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Curso de 
Interdisciplinaridade na Escola
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 
 
MÓDULO II 
 
 
DIDÁTICA E INTERDISCIPLINARIDADE 
 
 
 
A opção que tem sido adotada da inclusão de novas disciplinas nas 
informações do conhecimento disciplinar vem trazer uma transformação dos 
conceitos tradicionais, resultando em inovações abertas, nas quais se questiona e 
participa, nas quais a colocação do aluno dentro da interdisciplinaridade vai exigir 
uma nova postura dele e do professor que está conduzindo os estudos. Estudar para 
associar, estudar para questionar e formar opinião conjunta. A palavra in-ter-dis-ci-
pli-na-ri-da-de parece ser tão grande e complexa quando vista em sua extensão, de 
forma separada, e tão familiar quando se trabalha com ela. 
No início da formação da história da educação foram vividos conceitos que 
priorizavam conhecer o que vem de fora. Era uma programação voltada para o 
período colonial e que na época era determinada pela tradição dos Jesuítas, porque 
eles estruturavam o sistema de ensino. Deu-se início às escolas e o principal 
objetivo era a formação e transmissão do conhecimento, especialmente dos jovens. 
 
 
 
 
 
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Com a chegada da nova concepção escolar o ensinamento se dava pelo caráter de 
memorização. 
Conversando com pessoas que estudavam nessa época, pode-se perceber 
que a lição era tratada como ponto decorativo. Eles estudavam principalmente na 
disciplina de história tinham que decorar toda História Geral e do Brasil, toda a 
Tabuada – acreditava-se que só sabia matemática quem a tivesse decorado. Alguns 
não tinham condição de comprar materiais e aprendiam a contar nos dedos os 
números de 1 a 10, e na mão fechada as décadas. Em português o que mais se 
fazia era cópia de textos, para se desenvolver a caligrafia e aprender a soletrar (be a 
ba). 
Uma nova visão pautada no conhecimento científico pode ser a origem de 
uma nova racionalidade. Um pensar nesta direção exige um trabalho aprofundado 
das relações conscientes entre as pessoas e entre as pessoas e as coisas. A 
interdisciplinaridade não se ensina, nem se aprende: vive-se para exercer as 
responsabilidades em que está inserida. 
O que caracteriza a atitude interdisciplinar é a ousadia da busca, da 
pesquisa: é a transformação da insegurança num exercício do pensar, num 
construir. 
 
CONTEXTO DAS SALAS DE AULA E A ORGANIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE 
APRENDIZAGEM 
 
 
 
“Se a aula é dada apenas de acordo com as regras 
fixas, e por processos já comprovados, comportamo-
nos como os operários em frente a uma máquina cujo 
funcionamento não compreende”. 
(Hans Aebli) 
 
 
 
 
 
 
 
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O conceito de aprendizagens significativas, centrado numa perspectiva 
construtivista, implica a necessidade de um trabalho simbólico dentro de um 
significado cuja parcela da realidade é o que se conhece. As aprendizagens que os 
alunos realizam na sala de aula serão significativas à medida que conseguirem 
estabelecer relações substantivas e não-arbitrárias entre os conteúdos escolares 
desenvolvidos por eles, em processos da articulação de novos significados. A 
aprendizagem significativa implica sempre em alguma ousadia: diante do problema 
posto o aluno precisa elaborar hipóteses e experimentá-las. 
Fatores e processos efetivos motivacionais e relacionais são importantes 
nesse momento. Se a aprendizagem for uma experiência de fracasso, o ato de 
aprender tenderá a se transformar em ameaça, e a ousadia necessária se 
transformará em medo, para qual a defesa possível é a manifestação de 
desinteresse. A aprendizagem se dá pelo condicionamento de um lado pelas 
possibilidades do aluno, que englobam tanto os níveis de organização do 
pensamento como o conhecimento e experiência prévia, e, de outro, pela interação 
com os outros agentes. Para a estruturação da intervenção educativa é fundamental 
distinguir o nível de desenvolvimento real do potencial. O nível de desenvolvimento 
real se determina como aquilo que o aluno pode fazer sozinho em uma situação 
determinada, sem a ajuda de ninguém. De acordo com essa concepção, pode-se 
falar dos mecanismos interativos pelos quais professores e colegas conseguem 
ajustar sua ajuda ao processo de construção de significados realizados pelos alunos 
no decorrer das atividades escolares de ensino e aprendizagens (Parâmetros 
Curriculares Nacionais - PCNs). 
Procura-se destacar duas situações que levam a raciocinar sobre as 
mudanças e aperfeiçoamentos de conhecimento: 
- Professor tradicional – trata-se de um profissional que não tem o 
problema de escolher entre as várias atividades possíveis para ensinar um assunto. 
Como para ele a única atividade válida é a exposição oral ou preleção, não perde 
tempo procurando alternativas. 
 
 
 
 
 
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- Professor moderno – vai escolher adequadamente as atividades de 
ensino numa etapa importante de sua profissão. Por meio dele manifesta-se a 
verdadeira contribuição das atividades dos seus conteúdos e materiais dos alunos. 
 
 
ESCOLHA DE ATIVIDADES DIDÁTICAS 
 
 Experiências didáticas do professor; 
 Etapas do processo de ensino; 
 Tempo disponível; 
 Tipos de aprendizagens; 
 Contribuições; 
 Tipos de alunos; 
 Aceitação e experiências dos alunos. 
 
A necessidade que o aluno tem de participar ativamente do processo de 
aprendizagem vem se realizar por meio da conduta do aluno que aprende mediante 
a sua participação ativa no fazer e não apenas pela observação do que faz o 
professor. Os critérios de escolha das atividades estão ligados a diversos pontos 
pedagogicamente importantes, sabe-se que o potencial didático é diferente das 
limitações específicas. Junto a isso, as possibilidades de combinar atividades de 
forma que se contemplem umas com as outras, o potencial de uma, compensando 
as limitações de outras. 
O processo de ensino-aprendizagem, apesar de variar conforme a 
personalidade do professor e as características dos alunos, pode formar uma receita 
de diversos procedimentos nas atividades docentes. O que é aprender e o que 
ensinar? A discussão teórica e prática permite analisar bases que venham resumir 
 
 
 
 
 
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uma atividade experiente nos objetivos educacionais. Atividades são os veículos 
usados pelos professores para criar situações e abordar conteúdos que permitam ao 
aluno viver as experiências necessárias para sua própria transformação. 
Suponham que o objetivo desenvolvido pelo professor venha extrapolar as 
habilidadesde seus alunos. Como por exemplo: o milho hibrida tem uma fórmula X 
de fertilizantes usados na lavoura, a ela extrapola a resposta dada pelos alunos 
porque nem todos sabem a quantidade de potássio. Logicamente o professor 
precisa trabalhar atividades que permitam ao aluno desenvolver suas habilidades. 
Outro exemplo: supõe-se que o professor adquira a atitude e o hábito da cooperação 
e trabalho em equipe na aula de português. O reforço é o modo estimulado em 
internalizar e fixar o aprendizado. A essa dependência o objetivo direcionado 
estabelece ao professor as atividades de ensino que serão realizadas. 
Para se atingir objetivos educacionais, o aluno é exposto a assuntos ou 
conteúdos de uma matéria de natureza diversa. Suas fórmulas, teorias, princípios e 
conceitos isolados são uma forma de conjunto que se faz à parte. A essas estruturas 
deve-se almejar o tipo de aprendizagem necessária para o aluno que procura 
entender, fixá-lo em diferentes casos que levam a interpretar a metodologia que está 
sendo repassada para ele. 
A situação de aprendizagem em sala de aula vem mostrar as atividades 
trabalhadas, seja em exposição oral ou escrita, na transmissão das informações 
exercitadas e nas habilidades quem venham a ser avaliadas diante de soluções que 
foram apresentadas dentro dos problemas surgidos. 
O desenvolvimento da postura do conhecimento para que o aluno se 
interesse em debruçar-se sobre as dificuldades que desafiam seus saberes exigem 
dele um maior desempenho. A educação tem uma distinção que é fundamental, pois 
não há máquina que substitua o professor – e quando isso ocorre é porque o 
professor o merece. Tecnologia educacional é, por exemplo, usar uma lata de água, 
um pedaço de madeira e uma pedra para explicar a flutuação dos corpos; apertar a 
tecla de um vídeo sobre o assunto e deixar os alunos o assistirem passivamente, em 
contrapartida, nada tem de tecnologia. 
 
 
 
 
 
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O que se vai fazer diante da aprendizagem é mostrar ao aluno a capacidade 
que cada um tem em desenvolver sua metodologia sem que precise de muitos 
equipamentos. Basta a força de vontade e a segurança do conteúdo para explicar 
uma aula de geometria sem que se possua um esquadro. O desenho de sua mão, 
por exemplo, mostra o que ela representa. Aberta ela forma um ângulo de 90º. E 
isso faz a diferença na aprendizagem e ensino apontando para a formação de um 
novo educador. Por mais que pensem em utilizar a tecnologia ou mesmo o velho e 
bom quadro-negro, é na formação do professor que se desenvolve a tecnologia 
educacional, preparando líderes, mediadores e estimuladores, mais do que 
detentores de determinados conhecimentos. 
Mesmo porque se pensa na clientela e em suas diferentes culturas e 
condições econômicas. E nem por isso, deve-se deixar de fora a informação 
globalizada. O professor do final do século deve saber orientar os educandos sobre 
onde colher a informação, como tratar essa informação, como utilizar a informação 
obtida. Esse educador será o encaminhador da autoformação e o conselheiro da 
aprendizagem dos alunos, ora estimulando o trabalho individual, ora apoiando o 
trabalho de pequenos grupos reunidos por área de interesses. Levam os esforços e 
pensamentos voltados para a geração que se forma nas realidades encontradas por 
diversas escolas, que chamam a atenção em diversos critérios. 
E um deles relaciona-se à questão das tecnologias e da aprendizagem. Até 
onde vai o compromisso como educador diante do aluno que não tem acesso a 
tecnologia avançada? Que compromisso tem o professor diante da sua formação 
como cidadão/sociedade? 
Essas metodologias desenvolvidas distribuem-se em quatros critérios: 
pensar, sentir, trocar e fazer de modo crítico, criativo, significativo, solidário e 
prazeroso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A aprendizagem Pressupõe 
 
