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ADI ou ADIN

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2º FASE CONSTITUCIONAL
Prof. Paulo Nasser
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI ou ADIn)
Fundamento Legal: 
Artigo 102, I, “a”, Constituição Federal 
Lei 9.868/99
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1. Conceito e finalidade. A ação direta de inconstitucionalidade é a
ação de competência originária do Supremo Tribunal Federal e de
caráter abstrato, na qual se pede a declaração de
inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual
que viole a Constituição Federal, conforme o artigo 102, I, “a”,
primeira parte, do Texto Maior.
A finalidade dessa ação é garantir a segurança das relações
jurídicas, por meio da retirada do ordenamento jurídico de lei ou
ato normativo federal, estadual ou do Distrito Federal em matéria
Estadual que seja incompatível com a ordem constitucional
vigente.
2. Objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade. O objeto
dessa ação é a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo federal, estadual ou do Distrito Federal editados após a
promulgação da Constituição Federal, visto que não cabe Ação
Direta de Inconstitucionalidade de lei pré-constitucional.
Federal ou Estadual Lei ou Ato NormativoOBJETO:
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“LEIS”
CONSTITUIÇÃO
Atos Normativos 
Primários
Atos Normativos 
Secundários
Norma Fundamental
HIERARQUIA NORMATIVA DE KELSEN
(PARAMETRICIDADE NORMATIVA)
DECRETO EXECUTIVO
RESOLUÇÃO EXECUTIVA
PORTARIAS
INSTRUÇÕES NORMATIVAS
ETC.
Art. “y” da CRFB/88
Lei nº xxxxx/2015 
Decreto “z”/2016
HIERARQUIA NORMATIVA DE KELSEN
Legal
Constitucional
Indiretamente 
Constitucional
Indiretamente 
Inconstitucional
legal
Inconstitucionalidade
Indireta ou Reflexa
Inconstitucional
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Declaração de inconstitucionalidade que não se mostra possível,
porque se atacaria o acessório e não o principal." (ADI 1.749, Rel.
Min. Nelson Jobim, julgamento em 25-11-99, DJ de 15-4-05). No
mesmo sentido: ADI 1.967, Rel. Min. Nelson Jobim, julgamento em 25-
11-99, DJ de 15-4-05.
“Quando instrução normativa baixada por autoridades
fazendárias regulamenta diretamente normas legais, e não
constitucionais, e, assim, só por via oblíqua atingem a
Constituição, este Tribunal entende que se trata de ilegalidade,
não sujeita ao controle abstrato de constitucionalidade." (ADI
2.006-MC, Rel. Min. Maurício Corrêa, julgamento em 1º-7-99, DJ
de 1º-12-00)
ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL DO STF
Art. “y” da 
CRFB/88
Decreto 
“z”/2010
HIERARQUIA NORMATIVA DE KELSEN
Decreto ou 
Regulamento 
Autônomo
EXCEÇÃO: Hipótese de Controle de Constitucionalidade de 
Ato Normativo Secundário
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2. Objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade. O objeto
dessa ação é a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo federal, estadual ou do Distrito Federal editados após a
promulgação da Constituição Federal, visto que não cabe Ação
Direta de Inconstitucionalidade de lei pré-constitucional.
Lei ou Ato NormativoOBJETO:
Lei do DF? 
E a Lei Municipal? 
Em matéria Estadual sim.
Em matéria Municipal não. 
(Art. 32 § 1º CF/88)
Federal ou Estadual 
3. “Lei” ou “ato normativo”, federal, estadual ou do Distrito
Federal em Matéria Estadual. O artigo 102, I, “a”, da Constituição
Federal, ao se referir à lei, reporta-se ao conceito de atos
normativos primários, ou seja, lei em sentido amplo, qual seja, toda
norma fruto do processo legislativo previsto no artigo 59 da
Constituição Federal: emendas constitucionais, leis complementares,
leis ordinárias, leis delegadas, medidas provisórias, decretos
legislativos e resoluções. Portanto todas estas podem ser objeto de
Ação Direta de Inconstitucionalidade.
