Prévia do material em texto
1ª Aula P2 – Desenvolvimento de Aves Ciclo Vital das Aves: Primeiro o ovo (telolécito – muito vitelo) se for fertilizado (internamente), inicia a clivagem (mitoses cíclicas), depois vem o processo de gastrulação (mais ou menos depois de 18 horas de incubação já inicia esse processo). Após vem a Organogênese (três folhetos se diferenciam). A eclosão coincide com 21 dias após a postura do ovo. Aparelho reprodutor feminino das aves: Os dois lados iniciam o processo de formação, porem apenas o lado esquerdo é ativo e o direito atrofia (ovário e oviduto rudimentar), isso ocorre porque não caberiam dois ovos ao mesmo tempo passando pela região abdominal da galinha. O A.R.F. contém o ovário, oviduto (relativo à tuba uterina), a primeira região do oviduto é chamada de infundíbulo (mais dilatada, possuem fimbrias) que se abre no ovário, a segunda região é enovelada chamada de Magnum, a terceira é o istmo, chega ao útero, e a vagina que desemboca na cloaca, juntamente com o aparelho digestório e o ureter. - No Magnum as células dessa região secretam o albúmen (clara). - No istmo secreta fibras de queratina. - No útero forma a casca calcaria. Ovário (Ovogênese): Multiplicação das ovogônias: período embrionário. Ao nascimento: ovócito I (cresce e acumula vitelo). Fase de postura: Inicia-se a maturação (crescimento e duas divisões – meiose I e II – formando 2 corpúsculos polares). A maturação termina no oviduto. - O ovário tem vários ovócitos em fases diferentes de maturação, a maioria esta quiescente. Fecundação: Tempo de vida no zooide no oviduto de três semanas. - A fecundação ocorre no infundíbulo – primeira porção do oviduto (diferente dos humanos que ocorre na ampola). - Ocorre poliespermia – diferente dos mamíferos, não há bloqueios, porem apenas um núcleo masculino fecundará. Estrutura do ovo da ave: Telolécito (grande quantidade de vitelo e o disco germinativo sem vitelo, portanto todo desenvolvimento desse ovo ocorrerá nessa região). - A clivagem é só na região do disco germinativo, onde o embrião se desenvolverá. - Esse disco germinativo esta sobre o vitelo. - Estruturalmente: Possui casca, membranas da casca (a externa colada a casca e a interna), calaza, membrana vitelina, blastodisco, gema branca, gema amarela, córion, espaço aéreo, albúmen (clara) e o vitelo (gema). - OBS: Existem dois tipos de gemas: gema branca (clara) e a gema amarela (gema propriamente dita). - O núcleo está no disco germinativo – única região que o embrião se desenvolverá. - Membrana vitelina: Sai com o ovo do ovário, o resto vai sendo adquiridas conforme passam pelo oviduto (Magnum – albúmen, útero - casca e o istmo - fibras). - Deposição de grânulos. - Massa central: Vitelo branco (primórdio da látebra). - Período final do desenvolvimento: gema amarela é depositada. - Chalaza: Albúmen enovelado, isso acontece porque quando o ovo passa pelo oviduto ele gira e torce a chalaza. É sólido e não tem função definida. - Círculos claros e escuros de vitelo (branco e amarelo). Durante a noite é secretada gema branca (porque durante a noite a ave não se alimenta) essa gema branca é rica em proteína e agua. Durante o dia a galinha se alimenta e secreta gema amarela (gordura). - A alimentação da galinha esta diretamente ligada com o vitelo que elas produzem. Ovo: Diversas vantagens: propriedades funcionais, valor nutricional e baixo custo. No entanto, a melhor utilização destes benefícios está ligada a qualidade dos ovos oferecidos ao mercado. Preocupação em modificar a composição lipídica dos ovos através da ração das aves. Atenção para qualidade e quantidades de ingredientes usados na formulação de ração, permitindo a adequada nutrição dos animais e a produção de ovos com qualidade. Clivagem: