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Curso de
Interdisciplinaridade na Escola
MÓDULO II
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MÓDULO II
DIDÁTICA E INTERDISCIPLINARIDADE
A opção que tem sido adotada da inclusão de novas disciplinas nas
informações do conhecimento disciplinar vem trazer uma transformação dos
conceitos tradicionais, resultando em inovações abertas, nas quais se questiona e
participa, nas quais a colocação do aluno dentro da interdisciplinaridade vai exigir
uma nova postura dele e do professor que está conduzindo os estudos. Estudar para
associar, estudar para questionar e formar opinião conjunta. A palavra in-ter-dis-ci-
pli-na-ri-da-de parece ser tão grande e complexa quando vista em sua extensão, de
forma separada, e tão familiar quando se trabalha com ela.
No início da formação da história da educação foram vividos conceitos que
priorizavam conhecer o que vem de fora. Era uma programação voltada para o
período colonial e que na época era determinada pela tradição dos Jesuítas, porque
eles estruturavam o sistema de ensino. Deu-se início às escolas e o principal
objetivo era a formação e transmissão do conhecimento, especialmente dos jovens.
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Com a chegada da nova concepção escolar o ensinamento se dava pelo caráter de
memorização.
Conversando com pessoas que estudavam nessa época, pode-se perceber
que a lição era tratada como ponto decorativo. Eles estudavam principalmente na
disciplina de história tinham que decorar toda História Geral e do Brasil, toda a
Tabuada – acreditava-se que só sabia matemática quem a tivesse decorado. Alguns
não tinham condição de comprar materiais e aprendiam a contar nos dedos os
números de 1 a 10, e na mão fechada as décadas. Em português o que mais se
fazia era cópia de textos, para se desenvolver a caligrafia e aprender a soletrar (be a
ba).
Uma nova visão pautada no conhecimento científico pode ser a origem de
uma nova racionalidade. Um pensar nesta direção exige um trabalho aprofundado
das relações conscientes entre as pessoas e entre as pessoas e as coisas. A
interdisciplinaridade não se ensina, nem se aprende: vive-se para exercer as
responsabilidades em que está inserida.
O que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da
pesquisa: é a transformação da insegurança num exercício do pensar, num
construir.
CONTEXTO DAS SALAS DE AULA E A ORGANIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE
APRENDIZAGEM
“Se a aula é dada apenas de acordo com as regras
fixas, e por processos já comprovados, comportamo-
nos como os operários em frente a uma máquina cujo
funcionamento não compreende”.
(Hans Aebli)
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O conceito de aprendizagens significativas, centrado numa perspectiva
construtivista, implica a necessidade de um trabalho simbólico dentro de um
significado cuja parcela da realidade é o que se conhece. As aprendizagens que os
alunos realizam na sala de aula serão significativas à medida que conseguirem
estabelecer relações substantivas e não-arbitrárias entre os conteúdos escolares
desenvolvidos por eles, em processos da articulação de novos significados. A
aprendizagem significativa implica sempre em alguma ousadia: diante do problema
posto o aluno precisa elaborar hipóteses e experimentá-las.
Fatores e processos efetivos motivacionais e relacionais são importantes
nesse momento. Se a aprendizagem for uma experiência de fracasso, o ato de
aprender tenderá a se transformar em ameaça, e a ousadia necessária se
transformará em medo, para qual a defesa possível é a manifestação de
desinteresse. A aprendizagem se dá pelo condicionamento de um lado pelas
possibilidades do aluno, que englobam tanto os níveis de organização do
pensamento como o conhecimento e experiência prévia, e, de outro, pela interação
com os outros agentes. Para a estruturação da intervenção educativa é fundamental
distinguir o nível de desenvolvimento real do potencial. O nível de desenvolvimento
real se determina como aquilo que o aluno pode fazer sozinho em uma situação
determinada, sem a ajuda de ninguém. De acordo com essa concepção, pode-se
falar dos mecanismos interativos pelos quais professores e colegas conseguem
ajustar sua ajuda ao processo de construção de significados realizados pelos alunos
no decorrer das atividades escolares de ensino e aprendizagens (Parâmetros
Curriculares Nacionais - PCNs).
Procura-se destacar duas situações que levam a raciocinar sobre as
mudanças e aperfeiçoamentos de conhecimento:
- Professor tradicional – trata-se de um profissional que não tem o
problema de escolher entre as várias atividades possíveis para ensinar um assunto.
Como para ele a única atividade válida é a exposição oral ou preleção, não perde
tempo procurando alternativas.
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- Professor moderno – vai escolher adequadamente as atividades de
ensino numa etapa importante de sua profissão. Por meio dele manifesta-se a
verdadeira contribuição das atividades dos seus conteúdos e materiais dos alunos.
ESCOLHA DE ATIVIDADES DIDÁTICAS
Experiências didáticas do professor;
Etapas do processo de ensino;
Tempo disponível;
Tipos de aprendizagens;
Contribuições;
Tipos de alunos;
Aceitação e experiências dos alunos.
A necessidade que o aluno tem de participar ativamente do processo de
aprendizagem vem se realizar por meio da conduta do aluno que aprende mediante
a sua participação ativa no fazer e não apenas pela observação do que faz o
professor. Os critérios de escolha das atividades estão ligados a diversos pontos
pedagogicamente importantes, sabe-se que o potencial didático é diferente das
limitações específicas. Junto a isso, as possibilidades de combinar atividades de
forma que se contemplem umas com as outras, o potencial de uma, compensando
as limitações de outras.
O processo de ensino-aprendizagem, apesar de variar conforme a
personalidade do professor e as características dos alunos, pode formar uma receita
de diversos procedimentos nas atividades docentes. O que é aprender e o que
ensinar? A discussão teórica e prática permite analisar bases que venham resumir
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uma atividade experiente nos objetivos educacionais. Atividades são os veículos
usados pelos professores para criar situações e abordar conteúdos que permitam ao
aluno viver as experiências necessárias para sua própria transformação.
Suponham que o objetivo desenvolvido pelo professor venha extrapolar as
habilidadesde seus alunos. Como por exemplo: o milho hibrida tem uma fórmula X
de fertilizantes usados na lavoura, a ela extrapola a resposta dada pelos alunos
porque nem todos sabem a quantidade de potássio. Logicamente o professor
precisa trabalhar atividades que permitam ao aluno desenvolver suas habilidades.
Outro exemplo: supõe-se que o professor adquira a atitude e o hábito da cooperação
e trabalho em equipe na aula de português. O reforço é o modo estimulado em
internalizar e fixar o aprendizado. A essa dependência o objetivo direcionado
estabelece ao professor as atividades de ensino que serão realizadas.
Para se atingir objetivos educacionais, o aluno é exposto a assuntos ou
conteúdos de uma matéria de natureza diversa. Suas fórmulas, teorias, princípios e
conceitos isolados são uma forma de conjunto que se faz à parte. A essas estruturas
deve-se almejar o tipo de aprendizagem necessária para o aluno que procura
entender, fixá-lo em diferentes casos que levam a interpretar a metodologia que está
sendo repassada para ele.
A situação de aprendizagem em sala de aula vem mostrar as atividades
trabalhadas, seja em exposição oral ou escrita, na transmissão das informações
exercitadas e nas habilidades quem venham a ser avaliadas diante de soluções que
foram apresentadas dentro dos problemas surgidos.
O desenvolvimento da postura do conhecimento para que o aluno se
interesse em debruçar-se sobre as dificuldades que desafiam seus saberes exigem
dele um maior desempenho. A educação tem uma distinção que é fundamental, pois
não há máquina que substitua o professor – e quando isso ocorre é porque o
professor o merece. Tecnologia educacional é, por exemplo, usar uma lata de água,
um pedaço de madeira e uma pedra para explicar a flutuação dos corpos; apertar a
tecla de um vídeo sobre o assunto e deixar os alunos o assistirem passivamente, em
contrapartida, nada tem de tecnologia.
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O que se vai fazer diante da aprendizagem é mostrar ao aluno a capacidade
que cada um tem em desenvolver sua metodologia sem que precise de muitos
equipamentos. Basta a força de vontade e a segurança do conteúdo para explicar
uma aula de geometria sem que se possua um esquadro. O desenho de sua mão,
por exemplo, mostra o que ela representa. Aberta ela forma um ângulo de 90º. E
isso faz a diferença na aprendizagem e ensino apontando para a formação de um
novo educador. Por mais que pensem em utilizar a tecnologia ou mesmo o velho e
bom quadro-negro, é na formação do professor que se desenvolve a tecnologia
educacional, preparando líderes, mediadores e estimuladores, mais do que
detentores de determinados conhecimentos.
Mesmo porque se pensa na clientela e em suas diferentes culturas e
condições econômicas. E nem por isso, deve-se deixar de fora a informação
globalizada. O professor do final do século deve saber orientar os educandos sobre
onde colher a informação, como tratar essa informação, como utilizar a informação
obtida. Esse educador será o encaminhador da autoformação e o conselheiro da
aprendizagem dos alunos, ora estimulando o trabalho individual, ora apoiando o
trabalho de pequenos grupos reunidos por área de interesses. Levam os esforços e
pensamentos voltados para a geração que se forma nas realidades encontradas por
diversas escolas, que chamam a atenção em diversos critérios.
E um deles relaciona-se à questão das tecnologias e da aprendizagem. Até
onde vai o compromisso como educador diante do aluno que não tem acesso a
tecnologia avançada? Que compromisso tem o professor diante da sua formação
como cidadão/sociedade?
Essas metodologias desenvolvidas distribuem-se em quatros critérios:
pensar, sentir, trocar e fazer de modo crítico, criativo, significativo, solidário e
prazeroso.
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A aprendizagem Pressupõe
- Uma instituição escolar atrelada às ações
pedagógicas libertadoras, pautadas na construção do
conhecimento, de forma crítica, engajada na realidade, de
modo a privilegiar a relação teórica e prática na busca da
apreensão das diferentes nuances do saber;
- Um espaço de aprendizagem que vê o educador e o educando como
parceiros na construção do saber sistematizado, cabendo ao professor articular as
diversas fontes de conhecimento. Relacionando teorias e práticas, ciências do
cotidiano, dando maior coerência, maior visão de conjunto ao estudo dos múltiplos
fragmentos que estão postos no acervo de conhecimentos da humanidade, sobre os
quais o aluno necessita ter domínio;
- O estabelecimento de uma relação dialógica em que o aluno em conjunto
com o professor e seus colegas exerça a prática de refletir, com o objetivo de
construir coletividade e conhecimento;
- Valorização da prática interdisciplinar e do conhecimento produzido em
qualquer área, por mais amplo que seja, pois representa apenas um modo parcial e
limitado de ver a realidade;
- As diversas ciências se prendem umas às outras por vínculos de profunda
afinidade. Tudo está relacionado a uma causa-problema e a busca de soluções está
sempre interligada. Daí a importância da instauração de diálogo entre as várias
disposições na busca dessas afinidades.
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Para que a aprendizagem significativa possa acontecer, é necessária a
disponibilidade para o envolvimento do aluno na aprendizagem, o empenho em
estabelecer relações entre o que já sabe e o que está aprendendo, em usar os
instrumentos adequados que se dispõem para alcançar a maior compreensão
possível. Esta aprendizagem exige ousadia para se colocar o problema em busca de
soluções e experimentar novos caminhos de maneira totalmente diferente da
aprendizagem mecânica na qual o aluno limita seu esforço apenas em memorizar ou
estabelecer relação direta e superficial.
Precisamos alcançar um aprendizado que venha mostrar o encontro com a
realidade. É importante pensar que o educador tem uma visão mediadora do papel
do interventor, desafiador, provocador de situações que levem os alunos à
aprendizagem.
O trabalho didático deve, portanto, propiciar a construção do conhecimento
pelo aluno. Aprender é, de certa forma, descobrir com seus próprios instrumentos de
pensamentos e conhecimentos institucionalizados socialmente. O desenvolvimento
contribui para elevar a autoestima dos alunos, resgatando a vontade de aprender
por meio de atividades significativas para o educando, que vem promover
contribuição nas metodologias adotadas.
