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AS 4 FORMAS DE CONHECIMENTO Metodologia Científica Prof. Dra. Adriana Dantas UERGS, Caxias do Sul, RS Definição de conhecimento Relação do homem (razão) com um determinado objeto (meio, obras, etc.); Conhecimento é a relação que se estabelece entre sujeito que conhece ou deseja conhecer e o objeto a ser conhecido ou que se dá a conhecer. Informação X conhecimento Tipos de Conhecimento Conhecimento Empírico/Popular “é o saber que preenche nossa vida diária e que se possui sem o haver procurado ou estudado, sem a aplicação de um método e sem se haver refletido sobre algo”. LAKATOS, 1991 Exemplos: A dor no calo do pé significa que vai chover Tomar banho após a refeição causa morte Chuva no dia de São José significa chuva o ano todo POPULAR/EMPÍRICO – A maneira de conhecer ocorre de forma superficial por informações ou por experiência casual. – Adquirido por acaso ou pelas tradições ou transmitido de geração para geração, não passando pelo crivo dos postulados metodológicos. – Gerado por meio da educação informal, baseado em imitação e experiência pessoal e sem conhecimento técnico. (conhecimento popular e senso comum) Caracteristicas do Conhecimento Empírico/Popular Sensitivo - Depende da vivência, emoções Subjetivo - conforme os sentimentos da pessoa Assistemático - não há sistematização Acrítico - não há discussão sobre eles Superficial - De acordo com a aparência Conhecimento Religioso/Teológico O conhecimento religioso ou teológico apóia-se na fé e tem sua origem nas revelações do sobrenatural. Exemplos: A ascenção de cristo A reencarnação Teoria criacionista O conhecimento religioso/teológico Do grego theos, que significa Deus - logos, que significa tratado/discurso – Apresenta verdades indiscutíveis e infalíveis. – O que funda o conhecimento religioso/teológico é a fé, não sendo necessário ter evidências para crer. – O conhecimento religioso/teológico apoia-se em doutrinas que contêm proposições sagradas, valorativas, as quais foram ou são reveladas pelo sobrenatural e por isso são proposições exatas. – No conhecimento religioso/teológico, um corpo coerente de crenças pode se transformar em religião. Conhecimento Filosófico É o conhecimento especulativo sobre fenômenos, gerando conceitos subjetivos. Surge a partir da reflexão e dos referenciais macroestruturais (paradigmas) adotados. Exemplos: • Liberdade - o que é ? • Moral e Ética - o que é ? • Sociedade - qual a melhor forma O conhecimento filosófico – Pode ser entendido como resultado do esforço racional, sistemático e lógico de busca de conhecimento sem recorrer à experimentação. – o conhecimento filosófico conduz à reflexão crítica sobre os fenômenos e possibilita informações coerentes. – Seu objetivo é o desenvolvimento funcional da mente, procurando educar o raciocínio”. FACHIN (2003, p. 7), – Nesse tipo de conhecimento, é a razão que permite a coordenação, a análise e a síntese em uma visão clara e ordenada Características do pensamento filosófico – Valorativo - seu ponto de partida consiste em hipóteses, que não poderão ser submetidas à observação, não se baseiam na experimentação; – Não-verificável – As hipóteses filosóficas não podem ser confirmados nem refutados; – Racional -conjunto de enunciados logicamente correlacionados; – Sistemático - suas hipóteses e enunciados visam a uma representação coerente da realidade estudada. – Infalível e exato - suas hipóteses e postulados não são submetidos ao decisivo teste da observação e da experimentação. – Viver sem filosofar é o que se chama ter os olhos fechados sem nunca os haver tentado abrir. – René Descartes - A música é o meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.” - Não eduques as crianças nas várias disciplinas recorrendo à força, mas como se fosse um jogo, para que também possas observar melhor qual a disposição natural de cada um. Conhecimento Científico Ruiz (2002) o descreve como um conhecimento que vai além do empírico, procurando conhecer, além do fenômeno, suas causas e leis. Exemplos: Todo corpo em queda livre cai com a aceleração da gravidade. A chuva é causada pela condensação das nuvens. O átomo é a menor partícula da matéria. Método Científico –O conhecimento científico procura desvelar os fenômenos: suas causas e as leis que os regem. –É adquirido pelo MÉTODO CIENTÍFICO e pode ser submetido a testes e aperfeiçoar- se, reformular-se ou até mesmo avantajar-se mediante o mesmo método.” Características do Conhecimento Científico Real - Se refere a ocorrências ou fatos Contingente - Trabalha com ensaios e experiências