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Apostila (e‑book) Praticar a Arte – Volume 11: índice com 100 atividades diversas para ensino de artes, incluindo exercícios de desenho e coordenação motora, aplicação de cor (guache, aquarela, lápis aquarelável, nanquim), modelagem em argila, mosaicos e estudos de artistas.

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E-book licenciado para antonia Santos antonia.ssantos@gmail.com CPF: 73775738304
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TODOS OS MATERIAIS DA COLEÇÃO PRATICAR A ARTE POSSUEM SEUS 
DADOS PESSOAIS NO RODAPÉ PARA EVITAR COMPARTILHAMENTO DE 
ARQUIVOS. ESSA MEDIDA SE FAZ NECESSÁRIA EM RESPEITO A VOCÊ, 
PROFESSOR E PROFESSORA DE ARTE, QUE INVESTE EM MATERIAIS PARA 
TORNAR SUAS AULAS MAIS PRODUTIVAS. NÃO ENVIEM OU 
COMPARTILHEM TAIS MATERIAIS PARA NINGUÉM, POIS SEUS DADOS 
(NOME, E-MAIL E CPF) TAMBÉM SERÃO DIVULGADOS. 
 
 
 
ÍNDICE DAS ATIVIDADES – APOSTILA PRATICAR A ARTE – VOLUME 11 – ATIVIDADES DIVERSAS. [Praticar a Arte – Volume 11 - Professor Fabrício Secchin]. 
Nº Título da atividade Nº Título da atividade Nº Título da atividade 
01 CRIANDO UM MATISSE: JOGO COM DADOS. 41 CONHECENDO A RENDA DE BILRO. 81 APLICAÇÃO DA TÉCNICA DA AQUARELA: LÁPIS DE COR AQUARELÁVEL. 
02 EXERCÍCIO DE CORDENAÇÃO MOTORA: DESENVOLVIMENTO DO GESTO. 42 TRABALHO DE PESQUISA: MÚSICOS BRASILEIROS. 82 ELZBIETA WODALA E SUA ARTE EM FLORES SECAS. 
03 COMPLETANDO O DESENHO: LINHAS E FORMAS. 43 A ARTE E O CORPO: O RETRATO COMO FORMA DE EXPRESSÃO. 83 O CORPO COMO ARTE: REFLEXÕES SOBRE BELEZA. 
04 CRIAÇÃO DE DESENHO COM FORMAS. 44 PABLO PICASSO COMO INSPIRAÇÃO: A PESSOA QUE EU AMO. 84 EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS. 
05 DESENHO DE CONTINUAÇÃO COM LINHAS E FORMAS. 45 O AUTORRETRATO: ANÁLISE DE OBRA E INTERPRETAÇÃO. 85 PRÁTICA DE DESENHO DE OBSERVAÇÃO: FLORES E CORES. 
06 EXERCÍCIO PRÁTICO COM APLICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA. 46 A ESCULTURA: CONCEITUAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO PRÁTICA. 86 CONTRUINDO UMA COMPOSIÇÃO ABSTRATA. 
07 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA: CRIAÇÃO DE ROSÁCEA. 47 ARTE E COTIDIANO: A FAMÍLIA NA ARTE. 87 CRIANDO UM ROSTO CUBISTA - PICASSO: JOGO COM DADOS. 
08 EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE OP ARTE. 48 O LAZER NA ARTE: INTERPRETAÇÃO DE IMAGEM E PRÁTICA DE DESENHO. 88 DESENHANDO COMO KANDINKSKY: JOGO COM DADOS. 
09 PESQUISA SOBRE A ORIGEM DO CARNAVAL. 49 O PONTO NAS OBRAS IMPRESSIONISTAS. 89 CRIAÇÃO DE PADRÃO COM O USO DE LINHAS E CORES. 
10 DESCONSTRUÇÃO DA IMAGEM: UMA OBRA CUBISTA OU SURREALISTA. 50 GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS ESPACIAIS. 90 DESENHANDO OS GIRASSÓIS DE VAN GOGH: JOGO COM DADOS. 
11 CONHECENDO O ARTISTA: CÂNDIDO PORTINARI. 51 GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS – PARTE 1/2. 91 ATIVIDADE DE APLICAÇÃO DE COR E CRIAÇAÕ DE POEMA. 
12 APLICAÇÃO DE COR E CRIAÇÃO DE PAVIMENTO GEOMÉTRICO. 52 GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS – PARTE 2/2. 92 EXERCÍCIO DE PRÁTICA DE SFUMATTO RENASCENTISTA – LUZ E SOMBRA. 
13 JOGO DAS LINHAS: AULA DINÂMICA SOBRE OS TIPOS DE LINHAS. 53 OS MOSAICOS. 93 CONHECENDO E EXPERIMENTANDO A TINTA NANQUIM. 
14 DESCOBRINDO A MÚSICA: ILUSTRAÇÃO DA LETRA. 54 ESTUDANDO A SIMETRIA. 94 APLICANDO LINHAS E CORES: BORBOLETA. 
15 DESENHO DIRIGIDO: LENDO A HISTÓRIA E PRODUZINDO ARTE. 55 LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: “O QUE É A ARTE?”. 95 FAZENDO A VIDA MAIS COLORIDA: APLICAÇÃO DE CORES. 
16 ATIVIDADE PRÁTICA DE APLICAÇÃO DE GUACHE. 56 LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: “A CRIATIVIDADE”. 96 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR I: CARROÇA NO JARDIM. 
17 A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS: PADRÕES GEOMÉTRICOS. 57 PONTOS, LINHAS, FORMAS E CORES. 97 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR II: CASA COM RODA D´ÁGUA. 
18 EXERCÍCIO DE DESENHO DE OBSERVAÇÃO: CARPA. 58 ATIVIDADE INTERPRETATIVA SOBRE O FILME: “O HOMEM DAS CAVERNAS”. 98 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR III: CASA COM MOINHO. 
19 EXERCÍCIO SOBRE HIERÓGLIFOS EGÍPCIOS. 59 TEORIA DA COR: COR LUZ: TEORIA E EXPERIMENTAÇÃO PRÁTICA. 99 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR IV: BOSQUE. 
20 EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO COM LÁPIS. 60 CONHECENDO AS LINGUAGENS VISUAIS: A IMAGEM DO DESENHO. 100 EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR V: FAZENDEIROS. 
21 EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO COM CARVÃO. 61 ANÁLISE DA OBRA: “O NASCIMENTO DE VÊNUS”, DE SANDRO BOTTICELLI. 
22 EXERCÍCIO PRÁTICO DE APLICAÇÃO DE COR COM LÁPIS DE COR. 62 AS PAISAGENS BRASILEIRAS NA ARTE. 
23 PRODUZINDO UM FÓSSIL COM GESSO. 63 OS IMPRESSIONISTAS E SUA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA. 
24 CONHECENDO E CONSTRUINDO UMA PIRÂMIDE EGÍPCIA. 64 EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: ÁRVORES EM LH E PF. 
25 CONHECENDO OS “GRIOTS” – CONTADORES DE HISTÓRIA DA ÁFRICA. 65 EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: PÁSSAROS E PROPORÇÃO. 
26 AS INFLUÊNCIAS AFRICANAS: A LÍNGUA AFRO-BRASILEIRA. 66 EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: CAVALO E GEOMETRIZAÇÃO. 
27 CRIAÇÃO DO PAINEL: A CAPOEIRA AFRICANA. 67 EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: DESENHO ORIENTADO. 
28 CONHECENDO O ADINKRA: MENSAGEM NO TECIDO AFRICANO. 68 APLICANDO TEXTURAS NO DESENHO. 
29 OS INSTRUMENTOS MUSICAIS AFRICANOS – ÁLBUM DE FIGURINHAS. 69 PRIMEIRO E SEGUNDO PLANOS NA ARTE. 
30 EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO DE ROSTO. 70 AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO: TÉCNICAS DE DESENHO. 
31 CONHECENDO A ARTISTA: GOYA LOPES E SUAS ESTAMPAS AFRICANAS. 71 PINTURA COM MANCHAS. 
32 TÉCNICAS DE MODELAGEM EM ARGILA. 72 TANGRAM CIRCULAR: CONCEITO E EXPERIMENTAÇÃO. 
33 CRIANDO UMA OBRA SURREALISTA: JUNTANDO AS COISAS. 73 TRABALHANDO A RELEITURA DE OBRAS DE ARTE. 
34 ANALISANDO A OBRA: “AS RESPIGADORAS”, DE JEAN-FRANÇOIS MILLET. 74 CRIANDO UMA COLAGEM INPISRADA EM HENRI ROUSSEAU. 
35 CONHECENDO A OBRA: “HUMANAE – WORK IN PROGRESS”, DE ANGÉLICA DASS. 75 CONHECENDO E CRIANDO: BONECAS ABAYOMI. 
36 O RETRATO: EXERCÍCIO SOBRE ENQUADRAMENTO. 76 ARTE E A NATUREZA: ANÁLISE DE OBRAS. PARTE 1/2. 
37 CONSTRUINDO UM MAMULENGO. 77 ARTE E A NATUREZA: ANÁLISE DE OBRAS. PARTE 2/2. 
38 A NATUREZA-MORTA. 78 DESENVOLVIMENTO DE DESENHO ATRAVÉS DA OBSERVAÇÃO. 
39 A NATUREZA COMO INSPIRAÇÃO. 79 IDENTIFICANDO A PALETA DE CORES. 
40 O TRABALHO REPRESENTADO NA ARTE. 80 A EXPEDIÇÃO DE LANGSDORFF: ARTISTAS VIAJANTES NO BRASIL. 
 
01 – CRIANDO UM MATISSE: JOGO COM DADOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Recorte e monte o dado a seguir para você 
brincar com seus colegas em sala de aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Ao jogar o dado, observe qual face parou. Cada participante jogará 5 vezes, alternadamente com os colegas, um de cada vez. 
Primeira rodada: Na primeira rodada você descobrirá como será o primeiro fundo da sua obra de arte. Observe os modelos apresentados e desenhe, recorte 
ou pinte o fundo para ser a base da sua obra. Escolha as cores que desejar. 
Segunda rodada: Você agora descobrirá qual será o seu segundo fundo. Ao girar o dado e saber qual será. Desenhe, recorte ou pinte o formato apresentado. 
Junte os dois fundos escolhidos pelos dados. Combine-os e escolha as cores que desejar. 
Terceira rodada: Nessa rodada você descobrirá qual será a forma humana que você criará para compor sua obra de arte. Desenhe, recorte ou pinte a forma 
escolhida pelo dado e aplique-a com as cores e o tamanho que desejar. 
Quarta rodada: Agora, nessa rodada, você descobrirá qual será a forma natural que você aplicará em sua composição abstrata inspirada em Henri Matisse. 
Desenhe, recorte ou cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida. 
Quinta rodada: Nessa rodada você escolherá a forma abstrata para dar o toque final à sua obra prima. Jogue o dado e descubra qual será. Desenhe, recorte 
ou cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida durante o jogo. 
 
02 – EXERCÍCIO DE CORDENAÇÃO MOTORA: DESENVOLVIMENTO DO GESTO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Observe os diferentes tipos de linhas apresentados e suas composições, formas, 
direções e calibres. Repita o gesto das linhas para você desenvolver seu gesto artístico e 
estimular a sua criatividade. Enquanto você desenha os padrões pense em algo que pode ser 
desenhado utilizando essas linhas. 
Praticar a arte 2: Depois de praticar o desenho das linhas, escolha algumas delas para você 
desenhar.Faça um desenho livre utilizando o maior número de linhas possível. Marque com um X 
as linhas que você usou. Aplique as cores que desejar e preencha a ficha técnica da sua obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
03 – COMPLETANDO O DESENHO: LINHAS E FORMAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe as linhas a seguir. A partir delas, crie desenhos que combinem com essas linhas. Acrescente o maior número de detalhes que sua criatividade permita. Aplique as cores que 
desejar. Depois, no espaço ao lado, produza uma rima ou um poema, ou apenas conte uma pequena história com as figuras criadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
04 – CRIAÇÃO DE DESENHO COM FORMAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe as formas geométricas apresentadas. 
Cada uma delas possui uma quantidade de lados (segmento de 
retas). Escreva em cada uma delas quantos lados elas tem. 
Depois, una todas as formas em um só desenho. Aplique as 
cores que desejar e preencha a ficha técnica da sua obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
05 – DESENHO DE CONTINUAÇÃO COM LINHAS E FORMAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe o que está desenhado, veja quais linhas e formas constituiriam o que será desenhado e, a partir daí, comece a esboçar seu desenho. Vá completando até que ele fique 
pronto. Aplique em seu desenho as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
06 – EXERCÍCIO PRÁTICO COM APLICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
Trata-se de conjuntos de pontos definidos a partir de um ponto fixo (centro) e 
uma distância (raio). Circunferências são figuras geométricas planas 
geralmente representadas por figuras “perfeitamente redondas”, mas a 
representação geométrica nada mais é do que a representação de uma 
fórmula algébrica. Todas as figuras geométricas são definidas com base em 
pontos. Os pontos são objetos que não possuem definição alguma, não 
possuem dimensão, mas representam localizações na Geometria Analítica. A 
reta, por sua vez, é uma figura geométrica representada por uma linha reta e 
infinita. Contudo, sua definição é dada apenas como conjunto de pontos. De 
modo parecido, circunferências são também definidas com base em conjuntos 
de pontos e suas representações geométricas baseiam-se nessas definições. A 
definição de circunferência é a seguinte: Circunferência é uma figura 
geométrica pertencente ao plano que é constituída pelo conjunto de todos 
os pontos igualmente distantes de um ponto fixo desse plano. 
 
Em outras palavras, dado o ponto fixo O, 
um ponto A, pertencente à 
circunferência C, possui a mesma 
distância até O que um ponto B, 
também pertencente à circunferência C, 
independentemente de quais sejam os 
pontos A e B. Essa distância do ponto A 
até o ponto O (ou do ponto B até o 
ponto O) é chamada de raio da 
circunferência e é indicada pela letra r. 
Já o ponto O é o ponto fixo mencionado 
na definição acima e é conhecido como 
centro da circunferência. 
 
Qualquer segmento de reta que ligue 
dois pontos pertencentes a uma 
circunferência é conhecido como corda. 
O segmento que ligar dois pontos 
pertencentes à circunferência e ainda 
possuir o centro dela será chamado de 
diâmetro. Em outras palavras, diâmetro 
é uma corda que “passa” pelo centro da 
circunferência. 
 
Com relação às propriedades, observam-se inicialmente duas em relação aos 
diâmetros: seu comprimento é igual a duas vezes o raio e não existe corda 
maior que um diâmetro em uma mesma circunferência. 
 
Dessa maneira, sendo r o raio e d o diâmetro, podemos escrever a seguinte relação entre o raio e o diâmetro de uma 
circunferência: d = 2r 
 
Os círculos têm o interior preenchido, e as circunferências são apenas os contornos dos círculos. 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Desenhe com o auxílio de um compasso ou de alguma outra ferramenta alternativa uma 
circunferência e um círculo. Escreva a legenda abaixo de cada item. 
 
 
 
 
 
 
 
07 – EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DA CIRCUNFERÊNCIA: CRIAÇÃO DE ROSÁCEA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Vamos desenhar uma rosácea de seis 
pétalas a partir de circunferências. Para isso, acompanhe 
os passos a seguir: 
 
 
No espaço ao lado e 
com um compasso, 
trace uma 
circunferência. 
 
Com a ponta-seca do 
compasso em um 
ponto qualquer da 
circunferência, 
mantenha a mesma 
abertura do compasso 
e trace uma nova 
circunferência. 
 
Mantenha a mesma 
abertura do compasso 
e, com a ponta-seca na 
intersecção das duas 
circunferências 
anteriores, trace uma 
nova circunferência. 
 
Repita o terceiro passo 
até obter seis 
circunferências em 
torno da circunferência 
inicial. Observe que a 
circunferência inicial 
foi dividida em seis 
partes congruentes, 
dando origem a um 
hexágono regular. 
 
Depois de 
construir a 
rosácea, 
você pode 
pintá-la do 
jeito que 
preferir. 
 
08 – EXERCÍCIO PRÁTICO SOBRE OP ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
O termo Op Art é uma abreviação da expressão em inglês 
“Optical Art” e significa "Arte Ótica" - uma forma de arte 
que explora determinados fenômenos óticos com a 
finalidade de criar obras que pareçam vibrar ou cintilar. 
Contudo, diferentemente da arte cinética, a obra 
efetivamente não se movimenta e, por vezes, é o 
observador quem deve se deslocar, ou movimentar os 
olhos, para ter essa impressão sobre a obra, nascida da 
ilusão de ótica. Observe: 
Os artistas do movimento 
Op Art defendiam a idéia 
de que a arte deveria ter 
"menos expressão e mais 
visualização". Ainda 
segundo eles, apesar do 
rigor com que é 
construída, a obra 
simboliza um mundo 
mutável e instável, que 
não se mantém nunca o 
mesmo. 
Os trabalhos de Op Art são, em geral, abstratos 
concretos, e muitas das peças mais conhecidas usam 
apenas o preto e o branco. Quando são observados, dão 
a impressão de movimento, clarões ou vibração, ou por 
vezes parecem inchar ou deformar-se. Na Op Art as 
figuras são colocadas de maneira a causar no observador 
uma sensação de movimento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte: Com o auxílio do compasso, construa as outras três partes do desenho a seguir e preencha os 
espaços alternados utilizando a cor preta ou outra cor que desejar. Observe o esquema ao lado para você se 
orientar. Fixe a ponta seca do compasso no centro do desenho e regule o ângulo para que você continue o 
desenho da circunferência. Risque o círculo e, com o auxílio da régua, trace as linhas retas para dar continuidade à 
composição. Você também pode aplicar mais de uma cor para tornar sua obra de ilusão ótica mais criativa. 
 
 
 
09 – PESQUISA SOBRE A ORIGEM DO CARNAVAL. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A ORIGEM DO CARNAVAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todo brasileiro sabe o que é o Carnaval, mas nem todo 
mundo sabe o origem dessa festa. Essa é a grande festa 
popular brasileira. De norte a sul, de leste a oeste, o país 
inteiro brinca e pula durante o Carnaval. São quatro dias e 
quatro noites de muita folia. Quem pensa que essa festa tão 
afinada com o nosso povo é invenção de brasileiro está 
muito enganado. De origem grega, o Carnaval foi trazido da 
Europa pelos portugueses. No início, tinha o nome de 
“entrudo”. Brincar o entrudo era enfrentar uma verdadeira 
batalha, em que os participantes atiravam uns nos outros, 
bolas de cera cheias de água perfumada. Essas bolas eram 
chamadas de limão-de-cheiro, e, quando estouravam, 
deixavam no ar um perfume de cravo, canela, rosa etc. Mais 
tarde, por ter sido considerado uma brincadeira exagerada, 
o entrudo foi substituído pelos bailes de máscaras, 
organizadospelos homens mais ricos da cidade. Os 
convidados, fantasiados e mascarados, dançavam e 
cantavam nos salões. Porém, mesmo depois de tanto 
tempo, o entrudo ainda existem até hoje. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Leitura e interpretação de imagem: 
Observe a imagem a seguir para responder em seu 
caderno de arte às questões interpretativas: 
6. Como as pessoas comemoram essa festa nos dias 
atuais? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
7. Conte um pouco como você comemora os quatro dias 
de carnaval: 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
8. As marchinhas animam o carnaval e fazem parte da 
tradição carnavalesca no Brasil. Leis e ouça a marchinha 
a seguir. Depois, faça um desenho inspirado nela e 
nessa grande festa popular brasileira. 
 
Ó Abre Alas 
Marchinhas de Carnaval 
 
Ó abre alas 
Que eu quero passar 
Ó abre alas 
Que eu quero passar 
 
Eu sou da Lira 
Não posso negar 
Eu sou da Lira 
Não posso negar 
 
Ó abre alas 
Que eu quero passar 
Ó abre alas 
Que eu quero passar 
 
Rosa de Ouro 
É que vai ganhar 
Rosa de Ouro 
É que vai ganhar 
 
Composição: 
Chiquinha Gonzaga 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. Descreva o que as pessoas estão fazendo na imagem? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
2. O que e como as pessoas estão comemorando? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
3. O que havia dentro dessas “bolinhas” que as pessoas 
estão jogando umas nas outras? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
4. Como eram chamadas essas “bolinhas” que eles 
usavam para comemorar? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
5. Você acha que essa é uma brincadeira legal? Por quê? 
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
_______________________________________________________________
___________________________________________________________ 
 
10 – DESCONSTRUÇÃO DA IMAGEM: UMA OBRA CUBISTA OU SURREALISTA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Cubismo, Surrealismo e a Colagem: Apesar de ser uma ótima maneira artística de organizar o disperso e fragmentado 
mundo contemporâneo, a colagem é uma técnica bem antiga, que remonta ao século XII. É desse período que datam os 
primeiros registros de usos da técnica por japoneses e europeus, distantes além mar. No Japão, calígrafos japoneses faziam 
poemas manuscritos colando papel e tecido, no Império Bizantino, a continuação do Império Romano, mosaicos usam a 
técnica da colagem era feitos para decoração. As possibilidades desse tipo de trabalho são inúmeras, mas há dois elementos 
que são essenciais: a fragmentação e, depois, a junção desses fragmentos. Por essência, a colagem é um processo de 
criação que envolve o uso de cola e papel e busca reunir imagens de modo que a gente não perceba como elas foram 
unidas. Na história da arte, há registros da colagem a partir do cubismo, no início do século XIX. Neste momento, a arte 
passava por uma forte transformação no modo de pensar e ler o mundo, o que desencadeou uma série de movimentos 
artísticos, com o próprio cubismo, o dadaísmo, o futurismo e o surrealismo. Todos viam na colagem uma possibilidade de 
confrontar a arte tradicional, que até aquele momento seguia o naturalismo, sendo mais fiel à reprodução da realidade. 
Com o cubismo, os elementos da colagem passaram a dividir lugar com o desenho e a pintura na composição das obras de 
arte. Foram os trabalhos dos artistas cubistas Pablo Picasso e Georges Braque que marcaram o início da produção de 
colagens utilizando recortes de jornais na pintura. Mas foi só a partir do surrealismo que a colagem passou a ser 
reconhecida como uma nova linguagem, graças às novas relações entre imagens que propunha. A partir daí, pinturas 
começam a ser produzidas com forte influência da colagem. 
Praticar a arte: A partir de uma imagem de um rosto 
qualquer que você escolher e recortar de revistas e 
jornais produza uma fragmentação da imagem 
conforme mostra os modelos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 – CONHECENDO O ARTISTA: CÂNDIDO PORTINARI. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
As pinturas de Cândido Portinari 
retratam cenas e personagens 
bem brasileiros de sua época: 
meninos soltando pipas, jogando 
futebol ou brincando com pião, 
trabalhadores do campo, 
operários e festas populares. 
Portinari também pintou retratos 
de personalidades brasileiras 
importantes, como os escritores 
Vinícius de Moraes, Monteiro 
Lobato e Mário de Andrade. Além 
de pintar quadros, o artista fez 
diversos murais em prédios 
públicos e privados. Seu trabalho 
foi mostrado por todo o Brasil e 
no mundo, como o grande painel 
chamado “Guerra e Paz”, que 
desde 1956 foi pendurado na 
sede da ONU, em Nova York. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Observação da obra de arte: Entenda 
uma das mais importantes obras de Cândido Portinari e 
da pintura brasileira: o Lavrador de Café, de 1934. 
O quadro pintado em 1934 por Portinari tornou-se uma de 
suas mais famosas obras. Nele, temos um trabalhador negro - 
típico das fazendas de café do século vinte, com uma enxada 
nas mãos e plantações ao fundo. Na pintura, o modelo 
aparece com os braços e pés maiores que o resto do corpo, o 
que demonstra a aproximação de Portinari com o 
expressionismo. Essa deformação das figuras era traço 
marcante do pintor, representava a sua necessidade de 
valorizar o trabalhador brasileiro e, ao mesmo tempo, 
demonstrar a figura dramática e comovente do negro, 
marcado pelo sofrimento do trabalho duro nas fazendas. Ao 
lado do lavrador, no quadro, temos uma árvore decepada, 
símbolo do desmatamento que já começara naquela época, 
extinção da fauna e flora brasileira, da qual Portinari sempre 
foi admirador dando a ela, inclusive, espaços em suas mais 
variadas obras. Ao fundo temos os pés de café, que já estão 
indo em direção ao local de escoamento, encontrando-se 
também com os montes de grãos também ao fundo, o que 
denota a superprodução da época, neste sentido, o olhar do 
lavrador parece ser também expressivo, como quem 
compreende o desmatamento, a exploração e devastação da 
flora. Outra figura que na obra não passa despercebida é o 
trem que cruza a lavoura de café, sabe-se que, na época, o 
trem era o meio de transporta utilizado para exportação do 
café para diversos países, ademais a figura reforça a 
valorização do trabalhador rural, que sustenta não somente o 
país como o mundo por meio da exportação já presente na 
época. 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Reparou no 
tamanho do pé desse lavrador de 
café? Aproveite o modelo do pé a 
seguir e, no seu caderno de arte,desenhe você também uma 
pessoa com o pé maior que o 
normal. Repare que quanto 
menor você fizer o desenho da 
pessoa, maior parecerá o 
tamanho do pé. 
 