O desenvolvimento da inteligência se dá por meio de expressões
trabalhadas no palco da sala de aula onde está inserida. A aprendizagem se dá
pelas idéias formadas e sugestões adquiridas ao longo de suas experiências
cotidianamente.
Busca-se, dentro das expectativas, conhecer o maior desafio de hoje, que é
ensinar para que alguém aprenda. Parece confuso o que foi dito e até questionável,
mas o educador passa por várias transformações mal-explicadas e muitas vezes
desentendidas. As salas de aulas estão comportando mais quantidade, todavia a
qualidade vem deixando a desejar. Embora o educador procure fazer de tudo, há
momentos questionáveis sobre a postura do ser humano quanto aos seus limites
que são critérios obedecidos e direitos adquiridos.55
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Com todos esses desafios as metodologias aplicadas vêm sendo voltadas à
interdisciplinaridade para melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos e sua
formação como seres humanos. Quando se trabalha o conhecimento didático
voltado para essa inter-relação mostra-se na prática a doação que se faz em todos
os segmentos da vida.
O aluno precisa se integrar no sistema educativo aceitando que o mesmo vai
pouco a pouco transformando a sua vida, sua maneira de pensar e agir. Quando,
por exemplo, traz a idéia de desenvolvimento potencial que representa o momento
no qual não só as etapas já alcançadas se manifestam, mas também as etapas
posteriores, a interferência de outras pessoas irá afetar, significativamente, os
resultados da ação e do sujeito.
Essas capacidades vêm beneficiar a colocação de outras pessoas, que
ocorre em certo nível de desenvolvimento nunca antes visto. Veja o entendimento:
uma criança de cinco anos é capaz de construir uma torre de cubos sozinha, uma de
três anos só o fará com a ajuda de alguém, e uma de um ano nada faz nem mesmo
com a ajuda.
Portanto, não é qualquer indivíduo que pode, a partir da ajuda do outro,
realizar qualquer tarefa. A Zona Proximal de Desenvolvimento Real do Potencial,
segundo Vygostky (1978, p. 60), define a ZDP como a distância ou o caminho que o
indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão no processo de
amadurecimento e vem formar desenvolvimentos reais. Enfim, o desenvolvimento da
aprendizagem é uma parceria de encontros e compartilhamento de dados passados,
presentes e futuros para o entendimento do meio.
Quando se aprimora o ensino voltado para a atualidade neste exercício de
repensar a educação, é importante não cair nas armadilhas da "ditadura dos
conteúdos", tantas vezes justificadora da falta de inovação ("como posso mudar
minhas aulas se mal tenho tempo para dar o conteúdo?"). Mais vale um aluno
entender bem e profundamente cinco princípios básicos da física do que não
entender nada de 150. Mais vale aprender menos conteúdos, mas aprender a ter
prazer com o uso do intelecto, a apreciar a pesquisa, ler por conta própria e
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descobrir as demais informações, usando o professor como um consultor para suas
dúvidas. Há que se transformar a sala de aula num ambiente interativo, facilitador da
aprendizagem.
PLANEJAMENTO DE ENSINO NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA
No planejamento é fundamental a idéia de transformação da realidade. Isto
quer dizer que uma instituição se transforma a si mesma tendo em vista influir na
transformação da realidade global. A primeira coisa que nos vem à mente quando
perguntamos sobre a importância do planejamento é a eficiência. O planejamento é
um plano que ajuda a alcançar a eficiência. Isto é implanta-se um processo de
planejamento a fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro dos limites de
tempo previsto para aquela execução. O planejamento visa também à eficácia.
O planejamento deve alcançar não só que se façam bem as coisas que se
fazem, mas que se façam as coisas que realmente importam ser feitas porque são
socialmente desejáveis.
Assim, o planejamento segue etapas que visam facilitar o ensino:
- Conhecimento da realidade;
- Elaboração do plano;
- Execução do plano;
- Avaliação e aperfeiçoamento do plano.
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Podemos visualizar as etapas do planejamento de ensino por meio do
seguinte gráfico:
O termo planejamento é normalmente utilizado para definir uma ação
educativa para elaboração de um orçamento, passando por relatórios extensos para
assumir, nos dias atuais, uma característica especial: um macroplanejamento, em
que todos os planos de desenvolvimento de um país se entrelaçam, num dinamismo
contínuo e progressivo.
Um planejamento educacional tornou-se, então, uma atividade
multidisciplinar, exigindo trabalho em conjunto e integrado de administradores,
educadores, pedagogos, economistas, sociólogos estatísticos e outros especialistas.
Seu êxito, valor e realismo dependem, em grande parte, das equipes que o
preparam e que deverão discutir e procurar conciliar seus pontos de vista, dando a
cada aspecto o real valor que possui dentro do contexto e não preferindo uns em
detrimento de outros.
Seleção organização
dos conteúdos
Procedimentos de
ensino/recursos /
avaliação / plano de
ensino
Conhecimento da
realidade
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O objetivo do planejamento educacional é tornar a educação mais efetiva e
eficiente para atender às necessidades e metas dos estudantes e da sociedade. Em
sua afirmação a caracterização dos planejamentos que encontramos nos dias atuais
mostra uma planificação do trabalho educativo que vem exigir uma postura inicial
diante de uma determinada visão ideológica. A efetivação terá princípios que se
mantêm em um aspecto planejado em função de várias concepções.
O planejamento educacional reveste-se de uma especificidade tal que não
pode ser encarado apenas como uma função de retorno puramente econômico. No
processo educativo os resultados têm um retorno puramente na classificação e
qualidade do ensino repassado. O verdadeiro trabalho dentro do planejamento é unir
a participação consciente de situações organizacionais que vem exemplificar
problemas adquiridos e solucionados, cuja eficiência está na razão direta dessa sua
ação globalizadora.
Dentro da realidade de um planejamento procura-se estudar os objetivos
que venham superar as dificuldades encontradas ao longo do trabalho educativo.
Planejam-se encontrar dentro de um posicionamento individual e social das
situações problemas a serem estudadas e resolvidas e das atividades propostas
para efetivar sua mudança ou reestruturação.
Mas como olhar a Educação num contexto de Igualdade para todos?
A descrição que segue não é uma descrição do que existe, mas do que
deveria existir ou, dito de outra forma, daquilo que se pode colocar como ponto de
referência para ser perseguido na tarefa do planejamento. Quando planejamos
buscamos centrar em três critérios que levam a interrogar os retornos do processo
de planejamento.
- O que queremos alcançar?
- A que distância estamos daquilo que queremos alcançar?
- O que faremos concretamente (em tal prazo para diminuir esta
distância?).
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Há modelos e concepções dos homens e da sociedade em cada grupo. Por
isso, pode-se variar seus efeitos, mas se não forem respondidas não se pode efetuar
um planejamento. Deve-se, pois, analisar continuamente a ação e a buscar reflexão
não apenas sobre a eficiência do trabalho como também do processo educativo
humano mais fundamental.
Dizer para que existe hoje a instituição que planeja é a parte mais importante
de um plano e, mesmo, de um processo de planejamento. Os enfoques que buscam
identidade devem levar em conta se estão apontados no planocompreendido a
cultura que se integra à educação. No marco doutrinal é algo que se constitui como
um ideal alcançável sempre em maior profundidade para o momento, contudo difícil
de ser atingido plenamente.
É necessário dentro do marco Operativo um posicionamento a respeito do
que é adequado para que a instituição planejada aproxime a realidade existente à
realidade idealmente descrita. Quando tentar alcançar a maioria dos objetivos nos
planejamentos, que serão formados nos planos, supõe-se a melhoria das ações. Em
função disso e em contraposição à visão funcionalista de planejamento, propomos
uma nova forma de ação, cuja força reside na participação de muitas pessoas,
politicamente agindo em função de necessidade, interesses e objetivos comuns. Um
planejamento flexível adaptado a cada situação específica que envolva decisões
comunitárias e que se constitui em processos políticos vinculados à decisão da
Planejamento
Marco Referencial
Doutrinal e Operativo
Diagnóstico
Programação
Objetivos
Estratégias
Execução
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maioria. Um planejamento que tenha por objetivo final a formação do brasileiro,
individual ou socialmente considerado a partir do engajamento de maiorias para as
mudanças estruturais necessárias.
O planejamento vem constituir uma estratégia de trabalho que se caracteriza
pela integração de todos os setores da atividade humana social, num processo
global para a solução de problemas. O conhecimento da realidade para se poder
planejar adequadamente a tarefa de ensino e atender às necessidades do aluno. É
preciso, antes de tudo saber para quem se vai planejar, por isso conhecer o aluno e
seu ambiente é a primeira etapa do processo de planejamento. É importante saber
quais as aspirações, frustrações, necessidades e possibilidades dos alunos.
Fazendo isso, estará fazendo uma sondagem, isto, é buscando dados. Uma vez
realizada a sondagem e o diagnóstico corre-se o risco de propor o que é possível
alcançar ou o que não interessa ou, ainda, o que já foi alcançado. Esquematizando
essa primeira etapa, tem-se o seguinte:
A elaboração do plano a partir dos dados fornecidos pela sondagem e
interpretados pelo diagnóstico trará condições de estabelecer o que é possível ser
Conhecimento da
realidade
Aluno
Aspirações
Necessidades
Frustrações
Possibilidades
Sondagem
Diagnóstico
Ambiente
Escolar
Comunitário
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alcançado, como fazer para alcançar o que julga possível e como avaliar os
resultados:
- O que venho fazer aqui?
- E o que eles, todos e cada um individualmente, vêm fazer aqui?
- Que espero deles?
A elaboração de um plano de ensino é a forma de organizar todas as etapas
de trabalho escolar. A sua execução consiste no desenvolvimento das atividades
previstas. Sempre haverá o elemento não plenamente previsto. Às vezes, a reação
dos alunos ou as circunstâncias do ambiente exigirão adaptações e alterações no
planejamento. Isto é normal e não dispensa o planejamento, pois uma das
características de um bom planejamento deve ser a flexibilidade.
O planejamento passa a ter em seu bojo, então, o conjunto de instrumentos
técnicos a serviço das decisões e técnicas participativas. É necessário, porém
analisar os riscos dos planejamentos suplantados pelas vantagens que oferecem.
Se o planejamento puder ser realizado a partir de um processo educativo
permanente e renovado efetivará suas características.
A complexidade da vida social gera a luta de classes, a busca constante de
melhores condições de vida ou a ascensão a uma classe economicamente mais alta.
O planejamento hoje é uma necessidade de todos os campos de atividades
humanas. Quanto mais complexos forem os problemas, maior é a necessidade de
um planejamento. O processo de planejamento procura responder às pendências
adquiridas ao longo do desenvolvimento. Ele precisa consistir na tomada de decisão
sobre a educação de um conjunto de desenvolvimento geral.
A elaboração dos tipos de planejamento requer a proposição de objetivos ao
longo do prazo que definam uma educação. O planejamento é fundamental à idéia
de transformação da realidade, centrado em suas perspectivas visa aprimorar o
desenvolvimento dos envolvidos na elaboração e com isso busca integrar para
adquirir a eficiência e qualidade do trabalho que pretende desenvolver.
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Destacam-se:
? Processo Organiza
? Eficiência Envolvimento Conduta Humana
? Prazo Viabilização
? Metas Atividades Disciplinas
Eis o enfoque decisivo do planejamento que parte de uma filosofia
humanista, que propõe ao homem, juntamente com seus iguais, discutir problemas
comuns e construir um processo de trocas e buscas do futuro de uma comunidade
que se estuda. O planejamento precisa deixar de ser mero espectador, a platéia
dirigida para se transformar no sujeito da história e autor da sua cultura e de seu
tempo adquirido qu,e aos poucos, começa a ganhar o destino de suas experiências
relatadas. O planejamento vem servir como base de um trabalho que procura sair do
palavreado e direciona-se para uma prática.
