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João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre 23/02/18 Divisão Estrutural do Sistema Nervoso – SNC – o Encéfalo; o Medula espinal; SNP – o Neurônios fora do SNC; o Nervos cranianos e espinhais. Embriologia do Sistema Nervoso Neurulação – 3ª a 4ª Semana Origem do SN – ectodérmica. A notocorda estimula a formação do tubo neural. Quando a notocorda estimula a formação do tubo neural, ocorre a formação das cristas neurais. Neurulação – Formação do tubo neural – processo celular complexo e multifatorial. Enquanto a notocorda se desenvolve o ectoderma acima se espessa (cefalicamente ao nó primitivo e dorsalmente à notocorda e ao mesoderma adjacente) formando uma placa alongada (com formato de chinelo) – PLACA NEURAL Posteriormente a placa se dobra e forma um tubo, chamado de tubo neural. Placa Neural Invagina Vira Sulco Neural Invagina mais um pouco Vira Tubo Neural. A placa neural se invagina, formando o sulco neural e, lateralmente ao sulco, as pregas neurais, com a continuação da invaginação, as pregas vão se aproximando, e lateralmente as pregas surge a crista neural. Quando ocorre a invaginação total, as pregas se encontram e a estrutura completa forma um tubo, o Tubo Neural. Crista Neural – as células sofrem transição de epiteliais para mesenquimais, e formam uma camada contínua sobre o tubo neural, posteriormente, separam-se em partes: direita e esquerda. Migram dorso-lateralmente ao tubo neural e originam os gânglios sensitivos dos nervos cranianos e espinhais. O tubo Neural possui uma região rostral (rosto) que se fecha por volta do 20º dia e uma região caudal que se fecha dois dias depois, por isso que a maioria das patologias referentes ao fechamento do tubo neural é na região caudal. Desenvolvimento dos Somitos – Mesoderma Paraxial – formado pelas células do nó primitivo, fica ao lado da notocorda e do tubo neural forma uma coluna grossa (espessa) e longitudinal. Próximo ao fim da terceira semana, o mesoderma paraxial se diferencia e começa a se dividir em pares de corpos cuboides chamados SOMITOS. Entre o 20º e o 30º dia cerca de 38 pares de somitos são formados e até a 5ª semana, há cerca de 44 pares. Os Somitos darão origem a maior parte do esqueleto axial, os músculos associados e a derme da pele adjacente. Mesoderma Intermediário – está entre o paraxial e o lateral. Mesoderma Lateral – é o mais distante da notocorda, envolve toda a estrutura. Formará o mesoderma lateral somático e esplâncnico. Desenvolvimento da Medula Espinhal – João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Porção do tubo neural caudal ao 4º par de somitos – separa encéfalo de medula. Neuroepitélio – A parede do tubo neural é composta de um espesso neuroepitélio pseudoestratificado colunar. 9 a 10 semanas – as paredes laterais se espessam e reduz o tamanho do canal neural. O tubo neural se divide em três partes: a parte que fica voltada para a luz é chamada de ventricular ou ependimária (região em que as células fazem mitose). A parte do meio é chamada de manto ou intermediária (região em que as células evoluem até se tornarem neurônios - neuroblastos). E a parte mais externa é chamada de marginal. Diferenciação do Tubo Neural – citodiferenciação. A proliferação e a diferenciação de células neuroepiteliais – Paredes espessas; Delgadas placas do teto e do assoalho. Obs.: essa diferenciação ocorre apenas no manto – originando as placas alares (2) e placas basais (2). Células da Placa Basal (Ventral) se tornam neurônios motores. Células da Placa Alar (dorsal) se tornam neurônios de associação. Raiz Posterior – Fibras Aferentes. Raiz Anterior – Fibras Eferentes. Formação das Meninges da Medula Espinhal – Mesoderma circundante do tubo neural é que é responsável pelas meninges. Meninge Primitiva – condensação do mesênquima que circunda o tubo neural. Camada externa – espessa – dura-máter. Camada interna – Pia-Aracnoide – composta de pia-máter e aracnoide (leptomeninge) é derivada das células da crista neural. Interior das leptomeninges – espaços – espaço subaracnóide – preenchido por líquido Cebroespinhal. Mudanças de Posição da Medula Espinal 8 semanas – a medula ocupa todo o canal vertebral. 6 meses – já se retrai um pouco Pré natal – abaixo da L1 Nascimento – se encurta ficando próxima a L1. Cresce menos que o feto, e por isso se retrai. Mielinização das Fibras Nervosas SNP – células de Schwann – neurolemócitos – crista neural. SNC – oligodendrócito – neuroepitélio João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Começam no período fetal tardio e continua até o primeiro ano de vida. Portanto, crianças prematuras podem nascer com pouca bainha de mielina, comprometendo muito as condições de vida. Malformações da Medula Espinal Resultam de defeitos no fechamento do tubo neural durante a 4ª semana. Espinha Bífida Oculta – Falha no crescimento e fusão dos arcos vertebrais – L5 ou S1 – geralmente no apresenta sintomas clínicos. A pele, em busca de proteção, escurece e dá origem a pelos na região. Espinha Bífida Cística – 1/1.000 – Envolve a protusão da medula espinal e/ou meninges através do defeito no arco vertebral, sendo dividida em: EB com meningocele; EB com mielomeningocele. Espinha Bífida com Mielosquise – Neuróporo caudal não se fechou, podendo ser de tamanho mínimo ou de um tamanho relevante. Desenvolvimento do Encéfalo Se diferencia em: Prosencéfalo – encéfalo anterior; Mesencéfalo – encéfalo médio; Rombencéfalo – encéfalo posterior. 