 
12 – APLICAÇÃO DE COR E CRIAÇÃO DE PAVIMENTO GEOMÉTRICO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
PAVIMENTAÇÃO DO PLANO 
A história da pavimentação do plano, ou 
ladrilhamento, é mais antiga que a dos 
mosaicos, já que desde 4.000 a.C. os antigos 
egípcios utilizavam ladrilhos na decoração de 
templos e das grandes pirâmides, enquanto 
outras civilizações antigas, também, 
utilizaram ladrilhos em templos e castelos. 
Muitas dessas construções são admiradas 
pela humanidade como obras de arte, até 
hoje. No entanto, o estudo das propriedades 
matemáticas das pavimentações por 
polígonos é recente e muitas partes deste 
tema permanecem ainda por explorar. O 
astrônomo Joannes Kepler (1571-1630) 
parece ter sido o pioneiro no estudo da 
geometria das pavimentações. A partir dos 
trabalhos de Platão e Arquimedes, Kepler 
apresenta uma classificação das 
pavimentações usando polígonos, na qual 
prova a existência de onze tipos de 
pavimentação. 
 
Mas o que é uma pavimentação do plano? 
 
Na Matemática, dizemos que um conjunto de polígonos 
é uma pavimentação do plano (ou ladrilhamento) se, e 
somente se, os polígonos do conjunto cobrem sem 
cruzamentos um plano. Cobrir, nessa definição, significa 
que todo ponto do plano pertence a pelo menos um 
polígono do conjunto. Sem cruzamentos significa que a 
interseção de dois polígonos quaisquer tem área nula. 
● Os vértices dos polígonos são chamados de nós da 
pavimentação. 
● Os segmentos de retas que têm por extremos dois nós 
consecutivos de um mesmo lado de polígono são 
chamados de arestas. 
● Os polígonos utilizados em uma pavimentação são 
chamados de ladrilhos. 
 
Praticar a arte: Observe os ladrilhamentos geométricos apresentados. Aplique as cores que desejar para completar a 
pavimentação. Depois, em seu caderno de arte e com o uso do papel milimetrado, construa uma pavimentação do plano 
usando umas das opções dos polígonos a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 – JOGO DAS LINHAS: AULA DINÂMICA SOBRE OS TIPOS DE LINHAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1 – Loteria da linha: Marque no seu cartão da 
loteria as opções corretas dos diferentes tipos de linhas e depois 
some os pontos obtidos para sabermos quem ganhou. 
Praticar a arte 2 – Desenhando com os diferentes tipos de linhas: Depois de ter marcado e contado os pontos 
na sua loteria das linhas, escolha alguns dos diferentes tipos apresentados e produza um desenho com tema 
livre. Aplique as cores que desejar. Preencha a ficha técnica do seu desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 – DESCOBRINDO A MÚSICA: ILUSTRAÇÃO DA LETRA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1 – Descobrindo a música: Escreva um trecho de uma música utilizando 
cada uma das palavras a seguir: 
Praticar a arte 2 – Ilustrando a música: Agora, escolha uma das músicas que você 
adivinhou e faça um desenho para ilustrar a parte que você escreveu. Aplique as cores 
que desejar e preencha a ficha técnica da sua produção artística. 
 
Palavra Trecho da música 
Amor 
Sonhar 
Coração 
Nunca 
Sempre 
Dançar 
Chuva 
Sol 
Feliz 
Comigo 
Vida 
Não 
Quero 
Triste 
Mar 
Olhar 
Saudade 
Felicidade 
Amigo 
Você 
Lua 
Beijo 
Pensamento 
Chorar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 – DESENHO DIRIGIDO: LENDO A HISTÓRIA E PRODUZINDO ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Desenhe a bruxa da história, de 
acordo com a leitura. Não se esqueça de colorir 
para seu desenho ficar caprichado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A BRUXA ESQUISITA 
Vamos começar a desenhar, 
Uma bruxa de arrepiar. 
A bruxa deve ser bizarra, 
E quadrada deve ser sua cara. 
Comprido e vermelho é seu cabelo, 
Sempre embaraçado parece um 
novelo. 
Vamos desenhar o seu rosto, 
E colocar o nariz no pescoço. 
Para ver, olhos precisa ter, 
Um olho azul na testa vou meter. 
O outro olho será um triângulo, 
E a verruga é como um losango. 
A boca, tão pequenina e nua, 
É redonda como uma lua. 
A bruxa está quase desenhada, 
Mas a imaginação ainda não terminou. 
Vamos fazer um corpo, 
E ver como a bruxa ficou: 
Tem corpo todo peludo, 
Parece mesmo um macaco. 
Agora me diz onde colocaria, 
Três mãos e três verdes unhas. 
Para terminar vamos desenhar dois 
bonés, 
Um cada um dos pés. 
E a nossa bruxa está pronta, 
É igual a uma velha tonta. 
 
 
16 – ATIVIDADE PRÁTICA DE APLICAÇÃO DE GUACHE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
O termo “guache” foi originalmente cunhado no século XVIII em França, 
embora a técnica seja muito mais antiga utilizada frequentemente a inícios 
do século XVI em Europa. Guache é uma palavra que provem do italiano 
“GUAZZO” que quer dizer tinta de água. O Guache é um tipo de material 
semelhante à aquarela, mas com uma consistência mais densa e opaca 
devido à adição de pigmento branco a mistura, além de goma-arábica como 
aglutinante. O resultado são cores mais fortes e menos transparentes que 
as obtidas com as aquarelas. Os pigmentos do guache quando secam, 
aparecem ligeiramente mais claros do que quando molhados. Este facto 
pode tornar a combinação das cores numa tarefa difícil. Quando se aplica o 
material de forma densa, pode existir a tendência a rachar. No entanto esta 
tendência pode ser atenuada ou eliminada com a aplicação e mistura de 
certos médios, como por exemplo, o “aquapasto” ou cola branca comum. 
 
 
Embora o guache seja essencialmente uma técnica de pintura, é também 
usado muitas vezes para desenho e ilustrações ou para trabalhar em 
conjunto com materiais variados de desenho. 
 
 Pode diluir-se com água até ter mais ou menos a 
consistência do azeite. 
 Aplica-se sobre papéis e cartões variados os quais 
devem ter algum “corpo” (mais grossos) para não 
enfolarem. 
 Os pincéis adequados para a pintura com guache são 
os mesmos utilizados para a aquarela (pelos macios). 
 Hoje em dia o termo guache é dado ás pinturas 
realizadas com este método. 
 Existem habitualmente em tubos e também em 
pastilha, em qualidade profissional e qualidade 
estudante. 
Este material se aplica de forma muito semelhante à aquarela. Utiliza-se 
água para diluir as cores e torna-las mais líquidas se for necessário. Em 
relação à aquarela podemos dizer que existe uma vantagem é o fato de 
existir a cor branca. É possível aplicar diversas camadas sobrepostas, 
deixando secar sempre antes de aplicar as próximas camadas. E os 
trabalhos resultantes desta técnica podem atingir uma qualidade 
surpreendente. 
 
Praticar a arte: Na paisagem a seguir, aplique as cores utilizando a tinta guache. Prepare seu material 
artístico e seu espaço de trabalho com tudo o que vai precisar. Não se esqueça do potinho com água e 
um pano úmido para manter tudo limpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 – A CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS: PADRÕES GEOMÉTRICOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
Com a riqueza e diversidade que somos contemplados entre 
as artes do nosso país, a arte indígena será apresentada 
nesse artigo em homenagem ao nosso povo chamado de 
índio por um erro de rota, mas que são na verdade nativos. 
Para se falar do uso da arte indígena na decoração 
contemporânea precisamos abordar o sentido de arte para 
nós índios e não índios. A arte surgiu e foi evoluindo em 
todas as nações. A arte é uma forma de expressão humana 
aliando o conhecimento e a técnica desde a arte manual até a 
arte corporal como o canto e a dança. A arte do não índio é 
uma arte de contemplação e expressões de sentimentos, 
diferente da arte indígena que é baseada na utilidade em 
comunidade,mas que não deixam de lado o rigor e a beleza 
de seus trabalhos. Os índios não desenvolvem seus utensílios 
ou suas expressões corporais para serem contemplados por 
seu valor estético ou sentimental, pois o sentido de arte para 
eles é a utilidade das peças para a comunidade ou para se 
posicionar perante a tribo retratando a sua cultura e tradição. 
A sua arte manual é muito valorizada por outras culturas pela 
técnica e qualidade que nela é empregada, com formas 
geométricas perfeitas e cores naturais ou vibrantes. O uso 
dessa arte na decoração traz uma mistura de sofisticação e 
valorização da cultura com peças únicas e de significado 
milenar. Com riqueza de detalhes na arte desenvolvida, 
encontramos uma variação de acordo com a região, cultura e 
matéria prima disponível, como os tipos de palhas, madeiras 
e pigmentos que os diferenciam entre várias tribos. 
Encontramos a arte do grafismo representado por desenhos 
abstratos e geométricos com simetria perfeita na decoração 
de artefatos basicamente de uso comunitário como as 
cerâmicas, cestos, máscaras para usos em rituais, na pintura 
corporal e na tecelagem. Tudo é representado por meio do 
grafismo. Todo esse grafismo traz significados e servem de 
comunicação na tribo. Cada tribo expressa a sua cultura e 
particularidades dos seus costumes nos desenhos 
geométricos desempenhando também um papel espiritual 
perante os seres da natureza. 
Praticar a arte 1: Os povos nativos utilizam o barro para confeccionar os 
utensílios domésticos e culturais. Eles costumam decorar esses objetos 
com padrões geométricos. Reproduza os padrões indicados em cada 
jarro. 
Praticar a arte 2: Seja em pinturas corporais ou na decoração de 
objetos, o grafismo está sempre presente na cultura dos povos 
indígenas. Os padrões geométricos são predominantes na pintura 
dos nativos. Observe os padrões e continue reproduzindo-os. 
 
 
18 – EXERCÍCIO DE DESENHO DE OBSERVAÇÃO: CARPA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte – Desenho de observação: Observe 
atentamente o passo a passo a seguir para você praticá-
lo no espaço ao lado. Aplique as cores que desejar. 
Preencha a ficha técnica do seu desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 – EXERCÍCIO SOBRE HIERÓGLIFOS EGÍPCIOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Os símbolos de escrita no Antigo Egito, 
também conhecida como escrita hieroglífica, 
eram tão detalhados e trabalhados para a 
época, que são estudados até os dias atuais. 
Assim como nos campos da arquitetura, 
engenharia e medicina, a forma de escrita e 
leitura no Antigo Egito era impressionante, 
principalmente considerando o período 
histórico. Os hieróglifos podem ser lidos 
como imagens, símbolos de figuras ou 
símbolos sonoros. Seu nome significa 
“escultura sagrada” e eles são divididos em 
três tipos: 
 
Logogramas: Palavras representadas por um 
único símbolo, tanto no som como no 
significado. 
 
Fonogramas: Representam um som ou uma 
série de sons. 
 
Determinativos: Representam as desinências 
verbais de palavras. É a forma de 
transformar, ‘andar’ em ’andando’, por 
exemplo. 
 
Praticar a arte: Diante dos hieróglifos egípcios, escolha os símbolos referentes a cada letra do nosso alfabeto para você escrever uma 
mensagem no seu caderno de arte. Recorte e cole quantos desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 – EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO COM LÁPIS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Com certeza você tem em seu material escolar lápis que 
usa todos os dias. Você sabia que existem lápis duro e 
lápis macio? O material que existe dentro do lápis 
chama-se grafite, um tipo de carvão misturado com 
argila para manter a liga. Quanto mais argila misturada, 
mais duro o lápis. O lápis que você usa todos os dias 
provavelmente tem o grafite bastante duro. Existem 
grafites mais duros e mais macios. Os duros são 
identificados pela letra H, e os macios, pela letra B. 
quanto mais alto o número, mais duro ou mais macio é o 
grafite do lápis. A numeração dos grafites vai de 6H a 6B, 
o que permite conseguir uma porção de tons de cinza em 
um desenho. Você pode também conseguir esse efeito 
pressionando o lápis com mais ou menos força no papel. 
Experimente primeiro os lápis macios, mas lembre-se 
que o grafite mais macio pode manchar o trabalho. Tente 
obter diferentes variações do preto: do cinza claro ao 
negro. Os lápis com grafite duro também têm seu 
charme. Com eles você poderá conseguir linhas mais 
calcadas e nítidas bem como tons de cinza-claro. Eles são 
muito bons para desenhos realistas ou, em outras 
palavras, para quem é detalhista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Praticando diferentes pressões com lápis: Observe na escala cromática a seguir os diferentes tons 
produzidos com o lápis. O seu lápis comum, que você usa diariamente, é o HB. A partir da sua observação e aplicando 
diferente pressão com o seu lápis, preencha conforme o esquema: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Faça um desenho com um lápis solúvel em água e depois passe um pincel molhado por cima. Treine 
desenhando rapidamente, sem detalhar. Assim poderá perceber e destacar o que é mais importante em todo o conjunto 
que estiver desenhando. Tente desenhar algo sem olhar para o papel, ou fazer um desenho sem tirar o lápis do papel. 
 
 
 
 
 
 
21 – EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO COM CARVÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O homem, com certeza, usa o carvão para desenhar desde quando utilizou o fogo. O carvão de desenho é feito de galhos queimados de 
árvores de pequeno porte, tipo canela ou macieira. São expostos a altas temperaturas até ficarem uniformemente carbonizados. É um 
Material barato e expressivo. O carvão é próprio para desenhos grandes. Faça desenhos com a ponta do carvão, como se fosse um 
lápis, ou com a parte lateral. Você também pode quebra-lo em pedaços menores. Se precisar apagar, use a ponta dos dedos ou uma 
borracha especial bem mole, chamada de “miolo de pão”. Use também os dedos para esfumaçar o carvão e ir do preto ao cinza. Para 
conseguir um efeito mais claro, você poderá usar a borracha mole ou combinar o carvão com giz branco. Tente “modelar” o desenho, 
deixando o carvão ser a sombra da figura e o papel e o giz serem as partes claras. Evite, entretanto, misturar o giz com o carvão, pois o 
resultado parecerá “sujo”. Para guardar um desenho a carvão você precisará fixa-lo. Para isso será necessário um fixador especial. 
Coloque o desenho sobre uma folha de jornal. Agite o fixador (verniz) e aplique sobre seu desenho. Você também pode diluir cola 
branca em água e usar um borrifador. Deixe secar bem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte: Desenhe em papel colorido, papel pardo de embrulho ou em papéis de diferentes espessuras. Você pode desenhar 
com carvão vegetal ou de churrasco. O carvão é muito bom para fazer retratos. Peça para alguém ficar de modelo. Faça um desenho 
grande, de preferência de corpo inteiro. Ilumine o modelo com uma lâmpada forte, para melhor distinguir o claro e o sombreado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 – EXERCÍCIO PRÁTICO DE APLICAÇÃO DE COR COM LÁPIS DE COR. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Pintar com lápis de cor. Algumas técnicas de aplicação: Pintar com lápis de cor, é 
também uma forma de arte. Necessitam-se certos conhecimentos e dicas a fim de 
conseguir bons resultados. Da mesma forma que acontece com todas as técnicas de 
desenho e pintura. Podemos utilizar o pó do lápis de cor, a ponta afiada ou a ponta 
plana. Podemos realizar efeitos interessantes com simples tracejados. Também utilizá-
los como base na técnica mista que mistura este material com os pastéis. 
 
SOMBREADO: Utilizando o lápis lateralmente e com a ponta bem afiada 
podemos conseguir o efeito de sombreado,que produz não só maiores 
áreas de cobrimento, mas também o efeito de sombra com maior 
intensidade da cor num extremo e menor no extremo oposto. 
 
TRACEJADO: Pintar com lápis de cor em tracejado, significa pintar 
utilizando linhas de forma rápida, regular com diferentes 
espaçamentos. Esta técnica é a principalmente utilizada para a técnica 
mista de pastel seco, cuidando de fazer pouca pressão com o lápis e 
unindo mais as linhas entre si. 
 
TRACEJADO CRUZADO: Trata-se de linhas tracejadas sobrepostas em 
diferentes direções. Pode-se utilizar uma cor ou várias cores para criar 
efeitos de textura. 
 
TRACEJADO CIRCULAR: Através da sobreposição de pequenos círculos 
rapidamente desenhados, obtemos este efeito. Pode ser utilizada uma 
cor ou várias produzindo ricos efeitos de textura. 
 
MARCAS DIRECIONADAS: Traços curtos seguindo uma direção 
específica, contornos curvos de forma a imitar madeixas de cabelo ou 
relvado. Mediante a utilização de duas cores densamente sobrepostas 
podem ser realizados efeitos fantásticos de sombras e ricas texturas. 
 
MARCAS DE INCISÃO: Da mesma forma que se realiza com o lápis de 
grafito, podemos conseguir este efeito com o lápis a cor, sobrepondo 
duas cores e depois fazendo ligeiras incisões para deixar à vista a cor 
inferior. Ou fazendo incisões no papel antes da aplicação com o lápis a 
cor de forma a ficarem linhas á mostra da cor da superfície do papel. 
 
BRUNIDURA: São camadas de cores sobrepostas 
aplicadas densamente e com pressão a fim de 
encher a textura do papel e produzir uma 
superfície de aspecto sedoso. A imagem mostra o 
efeito de brunidura e o efeito de sobreposição de 
camadas tradicional, para perceber melhor a 
diferença entre as duas técnicas. 
Praticar a arte: Use os lápis de cor para desenhar linhas de contorno e linhas paralelas ou 
cruzadas para criar sombras, faça rabiscos, sobreponha as cores ou desenhe linhas juntas 
para produzir áreas de cor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 – PRODUZINDO UM FÓSSIL COM GESSO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O HOMEM SURGIU NA ÁFRICA? Existem diversas teorias acerca do surgimento da humanidade, como o evolucionismo, encabeçado pelo cientista 
inglês Charles Darwin, que afirma que o homem e todos os seres vivos evoluíram de formas mais simples para as mais complexas e estão em 
constante transformação, e o criacionismo, que acredita que a vida e tudo a ela relacionada são resultado da ação de um Criador. Os cientistas ainda 
não conseguem elaborar a árvore genealógica completa dos seres humanos, mas algumas espécies de hominídeos (nossos antepassados) foram 
estudadas. Entre elas está o Australopithecus, cujos representantes possuíam baixa estatura, andavam sobre os dois pés e tinham os braços 
compridos. Seus fósseis foram encontrados na África e datam de cerca de quatro milhões de anos, o que leva a crer que teriam originado a espécie 
humana. O Homo Sapiens, espécie da qual fazemos parte, teria surgido também na África, há cerca de 100 mil anos, e se espalhado pelos outros 
continentes, adaptando-se aos diferentes ambientes. 
Segundo o dicionário Aurélio, fóssil é o “vestígio ou resto petrificado ou endurecido de seres vivos que 
habitaram a Terra antes do holoceno e que se conservaram em depósitos sedimentares da crosta 
terrestre sem perder as características essenciais”. Eles caracterizam a prova da existência de 
determinados seres vivos em tempos passados e permitem aos paleontologistas (estudiosos do assunto) 
analisar as modificações ocorridas em cada espécie e traçar diferentes padrões evolutivos. A fossilização 
pode ocorrer de várias maneiras, como quando um animal morre ao cair em terreno pantanoso ou em 
região de baixa temperatura, onde não há microrganismos para fazer a decomposição. 
Praticar a arte – Criando um fóssil: Siga as orientações para você criar o seu fóssil com gesso e água. Depois de pronto, organize uma exposição com seus colegas em sala de aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 – CONHECENDO E CONSTRUINDO UMA PIRÂMIDE EGÍPCIA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
No Egito existem 
verdadeiras 
maravilhas, como as 
pirâmides. Com 
construções 
perfeitas, esses 
monumentos 
oportunizam um 
amplo estudo de 
Física e Matemática. 
Estas nada mais são que um sólido geométrico chamado 
de pirâmide de base quadrada. As grandiosas pirâmides 
de Gizé, uma das sete maravilhas da Antiguidade, foram 
erguidas por camponeses egípcios, sob a ordem dos 
auxiliares dos faraós. A pirâmide de Quéops, com 145 
metros de altura (equivalente a um prédio de 50 
andares) e 2,3 milhões de blocos de rocha, é o 
monumento mais pesado construído pelo homem. Cerca 
de 80 mil operários trabalharam em sua construção, que 
levou aproximadamente 20 anos. A pirâmide de tamanho 
médio é a de Quéfren e a menor, a de Miquerinos. As 
pirâmides eram túmulos dos faraós, que, para os 
egípcios, era o próprio deus. Tais monumentos 
representam uma imensa escada que o rei, depois de 
morto, utiliza para juntar-se aos deuses; suas quatro 
arestas seriam os raios de sol que incidem sobre a terra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte: Desenhe e pinte tijolos de pedra nas paredes da pirâmide. Depois, recorte o molde e cole-o em um 
pedaço de papel mais grosso (papel cartão, cartolina ou papelão) para montar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 – CONHECENDO OS “GRIOTS” – CONTADORES DE HISTÓRIA DA ÁFRICA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contadores de histórias, mensageiros oficiais, guardiões 
de tradições milenares: todos esses termos caracterizam 
o papel dos Griots, que na África Antiga eram 
responsáveis por firmar transações comerciais entre os 
impérios e comunidades e passar aos jovens 
ensinamentos culturais, sendo hoje em dia a prova viva 
da força da tradição oral entre os povos africanos. 
Utilizando instrumentos musicais como o Agogô e o 
Akoting (semelhante ao banjo), os griots e griottes 
estavam presentes em inúmeros povos, da África do Sul 
à Subsaariana, transitando entre os territórios para 
firmar tratados comerciais por meio da fala e também 
ensinando às crianças de seu povo o uso de plantas 
medicinais, os cantos e danças tradicionais e as histórias 
ancestrais. Diferente da civilização ocidental, que prioriza 
a escrita como principal método para transmissão de 
conhecimentos e tem historicamente fadado povos sem 
escrita ao âmbito da “pré-história”, em sociedades de 
tradição oral a fala tem um aspecto milenar e sagrado, e 
deve-se refletir profundamente antes de pronunciar 
algo, pois cada palavra carrega um poder de cura ou de 
destruição. Nesse sentido, os Griots são os guardiões da 
palavra, responsáveis por transmitir os mitos, as técnicas 
e as tradições de geração para geração. 
Praticar a arte 1 – Leitura e contação de história: O sapo e a cobra é uma lenda do folclore africano que nos faz refletir 
sobre como poderíamos ter um mundo melhor sem os preconceitos que acabam afastando as pessoas. Trata-se de uma 
lenda africana com valores. Boa leitura! 
O SAPO E A COBRA 
Era uma vez um sapinho que encontrou um bicho comprido, 
fino, brilhante e colorido deitado no caminho. 
– Olá! O que você está fazendo estirada na estrada? 
– Estou me esquentando aqui no sol. Sou uma cobrinha e 
você? 
– Um sapo. Vamos brincar? E eles brincaram a manhã toda no 
mato. 
– Vou ensinar você a subir na árvore se enroscando e 
deslizando sobre o tronco – disse a cobra. 
E eles subiram. Ficaram com fome e foram embora, cada um 
para a sua casa, prometendo se encontrar no dia seguinte. 
– Obrigada por me ensinar a pular. 
– Obrigado por me ensinar a subir na árvore. 
Em casa o sapinho mostrou para a sua mãe que sabia rastejar. 
– Quem ensinou isso a você? 
– A cobra minha amiga. 
– Você não sabe que a família da cobra não é gente boa? Eles 
têm veneno. Você está proibido de brincar com cobras. E 
também de rastejar poraí. Não fica bem. 
Em casa a cobrinha mostrou a mãe que sabia pular. 
– Quem ensinou isso a você? 
– O sapo meu amigo. 
– Que besteira! Você não sabe que a gente nunca se deu com 
a família do sapo e… bom apetite! E para de pular. Nós, 
cobras, não fazemos isso. 
No dia seguinte cada um ficou no seu canto. 
– Acho que não posso rastejar com você hoje – pensou o sapo. 
A cobrinha olhou, lembrou-se do conselho da mãe e pensou: 
“Se chegar perto, eu pulo e o devoro”. Mas lembrou- se da 
alegria da véspera e dos pulos que aprendeu com o sapinho. 
Suspirou e deslizou para o mato. Daquele dia em diante, o 
sapinho e a cobrinha não brincaram mais juntos. Mas ficaram 
sempre no sol, pensando no único dia em que foram amigos. 
Praticar a arte 2 – Ilustração da história: Diante da 
lenda africana, faça um desenho para ilustrar. 
 