É mesmo fundamental que o processo de planejamento sobre um
determinado campo de atividade seja entendido como uma contribuição para que,
na sociedade, diminuam as diferenças entre os mais e os menos favorecidos. O
grande remédio é a participação porque ela é a mola para a conscientização. O
enfoque que vem chamar atenção diz respeito às observações que podem ser feitas
quando se elabora um planejamento que é a visão idealizadora da teoria para levar
à adaptação da vida prática.
Em qualquer segmento profissional, para se obter um trabalho de qualidade,
vem primeiro o planejamento desenvolvido dentro do estudo. É nesta etapa que se
procura relacionar: deficiência, tentativas, formas, qualidade e os resultados.
Quantas vezes se planeja uma aula para, em contato com a realidade, aquela
mesma aula precisar ser reformada imediatamente pela realidade encontrada na
sala de aula (indisciplina).
O professor precisa planejar além de suas próprias necessidades, porque
ele nunca sabe o que vai encontrar na sala no dia seguinte. Tem-se uma perspectiva
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idealizada, porém muitas vezes difere do contexto atual no qual está inserida(o). Se
diante dos percalços existir uma relação voltada para uma ligação participativa nos
critérios administrativos, técnicos, docentes e discentes, tudo parece andar na
mesma direção, mas se houver uma disposição (conflitos), parece ficar difícil,
mesmo porque não está direcionado só para alguns, a direção vale para todos que
vivem a realidade. Não supõe soluções independentes da necessidade da
comunidade.
Ao tratar a realidade teórica envolve-se uma série de problemas, que vão
dar subsídios para o planejamento. Não se planeja o que está bem, mas o que
precisa melhorar a visão do futuro, a chegada do novo, a receptividade. Costuma-se
dizer que o planejamentoé o cartão de visita de uma Empresa. O reflexo de um bom
planejamento reflete em todos os setores e qualifica os profissionais que atuam
direta ou indiretamente. Isso é realmente o que domina o planejamento como uma
estrada de asfalto que se direciona rapidamente a qualquer lugar.
A estrada facilita o contato com as cachoeiras, rios, campos lindos diminuem
os passos, pois o viajante permanece mais tempo atônito com tanta beleza e, com
isso o caminho vai ficando longo, se arrastando, sem previsão. No entanto, se
pretende chegar mais rápido e com liberdade de escolha precisa ir ao asfalto, que é
o modo de ir mais longe e rápido pela qualidade da estrada que o veículo precisa
percorrer (inteligência).
Quando embaralham as ideias elas ficam confusas e a qualidade dos
trabalhos reflete na pessoa que direciona. Mas se a essas mesmas ideias estiverem
organizadas terá mais condição de desenvolver o planejamento com segurança e
ainda sobrará tempo para auxiliar o outro. Ninguém trabalha voltado para si, todos
os esforços analisados com calma direcionam para alguém. Em qualquer situação
que venha a ser há sempre um setor esperando a execução de um trabalho.
São essas direções que qualificam para procurar fazer cada vez melhor,
com determinação, com segurança e buscar dentro dos esforços a perfeição. Sabe-
se que ninguém é perfeito, mas deve-se procurar formá-la em benefício de uma
educação melhor. A comunidade que será avaliada no planejamento fundamenta-se
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numa filosofia política de renovação. As decisões mais substantivas, importantes,
deverão ser tomadas pelas pessoas que compõem a comunidade, que começarão
por tomar consciência de seus problemas mais prementes e desenvolvem sua
criatividade e capacidade de tomar decisões iniciativas, na busca de soluções
próprias.
Portanto, todo planejamento comporta um diagnóstico da realidade. Porém,
um diagnóstico mais consciente e autêntico é pressuposto essencial para um
trabalho produtivo. Este conhecimento da comunidade deverá decorrer do trabalho
co-participado de todos. A comunidade precisa saber o que deseja e o que poderá
ser num determinado tempo. Visto tudo isso, surge os planos que se integram ao
trabalho desenvolvido para aprender e fazer a progressividade das atividades e
técnicas dos conteúdos.
É necessário considerar, porém, que tais riscos e dificuldades poderão se
suplantar pelas vantagens que oferecem o Planejamento. Nota-se a transparência
da realidade dos objetivos propondo-se soluções conscientes e substantivas. Além
disso, a união de todos, para um fim comum, imbui todo processo de uma força de
atuação muito grande, ampliando o horizonte de decisões, a divisão de trabalho e as
responsabilidades. O valor se deve ao desenvolvimento humano educativo que se
encara como ator e não mero espectador de sua história.
Uma das preocupações mencionadas
pelos educadores a respeito do planejamento é a
possibilidade legal de sua efetivação nos
diferentes sistemas de ensino. Enquanto as
atividades vêm renovando as estruturas, ainda
trazem um pouco sobre o sistema de ensino
retrógrado, tradicional e fechado. É necessário
superar esses ideais passados e planejar para
que se dê vida, que se desperte o tamanho da
importância da organização e se alcance os
objetivos da qualificação do trabalho educativo em todos os seus segmentos.
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A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DAS AULAS
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontal...
(Chico Buarque)
O planejamento tem que ser algo flexível ao entendimento e não uma teoria
que dificulte a prática e acabe sendo guardado na gaveta, ou que venha a ser
repetida a mesma metodologia do exercício da prática sem nunca trazer uma forma
que chame atenção para percepção do aluno.
A elaboração de planos é muito importante num processo de planejamento.
Convém repetir, contudo: mais importante que os planos são os processos que por
meio deles se desencadeiam. É possível planejar as aulas dentro da realidade atual.
Não convém idealizar uma teoria centrada numa prática que difere da cultura.
Embora tenha que aprender os costumes e culturas diversas, não se deve
esquecer o que se dispõe no momento. De fato o planejamento das aulas (planos)
sob a forma escrita torna-se mais eficiente e mais eficaz. E, sobretudo, para dar
consistência a um processo de planejamento alcançado como resultado adicional
(não de menor importância) sendo o próprio processo educativo quando colocado
em prática.
O que qualifica a maneira de interagir diante dos planejamentos em sala de
aula é a maneira na qual são expostos os conhecimentos adquiridos. Até para que
esses conhecimentos venham ao público é preciso conhecer a quem passar e o que
passar, visto que eles estão na posição de receptor/transmissor. Para qualificar a
importância de um planejamento para sala de aula precisa-se de demonstrações de
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conhecimentos que sejam vivenciados ao longo da formação educar e aprender.
Fazer um planejamento é levar o seu objetivo para os planos de aula e estes se
estenderem na sala de aula.
Todavia, observe que elaborar um plano sem planejamento é tecer uma rede
que não se liga entre si. Ter um processo de planejamento sem plano é correr o
risco de que a rede desmanche por falta de pontos de ligação dos fios. Não são,
contudo, todas as metodologias de elaboração de planos que são organizadoras de
um processo de planejamento. Com muitas metodologias, mesmo que se queira ter
um processo, fica-se num suceder de planos desligados entre si.
É conhecido no planejamento uma tarefa que anda por uma estreita via
entre dois desfiladeiros: entrada firme desde que se tome cuidado para não cair. A
tendência que leva a esse conhecimento é a norma da visão imperativa de uma
imposição que pode instalar-se com facilidade e produzir a manipulação. Por outro
lado, o desejo de fugir permite a desorganização das aulas e mostra que o
planejamento foi negado.
Entretanto, o conhecimento leva a alertar para o compromisso. Conhecer as
habilidades para executar um plano de aula dentro do que foi planejado é a maneira
mais eficiente de dizer para si mesma que: a organização qualifica. Não criticando
situações opostas, mas estar procurando esclarecer que um não anda sem o outro.
A importância de planejar é procurar prever um prognóstico que chama a atenção
para melhorar a qualidade da atuação.
Os principais cuidados para se fazer um planejamento que virá atuar na sala
de aula é organizar a sua equipe, não de planejadores, mas de coordenadores:
Conhecimento da teoria de planejamento (o que se pretende diante do
que se tem registrado);
A metodologia e a clareza do plano facilitam um entendimento e
melhora a capacidade do outro;
Ser parceiro e compreensivo: favorecer a explicação;
Abrir espaço para que os outros participem;
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Propor etapas das atividades do processo educativo;
Redigir os textos, respeitando o pensamentodo outro;
Favorecer a participação e demonstração de fatos vivenciados na
teoria e prática;
Encontrar soluções em conjunto;
Ser comunicativo.
Assim pode-se encontrar uma equipe que deslancha o processo do
planejamento e que venha parecer uma interferência ética e cientificamente
aceitável dentro do grupo, inclusive com o aval da “autoridade”, tendo em vista que
não visa à manipulação e busca sair do espontaneísmo de deixar as coisas ficarem
como estão. Nas reuniões de planejamento para elaboração de seus planos deve-
se, porém, utilizar durante todo andamento um suporte de tempo necessário para
implantação de um processo favorecendo a realidade de cada um. O fundamento se
dá pelo resumo de tudo e assume diante dos esforços os limites que venham a
ultrapassar a perspectiva do plano diante da realidade escolar.
Quando foi frisado que o professor precisa planejar, além do que está
programado para executar seu trabalho, estava avaliada a questão de
desenvolvimento socioeconômico encontrado, que muitas vezes empurra o
educador para aprimorar o seu conhecimento conforme as condições que lhe foram
impostas. Será oportuno que o planejamento venha a ser implantado no processo de
cooperativismo. As suas várias formas devem ser observadas no que se refere às
características escolares como: motivação, mudanças, conhecimento dos esquemas
mais amplos a metodologias de implantação do processo e, sobretudo, domínio dos
pontos básicos.
Não se trata de estabelecer com extremo rigor o nível de qualidade dos
planejamentos, o que se pretende alcançar é a melhor qualidade na atuação
enquanto programador de funções educativas. Diante dos processos do
planejamento, analisando várias metodologias e estudos diferenciados das escolas
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e posturas educadoras, vem uma observação que chama a atenção sempre. A
qualidade da aprendizagem se dá pelo repasse, diante das metodologias
trabalhadas em sala de aula.
E porque existem tantos analfabetos? O que acontece quando se avaliam os
alunos e encontram uma aprendizagem tão fraca? Por que os alunos não dominam
a interpretação e não tem aptidão para matemática? Onde está o erro? Procura-se
planejar diante dos labirintos que empurram para uma realidade que questiona
tanto? Diante das realidades de ensino o que falta são os compromissos das
funções tanto do educador como do educando. Não se questiona somente pela
qualidade, mas pela quantidade que apresentam e exigem a nossa mudança diante
das posturas apresentadas.
Por isso o planejamento vem assumir um lugar de destaque nos dias atuais,
não para alertar organização, mas para favorecer o desenvolvimento do processo
melhor, de um crescimento contínuo de uma qualidade satisfatória. Se procurar
investir nos planejamentos, certamente terá planos bem elaborados e alunos
qualificados. Falar da teoria da aplicação simplifica dizer um conjunto de
conhecimentos que explica a realidade dos fenômenos e suas causas. O teórico
vem determinar uma realidade de conjunto de fatos compreendidos nos
acontecimentos e por onde está acontecendo.
Para compreender essa situação e solucionar o problema das necessidades
em alcançar as qualidades efetivas do desenvolvimento educativo, deve-se procurar
chegar às hipóteses de soluções e propostas de ação. A teoria vem utilizar o
conhecimento da realidade ou sobre a qualidade da hipótese proposta. Não é certo
de imediato, que a teoria não é consistente, porque a falha pode localizar-se em
outro ponto. Quando se avalia essa forma entende-se que o ponto fraco da cadeia
se deva pelos momentos que a teoria seja adotada nos resultados.
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É fundamental que haja uma ação. Tão fundamental como a existência de
uma teoria e do conhecimento da realidade. É nesses quadros que uma proposta de
ação tem sentido e, sobretudo, possibilidades de ser eficaz. Todo planejamento é
um relacionamento adequado entre esses elementos: a situação, a teoria, a
realidade, a ação, o resultado dessa ação e a avaliação constante de tudo.