Segmentação parcial (meroblástica) discoidal. Ocorre apenas na região da cicatrícula (disco germinativo) – que vai aumentando de tamanho (numa visão superior – abaixo sempre terá vitelo). - Após a clivagem forma-se um espaço subgerminativo e novas células revestem esse espaço, então começa a blástula: Com dois folhetos o Epiblasto (camada mais externa) e hipoblasto (camada interna). Chamados de diblasticos. Zona pelúcida (região interna- mais clara – esta em contando com o espaço subgerminativo) e zona opaca (rodeia o embrião – região periférica – esta em contando com o vitelo). Mapa do destino da postura: - Epiblasto: forma três folhetos e algumas membranas extraembrionária. - Hipoblasto: forma parte de m. extraembrionárias (ex: saco vitelínico). - Área opaca: forma o ectoderma extraembrionário do âmnio e serosa (anexo). A gastrulação é marcada pela formação da linha primitiva, que é a proliferação e migração de células do Epiblasto, migração que ocorre da extremidade caudal medial. - Essa linha tem uma região externa espessa e na região interna forma um sulco, serve para as células do epiblasto, migrarem e preencherem o espaço entre o epiblasto e o hipoblasto, formando a mesoderme. Linha primitiva é composta pelo sulco e pelas bordas primitivas. - Blastocisto adquire aspecto piriforme (parece uma pera). - O lado dorsal do embrião é onde apareceu a linha primitiva. A região cefálica do lado oposto da linha. - Nó primitivo ou Nó de Hensen: Fica na extremidade da linha (na região interna), forma-se juntamente com ela. Ele também possui um sulco, chamado de fosseta primitiva. As células do epiblasto migram também pela fosseta e formam a notocorda. - Após a postura: incubação (37,5 graus). - 21 dias para eclosão. - A linha regride depois de estabelecer a notocorda, porque ela não tem mais função. - Resumindo a gastrulação forma três folhetos: Endoderme, ectoderme e mesoderme. A mesoderme não consegue interpor entre a ectoderme e a endoderme em 2 regiões: Chamadas de Pró-âmnio e membrana cloacal. Isso ocorre porque ectoderme e a endoderme estão grudadas. Isso é importante porque forma a boca e o ânus. Eventos simultâneos: - Ectoderme: Sofre Neurulação tubo neural SNC. - Mesoderme Metamerização Somitos Sistema muscular e esqueleto. - Endoderme Dobramento do embrião Forma o tubo digestório. - Esses três processos serão melhores explicados nos mamíferos. 2ª Aula – Desenvolvimento Inicial de mamíferos Locais de implantação: A implantação ocorre normalmente na parede posterior do corpo do útero, no espaço entre a abertura de glândulas do endométrio. Não é raro, porém, o blastocisto implantar-se em locais anormais, fora do corpo do útero. Em geral isso leva à morte do embrião, e a mãe sofre severa hemorragia durante o primeiro ou segundo mês de gestação. Blastocisto: É separado em duas partes: Trofoblasto (trofo=nutrição) uma delgada camada celular externa que formará a parte embrionária da placenta e o embrioblasto um grupo de blastômeros localizados centralmente que dará origem ao embrião e as membranas fetais. Esquematizar o blastocisto (importante). - Durante esse estágio, o concepto é chamado de blastocisto. O embrioblasto agora se projeta para a cavidade blastocística e o trofoblasto forma a parede do blastocisto. Degeneração da zona pelúcida: Após o blastocisto permanecer suspenso no fluido da cavidade uterina por cerca de dois dias, a Z.P se degenera e desaparece. Permite que o blastocisto encoste-se ao endométrio uterino e aumente de tamanho. Inicio da implantação (nidação): Adesão do blastocisto ao endométrio uterino. Ocorre sempre adjacente ao embrioblasto. Inicio da implantação: Após a adesão, o trofoblasto se diferencia em: Citotrofoblasto e Sinciotrofoblasto. - O sincício produz