5ª Semana – as três vesículas se diferencia em 5 – Centro Superiores – o Prosencéfalo – Telencéfalo – ventrículos laterais; Diencéfalo – epitálamo, hipotálamo e tálamo – terceiro ventrículo; o Cerebelo; Tronco Encefálico – o Mesencéfalo – aqueduto cerebral; o Rombencéfalo – quarto ventrículo – Metencéfalo – ponte e cerebelo; Mielencéfalo - bulbo. Encéfalo Posterior – A flexura cervical separa o encéfalo posterior da medula espinal. Mielencéfalo – a parte rostral é larga e achatada. Paredes laterais do bulbo se deslocam lateralmente, e a placa do teto se torna distendida e adelgaçada. A cavidade (futuro 4º ventrículo) torna-se romboide. Metencéfalo – núcleo pontinhos – reenvia influxos do cérebro para o cerebelo. Cerebelo se origina de espessamentos dorsais das placas alares – placa cerebelar. Plexos Coroides e Líquido Cebroespinhal – LCE Teto ependimário do 4º ventrículo coberto pela Pia-Máter tela coroide do 4º ventrículo invagina diferencia em plexo coroide LCE – passa por aberturas no teto para o espaço subaracnóide. Obs.: o liquido cebroespinhal está sendo produzido na luz do tubo neural. João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Mesencéfalo – placa alar – forma dois colículos superiores (reflexos visuais) e dois inferiores (reflexos auditivos). A luz sofre um estreitamento – aqueduto cerebral. Diencéfalo – nas paredes laterais do 3º ventrículo (epitálamo, hipotálamo e tálamo) – a partir do hipotálamo começa a crescer um infundíbulo de células em direção ao teto oral, ao mesmo tempo, o teto da cavidade oral começa a crescer uma protusão celular em direção ao hipotálamo, quando elas se encontram invaginam, e formam a hipófise, que é dividida em neuro-hipófise (origem neural) e adeno-hipófise (origem das células orais). Telencéfalo – hemisférios cerebrais – expande-se posteriormente e lateralmente – cresce posterior e lateralmente, cobrindo todas as outras estruturas, como se fosse um chapéu – cobre o diencéfalo, mesencéfaloe metencéfalo. Crescimento de giros e sulcos – pois não cambem na cavidade cranial, inicialmente é uma estrutura lisa. Malformações do Encéfalo Crânio Bífido – Defeitos na formação do crânio estão associados a anomalias Podendo haver mielocele Meningoencefalocele Meningoidroencefalocele Meroanencefalia – 1/1.000 – não fechamento do neuróporo rostral. Hidrocefalia – acumulo de liquido cerebrospinal Microcefalia – calvaria e encéfalo subdesenvolvidos, face normal, retardo mental grave. Causas – Fatores genéticos – o Famílias com casos de DTN; o Síndromes associadas com DTN. Fatores ambientais – o Teratógenos – drogas; o Ácido valpróico – anticonvulsivante – DTN; o Álcool – retardo mental, em pequenas doses pode acarretar diversos outros problemas e patologias; o Aminopterina – antineoplásico – meroanencefalia; o Excesso de Ácido Retinóico – vit. A – Espinha bífida cística; o Cocaína – microcefalia; o Ausência ou falta de Ácido Fólico – aumenta o risco de DTN – antes da gestação deve suplementar com ácido fólico. Teratógenos – infecções – o Citomegalovírus. Desenvolvimento da Parte Periférica do SN Gânglios – são originados de células da crista neural, migram para todo o corpo, mas formam primeiramente os gânglios dorsolateralmente ao SNC. Desenvolvimento dos gânglios espinais – os neurônios unipolares nos gânglios espinhais – gânglios de raiz dorsal. Nervos – Espinhais e Cranianos – Crista neural – gânglio da raiz posterior da N. Espinal; Nervos Espinhais – após sua formação divide-se em ramos primário dorsal e ventral. Dorsal – menor – inerva a musculatura axial dorsal, as vertebras. João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Desenvolvimento Pós-Natal do SN – Mielinização das Fibras Nervosas; Aumento de tamanho dos corpos celulares. 15/03/18 Embriologia do Olho O olho é formado a partir do diencéfalo. A primeira coisa é a formação do cálice óptico. 