- Uma instituição escolar atrelada às ações 
pedagógicas libertadoras, pautadas na construção do 
conhecimento, de forma crítica, engajada na realidade, de 
modo a privilegiar a relação teórica e prática na busca da 
apreensão das diferentes nuances do saber; 
- Um espaço de aprendizagem que vê o educador e o educando como 
parceiros na construção do saber sistematizado, cabendo ao professor articular as 
diversas fontes de conhecimento. Relacionando teorias e práticas, ciências do 
cotidiano, dando maior coerência, maior visão de conjunto ao estudo dos múltiplos 
fragmentos que estão postos no acervo de conhecimentos da humanidade, sobre os 
quais o aluno necessita ter domínio; 
- O estabelecimento de uma relação dialógica em que o aluno em conjunto 
com o professor e seus colegas exerça a prática de refletir, com o objetivo de 
construir coletividade e conhecimento; 
- Valorização da prática interdisciplinar e do conhecimento produzido em 
qualquer área, por mais amplo que seja, pois representa apenas um modo parcial e 
limitado de ver a realidade; 
- As diversas ciências se prendem umas às outras por vínculos de profunda 
afinidade. Tudo está relacionado a uma causa-problema e a busca de soluções está 
sempre interligada. Daí a importância da instauração de diálogo entre as várias 
disposições na busca dessas afinidades. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Para que a aprendizagem significativa possa acontecer, é necessária a 
disponibilidade para o envolvimento do aluno na aprendizagem, o empenho em 
estabelecer relações entre o que já sabe e o que está aprendendo, em usar os 
instrumentos adequados que se dispõem para alcançar a maior compreensão 
possível. Esta aprendizagem exige ousadia para se colocar o problema em busca de 
soluções e experimentar novos caminhos de maneira totalmente diferente da 
aprendizagem mecânica na qual o aluno limita seu esforço apenas em memorizar ou 
estabelecer relação direta e superficial. 
Precisamos alcançar um aprendizado que venha mostrar o encontro com a 
realidade. É importante pensar que o educador tem uma visão mediadora do papel 
do interventor, desafiador, provocador de situações que levem os alunos à 
aprendizagem. 
O trabalho didático deve, portanto, propiciar a construção do conhecimento 
pelo aluno. Aprender é, de certa forma, descobrir com seus próprios instrumentos de 
pensamentos e conhecimentos institucionalizados socialmente. O desenvolvimento 
contribui para elevar a autoestima dos alunos, resgatando a vontade de aprender 
por meio de atividades significativas para o educando, que vem promover 
contribuição nas metodologias adotadas. 
O desenvolvimento da inteligência se dá por meio de expressões 
trabalhadas no palco da sala de aula onde está inserida. A aprendizagem se dá 
pelas idéias formadas e sugestões adquiridas ao longo de suas experiências 
cotidianamente. 
Busca-se, dentro das expectativas, conhecer o maior desafio de hoje, que é 
ensinar para que alguém aprenda. Parece confuso o que foi dito e até questionável, 
mas o educador passa por várias transformações mal-explicadas e muitas vezes 
desentendidas. As salas de aulas estão comportando mais quantidade, todavia a 
qualidade vem deixando a desejar. Embora o educador procure fazer de tudo, há 
momentos questionáveis sobre a postura do ser humano quanto aos seus limites 
que são critérios obedecidos e direitos adquiridos.55 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Com todos esses desafios as metodologias aplicadas vêm sendo voltadas à 
interdisciplinaridade para melhorar a qualidade da aprendizagem dos alunos e sua 
formação como seres humanos. Quando se trabalha o conhecimento didático 
voltado para essa inter-relação mostra-se na prática a doação que se faz em todos 
os segmentos da vida. 
O aluno precisa se integrar no sistema educativo aceitando que o mesmo vai 
pouco a pouco transformando a sua vida, sua maneira de pensar e agir. Quando, 
por exemplo, traz a idéia de desenvolvimento potencial que representa o momento 
no qual não só as etapas já alcançadas se manifestam, mas também as etapas 
posteriores, a interferência de outras pessoas irá afetar, significativamente, os 
resultados da ação e do sujeito. 
Essas capacidades vêm beneficiar a colocação de outras pessoas, que 
ocorre em certo nível de desenvolvimento nunca antes visto. Veja o entendimento: 
uma criança de cinco anos é capaz de construir uma torre de cubos sozinha, uma de 
três anos só o fará com a ajuda de alguém, e uma de um ano nada faz nem mesmo 
com a ajuda. 
Portanto, não é qualquer indivíduo que pode, a partir da ajuda do outro, 
realizar qualquer tarefa. A Zona Proximal de Desenvolvimento Real do Potencial, 
segundo Vygostky (1978, p. 60), define a ZDP como a distância ou o caminho que o 
indivíduo vai percorrer para desenvolver funções que estão no processo de 
amadurecimento e vem formar desenvolvimentos reais. Enfim, o desenvolvimento da 
aprendizagem é uma parceria de encontros e compartilhamento de dados passados, 
presentes e futuros para o entendimento do meio. 
Quando se aprimora o ensino voltado para a atualidade neste exercício de 
repensar a educação, é importante não cair nas armadilhas da "ditadura dos 
conteúdos", tantas vezes justificadora da falta de inovação ("como posso mudar 
minhas aulas se mal tenho tempo para dar o conteúdo?"). Mais vale um aluno 
entender bem e profundamente cinco princípios básicos da física do que não 
entender nada de 150. Mais vale aprender menos conteúdos, mas aprender a ter 
prazer com o uso do intelecto, a apreciar a pesquisa, ler por conta própria e 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
descobrir as demais informações, usando o professor como um consultor para suas 
dúvidas. Há que se transformar a sala de aula num ambiente interativo, facilitador da 
aprendizagem. 
 
 
 
PLANEJAMENTO DE ENSINO NUMA PERSPECTIVA CRÍTICA 
 
 
No planejamento é fundamental a idéia de transformação da realidade. Isto 
quer dizer que uma instituição se transforma a si mesma tendo em vista influir na 
transformação da realidade global. A primeira coisa que nos vem à mente quando 
perguntamos sobre a importância do planejamento é a eficiência. O planejamento é 
um plano que ajuda a alcançar a eficiência. Isto é implanta-se um processo de 
planejamento a fim de que seja bem feito aquilo que se faz dentro dos limites de 
tempo previsto para aquela execução. O planejamento visa também à eficácia. 
O planejamento deve alcançar não só que se façam bem as coisas que se 
fazem, mas que se façam as coisas que realmente importam ser feitas porque são 
socialmente desejáveis. 
Assim, o planejamento segue etapas que visam facilitar o ensino: 
- Conhecimento da realidade; 
- Elaboração do plano; 
- Execução do plano; 
- Avaliação e aperfeiçoamento do plano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Podemos visualizar as etapas do planejamento de ensino por meio do 
seguinte gráfico: 
 
 
O termo planejamento é normalmente utilizado para definir uma ação 
educativa para elaboração de um orçamento, passando por relatórios extensos para 
assumir, nos dias atuais, uma característica especial: um macroplanejamento, em 
que todos os planos de desenvolvimento de um país se entrelaçam, num dinamismo 
contínuo e progressivo. 
Um planejamento educacional tornou-se, então, uma atividade 
multidisciplinar, exigindo trabalho em conjunto e integrado de administradores, 
educadores, pedagogos, economistas, sociólogos estatísticos e outros especialistas. 
Seu êxito, valor e realismo dependem, em grande parte, das equipes que o 
preparam e que deverão discutir e procurar conciliar seus pontos de vista, dando a 
cada aspecto o real valor que possui dentro do contexto e não preferindo uns em 
detrimento de outros. 
 
 
Seleção organização 
dos conteúdos 
 
 
Procedimentos de 
ensino/recursos / 
avaliação / plano de 
ensino 
 
 
Conhecimento da 
realidade 
 
 
 
 
 
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O objetivo do planejamento educacional é tornar a educação mais efetiva e 
eficiente para atender às necessidades e metas dos estudantes e da sociedade. Em 
sua afirmação a caracterização dos planejamentos que encontramos nos dias atuais 
mostra uma planificação do trabalho educativo que vem exigir uma postura inicial 
diante de uma determinada visão ideológica. A efetivação terá princípios que se 
mantêm em um aspecto planejado em função de várias concepções. 
O planejamento educacional reveste-se de uma especificidade tal que não 
pode ser encarado apenas como uma função de retorno puramente econômico. No 
processo educativo os resultados têm um retorno puramente na classificação e 
qualidade do ensino repassado. O verdadeiro trabalho dentro do planejamento é unir 
a participação consciente de situações organizacionais que vem exemplificar 
problemas adquiridos e solucionados, cuja eficiência está na razão direta dessa sua 
ação globalizadora. 
Dentro da realidade de um planejamento procura-se estudar os objetivos 
que venham superar as dificuldades encontradas ao longo do trabalho educativo. 
Planejam-se encontrar dentro de um posicionamento individual e social das 
situações problemas a serem estudadas e resolvidas e das atividades propostas 
para efetivar sua mudança ou reestruturação. 
Mas como olhar a Educação num contexto de Igualdade para todos? 
A descrição que segue não é uma descrição do que existe, mas do que 
deveria existir ou, dito de outra forma, daquilo que se pode colocar como ponto de 
referência para ser perseguido na tarefa do planejamento. Quando planejamos 
buscamos centrar em três critérios que levam a interrogar os retornos do processo 
de planejamento. 
- O que queremos alcançar? 
- A que distância estamos daquilo que queremos alcançar? 
- O que faremos concretamente (em tal prazo para diminuir esta 
distância?). 
 
 
 
 
 
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Há modelos e concepções dos homens e da sociedade em cada grupo. Por 
isso, pode-se variar seus efeitos, mas se não forem respondidas não se pode efetuar 
um planejamento. Deve-se, pois, analisar continuamente a ação e a buscar reflexão 
não apenas sobre a eficiência do trabalho como também do processo educativo 
humano mais fundamental. 
 
 
Dizer para que existe hoje a instituição que planeja é a parte mais importante 
de um plano e, mesmo, de um processo de planejamento. Os enfoques que buscam 
identidade devem levar em conta se estão apontados no planocompreendido a 
cultura que se integra à educação. No marco doutrinal é algo que se constitui como 
um ideal alcançável sempre em maior profundidade para o momento, contudo difícil 
de ser atingido plenamente. 
É necessário dentro do marco Operativo um posicionamento a respeito do 
que é adequado para que a instituição planejada aproxime a realidade existente à 
realidade idealmente descrita. Quando tentar alcançar a maioria dos objetivos nos 
planejamentos, que serão formados nos planos, supõe-se a melhoria das ações. Em 
função disso e em contraposição à visão funcionalista de planejamento, propomos 
uma nova forma de ação, cuja força reside na participação de muitas pessoas, 
politicamente agindo em função de necessidade, interesses e objetivos comuns. Um 
planejamento flexível adaptado a cada situação específica que envolva decisões 
comunitárias e que se constitui em processos políticos vinculados à decisão da 
 
 
 
Planejamento 
 
Marco Referencial 
Doutrinal e Operativo 
 
 
Diagnóstico 
Programação 
Objetivos 
Estratégias 
Execução 
 
 
 
 
 
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maioria. Um planejamento que tenha por objetivo final a formação do brasileiro, 
individual ou socialmente considerado a partir do engajamento de maiorias para as 
mudanças estruturais necessárias. 
O planejamento vem constituir uma estratégia de trabalho que se caracteriza 
pela integração de todos os setores da atividade humana social, num processo 
global para a solução de problemas. O conhecimento da realidade para se poder 
planejar adequadamente a tarefa de ensino e atender às necessidades do aluno. É 
preciso, antes de tudo saber para quem se vai planejar, por isso conhecer o aluno e 
seu ambiente é a primeira etapa do processo de planejamento. É importante saber 
quais as aspirações, frustrações, necessidades e possibilidades dos alunos. 
Fazendo isso, estará fazendo uma sondagem, isto, é buscando dados. Uma vez 
realizada a sondagem e o diagnóstico corre-se o risco de propor o que é possível 
alcançar ou o que não interessa ou, ainda, o que já foi alcançado. Esquematizando 
essa primeira etapa, tem-se o seguinte: 
 
 
 
A elaboração do plano a partir dos dados fornecidos pela sondagem e 
interpretados pelo diagnóstico trará condições de estabelecer o que é possível ser 
 
 
Conhecimento da 
realidade 
Aluno 
Aspirações 
Necessidades 
Frustrações 
Possibilidades
 
 
Sondagem 
Diagnóstico 
 
Ambiente 
Escolar 
Comunitário 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
alcançado, como fazer para alcançar o que julga possível e como avaliar os 
resultados: 
- O que venho fazer aqui? 
- E o que eles, todos e cada um individualmente, vêm fazer aqui? 
- Que espero deles? 
A elaboração de um plano de ensino é a forma de organizar todas as etapas 
de trabalho escolar. A sua execução consiste no desenvolvimento das atividades 
previstas. Sempre haverá o elemento não plenamente previsto. Às vezes, a reação 
dos alunos ou as circunstâncias do ambiente exigirão adaptações e alterações no 
planejamento. Isto é normal e não dispensa o planejamento, pois uma das 
características de um bom planejamento deve ser a flexibilidade. 
O planejamento passa a ter em seu bojo, então, o conjunto de instrumentos 
técnicos a serviço das decisões e técnicas participativas. É necessário, porém 
analisar os riscos dos planejamentos suplantados pelas vantagens que oferecem. 
Se o planejamento puder ser realizado a partir de um processo educativo 
permanente e renovado efetivará suas características. 
A complexidade da vida social gera a luta de classes, a busca constante de 
melhores condições de vida ou a ascensão a uma classe economicamente mais alta. 
O planejamento hoje é uma necessidade de todos os campos de atividades 
humanas. Quanto mais complexos forem os problemas, maior é a necessidade de 
um planejamento. O processo de planejamento procura responder às pendências 
adquiridas ao longo do desenvolvimento. Ele precisa consistir na tomada de decisão 
sobre a educação de um conjunto de desenvolvimento geral. 
A elaboração dos tipos de planejamento requer a proposição de objetivos ao 
longo do prazo que definam uma educação. O planejamento é fundamental à idéia 
de transformação da realidade, centrado em suas perspectivas visa aprimorar o 
desenvolvimento dos envolvidos na elaboração e com isso busca integrar para 
adquirir a eficiência e qualidade do trabalho que pretende desenvolver. 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Destacam-se: 
? Processo Organiza 
? Eficiência Envolvimento Conduta Humana 
? Prazo Viabilização 
? Metas Atividades Disciplinas 
 
