do Tratado em sua aplicação a esse Estado. 
 
Ø  Só é cabível em tratados multilaterais que admitam reserva. 
93	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  Porém, há tratados internacionais multilaterais que não 
admitem a reserva, é o caso do Estatuto de Roma de 
1998, o qual prevê em seu artigo 120, que não serão 
admitidos reservas. 
Artigo 120 do Estatuto de Roma que criou o TPI. 
Reservas 
Não são admitidas reservas a este Estatuto. 
94	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  O art. 2º, § 1º da Convenção de Viena sobre Direito dos 
Tratados, sempre que um Estado não concordarcom 
determinada cláusula de um Tratado, mas ainda assim 
quiser fazer parte dele, poderá extraí-la, restringi-la, 
ampliá-la ou modificá-la. 
Ø  As reservas, para serem válidas, devem preencher uma 
condição de forma e outra de fundo. 
A condição de forma é que ela deve ser apresentada 
por escrito pelo Poder Executivo. 
 
Como condição de fundo, ser aceita pelas outras partes 
contratantes. 
 95	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  As reservas nos Tratados Internacionais são possíveis, a 
não ser que sejam incompatíveis com seu objeto e sua 
finalidade (art. 19, c da Convenção) 
 
 
96	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
EXEMPLO DE RESERVA EM TRATADOS 
Ø  O Brasil quando da ratificação do Tratado de Viena sobre 
Tratados (1969), Decreto 7.030 de 2009, se reservou nos 
artigos 25 e 66: 
Artigo 25. Aplicação Provisória 
1. Um tratado ou uma parte do tratado aplica-se 
provisoriamente enquanto não entra em vigor, se: 
97	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Artigo 66. Processo de Solução Judicial, de Arbitragem e de 
Conciliação 
Se, nos termos do § 3º do art. 65, nenhuma solução foi 
alcançada, nos 12 meses seguintes à data na qual a 
objeção foi formulada, o seguinte processo será adotado: 
a)  qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a 
interpretação dos artigos 53 ou 64 poderá, mediante pedido 
escrito, submetê-la à decisão da Corte Internacional de 
Justiça, salvo se as partes decidirem, de comum acordo, 
submeter a controvérsia a arbitragem; 
b)  qualquer parte na controvérsia sobre a aplicação ou a 
interpretação de qualquer um dos outros artigos da Parte V 
da presente Convenção poderá iniciar o processo previsto 
no Anexo à Convenção, mediante pedido nesse sentido ao 
Secretário-Geral das Nações Unidas. 
98	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
MOMENTO EM QUE PODE SER INSERIDA A RESERVA 
 
a)  No momento da assinatura do tratado, como no da 
ratificação ou na adesão. 
Ø  Neste caso as ressalvas serão traduzidas em reservas no 
momento da ratificação. 
b)   O Congresso Nacional pode fazer ressalvas sobre o 
texto do tratado e até mesmo desabonar as reservas 
feitas por ocasião da assinatura do tratado. 
Ø  O Presidente da República fica impedido de confirmar as 
reservas previamente feitas. 
99	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Ø  Como é o Poder Executivo o competente para a 
formulação de reservas, ele não está obrigado a aceitar o 
que for proposto pelo Legislativo. 
Ø  Entretanto, neste caso, se ele não ratificar, o Tratado não 
entrará em vigor. 
Ø  Se for o caso, deverá remeter o Tratado outra vez ao 
Legislativo para reapreciação. 
100	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Retirar a reserva: 
 
Ø  A Convenção de Viena de 1969, assevera que a qualquer 
momento o Estado que formulou a reserva poderá retirá-
la, sem consultar aqueles Estados que a apreciaram. 
Ø  Isto é possível porque há um interesse da sociedade 
internacional de que o Tratado seja apl icado 
uniformemente ao maior número de Estados. 
Ø  A retirada de uma reserva ou de uma objeção só 
começará a produzir efeitos quando o outro Estado 
receber a comunicação disto. 
101	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
Posicionamento da ONU acerca da Reserva: 
 
1)  Estado aceita a reserva. A reserva vigora entre o Estado 
que aceita e o que formulou a reserva; 
2)  Estado não aceita a reserva, mas acha que ela é 
compatível com o Tratado. Neste caso há o Tratado entre 
aquele que não aceita e o que formulou a reserva. Não 
se aplicará somente à cláusula que foi tratada com 
reserva (componente político: a reserva não fere a 
essência do Tratado). 
102	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
103	
DIREITO INTERNACIONAL 
PÚBLICO	
BIBLIOGRAFIA 
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
 
ACCIOLY, Hildebrando. Manual do direito internacional 
público – 16. ed. rev. Atual. e ampl. – São Paulo: Saraiva, 
2008. 
 
 
104	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
BIBLIOGRAFIA SUPLEMENTAR 
 
AMARAL JÚNIOR, Alberto do. Introdução ao Direito 
Internacional Público : Atlas; 
 
GUERRA, Sidney. Curso de direito internacional público. 7. 
ed. São Paulo : Saraiva, 2013. 
 
MELLO, Celso D. de Albuquerque. Curso de Direito 
Internacional Público. 15. ed., vol. 1. Rio de Janeiro: 
Renovar: 2004. 
 
105	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza
NEVES, Gustavo Bregalda. Direito internacional público e 
direito internacional privado. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2009. 
GUERRA, Sidney César Silva. Direito internacional público. Rio 
de Janeiro: Freitas Bastos, 2004. 
MAZZUOLI, Valério de Oliveira. Direito internacional público: 
parte geral. 4 ed. Rev. atual. e ampl. São Paulo: Editora 
Revista dos Tribunais. 2008. 
 
 
106	
 DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO Ferradoza

Mais conteúdos dessa disciplina