O ser humano é responsável pela inovação dos seus planos fundamentais
para o conhecimento do processo educativo em função de sua qualidade
profissional. Não é somente a inovação da teoria, mas a maneira como ela vai ser
trabalhada na prática diária. A receptividade vem mostrar conceitos de
planejamentos dentro dos processos que convertem em processo educativo: repetir
SITUAÇÃO
PROBLEMA
NECESSIDADE
RESULTADO
DA AÇÃO
AÇÃO
CONHECIMENTO
DA
REALIDADE
TEORIA
PROPOSTAS
DE AÇÃO
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estas ideias sob diversas formas que parecem essenciais tendo em vista sua
importância. O pensamento vem investigar o conceito de educação que sustenta
uma aproximação conceitual. É muito prejudicial buscar compreender o ato de
educar: dizer que ninguém educa ninguém, na conclusão de Paulo Freire, se todos
nós educamos no relacionamento.
Vale à pena compreender o ato de educar sendo a educação
completamente como um conjunto de recursos, de situações e de ações para que
mais facilmente aconteça o educar-se para integração do meio social, na perspectiva
de formação do cidadão para vida. Educar é, em primeiro lugar, projetar a busca de
sua própria identidade, seja ela pessoal ou em comunidade. Como se pretende
educar se não trabalhar a socialização? Isso leva a acreditar que o entrosamento
com o grupo busca uma intensidade motivada e uma capacidade de evolução
construtiva.
Planejar é justamente isso: propor uma identidade e agir para aproximar o
que são, e para o que querem ser. Para que o processo de planejamento se
estabeleça não é exagero insistir várias vezes na necessidade de que as pessoas
tenham condições, capacidades e participação. De fato as pessoas só fazem aquilo
para o que estejam capacitadas. O planejamento se contempla dentro de uma
conceituação de educação que venha facilitar a compreensão de que se dá uma
capacitação e participação na qual estabeleça um planejamento voltado para
qualidade significativa renovada, participativa, enriquecendo os planos que ora vem
sendo trabalhados nas salas de aula.
A formação de ideias nos conjuntos educativos só vem engrandecer a
qualidade de um planejamento voltado para a valorização dos seus educadores. A
capacidade que cada um tem diante do seu compromisso é aprimorar nos seus
métodos as ideias renovadas e metodologias aplicadas. O plano de aula faz a
organização das metas, planejamento e levantamento dos dados para um objetivo a
ser alcançado. Planejar é encontrar a saída para atuar na capacidade que se tem e
de acordo com determinados critérios adquiridos ao longo de suas próprias
experiências.
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TIPOLOGIA E ETAPAS DO PLANEJAMENTO
O processo de busca que vem equilibrar entre meios e fins, recursos e
objetivos, visa melhorar o funcionamento das instituições escolares em diversos
setores grupais e outras atividades humanas. Se planejar é refletir, então podem
tomar decisões sobre a ação; previsão/necessidadese racionalização.
Planejar, em sentido amplo, é um processo que visa a dar respostas a um
problema, onde se estabelece medidas em que seja apontada a superação,
atingindo seus objetivos ora previstos, no pensando que vem ser uma previsão
necessária do futuro. A determinação do educador é prever os acontecimentos
contraditórios aos seus objetivos. Então, dentro do planejamento ele estuda suas
metodologias centradas em condições presentes, analisando as experiências
passadas para encontrar a qualidade futura.
Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem
como características básicas: evitar a improvisação, estabelecer caminhos que
possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, ao
acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos
dadas. Ninguém faz um planejamento voltado somente para si. Ele tem vários
segmentos que formam as suas tipologias que virão a ser trabalhadas
cotidianamente, sem nenhuma restrição de fatos ou causas:
Planejamento Educacional é um processo contínuo que se preocupa com
o ‘para onde ir’ e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a
situação presente e as possibilidades futuras, para o desenvolvimento da educação;
Planejamento Curricular é o processo de tomada de decisões sobre a
dinâmica da ação escolar”. “É previsão sistemática e ordenada de toda a vida
escolar do aluno;
Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuações
concretas bem informatizadas que visem às atividades dos professores, no cotidiano
de seu trabalho pedagógico e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem;
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Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o
processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a
proposta pedagógica da instituição;
Planejamento (para quê, para quem, o quê), são essas as preocupações
fundamentais que venham a responder a todas essas questões. Sejam a longo ou
curto prazo, elas são analisadas de forma que venha favorecer a qualidade do
aprendizado;
Planejamento Operacional (o quê, como e com quê) trata prioritariamente
dos meios. As técnicas e seus instrumentos vêm centralizados na eficiência e na
busca da manutenção do funcionamento. Pode-se concluir que o planejamento é a
união de dados que vem sendo trabalhados dentro das organizações sociais, em
benefício de uma qualidade de seus profissionais e as funções exercidas. Mas ele
não se resume somente em saber planejar, a extensão o leva para um patamar mais
apropriado que vem ser distribuído em outros segmentos para que possam ser
executados.
Planejamento
Educacional
Planejamento
Escolar
Planejamento
Operacional
Planejamento
Ensino
Tipologia e
tipos de
Planejamento
Planejamento
Curricular
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O reflexo de um bom planejamento será percebido nos Planos de Aula –
estes são documentos que vêm registrar os tipos de decisões tomadas no
planejamento, ou seja, o que se pensa fazer, como, quando, com que fazer com
quem fazer. Para o plano existir é necessária a discussão sobre fins e objetivos,
culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode
responder às questões indicadas acima. Convém ressaltar que dentro de um
processo de planejamento a duração é indefinida os planos têm duração bem fixada.
Este modelo tem em vista prazo médio, devendo sofrer adaptações.
O plano diz respeito apenas às questões que chegam a chamar a atenção
no planejamento. Isso não faz dele um plano incompleto, ele apenas trabalha por
etapas. O sentido que vem propor direcionamento às bases das necessidades em
excussão, pois ele tem a função de orientar uma prática para a própria prática e,
portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto. É, dessa forma, a direção
de um estudo de metas:
Plano Escolar é onde são registrados os resultados do planejamento da
educação escolar;
Plano de Curso é a organização de um conjunto de matérias que vão ser
ensinadas e desenvolvidas em uma instituição educacional, durante o período de
duração de um curso;
Plano de Ensino é o plano de disciplinas, de unidades e experiências
propostas pela escola, professores, alunos ou pela comunidade.
PLANOS
ESCOLAR
CURSO
ENSINO
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Os Planos, por sua vez, vêm ganhar uma determinação dentro do
planejamento que facilita para o educador uma metodologia voltada para sua
realidade, e que busque inovação e qualidade no processo de ensino-aprendizagem.
Tais planos referem-se aos Projetos que, por sua vez, tratam de um
documento, produto do planejamento nos quais são registradas as decisões mais
concretas de propostas futuristas. Trata-se de uma tendência natural e intencional
do ser humano. Como o próprio nome indica, projetar é lançar para frente, dando
sempre a idéia de mudança, de movimento. Trabalhar o projeto em si é viver uma
realidade que foi planejada, discutida, e que traz um retorno muito positivo para o
educador e educando.
O projeto é algo muito conhecido nos planejamentos e visa a alcançar um
objetivo específico. Não teria sentido, assim, um projeto desligado de um plano mais
amplo. A verdadeira mania de projetos que tem predominado sobre a educação tem
gerado ações esporádicas, até contraditórias entre si. O projeto mantém uma ação
determinada no espaço escolar. Os projetos pretendem ser amplos, tomar o lugar de
plano.
A clareza passa a ser muito simples por ser uma máxima aproximação junto
à orientação da rotina, a elaboração (pensar) e a execução (agir): constam nele
apenas as especificações para a ação, uma vez que a teoria e a doutrina que o
embasam, já constaram antes.
Dentro dessa simplicidade, além de algumas instruções suplementares
eventualmente necessárias, as partes de um projeto são essencialmente:
Objetivo (tomada do plano);
Justificativa (breve);
Localização (atividades do projeto);
Cronograma (quando acontecerá cada atividade);
Metodologia (descrição);
Recursos humanos;
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Recursos físicos e financeiros;
Critérios de eficiências.
Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro.
Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, é sair do
comodismo e passar por uma aventura, só que ela favorece andar com os pés no
chão. Descobrindo em cada passo aonde se pretende chegar. Fala-se de projeto
educativo com muito entusiasmo porque muitas ações educativas partem de um
projeto, que por sinal parecem ser simples e se estendem por um curto período,
ganham espaço e modificam a consciência de muitos, diante do que venha a ser
educação para educar.
O projeto facilita o exercício da prática e o incentivo de buscar, em
determinadas rupturas do decorrer do seu exercício. A qualidade da execução vem
das idéias de quem o conduz. Ele precisa ser visto como peça importante de um
grande quebra-cabeça que vai sendo descoberto passo a passo e que dentro do
projeto pedagógicoconhece várias características que dão base de sustentação
futura:
Participativo / decisivo;
Organização;
Autonomia escola/ solidariedade educativa;
Direção e opção dos problemas;
Compromisso e formação;
Não idealizar coisas / buscar a sua própria realidade;
Condições de desenvolvimento e avaliação;
Ação articulada.
Construir, fazer do processo de criação, a ideia se transformar em realidade.
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Projeto Político-Pedagógico da escola (PPP) - este precisa ser entendido
como uma maneira de situar-se num horizonte de possibilidades a serem adquiridas
dentro de suas perspectivas estudadas. O que se escreve dentro do PPP – Projeto
Político Pedagógico é uma demonstração teórica do que espera alcançar e para
quê. Vista esta realidade teórica ao longo do seu exercício, ele precisa ser visto
como bússola de informação a ser seguida e melhorada. A escola tem um corpo
docente que participa da elaboração, registra suas dificuldades, relata suas
perspectivas e espera o retorno. Mas a teoria não pode estar sozinha, por isso o
PPP deve ser colocado em prática e trabalhado pela qualidade que representa
dentro da instituição escolar.
O projeto pedagógico é um contexto do planejamento de um processo
participativo, em que o passo inicial é a elaboração do marco referencial, sendo este
a luz que deverá iluminar o fazer das demais etapas. O que fica claro diante das
diversas formas de classificar a qualidade do planejamento para execução em sala
de aula é que a educação que almeja alcançar um resultado deveria sair do seu
comodismo.
Então que resultados se podem ter diante dos planejamentos quando se vive
uma realidade que difere da teoria escrita. A escola não se faz sozinha, o sistema
são os educadores, e, por sua vez, os alunos andam na medida em que os
educadores avançam suas pegadas. Acredito na educação , mas gostaria de ouvir
sempre a conjugação do verbo - vamos, posso, acredito, realizo, aprendo e ensino.
Não estou fantasiando uma realidade, não, estou comprovando as experiências
vividas, relados registrados.
O PROGRAMA é promover um estudo da realidade global e de propostas
sobre homem e sociedade a fim de gerar espírito crítico e participação. A estratégia
cooperativa condizente à educação libertadora para favorecer ao aluno ser sujeito
de seu desenvolvimento. Dinamiza-se a utilização de métodos ativos que venham
promover a cidadania. O programa, dentro de um plano, é o espaço em que são
registradas as propostas de ação do planejador, visando a aproximar a realidade
existente da realidade desejada.
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Desse modo, na elaboração de um programa é necessário considerar duas
dimensões: a das ações e atividades permanentes. No Conceito de Participação que
leva a uma construção de melhorias da qualidade da Educação levanta-se a
necessidade de descentralização e democratização da gestão escolar e,
consequentemente, a participação como um conceito nuclear. De acordo com a
etimologia da palavra, participação origina-se do latim "participatio" (pars + in + actio)
que significa ter parte na ação. Para ter parte na ação é necessário ter acesso ao
agir e às decisões que orientam o agir. Executar uma ação não significa ter parte, ou
seja, responsabilidade sobre a ação. Mas fazer cumprir, interpretar e representar a
capacidade de ação prática.
PLANEJAMENTO INTERDISCIPLINAR
Nos últimos tempos, o mundo vem passando por uma série de
transformações políticas, econômicas e tecnológicas. Nesse período a Educação
merece destaque, pois, em 1988 a Constituição reafirmou como direito de todos e
dever do Estado e da família os caminhos da promoção e incentivo da sociedade,
objetivando três pontos relevantes: o pleno desenvolvimento da pessoa, a
preparação para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Dessa
forma, estabeleceu-se a Educação inspirada nos princípios dos ideais de
solidariedade humana, tendo como finalidade o pleno desenvolvimento do
educando, a desburocratização da educação e a descentralização do ensino,
possibilitando maior autonomia aos estados e municípios, escolas e universidades.