 
26 – AS INFLUÊNCIAS AFRICANAS: A LÍNGUA AFRO-BRASILEIRA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Com a escravização de povos da África a 
partir do século VXI, mais de 4 milhões 
de pessoas foram trazidas ao Brasil, para 
trabalhar com cana-de-açúcar, depois 
para mineração, cafeicultura, serviços 
nas cidades e nos campos. Muitas 
culturas africanas de diferentes países 
se relacionaram e estabeleceram 
processos de trocas, gerando um rico e 
dinâmico patrimônio afrodescendente. 
A língua falada na colônia foi uma das 
primeiras a receber novas contribuições. 
A influência africana no português do 
Brasil veio principalmente do ioruba, 
falado pelos negros vindos da Nigéria 
(vocabulário ligado à religião e à cozinha 
afro-brasileira), e do quilombo angolano 
(em palavras como caçula, moleque e 
samba). Hoje, podemos observar no 
dicionário brasileiro uma variedade de 
termos que usamos em nosso dia a dia, 
sem termos a noção de sua origem 
africana, mais especificamente do grupo 
bantu. Entre os exemplos encontramos: 
abadá, caçamba, cachaça, cachimbo, 
caçula, candango, canga, capanga, 
carimbo, caxumba, cochilar, corcunda, 
dengo, fubá, gibi, macaco, marimbondo, 
miçanga, quitanda, quitute, tanga, 
xingar, banguela, babaca, cafofo, 
cafundó, cambada, muquirana, muvuca. 
É importante termos a consciência de 
que a África é uma das responsáveis 
pelo português que temos hoje no 
Brasil. Um idioma rico e variado, 
originado de vários povos e que 
conquistou sua identidade única por 
conta da forte miscigenação linguística. 
 
Praticar a arte: Encontre as palavras de origem 
africana no caça-palavras ao lado. 
 
 
 
 
 
 
 
Palavras de origem africana na religião: 
- AXÉ (do iorubá àse) 
- IEMANJÁ (do iorubá yè m-ndja) 
- ORIXÁ (do iorubá òrisà) 
- XANGÔ (do iorubá sàngó) 
 
Palavras de origem africana em danças e músicas: 
- BERIMBAU (do quimbundo mbirimbau) 
- CALANGO (do quimbundo kalanga) 
- CAXIXI (do quimbundo kaxaxi) 
- GANZÁ (do quimbundo nganza) 
- MACULELÊ (do quicongo makalele) 
- SAMBA (do quicongo samba) 
 
Palavras de origem africana na culinária: 
- ACARAJÉ (do iorubá akarà-jẹ) 
- BOBÓ (do jeje bobó) 
- FAROFA (do quimbundo falofa) 
- FUBÁ (do quimbundo fuba) 
- JABÁ (do iorubá jàbàjábá) 
- MOQUECA (do quimbundo mukéka) 
- QUIBEBE (do quimbundo kibebe) 
- QUITUTE (do quicongo kilute) 
 
Palavras de origem africana na flora e fauna: 
- CAMUNDONGO (do quimbundo kamundongo) 
- CAXINGUELÊ (do quimbundo kaxijiangele) 
- DENDÊ (do quimbundo ndende) 
- MARIMBOMDO (do quimbundo marimbondo) 
- QUIABO (do quimbundo kingombo) 
 
Outras palavras de origem africana: 
- BAMBAMBÃ (do quimbundo mbamba mbamba) 
- BOROCOXÔ (do quicongo bolokotó) 
- CAÇAMBA (do quimbundo kisambu) 
- CACIMBA (do quimbundo kixíma) 
- CAÇULA (do quimbundo kasule) 
- CAFUNÉ (do quimbundo kafundu) 
- CAPANGA (do quimbundo capanga) 
 
27 – CRIAÇÃO DO PAINEL: A CAPOEIRA AFRICANA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A capoeira é um jogo atlético que foi trazido para o Brasil pelos escravos bantos de Angola. 
Tradicionalmente conhecida pelo seu ritmo alegre, um dos principais instrumentos de percussão 
utilizados é o berimbau, cuja origem remete à Benin, país localizado no oeste da África. Um dos 
primeiros documentos que atestam a entrada do berimbau no Brasil foram os registros feitos na 
alfândega do Porto de Santos, em 1739. Além dele, outros instrumentos comuns na prática da 
capoeira são o caxixi, a vareta, o dobrão, o pandeiro e o bumbo. Ao contrário do que possa parecer, a 
palavra capoeira não é de origem africana. Esse jogo, também conhecido como dança, foi batizado 
pelos índios Tupi-Guarani como “Kapueira”, e possui dois sentidos “mato ralo”, e uma espécie de cesto 
para carregar animais e mantimentos. Alguns estudiosos acreditam que o primeiro significado provém 
do fato de os escravos abrirem clareiras no mato para treinar capoeira. 
Atualmente, no Brasil, a capoeira se divide em duas vertentes: a de Angola e a regional. Na primeira, os capoeiristas ficam agachados em uma roda 
e os movimentos são mais lentos e rentes ao chão. Nela, é necessário mais astúcia do que força, e a música é gerada por três berimbaus, dois 
pandeiros, um atabaque, um reco-reco e um agogô. Já na regional, os praticantes ficam de pé e acompanham a música com palmas, enquanto 
aguardam a vez de entrar na roda. Os movimentos são mais velozes, e um berimbau e dois pandeiros são suficientes para compor o fundo musical. 
Praticar a arte – Criando o painel em homenagem à capoeira: Estenda folhas de papel Kraft (cenário, pardo, duplex etc.) no chão. Deite sobre eles para simular os movimentos 
realizados na capoeira. Outro colega fará o contorno do seu corpo. Faça duas ou três posições diferentes para que se tenha maior diversidade de movimentos possíveis. Depois de 
desenhado, pinte as silhuetas com tinta guache de diferentes cores. Também é possível aplicar outros materiais, como giz de cera, retalhos de tecidos estampados, papéis coloridos 
e outros tipos de tintas. Monte as silhuetas em uma exposição na sua sala de aula. Não se esqueça de preencher o espaço a seguir com suas impressões sobre a atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 – CONHECENDO O ADINKRA: MENSAGEM NO TECIDO AFRICANO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
Adinkra é o nome de um conjunto de 
símbolos ideográficos dos povos acã, grupo 
linguístico da África Ocidental que povoa a 
região que hoje abrange parte de Gana e da 
Costa do Marfim. Os símbolos são 
estampados em tecido, esculpidos em peças 
de ferro usadas para pesar o ouro, talhados 
em bancos reais e em peças de madeira que 
anunciam a soberania dos reinos. 
 
Adinkra significa “adeus à alma”, e as pessoas usam o tecido com essas 
estampas em ocasiões fúnebres e em festivais de homenagem a pessoas 
importantes. São mais de 90 símbolos, cujo significado se transmite nos 
nomes e nos respectivos provérbios. Os ideogramas se baseiam em 
figuras de animais, plantas, corpos celestiais, o corpo humano, objetos 
feitos pelo ser humano ou formas abstratas. O mesmo princípio pode ser 
grafado de várias formas, pela representação do ser ou do objeto e pela 
estilização gráfica dessa imagem. 
 
Sankofa, um dos adinkra mais conhecidos, significa a 
sabedoria de aprender com o passado para construir o 
presente e o futuro. Seu símbolo é o pássaro que olha 
para trás. Essa representação ganhou estilização gráfica 
na forma de dois símbolos que transmitem a ideia 
expressa no provérbio “nunca é tarde para voltar e 
apanhar aquilo que ficou atrás”. 
 
Trata-se, enfim, de um antigo sistema africano de escrita. A importância 
desse fato é incomensurável, pois a ciência etnocentrista europeia 
negou que a África tivesse história alegando que seus povos não criaram 
sistemas de escrita. Até hoje prevalece a noção de uma África de 
tradição exclusivamente oral, como se nela não existisse a tradição 
escrita. Mas a escrita nasce na África com os antecessores dos 
hieróglifos egípcios, e existem inúmeras escritas africanas anteriores e 
posteriores à escrita árabe. Os símbolos adinkra incorporam,preservam 
e transmitem aspectos da história, da filosofia, dos valores e das normas 
socioculturais dos povos acã, e vêm sendo adotados na diáspora como 
parte da missão de recuperar e valorizar essas antigas tradições que 
compõem o legado ancestral africano. 
 
Conheça dois dos principais tecidos africanos: 
KUBÁ: Durante muito 
tempo, a compra e venda do 
Kubá só acontecia com a 
aprovação do rei, e por 
várias vezes, esse tecido era 
usado como moeda de troca. 
O padrão dos desenhos nele 
impressos é tão importante, 
que uma das tarefas de um 
novo rei é inventar uma 
figura diferente para 
representar seu governo. Os 
homens o tecem, a partir da 
ráfia retirada das palmeiras, 
em teares pequenos e 
rudimentares. São as 
mulheres, no entanto, as 
responsáveis pela decoração 
dos tecidos. 
BOGOLAN: Significa tecido de 
lama, e confeccioná-lo é uma 
tradição estabelecida há tempos 
entre os Bambara, etnia 
majoritária do Mali. A produção 
do Bogolan envolve um processo 
único e longo, em que a matéria-
prima é o pano de algodão 
branco confeccionado por 
homens locais em tiras estreitas, 
feitas em tear duplo. As tiras são 
cerzidas juntas na forma do pano 
desejado pelo usuário. O 
tingimento tradicional é realizado 
apenas por mulheres, e a técnica 
é passada de mãe para filha. A 
peça é lavada em água e colocada 
ao sol para secar, para que 
encolha. 
Praticar a arte – Criando um Adinkra: Escolha na 
tabela dos Adrinkas a seguir o que possui a 
mensagem que mais lhe agrada. Transfira o 
desenho para a bandeja de isopor utilizando o cabo 
do pincel (técnica da gravura). Passe o guache com 
cuidado por cima do desenho e carimbe-o no tecido 
(ou na camiseta branca) previamente esticado no 
papelão para ficar sem rugas. Utilize a canetinha 
preta para escrever o significado do Adrinka 
escolhido e seu nome. 
 
 
 
 
 
29 – OS INSTRUMENTOS MUSICAIS AFRICANOS – ÁLBUM DE FIGURINHAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A influência da música africana na cultura sonora 
brasileira é visível, principalmente, nos instrumentos de 
percussão. Como atabaque, afoxé, tamborim, agogô e 
ganzá. Há também os de corda, como a rabeca e o 
berimbau, um dos símbolos da capoeira. Conheça alguns 
dos principais: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Álbum de figurinhas: Pinte e Recorte os instrumentos a seguir e cole-os em seus respectivos locais no 
álbum. Escreva os nomes de cada um deles. 
 
 
 
 
 
 
 
30 – EXERCÍCIO PRÁTICO DE DESENHO DE ROSTO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe na imagem do rosto a seguir as linhas que orientam o desenho. No esquema ao lado, pratique o seu gesto artístico desenhando o rosto e seguindo as 
proporções. Desenhe cada parte do rosto em seu respectivo lugar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 – CONHECENDO A ARTISTA: GOYA LOPES E SUAS ESTAMPAS AFRICANAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A arte de Goya Lopes mescla 
sensibilidade e sofisticação, 
apresentando, em seu trabalho, a 
cultura afro-brasileira, indígena e 
barroca com base na 
interpretação sensível e profunda 
do que a cerca, do que a nutre, 
do que a formou como pessoa e 
artista. Nas imagens criadas, está 
presente a representação de tudo 
o que se vê na Bahia: um 
apaixonado sentimento pela vida, 
uma alegria que quebra grilhões e 
toca tambores no peito, uma 
ligação ancestral com a terra. 
 
Trajetória profissional: Formada pela 
Escola de Belas Artes da Universidade 
Federal da Bahia, com especialização 
em Design, Expressão e Comunicação 
Visual na Universitá Internazionale 
Dell’Arte di Firenze, na Itália, Goya 
Lopes começou o seu contato com a 
moda na Itália, no estágio com a 
designer Linda Ieromonti, da Stamperia 
Fiorentina. De volta ao Brasil, Goya 
passou a trabalhar com arte e moda 
como freelancer, criou estampas da 
linha Madrigal da Alpargatas em São 
Paulo e fez o Curso de Design de Moda 
pelo Instituto Brasileiro de Moda de São 
Paulo. Dedicada às suas próprias 
criações, investiu em sua formação 
empresarial e criou a empresa Didara 
em 1986, com influência da cultura 
afro-brasileira. A partir de 2013, com a 
marca Goya Lopes Design Brasileiro, 
expandiu as suas inspirações para a 
diversidade brasileira. 
Praticar a arte: A brasileira Goya Lopes vive na cidade de Salvador, na Bahia. Ela se inspira na cultura africana para criar seus 
modelos de moda. A profissão de quem projeta roupas é estilista. Repare nas roupas que ela usa. Inspirado pelos “looks” da 
artista crie suas estampas africanas nas peças de roupas. Use os padrões sugeridos e aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 – TÉCNICAS DE MODELAGEM EM ARGILA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Os artistas criam suas obras de diferentes maneiras. Muitos deles utilizam a modelagem para dar forma às suas criações. 
TÉCNICA DA BOLA 
Uma das maneiras mais antigas para fazer potes e outros 
recipientes é a chamada técnica da boal. Nessa técnica, 
utilizada desde a Pré-História, as peças são elaboradas a 
partir de uma bola, como podemos ver na sequência de 
imagens. Observe que, com o polegar ou com toda a mão, 
é possível fazer um furo e, aos poucos, ir abrindo a bola 
até o espaço dentro dela se torne grande o suficiente para 
formar, por exemplo, um pote, um vaso, uma panela, uma 
bacia ou qualquer outro tipo de recipiente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICA DO ROLO 
Essa técnica de modelar o barro utiliza rolos de argila. É 
preciso fazer vários rolos do mesmo tamanho e coloca-los 
uns sobre os outros. Depois, com a ponta dos dedos e 
molhando os rolos com água, é possível, aos poucos, 
juntar as partes, formando uma única peça. 
 
TÉCNICA DAS PLACAS 
A técnica das placas começa com a criação de camadas 
finas de argila, que podem ser feitas pressionando o 
material com um tolo de madeira ou uma garrafa. Na 
sequencia de imagens, podemos ver dois pedaços de 
madeira que são usados como apoio para que as placas 
fiquem todas da mesma espessura, ou seja, da mesma 
altura. Depois que as placas ficam prontas, é possível 
cortá-las do tamanho que quiser. Então, é só unir as placas 
no formato desejado. Para isso, é comum usar uma 
mistura de água e argila chamada “engobebe”, que parece 
lama bem molhada. Com essa técnica costumam ser 
criados pratos, bandejas e tigelas rasas. Muitos artistas a 
utilizam para criar grandes esculturas; para isso, costumam 
elaborar estruturas de madeira de apoio, que são cobertas 
pelas placas de argila. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 – CRIANDO UMA OBRA SURREALISTA: JUNTANDO AS COISAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
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O surrealismo foi um movimento de vanguarda artística que surgiu em 
Paris, no início do século XX, para fazer frente ao racionalismo e ao 
materialismo da sociedade oriental. Entre as características que mais 
se destacam estão: 
 
1. Livreexpressão do pensamento: O mote principal do surrealismo 
era a expressão livre do pensamento, regrada somente pelos 
impulsos do subconsciente. Ele desprezava a lógica e era contra os 
padrões estabelecidos pela ordem e pela moral da sociedade na 
época. Suas obras não se restringiram somente às artes plásticas e a 
literatura. Ele também influenciou manifestações artísticas como o 
teatro e o cinema. 
2. Influência das teorias de Freud: A principal característica do 
movimento surrealista é a influência significativa das teorias 
psicanalistas de Sigmund Freud, que valorizam a importância do 
inconsciente para impulsionar a criatividade do ser humano. Para 
Freud, o homem deve libertar sua mente da lógica imposta pelos 
padrões comportamentais da sociedade e dar vazão aos sonhos e a 
tudo o que o inconsciente nos diz. 
3. Realidade superior: Outra característica importante do 
surrealismo é a criação de uma realidade superior à realidade 
imposta pela sociedade burguesa da época, como se esta realidade 
estivesse acima do realismo. O objetivo principal do surrealismo 
era ultrapassar os limites da imaginação e da tradição lógica imposta 
pelas ideias artísticas que vigoravam desde o Renascimento. 
4. Valorização do inconsciente e dos sonhos: Outro ponto 
importante do surrealismo foi à valorização da fantasia, da 
loucura e da reação automática refletida em suas obras. 
Muitos artistas deixaram-se levar apenas pelo impulso, 
registrando somente o que lhe viesse à mente. 
5. Utilização de elementos abstratos: As obras surrealistas 
tinham como característica elementos abstratos e formas que 
se baseavam na fantasia e na dimensão do imaginário. Os 
artistas sempre buscavam a perfeição entre desenhos e cores, 
dentro do universo imaginário, utilizando recursos como 
ilusões ópticas e dissociação entre imagens e legendas. 
 
Praticar a arte – Juntando as coisas para criar um desenho surrealista: Assim como os surrealistas 
fantasiavam suas produções, pintando obras de arte com desenhos que viam de sua criatividade, 
una os objetos sugeridos a seguir para você montar objetos surrealistas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 – ANALISANDO A OBRA: “AS RESPIGADORAS”, DE JEAN-FRANÇOIS MILLET. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Observe a imagem e reflita com os colegas sobre as questões a seguir, registrando suas impressões. 
1. O que está acontecendo na cena? 
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2. Quantas pessoas aparecem na pintura? O que elas 
parecem estar fazendo? 
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3. Você já esteve em um lugar como esse? Como você 
acha que deve ser viver ali? 
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4. Escolha um dos personagens da pintura e imagine quem 
ele é, de onde veio e por que está nesse local. 
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5. Converse com a turma sobre seus sentimentos e 
percepções diante dessa pintura. Tente identificar qual é 
o assunto principal dela, ou seja, do que ela trata. 
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O nome da obra que acabamos de observar é “As Respigadoras”. “Respigar” é o ato de pegar aquilo que sobra no campo após a colheita. Observe a obra 
novamente e reflita sobre esse título. Você notou o tamanho do terreno em que está a plantação? Imagine como seria respigar nesse terreno. Quando o 
artista francês Jean-François Millet (1814-1875) colocou a obra “As Respigadoras” em exposição, em 1857, houve muitas críticas. A pobreza das 
camponesas pintadas pelo artista ofendeu muitas pessoas que gostavam de arte, mas estavam acostumadas a ver apenas riqueza e fartura nas telas. Elas 
achavam que a arte deveria mostrar apenas heróis, pessoas ricas, narrativas de mitologia ou de religião. Alguns críticos diziam que o mal gosto de Millet 
era tanto que deixava cansado quem observava a obra, mesmo que por pouco tempo. O trabalho, especialmente o do campo, era algo visto de maneira 
negativa, por isso a maior parte das pessoas acreditava que não devia ser tema de uma pintura. Ao fazer essa pintura, Millet não tentou esconder ou 
modificar o trabalho das camponesas, buscando torná-lo mais “bonito” ou “agradável” aos olhos de todos. Ao contrário, a intenção do pintor era 
justamente mostrar a realidade desse trabalho, assim como a realidade da pobreza e da vida simples do camponês. Outro aspecto que contribuiu para 
chocar ainda mais o público foram as dimensões da pintura. Ela tem mais de um metro de largura! Nessa época, as pinturas grandes geralmente eram as 
pinturas religiosas, que eram muito valorizadas. Isso porque o tamanho grande dava a impressão de exaltar e homenagear o tema retratado. Dessa forma, 
portanto, Millet homenageava e dava importância à classe trabalhadora. A pintura “As Respigadoras” trata de questões sociais complexas e tronou-se 
inspiração para muitos artistas, filósofos, historiadores, escritores, cineastas, atores e dramaturgos da época e de épocas posteriores. 
Entendendo a obra: A obras “As Respigadoras” demonstra 
a admiração de Millet pelos camponeses e retrata o dia a dia 
árduo desses trabalhadores. Uma das intenções do pintor era 
retratar esse trabalho. Mas como ele conseguiu representar 
um trabalho que é feio de ações e de tempo em uma única 
imagem? Observe novamente a pintura e tente perceber 
como o pintor fez para que pudéssemos entender que as 
camponesas estão realizando ações e movimentos. 
 Repare bem nas mulheres. Elas estão fazendo a mesma ação. Porém, cada uma 
delas aparece fazendo um gesto diferente. Da esquerda para a direita, a primeira 
mulher está terminando o movimento de se abaixar para pegar o que está no chão, 
a segunda está pegando o trigo e a terceira já se levantou com o trigo nas mãos. 
Essa sequencia nos leva a deduzir que as três mulheres fazem e repetem as três 
ações. Dessa maneira, o artista transmite a impressão de que elas trabalham 
repetindo esses movimentos. 
 