1. CÁLICE ÓPTICO 4ª Semana – Sulcos ópticos nas pregas neurais. Duas projeções laterais (para os dois lados) do tubo neural, na verdade, essas projeções saem do tubo do diencéfalo que se encontra envolvido pelo tubo neural. Ocorre a evaginação dos sulcos ópticos. Todo este tecido é NERVOSO, são agregados de neurônios. OBS: na orelha = invaginação do ectoderma (não foi formada diretamente do tubo neural) Fusão das pregas neurais Prosencéfalo. Com o crescimento das vesículas ópticas – vesículas que se formam com a evaginação dos sulcos ópticos – Extremidades se expandem; Conexões com o prosencéfalo sofrem uma constrição. Vesículas ópticas – induzem o espessamento do ectoderma da superfície (em cima das vesículas) este ectoderma é chamado de placa ou placóide do cristalino. As vesículas ópticas se invaginam – suas paredes das vesículas mais próximas do tubo neural colabam e afundam – formando os cálices ópticos de parede dupla. Enquanto isso, ao mesmo tempo, o placóide do cristalino fosseta do cristalino. Por que chama cálice? Pois, parece uma taça de vinho. O pezinho (haste ou pedúnculo) ligando no encéfalo. Tubo neural emite projeção/evagina (cálice) – ectoderma espessa (mitoses) e forma placoide do cristalino. Cálice estimula ectoderma a se espessar. Ectoderma espessa (placoide do cristalino) e afunda; as bordas se aproximam, fundem e viram uma vesícula. Vesícula: forma-se o cálice óptico que induz a ectoderma. Se não houver cálice óptico, não forma a vesícula. OBS: Como chama essa vesícula? CRISTALINO. OBS: Sempre quando falo em vesícula é uma bolinha fechadinha e oca. OBS: chama-se cálice óptico de parede dupla. João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre OBS: tubo neural surgiu do ectoderma também. Tubo e cristalino têm a mesma origem tecidual. Ao mesmo tempo que a parede da vesícula vai invaginando/colabando – ectoderma vai fazendo o cristalino. Parede da vesícula colaba: forma-se então o cálice óptico de parede dupla. Na haste da vesícula óptica (pé) surge uma fissura de fora a fora, essa abertura é chamada de fissura coroidal. - Na fissura coroidal entram células que vão formar vasos sanguíneos correndo pela haste. - As células entram e ela fecha. O que essas células vão fazer? Vasos sanguíneos, que vão correr por essa haste. - Vasos sanguíneos: irrigam todo o cálice de parede dupla e vão chegar até no cristalino; são os vasos sanguíneos hialoideos. Eles correm por dentro do tecido, mas não na luz. OBS: Depois será explicado que tem uma doença, que depois que abriu para as células entraram, não fecha, então fica aberto. 2. FORMAÇÃO DO CRISTALINO – 37º Dia – O cristalino se forma junto com o cálice de parede dupla, tem origem no ectoderma. O placoide do cristalino afunda – forma o cristalino. As células mesenquimais migraram para o espaço entre o cálice e a vesícula do cristalino e vai criar o corpo vítreo. São tecidos conjuntivos que vão ter ali, feitas pelas células mesenquimais. O cristalino é inicialmente oco; sofre transformações para virar uma coisa mais compacta. O que chamamos de fibras são as células que se alongam. Isso tem uma quantidade de citoesqueleto imenso, isso é citoesqueleto que cresceu. Por isso, que se chama fibra. Essas camadas são perfeitamente arranjadas, pois o cristalino é transparente. A luz atravessa isso. Quando isso desarranja, nós teremos a formação da doença catarata. O tamanho definitivo do cristalino depende da proliferação das células no equador. João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre 3. FORMAÇÃO DA RETINA O cálice de parede dupla se transforma, posteriormente, na RETINA. Como essas células se diferenciam e como o cálice vai se comportar agora? As duas camadas se juntam. A parte mais fininha do cálice é chamado de epitélio pigmentoso ou camada pigmentar (produz neuromelanina – melanina produzida por células nervosas). A parede mais externa do cálice, sendo a parte mais espessa, é chamada de retina neural. Há um espaço entra as duas, no momento é chamado de espaço intra-retiniano. Este espaço desaparece gradativamente à medida que as duas camadas da retina se fundem, mas esta fusão nunca se torna firme, por este motivo, quando o olho de um adulto é dissecado, a retina neural frequentemente se separa do epitélio pigmentar da retina. NEURÓPILA – conjunto de processos neuronais no interior da parede da retina neural. OBS: Quando falamos que a pessoa teve descolamento de retina, é a separação das camadas (interfere na dispersão da luz). Separa a camada pigmentosa da camada neural. Mas, isso tem concerto. Pode ocorrer em consequência de traumas mecânicos. A retina neural é a região que contém fotorreceptores (bastonetes e cones – neurônios unipolares) e os corpos celulares dos neurônios (ex: células bipolares e ganglionares). Epitélio neural, que constitui a retina, se diferencia em células variadas. Epitélio pigmentoso produz neuromelanina e formam um forro escuro – que acarreta opacidade no fundo e melhorando a absorção da luz pelos fotorreceptores. OBS: A produção da melanina será determinada geneticamente (epitélio pigmentoso). A luz entra, atravessa o cristalino, atravessa todas as câmaras, a luz vem e começa a ser absorvida por cones e bastonetes e bate no epitélio escuro. O objetivo desse epitélio escuro é não deixar que a luz atravesse. A luz tem que atravessar a maior parte da retina, antes de atingir os receptores; entretanto, como a retina é delgada e transparente, não constitui uma barreira à luz. Os axônios das células ganglionares na camada superficial da retina neural crescem proximalmente na parede da haste ópticae se dirigem para o encéfalo. Como resultado, a cavidade da haste óptica é gradativamente obliterada, enquanto os axônios de várias células ganglionares formam o nervo óptico. Há um ponto central que a luz bate mais que nas laterais, esse ponto tem mais células receptoras que nas laterais e esse ponto é chamado de fóvea. Se as células dessa região forem degeneradas (morte das células desse ponto) dará uma doença que será chamada degeneração macular. 