A LDB deixou clara a responsabilidade da escola em favorecer largas
condições e oportunidades de aprendizagem e o esforço quanto à necessidade e
flexibilidade de uma formação básica dos componentes curriculares. Por isso o
planejamento curricular bimestral deverá ser discutido e bem elaborado, pois é a
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
base para criação de novas aulas. As metas do planejamento vêm sendo
trabalhadas nos últimos anos em constantes modificações, seja nas suas
tecnologias, seja como políticas econômicas. A educação merece um destaque que
vem reafirmar um direito de todos e um dever que precisa ser cumprido.
Para que as metas se concretizem, a escola precisa tratar de situações do
dia-a-dia, abrangendo temas como a saúde, meio ambiente, orientação sexual,
ética, pluralidade cultural, trabalho e consumo, que fazem parte da proposta da
educação atual com a classificação dos temas transversais. Por isso o planejamento
curricular bimestral deverá ser discutido e bem elaborado, pois é a base para a
criação de boas aulas. As principais metas indicam conteúdos significativos e
procedimentos adequados, assim como a avaliação que será utilizada. Integrar
experiências variadas de aprendizagens inserindo exemplos que venham chamar a
atenção para que se melhore o entendimento e se facilite a qualidade de
aprendizagem trabalhada.
O eixo temático é o tema gerador, ou seja, o nome do conteúdo que vai ser
trabalhado na disciplina deve estar dentro do contexto e contribuir com um
desenvolvimento intelectual do aluno.
Avaliação
Conteúdo
atitudinal
Conteúdo
procedimental
Dados e
Conceitos
Conteúdo
Conceitual
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Conteúdo conceitual – o conteúdo que deve ser aprendido de forma
sistêmica;
Dados e conceitos – são diferentes tipos de conhecimento;
Conteúdo procedimental – cabe ao educador apresentar suas
atividades programadas dentro do planejamento, respeitando os níveis
diferentes de dificuldades para que o aluno possa apossar-se de sua
execução;
Conteúdo atitudinal – inclui normas, valores e atitudes que permeiam
todo o conhecimento escolar e envolve cognição, afeto e condutas;
Avaliação – ela passa a ser contínua englobando os três conteúdos
(conceitual, procedimental e atitudinal) por meio de atividades solicitadas e
questionamentos no cotidiano que envolvam atividades práticas e exercícios
que o aluno possa se expressar.
Nesse pequeno percurso transitar pelos estudos das disciplinas escolhendo
tema e cidadania, enxergando-a de pontos diferentes que algumas vezes se
encontram completando-se. E em outros momentos se amplia, questiona, negam ou
se confiam, mas na maioria das vezes se iluminam. Quando é enfocada a cidadania
sob a ótica diária das ciências humanas, por exemplo, deve-se estudar o conceito e
escolher de que forma se deseja abordá-lo.
Se cidadania tem a ver com os direitose deveres dos cidadãos de um país e
está diretamente ligada à Constituição Federal, Lei máxima de uma nação, pode-se
começar pesquisando o porquê da necessidade da Constituição. O que vem a ser
Constituição? Qual a data da última Constituição outorgada em nosso país?
Também investigar a Declaração dos Direitos Humanos, correlacionar Cidadania e
Direitos Humanos.
Estudar o direito da cidadania como: igualdade, direito do consumidor, direito
à moradia, direito à educação, etc. E avançar nos estudos dos princípios para uma
prática democrática de participação efetiva. Pesquisando os modos de participação
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segundo a constituição vigente e, enfim, que cidadania e participação comunitária
são conceitos diretamente proporcionais.
Do ponto de vista da História, podem perguntar: qual foi a primeira
constituição elaborada na História da humanidade e em que circunstância? O que
levou uma nação a elaborá-la e por quê? Outra pergunta que podem fazer: qual foi a
data e a circunstância da elaboração da primeira constituição do país, no caso o
Brasil? Passando pela geografia aborda-se sob a ótica da geografia humana, isto é,
o homem é um ser histórico capaz de atuar no seu meio para transformá-lo,
podendo melhorá-lo, discutindo ideias como transformar o bairro por criar órgãos
para defesa de seus direitos, lançar mão da matemática quando houver necessidade
de transformar o espaço físico por meio de mutirões para constituição e reformas
dos espaços físicos, fazendo cálculos, construindo maquetes etc. Tais iniciativas
envolvem diferentes áreas, como ciências da natureza, Biologia, Física e Química,
passando pelo tema transversal Meio Ambiente.
Vejam que a interdisciplinaridade vem abraçar de forma contextualizada
todas as ideias trabalhadas em diversas disciplinas, e como não se podia deixar de
fora nessa inovação, entra em cena também a área Código e Linguagem. Quando
os alunos começam a trabalhar por meio de projetos percebem a importância prática
de enviar mensagens de forma clara para o público-alvo. Seja a própria comunidade
escolar, seja a comunidade local, por meio da elaboração de cartazes, faixas,
murais, textos informativos que venham chamar a atenção para o que se deseja
atingir; iniciativas assim encontram na Língua Portuguesa, aliada à arte e à
informática, embasamento. As disciplinas Língua Portuguesa, Artes e Educação
Física poderão trabalhar de forma integrada por meio de atividades como
desempenho, teatro, números musicais, levando a mensagem desenvolvida durante
o processo de trabalho interdisciplinar.
Planejar o ano letivo pressupõe analisar a prática que virá a ser trabalhada
durante todo o ano na escola, de maneira a encontrar respostas às questões
orientadoras do aprimoramento do seu projeto político-pedagógico.
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Deve-se procurar sempre interrogar na questão da escola quem são e qual o
perfil dos alunos, a comunidade que circunda, a qualidade da aprendizagem, na
intenção do que é necessário aprender e o sucesso que será obtido diante dos
valores e formação dos alunos, o que vem a retratar a qualidade do trabalho da
escola. Na realidade deseja-se com isso fazer um replanejamento do ano que
passou e tentar melhorar a qualidade do ensino de uma instituição escolar. Os
desafios que irão conhecer e que cada escola deverá responder a partir de suas
forças e experiências comprovadas. Porém, o objetivo é unificar a qualidade de
ensino e tentar construir uma escola com qualidade social, capaz de ser um espaço
de crescimento para alunos e todos que nela trabalham. Com gestão democrática e
em sintonia com a produção que venha a fazer a socialização do conhecimento
repassado e que este chegue à melhor forma possível em trazer a informação clara
para fazer-se aprender.
O planejamento do ano letivo constitui-se num momento privilegiado para a
reflexão coletiva, na qual todos estão voltados para ações educativas que se
integram nas equipes e formação dos trabalhos. A elaboração, o desenvolvimento e
a avaliação de planos de ensino e o preparo de aulas traduz-se numa atitude e
vivência crítica permanente diante do trabalho pedagógico, possibilitando ao
conjunto da equipe de profissionais da escola conhecer e se expandir numa
construção participativa dos desenvolvimentos educativos.
Ao falar em planejamento vêm logo a ideia de organizar o que se quer
melhorar e apontar o que não o está fazendo evoluir enquanto profissional. Dentro
do planejamento embasado no trabalho político-pedagógico vem a análise crítica
dos resultados, que procuram novas formas de atuação e criam poderes para
decidir. Quando procurar uma qualidade de atuação, procurar organizar-se dentro do
perfil descrito nos PPP, que é o fruto do planejamento e que vem representar uma
escola/sociedade no qual quer fazer parte dessa construção, diante das
experiências passadas e expectativas futuras.
A visão que o planejamento traz é o reflexo que registra os diagnósticos
analisados no processo ensino-aprendizagem. O planejamento escolar, da forma
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
como vem sendo concebido no presente texto, não pode ficar circunscrito a apenas
“semanas de planejamento.” Ele exige vários espaços garantidos no calendário do
ano letivo, em que ora se registra encontros mais frequentes, mesmo porque a
necessidade de estudar as possibilidades, cultura, forma crítica, possibilita ao
professor uma reflexão prática do que se pode replanejar. É bom ter em mente
várias interrogações, porque elas vão dando pistas por onde se pode tentar melhorar
ou até excluir propostas que não deram certo. Para direcionar essa reflexão pode-se
questionar:
- Como tem sido a qualidade dos planejamentos? Quais as expectativas do
planejamento para o trabalho deste ano? O que quero e preciso modificar? Como
está sendo trabalhada a questão da interdisciplinaridade na escola? Como os alunos
estão melhorando?
É uma avaliação que durante todo o desenvolvimento dos trabalhos precisa
ser revista. A qualidade do fazer se faz pela maneira como pode ser observado,
qualificando avanços ou deficiências.
FORMULAÇÃO DE OBJETIVOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que
provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende.
Essa transformação se dá por meio da alteração de conduta de um indivíduo, seja
por condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente
permanente. As informações podem ser absorvidas pelas técnicas de ensino ou até
pela simples aquisição de hábitos.
O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo
humano, pois somente esse possui o caráter intencional, ou a intenção de aprender;
dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para a
aprendizagem; criador, por buscar novos métodos visando à melhora da própria
aprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro.
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente durável do
comportamento, de uma forma mais ou menos sistemática,ou não, adquirida pela
experiência, pela observação e pela prática motivada. Na verdade a motivação tem
um papel fundamental na aprendizagem. Ninguém aprende se não estiver motivado,
se não desejar aprender. O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender,
necessitando de estímulos externos e internos (motivação, necessidade) para o
aprendizado.
Há aprendizados que podem ser considerados natos, como o ato de
aprender a falar, a andar, necessitando que ele passe pelo processo de maturação
física, psicológica e social. Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio
social e temporal em que o indivíduo convive; sua conduta muda, normalmente, por
esses fatores e por predisposições genéticas. Formular objetivos por intermédio da
prática diária da sala de aula é a maneira como podem avaliar o desempenho dos
alunos para enriquecer a aprendizagem e qualificar a didática que vem sendo
trabalhada com eles.
Veja algumas sugestões de como trabalhar os objetivos teóricos na vivência
da prática. No processo de aprendizagem os alunos passam por várias etapas:
relacionam novos conhecimentos com os que já tinham, fazem e testam hipóteses,
pensam onde aplicar o que estão aprendendo, expressam-se por meio de várias
linguagens, aprendem diferentes métodos, conceitos, aprendem a ser críticos sobre
os limites de aplicação dos novos conhecimentos, etc. A vantagem dos objetos de
aprendizagem é que, quando bem escolhidos, podem ajudar em cada uma dessas
fases. Os objetos de aprendizagem permitem a construção de contextos digitais para
os conteúdos que serão explorados.
A contextualização permite aos alunos traçar mais facilmente uma relação
entre determinado conteúdo e suas aplicações práticas e enxergar a
interdependência das várias disciplinas. Uma fórmula de física, por exemplo, deixa
de ser uma sequência de variáveis operações e números e passa a ser a base para
uma atividade cotidiana representada pelo objeto. O aluno de hoje sofre um intenso
bombardeio de informações digitais, é um ambiente que ele entende muito bem,
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nada mais natural do que se utilizar desse mesmo ambiente para incorporar
conteúdo e conhecimento.
Exemplo I
- Lendo e interpretando gestos:
Procure ler o texto a seguir com seus alunos.
As expressões e gestos são interpretados quando as crianças, como os
adultos, também se comunicam pela fala, gestos, ruídos ou textos interpretados. Só
de olhar para uma pessoa sabemos se ela está com um bom humor naquele dia ou
se está com raiva, medo, tristeza...