35 – CONHECENDO A OBRA: “HUMANAE – WORK IN PROGRESS”, DE ANGÉLICA DASS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Analisando a obra: Observe com aimagem da obra de Angélica Dass e responda: 
4. Leia a legenda da obra e reflita sobre o nome que a artista 
escolheu para o projeto. Qual é o significado desse título? 
Como ele se relaciona com a imagem? 
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5. O que esse conjunto de fotografias representa para você? 
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6. Observe as imagens do projeto. Saber o que Angélica Dass 
pensou ao criar essas imagens mudou o que você pensa e 
sente em relação à obra? Que ideias esse conjunto de 
retratos transmite? 
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1. O que chama a sua atenção na imagem? 
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2. Quais são as semelhanças entre essas fotografias? E 
as diferenças? 
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3. O que você sente ao observar esse conjunto de 
fotografias? E o que você pensa? 
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“Humane – Work in progress” é uma criação de Angélica Dass, artista brasileira que desenvolve diversos trabalhos em que aborda a 
questão do preconceito racial e a diversidade a população humana por meio da fotografia. Angélica Dass começou a obra em 2012, fazendo 
fotos de pessoas que conhecia. Depois, passou a contatar voluntários pela internet para serem retratados. Hoje, a obra conta com mais de 
1.3000 retratos e continua crescendo. Cada pessoa fotografada tem a cor da pele numerada de acordo com a escala Pantone, um sistema 
de classificação de cores muito usado no mundo. Criado por uma empresa americana, esse sistema usa números e não se organiza do mais 
claro para o mais escuro. Com isso, diminui muito o papel da subjetividade nessa classificação. Depois de encontrar na escala o tom da pele 
da pessoa fotografada, a artista aplica a cor correspondente no fundo da imagem, com o auxílio do computador. Terminada essa etapa, ela 
publica a fotografia na internet, junto aos retratos produzidos anteriormente. Ao fazer isso, Angélica Dass trabalha a ideia de uma obra em 
construção, ou seja, uma obra que não tem fim. E, assim, possibilita que vejamos centenas de pessoas de diferentes idades e localidades do 
mundo. Para Angélica Dass, esse projeto demonstra que podemos acolher e apreciar as diferenças entre os corpos, sem esquecer que 
somos todos humanos. Além disso, questiona a relação entre a cor da pele e a etnia, contribuindo para a luta contra o preconceito racial. 
Praticar a arte 2 – Criando um “Humanae”: Depois de conhecer a obra e seu significado, trabalhe 
com a fotografia dos seus colegas de sala para construir também a sua obra artística. Tire uma foto 
reconhecermos que todos nós somos iguais nas diferenças. Acrescente no seu cartaz um texto, 
frase, pensamento ou um trecho de uma música que fale sobre o respeito e a diversidade. 
 
36 – O RETRATO: EXERCÍCIO SOBRE ENQUADRAMENTO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Nas artes visuais, os retratos são 
as representações artísticas de 
pessoas, sozinhas ou em grupos. 
Bem antes de existir a fotografia, 
os retratos já existiam na pintura 
e nos desenhos. Algumas das 
pinturas mais famosas da história 
da arte são retratos. Observe os 
dois exemplos. Quando foi 
inventada, a fotografia passou a 
ser usada para fazer retratos que, 
muitas vezes, seguiam regras já 
estabelecidas na pintura. Preste 
atenção nas imagens da criança 
com as imagens das obras de 
arte. Assim como a pintura, a 
fotografia pode ter temas 
variados, mostrando, por 
exemplo, pessoas, objetos ou 
paisagens. Para fazer uma 
fotografia, é necessário escolher 
o que vai e o que não vai 
aparecer na imagem. Ou seja, é 
preciso fazer escolhas de 
COMPOSIÇÃO e de 
ENQUADRAMENTO. 
Composição é a organização dos 
elementos que aparecem na 
imagem. Por exemplo: Ao fazer 
um retrato, e que posição estará 
a pessoa? Será criado um 
cenário? 
O enquadramento, que faz parte 
da composição, é a seleção do 
que vai aparecer na imagem e do 
que vai ficar fora dela. Por 
exemplo, ao fazer um retrato, o 
artista vai mostrar o corpo todo 
da pessoa ou apenas o rosto? 
A fotografia é o resultado de um longo processo de 
invenções. Tudo começou com a câmara escura, o 
aparelho que antecedeu as máquinas fotográficas. Há 
informações de que esse aparelho era utilizado desde a 
Antiguidade, na China e na Grécia. Mas a imagem 
produzida dessa forma não podia ser gravada. Mais 
tarde, no século XIX, a câmara escura foi aperfeiçoada 
com lentes e desenvolveram-se as técnicas para fixar as 
imagens. Assim, em 1826, o francês Joseph-Niépce 
produziu a imagem que seria reconhecida como a 
primeira fotografia da história. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"View from the Window at Le Gras", este foi o nome 
dado para a primeira fotografia da história. A tradução 
do título faz referência à imagem feita a partir da janela 
do inventor francês Joseph Nicéphore Niepce em 1826 
na cidade de Saint-Loup-de-Varennes, na França. O 
processo rudimentar usado na época foi considerado 
como o primeiro a fixar uma imagem. Quando Joseph 
Nicéphore Niépce produziu o primeiro exemplar do que 
chamou de “heliografia” (literalmente, a escrita do sol), 
em 1826 ou em 1827 (a data exata é desconhecida), 
precisou de mais de 8 horas de exposição à luz de uma 
placa de estanho, coberta com betume da Judeia e 
instalada no fundo de uma câmera escura. 
Praticar a arte – Enquadramento do retrato: Inspirado pelo 
conteúdo sobre enquadramento no retrato, você criará uma 
galeria de fotografias. Para fazer as fotos, pense de que 
formas essas imagens podem mostrar diferentesenquadramentos da mesma imagem. 
Escolha uma parte do corpo para fotografar. Faça uma 
moldura de papel para exercitar as possibilidades de 
enquadramento que você vai usar para fotografar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Utilizando a moldura de papel, observe as pessoas e objetos 
ao seu redor. Escolha o que você acha interessante nos 
enquadramentos. Observe as possibilidades de composição. 
Antes de fotografar, olhe bem para o que você quer que 
apareça na imagem e ignore o que deseja que fique fora de 
sua composição. Reúnas as fotos tiradas, selecione as que 
você mais gostou, imprima-as (coloridas ou preto e branco) e 
monte uma exposição de fotografias para apreciação de 
todos. 
 
37 – CONSTRUINDO UM MAMULENGO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O teatro de bonecos é uma arte bastante expressiva e tradicional no Brasil, especialmente na região Nordeste. Uma das formas mais reconhecidas dessa 
arte é o mamulengo. Além de dar nome à forma teatral, o termo “mamulengo”, também se aplica aos bonecos usados nas apresentações. Existem muitos 
tipos de bonecos de mamulengo e jeitos de manipulá-los. Os artistas que elaboram e manipulam os bonecos são os mestres bonequeiros ou 
mamulengueiros. O teatro de mamulengo é uma manifestação cultural tão importante que, em 2015, foi considerado patrimônio cultural do Brasil, junto 
com outras formas de expressão do Teatro de Bonecos Popular do Nordeste. Em cada estado dessa região é possível encontrar variedades desse tipo de 
teatro, com diferentes nomes. “Mamulengo” é como é chamado em Pernambuco. Na Paraíba, é chamado de “babau”. No Rio Grande do Norte, de “João-
Redondo”. Já no Maranhão e no Ceará, de “Cassimiro Coco”. O mamulengo é uma forma teatral improvisada, ou seja, nas apresentações a encenação não 
se limita a um texto fixo. Os mestres bonequeiros interagem com o público, criando diferentes situações. Quando vão se apresentar, os mestres dizem que 
vão brincar de mamulengo. Nas apresentações há muitas piadas, brincadeiras, brigas, gritos e correria dos bonecos. Os personagens do mamulengo podem 
representar tipos muito diferentes. Podem representar pessoas com suas profissões, como policial, dentista, juiz, professor, trabalhador do campo etc. 
podem representar animais, como a cobra ou o boi, ou mesmo criaturas imaginárias. Essa tradição teatral faz parte da cultural popular. Suas técnicas e 
saberes são passados de geração em geração de maneira informal. São transmitidos de mestre para discípulo e, muitas vezes, de pai ou mãe para os filhos. 
O MAMULENGO E SEUS APETRECHOS: Observe a imagem ao lado de um 
mestre brincando de mamulengo. A manipulação mais comum desses bonecos 
é semelhante à manipulação de um fantoche. O mamulengo é vestido na mão 
do mestre, que movimenta os braços do boneco com os dedos. O mamulengo 
é brincado em uma estrutura chamada de empanada. Dentro da empanada 
ficam guardados os muitos bonecos utilizados ao longo da apresentação. 
Algumas sessões de mamulengo utilizam mais de 60 bonecos! Os bonecos de 
mamulengo são, em geral, entalhados em mulungu, uma madeira leve e fácil 
de esculpir. A árvore do mulungu é encontrada em diversos estados no 
Nordeste. A brincadeira de mamulengo é quase sempre acompanhada por 
músicos, chamados de tocadores. Os ritmos são o baião, o forró e o xaxado. 
Algumas apresentações contam com outros integrantes, como o contramestre, 
que manipula outros bonecos e faz alguns diálogos com o mestre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Construindo um mamulengo: Depois de conhecer o mamulengo, chegou a hora de 
construir seu boneco e criar sua personagem. Siga as instruções. 
 
 
 
38 – A NATUREZA-MORTA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A partir do século XVII, vários artistas se dedicaram a 
pintar seres inanimados, como arranjos de flores, 
frutas, jarros, garrafas, cestas, talheres, castiçais de 
velas, livros, chapéus, instrumentos musicais, entre 
outras coisas. As pinturas desse tipo deu-se o nome de 
natureza-morta. Os franceses Paul Gauguin, Claude 
Monet e Paul Cézanne, o espanhol Pablo Picasso e o 
ítalo-brasileiro Alfredo Volpi são exemplos de artistas 
que pintaram diversos quadros de natureza-morta. 
 
Representação estilizada da 
figura humana: O italiano 
Giuseppe Arcimboldo pintava faces 
humanas utilizando elementos da 
natureza, resultado em imagens 
cheias de mistério e estranheza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Descreva a pintura do artista 
Giuseppe Arcimboldo. Procure 
apontar quais foram os elementos 
da natureza que ele utilizou para 
representar essa figura humana. 
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Praticar a arte: Examine atentamente a imagem da maçã e, em seguida, analise, ao lado dela, um desenho na mesma proporção feito a partir 
da observação dessa fruta. Faça uma redução e uma ampliação dessa maçã utilizando as malhas quadriculadas correspondentes. 
 
 
39 – A NATUREZA COMO INSPIRAÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Muitos artistas tomam a natureza como fonte de 
inspiração. Eles costumam usar paisagens, plantações 
agrícolas, plantas e animais como temas principais de 
seus trabalhos artísticos. Nesses casos, os seres humanos 
são representados exercendo um papel secundário na 
obra, porém em harmonia com o mundo ao seu redor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Interpretando as 
imagens: Converse com os seus colegas 
e registre suas respostas. 
Praticar a arte 2 – Desenhando a natureza: Observe as imagens a seguir que 
mostram obras de arte que tem como inspiração a natureza. Escolha uma 
delas para você criar uma releitura. Aplique as cores que desejar. 
1.Que tipo de sensação a pintura 
“Campos na Primavera”, de Claude 
Monet, desperta em você? 
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2.Que elementos da natureza estão 
representados na pintura coreana? 
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3.Na pintura estilo Tinga Tinga, quais 
são os animais representados? 
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4.Quais foram as cores utilizadas no Van 
Gogh na tela “Íris”? 
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40 – O TRABALHOREPRESENTADO NA ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Na história da humanidade, o trabalho foi um dos primeiros 
temas a ganhar forma artística. Desde cerca de 40.000 anos 
atrás, os primeiros grupos de seres humanos já costumavam 
pintar cenas de caçadas nas paredes das cavernas em que eles 
viviam. Até os dias de hoje, muitos artistas fazem pinturas, 
gravuras ou esculturas sobre o tema trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Interpretando as imagens: 
Observe as obras de arte apresentadas, converse 
com seus colegas e registre suas respostas. 
Praticar a arte 2: Desenhe no espaço a seguir o trabalho de 
alguém da sua família. Quando o desenho estiver pronto, 
escreva um pouco sobre ele, explicando algumas etapas do 
trabalho retratado, o que é necessário conhecer para poder 
realizá-lo, instrumentos que são utilizados, onde é executado, 
entre outras informações. 
1. Quais são os tipos de trabalho representados 
nessas obras de arte? 
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2. Em sua opinião, qual dessas obras é a mais 
realista? Por quê? 
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3. Descreva, com suas palavras, a tela “Café”, de 
Cândido Portinari. 
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4. Qual das obras de arte você mais gostou? Por 
quê? 
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41 – CONHECENDO A RENDA DE BILRO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O mundo das rendas de bilros: Os primeiros pontos das rendas de bilros começaram a ser tramados 
provavelmente há cerca de 500 anos, ainda no final do século XV. O tempo passa, e as divergências de sua origem 
continuam. Há quem diga que tudo começou na Itália, outros citam a região de Flandres como pioneira, mas existem 
versões de que países como Inglaterra, Espanha e Bélgica sejam os responsáveis pela disseminação desta cultura na 
Europa. Em Portugal, a palavra renda de bilros teria surgido por volta de 1560, no reinado de Dom Sebastião. 
Durante muito tempo, esta arte só foi praticada nos conventos e sua utilidade única era ornamentação de igrejas e 
das vestes eclesiásticas. Ainda segundo Arthur Ramos, as relações do País com venezianos, flamengos, franceses e 
ingleses explicam as influências de várias procedências que sofreu a renda portuguesa. Mas a de Flandres, nos 
primeiros tempos (Século XVI), parece ter sido dominante. Outro centro tradicional é Peniche, cidade de pescadores, 
onde as rendas de bilros estariam presentes desde 1700, sendo fundada em 1887 a primeira Escola Industrial D. 
Maria Pia. Mesmo com poucos registros sobre a trajetória das rendas de bilros no Nordeste brasileiro, mais 
especificamente no Ceará, é possível afirmar que a renda foi trazida por mulheres portuguesas, vindas com suas 
famílias da pátria-mãe, onde tradicionalmente se dedicavam a este ofício. Além do Ceará, outros estados da região 
Nordeste também são reconhecidos produtores de rendas de bilros, a exemplo de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, 
Rio Grande do Norte e Maranhão, Sergipe, Piauí e Bahia. Na região sudeste destaca-se o Rio de Janeiro, mais 
precisamente a cidade de Cabo Frio. No Sul do Brasil, o Estado de Santa Catarina se sobressai, mas há registros ainda 
de produções também no Rio Grande do Sul. O escritor gaúcho Érico Veríssimo já mencionava mulheres fazendo 
rendas de bilros em seu livro “O Tempo e o vento - O Continente”, narrado no período de 1890. Lá, elas teciam para 
distrair o pensamento enquanto seus maridos enfrentavam guerras e batalhas. No Ceará, ainda o fazem no período 
em que seus maridos, geralmente pescadores, enfrentam a imensidão do mar. A escritora conterrânea Rachel de 
Queiroz assim homenageou o ofício, conhecido também por "Renda do Ceará" ou "Renda da terra": 
Praticar a arte: Agora, observe as etapas de produção de uma renda de papel e, em seguida, faça você mesmo uma dessas rendas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 – TRABALHO DE PESQUISA: MÚSICOS BRASILEIROS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A música é uma das expressões artísticas mais populares em nosso país, que é mundialmente conhecido pela sua grande diversidade de estilos musicais. Provavelmente, uma das 
principais qualidades dos músicos brasileiros é a capacidade de misturar estilos diferentes para criar algo novo, procurando sempre experimentar novas maneiras de tocar, cantar e 
compor. Conheça a seguir um pouco da história de alguns músicos brasileiros. 
Chiquinha Gonzaga nasceu no Rio de 
Janeiro em 1847. Foi a primeira 
compositora de música popular no 
Brasil e uma das principais 
responsáveis pela popularização da 
modinha. Chiquinha faleceu no Rio de 
Janeiro em 1935. 
 
Antônio Carlos Jobim foi um dos 
criadores da bossa-nova. Nascido no Rio 
de Janeiro, em 1927, o compositor ficou 
conhecido como o grande mestre da 
música nacional. O ritmo da bossa-nova 
influenciou grandes músicos de jazz. Tom 
Jobim faleceu emNova York em 1994. 
 
Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de 
Janeiro em 1887. Compositor, maestro e 
professor de música, ele inovou a música 
brasileira unindo as técnicas de 
composição tradicionais e os elementos 
da música popular e indígena. O músico 
faleceu no Rio de Janeiro em 1959. 
 
Helena Meirelles nasceu em uma 
fazenda às margens do Rio Pardo, no 
Mato Grosso do Sul, em 1924. Aos 8 anos 
de idade, aprendeu sozinha a tocar viola 
caipira. Aos 67, seu talento foi 
descoberto por uma revista norte-
americana, o que deu início à sua carreira 
profissional. No Brasil, ficou conhecida 
como “Dama da Viola”, sendo 
considerada uma das melhores 
instrumentistas do mundo. Faleceu em 
São Paulo, em 2005. 
Praticar a arte: Em dupla, escolham um músico brasileiro e pesquisem sua vida e obra. Para orientar a pesquisa, usem a 
ficha apresentada a seguir. 
 
 
43 – A ARTE E O CORPO: O RETRATO COMO FORMA DE EXPRESSÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Retrato: O retrato é uma representação, desenho ou foto 
de uma pessoa. Quando a fotografia não existia, se alguém 
quisesse ter um retrato, tinha de pedir a um artista que 
pintasse ou desenhasse o rosto que desejava retratar. 
Observe alguns retratos famosos na história da arte: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outras técnicas de retrato: 
Este retrato da Princesa Isabel 
foi feito por meio de uma 
técnica chamada litogravura. 
Nessa técnica, utiliza-se como 
matriz uma pedra calcária 
tratada e alisada, sobre a qual é 
feito um desenho com um lápis 
a base de resíduos gordurosos. 
Depois, a pedra é umedecida e sobre ela é aplicada uma 
tinta que só se fixa nas partes engorduradas, ou seja, sobre 
a imagem desenhada. Ao pressionar uma folha de papel 
sobre a pedra, a tinta adere à sua superfície, transferindo a 
imagem. O nome deste processo é impressão. 
A fotografia, apresentada ao 
mundo no início do século XIX, 
devido à sua praticidade e ao 
custo mais baixo, logo assumiu o 
lugar dos retratos feitos pelos 
artistas. A fotografia ao lado foi 
feita pelo francês Nadar, um dos 
primeiros fotógrafos a ficarem 
conhecidos no mundo. 
Este retrato, de John Lennon, foi 
feito pelo artista contemporâneo 
Scott Davis, utilizando a 
computação gráfica, que permite 
criar e manipular imagens, 
alterando cores, luzes e sombras, 
além de possibilitar a fusão de 
elementos visuais. Esse tipo de 
recurso pode ser utilizado na 
indústria gráfica, como em 
cartazes e ilustrações, no cinema, 
com a criação de personagens 
digitais, ou nas artes visuais, 
como no exemplo apresentado 
ao lado. 
Praticar a arte 2: Um detalhe importante que pode ser 
observado em um retrato é a expressão facial da pessoa 
observada. Ela pode parecer alegre, triste, brava, pensativa 
etc. Observe os retratos a seguir e escreva o que 
representam, em sua opinião, a expressão facial. 
 
 
 
 
Praticar a arte 3: Complete os desenhos abaixo de forma 
que eles expressem os sentimentos indicados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Converse com os seus colegas sobre as 
questões a seguir e registre suas respostas. 
1. Qual dessas obras retrata uma personalidade da história 
do Brasil? Quem foi o artista que pintou esse retrato? 
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2. Se você pudesse escolher um desses artistas para pintar 
um retrato seu, qual você escolheria? Por quê? 
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Praticar a arte 4: Escolha um de seus colegas de turma e 
desenhe, em seu caderno de arte, o retrato dele. Para isso, 
observe atentamente sua expressão facial. 
 