enzimas proteolíticas, as quais possibilitam a implantação. - Fig. Página 28. - Citotrofoblasto: A camada interna das células. - Sinciotrofoblasto: A camada externa consistindo em uma massa protoplasmática multinucleada formada pela fusão de células. - No final da primeira semana, uma camada de células cuboides, denominadas hipoblasto, surge na superfície do embrioblasto voltada para a cavidade blastocística. Embrioblasto: Diferencia-se em 2 camadas Epiblasto (ectoderme) e Hipoblasto(endoderme) que irão gerar o disco germinativo bilaminar. - O epiblasto forma os três folhetos: ectoderme, mesoderme e endoderme. Hipoblasto: (endoderma primitivo). Camada mais fina, composta por pequenas células cuboides adjacentes à cavidade exocelômica. Epiblasto: Camada mais espessa, constituída por células colunares altas, relacionadas com a cavidade amniótica. Disco germinativo bilaminar: Á medida que o blastocisto implanta ocorrem mudanças no embrioblasto que produzem esse disco germinativo/embrionário bilaminar composto por duas camadas Epiblasto e Hipoblasto. Reação reducional: Adaptação do endométrio (acúmulo de glicogênio e lipídios), que passa a ser chamado de decídua. Isto cria um local imunologicamente privilegiado para o concepto. Regiões deciduais: Decídua basal (componente materno da placenta), decídua capsular (parte que recobre o concepto) e decídua parietal (parte restante do endométrio). Aparecimento de uma cavidade no embrioblasto: Cavidade amniótica. - Células provenientes do epiblasto (amnioblastos) revestem essa cavidade, formando o âmnio. - Células do hipoblasto revestem a cavidade blastocística: formação da membrana e da cavidade exocelômica. - Cavidade exocelômica originará o saco vitelino primitivo. Aparecimento do mesoderme extraembrionário: Entre o Citotrofoblasto e as células que revestem a cavidade exocelômica. Surgimento de lacunas na mesoderme extraembrionário: Celoma extraembrionário. Com o aparecimento do celoma, o saco vitelino primitivo diminui de tamanho, formando o saco vitelino definitivo. Relembrando o processo de gastrulação: Disco germinativo bilaminar (epiblasto e hipoblasto) disco germinativo trilaminar (ectoderme, mesoderme e endoderme). - Formação da linha primitiva; - Na linha primitiva aparece um sulco (sulco primitivo), assim como no nó primitivo (fosseta primitiva). - A mesoderme não consegue interpor entre a ectoderme e a endoderme em 2 regiões Membrana bucofaríngea (origina a boca) e a membrana cloacal (origina o anus). Folhetos germinativos: Ectoderme, mesoderme e endoderme, tecidos estabelecidos na gastrulação. Os diferentes folhetos embrionários dão origem a diferentes órgãos e tecidos do embrião: Ectoderme: epiderme, glândulas da pele, sistema nervoso, revestimento da boca e ânus Mesoderme: coração, vasos sanguíneos, rins, bexiga, vias urinárias, músculos, ossos, derme Endoderme: revestimento do tubo digestivo e respectivas glândulas anexas Gastrulação: Formação dos três folhetos germinativos, cada tecido deles se diferenciará nos tecidos. Organogênese rudimentar: Ocorrência de fenômenos importantes nos 3 folhetos para formar os rudimentos dos órgãos. - Ectoderme sofre Neurulação - Mesoderme sofre Metamerização - Endoderme formação do intestino primitivo - Mudanças na forma do corpo do embrião (plano para cilíndrico). Ectoderme: Neurulação - Etapas de formação do tubo neural. - A notocorda induz o ectoderme sobrejacente a se espessar – Placa Neural. - A placa neural dobra-se ao longo do seu eixo longitudinal formando um sulco neural mediano com pregas neurais nas bordas. - As pregas neurais se fundem na linha média formando o tubo neural (primórdio do sistema nervoso). Mesoderme: A mesoderme começa apresentar modificações, estabelecendo três regiões distintas: mesoderme Paraxial, intermediário e lateral. - Mesoderme lateral somático + ectoderme: Somatopleura. - Mesoderme lateral esplâncnico + endoderme: Esplâncnopleura. Mudança na forma do corpo do embrião (plano cilíndrico). - Dobramentos no eixo longitudinal Prega cefálica e caudal. - Dobramento no eixo transversal Pregas laterais. - Parte da endoderme do saco vitelino é incorporada pelo embrião, formando o intestino anterior, médio e posterior. 