Para trabalhar com os alunos, é preciso que se envolva neste texto as
informações que possam fazê-los pensar e criar para ficar:
Incentive o aluno a ilustrar a teoria nas aulas de artes;
Minhas Mãos (Francisca Jakeline D. Araújo)
Toda criança da escola tinha um péssimo hábito de não lavar suas
mãos depois que saía do banheiro. João era novato e quando saía de casa
sua mãe sempre falava para ter cuidado com a higiene pessoal. Passaram-se
dias e João continuava observando, avaliava que a metade de seus colegas
não tinha hábitos de higiene. Preocupado ele começou a falar com alguns, e
por isso sentiu-se excluído do grupo por ser metido a limpo. Certa vez numa
reunião do Grêmio João se pronunciou, e durante seu discurso ele falou sobre
a importância dos cuidados com a saúde. A turma começou a redigir textos,
redações e faixas, que envolveram toda a escola numa causa que vinha
beneficiar a formação ética e exercício da cidadania dos nossos alunos.
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Valorize cada texto redigido e faça suas modificações, levando o aluno a
descobrir o contexto e sua contextualização na zona de aprendizagem;
Faça um painel que mostre o oposto do texto trabalhado.
INVENTE SÍMBOLOS
Placas para serem colocadas nas salas;
Placas para serem colocadas nos jardins;
Procure chamar a atenção dos estudantes para as placas expostas nas
ruas, nos carros e ônibus. Destaque a que mais lhe chamou a atenção ou
prendeu a percepção dos alunos para trabalhar nas disciplinas.
Basicamente o que se faz é discutir os processos de ensino-aprendizagem e
o quanto a disponibilidade de recursos dos mais diferentes tipos pode trazer de
flexibilidade e ganhos na aprendizagem dos alunos. Essa preparação não é fácil,
pois existe certa acomodação por parte de alguns professores que seguem
sequências didáticas pré-determinadas ou propostas em livros. No caso dos objetos
de aprendizagem o trabalho está em pensar nos objetivos de aprendizagem a serem
alcançados e a partir deles planejar atividades com o uso dos novos recursos.
Logicamente, os objetos de aprendizagem são recursos a mais. Em alguns casos,
não são a melhor alternativa. Em outros, são ideais. É o professor quem decide.
Existem várias formas de utilização de objetos de aprendizagem no ensino, bem
como existem vários tipos de objetos de aprendizagem.
Além dos pontos considerados anteriormente, é importante que o professor
esteja capacitado para utilizar todos os recursos da tecnologia computacional como
uma ferramenta. Além dessa capacitação básica é necessário prepará-lo para as
novas demandas da nova geração. O professor tem que entender que o nível de
exigência e de exposição dos alunos às novas tecnologias é muito maior do que o
dele. Portanto, deve se reciclar para conseguir se comunicar com a nova geração
digital.
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A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA
É fundamental reconhecer que cada criança constrói o seu conhecimento e
se desenvolve dentro de um ritmo individual e que o professor não vem somente
ensinar, mas estimular o indivíduo a ser o agente de sua própria aprendizagem.
Dessa maneira, pode-se levar o estudante a concluir sobre as dificuldades que
venham a aparecer e que precisam ser discutidas juntas e trabalhadas na classe.
O processo de ensino-aprendizagem deve propor ao aluno o papel principal
em sua aprendizagem, pois é ele o sujeito que aprende. O desenvolvimento é um
processo que vem de forma diferenciada, dependendo do ambientes em que vive e
de suas relações. Todos esses fatores estão profundamente interligados e deles
dependem o ritmo e a forma que irão determinar a própria habilidade e motivação.
Sabe-se que os objetivos que foram trabalhados teoricamente nos planejamentos
vêm sendo discutidos aqui numa prática interdisciplinar.
Para estender a todos esses princípios metodológicos, o educador deve
estar devidamente embasado na teoria e na prática construtivista, estando disposto
a mudar significativamente sua prática pedagógica devendo, portanto, imbuir-se de
uma postura condizente com esta proposta didática. Os objetivos metodológicos são
trabalhados desde o primeiro dia de aula. Cada aluno e cada sala de aula vão sendo
trabalhados diante de saberes diversificados. A realidade muitas vezes é
preocupante, como é o caso de vários alunos que ainda não conhecem a sala de
aula, e tudo vêm sendo conhecido e registrado a partir do primeiro dia de aula.
Quando nas aulas de matemática leva-se o conhecimento dos alunos à história dos
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números contada por meio das formas geométricas, procura-se objetivos para
passar uma aprendizagem inovada na prática, em que cada forma conhecida possa
ser explicada em sala de aula.
As ferramentas de pensamento como objetos que permitem gerar mapas
conceituais, classificadores, diagramas causa-efeito, etc., ou seja, os chamados
“objetos pré-prontos”, nos quais os alunos inserem o conteúdo para terminá-los e
disponibilizar na Internet suas versões pessoais. Isso permite que o professor
proponha trabalhos bastante significativos, uma vez que parte dos interesses e
contextos dos próprios alunos. Os objetos são flexíveis. Por exemplo, imagine um
objeto no qual o aluno possa explorar o ciclo de vida de uma estrela. A estrela
nasce, vive e morre em um período de milhões ou bilhões de anos.
O caráter histórico do pensamento verbal deve considerá-lo sujeito de todas
as premissas do materialismo histórico, que são válidas para qualquer fenômeno
histórico na sociedade humana (Vygotsky, 1993 p.44). Sendo o pensamento sujeito
às interferências históricas às quais o indivíduo está submetido, entende-se que o
processo de aquisição da ortografia, a alfabetização e o uso autônomo da linguagem
escrita são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensino-
aprendizagem propriamente dito, mas das relações subjacentes a isto.
Vygotsky diz ainda que o pensamento propriamente dito é gerado pela
motivação, isto é, por desejos, necessidades, interesses e emoções. Por trás de
cada pensamento há uma tendência afetivo-volitiva. A forma é mostrar que não seria
válido estudar as dificuldades de aprendizagem sem considerar os aspectos
afetivos.
Para se avaliar o estágio de desenvolvimento ou realizar testes
psicométricos não bastam as respostas às questões levantadas. É necessário fazer
uma análise do contexto emocional, das relações afetivas, do modo como à criança
está situada historicamente no mundo. Na abordagem de Vygotsky a linguagem tem
um papel de construtor e de propulsor do pensamento, afirmando que aprendizado
não é desenvolvimento.
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O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento
mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra
forma, seriam impossíveis de acontecer, visto que precisam de uma participação
maior, em participação de integração e absorção do conteúdo estudado. A
linguagem traz à realidade o motor do pensamento, contrariando assim a concepção
desenvolvimentista que considera o desenvolvimento como a base para a aquisição
da linguagem.
O aluno pode visualizar um processo por meio de linhas do tempo, inclusive
relacionando as escalas temporais com a da formação dos planetas, do próprio
universo ou do surgimento da vida. Pode-se também usar classificadores para
entender que tipo de matéria ou partículas existem em cada momento. Para isso,
pode também ver como são as reações pelo uso de simuladores. Os níveis de
explicação podem ser bastante diferentes, ora voltados ao ensino básico, ora ao
ensino superior.
Todas as possibilidades podem ser cobertas a partir da combinação de
objetos de aprendizagem. Quando se pensa em objetos de aprendizagem do tipo
“simulação”, alguns processos são bastante apropriados para o uso dessa mídia:
movimentos que obedecem a leis como as da física, interação entre agentes como
nos sistemas ecológicos, relações de causa e efeito que se modificam conforme a
alteração das condições iniciais ou das relações entre as diversas partes, como nas
condições de meio ambiente, etc.
Eles são mais facilmente adaptados às disciplinas que se utilizem bem de
simulações de eventos, tais como Física, Matemática e Química. Porém, todas as
disciplinas podem utilizar objetos. Por exemplo, é possível criar objetos que façam
uso extensivo de vídeo, música, mapas e histórias para o ensino de Geografia e
História, além de objetos com jogos de regras gramaticais. Pode-se utilizar também
de um fato histórico em que se relate a cultura regional e o mesmo ser trabalhado
em Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Educação Artística. Essas
modificações levam o professor (facilitador) a aprimorar seus contextos e facilitar a
capacidade de ensinar dentro de uma didática-metodológica aberta para aprender
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conhecendo, sem que precise se rotular a apenas uma única direção. O livro didático
vai ser explorado com mais segurança, os textos já vem trazendo uma realidade
para o exercício da prática.
RECURSOS DIDÁTICOS
Os grupos que elaboram os conhecimentos que vêm ser trabalhados em
diversas áreas chegam à escola para um desenvolvimento real que traz um
momento de interação consolidado nas capacidades e atitudes de interesses
participativos.
Diante deste universo de diversidades próprias do ser humano que se
encontra na sala de aula, é necessário conhecer a clientela na sua individualidade.
Cabe ao educador gerar uma ponte educativa entre os conhecimentos reais que o
aluno traz ao ingressar na escola e que embasará o desenvolvimento escolar.
Portanto, para alcançar um diagnóstico é preciso analisar o tipo de material usado,
como este está sendo utilizado e que avanços tiveram ao longo do desenvolvimento.
O objetivo é diagnosticar os níveis operatórios com os quais os alunos-
clientes já podem lidar: conservação, classificação, seriação. Quando se verifica a
defasagem cognitiva para maior intervenção do professor, pode-se preparar e
selecionar jogos e atividades que vão ao encontro das necessidades do aluno, de
forma a promover o seu desenvolvimento cognitivo. Quando preparar o material para
sala de aula busque associar a cada deficiência a ser trabalhada.
A exemplo disto tem-se as sucatas trabalhadas com material introduzido nas
disciplinas e adaptadas à realidade para capacidade de aprendizagem, quando se
solicita aos alunos que eles mesmos façam seus objetos (caixas de fósforos,
garrafas plásticas, jornais, revistas, folhas de árvores, grãos de cereais, pó de
serragem de madeira, algodão, areia) e muitos outros.
Com isso direcionam-se os mesmos para valorizar o que tem no seu
ambiente, como também estimula a criação. Para que o aluno comece a entender a
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importância do material didático na sala de aula (desde o livro didático até as
sucatas trabalhadas) é preciso que ele conheça em que cada objeto usado
influencia na sua aprendizagem, na interação do raciocínio lógico, nas mudanças
adquiridas ao longo das experiências.
Uma proposta é que se comece pelos blocos, por serem tão comuns na vida
do aluno, pelo conhecimento da sala de sua casa, formato das janelas, recorte de
costura da Mãe, ferramenta de serralheiro, pedreiros, agricultores, como forma de
explicar a matemática para seus alunos. Não será interessante levar o aluno para
conhecer um mundo novo sem que ele comece a
conhecer o seu próprio. Costuma-se dizer que só se
conquista a aprendizagem quando se está disposto a
ler, não somente a leitura dos livros contada pelos
autores, mas a leitura do ambiente. Essa experiência
faz com que se firme na realidade e se desperte para
buscar o novo commais segurança.
O Bloco Lógico vem verificar o estágio
cognitivo. Entregue à criança uma caixa de blocos lógicos e peça-lhes para virar
sobre a mesa e organizar as peças. Durante certo tempo, observe suas tentativas.
Se uma criança morder ou mesmo atirar as peças no outro ou na parede, chutar, ou
seja, não mostrar qualquer indício de organização das peças será considerado como
estando no estágio cognitivo. Se uma criança consegue construir objetos com as
peças como mesa, cadeira, cama, banquinho, entre outros ele pode estar no estágio
cognitivo pré-operatório (2 a 7 anos aproximadamente). No caso de uma criança
conseguir agrupar peças por tamanhos, cores, formas e/ou espessura, este estará
no estágio cognitivo operatório-concreto
(comportamento esperado para crianças de 7 a 11
anos aproximadamente).
Sucatas – trabalhadas com caixas de papelão,
figuras de animais e objetos retirados de revistas,
caixa de ovos. Podem ser feitos objetos como:
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chaveiros, coelhinhos da páscoa, porta-jóias, cabecinhas de bonecos e dados para
jogos interativos. Ao trabalhar com sucata procure não transformar a sala de aula no
lixão, mas fazer da sala de aula um lixão que produz e ensina. As palhas de milho,
muito utilizadas no eixo semiárido, vem para a sala de aula para ser transformada
em lindas flores e a cada flor criada a origem de sua espécie vai sendo estudada.