Eis o enfoque decisivo do planejamento que parte de uma filosofia 
humanista, que propõe ao homem, juntamente com seus iguais, discutir problemas 
comuns e construir um processo de trocas e buscas do futuro de uma comunidade 
que se estuda. O planejamento precisa deixar de ser mero espectador, a platéia 
dirigida para se transformar no sujeito da história e autor da sua cultura e de seu 
tempo adquirido qu,e aos poucos, começa a ganhar o destino de suas experiências 
relatadas. O planejamento vem servir como base de um trabalho que procura sair do 
palavreado e direciona-se para uma prática. 
É mesmo fundamental que o processo de planejamento sobre um 
determinado campo de atividade seja entendido como uma contribuição para que, 
na sociedade, diminuam as diferenças entre os mais e os menos favorecidos. O 
grande remédio é a participação porque ela é a mola para a conscientização. O 
enfoque que vem chamar atenção diz respeito às observações que podem ser feitas 
quando se elabora um planejamento que é a visão idealizadora da teoria para levar 
à adaptação da vida prática. 
Em qualquer segmento profissional, para se obter um trabalho de qualidade, 
vem primeiro o planejamento desenvolvido dentro do estudo. É nesta etapa que se 
procura relacionar: deficiência, tentativas, formas, qualidade e os resultados. 
Quantas vezes se planeja uma aula para, em contato com a realidade, aquela 
mesma aula precisar ser reformada imediatamente pela realidade encontrada na 
sala de aula (indisciplina). 
O professor precisa planejar além de suas próprias necessidades, porque 
ele nunca sabe o que vai encontrar na sala no dia seguinte. Tem-se uma perspectiva 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
idealizada, porém muitas vezes difere do contexto atual no qual está inserida(o). Se 
diante dos percalços existir uma relação voltada para uma ligação participativa nos 
critérios administrativos, técnicos, docentes e discentes, tudo parece andar na 
mesma direção, mas se houver uma disposição (conflitos), parece ficar difícil, 
mesmo porque não está direcionado só para alguns, a direção vale para todos que 
vivem a realidade. Não supõe soluções independentes da necessidade da 
comunidade. 
Ao tratar a realidade teórica envolve-se uma série de problemas, que vão 
dar subsídios para o planejamento. Não se planeja o que está bem, mas o que 
precisa melhorar a visão do futuro, a chegada do novo, a receptividade. Costuma-se 
dizer que o planejamentoé o cartão de visita de uma Empresa. O reflexo de um bom 
planejamento reflete em todos os setores e qualifica os profissionais que atuam 
direta ou indiretamente. Isso é realmente o que domina o planejamento como uma 
estrada de asfalto que se direciona rapidamente a qualquer lugar. 
A estrada facilita o contato com as cachoeiras, rios, campos lindos diminuem 
os passos, pois o viajante permanece mais tempo atônito com tanta beleza e, com 
isso o caminho vai ficando longo, se arrastando, sem previsão. No entanto, se 
pretende chegar mais rápido e com liberdade de escolha precisa ir ao asfalto, que é 
o modo de ir mais longe e rápido pela qualidade da estrada que o veículo precisa 
percorrer (inteligência). 
Quando embaralham as ideias elas ficam confusas e a qualidade dos 
trabalhos reflete na pessoa que direciona. Mas se a essas mesmas ideias estiverem 
organizadas terá mais condição de desenvolver o planejamento com segurança e 
ainda sobrará tempo para auxiliar o outro. Ninguém trabalha voltado para si, todos 
os esforços analisados com calma direcionam para alguém. Em qualquer situação 
que venha a ser há sempre um setor esperando a execução de um trabalho. 
São essas direções que qualificam para procurar fazer cada vez melhor, 
com determinação, com segurança e buscar dentro dos esforços a perfeição. Sabe-
se que ninguém é perfeito, mas deve-se procurar formá-la em benefício de uma 
educação melhor. A comunidade que será avaliada no planejamento fundamenta-se 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
numa filosofia política de renovação. As decisões mais substantivas, importantes, 
deverão ser tomadas pelas pessoas que compõem a comunidade, que começarão 
por tomar consciência de seus problemas mais prementes e desenvolvem sua 
criatividade e capacidade de tomar decisões iniciativas, na busca de soluções 
próprias. 
Portanto, todo planejamento comporta um diagnóstico da realidade. Porém, 
um diagnóstico mais consciente e autêntico é pressuposto essencial para um 
trabalho produtivo. Este conhecimento da comunidade deverá decorrer do trabalho 
co-participado de todos. A comunidade precisa saber o que deseja e o que poderá 
ser num determinado tempo. Visto tudo isso, surge os planos que se integram ao 
trabalho desenvolvido para aprender e fazer a progressividade das atividades e 
técnicas dos conteúdos. 
É necessário considerar, porém, que tais riscos e dificuldades poderão se 
suplantar pelas vantagens que oferecem o Planejamento. Nota-se a transparência 
da realidade dos objetivos propondo-se soluções conscientes e substantivas. Além 
disso, a união de todos, para um fim comum, imbui todo processo de uma força de 
atuação muito grande, ampliando o horizonte de decisões, a divisão de trabalho e as 
responsabilidades. O valor se deve ao desenvolvimento humano educativo que se 
encara como ator e não mero espectador de sua história. 
Uma das preocupações mencionadas 
pelos educadores a respeito do planejamento é a 
possibilidade legal de sua efetivação nos 
diferentes sistemas de ensino. Enquanto as 
atividades vêm renovando as estruturas, ainda 
trazem um pouco sobre o sistema de ensino 
retrógrado, tradicional e fechado. É necessário 
superar esses ideais passados e planejar para 
que se dê vida, que se desperte o tamanho da 
importância da organização e se alcance os 
objetivos da qualificação do trabalho educativo em todos os seus segmentos. 
 
 
 
 
 
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A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO DAS AULAS 
 
 
 
Todo dia ela faz tudo sempre igual 
Me sacode às seis horas da manhã 
Me sorri um sorriso pontal... 
 (Chico Buarque) 
 
 
O planejamento tem que ser algo flexível ao entendimento e não uma teoria 
que dificulte a prática e acabe sendo guardado na gaveta, ou que venha a ser 
repetida a mesma metodologia do exercício da prática sem nunca trazer uma forma 
que chame atenção para percepção do aluno. 
A elaboração de planos é muito importante num processo de planejamento. 
Convém repetir, contudo: mais importante que os planos são os processos que por 
meio deles se desencadeiam. É possível planejar as aulas dentro da realidade atual. 
Não convém idealizar uma teoria centrada numa prática que difere da cultura. 
Embora tenha que aprender os costumes e culturas diversas, não se deve 
esquecer o que se dispõe no momento. De fato o planejamento das aulas (planos) 
sob a forma escrita torna-se mais eficiente e mais eficaz. E, sobretudo, para dar 
consistência a um processo de planejamento alcançado como resultado adicional 
(não de menor importância) sendo o próprio processo educativo quando colocado 
em prática. 
O que qualifica a maneira de interagir diante dos planejamentos em sala de 
aula é a maneira na qual são expostos os conhecimentos adquiridos. Até para que 
esses conhecimentos venham ao público é preciso conhecer a quem passar e o que 
passar, visto que eles estão na posição de receptor/transmissor. Para qualificar a 
importância de um planejamento para sala de aula precisa-se de demonstrações de 
 
 
 
 
 
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conhecimentos que sejam vivenciados ao longo da formação educar e aprender. 
Fazer um planejamento é levar o seu objetivo para os planos de aula e estes se 
estenderem na sala de aula. 
Todavia, observe que elaborar um plano sem planejamento é tecer uma rede 
que não se liga entre si. Ter um processo de planejamento sem plano é correr o 
risco de que a rede desmanche por falta de pontos de ligação dos fios. Não são, 
contudo, todas as metodologias de elaboração de planos que são organizadoras de 
um processo de planejamento. Com muitas metodologias, mesmo que se queira ter 
um processo, fica-se num suceder de planos desligados entre si. 
É conhecido no planejamento uma tarefa que anda por uma estreita via 
entre dois desfiladeiros: entrada firme desde que se tome cuidado para não cair. A 
tendência que leva a esse conhecimento é a norma da visão imperativa de uma 
imposição que pode instalar-se com facilidade e produzir a manipulação. Por outro 
lado, o desejo de fugir permite a desorganização das aulas e mostra que o 
planejamento foi negado. 
Entretanto, o conhecimento leva a alertar para o compromisso. Conhecer as 
habilidades para executar um plano de aula dentro do que foi planejado é a maneira 
mais eficiente de dizer para si mesma que: a organização qualifica. Não criticando 
situações opostas, mas estar procurando esclarecer que um não anda sem o outro. 
A importância de planejar é procurar prever um prognóstico que chama a atenção 
para melhorar a qualidade da atuação. 
Os principais cuidados para se fazer um planejamento que virá atuar na sala 
de aula é organizar a sua equipe, não de planejadores, mas de coordenadores: 
 Conhecimento da teoria de planejamento (o que se pretende diante do 
que se tem registrado); 
 A metodologia e a clareza do plano facilitam um entendimento e 
melhora a capacidade do outro; 
 Ser parceiro e compreensivo: favorecer a explicação; 
 Abrir espaço para que os outros participem; 
 
 
 
 
 
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 Propor etapas das atividades do processo educativo; 
 Redigir os textos, respeitando o pensamentodo outro; 
 Favorecer a participação e demonstração de fatos vivenciados na 
teoria e prática; 
 Encontrar soluções em conjunto; 
 Ser comunicativo. 
 
Assim pode-se encontrar uma equipe que deslancha o processo do 
planejamento e que venha parecer uma interferência ética e cientificamente 
aceitável dentro do grupo, inclusive com o aval da “autoridade”, tendo em vista que 
não visa à manipulação e busca sair do espontaneísmo de deixar as coisas ficarem 
como estão. Nas reuniões de planejamento para elaboração de seus planos deve-
se, porém, utilizar durante todo andamento um suporte de tempo necessário para 
implantação de um processo favorecendo a realidade de cada um. O fundamento se 
dá pelo resumo de tudo e assume diante dos esforços os limites que venham a 
ultrapassar a perspectiva do plano diante da realidade escolar. 
Quando foi frisado que o professor precisa planejar, além do que está 
programado para executar seu trabalho, estava avaliada a questão de 
desenvolvimento socioeconômico encontrado, que muitas vezes empurra o 
educador para aprimorar o seu conhecimento conforme as condições que lhe foram 
impostas. Será oportuno que o planejamento venha a ser implantado no processo de 
cooperativismo. As suas várias formas devem ser observadas no que se refere às 
características escolares como: motivação, mudanças, conhecimento dos esquemas 
mais amplos a metodologias de implantação do processo e, sobretudo, domínio dos 
pontos básicos. 
Não se trata de estabelecer com extremo rigor o nível de qualidade dos 
planejamentos, o que se pretende alcançar é a melhor qualidade na atuação 
enquanto programador de funções educativas. Diante dos processos do 
planejamento, analisando várias metodologias e estudos diferenciados das escolas 
 
 
 
 
 
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e posturas educadoras, vem uma observação que chama a atenção sempre. A 
qualidade da aprendizagem se dá pelo repasse, diante das metodologias 
trabalhadas em sala de aula. 
E porque existem tantos analfabetos? O que acontece quando se avaliam os 
alunos e encontram uma aprendizagem tão fraca? Por que os alunos não dominam 
a interpretação e não tem aptidão para matemática? Onde está o erro? Procura-se 
planejar diante dos labirintos que empurram para uma realidade que questiona 
tanto? Diante das realidades de ensino o que falta são os compromissos das 
funções tanto do educador como do educando. Não se questiona somente pela 
qualidade, mas pela quantidade que apresentam e exigem a nossa mudança diante 
das posturas apresentadas. 
Por isso o planejamento vem assumir um lugar de destaque nos dias atuais, 
não para alertar organização, mas para favorecer o desenvolvimento do processo 
melhor, de um crescimento contínuo de uma qualidade satisfatória. Se procurar 
investir nos planejamentos, certamente terá planos bem elaborados e alunos 
qualificados. Falar da teoria da aplicação simplifica dizer um conjunto de 
conhecimentos que explica a realidade dos fenômenos e suas causas. O teórico 
vem determinar uma realidade de conjunto de fatos compreendidos nos 
acontecimentos e por onde está acontecendo. 
Para compreender essa situação e solucionar o problema das necessidades 
em alcançar as qualidades efetivas do desenvolvimento educativo, deve-se procurar 
chegar às hipóteses de soluções e propostas de ação. A teoria vem utilizar o 
conhecimento da realidade ou sobre a qualidade da hipótese proposta. Não é certo 
de imediato, que a teoria não é consistente, porque a falha pode localizar-se em 
outro ponto. Quando se avalia essa forma entende-se que o ponto fraco da cadeia 
se deva pelos momentos que a teoria seja adotada nos resultados. 
 
