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AS 4 FORMAS DE 
CONHECIMENTO
Metodologia Científica
Prof. Dra. Adriana Dantas
UERGS, Caxias do Sul, RS
Definição de conhecimento
Relação do homem (razão) com um 
determinado objeto (meio, obras, etc.);
Conhecimento é a relação que se 
estabelece entre sujeito que conhece ou 
deseja conhecer e o objeto a ser 
conhecido ou que se dá a conhecer. 
Informação X conhecimento
Tipos de Conhecimento
Conhecimento Empírico/Popular
“é o saber que preenche nossa vida 
diária e que se possui sem o haver 
procurado ou estudado, sem a 
aplicação de um método e sem se haver 
refletido sobre algo”. LAKATOS, 1991
Exemplos:
A dor no calo do pé significa que vai chover
Tomar banho após a refeição causa morte
Chuva no dia de São José significa chuva o ano todo
POPULAR/EMPÍRICO
– A maneira de conhecer ocorre de forma superficial por informações 
ou por experiência casual. 
– Adquirido por acaso ou pelas tradições ou transmitido de geração 
para geração, não passando pelo crivo dos postulados metodológicos. 
– Gerado por meio da educação informal, baseado em imitação e 
experiência pessoal e sem conhecimento técnico. (conhecimento 
popular e senso comum)
Caracteristicas do Conhecimento Empírico/Popular
 Sensitivo - Depende da vivência, emoções
 Subjetivo - conforme os sentimentos da pessoa
 Assistemático - não há sistematização
 Acrítico - não há discussão sobre eles
 Superficial - De acordo com a aparência
Conhecimento Religioso/Teológico
O conhecimento religioso ou teológico apóia-se na fé e tem
sua origem nas revelações do sobrenatural.
Exemplos:
A ascenção de cristo
A reencarnação
Teoria criacionista
O conhecimento religioso/teológico
Do grego theos, que significa Deus - logos, que significa 
tratado/discurso
– Apresenta verdades indiscutíveis e infalíveis. 
– O que funda o conhecimento religioso/teológico é a fé, não sendo 
necessário ter evidências para crer. 
– O conhecimento religioso/teológico apoia-se em doutrinas que 
contêm proposições sagradas, valorativas, as quais foram ou são 
reveladas pelo sobrenatural e por isso são proposições exatas.
– No conhecimento religioso/teológico, um corpo coerente de 
crenças pode se transformar em religião. 
Conhecimento Filosófico
É o conhecimento especulativo sobre 
fenômenos, gerando conceitos 
subjetivos. 
Surge a partir da reflexão e dos 
referenciais macroestruturais 
(paradigmas) adotados.
Exemplos:
• Liberdade - o que é ?
• Moral e Ética - o que é ?
• Sociedade - qual a melhor forma
O conhecimento filosófico
– Pode ser entendido como resultado do esforço racional, 
sistemático e lógico de busca de conhecimento sem 
recorrer à experimentação.
– o conhecimento filosófico conduz à reflexão crítica sobre os 
fenômenos e possibilita informações coerentes. 
– Seu objetivo é o desenvolvimento funcional da mente, 
procurando educar o raciocínio”. FACHIN (2003, p. 7),
– Nesse tipo de conhecimento, é a razão que permite a 
coordenação, a análise e a síntese em uma visão clara e 
ordenada
Características do 
pensamento filosófico
– Valorativo - seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não 
poderão ser submetidas à observação, não se baseiam na 
experimentação;
– Não-verificável – As hipóteses filosóficas não podem ser 
confirmados nem refutados;
– Racional -conjunto de enunciados logicamente correlacionados;
– Sistemático - suas hipóteses e enunciados visam a uma 
representação coerente da realidade estudada.
– Infalível e exato - suas hipóteses e postulados não são submetidos 
ao decisivo teste da observação e da experimentação.
– Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados 
sem nunca os haver tentado abrir.
