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todos os homens do 
Renascimento mediam e apresentavam as mesmas proporções harmoniosas observadas na represen-
tação da figura de Da Vinci, nas formas do seu corpo?
Diante de um homem considerado bonito, você já ouviu a exclamação: Ah! Que “deus grego”! O que 
você entende por um “deus grego”?
As pessoas hoje se preocupam em manter as proporções harmoniosas do corpo de acordo com 
um padrão ideal? Por quê? Quem dita as medidas ideais?
O cânone de beleza vigente na atualidade é diferente do cânone clássico? Destaque dois persona-
gens, um homem e uma mulher, bem conhecidos pela mídia e que você considere bonitos. Quais são 
os seus critérios de análise? 
	 PESQUISA
38 39Composição Afinal, a arte tem valor?
39Afinal, a arte tem valor?
Arte
O Renascimento firmou-se pelo aperfeiçoamento da imprensa, que possibilitou 
a difusão dos clássicos greco-romanos, da Bíblia e de outras obras, até então ma-
nuseadas apenas pelos “monges copistas” dentro de Mosteiros e Abadias. 
A decadência de Constantinopla, que provocou um verdadeiro êxodo de 
intelectuais bizantinos para a Europa Ocidental, e as Grandes Navegações ou 
Mecanismos de Conquista Colonial, que alargaram os horizontes geográficos 
e culturais, propiciaram o contato europeu com culturas completamente dis-
tintas, contribuindo para derrubar muitas idéias até então tidas como verda-
des absolutas. Neste período, consolida-se o mecenato, que financiava o tra-
balho dos artistas, com intuito de projetar o nome de burgueses ricos, príncipes 
e até papas.
Durante esse período, a cultura greco-romana passou a ser cultivada, o que para os 
artistas renascentistas, os gregos e romanos possuíam uma visão completa e humana da nature-
za, ou seja, humanista – valores da Antigüidade, que exaltavam o homem como ser dotado de 
liberdade, de vontade e de capacidade individual. Porém, o individualismo marcou mais que o 
Humanismo da Antigüidade. O individualismo renascentista trouxe a idéia do gênio e o ideal 
passou a ser um homem que se ocupa de todos os aspectos da vida, da arte e da ciência.
Leonardo Da Vinci foi um desses gênios.
Veja esboços de um de seus inventos:
Leonardo Da Vinci - Asa de Madeira, a ser operada por manivela manual.<
O Renascimento instaurou uma nova visão do homem, a sua 
inteligência, o conhecimento e o dom artístico são valorizados, di-
ferentemente da época Medieval que antecedeu o Renascimento, 
na qual a vida do homem deveria ser centrada em Deus. 
Ocorre uma mudança da visão teocêntrica da Idade Média, na 
qual Deus era o centro do universo, para uma visão antropocêntri-
ca, em que o homem ocupa esse centro. A perspectiva antropo-
cêntrica trouxe o interesse pela investigação da natureza e o culto 
à razão e à beleza característicos da cultura greco-romana.
Alguns Gênios do Re-
nascimento:
Representantes Artísticos: - 
Michelangelo Buonarro-
ti (1475- 1564), destacou-se em 
arquitetura, pintura e escultura. Prin-
cipais obras: Davi, Pietá, Moisés, 
pinturas da Capela Sistina – Ra-
fael Sanzio (1483-1520), pin-
tou várias madonas, representações 
da virgem com o menino Jesus – 
Leonardo Da Vinci (1452-
1519), pintor, escultor, cientista, en-
genheiro, físico, escritor entre outras 
coisas. Principais obras: Mona Lisa, 
Última Ceia.
Representantes Literários: Nicolau 
Maquiavel: O Príncipe, A Man-
drágora – Giovani Boccacio: 
O Decameron - Miguel de Cer-
vantes: D. Quixote de La Mancha 
– Luís de Camões: Os Lusía-
das – William Shakespeare: 
Romeu e Julieta, Júlio César, Hamlet, 
Otelo, entre outras.
38 39Composição Afinal, a arte tem valor?
40 Composição
Ensino Médio
A Arte além das aparências
Provavelmente você já deve ter dito ou ouvido alguém dizer dian-
te de obras tidas como Modernas: “Isso não é arte é uma rabisqueira!” 
Ou ainda: “Isso até eu faço!” E até compartilhar do desejo de “quei-
mar” esse tipo de arte. 
Certamente o homem não dispensa a beleza. Mas seria correto re-
duzir a arte à beleza? JUSTINO (1999, p. 193).
Mas, o que é belo?
