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TRABALHO ESCRITO DE INCONTINENCIA URINARIA  2015

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INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO IDOSO
DEFINIÇÃO:
O envelhecimento não começa subitamente aos 60 anos, mas consiste no acumulo e interações de processos sociais, e de comportamento durante a vida toda. Entre as patologias as incontinências, fecal e urinaria, são as que mais afetam a população idosa. Alternativas existem, são possíveis é estão acessíveis a todos que desejam uma vida plena.
CONTINÊNCIA URINARIA
É definida como qualquer perda involuntária de urina. Não sendo considerada uma doença, mas uma condição que afeta essa parcela populacional em seus aspectos físicos e psicológicos, causando a independência. 
DIAGNÓSTICO: 
A HISTÓRIA CLÍNICA da incontinência urinária deve informar aspectos relativos ao início dos sintomas, duração, frequência de perdas, gravidade, hábito intestinal, fatores precipitantes, sintomas associados como urgência miccional, frequência urinária, noctúria, hesitância, esvaziamento incompleto, disúria, e descrição do impacto sobre a qualidade de vida, que pode ser avaliada de diversas maneiras. 
 O ESTUDO URODINÂMICO- serve para determinar a causa dos sintomas, avaliar a função do detrusor e esfíncteres e identificar os fatores de risco para o comprometimento do trato urinário superior. É o estudo funcional do trato urinário baixo, compreendendo as fases de enchimento e esvaziamento vesical, avaliados pelas medidas das pressões vesical, uretral e abdominal.
Outros tópicos importantes que devem ser avaliados são obesidade, status hormonal, história obstétrica, tabagismo, ingesta hídrica, atividade física e sexual, medicamentos que atuam no sistema nervoso central e no trato urinário inferior, além de cirurgia pélvica prévia. Outras condições que levam à incontinência e que devem ser investigadas são infecções do trato urinário, neoplasia vesical, litíase vesical, obstrução infra vesical, fatores emocionais e sinais que possam sugerir doenças neurológicas. 
O EXAME FÍSICO do paciente com sintomas de incontinência urinária deve incluir o exame do abdome, dorso, pelve e testes neurológicos. Massas pélvicas devem ser pesquisadas uma vez que podem determinar efeitos compressivos sobre a bexiga. A mulher deve ser examinada na posição de litotomia e ortostática, de preferência com a bexiga cheia.
O DIÁRIO MICCIONAL é importante teste que fornece informação imparcial sobre o ritmo miccional do paciente, podendo ser confrontado com a história clínica. Trata-se de registro de todos os dados relacionados à ingestão de líquidos, necessidade de urinar e eventuais perdas urinárias.
Importantes variáveis podem ser extraídas do diário miccional como débito urinário diurno e noturno, capacidade vesical funcional, número de micções durante o dia e a noite e o número de episódios de incontinência urinária. 
PREVALÊNCIA 
Estudos revelam que a prevalência da incontinência urinária no idoso varia de 8 a 34% e seja responsável por 35% dos casos de incontinência urinária em asilos de idosos, podendo corresponder a 50% dos casos de incontinência em pacientes idosos hospitalizados. A prevalência estimada é de 5% a 37% para idosos que vivem na comunidade, 38% a 55% para os que estão institucionalizados por tempo prolongado e 19% para idosos em hospitais de cuidado a episódios agudos. O estudo de SOLOMON9 sobre incontinência urinária em idosos apresenta prevalência de 10% a 20% naqueles que vivem na comunidade, 19% a 35% em hospitalizados é em torno de 50% nos lares, residências de enfermagem, tipo asilo.
TIPOS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA
Noctúria. É a necessidade de levantar-se da cama mais de uma vez, com o intuito de urinar, após ter ido deitar com a expectativa de só se levantar pela manhã. Levantar-se mais de uma vez por noite para urinar é uma queixa comum que incomoda muitas pessoas de todas as faixas etárias, porém, é mais frequente dos 50 anos em diante. 
