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JOGOS DE EMPRESA AULA 5 Profª Rosinda Angela da Silva 2 CONVERSA INICIAL Você já mensurou o quanto você e sua equipe entendem das finanças da empresa? Mesmo que entendam muito, é importante rever alguns conceitos que, com certeza, subsidiarão as tomadas de decisões em algum momento da competição. Por isso, é importante conhecer os elementos que mais impactam no fluxo de caixa, no planejamento das contas a pagar e a receber, na diferenciação dos custos e despesas que ocorrem na empresa e na análise crítica destes. É o momento de refletir sobre como a empresa emprega seu capital e rever os conceitos básicos sobre os juros e as taxas que regem o ambiente financeiro e também saber quais tributos podem ocorrer em um processo de simulação. Esta aula traz exatamente esses conceitos, considerando custos e tributos mais voltados para a área industrial, mas certamente é possível utilizar esse conhecimento também em uma empresa de varejo ou serviço. Seja bem-vindo à quinta aula de “Teoria para Jogos de Empresa”! CONTEXTUALIZANDO A gestão financeira engloba uma série de atividades que envolvem o capital da empresa. Os colaboradores dessa área são responsáveis por alimentar os sistemas informatizados, gerando os fluxos informacionais dos movimentos financeiros. Através disso, os sistemas informatizados geram relatórios que possibilitam aos gestores, de maneira bem rápida, terem uma visão de como está a saúde financeira da empresa. Isso é possível porque em uma empresa tudo o que entra e tudo que sai, em termos de compra e venda, é registrado no sistema informatizado, gerando informação instantânea para todos os departamentos. Para isso, o conhecimento dos princípios que regem a gestão financeira é essencial. Para avaliar o dia a dia da empresa, é importante ter conhecimento do comportamento financeiro dela e, nesse caso, como gestor, é importante se questionar sobre alguns elementos: como está a saúde financeira da empresa? Os gastos aumentaram nos últimos períodos? As receitas de vendas aumentaram? Os custos com a produção e com as vendas diminuíram? Como está a gestão das compras da organização? Compra-se apenas o necessário ou tudo o que é solicitado, sem análise crítica? 3 Além desses elementos que visam reduzir os custos, também é válido compreender como está a gestão do desperdício de todo e qualquer recurso da empresa, inclusive o financeiro. É possível identificar que não há um controle rígido sobre os desperdícios financeiros quando ocorrem muitos pagamentos com atrasos, acarretando juros e multas. E também quando se concede desconto para clientes que já têm histórico de inadimplência. Outro assunto de extrema relevância que faz parte do cotidiano dos gestores das áreas financeiras são as provisões para os tributos (impostos, taxas, contribuições), pois a partir da perspectiva de compra de matérias-primas e vendas dos produtos, é possível estimar qual é o dispêndio da empresa com esses elementos. Devido a essa relevância, tais assuntos serão abordados para que a equipe que participar da simulação de um jogo de empresa tenha noção de mais uma área importante da empresa a ser gerenciada: a gestão financeira. TEMA 1 – A GESTÃO FINANCEIRA NO JOGO DE EMPRESAS 1.1 Resumo A gestão financeira da empresa é assunto de grande importância, pois é responsável por planejar como a empresa empregará seus recursos financeiros. Algumas atividades desenvolvidas por esse setor são: análise crítica da condição financeira da empresa; controle das contas a pagar e receber; monitoramento dos gastos da empresa; provisão de recursos para as operações. Todos esses temas serão discutidos com o intuito de oferecer subsídio para tomada de decisões do gestor estrategista do jogo de empresa. 1.2 Descrição e contextualização A gestão financeira pode ser vista como o coração de uma empresa, porque é a área responsável por administrar os recursos financeiros. os quais, muitas vezes escassos e caros, são sempre um desafio para o gestor. Com isso, a visão de que uma boa gestão financeira auxiliará a empresa a se manter sólida 4 no mercado justifica a importância em conhecer os conceitos principais dessa função. De forma resumida, as principais áreas de decisões operacionais que fazem parte do ambiente da gestão financeira são as seguintes: 1.2.1 Planejamento da gestão financeira A função é avaliar como está o orçamento da empresa: se está real, subdimensionado ou superdimensionado. Isso é possível através da simulação de pagamentos das matérias-primas e recebimentos de vendas do período que está sendo planejado. Com isso, é possível analisar como o fluxo de caixa (Cash Flow-CF) do período simulado se comportará, se as entradas de recursos serão maiores que as saídas. Duas possibilidades: se sobrar dinheiro em caixa, o que será feito com ele? Se faltar dinheiro, como o valor faltante será levantado? Empréstimo de curto ou longo prazo? Pode-se utilizar o financiamento dos fornecedores comprando a prazo, ou utilizando os empréstimos bancários pagando juros para os bancos, entre outras possiblidades. 1.2.2 Análise crítica da condição financeira da empresa Analisar como as finanças da empresa têm se comportado. Nos últimos períodos tem sobrado ou faltado recurso? O que tem sido feito? Como a empresa tem levantado recursos? Empréstimos de curto ou longo prazo? Quanto tem sido pago de juros? Quanto tem sido dado de desconto para os pagamentos antecipados? 