3ª Aula de Derivados Ectodérmicos – Desenvolvimento do Sistema Nervoso Derivados dos folhetos germinativos: Gastrulação forma os folhetos germinativos, primórdios de todos os tecidos e órgãos: - Ectoderme: SNC e SNP, Epiderme e pêlos. - Mesoderme: Sistema esquelético e muscular, sistema cardiovascular e urogenital. - Endoderme: Sistema digestório e respiratório. Morfogênese Definitiva: Organogênese. - Organogênese ou morfogênese definitiva: definição do esboço dos diferentes tecidos e órgãos, através dos folhetos germinativos formados na gastrulação. - No ser humano, tem inicio na quarta semana do desenvolvimento. - Com o dobramento embrionário ocorre um reposicionamento dos tecidos embrionários, possibilitando uma interação entre eles. Derivados ectodérmicos: Esboço primitivo do Sistema nervoso – ectoderme (18 dias) Neurulação: A notocorda induz o espessamento do ectoderma, formando a placa neural, que se invagina ao longo do seu eixo central, formando o sulco neural, com as pregas neurais em cada lado. - As pregas se aproximam e se fundem, convertendo a placa neural em tubo neural (primórdio do SNC). As células das pregas neurais que não formam o tubo neural se separam, formando a crista neural. - A crista se separa em direita e esquerda, e origina os gânglios espinhais, os gânglios do sistema autônomo e as meninges. - Ectoderme de revestimento se refaz. Placa neural Sulco neural crista neural prega neural fechamento do tubo neural tubo neural. Consequências da Neurulação: Formação do ectoderma de superfície (origina a epiderme, que recobre o embrião, cabelo, unha, glândulas sebáceas, epitélio da boca, cristalino, córnea,); formação da crista neural (origina o SNP, SNA, meninges e os tipos celulares) e a formação do tubo neural (neuroectoderma – origina o SNC). O sistema nervoso é dividido anatomicamente em central (encéfalo e medula espinhal) e periférico (SNP somático, SNP autônomo – simpático e parassimpático). Desenvolvimento do encéfalo (vesículas encefálicas primárias): Região cefálica do tubo neural – 4ª semana. - Prosencéfalo (encéfalo anterior) divide-se em telencefálo e diencéfalo (cérebro). - Mesencéfalo (encéfalo médio) – não se divide. - Rombencéfalo (encéfalo posterior) divide-se em metencéfalo (ponte e cerebelo) e o mielencéfalo (bulbo). Flexuras cerebrais (dobramento do embrião): - Flexura cefálica (mesencefálica): no mesencéfalo (move o mesencéfalo rostralmente). - Flexura cervical: no rombencéfalo (na junção do rombencéfalo com a medula espinhal). - Flexura Pontina: Metencéfalo-Mielencéfalo. Oposta às outras flexuras. Histogênese do SN: Inicialmente, a parede do tubo neural é composta por um epitélio pseudoestratificado constituído por células neuroepiteliais. Essas células neuroepiteliais possuem intensa atividade mitótica e são multipotentes. Células neuroepiteliais em diferenciação: (...) Neuroepiteliais: Formam as células neuronais (neurônios) e células da glia (sustentação) – Astrocitos e Oligodendrócitos. - Mesenquimais: Micróglias (células fagocitárias). - Diferenciação das células neuroepiteliais do TN e das células Mesenquimais trazidas pelos vasos sanguíneos. Desenvolvimento da medula espinhal (camadas do tubo neural): - Camada ventricular (neuroepitelial): Contém células indiferenciadas, em estado