 
 
 
 
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É fundamental que haja uma ação. Tão fundamental como a existência de 
uma teoria e do conhecimento da realidade. É nesses quadros que uma proposta de 
ação tem sentido e, sobretudo, possibilidades de ser eficaz. Todo planejamento é 
um relacionamento adequado entre esses elementos: a situação, a teoria, a 
realidade, a ação, o resultado dessa ação e a avaliação constante de tudo. 
O ser humano é responsável pela inovação dos seus planos fundamentais 
para o conhecimento do processo educativo em função de sua qualidade 
profissional. Não é somente a inovação da teoria, mas a maneira como ela vai ser 
trabalhada na prática diária. A receptividade vem mostrar conceitos de 
planejamentos dentro dos processos que convertem em processo educativo: repetir 
 
SITUAÇÃO 
PROBLEMA 
NECESSIDADE 
 
 
RESULTADO 
DA AÇÃO 
 
 
AÇÃO 
 
 
CONHECIMENTO
DA 
REALIDADE 
 
 
TEORIA 
 
PROPOSTAS 
DE AÇÃO 
 
 
 
 
 
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estas ideias sob diversas formas que parecem essenciais tendo em vista sua 
importância. O pensamento vem investigar o conceito de educação que sustenta 
uma aproximação conceitual. É muito prejudicial buscar compreender o ato de 
educar: dizer que ninguém educa ninguém, na conclusão de Paulo Freire, se todos 
nós educamos no relacionamento. 
Vale à pena compreender o ato de educar sendo a educação 
completamente como um conjunto de recursos, de situações e de ações para que 
mais facilmente aconteça o educar-se para integração do meio social, na perspectiva 
de formação do cidadão para vida. Educar é, em primeiro lugar, projetar a busca de 
sua própria identidade, seja ela pessoal ou em comunidade. Como se pretende 
educar se não trabalhar a socialização? Isso leva a acreditar que o entrosamento 
com o grupo busca uma intensidade motivada e uma capacidade de evolução 
construtiva. 
Planejar é justamente isso: propor uma identidade e agir para aproximar o 
que são, e para o que querem ser. Para que o processo de planejamento se 
estabeleça não é exagero insistir várias vezes na necessidade de que as pessoas 
tenham condições, capacidades e participação. De fato as pessoas só fazem aquilo 
para o que estejam capacitadas. O planejamento se contempla dentro de uma 
conceituação de educação que venha facilitar a compreensão de que se dá uma 
capacitação e participação na qual estabeleça um planejamento voltado para 
qualidade significativa renovada, participativa, enriquecendo os planos que ora vem 
sendo trabalhados nas salas de aula. 
A formação de ideias nos conjuntos educativos só vem engrandecer a 
qualidade de um planejamento voltado para a valorização dos seus educadores. A 
capacidade que cada um tem diante do seu compromisso é aprimorar nos seus 
métodos as ideias renovadas e metodologias aplicadas. O plano de aula faz a 
organização das metas, planejamento e levantamento dos dados para um objetivo a 
ser alcançado. Planejar é encontrar a saída para atuar na capacidade que se tem e 
de acordo com determinados critérios adquiridos ao longo de suas próprias 
experiências. 
 
 
 
 
 
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TIPOLOGIA E ETAPAS DO PLANEJAMENTO 
 
O processo de busca que vem equilibrar entre meios e fins, recursos e 
objetivos, visa melhorar o funcionamento das instituições escolares em diversos 
setores grupais e outras atividades humanas. Se planejar é refletir, então podem 
tomar decisões sobre a ação; previsão/necessidadese racionalização. 
Planejar, em sentido amplo, é um processo que visa a dar respostas a um 
problema, onde se estabelece medidas em que seja apontada a superação, 
atingindo seus objetivos ora previstos, no pensando que vem ser uma previsão 
necessária do futuro. A determinação do educador é prever os acontecimentos 
contraditórios aos seus objetivos. Então, dentro do planejamento ele estuda suas 
metodologias centradas em condições presentes, analisando as experiências 
passadas para encontrar a qualidade futura. 
Planejar é uma atividade que está dentro da educação, visto que esta tem 
como características básicas: evitar a improvisação, estabelecer caminhos que 
possam nortear mais apropriadamente a execução da ação educativa, ao 
acompanhamento e a avaliação da própria ação. Planejar e avaliar andam de mãos 
dadas. Ninguém faz um planejamento voltado somente para si. Ele tem vários 
segmentos que formam as suas tipologias que virão a ser trabalhadas 
cotidianamente, sem nenhuma restrição de fatos ou causas: 
Planejamento Educacional é um processo contínuo que se preocupa com 
o ‘para onde ir’ e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a 
situação presente e as possibilidades futuras, para o desenvolvimento da educação; 
Planejamento Curricular é o processo de tomada de decisões sobre a 
dinâmica da ação escolar”. “É previsão sistemática e ordenada de toda a vida 
escolar do aluno; 
Planejamento de Ensino é o processo de decisão sobre atuações 
concretas bem informatizadas que visem às atividades dos professores, no cotidiano 
de seu trabalho pedagógico e do aluno, na situação de ensino-aprendizagem; 
 
 
 
 
 
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Planejamento Escolar é o planejamento global da escola, envolvendo o 
processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a 
proposta pedagógica da instituição; 
Planejamento (para quê, para quem, o quê), são essas as preocupações 
fundamentais que venham a responder a todas essas questões. Sejam a longo ou 
curto prazo, elas são analisadas de forma que venha favorecer a qualidade do 
aprendizado; 
Planejamento Operacional (o quê, como e com quê) trata prioritariamente 
dos meios. As técnicas e seus instrumentos vêm centralizados na eficiência e na 
busca da manutenção do funcionamento. Pode-se concluir que o planejamento é a 
união de dados que vem sendo trabalhados dentro das organizações sociais, em 
benefício de uma qualidade de seus profissionais e as funções exercidas. Mas ele 
não se resume somente em saber planejar, a extensão o leva para um patamar mais 
apropriado que vem ser distribuído em outros segmentos para que possam ser 
executados. 
 
 
Planejamento 
Educacional 
 
Planejamento
Escolar 
 
Planejamento 
Operacional 
 
Planejamento
Ensino 
Tipologia e 
tipos de 
Planejamento
 
Planejamento 
Curricular 
 
 
 
 
 
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O reflexo de um bom planejamento será percebido nos Planos de Aula – 
estes são documentos que vêm registrar os tipos de decisões tomadas no 
planejamento, ou seja, o que se pensa fazer, como, quando, com que fazer com 
quem fazer. Para o plano existir é necessária a discussão sobre fins e objetivos, 
culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode 
responder às questões indicadas acima. Convém ressaltar que dentro de um 
processo de planejamento a duração é indefinida os planos têm duração bem fixada. 
Este modelo tem em vista prazo médio, devendo sofrer adaptações. 
O plano diz respeito apenas às questões que chegam a chamar a atenção 
no planejamento. Isso não faz dele um plano incompleto, ele apenas trabalha por 
etapas. O sentido que vem propor direcionamento às bases das necessidades em 
excussão, pois ele tem a função de orientar uma prática para a própria prática e, 
portanto, não pode ser um documento rígido e absoluto. É, dessa forma, a direção 
de um estudo de metas: 
Plano Escolar é onde são registrados os resultados do planejamento da 
educação escolar; 
Plano de Curso é a organização de um conjunto de matérias que vão ser 
ensinadas e desenvolvidas em uma instituição educacional, durante o período de 
duração de um curso; 
Plano de Ensino é o plano de disciplinas, de unidades e experiências 
propostas pela escola, professores, alunos ou pela comunidade. 
 
 
 
 
PLANOS 
 
ESCOLAR 
 
CURSO 
 
ENSINO 
 
 
 
 
 
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Os Planos, por sua vez, vêm ganhar uma determinação dentro do 
planejamento que facilita para o educador uma metodologia voltada para sua 
realidade, e que busque inovação e qualidade no processo de ensino-aprendizagem. 
Tais planos referem-se aos Projetos que, por sua vez, tratam de um 
documento, produto do planejamento nos quais são registradas as decisões mais 
concretas de propostas futuristas. Trata-se de uma tendência natural e intencional 
do ser humano. Como o próprio nome indica, projetar é lançar para frente, dando 
sempre a idéia de mudança, de movimento. Trabalhar o projeto em si é viver uma 
realidade que foi planejada, discutida, e que traz um retorno muito positivo para o 
educador e educando. 
O projeto é algo muito conhecido nos planejamentos e visa a alcançar um 
objetivo específico. Não teria sentido, assim, um projeto desligado de um plano mais 
amplo. A verdadeira mania de projetos que tem predominado sobre a educação tem 
gerado ações esporádicas, até contraditórias entre si. O projeto mantém uma ação 
determinada no espaço escolar. Os projetos pretendem ser amplos, tomar o lugar de 
plano. 
A clareza passa a ser muito simples por ser uma máxima aproximação junto 
à orientação da rotina, a elaboração (pensar) e a execução (agir): constam nele 
apenas as especificações para a ação, uma vez que a teoria e a doutrina que o 
embasam, já constaram antes. 
Dentro dessa simplicidade, além de algumas instruções suplementares 
eventualmente necessárias, as partes de um projeto são essencialmente: 
 Objetivo (tomada do plano); 
 Justificativa (breve); 
 Localização (atividades do projeto); 
 Cronograma (quando acontecerá cada atividade); 
 Metodologia (descrição); 
 Recursos humanos; 
 
 
 
 
 
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 Recursos físicos e financeiros; 
 Critérios de eficiências. 
 
Todo projeto supõe ruptura com o presente e promessas para o futuro. 
Projetar significa tentar quebrar um estado confortável para arriscar-se, é sair do 
comodismo e passar por uma aventura, só que ela favorece andar com os pés no 
chão. Descobrindo em cada passo aonde se pretende chegar. Fala-se de projeto 
educativo com muito entusiasmo porque muitas ações educativas partem de um 
projeto, que por sinal parecem ser simples e se estendem por um curto período, 
ganham espaço e modificam a consciência de muitos, diante do que venha a ser 
educação para educar. 
O projeto facilita o exercício da prática e o incentivo de buscar, em 
determinadas rupturas do decorrer do seu exercício. A qualidade da execução vem 
das idéias de quem o conduz. Ele precisa ser visto como peça importante de um 
grande quebra-cabeça que vai sendo descoberto passo a passo e que dentro do 
projeto pedagógicoconhece várias características que dão base de sustentação 
futura: 
 Participativo / decisivo; 
 Organização; 
 Autonomia escola/ solidariedade educativa; 
 Direção e opção dos problemas; 
 Compromisso e formação; 
 Não idealizar coisas / buscar a sua própria realidade; 
 Condições de desenvolvimento e avaliação; 
 Ação articulada. 
Construir, fazer do processo de criação, a ideia se transformar em realidade. 
 
 
 
 
 
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Projeto Político-Pedagógico da escola (PPP) - este precisa ser entendido 
como uma maneira de situar-se num horizonte de possibilidades a serem adquiridas 
dentro de suas perspectivas estudadas. O que se escreve dentro do PPP – Projeto 
Político Pedagógico é uma demonstração teórica do que espera alcançar e para 
quê. Vista esta realidade teórica ao longo do seu exercício, ele precisa ser visto 
como bússola de informação a ser seguida e melhorada. A escola tem um corpo 
docente que participa da elaboração, registra suas dificuldades, relata suas 
perspectivas e espera o retorno. Mas a teoria não pode estar sozinha, por isso o 
PPP deve ser colocado em prática e trabalhado pela qualidade que representa 
dentro da instituição escolar. 
O projeto pedagógico é um contexto do planejamento de um processo 
participativo, em que o passo inicial é a elaboração do marco referencial, sendo este 
a luz que deverá iluminar o fazer das demais etapas. O que fica claro diante das 
diversas formas de classificar a qualidade do planejamento para execução em sala 
de aula é que a educação que almeja alcançar um resultado deveria sair do seu 
comodismo. 
Então que resultados se podem ter diante dos planejamentos quando se vive 
uma realidade que difere da teoria escrita. A escola não se faz sozinha, o sistema 
são os educadores, e, por sua vez, os alunos andam na medida em que os 
educadores avançam suas pegadas. Acredito na educação , mas gostaria de ouvir 
sempre a conjugação do verbo - vamos, posso, acredito, realizo, aprendo e ensino. 
Não estou fantasiando uma realidade, não, estou comprovando as experiências 
vividas, relados registrados. 
O PROGRAMA é promover um estudo da realidade global e de propostas 
sobre homem e sociedade a fim de gerar espírito crítico e participação. A estratégia 
cooperativa condizente à educação libertadora para favorecer ao aluno ser sujeito 
de seu desenvolvimento. Dinamiza-se a utilização de métodos ativos que venham 
promover a cidadania. O programa, dentro de um plano, é o espaço em que são 
registradas as propostas de ação do planejador, visando a aproximar a realidade 
existente da realidade desejada. 
 
 
 
 
 
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Desse modo, na elaboração de um programa é necessário considerar duas 
dimensões: a das ações e atividades permanentes. No Conceito de Participação que 
leva a uma construção de melhorias da qualidade da Educação levanta-se a 
necessidade de descentralização e democratização da gestão escolar e, 
consequentemente, a participação como um conceito nuclear. De acordo com a 
etimologia da palavra, participação origina-se do latim "participatio" (pars + in + actio) 
que significa ter parte na ação. Para ter parte na ação é necessário ter acesso ao 
agir e às decisões que orientam o agir. Executar uma ação não significa ter parte, ou 
seja, responsabilidade sobre a ação. Mas fazer cumprir, interpretar e representar a 
capacidade de ação prática. 
 