Sistemático - conhecimento logicamente ordenado Verificável - pode ser testado Falível - está em permanente evolução Aproxim. exato - provisoriamente aceito Critérios para cientificidade – Para que um conhecimento adquira o status de científico, deve seguir alguns critérios internos: – COERÊNCIA (ausência de contradições); – CONSISTÊNCIA (capacidade de resistir a argumentos contrários); – ORIGINALIDADE; relevância (espera-se que traga alguma contribuição ao conhecimento acumulado pela comunidade científica); – OBJETIVIDADE (capacidade de reproduzir a realidade como ela é, e não como o cientista gostaria que fosse - evitar formulações ideológicas). Os conhecimentos e as explicações para um mesmo fato: Ciência – A palavra ciência etimologicamente tem origem latina, scientia, que significa “aprender ou alcançar conhecimento”, e grega, scirem, “conhecimento criticamente fundamentado.” – A ciência caracteriza-se pelo conhecimento racional, sistemático, exato, verificável, lógico, objetivo e falível. – Contudo é apenas mais uma das maneiras de ler e interpretar o mundo físico e social. – É um conjunto de regras quanto à maneira correta de colher, organizar quantificar e trabalhar as informações constitutivas da análise (métodos) Caracteristicas da ciência – CONHECIMENTO PELAS CAUSAS – FINALIDADE PRÁTICA E TEÓRICA – da pesquisa fundamental e da descoberta da verdade decorrem inúmeras consequências práticas; – OBJETO FORMAL - MÉTODO E CONTROLE – é uma investigação rigorosamente metódica e controlada, derivando-se daí a razão da confiança nas conclusões científicas; – XATIDÃO – a ciência pode demonstrar, por via de experimentação ou evidência dos fatos objetivos, observáveis e controláveis, o mérito dos seus enunciados. CIÊNCIA É? “É TODO UM CONJUNTO DE ATITUDES E ATIVIDADES RACIONAIS, DIRIGIDAS AO SISTEMÁTICO CONHECIMENTO COM OBJETO LIMITADO, CAPAZ DE SER SUBMETIDO A VERIFICAÇÃO” (TRUJILLO FERRARI) Métodos Científicos – A investigação científica depende de um “conjunto de procedimentos intelectuais e técnicos” para que seus objetivos sejam atingidos: os métodos científicos. – Método científico é o conjunto de processos ou operações mentais que se devem empregar na investigação. – É a linha de raciocínio adotada no processo de pesquisa. (elaboração da teoria e verificação da mesma) Método científico – E a forma de abordagem (do assunto) em nível de abstração dos fenômenos. – Esclarecem os procedimentos lógicos que deveram ser seguidos no processo de investigação científica. – Quanto a abordagem, podemos classificá-los em: – a) Dedutivo – b) Indutivo –c) Dialético – d) Fenomenológico DEDUTIVO – Proposto pelos racionalistas Descartes, Spinoza e Leibniz pressupõe que só a razão é capaz de levar ao conhecimento verdadeiro. – Por intermédio de uma cadeia de raciocínio em ordem descendente, de análise do geral para o particular, chega a uma conclusão. – Usa o silogismo, a construção lógica para, a partir de duas premissas, retirar uma terceira logicamente decorrente das duas primeiras, denominada de conclusão. NDUTIVO 1. É um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral. 2. No raciocínio indutivo, a generalização deriva de observações de casos da realidade concreta. 3. As constatações particulares levam à elaboração de generalizações. 4. Nesse método, partimos da observação de fatos ou fenômenos cujas causas desejamos conhecer. 5. A seguir, procuramos compará-los com a finalidade de descobrir as relações existentes entre eles. 6. Por fim, procedemos à generalização, com base na relação verificada entre os fatos ou fenômenos. DIALÉTICO – Platão o utilizou no sentido de arte do diálogo – O método dialético, que atingiu seu auge com Hegel, depois reformulado por Marx, busca interpretar a realidade partindo do pressuposto de que todos os fenômenos apresentam características contraditórias organicamente unidas e indissolúveis. – No universo tudo é movimento e transformação e as transformações das ideias determinam as transformações da matéria. DIALÉTICO – Empregado em pesquisa qualitativa, é um método de interpretação dinâmica e totalizante da realidade, pois considera que os fatos não podem ser relevados fora de um contexto social, político, econômico ,etc. – todo objeto estudado é dinâmico (está em movimento e não isolado) se transforma. – Ele vai crescendo através das negações. Um fato interfere em outro que por sua vez resiste a mudança que por sua vez responde influenciando o estado inicial QUANTO AO PROCEDIMENTO – Diferentes dos métodos de abordagem, os métodos de procedimentos (considerados às vezes