– René Descartes
- A música é o meio mais poderoso do que qualquer 
outro porque o ritmo e a harmonia têm sua sede na 
alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça 
e ilumina aquele que recebe uma verdadeira 
educação.”
- Não eduques as crianças nas várias disciplinas 
recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, 
para que também possas observar melhor qual a 
disposição natural de cada um.
Conhecimento Científico
Ruiz (2002) o descreve como um
conhecimento que vai além do empírico,
procurando conhecer, além do fenômeno,
suas causas e leis.
Exemplos:
Todo corpo em queda livre cai com a aceleração da gravidade.
A chuva é causada pela condensação das nuvens.
O átomo é a menor partícula da matéria.
Método Científico
–O conhecimento científico procura desvelar 
os fenômenos: suas causas e as leis que os 
regem. 
–É adquirido pelo MÉTODO CIENTÍFICO e 
pode ser submetido a testes e aperfeiçoar-
se, reformular-se ou até mesmo avantajar-se 
mediante o mesmo método.” 
Características do Conhecimento
Científico
Real - Se refere a ocorrências ou fatos
Contingente - Trabalha com ensaios e experiências
Sistemático - conhecimento logicamente ordenado
Verificável - pode ser testado
Falível - está em permanente evolução
Aproxim. exato - provisoriamente aceito
Critérios para cientificidade
– Para que um conhecimento adquira o status de científico, deve seguir alguns 
critérios internos:
– COERÊNCIA (ausência de contradições); 
– CONSISTÊNCIA (capacidade de resistir a argumentos contrários);
– ORIGINALIDADE; relevância (espera-se que traga alguma 
contribuição ao conhecimento acumulado pela comunidade 
científica);
– OBJETIVIDADE (capacidade de reproduzir a realidade como ela é, 
e não como o cientista gostaria que fosse - evitar formulações 
ideológicas). 
Os conhecimentos e as explicações para 
um mesmo fato: 
Ciência
– A palavra ciência etimologicamente tem origem latina, scientia, 
que significa “aprender ou alcançar conhecimento”, e grega, 
scirem, “conhecimento criticamente fundamentado.”
– A ciência caracteriza-se pelo conhecimento racional, sistemático, 
exato, verificável, lógico, objetivo e falível.
– Contudo é apenas mais uma das maneiras de ler e interpretar o 
mundo físico e social.
– É um conjunto de regras quanto à maneira correta de colher, 
organizar quantificar e trabalhar as informações constitutivas da 
análise (métodos)
Caracteristicas da ciência
– CONHECIMENTO PELAS CAUSAS
– FINALIDADE PRÁTICA E TEÓRICA – da pesquisa fundamental e 
da descoberta da verdade decorrem inúmeras consequências 
práticas;
– OBJETO FORMAL - MÉTODO E CONTROLE – é uma investigação 
rigorosamente metódica e controlada, derivando-se daí a 
razão da confiança nas conclusões científicas;
– XATIDÃO – a ciência pode demonstrar, por via de 
experimentação ou evidência dos fatos objetivos, observáveis 
e controláveis, o mérito dos seus enunciados.
CIÊNCIA É?
“É TODO UM CONJUNTO DE ATITUDES 
E ATIVIDADES RACIONAIS, DIRIGIDAS 
AO SISTEMÁTICO CONHECIMENTO 
COM OBJETO LIMITADO, CAPAZ DE 
SER SUBMETIDO A VERIFICAÇÃO” 
(TRUJILLO FERRARI)
Métodos Científicos
– A investigação científica depende de um “conjunto de 
procedimentos intelectuais e técnicos” para que seus objetivos 
sejam atingidos: os métodos científicos. 
– Método científico é o conjunto de processos ou operações 
mentais que se devem empregar na investigação. 
– É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. 
(elaboração da teoria e verificação da mesma) 
Método científico
– E a forma de abordagem (do assunto) em nível de abstração dos 
fenômenos. 
– Esclarecem os procedimentos lógicos que deveram ser seguidos no 
processo de investigação científica. 
