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COMPLEXO ARTICULAR DO JOELHO GENERALIDADES Uma das mais complexas articulações do corpo humano; Sinovial em dobradiça, não verdadeira como no cotovelo; Não há estabilidade óssea; Mantida somente por tecidos moles (principalmente ligamentos); Muita submetida ao estresse (peso); Local frequente de lesões; Bastante estável em extensão: Sustenta forças verticais de 4 á 6x do peso corporal; Cadeia cinética fechada: sustenta peso corporal; Cadeia cinética aberta: da mobilidade; Parte distal do fêmur; Parte proximal da tíbia Incongruência entre os côndilos femorais e os platôs tibiais Como aumentar a congruência articular? MENISCOS ESTABILIDADE Não é dada por congruência óssea; Obtida pela ação dos músculos, ligamentos, cápsula, meniscos e peso corporal. MENISCOS Discos fibrocartilagíneos (2); São dinâmicos; São discos articulares cartilaginosos assimétricos Menisco medial -semicírculo Menisco lateral - quase um anel Durante o movimento, o menisco medial move-se 6mm e o lateral 12 mm; MENISCOS - FUNÇÕES Diminui o stress compressivo na articulação do joelho Estabilizar a articulação durante o movimento; Diminuir a pressão (F /A) na cartilagem; Suportar cerca de 50% da carga total imposta aos joelhos. Aumentam a congruência; Lubrificação da cartilagem Redução de impacto, absorver energia, distribuir forças; Somente na periferia por capilares da cápsula articular e membrana sinovial. Borda interna avascular. E são destituído de nervos, exceto próximo aos seus cornos; VASCULARIZAÇÃO DOS MENISCOS ARTROLOGIA Tíbio femoral medial: entre o fêmur e a tíbia na parte medial; Tíbio femoral lateral: entre a tíbia e o fêmur lateralmente; 2. Patelo femoral: entre a patela e o fêmur. Flexão: 145º/155 Extensão: - 2º á -5º RI: 20º a 30º RE: 30º a 40º ADM - Joelho AMPLITUDE DE MOVIMENTO CCA e CCF A tíbia faz rotação lateral (RL) sobre o fêmur fixo nos últimos 30° da extensão, tanto em CCA quanto CCF Rotação automática Rotação que leva a uma posição de estabilidade. Ocorre devido: Ao côndilo lateral terminar seu movimento antes do medial ocorrendo uma rotação lateral da tíbia sobre fêmur + evidente nos 5° finais de extensão. Ao LCA; MECANISMO DE TRAVAMENTO OU DE PARAFUSO PATELA Osso em forma triangular encaixado no tendão do quadríceps; Maior osso sesamóide do corpo; Apresenta uma base curva superior e um ápice inferior; Na posição em pé, o ápice da patela está nivelado com a superfície proximal da articulação tíbio -femoral VANTAGENS DA PATELA Aumentar alavancagem (torque) do quadríceps ao aumentar a sua distancia do eixo do movimento (distância do braço de força); Oferecer proteção óssea as superfícies articulares distais dos côndilos femorais quando o joelho é fletido; Diminuir a pressão e distribuir as forças sobre o fêmur; Prevenir forças de compressão lesivas para o tendão quadríceps no caso F do joelho contra resistência (pois eles suportam tensão mas não compressão e atrito); Apresenta estabilidade multidirecional; LIGAMENTO PATELAR Ligamento patelar é fixado entre o ápice da patela e a tuberosidade tibial; Crista vertical divide as facetas medial e lateral; Faceta lateral maior e discretamente côncava articula com a faceta lateral da cavidade troclear do fêmur. ARTICULAÇÃO PATELO FEMORAL Estabilidade Quadríceps; Superfícies articulares; Durante a flexão tíbia - fêmur a patela desliza contra o fêmur; Durante a flexão fêmur - tíbia o fêmur desliza sobre a patela. FORÇAS ORIENTANDO A PATELA ÂNGULO Q (PATELO FEMORAL) Ângulo resistente entre o tendão patelar e o reto femoral; Referências: Uma linha entre a EIAS e o centro da patela; Outra linha entre o centro da patela e a Tuberosidade tibial. ÂNGULO Q ÂNGULO Q Diferença entre os sexos: Mulheres 15,8° Homens: 11,2° Aumentado: Disfunção patelo-femoral, joelho valgo, força patela medialmente Diminuído: Condromalácia patela alta, joelho varo, força a patela lateralmente ÂnguloQ Responsáveis pela estabilidade articular. Eles resistem ou controlam: Hiperextensão severa Estresse em valgo ou varo; Deslocamento anterior ou posterior da tíbia abaixo do fêmur; Rotação medial ou lateral da tíbia; Combinações de deslocamentos em AP e rotações da tíbia. LIGAMENTOS