44 – PABLO PICASSO COMO INSPIRAÇÃO: A PESSOA QUE EU AMO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Pablo Picasso foi um dos maiores artistas do século XX. Ao longo de sua vida, teve muitos 
romances. Seu primeiro amor foi Fernande Olivier, a qual conheceu em Paris e influenciou muitas 
de suas obras. Veja, a seguir, três representações de Fernande: uma fotografia, um retrato 
pintado por Picasso e uma escultura também feita por ele. Pablo Picasso tinha 23 anos quando 
conheceu Fernande Olivier na cidade de Paris. Fernande era artista e modelo vivo, e posou para 
diversas obras da Fase Rosa do artista, inclusive na famosa obra “Les Demoiselles d’Avignon“. 
Picasso teria pintado cerca de 60 retratos de Fernande. Foi a única mulher de Picasso que o 
conheceu antes da fama. Ela esteve envolvida com Picasso por 7 anos e, mais tarde, escreveu um 
livro - “Loving Picasso” – sobre esse período afetivo, que só foi publicado em 1988. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por que você gosta de alguém? Às vezes, não precisa de muito, sabe? É engraçado gostar de alguém. Você não 
gosta de alguém porque ele curte a mesma banda ou tem o mesmo sonho de rodar o mundo, não. Você gosta de 
alguém porque ele curte sertanejo, coisa que você não entende, mas ainda assim ele é interessante. Você não gosta 
de alguém porque ele é bem-sucedido e gosta de tomar vinho aos sábados. Você gosta porque ele acorda tarde aos 
domingos e mesmo acordando cedo, você fica ali do lado, observando, fazendo planos malucos de um futuro na 
cabeça. Você que nunca gostou de rosa se pegou sorrindo à toa quando ele apareceu com um boné dessa cor pra 
combinar com o dele azul. É estranho isso, não é? Saber que apesar de todas as diferenças e pequenos defeitos, o 
gostar continua ali e só aumenta. Você não gosta de alguém porque ele se formou em medicina ou direito. Você 
gosta porque ele sabe contar piadas como ninguém e você não sabe. Aí você ri, perde o ar e até chora, às vezes, de 
tanto gargalhar. É disso que você gosta. Saber lidar com as diferenças é essencial quando o assunto é o amor. 
Encontrar alguém que tenha as mesmas qualidades que você é muito fácil, mas achar alguém que seja diferente em 
inúmeros aspectos e ainda assim combine com você, é sorte e é bom demais. Amar é aceitar as diferenças e somar 
as qualidades. Você não gosta de rock pesado, mas ele ama, então você ouve algumas músicas e ele fica muito feliz 
quando vê. Ele não gosta de acordar cedo e ir à padaria, mas sabe que você gosta do pão quentinho, mas não 
suporta fila, então ele acorda e vai mesmo assim. Amor é encaixe. De alma, corpo e coração, mas é também um 
encaixe de cada parte que compõe você e quem você amar. Ele não gosta de ler, mas lê os textos que você manda 
pra ele porque sabe que é um jeito seu de demonstrar amor. Quase sempre, não precisa de muito. Basta duas 
pessoas dispostas a serem diferentes e se amarem por isso e não apesar disso. 
Praticar a arte 1 – Análise de obra de arte: Analise as 
três imagens de Fernande. 
Praticar a arte 2: Em seu caderno de arte faça um 
desenho da pessoa que você gosta muito. Pode ser seu 
amor, melhor amigo, seus pais ou irmãos etc. Capriche 
nos detalhes. Você pode incrementar sua produção 
colando uma foto da pessoa escolhida e escrevendo um 
pequeno texto tentando explicando o por que de você 
gostar dessa pessoa. 
 
 
a) O que há de semelhante entre elas? E o que 
diferencia uma representação da outra? 
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45 – O AUTORRETRATO: ANÁLISE DE OBRA E INTERPRETAÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Quando uma pessoa faz uma representação de si própria, dizemos que ela faz um autorretrato. Para fazer um autorretrato, o artista pode se utilizar de técnicas, como o desenho, 
gravura, escultura, entre outras. Na maioria das vezes, por meio do autorretrato, o artista costuma expressar seu estado emocional na fase em que executou a obra. Veja a seguir 
autorretratos de artistas de diferentes épocas. Observe a técnica utilizada por cada um deles e construa sua opinião a partir da sua interpretação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Exercício de observação e análise de obra: Responda às questões com 
base nas imagens apresentadas. Converse com seus colegas e registre as respostas. 
Praticar a arte 2 – Desenhando um autorretrato: Usando lápis grafite, desenhe, no 
espaço a seguir, seu autorretrato. Se necessário, olhe-se no espelho e observe seus 
traços, o formato de seus olhos, nariz, a posição de suas orelhas, seu corte de cabelo e 
outros detalhes. 
1. Em um desses autorretratos, o artista representou a si próprio executando seu 
trabalho. Quem foi esse artista? 
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2. Qual desses autorretratos mais chamou sua atenção? Por quê? 
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3. Escolha um dos autorretratos e descreva-o com o máximo de detalhes possível. 
Observe a diferença entre as obras, que incluem a representação, cores, fisionomia e 
ambiente em que o artista se encontra, entre outras informações. 
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46 – A ESCULTURA: CONCEITUAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO PRÁTICA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Além da pintura, existem outras formas 
de representar artisticamente as figuras 
humanas. A escultura é mais uma dessas 
maneiras. Para fazer uma escultura, o 
artista pode trabalhar com uma grande 
diversidade de matérias primas, como 
mármore, bronze, argila, madeira, entre 
outros. A escultura apresenta forma e 
volume, ou seja, é um objeto 
tridimensional, ou seja, é um objeto que 
tem três dimensões: altura, largura e 
profundidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As esculturas podem ser produzidas a partir 
de diferentes materiais e técnicas. A imagem 
ao lado, por exemplo, apresenta uma 
escultura em madeira. Não é apenas o 
escultor que utiliza a madeira em seus 
trabalhos, ela é um material muito utilizado 
por diversos profissionais como marceneiros, 
carpinteiros, artesãos, entre outros. 
A origem da Escultura: É técnica de representar objetos 
e seres através da reprodução de formas. Utiliza-se de 
materiais como gesso, pedra, madeira, resinas sintéticas, 
aço, ferro, mármore e das seguintes técnicas: cinzelação, 
fundição, moldagem ou a aglomeração de partículas. Sua 
origem baseia-se na imitação da natureza, com o intuito 
maior de representar o corpo humano. A escolha do 
material envolve a técnica utilizada. Novas técnicas como 
dobra e solda de chapas metálicas, moldagens com 
resinas, plásticos, materiais tridimensionais tem sido 
empregadas. A escultura na Pré-História foi associada à 
magia e à religião. No período paleolítico, o objetivo era 
moldar animais e figuras humanas, geralmente femininas. 
A escultura, como é conhecida atualmente, surgiu no 
Oriente Médio, foi uma das últimas artes a serem 
desenvolvidas durante a Idade Média, talvez pelo apelo 
sensual. A Grécia Clássica é o berço ocidental da arte de 
esculpir, desde os seus primeiros artefatos em mármore 
ou bronze a partir do século 10 a.C., até o apogeu da era 
de Péricles, com as esculturas da Acrópole de Atenas. 
Posteriormente, os romanos aderiram à cultura clássica e 
continuaram a produzir esculturas até o fim do império, 
difundindo o trabalho em mármore por todo o império. Foi 
no Renascimento que a escultura se destacou, com a 
famosa estátua de Davi, de Michelangelo. Donatello e 
Verocchio foram outros mestres importantes do período. 
Entre os séculos XIX e XX, destacam-se os artistas 
Constantin Brancuse e August Rodin, dois mestres da 
escultura que influenciaram vários outros artistas. 
 
 
 
Praticar a arte – Observando a obra de arte e se 
inspirando: Observe, a seguir, as imagens de algumas 
esculturas feitas em arame. Elas foram produzidas pelo 
artista Alexander Calder e representam diversas figuras. 
Perceba como o escultor utilizou o arame para criar os 
contornos das formas, a partir da linha. Agora, faça você 
uma escultura de arame. 
 
 
 
 
 
47 – ARTE E COTIDIANO: A FAMÍLIA NA ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Existem famílias de todos os 
tipos. Algumas são compostas de 
pais e filhos, outras não têm 
filhos e ainda há aquelas que não 
têm pais, umas são grandes, com 
avós, tios, primos etc., e outras 
pequenas. Enfim, as famílias são 
diferentes umas das outras. Ao 
longo da história, os artistas 
pintaram diferentes tipos de 
famílias, e, por isso, hoje nós 
podemos conhecer como eles 
eram e como era a realidade 
dessas famílias. Observe as 
imagens a seguir. 
Praticar a arte 1 – Interpretando as obras de arte: Converse com seus colegas sobre as 
questões referentes às obras apresentadas e registre suas respostas. 
Praticar a arte 2: No espaço abaixo, desenhe as pessoas que moram com você. Aplique 
as cores que desejar e, em seguida, escreva o nome e o parentesco de cada uma. 
1. Qual é o tema principal das representações artísticas apresentadas? Justifique a sua 
resposta escrevendo sobre os elementos que confirmam sua resposta. Escreva a ficha 
técnica da obra que mais combina com sua resposta. 
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____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________2. Qual dessas imagens é uma escultura? Justifique sua resposta apresentando 
argumentos. Escreva a ficha técnica da obra que mais combina com sua resposta. 
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
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3. Qual dessas famílias tem mais semelhança com a sua? Justifique sua resposta. Escreva 
a ficha técnica da obra que mais combina com sua resposta. 
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48 – O LAZER NA ARTE: INTERPRETAÇÃO DE IMAGEM E PRÁTICA DE DESENHO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Um tema recorrente do cotidiano dos artistas nas suas representações é o lazer. Na pintura, na escultura, na gravura e em outras formas de manifestações artísticas, podemos 
encontrar, por exemplo, cenas de partidas de futebol, de pessoas se divertindo em uma noite no circo, de crianças soltando pipa na rua, de pessoas contanto ou dançando etc. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Analisando as obras de arte: Converse com seus colegas sobre as 
questões interpretativas a seguir e registre suas respostas. 
Praticar a arte 2 – Desenvolvendo o desenho: No espaço a seguir, desenhe algumas das 
atividades de lazer que você mais gosta de fazer. Aplique as cores que desejar. 
1. Você costuma realizar alguma atividade de lazer? Qual? 
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2. Escolha uma das representações artísticas apresentadas e descreva-a com o máximo 
de detalhes. Procure detalhar a expressão das pessoas, como elas estão vestidas, o 
que elas estão fazendo, quais foram as cores utilizadas pelo artista e o que mais lhe 
chamar a atenção. Transcreva a ficha técnica da obra escolhida. 
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49 – O PONTO NAS OBRAS IMPRESSIONISTAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
No final do século XIX, artistas europeus como Claude Monet, 
Edgar Degas e Auguste Renoir, criaram novas técnicas de 
pintura e inovaram nos temas trabalhados em suas obras, 
preferindo retratar cenas de lazer, paisagens, frutas e flores. 
O PONTO: Observe atentamente a pintura de Georges 
Seurat, artista influenciado pelo impressionismo e principal 
divulgador da técnica de pintura chamada pontilhismo. Por 
meio dessa técnica, Seurat compunha suas obras com 
milhares de pontos coloridos. Nesse tipo de pintura, são as 
cores dos pontos que formam as figuras. Outros artistas 
produziram pinturas utilizando essa técnica. Note que a 
imagem é formada por vários pontinhos. Os mais claros dão 
impressão de sol e claridade, e os mais escuros, de sombras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A técnica utilizada por George Seurat baseia-se nos estudos 
realizado pelos cientistas da sua época, que haviam 
descoberto sobre o funcionamento do olho humano, como 
age a retina para formar as imagens. Aliando esse 
conhecimento ao estudo das cores e sobre as possíveis 
adições entre elas, deu início a uma forma de pintura. Seurat 
não misturava as cores na paleta, mas pretendia que o olho 
de quem as visse fizesse a mistura e resultasse na cor 
idealizada pelo artista. 
Praticar a arte 1 – Praticando a 
técnica do pontilhismo: Observe, a 
seguir, a fotografia de uma pera e 
depois observe a fruta pintada com a 
técnica do pontilhismo. Agora, 
utilizando a técnica do pontilhismo, 
reproduza as frutas a seguir: 
Aprendendo mais sobre o Pontilhismo: 
 
Pontos feitos com cores puras: O pontilhismo 
envolveu a aplicação de tinta em pontos 
cuidadosamente colocados de cor pura e não 
misturada. 
 
Ciência por trás do pontilhismo: Tão 
importante para o pontilhismo quanto 
qualquer artista foi o químico francês Michel 
Eugène Chevreul – e seu livro Princípios de 
harmonia e contraste de cores. Empregado por 
uma tapeçaria parisiense que desejava 
melhorar a força de suas cores, ele descobriu 
que a questão não era sobre os corantes sendo 
usados, mas a forma como os diferentes tons 
estavam sendo combinados. 
 
Pintura por pontos: O nome do movimento 
deriva de uma revisão do trabalho de Seurat 
pelo crítico de arte francês Félix Fénéon, que 
usou a expressão peinture au point (“pintura 
por pontos”). 
 
Influência do Pontilhismo nos Artistas 
Contemporâneos: Existem muitos artistas hoje 
que experimentam o Pontilhismo. Eles usam 
pontos em várias formas e formas, e para uma 
gama tão diferente de propósitos que é difícil 
mencionar apenas alguns deles, já que todos 
eles fazem peças de arte impressionantes 
baseadas apenas em pontos. 
 
Técnica meticulosa: Como membros desse 
movimento anterior, os pontilhistas desejavam 
trabalhar fenômenosópticos. No entanto, eles 
renunciaram aos derrames espontâneos e 
fluidos em favor de uma técnica meticulosa e 
ordenada. 
 
 
 
 
 
 
 
50 – GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS ESPACIAIS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
FORMAS GEOMÉTRICAS ESPACIAIS: Observe as 
obras arquitetônicas e escreva o nome da forma 
geométrica espacial que mais se assemelha a cada 
uma delas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Olhe à sua volta e observe os objetos. Algum deles 
lembra formas geométricas espaciais? Escreva o 
nome de três desses objetos e indique o nome da 
forma geométrica espacial que mais se assemelha a 
cada um. 
Praticar a arte 1: Ligue as partes que se 
encaixam, formando paralelepípedos: 
A pirâmide é uma forma 
geométrica espacial. Sua base pode 
ser um quadrado, como as das 
pirâmides do Egito, ou um 
triângulo, um pentágono, um 
hexágono, ou outros polígonos. 
Observe a seguir que as etapas de 
montagem de uma pirâmide de 
base quadrada têm como 
fundamento suas faces. 
 
Praticar a arte 2: Complete o quadro, observando, atentamente, o número de 
vértices, de arestas e de faces de cada forma geométrica espacial. 
 
 
51 - GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS – PARTE 1/2. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Na natureza, encontramos várias formas geométricas 
planas. No casco das tartarugas, dos cágados ou dos 
jabutis, por exemplo, é possível identificar formas 
geométricas que apresentam certa regularidade. Porém, 
por mais parecidos que sejam, os desenhos de um casco 
nunca são iguais as de outro. 
 
 
 
 
 
 
 
A regularidade nas formas também pode ser observada no 
favo de mel, nas escamas de uma cobra, em uma espiga de 
milhos, na casca de um abacaxi, ou seja, em diversos 
elementos da natureza. Observe os exemplos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Procure observar a natureza com mais atenção e você 
verá que é possível encontrar muitas formas geométricas 
representadas em elementos da fauna e da flora. 
 
Praticar a arte 1: Observe o nome das figuras a seguir e 
complete cada espaço com a quantidade de lados que 
cada uma possui. 
TRIÂNGULOS: Observe a 
imagem da obra de arte a 
seguir. Qual é a forma 
geométrica que está mais 
evidente nesta obra de arte? 
 
 
 
 
De acordo com as medidas de seus lados, os triângulos 
recebem nomes especiais. 
 
 
 
 
 
Praitcar a arte 2: Faça uma pequisa ou troque ideias com 
os colegas e resolva o que se pede. 
1. Escreva o nome das formas geométricas planas que 
você identifica no casco do jabuti. 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
2. Qual é o nome da forma geométrica plana que 
podemos identificar no favo de mel? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
3. Qual é o nome do quadrilátero que mais se assemelha 
à forma das escamas da cobra? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________ 
Praticar a arte 3: Produza um desenho aplicando os três 
tipos de triângulos (equilátero, isósceles e escaleno) em 
seu caderno de arte. 
 
52 - GEOMETRIA E ARTE: FIGURAS GEOMÉTRICAS PLANAS – PARTE 2/2. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
QUADRILÁTEROS: Na 
fotografia a seguir, 
podemos encontrar 
algumas formas 
geométricas. Quais delas 
você identifica? 
 
 
 
Veja a seguir alguns quadriláteros que, de acordo com a 
forma, recebem nomes especiais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Observe cada uma das quatro formas 
geométricas planas apresentadas. Localize em cada figura as 
informações descritas sobre ela. 
Praticar a arte 2: Crie um desenho no espaço a seguir 
utilizando as figuras geométricas planas apresentadas. 
Aplique as cores que desejar e preencha a ficha técnica. 
1. Escreva a quantidade de lados de cada figura: 
 
 
 
 
2. Encontre à sua volta algumas dessas figuras. Escreva o 
nome dos objetos que você encontrou e na frente ponha 
o nome da figura que ela se parece. 
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____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
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___________________________________________________________________ 
 
3. Observe a forma geométrica plana abaixo e os elementos 
que ela possui. Depois, complete o que se pede. 
 
 
 
 
4. Escreva o nome destes polígonos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 – OS MOSAICOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Algumas informações sobre mosaicos: os mais antigos 
trabalhos com mosaicos foram feitos há aproximadamente 
5.000 anos. Eles eram utilizados na ornamentação de 
colunas, paredes e pisos de diversas construções. Naquela 
época, os mosaicos eram construídos com pedaços de 
pedra, cerâmica, vidro, conchas e outros materiais. Ainda 
hoje, muitos desses materiais são utilizados na montagem 
de painéis artísticos. Veja nesta imagem um mosaico 
construído na igreja de São Vital, na cidade de Ravena, 
Itália, há aproximadamente 1.500 anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mauris Cornelis Escher 
(1898-1972), artista 
holandês, destacou-se 
por utilizar padrões na 
forma de mosaicos ao 
compor suas obras. Seus 
trabalhos misturavam 
conhecimentos artísticos 
e matemáticos e eram 
feitos sobre metal, 
madeira e pedra, entre 
outros. 
Atualmente, em muitos lugares podemos encontrar 
mosaicos. Observe. 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Observe o padrão e continue estes 
mosaicos. Aplique as cores correspondentes. 
Praticar a arte 2: Nas quadrículas a seguir, crie um padrão 
de mosaico. Aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 – ESTUDANDO A SIMETRIA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Siga as 
instruções a seguir e construa uma 
figura simétrica. Serão necessários 
papel, lápis e tesoura. 
Praticar a arte 2: Em cada um dos itens, foi apresentada uma figura construída com 
papel e tesoura. Assinale aquelas que são simétricas e trace o eixo de simetria. 
Praticar a arte 3: Continue a colorir as figuras de maneira 
que elas se tornem simetricas. Observe as cores aplicadas 
para dar a correta continuidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 4: Observe estas placas de trânsito. Trace o eixo de simetria nas 
placas simétricas. Algumas placas podem ter mais de um eixo de simetria. 
 
Praticar a arte 5: Qual dessas fotografias apresentam situações em que a simetria 
pode ser observada? Trace o eixo simétrico em cada uma delas. 
 
 
55 – LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: “O QUE É A ARTE?”. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A arte: O que é arte? Essa é uma pergunta tão antiga quanto a sensibilidade humana. Desde que o primeiro homem observou uma árvore e percebeu nela algo 
mais do que um tronco que sustenta folhas e faz sombra a luz do sol, a humanidade vem se questionando o que vem a ser esse “algo mais”. Por onde ele 
entrou? O que exatamente provoca em nós? Qual é sua função? A arte sensibiliza. Não apenas se vê, ou se ouve com os ouvidos, nem é apenas sentida por 
qualquer outro sentido corpóreo. A arte também é uma das forças universais. Imaterial, invisível, eterna. É a força que desperta o homem para o mundo 
espiritual, pois é também com nosso espírito que vemos a arte. Como pôde comprovar Kandinsky em seu belo estudo sobre a essência espiritual da arte: “A 
alma (espírito) é um piano de inúmeras teclas”. Desde a antiguidade nas cavernas, a artejá nasceu comprometida a ter uma função prática e material: a pintura 
e a escultura serviam para ilustrar o mundo, a música para as festas, a arquitetura para construção, a dança para as paixões, a literatura para contar histórias e 
registrar os fatos, a poesia para registrar os sentimentos etc. Porém, em realidade, a arte verdadeira, a arte em si, pura e simples, sempre influenciou toda 
criação material. E sempre soprou ao coração dos homens: “Eu estou em você, mas você não está em mim. Você não me cria, mas eu estou naquilo que você 
pode criar. E quanto mais sensível e sincero você for ao criar, mas de mim poderá aproveitar. E tão mais sublime será tua criação”. Aonde acaba a função 
material da arte, inicia sua verdadeira função: a de tocar as teclas do espírito. Onde acaba a imitação do mundo material, inicia a imitação do mundo espiritual. 
Onde acaba a natureza exterior, inicia a natureza interior. Onde acaba a razão, inicia a sensação. A arte é o universal sem conceito. A arte não é só o racional, 
não tem apenas um processo determinado nem tão pouco uma só finalidade a ser alcançada. Como disse o filósofo alemão, Immanuel Kant: “A arte é o 
universal sem conceito.” Sim, ver a arte é sentir despreocupadamente a enorme força que criou e sustenta toda existência. Felizes aqueles que, de tempos em 
tempos, esquecem um pouco do tempo e da dura caminhada para sentar e observar o mundo. Pois esses estarão verdadeiramente descansando, e quanta 
energia estarão ganhando para continuarem firmes e fortes na vida! Estarão em contato com o amor da criação, o amor que está em tudo e a tudo movimenta. 
A força que move o mundo e que, quando percebida, sensibiliza o coração e reabastece o espírito. Bem-aventurados os que vivem assim, pois esses vivem com 
arte. Cabe aos artistas buscar pela arte, buscar pela sua tão amada fonte de inspiração. Mas poucos se deram conta que a arte está em tudo, é a arte que 
escolhe o artista, e não o artista que escolhe ser artista! A arte de cada artista deve brotar de seu coração, do seu interior. Cabe ao artista sugar tudo o que vê 
do mundo, e estudar as coisas dentro de si mesmo, para então, só então, dar a sua visão e passar a sua mensagem. Quanto maior a sensibilidade do artista, 
menos borrada estará sua visão do mundo, e maior será seu contato com a arte em si. Pois a arte está em tudo: feliz o artista que percebe que a água serve para 
muito mais do que aliviar a sede, o vento para muito mais do que agitar as copas das árvores, o trovão para muito mais do que assustar as crianças, o pássaro 
para muito mais do que nos transmitir liberdade, o céu estrelado para muito mais do que nos orientar na escuridão, a mão para muito mais do que segurar um 
pincel ou tocar um violão, a mente para muito mais do que efetuar contas matemáticas, e o espírito para muito, muito mais do que podemos imaginar. 
Praticar a arte – Interpretando o texto: Após a leitura e 
reflexão do texto, converse com seus colegas sobre as 
questões interpretativas a seguir e registre suas respostas. 
5. Na sua rotina diária, em quais momentos você percebe 
que a arte está mais presente? 
 
6. De todas as formas pelas quais a arte se manifesta 
(pintura, escultura, arquitetura, teatro, dança etc.), em 
quais delas você se sente mais perto? Por quê? 
7. A sua sensibilidade artística se manifesta em qual 
campo das artes? 
 
8. Em sua opinião, a arte pode ser separada da 
imaginação? Justifique sua resposta. 
9. Como seria o mundo se não houvesse a arte? 
10. A arte é capaz de expressar a realidade de uma 
sociedade e sua história? Como? 
11. A arte deve ser apenas para os mais ricos? Por quê? 
12. O que você faz para ser uma pessoa mais sensível 
artisticamente? 
13. Cite exemplos de que a arte está presente em tudo o 
que nos cerca. 
 
14. Como as cores e todas as suas nuances contribuem 
para que a arte seja tão importante? 
 
15. Explique com suas palavras a seguinte frase: “Eu estou 
em você, mas você não está em mim. Você não me 
cria, mas eu estou naquilo que você pode criar. E 
quanto mais sensível e sincero você for ao criar, mas 
de mim poderá aproveitar. E tão mais sublime será 
tua criação”. 
1. Como a arte provoca em nós a sensibilidade de apreciar 
as coisas comuns e entender que ela está presente em 
tudo? 
 
2. Como é possível perceber a arte não sendo através de 
nossos sentidos corpóreos? 
3. Como era a função prática da arte na antiguidade 
segundo o texto? 
 
4. Como o artista é capaz de transmitir em sua arte seus 
desejos, opiniões e observações do mundo e da época 
em que vive? 
 
 
56 - LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL: “A CRIATIVIDADE”. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O que é criatividade? A criatividade está presente na vida de qualquer pessoa. Seja no trabalho, para fazer o filho dormir ou no roteiro de uma viagem, toda 
tarefa exercida no dia-a-dia precisa de certa dose de criatividade, para que tenha ainda mais eficiência e alcance os resultados que esperamos. Tal habilidade 
tem sido cada vez mais essencial para o bom andamento dos processos ao redor do mundo, para o avanço tecnológico, para que possamos adquirir melhor 
qualidade de vida e continuarmos evoluindo constantemente. Por estes e muitos outros motivos a criatividade, ao lado de inovação, tem sido uma das 
habilidades e características mais valorizadas no mundo, mas não só na arte, como em todos os aspectos de nossa existência. Mas afinal, o que é a 
criatividade? Ela nada mais é do que a capacidade do ser humano de construir e/ou produzir algo inédito e original, com um objetivo em vista. Ela é 
proveniente da busca por uma solução inovadora. Nesse sentido, uma pessoa criativa é aquela que, além de se importar com o interesse do próximo, também 
é curiosa, corajosa e não pensa apenas de forma convencional. Contudo, nem sempre colocar a criatividade em prática é uma tarefa fácil. 
É necessário que o indivíduo encontre uma atividade que desperte sua curiosidade, para que assim, a ela surja e flua com mais facilidade. Outro ponto importante é estruturar a 
tarefa, pois dessa forma a pessoa consegue ter insights criativos com mais agilidade. Por isso a importância do processo criativo, onde o indivíduo planeja suas atividades com 
criatividade, esforço e inovação, e assim, constrói um produto/ideia que tenha algum valor, tanto para ele, como para o restante da sociedade. Quando falamos em criatividade 
todos pensam que se trata de algo que surge facilmente para determinadas pessoas, que acabam sendo vistas como mais criativas e mais solucionadoras de problemas que as 
demais. Isso pode até ser verdade, no entanto, até mesmo estas pessoas, que têm a sua criatividade mais aflorada, contam com um roteiro e realizam alguns processos, que lhes 
ajudam a deixar as ideias cada vez mais frescas em suas mentes e assim encontrarem soluções verdadeiramente criativas para lidar com as situações mais desafiadoras de seu dia a 
dia. Neste sentido, o processo criativo se configura como um passo a passo que algumas pessoas seguem e que todos nós podemos elaborar o nosso próprio e segui-lo, com o 
objetivo de estimular a criatividade em nossa mente e aplicá-la nos mais diversos âmbitos da vida. Trata-se de algo verdadeiramente importante para a nossa existência e 
desenvolvimento, pois nos permite sair sempre à frente, uma vez que, com a criação de hábitos, que podem ser praticados diariamente, a nossa criatividade passa a ser despertada 
e, assim, conseguimos lidar com muito mais habilidade com os desafios rotineiros que a vida nos impõe. Existem três ações que ao serem colocadas em prática, resultam no 
processo criativo, são elas: 
 
Atenção: refere-se ao momento em que a pessoa enxerga um problema ou uma oportunidade; 
Fuga: o indivíduo deixa de pensar apenas na realidade presente e abre a mente para novas conexões; 
Movimento: a pessoa explora sua imaginação, gera novas ideias e faz conexões inéditas. 
 