– Quanto a abordagem, podemos classificá-los em: 
– a) Dedutivo 
– b) Indutivo 
–c) Dialético 
– d) Fenomenológico 
DEDUTIVO
– Proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz 
pressupõe que só a razão é capaz de levar ao conhecimento 
verdadeiro.
– Por intermédio de uma cadeia de raciocínio em ordem 
descendente, de análise do geral para o particular, chega a 
uma conclusão. 
– Usa o silogismo, a construção lógica para, a partir de duas 
premissas, retirar uma terceira logicamente decorrente das 
duas primeiras, denominada de conclusão. 
NDUTIVO 
1. É um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo 
particular para uma questão mais ampla, mais geral. 
2. No raciocínio indutivo, a generalização deriva de observações de casos 
da realidade concreta. 
3. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações. 
4. Nesse método, partimos da observação de fatos ou fenômenos cujas 
causas desejamos conhecer. 
5. A seguir, procuramos compará-los com a finalidade de descobrir as 
relações existentes entre eles. 
6. Por fim, procedemos à generalização, com base na relação verificada 
entre os fatos ou fenômenos. 
DIALÉTICO 
– Platão o utilizou no sentido de arte do diálogo 
– O método dialético, que atingiu seu auge com Hegel, depois 
reformulado por Marx, busca interpretar a realidade 
partindo do pressuposto de que todos os fenômenos 
apresentam características contraditórias organicamente 
unidas e indissolúveis. 
– No universo tudo é movimento e transformação e as 
transformações das ideias determinam as transformações 
da matéria.
DIALÉTICO 
– Empregado em pesquisa qualitativa, é um método de 
interpretação dinâmica e totalizante da realidade, pois considera 
que os fatos não podem ser relevados fora de um contexto social, 
político, econômico ,etc.
– todo objeto estudado é dinâmico (está em movimento e não 
isolado) se transforma. 
– Ele vai crescendo através das negações. Um fato interfere em 
outro que por sua vez resiste a mudança que por sua vez responde 
influenciando o estado inicial 
QUANTO AO 
PROCEDIMENTO
– Diferentes dos métodos de abordagem, os métodos de procedimentos 
(considerados às vezes também em relação às técnicas) são etapas da 
investigação. 
– Estão relacionados com os procedimentos técnicos a serem seguidos pelo 
pesquisador dentro de determinada área de conhecimento.
– SÃO ELES: 
– A. HISTÓRICO 
– B. EXPERIMENTAL 
– C. OBSERVACIONAL 
– D. COMPARATIVO 
HISTÓRICO 
– O foco está na investigação de 
acontecimentos ou instituições do 
passado, para verificar sua influência na 
sociedade de hoje; considera que é 
fundamental estudar suas raízes visando à 
compreensão de sua natureza e função 
– Esse método é típico dos estudos 
qualitativos. 
EXPERIMENTAL 
– O método experimental consiste, especialmente, em 
submeter os objetos de estudo à influência de certas 
variáveis, em condições controladas e conhecidas pelo 
investigador, para observar os resultados que a variável 
produz no objeto
– Nas ciências sociais e humanas esse método só é aplicado 
em poucos casos, visto que situações éticas e técnicas 
impedem sua utilização. 
OBSERVACIONAL 
– “Por um lado, pode ser considerado como o mais primitivo 
e, consequentemente, o mais impreciso. Mas, por outro 
lado, pode ser tido como um dos mais modernos, visto ser 
o que possibilita o mais elevado grau de precisão nas 
ciências sociais.”
COMPARATIVO 
– O método comparativo ocupa-se da explicação dos fenômenos 
e permite analisar o dado concreto, deduzindo desse “os 
elementos constantes, abstratos e gerais.” 
– Centrado em estudar semelhanças e diferenças, esse método 
realiza comparações com o objetivo de verificar semelhanças e 
explicar divergências.