 
PLANEJAMENTO INTERDISCIPLINAR 
 
 
Nos últimos tempos, o mundo vem passando por uma série de 
transformações políticas, econômicas e tecnológicas. Nesse período a Educação 
merece destaque, pois, em 1988 a Constituição reafirmou como direito de todos e 
dever do Estado e da família os caminhos da promoção e incentivo da sociedade, 
objetivando três pontos relevantes: o pleno desenvolvimento da pessoa, a 
preparação para o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho. Dessa 
forma, estabeleceu-se a Educação inspirada nos princípios dos ideais de 
solidariedade humana, tendo como finalidade o pleno desenvolvimento do 
educando, a desburocratização da educação e a descentralização do ensino, 
possibilitando maior autonomia aos estados e municípios, escolas e universidades. 
A LDB deixou clara a responsabilidade da escola em favorecer largas 
condições e oportunidades de aprendizagem e o esforço quanto à necessidade e 
flexibilidade de uma formação básica dos componentes curriculares. Por isso o 
planejamento curricular bimestral deverá ser discutido e bem elaborado, pois é a 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
base para criação de novas aulas. As metas do planejamento vêm sendo 
trabalhadas nos últimos anos em constantes modificações, seja nas suas 
tecnologias, seja como políticas econômicas. A educação merece um destaque que 
vem reafirmar um direito de todos e um dever que precisa ser cumprido. 
Para que as metas se concretizem, a escola precisa tratar de situações do 
dia-a-dia, abrangendo temas como a saúde, meio ambiente, orientação sexual, 
ética, pluralidade cultural, trabalho e consumo, que fazem parte da proposta da 
educação atual com a classificação dos temas transversais. Por isso o planejamento 
curricular bimestral deverá ser discutido e bem elaborado, pois é a base para a 
criação de boas aulas. As principais metas indicam conteúdos significativos e 
procedimentos adequados, assim como a avaliação que será utilizada. Integrar 
experiências variadas de aprendizagens inserindo exemplos que venham chamar a 
atenção para que se melhore o entendimento e se facilite a qualidade de 
aprendizagem trabalhada. 
O eixo temático é o tema gerador, ou seja, o nome do conteúdo que vai ser 
trabalhado na disciplina deve estar dentro do contexto e contribuir com um 
desenvolvimento intelectual do aluno. 
 
 
Avaliação 
Conteúdo 
atitudinal 
Conteúdo 
procedimental 
Dados e 
Conceitos 
Conteúdo 
Conceitual 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Conteúdo conceitual – o conteúdo que deve ser aprendido de forma 
sistêmica; 
 Dados e conceitos – são diferentes tipos de conhecimento; 
 Conteúdo procedimental – cabe ao educador apresentar suas 
atividades programadas dentro do planejamento, respeitando os níveis 
diferentes de dificuldades para que o aluno possa apossar-se de sua 
execução; 
 Conteúdo atitudinal – inclui normas, valores e atitudes que permeiam 
todo o conhecimento escolar e envolve cognição, afeto e condutas; 
 Avaliação – ela passa a ser contínua englobando os três conteúdos 
(conceitual, procedimental e atitudinal) por meio de atividades solicitadas e 
questionamentos no cotidiano que envolvam atividades práticas e exercícios 
que o aluno possa se expressar. 
 
Nesse pequeno percurso transitar pelos estudos das disciplinas escolhendo 
tema e cidadania, enxergando-a de pontos diferentes que algumas vezes se 
encontram completando-se. E em outros momentos se amplia, questiona, negam ou 
se confiam, mas na maioria das vezes se iluminam. Quando é enfocada a cidadania 
sob a ótica diária das ciências humanas, por exemplo, deve-se estudar o conceito e 
escolher de que forma se deseja abordá-lo. 
Se cidadania tem a ver com os direitose deveres dos cidadãos de um país e 
está diretamente ligada à Constituição Federal, Lei máxima de uma nação, pode-se 
começar pesquisando o porquê da necessidade da Constituição. O que vem a ser 
Constituição? Qual a data da última Constituição outorgada em nosso país? 
Também investigar a Declaração dos Direitos Humanos, correlacionar Cidadania e 
Direitos Humanos. 
Estudar o direito da cidadania como: igualdade, direito do consumidor, direito 
à moradia, direito à educação, etc. E avançar nos estudos dos princípios para uma 
prática democrática de participação efetiva. Pesquisando os modos de participação 
 
 
 
 
 
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segundo a constituição vigente e, enfim, que cidadania e participação comunitária 
são conceitos diretamente proporcionais. 
Do ponto de vista da História, podem perguntar: qual foi a primeira 
constituição elaborada na História da humanidade e em que circunstância? O que 
levou uma nação a elaborá-la e por quê? Outra pergunta que podem fazer: qual foi a 
data e a circunstância da elaboração da primeira constituição do país, no caso o 
Brasil? Passando pela geografia aborda-se sob a ótica da geografia humana, isto é, 
o homem é um ser histórico capaz de atuar no seu meio para transformá-lo, 
podendo melhorá-lo, discutindo ideias como transformar o bairro por criar órgãos 
para defesa de seus direitos, lançar mão da matemática quando houver necessidade 
de transformar o espaço físico por meio de mutirões para constituição e reformas 
dos espaços físicos, fazendo cálculos, construindo maquetes etc. Tais iniciativas 
envolvem diferentes áreas, como ciências da natureza, Biologia, Física e Química, 
passando pelo tema transversal Meio Ambiente. 
Vejam que a interdisciplinaridade vem abraçar de forma contextualizada 
todas as ideias trabalhadas em diversas disciplinas, e como não se podia deixar de 
fora nessa inovação, entra em cena também a área Código e Linguagem. Quando 
os alunos começam a trabalhar por meio de projetos percebem a importância prática 
de enviar mensagens de forma clara para o público-alvo. Seja a própria comunidade 
escolar, seja a comunidade local, por meio da elaboração de cartazes, faixas, 
murais, textos informativos que venham chamar a atenção para o que se deseja 
atingir; iniciativas assim encontram na Língua Portuguesa, aliada à arte e à 
informática, embasamento. As disciplinas Língua Portuguesa, Artes e Educação 
Física poderão trabalhar de forma integrada por meio de atividades como 
desempenho, teatro, números musicais, levando a mensagem desenvolvida durante 
o processo de trabalho interdisciplinar. 
Planejar o ano letivo pressupõe analisar a prática que virá a ser trabalhada 
durante todo o ano na escola, de maneira a encontrar respostas às questões 
orientadoras do aprimoramento do seu projeto político-pedagógico. 
 
 
 
 
 
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Deve-se procurar sempre interrogar na questão da escola quem são e qual o 
perfil dos alunos, a comunidade que circunda, a qualidade da aprendizagem, na 
intenção do que é necessário aprender e o sucesso que será obtido diante dos 
valores e formação dos alunos, o que vem a retratar a qualidade do trabalho da 
escola. Na realidade deseja-se com isso fazer um replanejamento do ano que 
passou e tentar melhorar a qualidade do ensino de uma instituição escolar. Os 
desafios que irão conhecer e que cada escola deverá responder a partir de suas 
forças e experiências comprovadas. Porém, o objetivo é unificar a qualidade de 
ensino e tentar construir uma escola com qualidade social, capaz de ser um espaço 
de crescimento para alunos e todos que nela trabalham. Com gestão democrática e 
em sintonia com a produção que venha a fazer a socialização do conhecimento 
repassado e que este chegue à melhor forma possível em trazer a informação clara 
para fazer-se aprender. 
O planejamento do ano letivo constitui-se num momento privilegiado para a 
reflexão coletiva, na qual todos estão voltados para ações educativas que se 
integram nas equipes e formação dos trabalhos. A elaboração, o desenvolvimento e 
a avaliação de planos de ensino e o preparo de aulas traduz-se numa atitude e 
vivência crítica permanente diante do trabalho pedagógico, possibilitando ao 
conjunto da equipe de profissionais da escola conhecer e se expandir numa 
construção participativa dos desenvolvimentos educativos. 
Ao falar em planejamento vêm logo a ideia de organizar o que se quer 
melhorar e apontar o que não o está fazendo evoluir enquanto profissional. Dentro 
do planejamento embasado no trabalho político-pedagógico vem a análise crítica 
dos resultados, que procuram novas formas de atuação e criam poderes para 
decidir. Quando procurar uma qualidade de atuação, procurar organizar-se dentro do 
perfil descrito nos PPP, que é o fruto do planejamento e que vem representar uma 
escola/sociedade no qual quer fazer parte dessa construção, diante das 
experiências passadas e expectativas futuras. 
A visão que o planejamento traz é o reflexo que registra os diagnósticos 
analisados no processo ensino-aprendizagem. O planejamento escolar, da forma 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
como vem sendo concebido no presente texto, não pode ficar circunscrito a apenas 
“semanas de planejamento.” Ele exige vários espaços garantidos no calendário do 
ano letivo, em que ora se registra encontros mais frequentes, mesmo porque a 
necessidade de estudar as possibilidades, cultura, forma crítica, possibilita ao 
professor uma reflexão prática do que se pode replanejar. É bom ter em mente 
várias interrogações, porque elas vão dando pistas por onde se pode tentar melhorar 
ou até excluir propostas que não deram certo. Para direcionar essa reflexão pode-se 
questionar: 
- Como tem sido a qualidade dos planejamentos? Quais as expectativas do 
planejamento para o trabalho deste ano? O que quero e preciso modificar? Como 
está sendo trabalhada a questão da interdisciplinaridade na escola? Como os alunos 
estão melhorando? 
É uma avaliação que durante todo o desenvolvimento dos trabalhos precisa 
ser revista. A qualidade do fazer se faz pela maneira como pode ser observado, 
qualificando avanços ou deficiências. 
 
FORMULAÇÃO DE OBJETIVOS DE ENSINO-APRENDIZAGEM 
 
Segundo alguns estudiosos, a aprendizagem é um processo integrado que 
provoca uma transformação qualitativa na estrutura mental daquele que aprende. 
Essa transformação se dá por meio da alteração de conduta de um indivíduo, seja 
por condicionamento operante, experiência ou ambos, de uma forma razoavelmente 
permanente. As informações podem ser absorvidas pelas técnicas de ensino ou até 
pela simples aquisição de hábitos. 
O ato ou vontade de aprender é uma característica essencial do psiquismo 
humano, pois somente esse possui o caráter intencional, ou a intenção de aprender; 
dinâmico, por estar sempre em mutação e procurar informações para a 
aprendizagem; criador, por buscar novos métodos visando à melhora da própria 
aprendizagem, por exemplo, pela tentativa e erro. 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Outro conceito de aprendizagem é uma mudança relativamente durável do 
comportamento, de uma forma mais ou menos sistemática,ou não, adquirida pela 
experiência, pela observação e pela prática motivada. Na verdade a motivação tem 
um papel fundamental na aprendizagem. Ninguém aprende se não estiver motivado, 
se não desejar aprender. O ser humano nasce potencialmente inclinado a aprender, 
necessitando de estímulos externos e internos (motivação, necessidade) para o 
aprendizado. 
Há aprendizados que podem ser considerados natos, como o ato de 
aprender a falar, a andar, necessitando que ele passe pelo processo de maturação 
física, psicológica e social. Na maioria dos casos a aprendizagem se dá no meio 
social e temporal em que o indivíduo convive; sua conduta muda, normalmente, por 
esses fatores e por predisposições genéticas. Formular objetivos por intermédio da 
prática diária da sala de aula é a maneira como podem avaliar o desempenho dos 
alunos para enriquecer a aprendizagem e qualificar a didática que vem sendo 
trabalhada com eles. 
Veja algumas sugestões de como trabalhar os objetivos teóricos na vivência 
da prática. No processo de aprendizagem os alunos passam por várias etapas: 
relacionam novos conhecimentos com os que já tinham, fazem e testam hipóteses, 
pensam onde aplicar o que estão aprendendo, expressam-se por meio de várias 
linguagens, aprendem diferentes métodos, conceitos, aprendem a ser críticos sobre 
os limites de aplicação dos novos conhecimentos, etc. A vantagem dos objetos de 
aprendizagem é que, quando bem escolhidos, podem ajudar em cada uma dessas 
fases. Os objetos de aprendizagem permitem a construção de contextos digitais para 
os conteúdos que serão explorados. 
A contextualização permite aos alunos traçar mais facilmente uma relação 
entre determinado conteúdo e suas aplicações práticas e enxergar a 
interdependência das várias disciplinas. Uma fórmula de física, por exemplo, deixa 
de ser uma sequência de variáveis operações e números e passa a ser a base para 
uma atividade cotidiana representada pelo objeto. O aluno de hoje sofre um intenso 
bombardeio de informações digitais, é um ambiente que ele entende muito bem, 
 
 
 
 
 
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nada mais natural do que se utilizar desse mesmo ambiente para incorporar 
conteúdo e conhecimento. 
 