4. FORMAÇÃO DO NERVO ÓPTICO Axônios das células ganglionares da retina neural. Crescem proximamente na parede do pedúnculo óptico e se dirigem para o encéfalo. Junção dos axônios vai formar o nervo óptico; vai ocupar a luz da haste/pedúnculo. OBS: Axônio que vai ocupar a luz, e aquelas artérias e veias hialoideas ficam na haste, ficam na parede e, não, na luz. Ponto cego, também conhecido como escotoma, é uma pequena área da retina que não contém receptores de João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre luz. Corresponde à porção da retina onde se insere o nervo ótico, que transmite os estímulos nervosos da camada plexiforme interna ao córtex cerebral OBS: A mielinização das fibras do nervo óptico está incompleta ao nascimento. Depois de os olhos terem sido expostos à luz por cerca de 10 semanas, a mielinização está completa, mas o processo normalmente cessa imediatamente antes do disco óptico - local onde o nervo óptico entra no globo ocular. 5. VASCULARIZAÇÃO DO CÁLICE ÓPTICO E DO CRISTALINO É vascularizado pela veia e artéria hialoidea – corre na parede da haste (NÃO NA LUZ), atravessa todo o tecido mesenquimal e humor vítreo e vai irrigar toda essa região indo até o cristalino. Então, ela atravessa o corpo vítreo. O cristalino após ficar pronto não precisa mais dessa irrigação e isso vai desaparecer, tudo isso desaparece e fica marca que é chamada de canal hialoide. Fica sem glicosaminoglicanas, fica sem gel nessa região. Porção da artéria hialoide que atravessa o corpo vítreo deixa de ser necessária e desaparece. Porém, o Canal Hialoide permanece, mesmo em adultos, determinando o local por onde a artéria passava. 6. FORMAÇÃO DA COROIDE E ESCLERA 6ª e 7ª semana – capsula mesenquimal que circunda o cálice óptico se diferencia em duas camadas coroide e esclera. Coroide e esclera vão ser formadas pela diferenciação do mesoderma que está ao redor dessa estrutura. Mesoderma se organiza em duas camadas, uma se chama camada coroide e a outra se chama esclera. A que fica mais perto do cristalino e do cálice é a coroide e a que fica por fora é a esclera. A função da esclera é proteger (célula mais firme, mais forte), a função da coroide é irrigar (artéria hialoide já pode desaparecer) Coroide – interna, vasculariza e pigmentada. Responsável pelo suprimento sanguíneo do epitélio da retina. Esclera – externa e fibrosa. Sustenta e protege as delicadas estruturas internas do olho. A esclera anterior inicia como uma condensação do tecido mesenquimal contínuo da córnea. Coroide e Esclera: duas grandes “camadas” externas de células mesenquimais que se condensaram ao redor de tudo e inclusive na frente. Então, seria impossível nesse momento passar a luz, pois formou um mesoderma na frente também. OBS: camadas está entre aspas pois tanto a coroide como a esclera são formadas por várias camadas, então estaria “errado” dizer que são duas camadas externas. Então, chama-se de duas grandes camadas. Terá que tirar a coroide e esclera da frente e deixar só nas laterais e para trás. Pois, a luz precisa passar. Quem é a esclera dos nossos olhos? Branco. Imagine o branco cobrindo tudo. Então, nós temos um buraco que não tem o branco e isso será feito agora, iremos cavar esse branco. OBS: então, retina neural, epitélio pigmentoso da retina, coroide e esclera, tudo grudados, uma coisa grudada na outra, sem espaço entre elas. 7. FORMAÇÃO DA CÓRNEA Mesênquima se diferencia em um fino epitélio interno epitélio posterior da córnea ou endotélio da córnea (o mesmo da esclera). Para que seja formado a córnea, é utilizada a esclera e o epitélio que está na região frontal (anterior). Epitélio anterior da córnea ectoderma. Epitélio posterior / endotélio da córnea células mesenquimais (crista neural). Estroma camada acelular João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Células mesenquimais rapidamente invadem o estroma – convertendo-o em uma camada de estroma celular (substancia própria) Celulas mesenquimais (mesoderma + crista neural) = fibroblastos. 