proliferativo (células-tronco). - Camada do manto: Contém corpos celulares dos neuroblastos. Formará a substância cinzenta da medula. - Camada marginal: Contém glioblastos e fibras nervosas dos neuroblastos. Formará a substância branca da medula. Desenvolvimento da medula espinhal: Crescimento desigual da zona do manto. Placas alares (dorsal) Áreas sensoriais. Placas basais (ventral) Áreas motoras. Placa do teto Não contém neuroblastos. Placa do assoalho Não contém neuroblastos. Formação dos nervos espinhais: - Neurônios sensoriais (aferentes): Originados a partir de neuroblastos do gânglios da raiz dorsal. Os axônios penetram na placa alar. - Neurônios motores (eferentes): Gerados a partir de neuroblastos da placa basal. Seus axônios crescem para fora da medula espinhal e, coletivamente, formam as raízes motoras dos nervos espinhais. Desenvolvimento da medula espinhal (...) Mielinização das fibras nervosas: Bainha demielina 4ª mês de gestação até 2º ano pós-natal. - Axônio no SNC: Oligodendrócitos (neuroepitelio do TN). - Axônio do SNP Células de Schwann (cristas neurais). Formação das meninges da medula espinhal: - Meninge primitiva: formada pela condensação do mesênquima que circunda o TN. - Meninges: Camada externa dura-máter e camada interna pia-máter e aracnoide (leptomeninges). - Liquido cerebroespinhal: A partir da 5ª semana. Desenvolvimento da hipófise: Origem dupla: - Ectoderma (neuro-hipófise): Invaginação do estomodeu (céu da boca primitiva) Bolsa de Rathke. - Neuroectoderma (adenohipófise): Evaginação do assoalho do diencéfalo Infundíbulo. 4ª Aula de Derivados Endodérmicos Período da morfogênese definitiva (Organogênese): Derivados endodérmicos formam o sistema digestório e sistema respiratório. Estrutura geral do Sistema digestório: Boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo), intestino grosso (ceco, colón ascendente, colón transverso, colón descendente, colón sigmoide e reto) e glândulas anexas (fígado, pâncreas, baço e vesícula biliar). Origem do sistema digestório: - Dobramento na 4ª semana; - Parte do saco vitelínico é incorporado ao embrião; - Formação do intestino primitivo (inicialmente tubular); Intestino Primitivo: Aspecto tubular: Derivado da: - Endoderme do saco vitelínico: epitélio (pavimentoso) e glândulas; - Mesoderme esplâncnico: tecido conjuntivo, muscular e componentes peritoneais. O intestino primitivo é dividido em três partes: - Intestino anterior (delimitado anteriormente pela membrana bulbo-faríngea formada por ectoderme e endoderme). Ele forma: Boca, faringe, esôfago, estomago, parte proximal do duodeno, fígado, pâncreas e vesícula biliar. - Intestino médio: Da origem para o restante do duodeno, jejuno, íleo, ceco, colón ascendente e parte do colón transverso. - Intestino posterior: Da origem para o terço terminal do colón transverso, descendente, sigmoide, reto e endoderme que reveste a bexiga e a uretra. Faringe (formada pelo intestino anterior): É a primeira porção que se forma. Quando a membrana da faringe se rompe forma a cavidade estomodeu. (pesquisar). - Ascos faríngeos, bolsas faríngeas e sulcos faríngeos: Contribuem para a formação de estruturas da cabeça e pescoço (como a musculatura). - Arcos faríngeos: Formandos por ectoderme, mesoderme e endoderme. São bem visíveis 4 arcos, sendo o 5º e o 6º arcos bastante rudimentares e não visíveis. Esôfago: Segunda porção formada pelo intestino anterior. -Estrutura tubular, após a faringe. - Inicialmente curto. - Alonga-se rapidamente. - Mesoderme esplâncnico: camada muscular. Estômago: Aspecto fusiforme, na região caudal do intestino anterior. - Parede dorsal desenvolve-se mais: pequena e grande curvatura do estômago. - Rotação de 90º no eixo longitudinal. - Rotação no eixo anteroposterior. Duodeno: Porção distal do I.A. e proximal do I.M. - Região onde se origina os brotos hepático e pancreático. - Devido a rotação do estômago, o duodeno assume uma forma em “C”. Glândulas anexas (fígado e pâncreas): Fígado: Evaginação da endoderme da porção distal do I.A. Pâncreas: Origem de dois brotos da endoderme que reveste o duodeno. Um é o broto pancreático DORSAL: mesentério dorsal, e o outro é o broto pancreático VENTRAL: próximo ao ducto biliar. - Com a rotação do duodeno, o broto ventral migra para a região dorsal e funde-se com o broto dorsal. Intestino médio: Com o crescimento das paredes do IM e a diminuição do saco vitelínico há a formação da alça intestinal primária. Alça intestinal primitiva: Possui ramo caudal e um ramo cranial. Artéria mesentérica superior: Eixo entre os ramos. - Ramo cranial: Ele se diferencia e origina a porção distal do duodeno, ao jejuno e a parte do íleo. - Ramo caudal: Porção terminal do íleo, ceco, apêndice, colón ascendente e 2/3 proximais do cólon transverso. Herniação: A alça primária desenvolve-se para o interior do cordão umbilical. Isso ocorre porque a cavidade abdominal torna-se pequena (fígado e mesonefro – rim primitivo - bastante desenvolvidos). Assim na 6ª semana de desenvolvimento ocorre a formação da hérnia umbilical fisiológica. Rotação de 90º da alça intestinal: Durante a Herniação ocorre uma rotação 90º. A região cranial se desenvolve mais que a caudal. Retorno da alça intestinal: Na 10º semana do desenvolvimento, a alça intestinal retorna para a cavidade abdominal. - Esse retorno pode estar relacionado com: Regressão dos mesonefros, redução do crescimento do fígado e expansão da cavidade abdominal. - Durante o retorno ocorre uma rotação de 180º na alça intestinal. E os ramos voltam para a cavidade abdominal. Intestino posterior: forma o terço do cólon transverso, cólon ascendente, sigmoide, reto, endoderme que reveste a bexiga e a uretra. 5ª Aula de mesodérmicos: sistema urogenital – Desenvolvimento do sistema genital Sistema urogenital: Compõe o sistema urinário e o sistema genital. - Origem embrionária como: mesoderme intermediário. Com o fechamento do corpo do embrião: Mesoderme passa a se localizar ventralmente e separa-se do resto da mesoderme. - A parte que da origem para o aparelho genital chama-se crista gonadal ou genital. - A parte de traz da origem ao sistema urinário e chama-se cordão nefrogênico. - E toda a estrutura é chamada de crista urogenital. Sistema Genital – Crista Gonadal ou Genital 1ª Etapa da diferenciação sexual: Fertilização Estabelecimento do sexo cromossômico (XX fêmea e XY macho). 2ª Etapa: fase indiferenciada Gônadas masculinas e femininas idênticas. 3ª Etapa: Fase de diferenciação sexual (sétima semana no homem): Efeitos dos genes (y) define essa diferenciação. - Sexo masculino: Y é responsável pela diferenciação em testículo. - Sexo feminino: Ausência do Y responsável pela diferenciação em ovário. Origem do sistema reprodutor A partir da 5ª semana: na região lombar aparece um par de cristas longitudinais, as cristas genitais (ou gonadais). - Formadas pela proliferação do epitélio (que está revestindo o celoma) e condensação do mesênquima adjacente (o mesênquima esta adjacente ao epitélio celômico). Formação dos ductos paramesonéfricos (ou de Muller): Ao final da 4ª semana de desenvolvimento – invaginação do epitélio celomático. - Esse ducto é importante para o sexo feminino. Migração das células germinativas primordiais (gonócitos) Tem ação indutiva sobre as gônadas que estão se formando. Caso haja uma interrupção nessa migração às gônadas continuam indiferenciadas. - Epitélio da crista se espessa, formando cordões irregulares, os cordões sexuais primitivos (onde se alojam os gonócitos). A gônada