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ARTROCINEMÁTICA PORF. JEAN PERES MOVIMENTOS ARTICULARES Osteocinemática: relação do movimento ósseo. Oscilação. Flexão/Extensão, Abdução/Adução, Rotação Medial/Lateral. Medidos em graus (goniometria). MOVIMENTOS ARTICULARES Artrocinemática: relação do movimento na superfície da articulação. Rolamento –mov. Rotatório Deslizamento-mov. Translatório Rotação-mov. Rotatório SEMPRE OCORREM EM CONJUNTO. Exemplo joelho = Rolamento + deslizamento (para não subluxar + giro medial (últimos 20 a 30 graus) ROLAMENTO Superfícies incongruentes Variação de pontos de contato Resulta em movimento angular ROTATÓRIO do osso Movimento e rolamento na mesma direção Separação de um lado, compressão de outro Rolamento Rolamento DESLIZAMENTO Superfícies devem ser congruentes (planas ou curvas); Um ponto faz contato com vários da outra superfície; Não é o único movimento nas articulações, pois as mesmas não são completamente congruentes; Deslizamento Direção: - Porção convexa: direção oposta ao movimento. - Porção côncava: mesma direção. Deslizamento ROLAMENTO + DESLIZAMENTO Mais congruência = mais deslizamento; Menos congruência = mais rolamento. Mobilização articular: deslizamentos para não comprimir. Rolamento + Deslizamento ROTAÇÃO Giro de um osso sobre outro. Rotação sobre eixo estacionário. Combina-se com outros movimentos. Rotação EIXO DAS ARTICULAÇÕES O eixo não permanece estacionário e move-se à medida que a posição da articulação se altera Em virtude da incongruência das art. E dos movimentos articulares Joelho, cotovelo e punho COMPRESSÃO E TRAÇÃO * Movimentos acessórios Compressão: é a diminuição do espaço articular. Ocorre em MMII e coluna na sustentação de peso. Ocorre durante a contração muscular → estabilidade articular. Ajuda no movimento do líquido sinovial e consequente nutrição da cartilagem. Cargas compressivas anormais podem causar danos nas cartilagens articulares. Tração: é a separação das superfícies articulares. Depende da posição da articulação. Ex. Glenoumeral. Facilita a realização de movimentos. Auxilia no alongamento da cápsula articular. Auxilia no controle da dor. APLICAÇÃO CLÍNICA Avaliação Tratamento de art. Hipomóveis ou dolorosas → mobilização articular Cuidados: - Alongamentos (alavancas) - Força comprime na direção do osso que rola - É mais seguro utilizar deslizamento Princípios Mecânicos:CINÉTICA Prof. JEAN PERES 18 Cinética •É a subdivisão da biomecânica que estuda as forças que produzem, param ou modificam o movimento Força •“Empurrão ou tração” •“Forças são grandezas vetoriais que possuem ao mesmo tempo magnitude e direção •Força gravitacional (F/P = m.g) •Força muscular •AtritoPressão: (p = F / A ) Convenções e definições Forças= são quantidades vetoriais •Tem magnitude e direção •Vetores são visualizados por uma linha de ação •Ponta da seta: sentido, demonstra a direção •Cauda (origem): ponto de aplicação da força -Ponto de fixação = representa a aplicação da força a um outro corpo •Tamanho ou módulo: obedece uma escala → intensidade da força •(+) = vetores para a direita e para cima •(-) = vetores para a esquerda e para baixo 21 Força resultante •Quando 2 ou mais forças agem em um corpo, é possível determinar uma força capaz de produzir o mesmo efeito que todas as forças atuando juntas, chamada Força Resultante. –É o efeito combinado quando acrescenta ou subtrai duas ou mais forças –Composição algébrica das forças R = Σ F •EXEMPLO 1 -CABO DE GUERRA EQUILIBRADO R = Σ F –FORÇA DA SETA P ESQUERDA É -300N FORÇA DA SETA PARA DIREITA É +300N R= -500 N( F SETA (E)) + 500N ( F SETA (D) ) Σ F= O PORTANTO R= 0 ( NÃO HÁ MOVIMENTO) •EXEMPLO 2-CABO DE GUERRA DESEQUILIBRADO R = Σ F-FORÇA DA SETA P ESQUERDA É -200N