7.1. ACABANDO COM A ESCLERA Vamos na região acima do cristalino, porque eu quero abrir a esclera e coroide aqui em cima para a luz poder passar. O mesoderma se diferencia em um fino epitélio interno. Que mesoderma é esse? É a esclera. É a mesma coisa que a esclera. Ela vira uma camadinha diferente, essa camadinha é um dos epitélios da córnea, que é o epitélio posterior da córnea (endotélio da córnea). Então, o epitélio posterior da córnea é a antiga esclera que estava acima do cristalino, o resto continua esclera. A ectoderma que está bem acima dessa estrutura se diferencia novamente e passa a se chamar epitélio anterior da córnea. Então, a córnea tem dois tecidos já. O epitélio posterior da córnea é o mesoderma, o epitélio anterior da córnea é ectoderma. Essas células começam a produzir matriz extracelular e essa matriz forma uma massa de matriz extracelular, não tem células no espaço entre os dois epitélios, tem só substâncias produzidas por células, glicosaminoglicanos, proteoglicanos ... e se chama estroma. Esse estroma é uma camada acelular, formada entre os dois epitélios da córnea, anterior e posterior. Esse estroma tem colágeno, ácido hialurônico, Gags, proteoglicanas, ... (matriz extracelular entre um epitélio e outro). Glândula tireóidea produz uma substância que é a tiroxina para desidratação do estroma. Algumas gags são substituídas por gags específicas de córnea e essa estrutura fica transparente, pois ela não era. OBS: outro lugar que a distância entre as fibras de colágeno e as Gags tem que estar perfeitamente organizadas. Mexeu na ordem, a córnea deixa de ser transparente. Três camadas da córnea epitélio anterior (derivado da ectoderma), estroma e epitélio posterior (derivados da crista neural). 7.2. ACABANDO COM A COROIDE Vamos acabar com a coroide agora. Na região abaixo da córnea e acima do cristalino (coroide) vai formar o que chamamos de câmaras, anterior e a posterior. É um processo em que as células da região morrem e viram uma cavidade – cavitação. Abaixo da córnea eu tinha mesoderma, que era o mesoderma da coroide. Esse mesoderma vai ser cavitado, vai desaparecer. Só dessa região; formando o que chamamos de câmara anterior. Depois tem uma nova cavitação na região mais próxima do cristalino, que é chamada de câmara posterior. Para formar essa câmara posterior, teve junto um processo de vacuolização; as células morrem. As células daquela região são enviadas para apoptose e elas realmente morrem. Nesse processo, há a formação de uma projeção do epitélio da retina; o epitélio da retina vai crescer e vai ocupar as câmaras – se não tivesse esse crescimento da borda do cálice, nós teríamos um buraco só. Como eu tenho esse crescimento divide em duas câmaras. Entre as duas câmaras fica uma fina membrana, que é chamada de membrana pupilar. Essa membrana vai se romper e vira um buraco só, que chamamos de pupila. Entre o sexto e o oitavo mês essa membrana pupilar desaparece. Dá membrana para fora vira câmara anterior. Da membrana para dentro, câmara posterior. OBS: Membrana pupilar de uma pessoa que não desapareceu completamente – ela tem raios cobrindo, que parece uma teia de aranha.Com o laser mata essas células. OBS: onde formou a câmara era esclera. 8. FORMAÇÃO DAS CÂMARAS ANTERIOR E POSTERIOR 9ª Semana – epitélio que reveste o cristalino – Divide-se em duas camadas que envolvem uma nova cavidade. Câmara Anterior – Parede anterior (superficial) – continua à esclera João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Câmara Posterior - Parede posterior (profunda) – rompe-se por meio de um processo de vacuolização. Há uma fina camada de células – membrana pupilar – que fica entre as duas câmaras. Regride durante o início da vida fetal – entre o 6º e o 8º mês. Há casos em que a membrana pupilar não é rompida, e assim que o médico identifica o problema, ele remove os restos desta membrana, que dificultam a visão do bebê. 9. FORMAÇÃO DA ÍRIS E CORPO CILIAR Final do 3º mês – Borda anterior do cálice óptico se expande. Fino anel que se projeta para a câmara anterior e sobrepõe o cristalino. A íris é uma projeção, um crescimento da parede do cálice de parede dupla – o que vai crescer é o lado de fora. Formação de dobras nas camadas do cálice óptico – processos ciliares. Produz humor aquoso das câmaras. Estou vendo o epitélio pigmentoso, que virou, cresceu na frente e fica do lado de fora. Então, a íris é o epitélio pigmentoso. Ela só cresce e para, fica um canal aberto que é a pupila. A pupila está imensa, o crescimento do epitélio pigmentoso fecha a pupila, que era um buraco grande. Os escuros são epitélio com mais melanina, os olhos mais claros são epitélios com menos melanina. Se a pessoa não produzir a melanina, a íris não tem cor. Aí, nós vemos avermelhado, pois estamos vendo vasos sanguíneos. OBS: Há pessoas que não tem íris. A íris tem todo o controle muscular que pode abrir e fechar controlando o tamanho da pupila (desenvolve células musculares). O corpo ciliar é uma extensão cuneiforme da coroide. Sua superfície medial se projeta em direção ao cristalino, formando os processos ciliares. O músculo ciliar - o músculo liso do corpo ciliar que é responsável por colocar em foco o cristalino e o tecido conjuntivo no corpo ciliar - desenvolve-se a partir do mesênquima localizado na borda do cálice óptico na região entre a esclera anterior e o epitélio ciliar pigmentado. OBS.: A cor da nossa íris é igual a cor da nossa retina pigmentar (que cobra o fundo do globo ocular). 