Exemplo I 
- Lendo e interpretando gestos: 
Procure ler o texto a seguir com seus alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As expressões e gestos são interpretados quando as crianças, como os 
adultos, também se comunicam pela fala, gestos, ruídos ou textos interpretados. Só 
de olhar para uma pessoa sabemos se ela está com um bom humor naquele dia ou 
se está com raiva, medo, tristeza... 
Para trabalhar com os alunos, é preciso que se envolva neste texto as 
informações que possam fazê-los pensar e criar para ficar: 
 Incentive o aluno a ilustrar a teoria nas aulas de artes; 
Minhas Mãos (Francisca Jakeline D. Araújo) 
Toda criança da escola tinha um péssimo hábito de não lavar suas 
mãos depois que saía do banheiro. João era novato e quando saía de casa 
sua mãe sempre falava para ter cuidado com a higiene pessoal. Passaram-se 
dias e João continuava observando, avaliava que a metade de seus colegas 
não tinha hábitos de higiene. Preocupado ele começou a falar com alguns, e 
por isso sentiu-se excluído do grupo por ser metido a limpo. Certa vez numa 
reunião do Grêmio João se pronunciou, e durante seu discurso ele falou sobre 
a importância dos cuidados com a saúde. A turma começou a redigir textos, 
redações e faixas, que envolveram toda a escola numa causa que vinha 
beneficiar a formação ética e exercício da cidadania dos nossos alunos. 
 
 
 
 
 
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 Valorize cada texto redigido e faça suas modificações, levando o aluno a 
descobrir o contexto e sua contextualização na zona de aprendizagem; 
 Faça um painel que mostre o oposto do texto trabalhado. 
 
INVENTE SÍMBOLOS 
 Placas para serem colocadas nas salas; 
 Placas para serem colocadas nos jardins; 
 Procure chamar a atenção dos estudantes para as placas expostas nas 
ruas, nos carros e ônibus. Destaque a que mais lhe chamou a atenção ou 
prendeu a percepção dos alunos para trabalhar nas disciplinas. 
 
Basicamente o que se faz é discutir os processos de ensino-aprendizagem e 
o quanto a disponibilidade de recursos dos mais diferentes tipos pode trazer de 
flexibilidade e ganhos na aprendizagem dos alunos. Essa preparação não é fácil, 
pois existe certa acomodação por parte de alguns professores que seguem 
sequências didáticas pré-determinadas ou propostas em livros. No caso dos objetos 
de aprendizagem o trabalho está em pensar nos objetivos de aprendizagem a serem 
alcançados e a partir deles planejar atividades com o uso dos novos recursos. 
Logicamente, os objetos de aprendizagem são recursos a mais. Em alguns casos, 
não são a melhor alternativa. Em outros, são ideais. É o professor quem decide. 
Existem várias formas de utilização de objetos de aprendizagem no ensino, bem 
como existem vários tipos de objetos de aprendizagem. 
Além dos pontos considerados anteriormente, é importante que o professor 
esteja capacitado para utilizar todos os recursos da tecnologia computacional como 
uma ferramenta. Além dessa capacitação básica é necessário prepará-lo para as 
novas demandas da nova geração. O professor tem que entender que o nível de 
exigência e de exposição dos alunos às novas tecnologias é muito maior do que o 
dele. Portanto, deve se reciclar para conseguir se comunicar com a nova geração 
digital. 
 
 
 
 
 
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A IMPORTÂNCIA DA ESCOLA 
 
 
É fundamental reconhecer que cada criança constrói o seu conhecimento e 
se desenvolve dentro de um ritmo individual e que o professor não vem somente 
ensinar, mas estimular o indivíduo a ser o agente de sua própria aprendizagem. 
Dessa maneira, pode-se levar o estudante a concluir sobre as dificuldades que 
venham a aparecer e que precisam ser discutidas juntas e trabalhadas na classe. 
O processo de ensino-aprendizagem deve propor ao aluno o papel principal 
em sua aprendizagem, pois é ele o sujeito que aprende. O desenvolvimento é um 
processo que vem de forma diferenciada, dependendo do ambientes em que vive e 
de suas relações. Todos esses fatores estão profundamente interligados e deles 
dependem o ritmo e a forma que irão determinar a própria habilidade e motivação. 
Sabe-se que os objetivos que foram trabalhados teoricamente nos planejamentos 
vêm sendo discutidos aqui numa prática interdisciplinar. 
Para estender a todos esses princípios metodológicos, o educador deve 
estar devidamente embasado na teoria e na prática construtivista, estando disposto 
a mudar significativamente sua prática pedagógica devendo, portanto, imbuir-se de 
uma postura condizente com esta proposta didática. Os objetivos metodológicos são 
trabalhados desde o primeiro dia de aula. Cada aluno e cada sala de aula vão sendo 
trabalhados diante de saberes diversificados. A realidade muitas vezes é 
preocupante, como é o caso de vários alunos que ainda não conhecem a sala de 
aula, e tudo vêm sendo conhecido e registrado a partir do primeiro dia de aula. 
Quando nas aulas de matemática leva-se o conhecimento dos alunos à história dos 
 
 
 
 
 
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números contada por meio das formas geométricas, procura-se objetivos para 
passar uma aprendizagem inovada na prática, em que cada forma conhecida possa 
ser explicada em sala de aula. 
As ferramentas de pensamento como objetos que permitem gerar mapas 
conceituais, classificadores, diagramas causa-efeito, etc., ou seja, os chamados 
“objetos pré-prontos”, nos quais os alunos inserem o conteúdo para terminá-los e 
disponibilizar na Internet suas versões pessoais. Isso permite que o professor 
proponha trabalhos bastante significativos, uma vez que parte dos interesses e 
contextos dos próprios alunos. Os objetos são flexíveis. Por exemplo, imagine um 
objeto no qual o aluno possa explorar o ciclo de vida de uma estrela. A estrela 
nasce, vive e morre em um período de milhões ou bilhões de anos. 
O caráter histórico do pensamento verbal deve considerá-lo sujeito de todas 
as premissas do materialismo histórico, que são válidas para qualquer fenômeno 
histórico na sociedade humana (Vygotsky, 1993 p.44). Sendo o pensamento sujeito 
às interferências históricas às quais o indivíduo está submetido, entende-se que o 
processo de aquisição da ortografia, a alfabetização e o uso autônomo da linguagem 
escrita são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensino-
aprendizagem propriamente dito, mas das relações subjacentes a isto. 
Vygotsky diz ainda que o pensamento propriamente dito é gerado pela 
motivação, isto é, por desejos, necessidades, interesses e emoções. Por trás de 
cada pensamento há uma tendência afetivo-volitiva. A forma é mostrar que não seria 
válido estudar as dificuldades de aprendizagem sem considerar os aspectos 
afetivos. 
Para se avaliar o estágio de desenvolvimento ou realizar testes 
psicométricos não bastam as respostas às questões levantadas. É necessário fazer 
uma análise do contexto emocional, das relações afetivas, do modo como à criança 
está situada historicamente no mundo. Na abordagem de Vygotsky a linguagem tem 
um papel de construtor e de propulsor do pensamento, afirmando que aprendizado 
não é desenvolvimento. 
 
 
 
 
 
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O aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento 
mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra 
forma, seriam impossíveis de acontecer, visto que precisam de uma participação 
maior, em participação de integração e absorção do conteúdo estudado. A 
linguagem traz à realidade o motor do pensamento, contrariando assim a concepção 
desenvolvimentista que considera o desenvolvimento como a base para a aquisição 
da linguagem. 
O aluno pode visualizar um processo por meio de linhas do tempo, inclusive 
relacionando as escalas temporais com a da formação dos planetas, do próprio 
universo ou do surgimento da vida. Pode-se também usar classificadores para 
entender que tipo de matéria ou partículas existem em cada momento. Para isso, 
pode também ver como são as reações pelo uso de simuladores. Os níveis de 
explicação podem ser bastante diferentes, ora voltados ao ensino básico, ora ao 
ensino superior. 
Todas as possibilidades podem ser cobertas a partir da combinação de 
objetos de aprendizagem. Quando se pensa em objetos de aprendizagem do tipo 
“simulação”, alguns processos são bastante apropriados para o uso dessa mídia: 
movimentos que obedecem a leis como as da física, interação entre agentes como 
nos sistemas ecológicos, relações de causa e efeito que se modificam conforme a 
alteração das condições iniciais ou das relações entre as diversas partes, como nas 
condições de meio ambiente, etc. 
Eles são mais facilmente adaptados às disciplinas que se utilizem bem de 
simulações de eventos, tais como Física, Matemática e Química. Porém, todas as 
disciplinas podem utilizar objetos. Por exemplo, é possível criar objetos que façam 
uso extensivo de vídeo, música, mapas e histórias para o ensino de Geografia e 
História, além de objetos com jogos de regras gramaticais. Pode-se utilizar também 
de um fato histórico em que se relate a cultura regional e o mesmo ser trabalhado 
em Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia e Educação Artística. Essas 
modificações levam o professor (facilitador) a aprimorar seus contextos e facilitar a 
capacidade de ensinar dentro de uma didática-metodológica aberta para aprender 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
conhecendo, sem que precise se rotular a apenas uma única direção. O livro didático 
vai ser explorado com mais segurança, os textos já vem trazendo uma realidade 
para o exercício da prática. 
 