Se observarmos bem, estas três ações acontecem com frequência emnosso dia a dia, quando nos deparamos com um problema e 
ficamos refletindo sobre ele constantemente; quando paramos de pensar um pouco nele e acabamos encontrando uma solução 
para este desafio, expandindo a nossa consciência e pensando em outras coisas; ou quando estamos movimentando o nosso 
corpo, realizando uma atividade física, por exemplo, e a nossa mente se sente estimulada com isso e acaba encontrando as 
soluções que tanto buscávamos para lidar com as situações problemáticas que nos incomodavam. Tendo maior consciência sobre 
tudo isso, as chances de que você desenvolva um processo criativo, que verdadeiramente lhe ajude a despertar a sua criatividade 
constantemente, aumentam de forma significativa, já que, ao se deparar com um problema, você colocará em prática uma destas 
ações e terá maior probabilidade de encontrar uma solução criativa para ele, com muito mais rapidez que os demais. 
Praticar a arte – Interpretando o texto: Após a leitura e 
reflexão do texto, converse com seus colegas sobre as 
questões interpretativas a seguir e registre suas respostas. 
4. Como se caracteriza uma pessoa criativa? 
5. O que é necessário para o indíviduo estimular sua 
criatividade? 
6. Como se configura o processo criativo? 
7. Quais são as três ações práticas para estimular a 
criatividade? 
8. Como reagimos aos desafios diários quando 
estimulamos a criatividade? 
9. Em sua opinião, como a criatividade pode nos estimular 
a sermos mais produtivos? 
10. As pessoas criativas atingem o sucesso mais rápido? 
Justifique sua resposta citando um exemplo de 
alguma pessoa criativa que você conheça. Pode ser 
um artista, uma personalidade ou alguém da sua 
família que você considera criativa. 
1. Você se considera uma pessoa criativa? Justifique 
2. De acordo com o texto, qual é a importância da 
criatividade? 
3. Transcreva a definição do texto para o que é a 
criatividade. 
 
57 – PONTOS, LINHAS, FORMAS E CORES. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin]. 
Muitos artistas apresentam na composição de suas obras diversos 
tipos de linhas, formas, cores. Cândido Portinari (1903-1962), 
brasileiro, nascido em Brodósqui, interior de São Paulo, por 
exemplo, criava com esses elementos. Ele também trouxe para suas 
pinturas e desenhos a pluralidade dos costumes brasileiros. 
Observe na imagem a seguir, uma ciranda de roda. 
 
 
 
 
 
 
 
Composição nos tons terras, azuis, ocres, verdes, cinzas, rosas, 
vermelhos, branco e preto. Textura lisa e pinceladas marcadas. 
Composição representando dez crianças brincando de roda e uma 
observando, em descampado, vendo-se Brodowski ao fundo e céu 
de tons azuis acinzentados. A roda ocupa a área central da 
composição, é formada por cinco meninos e cinco meninas, que 
estão de mãos dadas. As crianças estão em posições diversas e 
vestem roupas variadas, algumas estão calçadas, outras descalças e 
as que estão de frente, têm os traços fisionômicos sugeridos. À 
direita da composição, fora da roda, menino de pé, de perfil para a 
esquerda, observando a brincadeira. Um pouco mais a frente e à 
direita, brinquedo sugerindo ser um animal em cima de plataforma 
vermelha de rodinha e mais atrás, poste de iluminação. O chão é 
em tons terras, mais claros na área onde brincam as crianças. Ao 
fundo, vê-se parte da cidade de Brodowski, tendo à esquerda uma 
rua com três casas e árvores. À direita do centro, do outro lado da 
rua, a igrejinha de Santo Antônio e, à direita, mais casas e árvores. 
Céu representado em tons terrosos e acinzentados. 
 
Praticar a arte 1 – Interpretando a obra de 
arte: Observando a obra do artista 
apresentado, responda as seguintes questões 
interpretativas: 
7. Há um menino fora da roda. O que ele está fazendo? 
__________________________________________________ 
8. Há um menino fora da roda. O que ele está fazendo? 
_________________________________________________ 
9. Você já brincou de roda? 
__________________________________________________ 
10. Esta obra lhe transmite sentimento de: 
 Alegria 
 Tristeza 
 Medo 
 Saudade 
 Amor 
 
1. Quais personagens aparecem na imagem? 
2. Como eles estão vestidos? 
3. Em que lugar eles estão? 
4. O que fazem? 
5. Quantos são? 
6. Todos estão brincando? 
 
7. Olhe com bastante atenção para a imagem e 
responda: 
 
a) Qual o tema desta obra de Portinari? 
 
 Comida 
 Bonecas 
 Brincadeira 
 
 
b) A cor dominante no quadro é: 
 
 Azul 
 Branco 
 Marrom 
 Verde 
 
 
c) O lugar retratado é: 
 
 Um bairro 
 Uma loja 
 Uma escola 
 
 
d) O que chama mais sua atenção nessa 
obra: 
 
 As crianças 
 A igreja 
 As casas 
 O céu 
 O chão 
 
 
e) Portinari pintou as crianças: 
 
 Iguais à realidade 
 Diferentes da realidade 
Praticar a arte 2: Inspirado na obra de Cândido Portinari, 
produza um desenho com o tema “Brincando de roda”. 
Aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
58 – ATIVIDADE INTERPRETATIVA SOBRE O FILME: “O HOMEM DAS CAVERNAS”. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O início dos tempos, quando as criaturas 
pré-históricas viviam na Terra, é o período 
em que se passa “O Homem das 
Cavernas”. A produção narra a história do 
corajoso herói Doug e seu melhor amigo 
Porcão, que trabalham juntos na união da 
tribo. A vida no Vale é perfeita para ele e 
sua adorável tribo desajustada. 
Mas o desastre ocorre quando eles são forçados a sair de 
suas casas pela poderosa tribo da Idade do Bronze. Doug 
se recusa a aceitar a derrota e, quando ele se encontra no 
coração do território inimigo, ele aposta sua casa e o 
futuro de sua tribo em um jogo que eles nunca viram ou 
jogaram antes! 
4. Por que os primitivos não caçavam animais 
grandes? 
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___________________________________________________
_________________________________________________ 
 
5. O que acontecia na Arena da cidade da Idade do 
Bronze? 
__________________________________________________________________
_______________________________________________________________ 
 
6. Explique como foi feito o 
desafio entre a equipe dos 
primitivos e os campeões da 
Idade do Bronze. O que os 
primitivos perderiam e 
ganhariam nesse desafio? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_______________________________________________________________ 
7. Por que Guna aceitou ser a treinadora da 
equipe dos homens das cavernas? Qual 
era o seu sonho? 
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8. Como foi o treino que Guna deu à equipe de futebol 
dos primitivos? Descreva qual dos exercícios que você 
mais gostou. 
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9. Como os jogadores da equipe da Terra do Vale 
chegaram à Arena para disputar contra os Campeões 
da Idade do Bronze? 
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10. O que a equipe dos campeões da Idade do Bronze 
fizeram quando estavam perdendo a partida defutebol? Você acha correto agir dessa forma? Justifique 
sua resposta. 
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Praticar a arte 2 – Ilustrando a história: Escolha umas das 
personagens do filme para fazer um desenho no espaço a 
seguir. Não se esqueça de acrescentar a bola de futebol e o 
uniforme do time e criar um nome para o time. 
Praticar a arte – Interpretando o filme: Depois de assistir 
ao filme responda as seguintes perguntas. 
1. Faça a correspondências das siglas para identificar o 
papel de cada personagem no filme: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. Como os ancestrais dos homens das cavernas 
inventaram o futebol? 
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3. Por que os habitantes da Idade do Bronze estavam 
interessados nas terras do Vale onde os primitivos 
moravam? 
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59 – TEORIA DA COR: COR LUZ: TEORIA E EXPERIMENTAÇÃO PRÁTICA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Cor luz: é como chamamos as cores decorrentes da decomposição da luz branca. No entanto, para recompor a 
luz branca não é necessário obter feixes de luzes de todas as cores, bastam apenas três: um vermelho, um verde 
e um azul, as chamadas cores simples ou primárias, quando se trata de “cor luz”. É daí que surge a sigla RGB – do 
inglês red, green e blue. Sempre que nos depararmos com a sigla RGB, podemos ter a certeza de que o tipo de 
cor referido é a “cor luz”. Quando se trata de “cor luz”, a formação das demais cores se dá por um processo a 
que chamamos síntese aditiva. Por exemplo, dois feixes de luz, um vermelho e um verde, quando apontados na 
mesma direção formam a cor amarela. Da mesma forma, luz verde somada à luz azul forma a cor ciano, e luz 
azul somada a luz vermelha forma a cor magenta. As três cores básicas somadas formam a cor branca. Na síntese 
aditiva, as três cores formadas pela soma de duas cores primárias são chamadas de secundárias. São elas o ciano, 
o magenta e o amarelo. Cada cor secundária é considerada complementar da cor primária que não participou da 
sua formação. Por exemplo, a cor amarela, formada pela soma do vermelho com o verde, é complementar à cor 
azul. O ciano, formado pelo verde e o azul, é complementar ao vermelho; e o magenta, formado pelo azul e o 
vermelho, é complementar ao verde. Note que as cores complementares entre si estão posicionadas de maneira 
diametralmente oposta uma à outra na figura acima. As cores complementares, quando somadas entre si, 
também formam a luz branca. A intensidade de cada uma das três “cores-luz” básicas pode variar em 256 níveis 
diferentes, o que significa que apenas combinando as diferentes variações de intensidade é possível obter mais 
de 16,7 milhões de cores diferentes, apenas com três feixes de luz: um vermelho, um verde e um azul. É assim 
que se formam as imagens nas telas de televisão ou de computador, por exemplo. Como as telas são emissoras 
de luz, as imagens nelas formadas sempre seguem o padrão RGB. 
Praticar a arte - Relações de cores: Como se relaciona o vermelho com o ciano? E o azul com o amarelo? De fato, são cores complementares, mas, o que isso significa? Esse simples 
experimento transforma a abstrata teoria das cores em um enigma tangível de filtros de cores, que desafiará o pensamento analítico. 
Preparação: Distribua para cada aluno 
filtros de cores vermelho, verde, azul, 
ciano, magenta e amarelo feitos de 
papel celofane. Em poucos minutos, os 
alunos terão observado todas as 
combinações dos filtros possíveis. Pode 
levar mais um pouco de tempo até que 
eles descubram o que um filtro 
realmente faz e resolvam o enigma de 
como se relacionam os pares de cores. 
Esse processo de juntar diferentes 
observações para obter uma conclusão 
baseada em evidências ajudará a 
estimular as habilidades analíticas dos 
alunos. Por isso, você deve ser paciente 
e ter cuidado para não revelar a 
solução antes de tempo. 
Tarefa dos alunos: Pegue os 6 filtros de cores e olhe através de cada 
combinação de dois filtros. Anote as observações. 
1. Quais diferenças você percebe entre os filtros da cor vermelha, verde e 
azul comparados com os filtros ciano, magenta e amarelo? 
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2. Como se relaciona o vermelho com o ciano, o verde com o magenta e o 
azul com o amarelo? 
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_______________________________________________________________________________________ 
 
 
 
 
 
3. Quantas combinações você consegue observar? 
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4. O filtro de cor "acrescenta" algo à luz ou ele tira alguma 
coisa? 
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________________________________________________________________ 
5. Por que o resultado é sempre verde quando você 
combina os filtros ciano, amarelo e verde? 
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6. Por que o resultado é sempre azul quando você combina 
os filtros ciano, magenta e azul? 
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7. Por que combinando ciano e vermelho você vê preto? 
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60 – CONHECENDO AS LINGUAGENS VISUAIS: A IMAGEM DO DESENHO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Observe as imagens e reflita a respeito do que você em 
cada uma delas. De qual você mais gosta? O que retrata 
cada um desses desenhos? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenhar e pintar: O desenho é uma linguagem visual e 
serve como ferramenta de trabalho de quem constrói, de 
quem decora, de quem quer contar uma história. 
Ilustradores, arquitetos, designers, artistas e outros 
profissionais desenham. A pintura é o desenho continuam 
valiosos, mesmo em uma época em que a fotografia e o 
vídeo capturam imagens instantaneamente. Podemos ter 
prazer em apreciar em uma tela ou papel as formas e 
como são trabalhadas as figuras. Esse prazer transmitido 
pela obra é chamado de prazer estético. O artista plástico, 
na execução de seu trabalho, busca sempre experimentar 
novas técnicas para concretizar suas ideias. Ao visitarmos 
seu ateliê, é provável que encontremos uma grande 
variedade de instrumentos e materiais quelhe permitem 
trabalhar, como pincéis, tintas e pigmentos, lápis e, por 
que não, um computador, como instrumento de trabalho. 
Vivemos rodeados de imagens impressas e eletrônicas: nos 
jornais, na TV, nas revistas, na internet, nas camisetas e 
nos telefones celulares, por exemplo. Imagens que são 
produzidas em larga escala por meios eletrônicos ou 
mecânicos. Mas nem sempre foi assim. Até um 
determinado período histórico, imagens, criadas a partir 
de desenho ou pintura, eram feitas artesanalmente, uma a 
uma. Desenhar é uma forma de se comunicar e expressar 
por imagens. toda criança desenha. Primeiro, traça 
rabiscos que evidenciam como ela gosta de explorar os 
materiais e os diferentes modos de criar formas, linhas e 
cores, concretizando sua experiência de descobrir o 
mundo em imagens. Aos poucos, o desenho da criança vai 
mudando: aparecem as casas, as árvores, bichos e, 
principalmente, figuras humanas. O que diferencia o 
desenho da pintura é o material, os processos e os 
procedimentos criativos. Podemos dizer que o desenho 
trabalha o gesto gráfico e a pintura, o gesto pictórico, que 
em geral, tem mais superfície. Os materiais gráficos são, 
por exemplo, o lápis, caneta, carvão, e os de pintura são 
pincéis, rolos e todo o tipo de tinta. Essas classificações são 
importantes para entendermos a arte tradicional. 
Praticar a arte – Praticando o desenho: Podemos 
desenhar de muitas formas. Coloque uma música para 
ouvir e se inspire para criar um desenho com o tema livre. 
Aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Interpretando as imagens: Estamos 
cercados de diversas modalidades e tipos de imagens. 
Escolha uma delas e responda em seu caderno de arte. 
1. Descreva como a imagem que você escolheu foi feita. 
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2. Quais materiais foram utilizados em sua composição? 
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3. Podemos perceber como são as cores, as formas e as 
linhas? 
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4. Há profundidade na imagem? 
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5. Quais foram os temas trabalhados? 
__________________________________________________________________
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6. Por que você escolheu essa imagem? 
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61 – ANÁLISE DA OBRA: “O NASCIMENTO DE VÊNUS”, DE SANDRO BOTTICELLI. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O quadro “O Nascimento de Vênus”, criado entre 1482 e 1485, 
é de autoria do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510). A 
tela é um ícone incontornável do Renascimento. Antes de criar 
essa tela, Sandro Botticelli costumava pintar cenas bíblicas. Foi 
depois de uma viagem à Roma, onde esteve exposto à muitas 
obras da cultura greco-romana que, no regresso à casa, 
inspirado pelo que viu, começou a pintar cenas baseadas na 
mitologia. O quadro foi encomendado por Lorenzo di 
Pierfrancesco, uma figura importante na sociedade italiana. 
Lorenzo atuava como banqueiro e político e encomendou com 
Botticelli uma peça para decorar a sua casa. O resultado dessa 
encomenda, produzida entre 1482 e 1485, foi a obra hoje 
considerada um cânone da pintura ocidental. 
 
Principais elementos: 
 
 Vênus: Nua, no centro da tela, Vênus faz 
um gesto pudico para esconder a sua 
condição despida. Enquanto a mão direita 
tenta cobrir os seios, a mão esquerda está 
ocupada procurando resguardar as partes 
íntimas. A luz que recebe ressalta a sua 
beleza clássica, pura e casta e enfatiza ainda 
mais as suas curvas. Seu extenso cabelo 
ruivo se enrola ao longo do corpo como 
uma espécie de serpente e a protagonista 
faz uso de uma mecha para ocultar o seu 
sexo. 
 
 Os deuses do vento: A 
esquerda da tela estão 
abraçados, unidos, o deus do 
vento Zephyrus e uma ninfa 
(acredita-se que seja Aura ou 
Bora), que ajudam a 
protagonista Vênus 
assoprando em direção à 
terra. 
Enquanto eles assopram, assistimos o cair das rosas. 
As rosas, segundo a mitologia, nasceram quando 
Vênus pôs o pé em terra firme e fazem referência 
ao sentimento do amor. 
 
 Deusa da Primavera: Do 
lado direito do quadro está a 
Deusa Primavera, a espera de 
Vênus para cobri-la e 
protegê-la com um manto 
florido. Ela representa a 
renovação e tudo aquilo que 
floresce durante a primavera. 
 
 
 
 
 
 A concha: A concha presente 
na obra-prima de Botticelli 
simboliza a fertilidade e o 
prazer. O formato da concha 
remete ao sexo feminino. 
Ela costuma ser considerada também o símbolo do 
batismo. 
 
 O pano de fundo da tela: O segundo plano da tela 
idealizada por Botticelli é riquíssimo. Observe a 
série de detalhes que o pintor introduz no seu 
trabalho: o mar apresenta escamas, o chão verde 
presente na costa parece um tapete de relva e as 
folhas das árvores têm não usuais detalhes 
dourados. A paisagem sublinha a beleza de Vênus e 
chama a atenção para o seu protagonismo. 
Assim como em outras obras renascentistas, fica evidente 
aqui a influência da cultura greco-romana e a referência à 
cultura pagã (aliás, de modo geral durante esse período 
histórico é possível afirmar que os artistas italianos foram 
com frequência beber na cultura pagã). Nesse sentido, o 
Renascimento promoveu uma verdadeira revolução se 
pensarmos no quesito das influências. Em termos de 
forma, almejava-se harmonia e a composição de uma 
beleza clássica, fatores que podem ser observados na 
perfeição da construção do corpo de Vênus. A valorização 
da natureza é também outro elemento característico do 
movimento que se faz ver na tela pintada por Botticelli. O 
quadro apresenta igualmente duas conquistas do 
Renascimento: a elaboração da técnica da perspectiva e da 
profundidade. Observamos como a protagonista do 
quadro se encontra enorme, em primeiro plano, quando 
comparada com a paisagem do oceano ao fundo. Botticelli 
pode ser considerado um artista arrojado e progressista 
sob muitos pontos de vista. Ele foi o primeiro a pintar uma 
mulher nua que não fosse Eva, num gesto bastante 
polêmico para a sua época. Foi também dos primeiros 
artistas a pintar quadros mitológicos, que faziam um elogio 
à cultura pagã, iniciando uma verdadeira renovação no 
período do Renascimento. Não satisfeito por quebrar 
tantos paradigmas, Botticelli foi ainda dos primeiros 
criadores a pintar quadros sobre tela na Toscana. Até 
então as imagens eram costumeiramente pintadas na 
parede ou sobre madeira. O quadro é marcado por uma 
noção de movimento que pode ser observada a partir de 
uma série de elementos. Repare, por exemplo, nos cabelos 
da musa, nas pregas dos vestidos, no manto florido e nas 
rosas que caem a partir do sopro. Através do uso da 
técnica, Botticelli é capaz de transmitir para o observador 
a sensação de agitação. Certamente uma das inspirações 
do pintor italiano foi a estátua grega Vênus Capitolina, 
uma escultura da Antiguidade que aparece na mesma 
posição que a Vênus de Botticelli. 
 
 
 
62 – AS PAISAGENS BRASILEIRAS NA ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Alguns artistas brasileiros são diretamente associados à pintura de paisagens pelo grande número de composições que produziram abordando essa temática. Almeida Júnior, 
Benedito Calixto, Castagnetto, Francisco Rebolo e José Pancetti são alguns exemplos. Embora a paisagem tenha sido a temática de todos eles, cada um pertencia a uma época e a 
um movimento artístico diferente. E, sendo assim, cada um pintouas paisagens do Brasil com técnicas e características próprias, sempre enaltecendo as belezas daqui. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As pinturas de Almeida Júnior, que nasceu em Itu, 
interior de São Paulo, impressionaram tanto o 
Imperador D. Pedro II que este lhe concedeu uma 
bolsa de estudos em Paris. Ao voltar para o Brasil, 
Almeida Júnior passou a retratar paisagens e 
pessoas da cultura caipira brasileira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Benedito Calixto, que nasceu em Itanhaém, no 
litoral de São Paulo, retratou em sua obra o mar, a 
praia e cenas históricas diversas do país, mostrando 
em suas obras um colorido fiel às características 
originais da natureza. 
Praticar a arte 1 – Interpretando as obras de arte: Observe as 
pinturas dos artistas Almeida Júnior e Benedito Calixto para 
responder o que se pede: 
Praticar a arte 2 – Praticando o desenho: Registre a seguir 
uma paisagem natural que você conhece. Pode ser uma 
fotografia, um desenho ou uma pintura. 
1. Descreva os elementos que você vê em cada uma delas. 
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2. Essas paisagens se parecem com que lugar que você 
conhece? Você já esteve em algum lugar parecido? Como 
foi esse dia? 
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3. Crie um texto em que você expresse seus sentimentos em 
relação a esse lugar. Descreva as razões de tê-lo escolhido. 
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63 – OS IMPRESSIONISTAS E SUA PRESERVAÇÃO DA MEMÓRIA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Muitas vezes, ao caminharmos por um local que há anos 
não frequentávamos, notamos que algumas mudanças 
ocorreram nesse ambiente. É possível que, por exemplo, 
grandes edifícios tenham tomado o lugar antes ocupado 
por praças, espaços verdes ou casas térreas. A pintura e a 
fotografia, por sua vez, nos ajudam a preservar a memória 
de tempos ainda mais antigos. Elas são um registro histórico 
importante quando buscamos entender o percurso da 
humanidade e das sociedades. Os artistas impressionistas, 
por exemplo, foram mestres em retratar a natureza, 
apresentando em suas pinturas as próprias impressões 
sobre paisagem de seu tempo. 
 É o caso de Claude Monet, que cuidou pessoalmente de seu jardim na cidade de Giverny, 
na França, e retratou-o em suas obras. Um exemplo disso é a famosa série de pinturas 
chamadas “Ninfeias”, que era o nome das plantas aquáticas que aparecem nessas obras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1 – Interpretando as obras de arte: Com base na sua observação das 
obras de arte e no texto apresentadas, escolha a sua própria forma de retratar a natureza 
e a memória. Não se esqueça de preencher a ficha técnica da sua produção de arte. 
1. Percorra um local em que haja folhas, gravetos ou outros materiais e componha sua 
própria obra artística utilizando materiais encontrados no caminho. Como suporte, 
você poderá usar um pedaço de papelão e tintas de sua preferência para compor a 
base do projeto e completar com elementos naturais, fazendo uma colagem, por 
exemplo. 
2. Procure expressar em sua obra o que você pensa e sente em relação ao ser humano 
com o meio ambiente. 
3. Você também pode pintar uma paisagem olhando diretamente para a cena e 
representado, além do que vê suas sensações, como faziam os impressionistas. 
4. Utilize o espaço a seguir para compor um esboço da obra que você vai produzir com 
os materiais coletados. Fazer um esboço poderá ajudá-lo a planejar o uso de tudo que 
encontrou as cores que irá utilizar e a disposição dos materiais. 
 