10. FORMAÇÃO DA PÁLPEBRA E SACO CONJUNTIVAL João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre 6ª semana – pequenas dobras na superfície de ectoderma com mesoderma surgem cranial e caudalmente à córnea em desenvolvimento. O espaço entre as pálpebras e a córnea é chamado de Saco Conjuntival. Tem um período que não vemos pálpebra. A ectoderma da superfície virou córnea e fica transparente – antes de ter pálpebra é aberto sempre. As pálpebras se desenvolvem durante a sexta semana, do mesênquima das células da crista neural e de duas pregas de pele que crescem por sobre a córnea. As pálpebras aderem uma à outra no início da 10ª semana, permanecendo assim até a 26ª ou 28ª semana. Enquanto as pálpebras ficam aderidas, há um saco conjuntival fechado, anterior à córnea. Quando os olhos começam a se abrir, a conjuntiva bulbar é refletida sobre a parte anterior da esclera e o epitélio de superfície da córnea. A conjuntiva palpebral reveste a superfície interna das pálpebras. Os cílios e as glândulas nas pálpebras são originados do ectoderma da superfície de modo semelhante. O tecido conjuntivo e as placas tarsais desenvolvem-se a partir do mesênquima nas pálpebras em desenvolvimento. O músculo orbicular dos olhos deriva do mesênquima do segundo arco faríngeo e é suprido por seu nervo (NC VII). Inicialmente estamos com os olhos abertos, depois fecha. A região de fusão parece uma cicatriz com proliferação de células. A pálpebra depois abre e esse espaço chama saco conjuntival, que é o espaço entre a pálpebra fechada e a córnea. A pálpebra tem músculos, esses músculos são derivados do mesoderma que forma a musculatura da pálpebra. Do lado interno desse saco conjuntival se produz as glândulas lacrimais. Elas são produzidas pela invaginação do ectoderma da superfície. A própria ectoderma da pálpebra vai se invaginar e formar as glândulas e produzir um líquido que vai banhar essa região. É bastante importante desse líquido para não ressecamento da córnea e proteção dessa região. 11. FORMAÇÃO DAS GLÂNDULAS LACRIMAIS Invaginações do ectoderma nos ângulos súperolaterais dos sacos conjuntivais. Maturação – 6 semanas após o nascimento. Líquido lacrimas – secretado dentro do saco conjuntival; Lubrificando 12. DESENVOLVIMENTO PÓS NATAL Nasceu está tudo pronto? Não, não está tudo pronto. As glândulas lacrimais estavam prontas (6 semanas), mas elas não produzem líquido quando a gente nasce. Em média, em seis semanas começa a produzir lágrimas. A mielinização vai demorar um tempo maior (10 semanas), então a visão dele não é muito boa quando nasce. A íris muda a pigmentação (6 a 10 meses pós natal) – pigmentação aumenta – até ai o olho pode mudar de cor. 13.MALFORMAÇÃO QUE DEPENDE DA EMBRIOLOGIA Os olhos não ficam prontos no nascimento, então ele continua com processos. Lista de teratógenos biológicos – infecções – Toxoplasma; Rubéola; Varicela; João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Herpes simples; Citomegalovírus; Todos esses vírus, se a mãe tiver contato durante a gestação, podem afetar os olhos e, que nem o toxoplasma, todo o cálice óptico fica menor, causando micro oftalmia. Então, se o cálice óptico fica menor, o cristalino fica menor, a córnea vai ficar menor e a íris vai ficar menor. Tudo vai ficar menor. Então, conforme afeta o tamanho do cálice, que determina o tamanho do nosso olho, afeta o tamanho do olho. Tem problemas com a catarata. Problemas com a formação da retina. Tem os problemas genéticos, não ter um gene para forma íris, então não vai formar íris. Falha o gene na hora de formar processo ciliar, não tem processo ciliar. Lembra que falei que a fissura retiniana não fecha? Fissura retiniana é aquela entradinha que deu na parede para entrar células para formar vasos, artéria e veia hialoide que fica na parede. Isso corre pelo pezinho e depois vai correr ali perto do epitélio pigmentoso, por fora. Então, quando o epitélio pigmentoso cresce e fica na frente e eu consigo ver, se eu tiver isso aberto desde o pezinho, eu vou ter aberto aqui na frente. Então, vê falha do epitélio pigmentoso, isso chama colaboma/colaboma da íris. Então, é uma falha. Gato tem isso, mas neles é praticamente normal. Então, abriu, formou os vasos sanguíneos e não fecha. Então, se tem uma falha em uma região do epitélio pigmentoso, ela continua por fora do nosso globo inteirinho, vai até o pezinho, até o encéfalo. O que pode causar isso? Gene, o gene para fechar falhou. Álcool, ele atrapalha o fechamento. Talidomida Deficiência de vitamina A Vírus; Citomegalovírus; Toxoplasmose. Como uma coisa induz a outra, as pessoas que tem colaboma de íris podem ter malformação da