Os fantoches são criados e adaptados nos polegares e cada criança começa
a fantasiar suas histórias de acordo com os personagens que vão sendo criados.
Surgem às idéias de trabalhar os boliches feitos de garrafas plásticas interagindo
nas aulas de Educação Física, Matemática e Artes, é um bom recurso para ensinar
as primeiras contas de forma divertida.
No século XIX a ascensão das rainhas Isabel II (Espanha) e Vitória
(Inglaterra) deram força à figura da rainha no xadrez. Hoje a peça se movimenta
quantas casas quiser e é a mais ofensiva do jogo. Mas não ameaça a supremacia do
rei. Será que o machismo está associado a esta observação? Pela posição de
destaque, o homem procura a semelhança diante do jogo. Como mera suposição é
importante chamar a atenção para a importância de se trabalhar matemática com o
jogo de damas e xadrez, o prazer leva a criança a aprender brincando, favorecendo
a ela uma grande capacidade de interagir em sua participação.
Imagine uma árvore toda enfeitada de
letrinhas e que estas venham a ser criações dos seus
alunos. Todo alfabeto vem sendo trabalhado dos
recortes feitos das revistas e jornais e vão ganhando
formas e cores para enfeitar as árvores da sabedoria.
O gesso vem ganhando uma importância satisfatória
nas atividades diárias, seja na confecção ou
acabamento das peças.
O conhecimento físico é a descoberta das propriedades físicas de objetos,
tamanho, textura por ação direta sob o objeto ou objetos. O conhecimento social é o
conhecimento convencional oriundo de determinado grupo social ou cultural, que
pode ser diferente de um grupo para outro. Quando se verifica a diferença entre o
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conhecimento empírico e conhecimento lógico – matemático, por exemplo – pode-se
perceber o quanto essas novas tendências pedagógicas vêm abrir oportunidades
que antes raramente se observavam.
A escola passou a fazer parte da vida do aluno e se estendeu até sua
família, visto que muitos objetos trabalhados, sucatados em sala, vão para casa e
serve de saída econômica em muitas famílias. Procure relacionar os objetos mais
acessíveis à realidade, o que agora favorece conhecer os jogos didáticos que vem
para as escolas. O primeiro contato desperta curiosidade e falta de jeito para lidar
com eles, mas quando começar a explicar cada parte, tudo parece fluir rapidamente,
a criança se volta para um mundo imaginário / na realidade de sua prática. O jogo de
damas e dominó, com peças diferentes daquelas construídas por eles chama a
atenção para compartilhar as peças, participando do bingo de palavras e
conhecimento de animais que vem atrás de cada carta baralho.
A expressão de cada aluno mostra um mundo novo que vem se voltando
para meio interdisciplinar, os próprios jogos já informam que o jogo funciona quando
se aprende a compartilhar, e esse compartilhamento se deve ao entendimento das
disciplinas trabalhadas. Com mais criatividade, tira-se proveito também em
Educação Artística, inventando novos formatos para as peças.
A pesquisa em livros estimula o interesse por línguas estrangeiras. O
resultado, depois de um tempo, é visível. No final dos bimestres surgem notas
melhores e os professores elogiam a dedicação e a concentração dos alunos e as
idéias dão segmento a mais uma etapa da aprendizagem trabalhada para viver
aprendendo com material e arte.
PARA QUE SERVEM
O ábaco, material dourado, tampinha de garrafas, cartões com letras e
numerais, por exemplo, vem trazer para o aluno o despertar do seu interesse pelo
que eles representam. Quando se deixa o aluno manusear o material, verifica-se que
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ele conta um a um, identifica a quantidade na contagem, muda da unidade para a
dezena, reconhece quantidades num determinado conjunto de peças.
Os conceitos matemáticos dominados ou não pelos alunos serão verificados
em várias situações dentro e fora da sala de aula: no recreio, nas atividades com o
próprio corpo em relação ao espaço, nos jogos e nas atividades de linguagem oral,
matemática e outros conteúdos do currículo. O diagnóstico pode ser feito formal ou
informalmente, em grupos ou individualmente, para assegurar o equilíbrio da criança
como o do adulto, seja qual for o conteúdo ou forma dessa expressão.
As atividades em artes favorecem também o desenvolvimento afetivo,
especialmente por facilitarem a livre expressão e permitirem a descarga de tensões,
assegurando o equilíbrio emocional. A sua independência, quando lhe é dada a
oportunidade de escolher em seu trabalho, conquista a expressão de sentimentos e
emoções e objetiva seu modo de sentir e descobrir a si mesmo. A maior contribuição
que se pode favorecer ao aluno em sala de aula é levá-lo ao conhecimento para que
ele entenda que a contribuição na qual está inserido vem para ajudá-lo a entender
como manusear os recursos utilizados para crescimento da sua própria formação.
Os materiais usados vêm modelar a capacidade de entendimento do aluno, desde
sua formação nos primeiros anos de vida escolar (educação infantil) como nos
segmentos sequenciais de suas séries (anos Fundamental I e II, médio, nível
superior). O trabalho da educação tem como objetivo satisfazer as necessidades e
desenvolver habilidades criativas e desenvolver autonomia.
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O QUE FAVORECE O MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO NAS SALAS DE AULA
MATERIAL DIDÁTICO –
MANUSEAR
AVANÇOS CONSEGUIDOS
DESENHOS
O primeiro contato vem por meio dos
desenhos, trabalhados na Educação
Infantil. A criança, a princípio, quer
destacar a família, mesmo porque ela
está muito ligada à dependência dos
pais e associa a sua realidade aos
desenhos.OBJETOS DE
FORMAS GEOMÉTRICAS
O contato faz a criança comparar com a
casa e seu habitat é a maneira que ela
tem em expressar o que vê.
JOGOS
A vida é uma competição constante, e os
alunos são preparados sempre para
competir. Nos jogos eles se
desenvolvem e mostram sua capacidade
de saber ser solidário, respeitar o direito
do outro. Aqui praticamente se ensina o
que é ser cidadão. Embora a mensagem
venha sendo passada desde os
primeiros contatos, nessa modalidade o
favorecimento é bem maior.
Os itens citados foram apenas reflexões sobre o que tem que se conhecer e
viver nos primeiros passos da escola. Essa aprendizagem de uma resolução de
problemas constitui método eficaz para o desenvolvimento do pensamento
matemático. Sabe-se o quanto a dificuldade de assimilar os números vem crescendo
nas salas de aula, mesmo porque o próprio aluno já internalizou a frase “detesto
matemática”, “não gosto de redação”, “ai quanta chatice aquela redação do primeiro
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dia de aula - relate suas Férias”. Quando visitei algumas escolas municipais, ouvia
sempre essas reclamações.
Uma aluna da zona rural me chamou a atenção pela maneira como ela se
posicionou diante de todos quando disse: “não vejo que está errado, apenas cada
um precisa falar para que a professora comece a avaliar”. Se não interagir
expressando o entendimento, as adaptações de suas ideias não se conseguirá
compartilhar experiências. A troca de experiência em sala de aula é muito importante
para que o aluno, no uso de suas atribuições, possa mostrar suas ideias.
A criança precisa se sentir em seu espaço e estar ligada a ele pelas
percepções que recebe por meio dos sentidos, fundamentalmente da visão e do
tato. Nesta etapa de sensibilização surge o mundo das formas pelo conhecimento
adquirido quando em contato com os materiais pedagógicos.
Por meio da exploração ativa, acompanhada pelos deslocamentos, ela
converterá esse espaço nos quais realiza suas primeiras experiências no espaço
real. Todo esse esforço será insuficiente se não for acompanhado pelo professor
com uma linguagem expressiva, na qual descobrirá suas possibilidades de criar e
construir seu próprio espaço.
COMO UTILIZÁ-LOS
A concepção do papel do educador é enfatizar os
princípios do individualismo, liberdade e igualdade com
democracia, incorporando uma ideologia que tente explicar
a sociedade organizada a partir do modo de produção do
conhecimento adquirido por meio da utilização do material
didático. O princípio lidera concretizar uma prática que fixa
objetivos e determina programações que cumpram o papel
de legitimar e perpetuar a ordem social existente,
permitindo que ocorram sem restrições as potencialidades. O orientador contribui
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para explanar a característica básica dessa sociedade, a sua divisão em classes
sociais.
Assim explica-se que cada orientador, no uso do desempenho de seu
exercício profissional, privilegie as atividades que supostamente permitiram a
revelação e a conscientização das características. A percepção da realidade passa a
agente de mudanças e conscientização.
A prática em sala de aula merece destaque nesses últimos anos e, em geral,
foi pensada como proposta de formar cidadãos capazes de construir e participar de
uma sociedade democrática. Tendo como pano de fundo o mesmo princípio é
possível analisar as mudanças que são encontradas em realidades específicas
(regionalizadas /municipais / estaduais / particulares), uma melhoria tanto por parte
do educador como do educando.
Ao preparar uma aula com material de apoio que venha a favorecer ao aluno
uma percepção maior, a qualidade do conhecimento de seu conteúdo ganha outra
direção. Automaticamente ele sai da teoria, muitas vezes uma didática tradicional
que impossibilita o aluno a participar, fazendo com que ele somente escute e copie,
e chegue à participação direta, no questionamento, na observação e leitura de
ambiente.
A metodologia diversificada trabalhada vem mostrar uma bagagem inovada,
criando dentro do aluno, diante do seu conhecimento, possibilidades de interagir
com o mundo na prática. Ignorar a existência da prática é o mesmo que escurecer o
caminho de quem precisa da luz para prosseguir sua viagem. O material didático
precisa chegar à sala de aula para ocupar seu espaço e garantir sua permanência.
Claro que trabalhando a interdisciplinaridade o educador irá precisar muito dele.
Mesmo porque o mesmo material utilizado em uma disciplina virá a servir para outra
e assim dar-se-á segmento a muitas outras oportunidades.
Entretanto, o que mais se destaca é o engrandecimento educativo do aluno
e a capacidade do educador. Uma escola que ensina seus alunos a usarem o
material didático está se preocupando com a formação da cidadania de cada
integrante. A educação Brasileira pautou-se durante várias décadas em importação
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teórica-prática, distanciando-se da realidade sócio-educacional e, portanto, não
correspondia às necessidades mais prementes da escolarização da população.
A adesão a certas correntes pedagógicas se fez presente na escola como
um todo. A tentativa da modernização que se apresentou como perspectiva de
mudança contaminou todas as camadas: especialistas, diretores, supervisores,
orientadores. As pesquisas educacionais no país também se apresentaram
influenciadas pelos mesmos fundamentos. A escola, como sociedade, se apresenta
como oferecendo igualdade de oportunidades para todos.
A sua práxis vem residir possibilidades de confrontar as diferenças de
condições de vida e de trabalho entre os homens. A reflexão nos traz esclarecimento
sobre saber compartilhar para ganhar. A reflexão prática aprofunda um
conhecimento transformador. Se a lei define o profissional encarregado de líder
diante das questões do trabalho é preciso deixar claro o que é esperado dele, o que
ele efetivamente faz, pensando criticamente o seu papel definido e assumido,
superando-o.
O exercício de sua prática vem determinar momentos históricos como
alternativas possíveis a nível escolar para atender uma mão-de-obra qualificada.
Diante da importância em saber trabalhar em sala de aula com os materiais
disponíveis dentro de sua realidade.
Logo, a aprendizagem é um processo dialético que se dá a partir do
desenvolvimento biológico, psicológico e social, como produto das práticas sociais,
ideológicas e econômicas que caracterizam cada classe social. A aprendizagem
nem sempre aparece de imediato, talvez pela inibição de alguns alunos, que
precisam ser acompanhados e superados diante das dificuldades encontradas no
meio em que estão inseridos, chegando a alcançar a mesma aprendizagem que os
demais.
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A PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE AÇÃO-REFLEXÃO
“Toda teoria é constituída num cenário cultural,
nunca por um teórico individual.
A teoria é o produto de estudos de educadores
comprometidos com o seu trabalho, das suas
reflexões e experiência”.