Já os “atos normativos” são todos os atos normativos secundários
que ordenam uma prescrição em abstrato, que tenham caráter
normativo, como os regimentos internos dos tribunais, resoluções
do CNJ, entre outros.
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4. Ação Direta de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
municipal. Conforme previsão do artigo 102, I, “a”, da Constituição
Federal, é cabível Ação Direta de Inconstitucionalidade de lei ou ato
normativo federal ou estadual que conflite com a Constituição Federal.
Logo, segundo entendimento da doutrina dominante, não cabe Ação
Direta de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo municipal em face
da Constituição Federal.
Contudo, se a lei ou ato normativo municipal contrariar preceito
Fundamental previsto na Constituição Federal poderá ser objeto de
Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental – ADPF no STF ou
se contrariar dispositivo da Constituição Estadual, poderá haver o controle
da constitucionalidade de âmbito estadual, julgado pelo Tribunal de Justiça
do Estado através de Representação de Inconstitucionalidade (ADI
estadual) no TJ.
Isso é possível em razão do caráter federativo de nosso país, no
qual os Estados-membros possuem autonomia para organização
de suas Justiças, cabendo-lhes a instituição de representação de
inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou
municipais em face da Constituição Estadual, conforme preceitua
o artigo 125, § 2.º, da Constituição Federal.
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5. Ação Direta de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo
Distrito Federal. O Distrito Federal é um ente federativo de
características peculiares. Suas competência legislativas são híbridas,
podendo legislar sobre competências Estaduais e Municipais
conforme determina o art. 32 § 1º da CF/88. Assim, ora a Câmara
Legislativa do DF faz leis tratando de matéria Estadual, ora de
matéria Municipal. O DF, portanto pode legislar sobre ICMS (imposto
estadual) e ISS (imposto municipal).
Como é cabível ajuizamento de ADI em face de leis estaduais
e não de leis municipais, caberá ADI de leis do DF que tratem de
matéria Estadual e violem a CF/88 e não caberá ADI no STF de leis do
DF que tratem de matéria municipal.
Em resumo, no caso do exemplo acima, caberá ADI no STF da Lei do
DF sobre ICMS (imposto estadual) que viole a CF/88 mas não caberá
da lei do ISS (imposto municipal).
6. Ação Direta de Inconstitucionalidade de Lei ou Ato Normativo
Estadual. Em relação ao controle abstrato em sede de Ação Direta
de Inconstitucionalidade de atos estaduais, este pode ser exercido
tanto pelo Supremo Tribunal Federal quanto pelo Tribunal de Justiça
Estadual, tendo em vista que sua previsão encontra-se não apenas
no artigo 102, I, “a”, da Constituição Federal, como também no art.
125 § 2º da Constituição Federal atribuindo ao Tribunal de Justiça
dos Estados o Controle abstrato em face da Constituição Estadual.
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7. Ação Direta de Inconstitucionalidade e normas originárias da
Constituição. Normas originárias da Constituição são aquelas que
foram elaboradas pelo poder constituinte originário ou seja, regras
que constam no texto constitucional desde sua publicação em 1988.
Estas não podem ser objeto de Ação Direta de
Inconstitucionalidade.
Já as normas incluídas por Emendas Constitucionais, ou seja, obra
do Poder Constituinte Derivado, devem respeitar os limites
impostos pelo poder constituinte originário, como, por exemplo, os
presentes no artigo 60 da Constituição Federal. Dessa forma, podem
ser declaradas inconstitucionais caso violem suas limitações
constitucionais. Assim, as emendas podem ser objeto de Ação
Direta de Inconstitucionalidade.
8. Legitimados (artigo 103, Constituição Federal):
a) Presidente da República;
b) a Mesa do Senado Federal;
c) a Mesa da Câmara dos Deputados;
d) a Mesa da Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;
e) o Governador do Estado ou do Distrito Federal;
f) o Procurador-Geral da República;
g) o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
h) Partido político com representação no Congresso