também em relação às técnicas) são etapas da investigação. – Estão relacionados com os procedimentos técnicos a serem seguidos pelo pesquisador dentro de determinada área de conhecimento. – SÃO ELES: – A. HISTÓRICO – B. EXPERIMENTAL – C. OBSERVACIONAL – D. COMPARATIVO HISTÓRICO – O foco está na investigação de acontecimentos ou instituições do passado, para verificar sua influência na sociedade de hoje; considera que é fundamental estudar suas raízes visando à compreensão de sua natureza e função – Esse método é típico dos estudos qualitativos. EXPERIMENTAL – O método experimental consiste, especialmente, em submeter os objetos de estudo à influência de certas variáveis, em condições controladas e conhecidas pelo investigador, para observar os resultados que a variável produz no objeto – Nas ciências sociais e humanas esse método só é aplicado em poucos casos, visto que situações éticas e técnicas impedem sua utilização. OBSERVACIONAL – “Por um lado, pode ser considerado como o mais primitivo e, consequentemente, o mais impreciso. Mas, por outro lado, pode ser tido como um dos mais modernos, visto ser o que possibilita o mais elevado grau de precisão nas ciências sociais.” COMPARATIVO – O método comparativo ocupa-se da explicação dos fenômenos e permite analisar o dado concreto, deduzindo desse “os elementos constantes, abstratos e gerais.” – Centrado em estudar semelhanças e diferenças, esse método realiza comparações com o objetivo de verificar semelhanças e explicar divergências. – É empregado em estudo de largo alcance e de setores concretos, assim como para estudos qualitativos e quantitativos – Pode ser usado em todas as fases e níveis de investigação em estudos descritivos ou explicativos Pesquisa Científica – CONCEITO: – É um conjunto de ações, propostas para encontrar a solução para um problema, as quais têm por base procedimentos racionais e sistemáticos. – A pesquisa é realizada quando temos um problema e não temos informações para solucioná-lo. – “um procedimento formal com método de pensamento reflexivo que requer um tratamento científico e se constitui no caminho para se conhecer a realidade ou para descobrir verdades parciais.” Lakatos e Marconi (2007) CARACTERÍSTICAS – A pesquisa, como atividade científica completa, é mais do que um simples questionamento, pois percorre, desde a formulação do problema até a apresentação dos resultados, a seguinte sequência de fases: – a) preparação da pesquisa: seleção, definição e delimitação do tópico ou problema a ser investigado; planejamento de aspectos logísticos para a realização da pesquisa; formulação de hipóteses e construção de variáveis; – b) trabalho de campo (coleta de dados); – c) processamento dos dados (sistematização e classificação dos dados); – d) análise e interpretação dos dados; – e) elaboração do relatório da pesquisa Tipos de Pesquisa – QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA – a) Qualitativa – b) Quantitativa – QUANTO AOS FINS – a. Exploratória ] – b. Descritiva – c. Explicativa – QUANTO AOS PROCEDIMENTOS – Bibliográfica – Documental – Experimental – Estudo de campo Estudo de caso QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA – QUANTITATIVA – Considera que tudo pode ser quantificável, o que significa traduzir em números opiniões e informações para classificá-las e analisá-las. – Requer o uso de recursos e de técnicas estatísticas (percentagem, média, moda, mediana, desvio-padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão etc.). – No desenvolvimento da pesquisa de natureza quantitativa, devemos formular hipóteses e classificar a relação entre as variáveis para garantir a precisão dos resultados, evitando contradições no processo de análise e interpretação. QUANTO A FORMA DE ABORDAGEM DO PROBLEMA – QUALITATIVA – A interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados são básicas no processo de pesquisa qualitativa. – O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. – Tal pesquisa é descritiva. – Os pesquisadores tendem a analisar seus dados indutivamente. – O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. – Preocupa-se muito mais com o processo do que com o produto. QUANTO AOS OBJETIVOS – EXPLORATÓRIA – Quando a pesquisa se encontra na fase preliminar, tem como finalidade proporcionar mais informações sobre o assunto que vamos investigar. – Assume, em geral, as formas de pesquisas bibliográficas e estudos de caso QUANTO AOS OBJETIVOS – DESCRITIVA – Quando o pesquisador apenas registra e descreve os fatos observados sem interferir neles. – Visa a descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. – Envolve o uso de técnicas padronizadas de coleta de dados: questionário e observação sistemática. – Nas pesquisas descritivas, os fatos são observados, registrados, analisados, classificados e interpretados, sem que o pesquisador interfira sobre eles QUANTO AOS OBJETIVOS – EXPLICATIVA – Procura explicar os porquês das coisas e suas causas, por meio do registro, da análise, da classificação e da interpretação dos fenômenos observados. – Visa a identificar os fatores que determinam ou contribuem para a ocorrência dos fenômenos e assim aprofunda o conhecimento. – Quando realizada nas ciências naturais,requer o uso do método experimental e, nas ciências sociais, requer o uso do método observacional. – Além de registrar, analisar, classificar e interpretar os fenômenos estudados, têm como preocupação central identificar seus fatores determinantes QUANTO AOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS – PESQUISA BIBLIOGRÁFICA: – Elaborada a partir de material já publicado; interessante utilizar as fichas de leitura - Para a realização da pesquisa bibliográfica: - 1) escolha do tema; - 2) levantamento bibliográfico preliminar; - 3) formulação do problema; - 4) elaboração do plano provisório do assunto; - 5) busca das fontes; - 6) leitura do material; - 7) fichamento; - 8) organização lógica do assunto; - 9) redação do texto PESQUISA DOCUMENTAL – É elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico ou podem ser reelaborados. documento é qualquer registro que possa ser usado como fonte de informação, por meio de investigação, que engloba: – a) Observação (crítica dos dados na obra) – b) Leitura (crítica da garantia, da interpretação e do valor interno da obra); – c) Reflexão (crítica do processo e do conteúdo da obra); – d) Crítica (juízo fundamentado sobre o valor do material utilizável para o trabalho científico). EXPERIMENTAL – Frequente nas ciências tecnológicas e nas ciências biológicas. – Tem como objetivo demonstrar como e por que determinado fato é produzido. – O pesquisador procura refazer as condições de um fato a ser estudado, para observá-lo sob controle. – Caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo. – Embora o experimento predomine no laboratório, é possível utilizá-lo também nas ciências humanas e sociais. – Nesse caso, o pesquisador faz seu experimento em campo DE CAMPO – Consiste na observação de fatos e fenômenos tal como ocorrem espontaneamente. – É utilizada com o objetivo de conseguir informações e/ou conhecimentos acerca de um problema para o qual procuramos uma resposta, ou de uma hipótese, que queiramos comprovar. – As fases da pesquisa: – a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre o tema em questão. – determinamos as técnicas que serão empregadas na coleta de dados e na definição da amostra. – estabelecer as técnicas de registro desses dados como também as técnicas que serão utilizadas em sua análise posterior. ESTUDO DE CASO – Quando envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos de maneira que permita o seu amplo e detalhado conhecimento. – Possui uma metodologia de pesquisa classificada como Aplicada, na qual se busca a aplicação prática de conhecimentos para a solução de problemas sociais. – O estudo de caso consiste em coletar e analisar informações sobre determinado indivíduo, uma família, um grupo ou uma comunidade. – É uma estratégia de pesquisa que busca examinar um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto. MODELO DO PRÉ- PROJETO Elementos textuais do Pré- projeto – 1. CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA – 2. OBJETIVOS E METAS – 3. METODOLOGIA E ESTRATÉGIA DE AÇÃO – 4. RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS – 5. RISCOS E DIFICULDADES – 6. CRONOGRAMA – 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Parte introdutória – Visão global do assunto tratado (contextualização) – Definição clara, concisa e objetiva do tema – Delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado – Problema – Objetivos a serem estudados Introdução Apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa, contextualiza-o, destacando sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade. (SILVA; TAFNER, 2006) TEMA – • Disponibilidade de tempo e de recursos para a pesquisa; • Existência de bibliografia disponível no assunto; – • Experiência individual do pesquisador – • Possibilidade de orientação e supervisão adequada dentro do assunto; – • Relevância e fecundidade do assunto (reflexivo DELIMITAR O TEMA – Delimitar é indicar a abrangência do estudo, estabelecendo