– É empregado em estudo de largo alcance e de setores 
concretos, assim como para estudos qualitativos e 
quantitativos 
– Pode ser usado em todas as fases e níveis de investigação em 
estudos descritivos ou explicativos
Pesquisa Científica
– CONCEITO: 
– É um conjunto de ações, propostas para encontrar a 
solução para um problema, as quais têm por base 
procedimentos racionais e sistemáticos. 
– A pesquisa é realizada quando temos um problema e não 
temos informações para solucioná-lo.
– “um procedimento formal com método de pensamento 
reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui 
no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir 
verdades parciais.” Lakatos e Marconi (2007)
CARACTERÍSTICAS
– A pesquisa, como atividade científica completa, é mais do que um simples 
questionamento, pois percorre, desde a formulação do problema até a 
apresentação dos resultados, a seguinte sequência de fases: 
– a) preparação da pesquisa: seleção, definição e delimitação do tópico ou 
problema a ser investigado; planejamento de aspectos logísticos para a 
realização da pesquisa; formulação de hipóteses e construção de variáveis; 
– b) trabalho de campo (coleta de dados); 
– c) processamento dos dados (sistematização e classificação dos dados); 
– d) análise e interpretação dos dados; 
– e) elaboração do relatório da pesquisa
Tipos de Pesquisa
– QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA
– a) Qualitativa 
– b) Quantitativa
– QUANTO AOS FINS
– a. Exploratória ]
– b. Descritiva 
– c. Explicativa
– QUANTO AOS PROCEDIMENTOS
– Bibliográfica
– Documental 
– Experimental 
– Estudo de campo Estudo de caso
QUANTO A FORMA DE 
ABORDAGEM DO PROBLEMA 
– QUANTITATIVA 
– Considera que tudo pode ser quantificável, o que significa 
traduzir em números opiniões e informações para classificá-las 
e analisá-las. 
– Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas 
(percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, 
coeficiente de correlação, análise de regressão etc.). 
– No desenvolvimento da pesquisa de natureza quantitativa, 
devemos formular hipóteses e classificar a relação entre as 
variáveis para garantir a precisão dos resultados, evitando 
contradições no processo de análise e interpretação.
QUANTO A FORMA DE 
ABORDAGEM DO PROBLEMA 
– QUALITATIVA 
– A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são 
básicas no processo de pesquisa qualitativa. 
– O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o 
pesquisador é o instrumento-chave.
– Tal pesquisa é descritiva. 
– Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. 
– O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. 
– Preocupa-se muito mais com o processo do que com o produto.
QUANTO AOS OBJETIVOS 
– EXPLORATÓRIA 
– Quando a pesquisa se encontra na fase preliminar, tem 
como finalidade proporcionar mais informações sobre o 
assunto que vamos investigar. 
– Assume, em geral, as formas de pesquisas bibliográficas e 
estudos de caso
QUANTO AOS OBJETIVOS 
– DESCRITIVA
– Quando o pesquisador apenas registra e descreve os fatos 
observados sem interferir neles. 
– Visa a descrever as características de determinada população 
ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre 
variáveis.
– Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: 
questionário e observação sistemática. 
– Nas pesquisas descritivas, os fatos são observados, 
registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que 
o pesquisador interfira sobre eles
QUANTO AOS OBJETIVOS 
– EXPLICATIVA 
– Procura explicar os porquês das coisas e suas causas, por meio do 
registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenômenos 
observados. 
– Visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a 
ocorrência dos fenômenos e assim aprofunda o conhecimento. 
– Quando realizada nas ciências naturais,requer o uso do método 
experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método 
observacional. 