FORÇA DA SETA PARA DIREITA É +300N Σ F= + 500N PORTANTO R= =100 N PARA DIREITA ( HÁ MOVIMENTO) força (e) = -300n força (d) = +300n FORÇA (E) = -200N FORÇA (D) = +300N •EXEMPLO 3 –TRAÇÃO CERVICAL COM POLIAS E ALAVANCA R = Σ F R= FORÇA DE TRAÇÃO –PESO DA CABEÇA R = 100N –50N = 50NF= +100N F= -50NCARGA( FORÇA PESO) = 100N PESO DA CABEÇA= 50 N Regra do Polígono •Vetor resultante: seta cuja origem coincide com a origem do primeiro e a ponta coincide com a ponta do último vetor considerado Regra do Paralelogramo •Vetor Resultante: seta cuja cauda coincide com a origem dos vetores e cuja ponta coincide com o cruzamento dos paralelos traçados Aplicação O terapeuta e educador fisico trabalha com as forças exercidas pela: •Gravidade •Músculos •Resistências externas 27 Leis de Movimento •Equilíbrio= estado natural –Soma das forças é igual, ou equilibrada. –É necessária uma força para iniciar, deter ou mudar a direção ou velocidade de um movimento. –Inércia = propriedade dos objetos pela qual eles resistem a alterar seu movimento. 28 Aplicação Clínica Quando um músculo se contrai, ele encurta e produz a mesma quantidade de força em suas fixações proximal (origem) e distal (inserção). Quando a massa aumenta, precisa-se de maior força muscular para iniciar e parar o movimento. 29 Fontes naturais de forças 1.Gravidadeou pesodos segmentos corporais e dispositivos (splints, gessos, pesos, etc) 2.Músculos, que podem produzir forças sobre os segmentos ósseos pela contração ativa ou pelo estiramento passivo 3.Resistênciasexternasaplicadas (polias, resistência manual, portas ou janelas) 4.Atrito 30 •Consequências secundárias da aplicação destas forças 1.Compressão articular 2.Tração articular 3.Pressão (força por unidade de área) nos tecidos corporais 31 ALAVANCAS •Éumamáquinaqueoperasobreoprincípiodeumabarrarígidasobainfluênciadeforçasquetendemarodá-lasobreoseueixo. •Nabiomecânica,osprincípiosdealavancasãousadosparavisualizarosistemadeforçasmaiscomplexoqueproduzmovimentorotatóriodocorpo. 32 •Forças da alavanca mecânica: •Eixo E(ou pivo) •Peso P(ou resistência) •Força F( que move ou mantém) –As magnitudes de forças e os deslocamentos de segmentos podem ser encontrados –A base para a manipulação terapêutica de forças melhor compreendida. 33 •Nos movimentos angulares ou nas posturas –Alavanca= osso ou o segmento –Eixo= normalmente, localizado na articulação –Força de sustentação ou de movimento= contração muscular –Resistência= peso da região ou segmentos corporais, ou de resistências aplicadas 34 Tipos de Alavancas •Alavancas de Primeira Classe (Interfixa) –É usada frequentemente para a manutenção de posturas ou do equilíbrio –Frequentemente denominado de Sistema de Três Pontos –A força com o braço mais longo possui vantagem mecânia –Exemplo : articulação atlantoocciptal 35 36F 37 •Alavancas de Segunda Classe (Interresistente) –Fornecem vantagem de força, de modo que grandes pesos podem ser suportados ou movidos por uma pequena força, pois o braço de alavanca da resistência é sempre mais curto. –Não há muitas alavancas de segunda classe no corpo humano 38 39 •Alavancas de Terceira Classe (Interpotente) –Proporciona velocidade do segmento distal e para mover um peso pequeno a longa distância –É mais comum no corpo humano –Vantagem mecânica com a força de resistência 40 41 42 F43 Braços da Alavanca •Braço de peso= distância perpendicular do ponto pivô (ou centro de rotação) à linha de ação do peso •Braço de força= distância perpendicular da força de sustentação ao eixo. 44 •Vantagem mecânica = refere-se a razão entre o comprimento do braço de força e o comprimento do braço de peso Comprimentodobraçodeforça VM=------------------------------------------- Comprimento do braço de peso 45 46F •Quanto maior o número, maior é a vantagem •Aumento do braço de força ou diminuição do braço de peso resulta em uma VM maior, facilitando assim a realização da tarefa 47 Os tres tipos de alavancademonstram que: •O que se ganha em velocidade ou distância perde-se em força •O que se ganha em força perde-se em velocidade. 