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Escatologia   Doutrina das Últimas Coisas

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Veja que, pelo texto de Mateus, Jesus voltará “logo em seguida à tribulação 
daqueles dias” (vs. 29 e 30). Não sabemos qual o tempo exato entre o final da tribulação 
e a segunda vinda. De qualquer forma, o importante é que reconheçamos que Ele só 
voltará após a grande tribulação. 
Além disso, cremos que os crentes passarão por esse período de sofrimento e 
perseguição porque, geralmente, o termo “tribulação” refere-se àquilo que a Igreja sofre 
com o intuito de ser aperfeiçoada. Pode vir do próprio Deus ou do inimigo e ser utilizado 
por Ele para ensinar algo e/ou trazer benefícios à Sua Igreja. O Senhor nos livra de Sua 
ira eterna, mas não faz o mesmo em relação às tribulações ou à Grande Tribulação. Veja, 
por exemplo, At 14.21, 22; Rm 5.3; 12.12; 2 Co 4.17; 7.4; 8.1, 2; 1 Ts 1.6; 1 Pd 2.19-21; 
3.13, 14 e 17; Ap 2.9, 10; 7.9, 13 e 14. Como deixará Deus de abençoar a Igreja por 
intermédio da tribulação, se ela é um instrumento benéfico em seu favor? Sabemos que a 
tribulação tem a capacidade de aproximar o homem de Deus, devido ao estado de 
necessidade e quebrantamento em que ela o coloca (infelizmente, muito só buscam a 
Deus quando sentem necessidade de algo ou estão sofrendo alguma aflição). 
Logicamente, Deus não nos deixará abandonados no período da tribulação (Mt 
24.21, 22). E ainda que estejamos neste mundo naquele momento em que o mal estiver 
imperando, Cristo nos guardará e livrará a fim de que não sejamos tomados de Suas 
mãos (veja Jo 17.15 (comparando-o com Ap 3.10)4, e Rm 8.35, 39. 
ª Grande Apostasia (abandono da fé - 2 Ts 2.1-3 e 1 Tm 4.1) 
A idéia que se tem, com respeito à grande apostasia, é que muitos dos que têm fé 
virão a abandoná-la. Muitos negarão a fé por pelo menos três razões: 
¾ Muitos crêem em Cristo de acordo com as circunstâncias, não possuindo uma fé 
verdadeiramente autêntica (Mt 13.20, 21). Quando estiverem diante da grande tribulação, 
não resistirão (Mt 24.22); 
¾ Há também aqueles que possuem uma fé meramente intelectual, ou seja, 
pessoas que sabem quem é e o que Jesus fez, mas tais verdades não foram absorvidas 
espiritualmente, apenas intelectualmente, à semelhança do que ocorre com os demônios 
(Tg 2.19); 
 
4 O verbo “guardar”, ou “livrar”, é o mesmo nos dois textos. Basta comparar o texto grego de Jo 17.15: 
τηρησης αυτους εκ του πονηρου (os guardes do mal) com o de Ap 3.10: σε τηρησω εκ της ωρας (te guardarei da 
hora) Trata-se do mesmo verbo: τηρεω, que significa “guardar, preservar, manter”. Deus não impede que a aflição e/ou 
tribulação venham em nossa vida, mas Ele está conosco em meio ao perigo. 
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¾ Por fim, há aqueles que negarão porque serão enganados (Mt 24.23, 24). São 
aquelas pessoas que seguem facilmente qualquer vento de doutrina (1 Tm 4.1). 
Alguns ensinam que essa grande apostasia acontecerá porque o Espírito Santo 
será “retirado” da terra. Entretanto, não há qualquer texto bíblico que comprove a 
ausência do Espírito em momento algum da história da Igreja até a consumação dos 
séculos. 
ª A revelação do Anticristo como um ser pessoal 
 O termo “anticristo” só se encontra nas epístolas de João. Em suas duas primeiras 
cartas o apóstolo usa a expressão tanto no sentido específico (1 Jo 2.18a) quanto no 
genérico (1 Jo 2.18b, 22 e 23; 4.3; 2 Jo 7). Todos os estudiosos evangélicos concordam 
que realmente haverá um homem com as características desses anticristos mencionados 
por João, e que tal indivíduo é o mesmo descrito por Paulo em 2 Ts 2.1, 3 e 4, ou seja, o 
“Anticristo escatológico”, alguém que terá grandes poderes sobrenaturais e de persuasão 
(2 Ts 2.9, 10). Esse Anticristo é apresentado no Livro de Apocalipse, segundo a maioria 
dos estudiosos, com a “besta que emerge do mar” (Ap 13.1, 4, 7 e 8). Além de poder 
sobrenatural, observe que ele terá também o poder político mundial em suas mãos (Ap 
13.7). Obs.: A besta emerge “do mar” porque o mar ou as “muitas águas”, no livro de 
Apocalipse e nos Salmos, são um símbolo para as multidões de não-crentes que existem 
no mundo (Ap 17.1, 15 cf. Is 57.20; Jr 49.23 e Ap 21.1). 
ª Vários sinais e prodígios, todos listados em Mt 24 
 ¾ Guerras e rumores de guerras, fomes e terremotos em diversos lugares, tudo 
relacionado aos tempos do fim (vs. 6, 7) 
 O fato de ocorrerem essas coisas hoje não quer dizer que o fim está próximo. Os 
estudiosos afirmam que as ocorrências de Mateus 24 serão em maior extensão e 
intensidade do que as atuais. Por exemplo, haverá terremotos onde, até o momento, não 
se tem conhecimento de que tenha havido. Além disso, haverá também uma 
extraordinária conjunção de todos os sinais aqui alistados, simultaneamente (vs. 6, 7, 9-
11), e as ocorrências naturais serão seguidas por fenômenos sobrenaturais, envolvendo o 
sol, a lua e as estrelas (v. 29). 
 ¾ O amor se esfriará de quase todos (v. 12), resultado do aumento da maldade 
dos ímpios. O ódio dos não-crentes pela igreja fará desaparecer o que resta de amor em 
seus corações. 
¾ Vinda de falsos profetas e de falsos Cristos, que exibirão grandes sinais e 
prodígios para desencaminhar, se possível, até os próprios eleitos (v.24). Isso significa 
que serão profetas e Cristos muito bons na arte de enganar. Observe como o Inri Cristo 
arrasta multidões de seguidores nos dias de hoje. Imagine, agora, como será nos tempos 
do fim. 
 