– Além de registrar, analisar, classificar e interpretar os fenômenos 
estudados, têm como preocupação central identificar seus fatores 
determinantes
QUANTO AOS PROCEDIMENTOS 
TÉCNICOS 
– PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: 
– Elaborada a partir de material já publicado; interessante utilizar as fichas 
de leitura
- Para a realização da pesquisa bibliográfica: 
- 1) escolha do tema; 
- 2) levantamento bibliográfico preliminar; 
- 3) formulação do problema; 
- 4) elaboração do plano provisório do assunto; 
- 5) busca das fontes; 
- 6) leitura do material; 
- 7) fichamento; 
- 8) organização lógica do assunto; 
- 9) redação do texto
PESQUISA DOCUMENTAL 
– É elaborada a partir de materiais que não receberam 
tratamento analítico ou podem ser reelaborados. 
documento é qualquer registro que possa ser usado como 
fonte de informação, por meio de investigação, que engloba: 
– a) Observação (crítica dos dados na obra) 
– b) Leitura (crítica da garantia, da interpretação e do valor 
interno da obra); 
– c) Reflexão (crítica do processo e do conteúdo da obra); 
– d) Crítica (juízo fundamentado sobre o valor do material 
utilizável para o trabalho científico).
EXPERIMENTAL 
– Frequente nas ciências tecnológicas e nas ciências biológicas. 
– Tem como objetivo demonstrar como e por que determinado 
fato é produzido. 
– O pesquisador procura refazer as condições de um fato a ser 
estudado, para observá-lo sob controle.
– Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis 
relacionadas com o objeto de estudo.
– Embora o experimento predomine no laboratório, é possível 
utilizá-lo também nas ciências humanas e sociais. 
– Nesse caso, o pesquisador faz seu experimento em campo
DE CAMPO 
– Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem 
espontaneamente. 
– É utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou 
conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma 
resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar. 
– As fases da pesquisa: 
– a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em questão. 
– determinamos as técnicas que serão empregadas na coleta de dados 
e na definição da amostra.
– estabelecer as técnicas de registro desses dados como também as 
técnicas que serão utilizadas em sua análise posterior.
ESTUDO DE CASO 
– Quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou 
poucos objetos de maneira que permita o seu amplo e 
detalhado conhecimento. 
– Possui uma metodologia de pesquisa classificada como 
Aplicada, na qual se busca a aplicação prática de 
conhecimentos para a solução de problemas sociais. 
– O estudo de caso consiste em coletar e analisar informações 
sobre determinado indivíduo, uma família, um grupo ou uma 
comunidade.
– É uma estratégia de pesquisa que busca examinar um 
fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto. 
MODELO DO PRÉ-
PROJETO
Elementos textuais do Pré-
projeto
– 1. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
– 2. OBJETIVOS E METAS 
– 3. METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DE AÇÃO 
– 4. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS 
– 5. RISCOS E DIFICULDADES 
– 6. CRONOGRAMA 
– 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Parte introdutória
– Visão global do assunto tratado (contextualização) 
– Definição clara, concisa e objetiva do tema
– Delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao 
campo selecionado
– Problema
– Objetivos a serem estudados
Introdução
Apresenta o problema ou tema central 
do estudo ou da pesquisa, 
contextualiza-o, destacando sua 
importância e seus limites quanto à 
extensão e à profundidade. (SILVA; 
TAFNER, 2006)
TEMA 
– • Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa; • 
Existência de bibliografia disponível no assunto; 
– • Experiência individual do pesquisador
– • Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro 
do assunto; 
– • Relevância e fecundidade do assunto (reflexivo
DELIMITAR O TEMA 
– Delimitar é indicar a abrangência do estudo, estabelecendo os 
limites extencionais e conceituais do tema. (LEONEL,2002)
FORMULAÇÃO DO 
PROBLEMA 
– (claro e objetivo) 
– Este é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. 
– É quem vai nortear a pesquisa. 
– Pesquisa deve apresentar uma ou mais perguntas de pesquisa, que 
são os questionamentos que surgem naturalmente a partir da 
descrição do problema. 
– o problema deve referir-se especificamente ao interesse a ser 
investigado pelo autor. 
– não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à 
compreensão, mas sim ao foco, ao assunto, ao tema específico 
delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo 
e de sua prática.