 
 
 
Na sua residência em Giverny na Alta Normandia francesa, Claude Monet 
cuidou pessoalmente de todo o planejamento do seu famoso jardim. De 
acordo com as ideias de Monet, as formas e as cores das plantas 
transformaram-se numa obra prima. Monet criou o seu universo de cores, em 
busca de contrastes, que seu olhar captava através da luz. A cada repetição 
acrescentava um novo efeito à sua pintura, no entrosamento perfeito entre a 
luz e as cores. Entre os tantos quadros que Monet pintou tendo o seu jardim 
como modelo favorito, destaca-se as Ninféias ou Nenúfares, flores aquáticas, 
em diferentes cores suaves que enfeitam, até hoje, o lago do jardim. 
 
64 – EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: ÁRVORES EM LH E PF. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1 – Prática de desenho orientado: Observe os diferentes modelos 
apresentados de árvores a seguir. Cada um mostra um pouco da habilidade que temos 
para desenvolver desenhos que mostrem tal objeto. Pratique, no espaço ao lado, 
desenhar cada modelo para você desenvolver o seu gesto pictórico. 
Praticar a arte 2 – Aplicando o treinamento na composição: Depois de praticar os 
desenhos dos modelos propostos, escolha algum deles e crie uma composição artística 
de uma paisagem. Aplique as cores que desejar, utilize diferentes técnicas e ferramentas 
e preencha a ficha técnica da sua obra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 - EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: PÁSSAROS E PROPORÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe os diferentes modelos 
apresentados de pássaros a seguir. Cada um mostra um 
pouco da habilidade que temos para desenvolver 
desenhos que mostrem tal elemento. Pratique, no espaço 
ao lado, desenhar cada modelo para você desenvolver o 
seu gesto pictórico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 - EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: CAVALO E GEOMETRIZAÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe o passo a passo a seguir da figura 
apresentada. Cada um mostra um pouco da habilidade que 
temos para desenvolver desenhos que mostrem tal 
elemento. Pratique,no espaço ao lado, desenhar cada 
modelo para você desenvolver o seu gesto pictórico a 
partir da geometrização da forma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 - EXERCÍCIO DE DESENVOLVIMENTO ARTÍSTICO: DESENHO ORIENTADO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe o desenho apresentado. 
Cada detalhe mostra um pouco da habilidade que 
temos para desenvolver desenhos que mostrem tal 
elemento. Pratique, no espaço ao lado, desenhar o 
modelo para você desenvolver o seu gesto 
pictórico. Você pode usar uma folha fina ou papel 
vegetal para transferir o desenho. Aplique as cores 
que desejar. Sobreponha o papel vegetal no 
desenho do rosto para você marcar os contornos. 
Faça os detalhes à mão livre. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 – APLICANDO TEXTURAS NO DESENHO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
As texturas que utilizamos para desenhar e representar pode constituir por si próprio uma técnica de desenho. Existem 
muitas outras formas de desenhar e muitas técnicas diferentes de desenho, muitas formas de representar no papel aquilo 
que vemos a nossa volta. Podemos desenhar com linhas para criar um contorno. Conhecido como o desenho de contorno. 
 Desenhar com rabiscos é outra técnica interessante que só utiliza rabiscos para representar desenhos. 
 Desenhamos por encaixe. Utilizando formas geométricas. 
 Desenhar a cegas. Isto é Olhar para um objeto e desenha-lo sem levantar o lápis. 
 Desenhar com esfuminhos. Basicamente utilizando carvão, grafite e esfuminhos para produzir volume e forma. 
 Desenhar com texturas para representar qualquer objeto a nossa volta 
Desenhar com texturas é a forma de desenhar mediante a qual preenchemos pequenas áreas e zonas do conjunto, damos 
forma e criamos perspectiva, forma e volume, utilizando exclusivamente para tal, texturas ou representações que nos 
sugerem texturas reais. Quando desenhamos texturas também podemos variar a intensidade de linha (grossa ou fina). 
Praticar a arte 1 – Experimentando as texturas: Observe os exemplos 
de diferentes texturas a seguir. Escreva nos espaços o que você acha 
que cada uma representa. Depois, pratique cada uma delas 
separadamente. Use o seu lápis ou a caneta preta. 
Praticar a arte 2 – Aplicando as texturas praticadas: Depois de nomear e experimentar cada uma das 
texturas apresentadas você aplicará cada uma delas no desenho a seguir, combinando suas 
particularidades em cada elemento da composição, preenchendo os espaços e usando as cores que 
desejar. Procure usar diferentes calibres da linha, com umas mais finas e mais grossas. 
 
 
 
 
 
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69 – PRIMEIRO E SEGUNDO PLANOS NA ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Emiliano Di Cavalcanti nasceu no Rio 
de janeiro em 1897 e morreu no ano 
de 1976. Frequentador de redações de 
jornais, rodas de boêmios e de 
intelectuais, inspirava-se nas pessoas 
que conhecia para criar suas 
caricaturas. Foi o primeiro artista a 
retratar a mulata brasileira, seu tema 
predileto, com beleza e graça. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRIMEIRO E SEGUNDO PLANOS: Nosso globo ocular é capaz de alcançar 
profundidades diferentes. Elas são projetadas na nossa mente como figuras 
maiores e menores, dependendo da distância em que nos encontramos do 
objeto observado. Por exemplo, se você estiver em uma praia e observar um 
barco em alto mar ele lhe parecerá pequeno. À medida que ele for se 
aproximando, ficará cada vez maior, até você enxerga-lo em tamanho real. Os 
planos nas imagens nos mostram como as coisas obedecem à proporção. 
Praticar a arte: Se oriente pelas instruções a seguir para fazer um desenho de uma paisagem, por exemplo, dando a 
sensação de longe e de perto. Depois de desenhado aplique as cores que desejar. 
a) Em PRIMEIRO PLANO, fica o 
que está mais perto do 
observador. 
b) Em SEGUNDO PLANO, fica o 
que está mais distante do 
observado. 
c) Observe a utilização do 
primeiro e segundo plano na 
obra de Di Cavalcanti. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 – AMPLIAÇÃO E REDUÇÃO: TÉCNICAS DE DESENHO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Hoje em dia é muito fácil 
reduzir e ampliar um 
desenho ou mesmo 
reproduzi-lo. Basta ir à 
papelaria mais próxima e 
fazer uma cópia xerox. 
Mas existe uma maneira 
muito prazerosa de 
ampliar, reduzir ou 
reproduzir um desenho. 
A satisfação está no fato de o trabalho ter sido feito com 
nosso próprio alento. Este método de reprodução é muito 
simples e eficaz. Muitos artistas famosos já fizeram uso dele. 
JOHANNES GUTENBERG: Você já viu uma 
oficina de impressão? E uma máquina de 
xerox? Observe as fotos da oficina de 
Gutenbreg, conhecido como “pai da 
imprensa”, e de uma máquina de xerox. 
Embora a imprensa fosse conhecida na China 
desde o século XI, a invenção de Gutenberg 
tinha características novas, como os 
caracteres móveis, as matrizes de metal para 
moldar os tipos (caracteres: letras, números e 
símbolos e até mesmo figuras) e uma prensa 
semelhante à utilizada na produção do vinho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Ampliação e Redução: Para ampliar ou reduzir, prepare o modelo, identificando a largura e a altura. 
Se você quiser ampliar o desenho ao dobro do tamanho, dobre o tamanho do quadriculado. 
 
 
 
 
 
71 – PINTURA COM MANCHAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Siga as instruções a seguir para você 
realizar a pintura com machas. Dependendo das cores 
usadas você obterá cores secundárias como resultado da 
sobreposição de cores primárias. Você pode usar essa 
técnica de pintura para criar cartões, cartazes e quadros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 – TANGRAM CIRCULAR: CONCEITO E EXPERIMENTAÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Tangram é o nome de um 
jogo de origem chinesa 
desconhecida. Ele foi 
amplamente difundido e 
aperfeiçoado em vários 
lugares do mundo, tendo 
como objetivo o 
desenvolvimento do 
pensamento e da 
criatividade do indivíduo. 
Formado por apenas sete peças, esse jogo pode originar 
mais de 1.700 figuras de animais, plantas, pessoas, 
objetos, flores e muitas outras. No tangram não é 
permitida a sobreposição de peças. A seguir, você 
aprenderá a construir o trangram circular e o tangram 
quadrado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TANGRAM CIRCULAR 
a) As figuras deverão ser formadas a partir das peças resultantes da divisão de dois círculos do mesmo tamanho, que 
podem ser feitos com compasso, pires, copo etc. 
b) O primeiro círculo deve ser dividido ao meio. 
c) O segundo círculo deve ser dividido em 5 partes. Faça da seguinte forma: 
 
 Trace uma reta dividindo o círculo ao meio, marque o meio dela com um ponto. 
 Se for utilizado o compasso, coloque a ponteira (ponta seca) sobre o ponto central. Se você estiver usando pires ou 
prato, posicione a borda sobre o ponto e trace as linhas. Observe o modelo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 – TRABALHANDO A RELEITURA DE OBRAS DE ARTE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Reler significa ler de novo, tentar 
outros significados. Muitos artistas 
já fizeram releituras de obras de 
outros autores, dando a elas uma 
nova interpretação e criando assim 
algo totalmente novo. É o que 
podemos notar com a obra “O 
Importuno”, de José Ferraz de 
Almeida Júnior, pintada em 1898. 
O pintor brasileiro Almeida Júnior 
nasceu em 1850 na cidade de Itú, 
São Paulo e morreu em 1899 em 
Piracicaba, também em São Paulo. 
Observe a seguir as releituras feitas 
sobre a obra. 
Praticar a arte – Experimentando a técnica da releitura: Você pode fazer uma 
releitura de uma obra de arte recriando-a e acrescentando nela outros 
detalhes, diferentes cores e um novo título. 
 
a) Escolhaa obra a ser trabalhada. 
b) Verifique se a imagem escolhida está no sentido vertical ou horizontal. 
c) Identifique os cantos da imagem com as letras A, B, C e D. 
d) Uma os pontos AD e BC, usando lápis preto. Você terá então quatro 
triângulos. 
e) Numere os triângulos. Essa etapa irá auxiliá-lo na releitura. 
f) Camoce pela imagem do triângulo 1. Você deve criar seu próprio desenho, 
partinho da ideia original. Vá desenhando triângulo a triângulo. 
g) Com lápis de cor, papel colorido, tinta, colagem com diferentes materiais, 
acrescente detalhes, mude a cor do desenho original ou faça uma 
composição descontruída. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 – CRIANDO UMA COLAGEM INPISRADA EM HENRI ROUSSEAU. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Henri Rousseau e a Arte Naïf: Henri 
Rousseau foi um pintor francês 
autodidata, também conhecido pela 
alcunha de “aduaneiro”, por ter 
trabalhado durante muito tempo em um 
escritório da alfândega de Paris. Começou 
a dedicar-se exclusivamente à pintura 
somente aos 49 anos. Estreou em 1891 no 
circuito das artes em Paris, no Salão dos 
Recusados e, posteriormente, passou a 
apresentar suas obras regularmente no 
Salão dos Independentes, juntamente 
com outros futuros grandes nomes da 
arte. 
Embora tenha sido ridicularizado pela crítica, conquistou a 
admiração de artistas de vanguarda, entre eles Pablo 
Picasso, Pissarro e Gauguin, pela ingenuidade impressa em 
sua obra, pela liberdade nas proporções e pela ruptura as 
tradições. Atualmente, Henri Rousseau é conhecido como 
um dos maiores pintores Naïf. Sua capacidade de antecipar 
o futuro, criando obras singulares anos antes dos 
movimentos de vanguarda, foi determinante para destaca-
lo como um gênio na história da arte, principalmente por 
ser o responsável por introduzir valores do imaginário 
popular na história artística de sua época. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Vamos fazer uma colagem: Inspirado na 
biografia e obras de Henri Rousseau vamos construir 
uma colagem com diferentes imagens. 
a) Recorte figuras humanas, de animais, além de 
imagens de plantas, fragmentos de paisagens rurais 
ou urbanas para montar sua composição. 
b) Sobreponha suas figuras recortadas antes de colá-las 
no suporte. Assim será possível mudar alguma coisa 
que não o agrade. 
c) Preencha a ficha técnica da sua composição criando 
um título criativo. 
 
 
75 – CONHECENDO E CRIANDO: BONECAS ABAYOMI. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Para acalentar seus filhos 
durante as terríveis viagens a 
bordo dos tumbeiros – navio 
de pequeno porte que 
realizava o transporte de 
escravos entre África e Brasil 
– as mães africanas rasgavam 
retalhos de suas saias e a 
partir deles criavam 
pequenas bonecas, feitas de 
tranças ou nós, que serviam 
como amuleto de proteção. 
As bonecas, símbolo de resistência, ficaram conhecidas 
como Abayomi, termo que significa ‘Encontro precioso’, 
em Iorubá, uma das maiores etnias do continente africano 
cuja população habita parte da Nigéria, Benin, Togo e 
Costa do Marfim. Sem costura alguma (apenas nós ou 
tranças), as bonecas não possuem demarcação de olho, 
nariz nem boca, isso para favorecer o reconhecimento das 
múltiplas etnias africanas. 
A partir de todos estes 
elementos é possível ter 
uma dimensão da 
importância das bonecas 
Abayomi para história do 
Brasil e sua relação com o 
continente africano. Além de 
serem encantadoras, elas se 
colocam como elemento de 
afirmação das raízes da 
cultura a brasileira e 
também do poder e 
determinação das mulheres 
negras. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte – Construindo uma boneca Abayomi: 
Agora você vai aprender a fazer bonecas Abayomi, que 
têm origem na África, mas que estão presentes em nossa 
cultura. 
 
76 – ARTE E A NATUREZA: ANÁLISE DE OBRAS. PARTE 1/2. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A Natureza tem sido fonte de inspiração para os artistas, 
ao longo do tempo, em muitas culturas. Na Antiguidade, 
folhas e flores foram usadas como motivos decorativos 
que enfeitavam as paredes dos palácios. As paisagens 
eram usadas em pinturas e em mosaicos, que enfeitavam 
as residências das famílias abastadas. 
 
 
 
 
 
 Observe com atenção as imagens. O que elas 
representam? 
 Há imagens que representam apenas paisagens 
naturais? Qual ou quais? 
 Quais as técnicas usadas em cada uma dessas obras? 
 Em sua opinião em qual das três imagens a natureza 
está representada de forma mais próxima à realidade? 
AS REPRESENTAÇÕES DA PAISAGEM 
NATURAL: Na Europa, durante séculos, os 
artistas se preocuparam em representar 
cenas religiosas, históricas e mitológicas, 
que muitas vezes eram ambientadas em 
cenários naturais. O interesse pela paisagem 
como tema central na arte, entretanto, só 
surgiu com o espírito romântico do começo 
do século XIX. 
O pintor inglês John Constable, que viveu nessa época é 
considerado um dos pioneiros na utilização do tema da 
paisagem na arte. Sua primeira pintura tornou-se símbolo 
da natureza idealizada, vista como um lugar perfeito. Com 
o Impressionismo, movimento artístico surgido no final do 
século XIX, a natureza passou a ser tema principal do 
trabalho dos artistas. Alguns artistas se interessam a tal 
ponto pela representação da natureza que colocam sua 
produção a serviço da pesquisa científica. Eles são 
ilustradores que atuam ao lado de cientistas e botânicos, 
utilizando o desenho e a pintura para registrar e pesquisar 
a forma e a função de plantas ainda desconhecidas. 
 
 
 
 
Na tela “A Carroça”, o pintor inglês John Constable 
representou uma natureza perfeita e aconchegante. Esse 
artista não queria fazer nenhuma revolução com seus 
quadros, mas se interessava por retratar o que seus olhos 
viam numa cena harmoniosa, numa paisagem natural. 
Escolhia cenas e enquadramentos bem compostos, onde 
pudesse representar os aspectos da natureza: o céu, as 
árvores, os animais. Em seus quadros apresenta 
frequentemente o seu humano em uma vida simples, 
integrada à natureza. 
Os pintores românticos 
como Caspar David 
Friedrich, produziram 
muitas telas nas quais 
a paisagem é 
representada em cenas 
grandiosas ou 
dramáticas. 
Frequentemente, esses artistas expressavam em suas 
obras um estado de espírito atormentado, revelando 
emoções como o medo diante das ameaças da vida. 
 Em sua opinião, que emoções o artista quis provocar 
com a pintura reproduzida? 
Em 1890, o pintor francês Claude 
Monet comprou uma casa em 
Giverny, no interior da França, onde 
construiu um lago com uma ponte 
japonesa. Passou a cuidar do jardim, 
cultivando plantas de espécies 
variadas. Nesta obra, ele pintou as 
ninféias, plantas aquáticas que 
existiam em sua propriedade. Entre 
1919 e 1919, Monet realizou uma 
série de pinturas com esse tema. 
Nessas obras a linha do horizonte 
não pode ser vista pelo espectador, 
e as manchas de cores e as 
pinceladas são mais presentes que a 
própria imagem. 
 
77 - ARTE E A NATUREZA: ANÁLISE DE OBRAS. PARTE 2/2. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Esta é uma das pinturas que a norte-
americana Georgia O´Keeffe produziu 
entre 1918 e 1932, representando 
ampliações de flores. Observe como a 
artista pinta flores tão grandes que 
elas não cabem nos limites da tela. 
Repare ainda na superfície aveludada e 
nas nuances da forma espiralada do 
copo-de-leite. Ao contrário de Monet, 
O´Keeffe evitava deixar a marca das 
pinceladas na superfície da tela. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em 1944, o pintor carioca Alberto da Veiga Guignard, 
mudou-se para Belo Horizonte, em Minas Gerais, para 
dirigir uma escola de arte. Nos anos em que lá viveu, 
produziu suas obras mais conhecidas, as “Paisagens 
imaginárias de Minas”. Nesses quadros, o artista pintou 
vastos horizontes envoltos em névoa e vales e montanhas 
com pequenas igrejinhas brancas. Mas mesmo antes de 
viver em Minas, Guignard já se interessava por pintar o 
horizontevisto da montanha, como nos gigantescos 
painéis “Floresta ao amanhecer”, que você vê acima, e 
“Floresta ao entardecer”, com quase 5 metros cada um. 
 
 
 
 
 
 
José Pancetti foi marinheiro. 
Ele viajou pela costa do Brasil 
e pelos mares de todo o 
mundo. Talvez por isso seu 
tema favorito na pintura 
tenha sido as marinhas, 
gênero de pintura paisagística 
que retrata as paisagens à 
beira mar. Observe como, na 
tela ao lado, feita em uma 
praia de Salvador, na Bahia, 
Pancetti empregou poucas 
pinceladas para representar 
as ondas do mar batendo nas 
pedras. 
 
A artista inglesa Margaret 
Mee trabalhou durante 
muitos anos fazendo 
ilustrações de plantas das 
matas brasileiras. A 
aquarela que você ao lado 
representa uma planta 
chamada bromélia, que a 
pintora encontrou na Serra 
dos Órgãos, no Rio de 
Janeiro. 
A artista tinha cuidados técnicos em suas pinturas com o 
objetivo de informar cada detalhe da planta. Note ao lado 
esquerdo inferior da pintura, como Mee fez alguns 
desenhos detalhando o broto da flor. 
A Bienal de Arte de São Paulo promoveu 
um projeto de residência de artistas no 
Acre, para que eles pudessem conviver 
com a floresta Amazônica e refletir sobre 
ela. O artista Alberto Baraya criou nesse 
projeto o molde de uma seringueira, 
usando látex, a própria matéria prima para 
fazer borracha. 
Praticar a arte 1 – Interpretando as imagens: Observando 
as imagens apresentadas, responda as perguntas 
interpretativas a seguir. 
1. Em quais trabalhos se representou a natureza 
brasileira? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________ 
2. Considerando as dimensões das obras, qual é o menor e 
o maior trabalho? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________ 
3. Em sua opinião, em qual trabalho a natureza foi 
representada de maneira mais realista? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________ 
4. De qual trabalho você mais gostou? Por quê? 
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
_________________________________________________________________ 
5. Feche os olhos e imagine uma flor que você goste ou 
que você conhece. Que cor e que tamanho ela tem? 
Como são suas pétalas? Agora, faça um desenho dessa 
flor. Depois, você pode colorir usando lápis de cor. 
 