Imediatamente após as coisas extraordinárias que acontecerão nos céus, 
Jesus virá (Mt 24.30) 
Não sabemos a data da segunda vinda, e nem Cristo, quando esteve na Terra, 
teve tal conhecimento (Mt 24.36) O que podemos afirmar é que tal coisa se dará no fim do 
mundo (Veja Mt 24.3, onde a BLH traduz a expressão “consumação do século” como “fim 
de tudo”). Jesus virá para pôr um fim neste mundo e inaugurar um novo mundo, ou seja, 
um “novo céu e uma nova terra” (2 Pd 3.10-13 cf. Ap 21.1). 
 
Como será o retorno de Cristo - o modo da segunda vinda 
 
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O retorno de Cristo será 
(1º) Físico e pessoal, assim como subiu diante dos apóstolos após a ressurreição (At 1.11 
cf. Mt 24.30). 
(2º) Público e visível, de uma à outra extremidade da Terra (Mt 24.27; Ap 1.7). 
Ele será visto igualmente por todos os habitantes do mundo. 
(3º) Repentino e inesperado (Lc 12.39, 40). 
 Alguns acham que os sinais descritos na seção acima tiram a surpresa da segunda 
vinda. Entretanto, tais sinais não dizem com precisão a hora em que Cristo virá; apenas 
nos alertam para a aproximação dessa vinda (Mt 24.30-33). Lembre-se dos dias de Noé, 
conforme se lê em Mt 24.37-39. Os contemporâneos de Noé foram avisados, viram a arca 
sendo construída e, mesmo assim, ficaram surpreendidos pela chegada do dilúvio. Muita 
gente só acreditará na vinda de Cristo quando realmente vê-Lo no céu. Para muitas 
pessoas todos esses sinais que lemos acima não representarão nada, e serão explicados 
de uma ou outra maneira, como muitos não-crentes costumam fazer nos dias de hoje. 
Porém, quando Cristo realmente vier, será muito tarde para qualquer tipo de 
arrependimento (Mt 24.48-51; 25.10-13 e o v. 19, da parábola dos talentos. Veja ainda 2 
Ts 1.7, 8). Na verdade, não haverá espaço para arrependimento, só para lamentações 
(Ap 1.7; 6.15-17). 
(4º) Glorioso e triunfante (Mt 24.30; 25.31; Mc 13.26; Lc 21.27). 
 Não será mais o mesmo homem que foi humilhado e agredido pelos ímpios (Lc 
22.63-65), mas o justo juiz que haverá de condenar aqueles que O rejeitaram (Mt 25.41). 
(5º) Simultâneo à ressurreição geral de todos os homens (1 Ts 4.16 cf. Jo 5.25, 28 e 29). 
 
Note o erro das seitas heréticas como os Adventistas do 7º Dia e as Testemunhas de 
Jeová, que marcaram a volta de Cristo sem considerar a ocorrência da maioria dos 
eventos acima. 
 
5. O arrebatamento da Igreja 
 
 Já disse e repito que Cristo vai voltar somente depois da Grande Tribulação, e não 
antes (Mt 24.29, 30). Não há qualquer base bíblica para