pálpebra também. Todos esses genes participam da formação dos olhos e falha neles, temos herança autossômica dominante, herança autossômica recessiva, aconteceu deleção, aconteceu translocação. Glaucoma, eleva a pressão dos líquidos nas câmaras e isso pode causar glaucoma. Essa doença pode ter a perda de transparência da córnea e, às vezes, até do cristalino, mas é mais da córnea, e com isso cegueira. Catarata, é a perda da transparência do cristalino. Fechamento defeituoso da Fissura Retiniana – O que pode causar isso? Gene, o gene para fechar falhou. Álcool, ele atrapalha o fechamento. Talidomida Deficiência de vitamina A Vírus; Citomegalovírus; Toxoplasmose. Aniridia – ausência de íris – Não desenvolvimento da borda do cálice óptico. Fator genético HAD (mutação no PAX6). Com isso o indivíduo não tem a capacidade de regular a quantidade de luz que adentra em seu globo ocular. Ciclopia – Ocorrência de um único olho mediano. Associado com defeitos cranicocerebrais. Fator genético. Há nascidos vivos com essa mutação. Microftalmia – João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Associada a outras anomalias congênitas – fenda facial, trissomia do 13, entre outras. Pode ser consequência de infecções de rubéola, toxoplasmose, etc. 16/03/18 Embriologia da Orelha A orelha é composta por três partes anatômicas – Orelha externa: pavilhão auricular (pina), o meato acústico externo e a camada externa da membrana timpânica (tímpano). Orelha média: martelo, bigorna e estribo (ossículos auditivos) – conectam a camada interna da membrana timpânica à janela oval da orelha interna. Orelha interna: órgão vestibulococlear (cóclea e três canais semicirculares) – envolvido com a audição e equilíbrio. Labirinto Membranáceo. Cóclea. Partes externa e média: relacionadas com a transferência de ondas sonoras para a orelha interna. Parte interna: converte as ondas em impulsos nervosos e registra alterações do equilíbrio. 1. ORELHA INTERNA A orelha interna é a primeira das três partes anatômicas a iniciar o seu desenvolvimento. Início da 4ª semana, um espessamento do ectoderma da superfície do mielencéfalo, o placóide ótico, aparece de ambos os lados do mielencéfalo. Influências indutoras da notocorda e do mesoderma paraxial estimulam o ectoderma da superfície a formar os placóides óticos. Cada placóide ótico logo se invagina e mergulha no mesênquima subjacente, abaixo do ectoderma da superfície. Ao fazê-lo, ele forma a fosseta ótica. As bordas desta fosseta se aproximam e se fundem, formando a vesícula ótica ou otocisto - o primórdio do labirinto membranáceo. Portanto, a origem das vesículas óticas é o ectoderma. OBS: vesícula fica próxima, dorsalmente, ao segundo arco faríngeo (são ventrais). A orelha se forma mais dorsal do que ventral. A vesícula ótica perde sua conexão com o ectoderma da superfície (por apoptose das hastes) e dela cresce um divertículo que se alonga para formar o ducto e o saco Endolinfáticos (28º dia). Neste momento, duas regiões da vesícula ótica são reconhecíveis – Uma parte utricular, dorsal, da qual surgem o pequeno ducto endolinfático, o utrículo e os ductos semicirculares (ductos ficam contidos dentro dos canais semicirculares do labirinto ósseo) Uma parte sacular, ventral, que dá origem ao sáculo e ao ducto coclear (ducto coclear cresce e se espiraliza para formar a cóclea membranosa). João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Células da crista neural migram se acoplam a essa estrutura a forma um gânglio nervoso. Conforme essa estrutura vai se diferenciando em partes diferentes, o gânglio também vai se diferenciar e vai se ramificar por todas as partes. Células ciliadas são células que se diferenciam das células ectodérmicas. Então surgem as células ciliadas que tem bastante importância quando o som bate, a hora que vem o impulso, e ao abaixar esses estereocílios, quando se inclinam, abre canais iônicos e teremos transmissão de impulso nervoso. Aí começa despolarização, levando o impulso até região do mielencéfalo. O órgão espiral (de Corti) se diferencia a partir de células da parede do ducto coclear. Células ganglionares do NC VIII migram através da espiral da cóclea membranosa e formam o gânglio espiral (gânglio coclear). Prolongamentos neurais estendem-se deste gânglio para o órgão espiral, onde terminam nas células ciliadas. As células no gânglio espiral mantêm sua condição bipolar embrionária. Influências indutoras provenientes da vesícula ótica estimulam o mesênquima (mesoderma) ao seu redor a se condensar e se diferenciar na cápsula ótica cartilaginosa. Com o crescimento do labirinto membranoso, aparecem vacúolos na cápsula ótica cartilaginosa, que logo coalescem para formar o espaço perilinfático. O labirinto membranoso fica suspenso na perilinfa (líquido no espaço perilinfático). O espaço perilinfático relacionado com o ducto coclear forma duas divisões, a escala timpânica e a escala vestibular. A cápsula ótica cartilaginosa mais tarde se ossifica, formando o labirinto ósseo da orelha interna. 