 
 
78 – DESENVOLVIMENTO DE DESENHO ATRAVÉS DA OBSERVAÇÃO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observe o cenário apresentado na imagem. Com o uso do lápis 
construa o mesmo cenário no espaço ao lado. Desenvolva sua habilidade de 
desenho aplicando as diferentes linhas, forma, texturas e cores. Construa a 
composição seguindo as linhas orientadoras para manter a proporção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 – IDENTIFICANDO A PALETA DE CORES. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O que é paleta de cores? Paleta de cores é um conjunto de cores 
pré-selecionadas que são utilizadas em harmonia para passar uma 
ideia, sentimento, sensação ou identidade visual. A paleta de cores 
pode ser usada em diversas situações, como na criação de materiais 
de design gráfico, composição de looks, maquiagem e, claro, 
arquitetura e decoração. Quando usada de forma correta, a paleta 
de cores muda totalmente a percepção da pessoa em relação ao 
ambiente. 
Por isso, a paleta de cores é algo tão 
valorizado e estudado por artistas e outros 
profissionais. Na arte, moda, publicidade e 
outras áreas, o círculo cromático é usado 
para definir os tons das paletas. Ele é uma 
representação simplificada de como 
percebemos as cores e por meio dela 
encontramos combinações de cores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como criar uma paleta de cores? O primeiro passo para criar 
uma paleta de cores é entender sobre a teoria das cores e o círculo 
cromático. Teoria das cores nada mais é do que o estudo das cores, 
desde a forma como os tons são interpretados pelo nosso cérebro 
até as maneiras de aplicá-las no dia a dia. Vários estudiosos se 
dedicaram a entender melhor o papel das cores na nossa vida. 
As cores quentes são associadas ao sol e ao fogo: amarelo, laranja 
e vermelho. São aquelas que nos transmitem a sensação de calor. 
As cores frias são associadas à água, ao gelo, ao céu, e às arvores: 
violeta, azul e verde. São aquelas que nos transmitem a sensação 
de frio. 
Praticar a arte – Construindo uma paleta de cores: A partir dos seus conhecimentos sobre as cores quentes e 
frias e as sensações que elas nos passam. Construa nos espaços a sua paleta de cores para você aplicar na 
imagem a seguir. Observe as imagens a seguir que mostram como as cores são selecionadas em cada 
paisagem. Combine cores primárias, secundárias e terciárias para criar sua composição quente ou fria. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 – A EXPEDIÇÃO DE LANGSDORFF: ARTISTAS VIAJANTES NO BRASIL. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O barão de Langsdorff, cônsul geral da Rússia, já havia feito várias expedições para outras 
regiões do mundo, quando, em 1825, organizou uma longa viagem à região amazônica. Dessa 
expedição, que transcorreu de forma tumultuada e trágica, resultaram relatos e muitos 
registros da natureza e das populações indígenas da época. Ele convidou o botânico alemão 
Ludwig Riedel, o astrônomo Rubzoff, o zoólogo Christian Hasse e o pintor alemão Rugendas, 
para integrar o grupo de viajantes. Eles deveriam fazer um percurso nunca explorado por 
nenhuma outra expedição. O plano era seguir para o interior, navegando pelo Rio Tietê, 
atravessar a região do Pantanal até Cuiabá, de onde deveriam seguir até Santarém. De lá, o 
grupo seguiria para a nascente do Rio Amazonas. Rugendas, quando ainda estava no Rio de 
Janeiro, se desentendeu com Langsdorff. Ele indicou, então, para substituí-lo na função de 
desenhista, o artista Adrien Taunay, filho mais novo do pintor Nicolas Taunay e Hercule 
Florence, também o zoólogo Hasse abandonou a expedição quando estava no começo da 
viagem, em Porto Feliz, São Paulo. Durante os primeiros meses, a viagem seguiu tranquila. Eles 
navegaram pelo Rio Tietê e pelos afluentes do Rio Paraná, percorrendo os atuais estados de 
São Paulo e Mato Grosso do Sul. O pequeno grupo se dividiu em dois, na perigosa região do Rio 
Paraguai, onde viviam os Guaicurus, que estavam em guerra com os colonizadores. Nesse 
trecho os viajantes enfrentaram as águas caudalosas do Paraguai, os enxames de mosquitos e o 
perigo iminente de ataques indígenas. Tentaram fugir da penosa navegação do rio 
atravessando a pé as terras alagadas do Pantanal, onde acabaram se perdendo. Só depois de 7 
meses de viagem alcançaram a cidade de Cuiabá. Lá permaneceram por 10 meses, pois o barão 
de Langsdorff, que começava a se comportar de maneira estranha, relutava em continuar a 
viagem. De Cuiabá eles seguiram viagem divididos novamente em dois pequenos grupos. 
Langsdorff, Rubzoff e Hercule Florence, entre outros, foram para o norte, em direção à Vila de 
Diamantino, ainda em Mato Grosso. Desceram os rios Preto e Arinos e tiveram de ficar muitos 
meses parados na aldeia dos Apiacá, pois foram acometidos por terrível febre. Alguns deles 
morreram e outros tiveram a saúde afetada para sempre, como o barão de Langsdorff, que 
perdeu totalmente a memória, não recobrando jamais a consciência de seus atos. Sem 
comando, os viajantes decidiram seguir o Rio Jurema e o Tapajós até a Vila de Santarém e de lá 
para Belém do Pará, aonde chegaram em setembro de 1828. O outro grupo, do qualfaziam 
parte Adrien Taunay e o botânico Riedel, tomou a direção oeste, com destino à Vila Bela de 
Mato Grosso. Lá o jovem Adrien se afogou na travessia do caudaloso Rio Guaporé em meio a 
um temporal. Riedel seguiu, navegando pelos rios Mamoré e Madeira até o Rio Negro, 
encontrando com o que havia restado da expedição em Belém. Essa equipe retornou de navio 
para o Rio de Janeiro. Em 1829, o barão de Langsdorff foi mandado de volta para a Rússia. Os 
desenhos diários e coleções fitológicas (folhas, flores, frutos, raízes etc.) recolhidas na 
expedição estão guardados até hoje em um museu em São Petersburgo. O único documento 
que chegou à nossas mãos foi o relato escrito originalmente em francês por Hercule Florence 
que, com linguagem simples e muitos desenhos, relata todos os acontecimentos dessa 
malfadada missão. 
Praticar a arte 1– Interpretando: Depois de ler o texto, responda. 
1. Quais artistas chegaram ao Brasil na expedição de Langsdorff em 
1825? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
2. Como foi o trabalho realizado pelos artistas nessa expedição? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
3. Como foi feita a maior parte do trajeto dos artistas nessa jornada? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
4. Quais estados brasileiros eles estiveram enquanto viajavam? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
5. Onde estão guardados até hoje os materiais produzidos pelos 
artistas? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
6. Como é o documento escrito por Hercule Florence que nós 
conhecemos? 
________________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________ 
Praticar a arte 2 – Desenhando: Faça nesse espaço, um desenho de 
observação. Olhando pela janela da sala de aula ou de seu quarto. Use lápis 
de cor para finalizar a imagem. Preencha a ficha técnica do seu desenho. 
 
 
81 – APLICAÇÃO DA TÉCNICA DA AQUARELA: LÁPIS DE COR AQUARELÁVEL. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
O que é aquarela? Aquarela é uma pintura feita a partir de 
pigmentos finamente moídos e misturados com água gomada, 
que serve como aglutinante. Trata-se de uma pintura com base 
essencialmente na água. As obras, muitas vezes feitas sobre 
papel, também são chamadas de aquarelas. As cores se 
apresentam muito claras no papel porque a água tem um papel 
fundamental no processo. A aquarela é uma das técnicas mais 
antigas de suporte flexível. Ela é muitas vezes comparada ao 
guache, sendo que esse último utiliza muito pouca água. A 
técnica existe praticamente desde sempre! Muitas civilizações 
usaram pigmentos de água para registrar elementos de sua 
cultura. No entanto, a aquarela foi por muito tempo 
considerada como uma técnica de estudo, que permitia refletir 
sobre os estágios iniciais de seu trabalho. Foi somente no 
século XVII que a aquarela foi reconhecida como uma 
verdadeira técnica, usada em particular nas iluminações. A 
pintura em aquarela é uma pintura que é fácil de se retrabalhar. 
Na verdade, mesmo quando seca, a tinta pode ser retocada 
com a aplicação de um pouco de água. É também o que 
compõem toda a sua complexidade, já que é necessário saber 
como dosar para não apagar as primeiras camadas. A secagem 
é feita de forma relativamente rápida. Espere secar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lápis de cor aquareláveis: Os lápis de cor aquareláveis possuem em sua composição um 
pigmento especial que, ao entrar em contato com a água, aquarela. Isso não acontece com 
os lápis de cor comuns que são feitos para uso em seco. 
Praticar a arte: De posse do lápis de cor aquarelável, experimente nos espaços a seguir 
como diluir a tinta. Preencha em cada espaço com um pouco de tinta (ou desenhe algo com 
o lápis de cor aquarelável) e depois umedece com o pincel de cerdas macias. Faça esse 
procedimento algumas vezes para depois aplicar no desenho ao lado. Faça cada parte 
separadamente, aos poucos. Misture as cores para descobrir cores novas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 – ELZBIETA WODALA E SUA ARTE EM FLORES SECAS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A artista polonesa Elżbieta Wodała usa 
uma vida que já se foi para dar nova 
vida às suas obras de arte únicas. Suas 
"pinturas" são feitas através de uma 
colagem de diferentes tipos de 
sementes, folhas, pétalas e muitas 
outras partes secas de plantas, que ela 
encontra na natureza, parques, 
jardins, florestas e prados. Wodała 
explicou em entrevistas que sua 
alegria e descontração enquanto está 
fazendo essas peças vêm de saber que 
ela está dando uma nova vida e 
significado a essas belas plantas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte: Procure em uma praça ou em um jardim, pedras, folhas secas, flores caídas, gravetos, sementes, favas, 
caroços etc. faça então o desenho de alguns dos elementos que você coletou. Olhe de perto cada objeto e experimente 
ampliar a escala do desenho para apresentar melhor seus detalhes e texturas. Una os elementos através do desenho ou 
da colagem para criar uma figura criativa e alegre. Preencha a ficha técnica da sua composição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 – O CORPO COMO ARTE: REFLEXÕES SOBRE BELEZA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Existem diferentes definições 
sobre o que é considerado belo 
e o que não é. Os diversos 
povos estabelecem, de acordo 
com sua cultura, características 
gerais que determinam padrões 
de beleza. E esses padrões se 
modificam com o passar do 
tempo. Na atualidade, o tipo de 
beleza, sobretudo ocidental, é o 
de pessoas altas e magras. 
No século XVI, na Europa, o referencial de beleza eram 
pessoas mais robustas e encorpadas, haja vista que apenas 
os ricos podiam se alimentar com fartura. Nesse contexto, 
um exemplo que comprova a variação nos padrões de 
beleza é a pintura “As Três Graças”, de Rubens. O artista 
que viveu entre os séculos XVI e XVII, é um dos mais 
importantes representantes de um tipo de pintura 
denominado barroco. Será que hoje a maioria das pessoas 
consideraria belas as mulheres que o artista escolheu como 
modelos para seus quadros? Outro aspecto está no 
interesse que os gregos antigos tinham pelo corpo humano, 
admirados e retratados como figuras esbeltas e cheias de 
vitalidade. Na antiguidade, a representação do corpo 
deveria ter proporções regulares, simetria e harmonia. Os 
gregos usavam proporções baseadas em relações 
matemáticas e não em medidas de um corpo real. Por isso, 
dizemos que eles apresentavam em suas esculturas corpos 
de beleza idealizada. Tempos depois, os artistas tentaram 
se apropriar dessas proporções geométricas ideias, 
projetando sistemas de medidas para o corpo humano. Mas 
pesquisas feitas por especialistas revelaram que as medidas 
ditas ideias para os padrões clássicos não correspondem ao 
que a maioria das pessoas do Ocidente considera belo, 
especialmente no que diz respeito à distância entre os olhos 
e ao ângulo do nariz. Assim, podemos concluir, ao refletir 
sobre o belo: não devemos seguir regras e sim ampliar 
nosso olhar, porque a beleza pode ser encontrada nas 
formas mais inesperadas. 
Praticar a arte: Pesquise em revistas velhas, folhetos e jornais qualquer tipo de representação do corpo humano. 
Depois recorte as partes: pernas, braços, cabeça, tronco, peito, mão, pé e faça no espaço abaixo uma colagem 
inventando algo novo, uma novacriatura, uma nova composição e uma nova e inesperada forma de beleza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
84 – EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÃO DE IMAGENS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Observe com atenção às seguintes imagens: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 1: Reveja com atenção as imagens apresentadas responda as questões 
interpretativas a seguir. Converse com seus colegas e registre a sua resposta. 
Praticar a arte 2: Feche os olhos e imagine como você é por dentro, como são seus 
órgãos e todos os sistemas de seu corpo. Preste atenção em sua respiração: qual o 
caminho que o ar percorre? Tente ouvir o coração e sentir o sangue circulando. Aça 
então o desenho de uma das partes do interior de seu corpo. Você não precisa conhecer 
a anatomia; pode criar livremente. Aplique as cores que desejar. 
1. Escreva em cada uma das obras a técnica usada: 
a) Praxiteles:_____________________________________________________________ 
b) Michelângelo:__________________________________________________________ 
c) Peter Paul Rubens:______________________________________________________ 
d) Rodin:________________________________________________________________ 
e) Di Cavalcanti:__________________________________________________________ 
f) Niki de Saint-Phalle:_____________________________________________________ 
 
2. Em sua opinião, qual das representações citadas no item anterior se aproxima mais 
com a realidade? Em que época essa obra foi produzida? 
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________________ 
 
3. Leia a frase que o artista Rodin disse. Explique com suas palavras se você concorda 
com a ideia principal nela apresentada ou discorda dela e por quê. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 – PRÁTICA DE DESENHO DE OBSERVAÇÃO: FLORES E CORES. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Faça um desenho olhando para uma flor. 
Observe como ela é, sua forma e a textura de suas pétalas. 
Tente reproduzir o que você está vendo. Desenhe uma flor 
bem grande, que ocupe todo o papel, ou faça vários 
desenhos na folha. Aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
86 – CONTRUINDO UMA COMPOSIÇÃO ABSTRATA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Aplique diferentes cores na imagem a seguir. Em cada espaço pinte conforme a sua preferência. Depois, recorte cada quadrado e reordene a posição de cada um 
para que você construa sua obra abstrata. Cole os quadrados seguindo a ordem que desejar. Preencha a ficha da sua composição. Você pode trocar algumas partes com colegas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
87 – CRIANDO UM ROSTO CUBISTA - PICASSO: JOGO COM DADOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Recorte e monte o dado a seguir para você 
brincar com seus colegas em sala de aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Ao jogar o dado, observe qual face parou. Cada participante jogará 5 vezes, alternadamente com os colegas, um de cada vez. 
Primeira rodada: Na primeira rodada você descobrirá como será o formato da cabeça. Observe os modelos apresentados e desenhe, recorte ou pinte o 
formato para ser a base da sua obra. Escolha as cores que desejar. 
Segunda rodada: Você agora descobrirá qual será o seu nariz. Ao girar o dado e saber qual será. Desenhe, recorte ou pinte o formato apresentado. Junte os 
dois elementos escolhidos pelos dados. Combine-os e escolha as cores que desejar. 
Terceira rodada: Nessa rodada você descobrirá qual será o formato da boca que você criará para compor sua obra de arte. Desenhe, recorte ou pinte a forma 
escolhida pelo dado e aplique-a com as cores e o tamanho que desejar. 
Quarta rodada: Agora, nessa rodada, você descobrirá qual será o olho direito que você aplicará em sua composição abstrata inspirada em Pablo Picasso. 
Desenhe, recorte ou cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida. 
Quinta rodada: Nessa rodada você escolherá o olho direito para dar o toque final à sua obra prima. Jogue o dado e descubra qual será. Desenhe, recorte ou 
cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida durante o jogo. 
 
 
88 – DESENHANDO COMO KANDINKSKY: JOGO COM DADOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Recorte e monte o dado a seguir para você 
brincar com seus colegas em sala de aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Ao jogar o dado, observe qual face parou. Cada participante jogará 5 vezes, alternadamente com os colegas, um de cada vez. 
Primeira rodada: Na primeira rodada você descobrirá como será a forma 1 da sua obra de arte. Observe os modelos apresentados e desenhe, recorte ou 
pinte o fundo para ser a base da sua obra. Escolha as cores que desejar. 
Segunda rodada: Você agora descobrirá qual será a sua forma 2. Ao girar o dado e saber qual será. Desenhe, recorte ou pinte o formato apresentado. Junte 
as duas formas escolhidas pelos dados. Combine-os e escolha as cores que desejar. 
Terceira rodada: Nessa rodada você descobrirá qual será a forma 3 que você criará para compor sua obra de arte. Desenhe, recorte ou pinte a forma 
escolhida pelo dado e aplique-a com as cores e o tamanho que desejar. 
Quarta rodada: Agora, nessa rodada, você descobrirá qual será a forma 4 que você aplicará em sua composição abstrata inspirada em Wassily Kandinsky. 
Desenhe, recorte ou cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida. 
Quinta rodada: Nessa rodada você escolherá a forma 5 para dar o toque final à sua obra prima. Jogue o dado e descubra qual será. Desenhe, recorte ou cole 
a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir quantas vezes quiser qualquer forma escolhida durante o jogo. 
 
89 – CRIAÇÃO DE PADRÃO COM O USO DE LINHAS E CORES. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1 – Desenvolvendo o gesto: Diante dos modelos propostos a seguir, 
repita cada formato de linha em composição nos espaços ao lado. Você pode aplicar as 
cores que desejar. 
Praticar a arte 2 – Construindo padrões: Agora, em cada faixa decorativa, você aplicará 
uma sequência de combinações com os diferentes tipos de linhas apresentados. Aplique 
as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 – DESENHANDO OS GIRASSÓIS DE VAN GOGH: JOGO COM DADOS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte 1: Recorte e monte o dado a seguir para você 
brincar com seus colegas em sala de aula: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Praticar a arte 2: Ao jogar o dado, observe qual face parou. Cada participante jogará 5 vezes, alternadamente com os colegas, um de cada vez. 
Primeira rodada: Na primeira rodada você descobrirá como será o vaso da sua obra de arte. Observe os modelos apresentados e 
desenhe, recorte ou pinte o fundo para ser a base da sua obra. Escolha as cores que desejar. 
Segunda rodada: Você agora descobrirá qual será a sua flor 1. Ao girar o dado e saber qual será. Desenhe, recorte ou pinte o 
formato apresentado. Junte as duas formas escolhidaspelos dados. Combine-os e escolha as cores que desejar. 
Terceira rodada: Nessa rodada você descobrirá qual será a flor 2 que você criará para compor sua obra de arte. Desenhe, recorte 
ou pinte a forma escolhida pelo dado e aplique-a com as cores e o tamanho que desejar. 
Quarta rodada: Agora, nessa rodada, você descobrirá qual será a flor 3 que você aplicará em sua composição abstrata inspirada 
em Vincent Van Gogh. Desenhe, recorte ou cole a forma escolhida nas cores e tamanhos que desejar. Você pode reproduzir 
quantas vezes quiser qualquer forma escolhida. 
 
91 – ATIVIDADE DE APLICAÇÃO DE COR E CRIAÇAÕ DE POEMA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte – Desenhando e escrevendo: Aplique as cores que desejar e construa a sua cartela de 
cores. No espaço a seguir escreva um poema simples que combine com o desenho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 – EXERCÍCIO DE PRÁTICA DE SFUMATTO RENASCENTISTA – LUZ E SOMBRA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Diante do modelo do crânio apresentado, desenvolva suas habilidades em áreas claras e escuras, aplicando a técnica do sfumato no crânio em branco. Use 
diferentes ferramentas para esfumaçar e criar as áreas conforme o modelo. Observe os diferentes calibres dos lápis para você alcançar tons de diferentes tipos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 – CONHECENDO E EXPERIMENTANDO A TINTA NANQUIM. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A tinta nanquim ou tinta da China é um material corante preto originário da China. É preparada com negro-de-fumo coloidal e 
empregada em desenhos, aquarelas e na escrita. Desenvolvida pelos chineses há mais de 2 mil anos, é constituída de nano 
partículas de carvão suspensas em uma solução aquosa. Embora, normalmente, nano partículas dissolvidas em um líquido se 
agreguem, formando micro e macro partículas que tendem a se depositar, se separando do líquido, os chineses antigos 
descobriram que era possível estabilizar a tinta nanquim pela mistura de uma cola (goma arábica) na solução com pó de carvão e 
água. Hoje, é possível entender que, ao se ligarem à superfície das nano partículas de carvão, as moléculas de cola impedem sua 
agregação e, portanto, sua separação do seio do líquido. A tinta nanquim é muito parecida com a tinta sumi, de origem japonesa 
para a arte sumi e que tem, como composição, fuligem, colas especiais (goma arábica), água e especiarias. Os japoneses antigos 
tinham o costume de adaptar coisas trazidas da China, tal como o koto. O nanquim é considerado uma tinta expressiva, pois fez 
parte dos principais desenvolvimentos tecnológicos e seus reflexos na formulação das tintas na arte. O material foi desenvolvido 
pelas primeiras civilizações juntamente com outras tintas, como a Guache, Tempera e Aquarela. 
Nanquim feito em casa: O nanquim é uma das tintas 
mais velhas conhecidas no mundo, com registros de quase 
4000 anos. Ela é feita de ingredientes simples e naturais, 
com propriedades duráveis que a fazem ser muito útil como 
tinta de desenho, bem como de estampas coloridas no 
mundo da tatuagem. O nanquim também é conhecido 
como tinta chinesa, devido a ser original da China e Japão, 
antes de ser levado para a Europa. 
Você poderá fazer seu próprio nanquim em casa usando poucos 
ingredientes caseiros. 
Passo 1: Coloque os 300 g de cinzas de carvão na tigela 
descartável. Faça isso fora de casa, no caso de derramar. Você 
pode usar o carvão de uma churrasqueira ou a cinza negra de 
uma fogueira. 
Passo 2: Coloque os 300 g da água destilada sobre as cinzas. 
Coloque a água devagar para que não espalhe a cinza na sua 
roupa. O resultado da mistura deverá parecer como uma lama 
negra grumosa. 
Passo 3: Misture a água e as cinzas com um pincel pequeno. 
Mexa até dissolver por completo, até que fique apenas o 
líquido preto parecido com a tinta na bacia. 
Passo 4: Adicione uma gota de vinagre ao líquido preto e 
mexa-o na tinta. Ele irá ajudar a estabilizar a tinta e deixá-la 
com maior permanência depois que secar. Após ter terminado 
de misturar, a tinta estará completa. 
Passo 5 Coloque o nanquim dentro do pequeno recipiente 
para a tinta com gargalo apertado e rosqueie a tampa bem 
apertado. Esta tinta irá secar rapidamente se for exposta ao ar. 
Praticar a arte – Pintando com tinta nanquim: De posso da tinta nanquim e do pincel de cerda macia, aplique a 
técnica da nanquim (aquarela preta) no desenho a seguir. 
 
 
94 – APLICANDO LINHAS E CORES: BORBOLETA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
Praticar a arte: Observando o modelo preenchido com diferentes tipos de linhas, aplique o mesmo conceito na imagem ao lado. Você pode aplicar as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 – FAZENDO A VIDA MAIS COLORIDA: APLICAÇÃO DE CORES. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
A importância das cores: As cores são 
elementos presentes em nossa vida de 
diversas formas, aparecendo nas roupas, nos 
ambientes, na alimentação, e em tantas 
outras coisas, como, por exemplo, no 
tratamento de doenças, pois cada uma tem 
uma vibração que afeta o corpo e a mente, 
ativando as glândulas humanas e as funções 
orgânicas, fortalecendo o sistema 
imunológico. Registros históricos indicam que 
as cores começaram a ser utilizadas por 
nossos primeiros ancestrais para atrair a caça, 
passando ao longo dos anos a ter maior papel 
nas culturas e religiões, como na Índia e China, 
cuja aplicação se dá em forma de energias, ou 
no Ocidente, onde as religiões utilizaram 
coloração das roupas para definir hierarquias 
cristãs. O mais antigo estudioso das cores foi 
o filósofo grego Aristóteles, que as incluíam 
dentre as propriedades dos objetos, teoria 
contestada por da Vinci, que afirmava serem 
propriedades da luz, mas foi o físico inglês 
Isaac Newton que apresentou os 
experimentos que revolucionaram os 
conceitos sobre a luz e as cores. 
Posteriormente os conceitos teóricos foram 
aplicados e os estudos voltaram-se para os 
aspectos psicológicos, não só para a 
capacidade de ser vista, mas também pela 
emoção que provoca e na simbologia e 
capacidade de construir uma ideia. A correta 
utilização das cores é um importante aliado 
para o equilíbrio dos ambientes e daqueles 
que os habitam, sendo gerador de bem estar, 
o que eleva a auto estima e reduz o stress, 
além de facilitar a comunicação e aumentar a 
produtividade, eliminando ansiedade, 
angústia e depressão. 
 
Praticar a arte: Transforme a camiseta do modelo apresentando em algo mais alegre, criando estampas, padrões, 
stickers e misturando as cores. Aplique as cores que desejar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 – EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR I: CARROÇA NO JARDIM. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 - EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR II: CASA COM RODA D´ÁGUA. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 - EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR III: CASA COM MOINHO. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 - EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR IV: BOSQUE. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin] 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
100 - EXERCÍCIO DE APLICAÇÃO DE COR V: FAZENDEIROS. [Praticar a Arte – Volume 11 – Professor Fabrício Secchin]

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