Com o expressionismo a beleza e a arte são redefinidas. A arte dei-
xou de ter o compromisso com a beleza perfeita e imperturbável. A Ar-
te deforma, intriga, desfigura, denuncia, desperta, grita e faz emudecer, 
revelando aquilo que nos escapa num primeiro olhar. O olhar da Arte 
Moderna desvenda a vida humana. 
z
Referências 
LEBRET, L. J. Suicídio ou Sobrevivência do Ocidente? Problemas fun-
damentais de nossa civilização. São Paulo: Livraria Duas Cidades, 1964.
AQUINO, R. S. L. de. História das Sociedades: das comunidades primi-
tivas às sociedades medievais. Rubim Santos de Aquino, Denize de Azeve-
do Franco, Oscar Guilherme e Pahl Campos Lopes. Rio de Janeiro: Ao Li-
vro Técnico, 1980.
OSTROWER, F. Universos da Arte. Rio de Janeiro: Editora Campos Ltda, 
1983.
BELLO, S. Pintando sua Alma – método para desenvolver a personalida-
de criativa. Brasília: Edição do autor, tradução de William Santiago, 1996.
GOMBRICH, E. H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Guanabara Koo-
gan, 1993.
STRICKLAND, C. Arte Comentada. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999.
BOSI, A. Reflexões sobre a Arte. São Paulo: Ática, 1989.
GUIMARÃES, L. A Cor como Informação: a construção biofísica e cultu-
ral da simbologia das cores. São Paulo: ANNABLUME, 2002.
MARCONDES, L. F. Dicionário de Termos Artísticos. Rio de Janeiro: Pi-
nakotheke, 1998.
MOSQUERA, J. J. M. Psicologia da Arte. Rio Grande do Sul: Livraria Su-
lina Editora, 1973.
JUSTINO, M. J. A Admirável Complexidade da Arte. São Paulo, Scipio-
ne: 1999.
SIRON FRANCO – Pinturas dos 70 aos 90. Centro Cultural Banco do Bra-
sil, 15 de janeiro a 1 de março, 1998.
z
41Afinal, a arte tem valor?
Arte
Pinacoteca do Estado (Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque do Ibirapuera) São Paulo, 13 de mar-
ço a 3 de maio de 1998.
Referência das imagens
Foto de um feto morto pela contaminação radioativa. In: http://www.gorbenko.com/chernobyl.htm 
18/12/2005 às 11:32. ou SUPER, Junho 1995, O macabro expressionismo da era nuclear, pág. 8.
Siron Franco. Segunda vítima, série Césio. Técnica mista s/ tela, 155 x 135 cm, 1987. 
Col. Naify, Rio de Janeiro. In: Siron Franco – Pinturas dos 70 aos 90. Centro Cultural Banco do Brasil, 
15 de janeiro a 1 de março, 1998.
Edvard Munch. O Grito, 1895. Óleo s/ cartão. Galeria Nacional, Oslo, Noruega. In: 
Pinacoteca do Estado (Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, Parque do Ibirapuera) São Paulo, 13 de mar-
ço a 3 de maio de 1998.
Vincent Van Gogh. Noite Estrelada, 1889. Museu de Arte Moderna, Nova York. In:
Vincent Van Gogh. Trigal com corvos, 1890. Museu Van Gogh, Amsterdã, Holanda. In: 
Vassili Kandinky. Improviso 31(Batalha no mar). 1913. NG. Washington. DC.
In: STRICKLAND, Carol. Arte Comentada. Rio de Janeiro: Ediouro, 1999, p.143.
Jackson Pollock in studio In: Jackson Pollock: Número 14, 1948. Connecticut, Miss Katharine Ordway In: 
GOMBRICH, Ernest H. A História da Arte. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993, p. 478.
Asger Jorn. O conselheiro do suicídio, 1950 óleo sobre tela 37x30, 5cm. Coleção particular cortesia 
Arken Museum for Moderne Kunst Herning, Dinamarca. In:
Leonardo Da Vinci. Homem Vitruviano, 1490. Lápis e tinta, 34 x 24 cm. Galeria da Academia, Veneza, 
Itália.
Leonardo Da Vinci. Asa de Madeira, a ser operada por manivela manual. Desenho do Codex Atlanticus. 
In: Revista História Viva Grandes Temas, Ed. especial nº 5 - pg 39.
z
42 Movimentos e Períodos
Ensino Médio
43Você suporta arte?
Arte
3
VOCÊ SUPORTA 
ARTE?
omumente quando vemos 
uma pintura executada à tin-
ta a óleo sobre uma tela, de 
preferência representando for-
mas figurativas, consideramos 
esta uma “verdadeira obra de 
arte”. É este o tipo de quadro que 
a grande maioria das pessoas entende 
que merece estar nas paredes dos mu-
seus. Mas será que a pintura

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