(Piaget)
Todo educador tempor trás do seu fazer pedagógico uma teoria que lhe dá
suporte. A proposta didática é fundamentada na concepção teórica e denomina uma
construção de conhecimentos constituídos e dinâmicos do saber ao longo de sua
história. O sujeito é visto como um ser ativo que, agindo sobre os objetos de
conhecimentos, no seu meio, interage socialmente e sofre as influências dos
mesmos, ao mesmo tempo em que interioriza vários conhecimentos a partir de sua
ação. Dentro dessa perspectiva, o sujeito é tido como um indivíduo que traz
conhecimentos decorrentes de sua estrutura cognitiva e de suas aprendizagens e
experiências vividas, assim como também os recebe do meio ambiente.
Ao se estabelecer dentro das ideias que estão desenvolvendo a posição
exata que ocupa a autoridade do mestre, uma pergunta se faz de imediato
necessária: é possível uma prática docente sem que o mestre disciplinar mostre sua
superioridade e reciprocidade diante da estrutura que venha a desenvolver uma
relação de aprendizado?
Hoje, em contato direto com os meios de informação, muitas vezes acontece
que os mestres (educadores) sabem menos que os seus discípulos num setor
específico. O mestre dá a palavra ao discípulo para que este pronuncie o essencial.
Resulta daí que o principal não é o ensino, mas a ordenação do ensino que não é
puramente fruto do ensino. É, antes disso, uma relação de ordem pessoal e
humana, cujos sentidos vão variando de acordo com as situações encontradas.
A relação educadora põe a frente mestre e discípulo. Ambos participam da
mesma teoria de que vem crescendo para desprender e afirmar uma autonomia
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
complementar. A grande contribuição que é oferecida neste diálogo sobre a prática
docente é direcionar o leitor para um progresso de entendimento educacional, em
que exime da reflexão sobre a ambiguidade.
O equilíbrio da tecnologia só existe quando houver o equilíbrio humano que
vem mostrar as concepções necessárias e que vem insistir na integração do
professor no exercício de sua prática. A formação da consciência do indivíduo não é
inata, exige esforço e atuação de elementos externos e internos. A educação é um
processo contraditório de elementos subjetivos e objetivos, de forças internas e
externas. Se a educação fosse um processo espontâneo, “natural”, e não cultural,
não haveria necessidade de organizar esse processo.
Na perspectiva de uma educação visando à transformação, a escola tem um
lugar estratégico, na medida em que pode ser o lugar onde as classes se organizam
para uma convivência de saberes diversificados culturalmente, mas que tenham a
mesma direção “o exercício do saber aprender”. A prática docente é a transparência
do profissional da área de atuação (em qualquer segmento trabalhista) que vem
mostrar sua eficiência diante do que venha defender para execução do seu trabalho.
Os métodos utilizados acompanham a realidade vivida, estudada e que
precisam ser moldados para atingir seus objetivos futuros. A educação está sempre
na expectativa para competir e formar consciência crítica diante das relações
opressivas de poder, vistas dentro do objetivo que se espera alcançar, lançando-se
mão de uma metodologia que, mesmo quando ultrapassada, acredite na capacidade
de quem atua dentro de uma “metodologia tradicional” e que procura romper as
barreiras do conformismo e submissão para viver uma variedade de fatos reais.
A prática não precisa ser uma cópia dos critérios estabelecidos, mas a
criação e adaptação dos meios diante dos casos encontrados diariamente nas salas
de aula. Que resultado se teria se a aula programada fosse trabalhada dentro de
uma sala na qual o tema debatido naquele dia seja “Futebol” por exemplo, e a aula
foi programada para matemática com equação do 1º grau. A mágica é não fugir do
contexto geral da aula, mas voltar para dentro do assunto abordado pelos alunos e
que venha a ser trabalhado na programação da aula de matemática.
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O caráter básico do sistema de educação existente controla a organização
de valores que vêm a ser trabalhados nos planejamentos e o conhecimento técnico-
organizacional, de ordem que venha estruturar a eficácia e precisão. A concepção
do educador assume um caráter de agente do controle que vem ser defendido no
interesse escolar. Entretanto, como a escola é um organismo vivo, a flexibilidade
burocrática não impede por muito tempo a inovação pedagógica. As contradições
internas não podem ser totalmente absorvidas.
Começa a aparecer a defasagem entre o apregoado, o planejado e o
realizado, entre o plano real, entre o regimento, a legislação e a realidade. A crise
desse modelo de educação não é apenas interna à escola. Com a organização
crescente da chamada sociedade civil é que surge a necessidade de revisão desse
modelo. Vive-se buscando sempre superar tudo, principalmente a crise educacional.
É natural culpar as deficiências acontecidas aos sistemas educacionais.
Por que será que jogam tudo para responsabilidade do sistema
educacional? Afinal, educadores e toda a comunidade escolar que compõem essa
realidade estão comprometidos com a extensão das mudanças para que haja um
mundo melhor. A preocupação que surge nos genitores e educadores para que
esses sistemas cheguem a mudar o pensamento de seus filhos é uma preocupação
dialética. O essencial na formação de um professor não é o que ele aprende, mas
tudo o que ele pode aprender e que será capaz de produzir com seus alunos.
A prática docente pode estabelecer-se sem recursos pedagógicos ou apesar
deles, mas é apenas por meio dela que a relação professor-aluno torna-se
educadora. Para entender como funciona o desenvolvimento do indivíduo dentro da
capacidade de aprender é preciso que o estudo da teoria dentro da interação social
e trocas intelectuais se voltem para um alto nível, que consigam relacionar-se com
seus semelhantes de forma equilibrada.
Os estudos dessas reflexões vêm expandir-se cada vez mais no universo
educacional. Embora nenhum teórico tenha aprendido a elaborar uma pedagogia
propriamente dita, deixaram contribuições incalculáveis para a Educação. As ideias
e descobertas de ambos impulsionam a busca de mudanças significativas e
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urgentes no fazer pedagógico das salas de aula em todas as modalidades e graus
de ensino e, em especial, nas séries iniciais. A reflexão até aqui foi uma amostra do
que é enfrentado no trabalho docente e em que medida estas têm determinado uma
postura pedagógica que se encaminhe em uma prática empírica à construção de
uma nova prática.
Cabe, então, uma primeira reflexão sobre o que se entende por trabalho
docente. Porém, na medida em que o trabalho se particulariza e se especializa,
como no caso do trabalho docente, não se pode mais pensá-lo de uma forma
simples, generalizada. Neste sentido, pensar a categoria trabalho enquanto trabalho
docente, teoricamente apenas, não é possível, pois este deriva das determinações
da prática, sendo necessário partir para a análise das condições reais em que se
processa.
A abstração necessária à compreensão de tal categoria extrapola, portanto,
tanto a verdade teórica quanto a verdade prática, somente sendo possível analisar à
luz das condiçõeshistóricas nas quais ela é vivida. Partindo da especificidade do
momento presente, encontra-se um grupo de alunos que sob orientação aventura-se
a estudar as implicações prático-teóricas que envolvem o exercício de uma prática
pedagógica interdisciplinar.
A disciplina a ser trabalhada na sala do fundamental II é oferecida em
caráter optativo, portanto trata-se de disciplina eletiva. Exige muitas horas de
dedicação, por se tratar de textos e interpretação, principalmente devido à
complexidade dos textos indicados. A participação dos alunos não ocorre somente
nas aulas, mas em grupos paralelos de estudos. Muitas, portanto, são as
dificuldades encontradas por eles, o que leva a concluir que o grupo continua unido
pelo interesse em pesquisar o tema.
Várias vezes encontraram em salas de aula conflitos de aprendizagem que
surgiam nos desenvolvimentos das práticas docentes. O compromisso que se deve
à qualidade das ações é encontrar dentro do que foi planejado o acontecimento dos
esforços docentes. Para isso, é preciso que a prática docente tão importante venha
complementar a sede do aprendizado. A prática nem sempre é como está descrita.
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A expressão popular que diz que “na prática a teoria é outra” esconde muitos
ensinamentos, entre eles o de que só com a prática os princípios teóricos ganham
legitimidade e que a prática educacional também é contraditória.
Algumas contradições práticas parecem evidenciar essa tensão entre
diálogos e conflitos, entre unidade e oposição, tão próprias do cotidiano escolar:
- Disciplina e Liberdade;
- Tolerância e Intransigência;
- Saber e Consciência.
Em todos os tópicos destacados ministrar a prática docente é procurar
dentro da realidade do conhecimento características comuns que unem o sujeito à
prática docente efetiva - todos exercem uma maneira própria para aprender.
Partindo das características decidimos que o caminho produtivo para conduzir a
análise das questões que envolvem a interdisciplinaridade no ensino seria partir das
práticas pedagógicas que mais profundamente marcaram a trajetória profissional dos
integrantes.
Por outro lado, a práxis é a ação-reflexão unida inseparavelmente para as
transformações profundas do mundo educacional. A ação-reflexão acaba por
organizar uma série de dados que vêm enriquecer o conteúdo trabalhado em sala de
aula. Quando esta prática educativa tem sua origem de conscientização dos homens
ela vem conscientizar um conhecimento profundo que compete uma instauração do
próprio processo libertador. A educação é um processo social que visa levar à
libertação dos esquemas tradicionais, cujos objetivos são mudar a mentalidade e
despertar os interesses.
A consciência prática tem o objetivo de assumir um papel de reflexão sobre
uma prática de modo que venha conhecer e agir. Entretanto, é preciso valorizar o
pensamento abstrato, por pressupor que a relação entre os fatos só pode ser
construída num plano superior à aparência imediata dos mesmos, nos quais são
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levados a desenvolver um trabalho em grupo, observando a descrição do fenômeno
pedagógico, tal como ele tem-se apresentado a cada um em sua sala de aula.
Quem procura conhecer não pode perder as oportunidades de estabelecer
uma convivência das relações dialógicas com os sujeitos cognoscentes, e perceber
os condicionamentos a que está submetida a realidade, tomando uma atitude para
transformá-la. Esta perspectiva possibilita não só um maior conhecimento, mas
principalmente faz com que aqueles que procuram conhecer encaminhem-se para
um pensar autêntico.
O que torna a educação um processo de libertação se realiza exatamente
nesta relação da prática com a teoria. O conhecimento se faz e se refaz em um
movimento dinâmico. Dessa maneira o conhecimento deve conduzir a prática da
libertação para que venha integrar-se a um mundo novo. É o sentido que nos leva a
observar a qualidade do aluno e desenvolvimento da prática do professor. Se o
professor de determinada disciplina exerceu uma função dentro da escola ou do
sistema escolar por um grande número de anos, na hora em que lhe é solicitado
colocar no papel as questões de sua prática docente pode enfrentar dificuldades na
descrição das mesmas. Seu contexto inicial é fechado e existem muitos pontos de
indagação ainda quanto à sua prática concreta e que será necessário caminhar
muito no sentido de ter condições de realizar uma leitura. Entretanto, o que o leva a
observar essa colocação é saber interpretá-la. A necessidade tem sido suprida
paralelamente, com a leitura e interpretação de textos sobre as questões da
interdisciplinaridade.
Para qualquer trabalho que venha a desenvolver em seus registros escritos,
a leitura será indispensável para que qualifique o nível de aprendizagem de quem
está sendo avaliado. A teoria é tão importante quanto o exercício da prática, embora
ao longo do conhecimento sejam encontrados profissionais que desenvolvem suas
práticas sem o conhecimento das letras, e que se baseiam na teoria falada,
mostrando que a sua experiência é tão importante quanto aquele texto que foi
escrito por qualquer acadêmico, firmando o conhecimento teórico.
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Os cientistas descrevem que o aprendizado é um processo gradual no qual
a criança vai se capacitando a níveis cada vez mais complexos do conhecimento,
seguindo uma sequência lógica de pensamentos. A reflexão do trabalho docente é o
resumo de uma avaliação de diversos segmentos dentro das estruturas educativas
que vêm sendo elaboradas nos caminhos em que se utiliza todo conhecimento
disponível sobre o real e o trabalho abstrato.
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