Projeto de pesquisa
– PROBLEMA “QUESTÃO NÃO SOLVIDA E QUE É OBJETO DE 
DISCUSSÃO, EM QUALQUER DOMÍNIO DE 
CONHECIMENTO” Dicionário Aurélio 
– • Tem que ser passível de tratamento científico. (envolve 
variáveis que podem ser tidas como testáveis) 
– • Qual o problema ou a questão central do projeto a que 
questão (s) se pretende responder. 
FORMULAÇÃO DO 
PROBLEMA 
– Algumas interrogações devem ser feitas antes da definição de um 
problema:
– a) O problema poder ser resolvido pelo processo de pesquisa 
científica? 
– b) É suficientemente relevante?
– c) É factível? 
– d) Tenho competência para planejar e executar um estudo desse tipo?
– e) Os dados que a pesquisa exige poder ser realmente obtidos?
– f) Existem recursos financeiros disponíveis?
– g) O tempo é adequado para a execução do projeto?
HIPÓTESES 
– Uma hipótese é a resposta prévia da questão formulada, é 
sinônimo de suposição
– As hipóteses constituem “respostas” supostas e provisórias 
ao problema. 
– A principal resposta é denominada hipótese básica, 
podendo ser complementada por outras, que recebem a 
denominação de secundárias. 
– Toda hipótese deve conter duas variáveis: a variável 
independente, que é a causa, e a dependente, que é o 
efeito. 
JUSTIFICATIVA 
– Deve informar ao seu leitor sobre a importância da discussão sobre o 
tema, abordando sua visão de forma geral para a específica sobre o 
assunto tratado. Em conjunto a isto, devem-se utilizar citações diretas 
e indiretas. (CERVO; BERVIAN, 2002). 
– Deve ser elaborada tendo em vista o seguinte (SILVA, 2008): 
– • Por que se pretender realiza esta investigação? (Propósito ou 
intenção); 
– • Possibilidades (formação, experiência) no desenvolvimento desta; 
– • Importância do tema (utilidade ou necessidade da investigação). 
OBJETIVOS (para que?) 
– Geral: O objetivo geral relaciona-se diretamente ao 
problema. Esclarecendo e direcionando o foco central da 
pesquisa de maneira ampla.
– É redigido em uma frase, utilizando o verbo no infinitivo.
– Procura dar uma visão global e abrangente do tema, 
definindo de modo amplo, o que se pretende alcançar. 
– Quando alcançado dá a resposta ao problema. 
OBJETIVOS (para que?) 
– Específicos: 
– explicitarão os detalhes, sendo um desdobramento do 
objetivo geral 
– Os objetivos específicos caracterizam etapas ou fases de 
um projeto 
– apresentam caráter mais concreto. 
– Têm função intermediária e instrumental, permitindo, de 
um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a 
situações particulares
exercício
– ADOÇÃO 
– O Perfil da mãe que deixa o filho recém-nascido para a 
adoção. 
– Quais condições exercem mais influência na decisão das 
mães em dar o filho recém-nascido para a adoção? 
– As condições que representam fatores formadores de 
atitudes exercem maior influência na decisão das mães em 
dar o filho recém nascido para a adoção do que as 
condiçõesque representam fatores biológicos e 
socioeconômicos. 
– VIOLÊNCIA 
– A família carente e a sua influência na origem da 
marginalização social. 
– O grau da organização interna da família carente influi na 
conduta (marginalização) do menor? 
– Se elevado índice de migração de grupos familiares 
carentes, então elevado grau de desorganização familiar.
– ENSINO SUPERIOR 
– A influência do mercado de trabalho na formação do 
professor educador 
– Como o mercado de trabalho interfere no processo de 
formação do docente do ensino superior 
– A necessidade urgente de atender o mercado de trabalho 
acaba por limitar uma formação universal e libertadora do 
docente do ensino superior
Referências
CERVON, Amado Luiz, BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 4. ed. 
São Paulo: MAKRON Books, 2002. 242p 
FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. 
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Maria de A. Metodologia do Trabalho 
científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1991. p. 214. 
RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 5 
ed. São Paulo: Atlas, 2002.

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