48 Torque Torque(t),oumomentodeumaforça=éoprodutodestaforçamultiplicadopeladistânciaperpendiculardesualinhadeaçãoaoeixodemovimento(oumovimentopotencial) t= F x d 49 •É a expressão da efetividade de uma força em girar um sistema de alavanca A força será mais efetiva quando o braço de força for maior. Isto é, força esta longe do eixo. Ex: Flexão do ombro 50 51 t= F x dcm.Kg Calcular: t 60= t 90= t 150= Aplicações Clínicas da Estática •Peso e Centro de Gravidade A linha de ação do vetor de força do peso de um corpo é sempre vertical e está localizada no centro de gravidade do corpo Centro de Gravidade = único ponto de um corpo ao redor do qual todas as partículas de sua massa estão igualmente distribuídas. 52 Centro de Gravidade no Humano •No humano adulto, na posição anatômica, fica levemente anterior à segunda vértebra sacral (S2). •O CG, normalmente, estará situada próximo ao nível das espinhas ântero-superiores do ílio. •Aproximadamente 55% da altura da pessoa. 53 •Variações nas proporções corporais e na distribuição do peso podem causar alterações no ponto do CG. –Nos homens = o CG mais alto (ombro mais largo) –Nas mulheres = o CG mais baixo (quadril mais largo) –Nas crianças = o CG mais alto (cabeça e tronco maiores) 54 •Qualquer mudança na posição anatômica fará o CG mover-se. •Uma pequena força é necessária para causar deslocamento do corpo, em uma pessoa ereta. •Uma pessoa com incerteza de equilibrio muda de posição. 55 Fatores que interferem no grau de estabilidade ou mobilidade 1)A altura do centro de gravidade acima da base de suporte; 2)O tamanho da base de suporte; 3)A localização da linha de gravidade dentro da base de suporte; 4)O peso do corpo. 56 Base de Suporte Para obter estabilidade, o CG de um corpo deve se projetar dentro da base de suporte. •Apoio Bilateral = centro da base •Apoio nas pontas dos pés = se moverá para frente, mas continua dentro da base •Apoio unilateral = o CG se projetará dentro do pé 57 Estabilidade É favorecida por: •Centro de gravidade baixo •Base de suporte ampla •Linha de gravidade localizada no centro de suporte •Um peso grande 58 Mobilidade É facilitada por: •alto centro de gravidade •pequena base de suporte •peso leve 59 •Estabilidade maior é obtida com o alargamento da base de suporte –Uso de bengalas, muletas e andadores –Para levantar peso 60 CG e pesos dos segmentos •O CG do corpo como um todo é a soma dos centros de gravidade dos segmentos individuais (Σ t= 0) •MS = articulação do cotovelo •MI = articulação do joelho •CTM (cabeça,braços e tronco)= localizado anteriormente à margem da T11 e abaixo do processo xifóide do esterno 61 62 POLIAS •Sãofrequentementeutilizadasnosequipamentosdeexercíciooudetraçãoparamudaradireçãodeumaforçaouparaaumentaroudiminuirsuamagnitude. 63 Polia única fixa •UmaforçaF,agindoemumadireçãodescendente,éusadaparamoverumpesoemdireçãoascendente •Nãohávantagemmecânicaàforça,masapenasmudançanasuadireção. 64 65 Polia Móvel •Metadedopesoésustentadopelacordafixadaaoganchoestacionário,emetadepelacordadooutroladodapolia. •Acordadevesermovidaodobrodadistânciaqueopesoéelevado. •Oqueseganhaemforçaseperdeemdistância 66 67 •Quantomaioradistânciaperpendicularentrealinhadeaçãodomúsculoeocentroarticular(braçodeforça)maiorotorqueproduzidopelomúsculonaquelaarticulação=fatordealavancadosmúsculos 68 69 •Açãodealavancaéimportantenosmúsculosqueadistânciadobraçodeforçamudaconformeomovimento. Ex:bícepsbraquial 70