indiferenciada possui duas regiões: O córtex – periferia – e a parte central chamada de medula. - Nas fêmeas o córtex se diferencia em ovário e a medula regride. - Nos machos o córtex regride e a medula se diferencia em testículo. Diferenciação sexual das gônadas - Testículo: O braço curto do cromossomo possui o gene SRY que produz um fator determinante de testículo (TDF) que irá atuar sobre a gônada (indiferenciada) que se transforma em testículo fetal que produz a testosterona (andrógeno), e esse hormônio é importante para mascularização da genitália. Cordões sexuais: túbulos seminíferos Gonócitos: espermatogônias Células de Sertoli: derivam o epitélio Células de Leydig: derivam do mesênquima. Túnica albugínea: espessamento do epitélio. Células de Sertoli: Produz o hormônio antimulleriano (AMH) ou substância inibidora mulleriana (MIS). Só o homem possui. Faz a regressão dos ductos paramesonéfricos (de muller). Células de Leydig: Produz a testosterona. Estimula a formação do ducto mesonéfrico (de wolff): ducto deferente, epidimo e vesículas seminal. - Masculinização da genitália externa. Diferenciação sexual das gônadas em ovário: Cordões sexuais primitivos: se fragmentam, formando aglomerados celulares na região medular. - Degeneração desse aglomerado celular. - Formação dos cordões corticais: os quais se fragmentam,originando os folículos primordiais. Primórdio uterovaginal ou canal uterino: Na mulher o ducto mesonéfrico (de wolff): regride e o ducto paramesonéfricos (de muller) forma as tubas uterinas, útero e colo uterino e a parte superior da vagina. Formação da vagina: origem dupla 1º Parte superior: Deriva do canal uterino. 2º Parte inferior: Deriva do seio urogenital. - Proliferação das células do seio urogenital Placa vaginal. - Inicialmente o canal é fechado por uma membrana Hilmen. Formação da genitália externa: Genitália externa esta diferenciada até a 9ª semana. - Tanto no sexo feminino como no masculino possui: Tubérculo genital, duas pregas uretrais, saliência labio-excrotal, canal anal com a membrana anal e a membrana urogenital. Sexo masculino: Fusão das pregas uretrais que formam o corpo do pênis. O tubérculo genital forma a glande e a saliência lábio-excrotal formam o escroto. Sexo feminino: Pregas uretrais formam os pequenos lábios. O tubérculo genital forma o clitóris e a saliência do lábio-excrotal forma os grandes lábios. 6ª Aula – Desenvolvimento inicial de répteis Estudo dirigido!!! Aula prática – 27.11.14 - Gastrulação – Embrião de galinha com 18 horas de incubação. Corte transversal de embrião de galinha de 18 horas, mostrando em detalhe o nó primitivo e as três camadas germinativas (ectoderme, mesoderme e endoderme). Corte transversal de embrião de galinha de 18 horas, com ênfase no sulco primitivo e nas três camadas germinativas (ectoderme, mesoderme e endoderme). Corte transversal de embrião de galinha de 18 horas, apontando o sulco primitivo. Corte transversal de embrião de galinha de 18 horas, indicando o processo notocordal e as três camadas germinativas (ectoderme, mesoderme e endoderme). Aula prática – 04.12.14 - Embrião de galinha com 24 horas de incubação. Corte transversal de embrião de galinha de 24 horas. Observe o sulco neural e a borda neural, mostrando que o tubo neural ainda não se fechou na extremidade anterior. Corte transversal de embrião de galinha de 24 horas, mostrando o tubo neural fechado na região do intestino anterior. Corte transversal de embrião de galinha de 24 horas, mostrando o tubo neural fechado na região do intestino médio. Corte transversal de embrião de galinha de 24 horas. Observe o sulco neural e pregas neurais indicando que o tubo neural se abre novamente na região da futura medula espinhal. Corte transversal de embrião de galinha de 24 horas, com destaque ao sulco neural e as divisões do mesoderma em paraxial, intermediário e lateral. Montagem total de embrião de galinha de 24 horas, com ênfase na borda neural, sulco neural, notocorda, somitos e linha primitiva. Aula prática – 11.12.14 - Embrião de galinha com 32 horas de incubação. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, evidenciando a luz do prosencéfalo e suas dilatações laterais, as vesículas ópticas. Note que o prosencéfalo está envolvido por uma massa celular irregular, o mesênquima cefálico. Visão ampliada de embrião de galinha de 33 horas, montagem total. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, evidenciando o mesencéfalo. Observe lateralmente os arcos aórticos e ventralmente o intestino anterior. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com ênfase ao mesencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com ênfase ao rombencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com ênfase ao rombencéfalo. Note o ectoderma epidermal espessado, próximo ao rombencéfalo, corresponde à placa auditiva. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com destaque a medula espinhal. Observe os somitos laterais à medula espinhal. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com ênfase na medula espinhal e notocorda. Corte transversal de embrião de galinha de 33 horas, com realce na medula espinhal e notocorda. Montagem total de embrião de galinha de 33 horas, expondo as vesículas encefálicas primárias, medula espinhal, somitos e resquícios do nó primitivo e linha primitiva. Aula prática – 18.12.14 - Embrião de galinha com 48 horas de incubação. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando o diencéfalo e o metencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando o diencéfalo e o metencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando o diencéfalo e o metencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando o mielencéfalo e diencéfalo. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando o mielencéfalo e telencefálo. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando a medula espinhal. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando a medula espinhal. Corte transversal de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando a medula espinhal. Montagem Total de embrião de galinha de 48 horas, evidenciando as vesículas encefálicas, a medula espinhal e os somitos. - Embrião de galinha com 72 horas de incubação. Montagem total de embrião de galinha de 72h evidenciando a medula espinhal Montagem total de embrião de galinha de 72h mostrando metencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo, telencefálo e medula espinhal Corte sagital de embrião de galinha de 72h em que podem ser observadas as vesículas encefálicas: mielencéfalo, metencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo e telencéfalo, além do istmo rombencefálico e infundíbulo Corte sagital de embrião de galinha de 72h em que podem ser observadas as vesículas encefálicas: telencéfalo e diencéfalo, além da epífise e da bolsa de Rathke Corte sagital de embrião de galinha de 72h evidenciando a medula espinhal Corte sagital de embrião de galinha de 72h evidenciando a medula espinhal Montagem total de embrião de galinha de 72h mostrando metencéfalo, mesencéfalo, diencéfalo e telencefálo Aula prática – 08.01.14 - Embrião de galinha com 6 dias de incubação. Corte Transversal de Embrião de Galinha de 6 dias - nível de medula espinhal. Destaque para os componentes do sistema urogenital Corte sagital de feto humano, evidenciando o rim metanefro Corte sagital de feto humano evidenciando o rim metanefro Corte transversal de embrião de 6 dias evidenciando os túbulos mesonéfricos