RECURSOS DIDÁTICOS 
 
Os grupos que elaboram os conhecimentos que vêm ser trabalhados em 
diversas áreas chegam à escola para um desenvolvimento real que traz um 
momento de interação consolidado nas capacidades e atitudes de interesses 
participativos. 
Diante deste universo de diversidades próprias do ser humano que se 
encontra na sala de aula, é necessário conhecer a clientela na sua individualidade. 
Cabe ao educador gerar uma ponte educativa entre os conhecimentos reais que o 
aluno traz ao ingressar na escola e que embasará o desenvolvimento escolar. 
Portanto, para alcançar um diagnóstico é preciso analisar o tipo de material usado, 
como este está sendo utilizado e que avanços tiveram ao longo do desenvolvimento. 
O objetivo é diagnosticar os níveis operatórios com os quais os alunos-
clientes já podem lidar: conservação, classificação, seriação. Quando se verifica a 
defasagem cognitiva para maior intervenção do professor, pode-se preparar e 
selecionar jogos e atividades que vão ao encontro das necessidades do aluno, de 
forma a promover o seu desenvolvimento cognitivo. Quando preparar o material para 
sala de aula busque associar a cada deficiência a ser trabalhada. 
A exemplo disto tem-se as sucatas trabalhadas com material introduzido nas 
disciplinas e adaptadas à realidade para capacidade de aprendizagem, quando se 
solicita aos alunos que eles mesmos façam seus objetos (caixas de fósforos, 
garrafas plásticas, jornais, revistas, folhas de árvores, grãos de cereais, pó de 
serragem de madeira, algodão, areia) e muitos outros. 
Com isso direcionam-se os mesmos para valorizar o que tem no seu 
ambiente, como também estimula a criação. Para que o aluno comece a entender a 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
importância do material didático na sala de aula (desde o livro didático até as 
sucatas trabalhadas) é preciso que ele conheça em que cada objeto usado 
influencia na sua aprendizagem, na interação do raciocínio lógico, nas mudanças 
adquiridas ao longo das experiências. 
Uma proposta é que se comece pelos blocos, por serem tão comuns na vida 
do aluno, pelo conhecimento da sala de sua casa, formato das janelas, recorte de 
costura da Mãe, ferramenta de serralheiro, pedreiros, agricultores, como forma de 
explicar a matemática para seus alunos. Não será interessante levar o aluno para 
conhecer um mundo novo sem que ele comece a 
conhecer o seu próprio. Costuma-se dizer que só se 
conquista a aprendizagem quando se está disposto a 
ler, não somente a leitura dos livros contada pelos 
autores, mas a leitura do ambiente. Essa experiência 
faz com que se firme na realidade e se desperte para 
buscar o novo commais segurança. 
O Bloco Lógico vem verificar o estágio 
cognitivo. Entregue à criança uma caixa de blocos lógicos e peça-lhes para virar 
sobre a mesa e organizar as peças. Durante certo tempo, observe suas tentativas. 
Se uma criança morder ou mesmo atirar as peças no outro ou na parede, chutar, ou 
seja, não mostrar qualquer indício de organização das peças será considerado como 
estando no estágio cognitivo. Se uma criança consegue construir objetos com as 
peças como mesa, cadeira, cama, banquinho, entre outros ele pode estar no estágio 
cognitivo pré-operatório (2 a 7 anos aproximadamente). No caso de uma criança 
conseguir agrupar peças por tamanhos, cores, formas e/ou espessura, este estará 
no estágio cognitivo operatório-concreto 
(comportamento esperado para crianças de 7 a 11 
anos aproximadamente). 
Sucatas – trabalhadas com caixas de papelão, 
figuras de animais e objetos retirados de revistas, 
caixa de ovos. Podem ser feitos objetos como: 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
chaveiros, coelhinhos da páscoa, porta-jóias, cabecinhas de bonecos e dados para 
jogos interativos. Ao trabalhar com sucata procure não transformar a sala de aula no 
lixão, mas fazer da sala de aula um lixão que produz e ensina. As palhas de milho, 
muito utilizadas no eixo semiárido, vem para a sala de aula para ser transformada 
em lindas flores e a cada flor criada a origem de sua espécie vai sendo estudada. 
Os fantoches são criados e adaptados nos polegares e cada criança começa 
a fantasiar suas histórias de acordo com os personagens que vão sendo criados. 
Surgem às idéias de trabalhar os boliches feitos de garrafas plásticas interagindo 
nas aulas de Educação Física, Matemática e Artes, é um bom recurso para ensinar 
as primeiras contas de forma divertida. 
No século XIX a ascensão das rainhas Isabel II (Espanha) e Vitória 
(Inglaterra) deram força à figura da rainha no xadrez. Hoje a peça se movimenta 
quantas casas quiser e é a mais ofensiva do jogo. Mas não ameaça a supremacia do 
rei. Será que o machismo está associado a esta observação? Pela posição de 
destaque, o homem procura a semelhança diante do jogo. Como mera suposição é 
importante chamar a atenção para a importância de se trabalhar matemática com o 
jogo de damas e xadrez, o prazer leva a criança a aprender brincando, favorecendo 
a ela uma grande capacidade de interagir em sua participação. 
Imagine uma árvore toda enfeitada de 
letrinhas e que estas venham a ser criações dos seus 
alunos. Todo alfabeto vem sendo trabalhado dos 
recortes feitos das revistas e jornais e vão ganhando 
formas e cores para enfeitar as árvores da sabedoria. 
O gesso vem ganhando uma importância satisfatória 
nas atividades diárias, seja na confecção ou 
acabamento das peças. 
O conhecimento físico é a descoberta das propriedades físicas de objetos, 
tamanho, textura por ação direta sob o objeto ou objetos. O conhecimento social é o 
conhecimento convencional oriundo de determinado grupo social ou cultural, que 
pode ser diferente de um grupo para outro. Quando se verifica a diferença entre o 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
conhecimento empírico e conhecimento lógico – matemático, por exemplo – pode-se 
perceber o quanto essas novas tendências pedagógicas vêm abrir oportunidades 
que antes raramente se observavam. 
A escola passou a fazer parte da vida do aluno e se estendeu até sua 
família, visto que muitos objetos trabalhados, sucatados em sala, vão para casa e 
serve de saída econômica em muitas famílias. Procure relacionar os objetos mais 
acessíveis à realidade, o que agora favorece conhecer os jogos didáticos que vem 
para as escolas. O primeiro contato desperta curiosidade e falta de jeito para lidar 
com eles, mas quando começar a explicar cada parte, tudo parece fluir rapidamente, 
a criança se volta para um mundo imaginário / na realidade de sua prática. O jogo de 
damas e dominó, com peças diferentes daquelas construídas por eles chama a 
atenção para compartilhar as peças, participando do bingo de palavras e 
conhecimento de animais que vem atrás de cada carta baralho. 
A expressão de cada aluno mostra um mundo novo que vem se voltando 
para meio interdisciplinar, os próprios jogos já informam que o jogo funciona quando 
se aprende a compartilhar, e esse compartilhamento se deve ao entendimento das 
disciplinas trabalhadas. Com mais criatividade, tira-se proveito também em 
Educação Artística, inventando novos formatos para as peças. 
A pesquisa em livros estimula o interesse por línguas estrangeiras. O 
resultado, depois de um tempo, é visível. No final dos bimestres surgem notas 
melhores e os professores elogiam a dedicação e a concentração dos alunos e as 
idéias dão segmento a mais uma etapa da aprendizagem trabalhada para viver 
aprendendo com material e arte. 
 
PARA QUE SERVEM 
 
O ábaco, material dourado, tampinha de garrafas, cartões com letras e 
numerais, por exemplo, vem trazer para o aluno o despertar do seu interesse pelo 
que eles representam. Quando se deixa o aluno manusear o material, verifica-se que 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
ele conta um a um, identifica a quantidade na contagem, muda da unidade para a 
dezena, reconhece quantidades num determinado conjunto de peças. 
Os conceitos matemáticos dominados ou não pelos alunos serão verificados 
em várias situações dentro e fora da sala de aula: no recreio, nas atividades com o 
próprio corpo em relação ao espaço, nos jogos e nas atividades de linguagem oral, 
matemática e outros conteúdos do currículo. O diagnóstico pode ser feito formal ou 
informalmente, em grupos ou individualmente, para assegurar o equilíbrio da criança 
como o do adulto, seja qual for o conteúdo ou forma dessa expressão. 
As atividades em artes favorecem também o desenvolvimento afetivo, 
especialmente por facilitarem a livre expressão e permitirem a descarga de tensões, 
assegurando o equilíbrio emocional. A sua independência, quando lhe é dada a 
oportunidade de escolher em seu trabalho, conquista a expressão de sentimentos e 
emoções e objetiva seu modo de sentir e descobrir a si mesmo. A maior contribuição 
que se pode favorecer ao aluno em sala de aula é levá-lo ao conhecimento para que 
ele entenda que a contribuição na qual está inserido vem para ajudá-lo a entender 
como manusear os recursos utilizados para crescimento da sua própria formação. 
Os materiais usados vêm modelar a capacidade de entendimento do aluno, desde 
sua formação nos primeiros anos de vida escolar (educação infantil) como nos 
segmentos sequenciais de suas séries (anos Fundamental I e II, médio, nível 
superior). O trabalho da educação tem como objetivo satisfazer as necessidades e 
desenvolver habilidades criativas e desenvolver autonomia. 
 
 
 
 
 
 
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O QUE FAVORECE O MATERIAL DIDÁTICO UTILIZADO NAS SALAS DE AULA 
 
MATERIAL DIDÁTICO – 
MANUSEAR 
AVANÇOS CONSEGUIDOS 
 
DESENHOS 
O primeiro contato vem por meio dos 
desenhos, trabalhados na Educação 
Infantil. A criança, a princípio, quer 
destacar a família, mesmo porque ela 
está muito ligada à dependência dos 
pais e associa a sua realidade aos 
desenhos.OBJETOS DE 
FORMAS GEOMÉTRICAS 
 
 
O contato faz a criança comparar com a 
casa e seu habitat é a maneira que ela 
tem em expressar o que vê. 
 
 
JOGOS 
A vida é uma competição constante, e os 
alunos são preparados sempre para 
competir. Nos jogos eles se 
desenvolvem e mostram sua capacidade 
de saber ser solidário, respeitar o direito 
do outro. Aqui praticamente se ensina o 
que é ser cidadão. Embora a mensagem 
venha sendo passada desde os 
primeiros contatos, nessa modalidade o 
favorecimento é bem maior. 
 
Os itens citados foram apenas reflexões sobre o que tem que se conhecer e 
viver nos primeiros passos da escola. Essa aprendizagem de uma resolução de 
problemas constitui método eficaz para o desenvolvimento do pensamento 
matemático. Sabe-se o quanto a dificuldade de assimilar os números vem crescendo 
nas salas de aula, mesmo porque o próprio aluno já internalizou a frase “detesto 
matemática”, “não gosto de redação”, “ai quanta chatice aquela redação do primeiro 
 
 
 
 
 
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dia de aula - relate suas Férias”. Quando visitei algumas escolas municipais, ouvia 
sempre essas reclamações. 
Uma aluna da zona rural me chamou a atenção pela maneira como ela se 
posicionou diante de todos quando disse: “não vejo que está errado, apenas cada 
um precisa falar para que a professora comece a avaliar”. Se não interagir 
expressando o entendimento, as adaptações de suas ideias não se conseguirá 
compartilhar experiências. A troca de experiência em sala de aula é muito importante 
para que o aluno, no uso de suas atribuições, possa mostrar suas ideias. 
A criança precisa se sentir em seu espaço e estar ligada a ele pelas 
percepções que recebe por meio dos sentidos, fundamentalmente da visão e do 
tato. Nesta etapa de sensibilização surge o mundo das formas pelo conhecimento 
adquirido quando em contato com os materiais pedagógicos. 
Por meio da exploração ativa, acompanhada pelos deslocamentos, ela 
converterá esse espaço nos quais realiza suas primeiras experiências no espaço 
real. Todo esse esforço será insuficiente se não for acompanhado pelo professor 
com uma linguagem expressiva, na qual descobrirá suas possibilidades de criar e 
construir seu próprio espaço. 
 
COMO UTILIZÁ-LOS 
 
A concepção do papel do educador é enfatizar os 
princípios do individualismo, liberdade e igualdade com 
democracia, incorporando uma ideologia que tente explicar 
a sociedade organizada a partir do modo de produção do 
conhecimento adquirido por meio da utilização do material 
didático. O princípio lidera concretizar uma prática que fixa 
objetivos e determina programações que cumpram o papel 
de legitimar e perpetuar a ordem social existente, 
permitindo que ocorram sem restrições as potencialidades. O orientador contribui 
 
 
 
 
 
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para explanar a característica básica dessa sociedade, a sua divisão em classes 
sociais. 
Assim explica-se que cada orientador, no uso do desempenho de seu 
exercício profissional, privilegie as atividades que supostamente permitiram a 
revelação e a conscientização das características. A percepção da realidade passa a 
agente de mudanças e conscientização. 
A prática em sala de aula merece destaque nesses últimos anos e, em geral, 
foi pensada como proposta de formar cidadãos capazes de construir e participar de 
uma sociedade democrática. Tendo como pano de fundo o mesmo princípio é 
possível analisar as mudanças que são encontradas em realidades específicas 
(regionalizadas /municipais / estaduais / particulares), uma melhoria tanto por parte 
do educador como do educando. 
Ao preparar uma aula com material de apoio que venha a favorecer ao aluno 
uma percepção maior, a qualidade do conhecimento de seu conteúdo ganha outra 
direção. Automaticamente ele sai da teoria, muitas vezes uma didática tradicional 
que impossibilita o aluno a participar, fazendo com que ele somente escute e copie, 
e chegue à participação direta, no questionamento, na observação e leitura de 
ambiente. 
A metodologia diversificada trabalhada vem mostrar uma bagagem inovada, 
criando dentro do aluno, diante do seu conhecimento, possibilidades de interagir 
com o mundo na prática. Ignorar a existência da prática é o mesmo que escurecer o 
caminho de quem precisa da luz para prosseguir sua viagem. O material didático 
precisa chegar à sala de aula para ocupar seu espaço e garantir sua permanência. 
Claro que trabalhando a interdisciplinaridade o educador irá precisar muito dele. 
Mesmo porque o mesmo material utilizado em uma disciplina virá a servir para outra 
e assim dar-se-á segmento a muitas outras oportunidades. 
Entretanto, o que mais se destaca é o engrandecimento educativo do aluno 
e a capacidade do educador. Uma escola que ensina seus alunos a usarem o 
material didático está se preocupando com a formação da cidadania de cada 
integrante. A educação Brasileira pautou-se durante várias décadas em importação 
 
 
 
 
 
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teórica-prática, distanciando-se da realidade sócio-educacional e, portanto, não 
correspondia às necessidades mais prementes da escolarização da população. 
A adesão a certas correntes pedagógicas se fez presente na escola como 
um todo. A tentativa da modernização que se apresentou como perspectiva de 
mudança contaminou todas as camadas: especialistas, diretores, supervisores, 
orientadores. As pesquisas educacionais no país também se apresentaram 
influenciadas pelos mesmos fundamentos. A escola, como sociedade, se apresenta 
como oferecendo igualdade de oportunidades para todos. 
A sua práxis vem residir possibilidades de confrontar as diferenças de 
condições de vida e de trabalho entre os homens. A reflexão nos traz esclarecimento 
sobre saber compartilhar para ganhar. A reflexão prática aprofunda um 
conhecimento transformador. Se a lei define o profissional encarregado de líder 
diante das questões do trabalho é preciso deixar claro o que é esperado dele, o que 
ele efetivamente faz, pensando criticamente o seu papel definido e assumido, 
superando-o. 
O exercício de sua prática vem determinar momentos históricos como 
alternativas possíveis a nível escolar para atender uma mão-de-obra qualificada. 
Diante da importância em saber trabalhar em sala de aula com os materiais 
disponíveis dentro de sua realidade. 
Logo, a aprendizagem é um processo dialético que se dá a partir do 
desenvolvimento biológico, psicológico e social, como produto das práticas sociais, 
ideológicas e econômicas que caracterizam cada classe social. A aprendizagem 
nem sempre aparece de imediato, talvez pela inibição de alguns alunos, que 
precisam ser acompanhados e superados diante das dificuldades encontradas no 
meio em que estão inseridos, chegando a alcançar a mesma aprendizagem que os 
demais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A PRÁTICA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE AÇÃO-REFLEXÃO 
 