os limites extencionais e conceituais do tema. (LEONEL,2002) FORMULAÇÃO DO PROBLEMA – (claro e objetivo) – Este é um dos primeiros itens elaborados em uma pesquisa. – É quem vai nortear a pesquisa. – Pesquisa deve apresentar uma ou mais perguntas de pesquisa, que são os questionamentos que surgem naturalmente a partir da descrição do problema. – o problema deve referir-se especificamente ao interesse a ser investigado pelo autor. – não significa uma dificuldade, um obstáculo real à ação ou à compreensão, mas sim ao foco, ao assunto, ao tema específico delimitado e formulado pelo pesquisador para ser alvo de seu estudo e de sua prática. Projeto de pesquisa – PROBLEMA “QUESTÃO NÃO SOLVIDA E QUE É OBJETO DE DISCUSSÃO, EM QUALQUER DOMÍNIO DE CONHECIMENTO” Dicionário Aurélio – • Tem que ser passível de tratamento científico. (envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis) – • Qual o problema ou a questão central do projeto a que questão (s) se pretende responder. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA – Algumas interrogações devem ser feitas antes da definição de um problema: – a) O problema poder ser resolvido pelo processo de pesquisa científica? – b) É suficientemente relevante? – c) É factível? – d) Tenho competência para planejar e executar um estudo desse tipo? – e) Os dados que a pesquisa exige poder ser realmente obtidos? – f) Existem recursos financeiros disponíveis? – g) O tempo é adequado para a execução do projeto? HIPÓTESES – Uma hipótese é a resposta prévia da questão formulada, é sinônimo de suposição – As hipóteses constituem “respostas” supostas e provisórias ao problema. – A principal resposta é denominada hipótese básica, podendo ser complementada por outras, que recebem a denominação de secundárias. – Toda hipótese deve conter duas variáveis: a variável independente, que é a causa, e a dependente, que é o efeito. JUSTIFICATIVA – Deve informar ao seu leitor sobre a importância da discussão sobre o tema, abordando sua visão de forma geral para a específica sobre o assunto tratado. Em conjunto a isto, devem-se utilizar citações diretas e indiretas. (CERVO; BERVIAN, 2002). – Deve ser elaborada tendo em vista o seguinte (SILVA, 2008): – • Por que se pretender realiza esta investigação? (Propósito ou intenção); – • Possibilidades (formação, experiência) no desenvolvimento desta; – • Importância do tema (utilidade ou necessidade da investigação). OBJETIVOS (para que?) – Geral: O objetivo geral relaciona-se diretamente ao problema. Esclarecendo e direcionando o foco central da pesquisa de maneira ampla. – É redigido em uma frase, utilizando o verbo no infinitivo. – Procura dar uma visão global e abrangente do tema, definindo de modo amplo, o que se pretende alcançar. – Quando alcançado dá a resposta ao problema. OBJETIVOS (para que?) – Específicos: – explicitarão os detalhes, sendo um desdobramento do objetivo geral – Os objetivos específicos caracterizam etapas ou fases de um projeto – apresentam caráter mais concreto. – Têm função intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro, aplicar este a situações particulares exercício – ADOÇÃO – O Perfil da mãe que deixa o filho recém-nascido para a adoção. – Quais condições exercem mais influência na decisão das mães em dar o filho recém-nascido para a adoção? – As condições que representam fatores formadores de atitudes exercem maior influência na decisão das mães em dar o filho recém nascido para a adoção do que as condiçõesque representam fatores biológicos e socioeconômicos. – VIOLÊNCIA – A família carente e a sua influência na origem da marginalização social. – O grau da organização interna da família carente influi na conduta (marginalização) do menor? – Se elevado índice de migração de grupos familiares carentes, então elevado grau de desorganização familiar. – ENSINO SUPERIOR – A influência do mercado de trabalho na formação do professor educador – Como o mercado de trabalho interfere no processo de formação do docente do ensino superior – A necessidade urgente de atender o mercado de trabalho acaba por limitar uma formação universal e libertadora do docente do ensino superior Referências CERVON, Amado Luiz, BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. 4. ed. São Paulo: MAKRON Books, 2002. 242p FACHIN, O. Fundamentos de metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Maria de A. Metodologia do Trabalho científico. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1991. p. 214. RUIZ, João Álvaro. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 5 ed. São Paulo: Atlas, 2002.