 PREVALÊNCIA 
A prevalência da noctúria na população adulta é de 26 a 66% a partir da quinta década e chegando a 55% nos homens com mais de 70 anos de idade. Apesar da alta prevalência em indivíduos idosos, 63% dos homens e 59 % das mulheres não procuram auxílio medico.
TRATAMENTO CONSERVADOR
O primeiro passo do tratamento conservador consiste em listar as medicações que o paciente faz uso, na tentativa de detectar alguma que contribua para a noctúria. Nesse caso devemos tentar substituí-la ou alterar a posologia. Nos pacientes com edema periférico e insuficiência cardíaca congestiva, os líquidos acumulam-se nos membros inferiores e são reabsorvidos à noite Devemos promover a redistribuirão do volume da elevação dos membros inferiores no final da manha e no final da tarde. Dessa forma, o líquido será reabsorvido de maneira uniforme durante dia, diminuindo a produção de urina no período noturno. A ingestão hídrica deverá ser monitorizada, não permitindo ingestão hídrica 3 horas antes do paciente se deitar.
 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
O emprego da desmopressina, de diuréticos, de alfa-bloqueadores e a terapia de reposição hormonal nas mulheres são as opções farmacológicas mais utilizadas. Os diuréticos são boa opção terapêutica, principalmente para aqueles pacientes que apresentam edema periférico Os diuréticos de alça podem ser usados a qualquer hora do dia, desde que sejam monitorizados os efeitos colaterais de hipotensão postural e distúrbios hidroeletrolíticos O uso de alfa-bloqueadores deve ser reservado para pacientes do sexo masculino, nos quais acreditamos ser o componente prostático a causa mais importante do quadro de noctúria.
INCONTINÊNCIA URINÁRIA TRANSITÓRIA 
A incontinência urinária transitória é caracterizada pela perda involuntária de urina, precipitada por insulto psicológico, medicamentoso ou orgânico, que cessa ou melhora após o controle do fator desencadeante. Muitas causas de incontinência urinária em idosos têm origem em locais fora do trato urinário inferior. O risco de incontinência urinaria transitório aumenta se ocorrerem, somadas às mudanças fisiológicas do trato urinário inferior, alterações patológicas como infeções, ingestão hídrica excessiva, constipação intestinal crônica, depressão e dificuldade para locomoção.
PREVALÊNCIA 
 Acredita-se que a incontinência urinária transitória seja responsável por35% dos casos de incontinência urinária em asilos de idosos, podendo corresponder a 50% dos casos de incontinência em pacientes idosos hospitalizada.
 AS PRINCIPAIS CAUSAS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA TRANSITÓRIA SÃO:
Constipação intestinal – fecaloma
Medicamentos
Infecção 
Vaginite atrófica
Distúrbios psicológicos
Dificuldade de locomoção
Ingestão de líquidos em excesso
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
A presença de incontinência urinária e fecal, associadas com o achado de fezes impactadas no reto, é comum nos pacientes portadores de incontinência.
Urinária desencadeada por constipação intestinal. A normalização do hábito
Intestinal e o esvaziamento do fecaloma muitas vezes melhoram os sintomas de incontinência urinaria nos idosos.
 
MEDICAMENTOS
Os sedativos e hipnóticos de longa duração, como o diazepam, podem alterar a percepção dos pacientes idosos, levando a episódios de incontinência.
Os diuréticos de alça como a furosemida, podem aumentar a produção de urina, funcionando como fator predisponente para perdas urinárias. As drogas bloqueadoras do receptor alfa adrenérgicas podem bloquear os receptores presentes no colo vesical, ocasionando perdas por estresse nas mulheres idosas, já que estas apresentam como fatores predisponentes a diminuição do comprimento da uretra e da pressão de fechamento uretral.
INFECÇÃO
As infeções do trato urinário podem levar à incontinência urinária, assim como infeções sistêmicas podem levar à confusão mental ocasionando perdas involuntárias de urina.
VAGINITE ATRÓFICA
A atrofia do epitélio vaginal, secundária à diminuição dos níveis estrogênicos decorrente da menopausa, é responsável por sintomas do trato urinário inferior nas mulheres. A incontinência urinária relacionada à vaginite atrófica geralmente é acompanhada de urgência
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