2. ORELHA MÉDIA São quatro arcos faríngeos. No arco faríngeo: ectoderma (fora), mesoderma (meio) e endoderma (dentro). No meio tem um buraco que é a faringe. Quem formou esse mesoderma? Crista neural. Entre os arcos faríngeos temos um sulco/fenda (fora) e bolsa (dentro). Entre o sulco/fenda e a bolsa fica a membrana (ectoderma, mesoderma e endoderma juntos). Entre o 1º e 2º arco faríngeo, tenho 1º sulco, 1ª bolsa e 1ª membrana (tímpano). Entre o 2º e 3º arco faríngeo, tenho 2ª bolsa, 2º sulco e 2ª membrana. Orelha vai aproveitar muito o 1º sulco, a 1ª bolsa e a 1ª membrana. A orelha média se forma na primeira bolsa, que passa a se chamar recesso tubotimpânico. Martelo e bigorna vêm do mesoderma do 1º arco faríngeo, e o estribo vem de mesoderma do 2º arco faríngeo. Quem está pertinho é a vesícula ótica se alongando para formar a orelha interna. O endoderma da primeira bolsa cresce e engloba os três ossículos, então eles passam a fazer parte do espaço do recesso tubotimpânico. João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre OBS: Chega o som, balança o tímpano, que mexe nos três ossículos, que balança a janela oval, o som vai movimentar a perilinfa que vai abrir canais iônicos, entrará íons ... A parte proximal do recesso tubotimpânico forma a tuba faringotimpânica (tuba auditiva). A parte distal do recesso tubotimpânico se expande e se torna a cavidade timpânica que gradualmente envolve os ossículos auditivos (martelo, bigorna e estribo), seus tendões e ligamentos e o nervo da corda timpânica. O músculo tensor do tímpano, preso ao martelo, se origina do mesênquima do primeiro arco faríngeo e é inervado pelo NC V o nervo deste arco. O músculo estapédio é originado do segundo arco faríngeo e é suprido pelo NC VII, o nervo deste arco. 9º mês – Martelo liga-se ao tímpano. Estribo liga-se à janela oval. 3. ORELHA EXTERNA Na membrana timpânica tem quais tecidos? Ectoderma, mesoderma e é endoderma. 1ª membrana faríngea vira o tímpano. 1º sulco vira meato acústico externo. O pavilhão auditivo (pina) é formado por projeções do mesoderma e do ectoderma do 1º e 2º arco faríngeo. 1º arco faz dois grandes ossos que é a maxila e a mandíbula. Saliência auricular: no sulco entre o 1º e o 2º arco faríngeo. A aurícula, que se projeta no lado da cabeça, desenvolve-se a partir de seis proliferações mesenquimais do primeiro e segundo arcos faríngeos. 1ª, 2ª e 3ª vem do 1º arco faríngeo. A 4ª, 5ª e 6ª vem do 2º. 6ª saliência auricular pode estar grudadinha ou solta, depende de gene. E tem gente que tem mais que seis saliências auriculares. Por que criança sindrômica tem orelha baixa? Devido ao mau desenvolvimento da mandíbula. Nas crianças sindrômicas a mandíbula não se desenvolve adequadamente, então por isso que a orelha fica baixa, porque quem traz ela para essa posição é o bom desenvolvimento da mandíbula e da maxila. Se estas não vierem para posição correta e orelha fica baixa. A membrana timpânica seorigina de três fontes – Ectoderma do primeiro sulco faríngeo. Endoderma do recesso tubotimpânico, um derivado da primeira bolsa faríngea. Mesoderma do primeiro e segundo arcos faríngeos. A principal malformação é a surdez (1:1000). Pode ter vários motivos para isso – Surdez congênita significa que nasceu surdo, pode ser genético ou ambiental – João Victor Mendes Molina – Embriologia II – 1º Bimestre Fatores genéticos; Fatores ambientais (ex.: mãe pegar rubéola, toxoplasmose). Anormalidades da Orelha Externa – podem estar associados a outras malformações. Todas as síndromes cromossômicas frequentes apresentam anormalidades da orelha externa. Outras anormalidades têm a ver com malformações principalmente da orelha externa. Pode haver apêndice auricular a mais, são seis o normal, tem gente que faz 7, 8, 9, 10. Outra coisa que pode ocorrer é não formar os seis, ou formar e eles não crescerem, serem muito pequenos, o que chama microtia, formando pavilhão todo deformado. Anotia é quando não forma a orelha, fica muito rudimentar ou praticamente não tem formação das saliências auriculares. Pode estar associado a má formação de maxila e mandíbula. Se eu não tiver pavilhão auricular e o meato estiver fechado ouve? Ouve. Não tão bem, mas ouve, lembrando que a audição funciona por vibrações. O meato se fecha. O primeiro sulco, quando está formando a orelha, tem muita proliferação de célula e ele tampa. E só mais para o final do período fetal o meato abre. As células ectodérmicas do fundo deste tubo em forma de funil proliferam, formando uma placa epitelial compacta, o tampão do meato. No final do período fetal, as células centrais deste tampão se degeneram, formando uma cavidade que se tornará a parte interna do meato acústico externo. Crianças Sindrômicas possuem orelhas baixas – pois os arcos faríngeos não se desenvolvem tão eficazmente quanto em pessoas normais.