LIGAMENTOS Cápsula Ligamento poplíteo obliquo; Ligamento arqueado; LCA (ligamento cruzado anterior) LCP (ligamento cruzado posterior) LCL (ligamento colateral lateral) LCM (ligamento colateral medial) LIGAMENTOS COLATERAIS Ligamento Colateral Medial (LCM) Ligamento Colateral lateral (LCL) Principal função é a de limitar movimentos excessivos no plano frontal; LIGAMENTOS CRUZADOS Intra-capsulares e extra sinovial Suprimento sanguíneo da membrana sinovial e tecidos moles; São nomeados de acordo com suas fixações na tíbia!!! Gera maior resistência às forças de cisalhamento AP entre F e T; Resistem a todos os movimentos extremos do J; Não se recuperam sozinhos, logo uma cirurgia se faz necessário; São grossos e fortes, papel importante na estabilidade do J; Lesão gera instabilidade importante J; Lesão Clássica Futebol Stress em valgo realizado com o pé fixo ao solo A lesão mais grave que pode ocorrer num futebolista é aquela em que o menisco medial, o ligamento colateral medial (LCM) e o ligamento cruzado anterior (LCA) são agredidos simultaneamente, combinação conhecida por tríade de O'Donoghue. Lesões clássicas do LCP Lesões de várias estruturas ligamentares BURSAS Atividades com forças excessivas ou repetitivas freqüentemente desencadeiam inflamação da bursa - BURSITE. Algumas bursas são extensões da membrana sinovial, outras são formadas externamente à cápsula. Existem cerca de 14 bursas localizadas em regiões de alta fricção durante o movimento MUSCULOS MÚSCULOS DO JOELHO 1. Quadríceps Quadríceps dividi-se em 4 músculo: Reto femoral, vasto medial, vasto intermédio, vasto lateral. Todos passam pelo tendão patelar, pela patela, e tendão do músculo quadríceps femoral. Fazem extensão do joelho 2. Isquiotibiais/posteriores da coxa Semitendinoso, semimembranoso, Bíceps femoral: flexão do joelho (antigravitacionais) QUADRICEPS Reto femoral O: EIAS; I: Tuberosidade da tíbia; A: flexão do quadril e extensão do joelho; QUADRICEPS 2. Vasto lateral O: fêmur lateral, abaixo do trocanter maior; I: tendão patelar, tuberosidade da tíbia; A: extensão do joelho; QUADRICEPS 3. Vasto medial O: linha áspera; I: tendão patelar, tuberosidade da tíbia; A: extensão do joelho (bastante ativo nos últimos 30º) QUANDRICEPS 4. Vasto intermédio O: fêmur anterior, 2/3 anteriores I: tendão patelar e tuberosidade da tíbia; A: extensão do joelho; Profundo ao reto femoral ISQUIOTIBIAIS/ POSTERIORES DA COXA Os IQT são bi-articulares (cabeça curta do bíceps): potentes extensores do Quadril , juntamente com os glúteos; Flexores do J: Os semis (IQT mediais) Rotação medial Bíceps da coxa Rotação lateral Em extensão não existe Rotação, o J está travado. ISQUIOTIBIAIS/ POSTERIORES DA COXA Semimembranáceo O: tuberosidade isquiática I: face posterior do côndilo medial da tíbia; A: Flexão do joelho e extensão do quadril 2. Semitendinoso O: túber isquiático; I: face anterior-medial da parte proximal da tíbia; A: Flexão do joelho e extensão do quadril; ISQUIOTIBIAIS/POSTERIORES DA COXA 3. Bíceps Femoral O: Cabeça longa: tuber isquiático; Cabeça curta: ½ da linha áspera; I: cabeça da fíbula; A: Cabeça longa: extensão do quadril e flexão do joelho; Cabeça curta: flexão do joelho; ISQUIOTIBIAIS/POSTERIORES DA COXA Poplíteo O: parte posterior do côndilo lateral do fêmur; I: parte posterior do côndilo medial da tíbia; A: inicia a flexão do joelho, destrava a extensão, rotação interna; Pertence aos músculos da panturrilha da perna, ele é biarticular. Gastrocnêmio O: côndilo medial e lateral do fêmur; I: parte posterior do calcâneo; A: flexão do joelho e flexão plantar; ANÁLISE DO JOELHO DESVIOS DE ALINHAMENTO Podem ser causados por alteração no ângulo tíbio femoral Genu Valgum (knock knee) Ângulo lateral menor que 170° Genu Varo (bow-leg) Ângulo lateral acima de 180° Identificação de joelho valgo e de joelho varo; GENU VARO Leve - aumenta a compressão sobre o menisco medial em 25% 5 ° de varo - aumenta as forças em 50%. Aumento de força compressiva no côndilo lateral; Aumenta o estresse de estiramento sobre as estruturas mediais GENU VALGO Vista Posterior, em pé Visualização das anormalidades em valgo e em varo e permite a observação direta da área poplítea. Quem tem VALGO não cavalga