“Toda teoria é constituída num cenário cultural, 
nunca por um teórico individual. 
A teoria é o produto de estudos de educadores 
comprometidos com o seu trabalho, das suas 
reflexões e experiência”. 
(Piaget) 
 
 
Todo educador tempor trás do seu fazer pedagógico uma teoria que lhe dá 
suporte. A proposta didática é fundamentada na concepção teórica e denomina uma 
construção de conhecimentos constituídos e dinâmicos do saber ao longo de sua 
história. O sujeito é visto como um ser ativo que, agindo sobre os objetos de 
conhecimentos, no seu meio, interage socialmente e sofre as influências dos 
mesmos, ao mesmo tempo em que interioriza vários conhecimentos a partir de sua 
ação. Dentro dessa perspectiva, o sujeito é tido como um indivíduo que traz 
conhecimentos decorrentes de sua estrutura cognitiva e de suas aprendizagens e 
experiências vividas, assim como também os recebe do meio ambiente. 
Ao se estabelecer dentro das ideias que estão desenvolvendo a posição 
exata que ocupa a autoridade do mestre, uma pergunta se faz de imediato 
necessária: é possível uma prática docente sem que o mestre disciplinar mostre sua 
superioridade e reciprocidade diante da estrutura que venha a desenvolver uma 
relação de aprendizado? 
Hoje, em contato direto com os meios de informação, muitas vezes acontece 
que os mestres (educadores) sabem menos que os seus discípulos num setor 
específico. O mestre dá a palavra ao discípulo para que este pronuncie o essencial. 
Resulta daí que o principal não é o ensino, mas a ordenação do ensino que não é 
puramente fruto do ensino. É, antes disso, uma relação de ordem pessoal e 
humana, cujos sentidos vão variando de acordo com as situações encontradas. 
A relação educadora põe a frente mestre e discípulo. Ambos participam da 
mesma teoria de que vem crescendo para desprender e afirmar uma autonomia 
 
 
 
 
 
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complementar. A grande contribuição que é oferecida neste diálogo sobre a prática 
docente é direcionar o leitor para um progresso de entendimento educacional, em 
que exime da reflexão sobre a ambiguidade. 
O equilíbrio da tecnologia só existe quando houver o equilíbrio humano que 
vem mostrar as concepções necessárias e que vem insistir na integração do 
professor no exercício de sua prática. A formação da consciência do indivíduo não é 
inata, exige esforço e atuação de elementos externos e internos. A educação é um 
processo contraditório de elementos subjetivos e objetivos, de forças internas e 
externas. Se a educação fosse um processo espontâneo, “natural”, e não cultural, 
não haveria necessidade de organizar esse processo. 
Na perspectiva de uma educação visando à transformação, a escola tem um 
lugar estratégico, na medida em que pode ser o lugar onde as classes se organizam 
para uma convivência de saberes diversificados culturalmente, mas que tenham a 
mesma direção “o exercício do saber aprender”. A prática docente é a transparência 
do profissional da área de atuação (em qualquer segmento trabalhista) que vem 
mostrar sua eficiência diante do que venha defender para execução do seu trabalho. 
Os métodos utilizados acompanham a realidade vivida, estudada e que 
precisam ser moldados para atingir seus objetivos futuros. A educação está sempre 
na expectativa para competir e formar consciência crítica diante das relações 
opressivas de poder, vistas dentro do objetivo que se espera alcançar, lançando-se 
mão de uma metodologia que, mesmo quando ultrapassada, acredite na capacidade 
de quem atua dentro de uma “metodologia tradicional” e que procura romper as 
barreiras do conformismo e submissão para viver uma variedade de fatos reais. 
A prática não precisa ser uma cópia dos critérios estabelecidos, mas a 
criação e adaptação dos meios diante dos casos encontrados diariamente nas salas 
de aula. Que resultado se teria se a aula programada fosse trabalhada dentro de 
uma sala na qual o tema debatido naquele dia seja “Futebol” por exemplo, e a aula 
foi programada para matemática com equação do 1º grau. A mágica é não fugir do 
contexto geral da aula, mas voltar para dentro do assunto abordado pelos alunos e 
que venha a ser trabalhado na programação da aula de matemática. 
 
 
 
 
 
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O caráter básico do sistema de educação existente controla a organização 
de valores que vêm a ser trabalhados nos planejamentos e o conhecimento técnico-
organizacional, de ordem que venha estruturar a eficácia e precisão. A concepção 
do educador assume um caráter de agente do controle que vem ser defendido no 
interesse escolar. Entretanto, como a escola é um organismo vivo, a flexibilidade 
burocrática não impede por muito tempo a inovação pedagógica. As contradições 
internas não podem ser totalmente absorvidas. 
Começa a aparecer a defasagem entre o apregoado, o planejado e o 
realizado, entre o plano real, entre o regimento, a legislação e a realidade. A crise 
desse modelo de educação não é apenas interna à escola. Com a organização 
crescente da chamada sociedade civil é que surge a necessidade de revisão desse 
modelo. Vive-se buscando sempre superar tudo, principalmente a crise educacional. 
É natural culpar as deficiências acontecidas aos sistemas educacionais. 
Por que será que jogam tudo para responsabilidade do sistema 
educacional? Afinal, educadores e toda a comunidade escolar que compõem essa 
realidade estão comprometidos com a extensão das mudanças para que haja um 
mundo melhor. A preocupação que surge nos genitores e educadores para que 
esses sistemas cheguem a mudar o pensamento de seus filhos é uma preocupação 
dialética. O essencial na formação de um professor não é o que ele aprende, mas 
tudo o que ele pode aprender e que será capaz de produzir com seus alunos. 
A prática docente pode estabelecer-se sem recursos pedagógicos ou apesar 
deles, mas é apenas por meio dela que a relação professor-aluno torna-se 
educadora. Para entender como funciona o desenvolvimento do indivíduo dentro da 
capacidade de aprender é preciso que o estudo da teoria dentro da interação social 
e trocas intelectuais se voltem para um alto nível, que consigam relacionar-se com 
seus semelhantes de forma equilibrada. 
Os estudos dessas reflexões vêm expandir-se cada vez mais no universo 
educacional. Embora nenhum teórico tenha aprendido a elaborar uma pedagogia 
propriamente dita, deixaram contribuições incalculáveis para a Educação. As ideias 
e descobertas de ambos impulsionam a busca de mudanças significativas e 
 
 
 
 
 
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urgentes no fazer pedagógico das salas de aula em todas as modalidades e graus 
de ensino e, em especial, nas séries iniciais. A reflexão até aqui foi uma amostra do 
que é enfrentado no trabalho docente e em que medida estas têm determinado uma 
postura pedagógica que se encaminhe em uma prática empírica à construção de 
uma nova prática. 
Cabe, então, uma primeira reflexão sobre o que se entende por trabalho 
docente. Porém, na medida em que o trabalho se particulariza e se especializa, 
como no caso do trabalho docente, não se pode mais pensá-lo de uma forma 
simples, generalizada. Neste sentido, pensar a categoria trabalho enquanto trabalho 
docente, teoricamente apenas, não é possível, pois este deriva das determinações 
da prática, sendo necessário partir para a análise das condições reais em que se 
processa. 
A abstração necessária à compreensão de tal categoria extrapola, portanto, 
tanto a verdade teórica quanto a verdade prática, somente sendo possível analisar à 
luz das condiçõeshistóricas nas quais ela é vivida. Partindo da especificidade do 
momento presente, encontra-se um grupo de alunos que sob orientação aventura-se 
a estudar as implicações prático-teóricas que envolvem o exercício de uma prática 
pedagógica interdisciplinar. 
A disciplina a ser trabalhada na sala do fundamental II é oferecida em 
caráter optativo, portanto trata-se de disciplina eletiva. Exige muitas horas de 
dedicação, por se tratar de textos e interpretação, principalmente devido à 
complexidade dos textos indicados. A participação dos alunos não ocorre somente 
nas aulas, mas em grupos paralelos de estudos. Muitas, portanto, são as 
dificuldades encontradas por eles, o que leva a concluir que o grupo continua unido 
pelo interesse em pesquisar o tema. 
Várias vezes encontraram em salas de aula conflitos de aprendizagem que 
surgiam nos desenvolvimentos das práticas docentes. O compromisso que se deve 
à qualidade das ações é encontrar dentro do que foi planejado o acontecimento dos 
esforços docentes. Para isso, é preciso que a prática docente tão importante venha 
complementar a sede do aprendizado. A prática nem sempre é como está descrita. 
 
 
 
 
 
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A expressão popular que diz que “na prática a teoria é outra” esconde muitos 
ensinamentos, entre eles o de que só com a prática os princípios teóricos ganham 
legitimidade e que a prática educacional também é contraditória. 
Algumas contradições práticas parecem evidenciar essa tensão entre 
diálogos e conflitos, entre unidade e oposição, tão próprias do cotidiano escolar: 
- Disciplina e Liberdade; 
- Tolerância e Intransigência; 
- Saber e Consciência. 
 
Em todos os tópicos destacados ministrar a prática docente é procurar 
dentro da realidade do conhecimento características comuns que unem o sujeito à 
prática docente efetiva - todos exercem uma maneira própria para aprender. 
Partindo das características decidimos que o caminho produtivo para conduzir a 
análise das questões que envolvem a interdisciplinaridade no ensino seria partir das 
práticas pedagógicas que mais profundamente marcaram a trajetória profissional dos 
integrantes. 
Por outro lado, a práxis é a ação-reflexão unida inseparavelmente para as 
transformações profundas do mundo educacional. A ação-reflexão acaba por 
organizar uma série de dados que vêm enriquecer o conteúdo trabalhado em sala de 
aula. Quando esta prática educativa tem sua origem de conscientização dos homens 
ela vem conscientizar um conhecimento profundo que compete uma instauração do 
próprio processo libertador. A educação é um processo social que visa levar à 
libertação dos esquemas tradicionais, cujos objetivos são mudar a mentalidade e 
despertar os interesses. 
A consciência prática tem o objetivo de assumir um papel de reflexão sobre 
uma prática de modo que venha conhecer e agir. Entretanto, é preciso valorizar o 
pensamento abstrato, por pressupor que a relação entre os fatos só pode ser 
construída num plano superior à aparência imediata dos mesmos, nos quais são 
 
 
 
 
 
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levados a desenvolver um trabalho em grupo, observando a descrição do fenômeno 
pedagógico, tal como ele tem-se apresentado a cada um em sua sala de aula. 
Quem procura conhecer não pode perder as oportunidades de estabelecer 
uma convivência das relações dialógicas com os sujeitos cognoscentes, e perceber 
os condicionamentos a que está submetida a realidade, tomando uma atitude para 
transformá-la. Esta perspectiva possibilita não só um maior conhecimento, mas 
principalmente faz com que aqueles que procuram conhecer encaminhem-se para 
um pensar autêntico. 
O que torna a educação um processo de libertação se realiza exatamente 
nesta relação da prática com a teoria. O conhecimento se faz e se refaz em um 
movimento dinâmico. Dessa maneira o conhecimento deve conduzir a prática da 
libertação para que venha integrar-se a um mundo novo. É o sentido que nos leva a 
observar a qualidade do aluno e desenvolvimento da prática do professor. Se o 
professor de determinada disciplina exerceu uma função dentro da escola ou do 
sistema escolar por um grande número de anos, na hora em que lhe é solicitado 
colocar no papel as questões de sua prática docente pode enfrentar dificuldades na 
descrição das mesmas. Seu contexto inicial é fechado e existem muitos pontos de 
indagação ainda quanto à sua prática concreta e que será necessário caminhar 
muito no sentido de ter condições de realizar uma leitura. Entretanto, o que o leva a 
observar essa colocação é saber interpretá-la. A necessidade tem sido suprida 
paralelamente, com a leitura e interpretação de textos sobre as questões da 
interdisciplinaridade. 
Para qualquer trabalho que venha a desenvolver em seus registros escritos, 
a leitura será indispensável para que qualifique o nível de aprendizagem de quem 
está sendo avaliado. A teoria é tão importante quanto o exercício da prática, embora 
ao longo do conhecimento sejam encontrados profissionais que desenvolvem suas 
práticas sem o conhecimento das letras, e que se baseiam na teoria falada, 
mostrando que a sua experiência é tão importante quanto aquele texto que foi 
escrito por qualquer acadêmico, firmando o conhecimento teórico. 
 
 
 
 
 
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Os cientistas descrevem que o aprendizado é um processo gradual no qual 
a criança vai se capacitando a níveis cada vez mais complexos do conhecimento, 
seguindo uma sequência lógica de pensamentos. A reflexão do trabalho docente é o 
resumo de uma avaliação de diversos segmentos dentro das estruturas educativas 
que vêm sendo elaboradas nos caminhos em que se utiliza todo conhecimento 
disponível sobre o real e o trabalho abstrato. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
------------------FIM DO MÓDULO II-----------------

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