1.2.3 Controle das contas a pagar e a receber É uma tarefa bem importante acompanhar a adimplência e a inadimplência dos clientes. É interessante manter a carteira de clientes atualizadas e monitorar os clientes que têm histórico de atrasos, para tentar evitar que deixem de pagar efetivamente. Essa análise de crédito deve ser realizada a cada compra e deve-se cuidar com os prazos dados a esses clientes. Já nas contas a pagar, é importante manter controle também porque pode-se esquecer de registrar algum boleto e depois ter que pagar juros, o que é um desperdício real. Além disso, negociar algumas datas críticas com o setor de compras também ajuda, ou seja, solicitar que não sejam realizadas compras com 5 vencimentos para os dias de despesas maiores como dia do pagamento ou do adiantamento dos colaboradores, dia de pagamento de impostos, entre outros. Isso pode auxiliar a empresa a não entrar no “vermelho” nesses períodos do mês. 1.2.4 Monitoramento dos gastos da empresa Como estão os gastos da empresa? Quanto a empresa está gastando com telefonia, água, internet, energia elétrica, multas de trânsito, combustível, seguros de veículos da empresa, consultorias recorrentes (contábeis, segurança do trabalho, emergências médicas, entre outros) material de uso e consumo (material de higiene, limpeza e descartáveis). Como estão as compras da empresa? Quem faz as compras? O que tem sido comprado? É importante o gerenciamento de todos os gastos para identificar se não estão ocorrendo desperdícios ou descontroles dessas compras. Como toda e qualquer decisão tomada nos setores críticos da empresa como marketing, vendas, gestão de pessoas, produção, investimentos em ativos, entre outros, impactam na gestão financeira, é importante se planejar para atender a essas demandas. Isso é necessário porque para toda e qualquer ação que a empresa pretenda realizar, necessitará de capital. Veja exemplos dessa hipótese: O setor de marketing pretende lançar um novo produto no mercado no próximoperíodo e, para isso, almeja fazer uma ação promocional para que o produto se torne conhecido; O setor de produção necessita atualizar a tecnologia utilizada nas máquinas e equipamentos para aumentar a produtividade; O setor de gestão de pessoas necessita providenciar capacitação para o novo grupo de cipeiros que assumirá a nova gestão da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes); No próximo mês, a empresa terá uma auditoria de manutenção para manter sua Certificação ISO 9000. Além de prover recursos financeiros para todas as operações da empresa, os responsáveis pela gestão financeira da empresa necessitam providenciar recursos para as atividades citadas acima. 6 Observe as explicações sobre as áreas de decisão estratégica da Gestão Financeira de uma empresa, segundo material adaptado de Chiavenato (2014, p. 12-13): 1. Orçamento de capital: planejamento e gestão dos investimentos de longo prazo da empresa, em que se busca encontrar oportunidades de investimento que possam aumentar o valor do negócio. Isso significa dizer que a empresa busca investimentos de longo prazo que lhe resultem em aumento de capital. 2. Estrutura de capital: como o capital da empresa está construído, ou seja, qual é o percentual (%) que pertence efetivamente à empresa e quanto pertence a terceiros. Avalia-se o volume de empréstimos que a empresa necessita, onde estão as fontes de financiamento com menores custos, como captar recursos no mercado a juros compatíveis com a realidade da empresa, entre outras decisões. 3. Gestão do capital de giro: É uma atividade cotidiana de gerenciamento para que não faltem recursos para o andamento das operações diárias da empresa. As informações aqui apresentadas fazem parte da gestão financeira de empresas reais, mas que serão traduzidas para as necessidades do mundo simulado dos jogos de empresas. As principais decisões tomadas no mundo simulado serão em torno das taxas de juros praticadas, dos tipos de financiamentos disponíveis pela instituição financeira que participa do mundo simulado, como pagar os investimentos em ativos da empresa, entre outros. Saiba mais 1. Amplie seu conhecimento nessa fase sobre planejamento estratégico através da ferramenta do Balanced Scorecard (BSC). Acesse link a seguir e leia as páginas 77 a 86 do livro: Laboratório de Gestão, de Antônio Carlos Aidar Sauaia: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520436363/page s/77> 2. Acesse o link a seguir e assista ao pequeno vídeo a seguir que traz três dicas básicas sobre a gestão financeira. <https://www.youtube.com/watch?v=hZD4mY2mPpA> 3. Acesse o link a seguir e conheça o Balanced Scorecard em 3 minutos. 7 <https://www.youtube.com/watch?v=R9Y3R4tuKzc> 4. Para entender mais sobre gestão financeira acesse o link do SEBRAE SC a seguir e conheça 5 dicas sobre a gestão financeira <https://www.youtube.com/watch?v=QlnThFtNDDc> 5. Acesse o link a seguir e conheça um novo ponto de vista sobre como compreender a gestão financeira <https://www.youtube.com/watch?v=TMERDy7a9q0> TEMA 2 – O ESTUDO DOS CUSTOS 2.1 Resumo Para gerenciar os custos de empresa, é preciso conhecê-los e compreender o seu impacto nas operações. Esse tema tem como foco explicar a formação dos gastos da empresa: custo somado com os Investimentos e também as despesas. Além disso, serão apresentados os conceitos de custo direto, indireto, fixo e variável, para que o gestor estrategista saiba o que considerar no custo direto e indireto de produção, uma vez que isso impactará diretamente na formação de preço do produto ou do serviço prestado. 2.2 Descrição e contextualização Para as empresas, a gestão dos custos é uma atividade essencial, pois não há como saber se a empresa tem lucro se não conhece seus custos. Inúmeros fatos ocorrem na empresa e geram custos. Assim, para um correto gerenciamento, é importante conhecer os principais elementos dessa seara. Para produzir um produto ou serviço, a empresa utilizará recursos financeiros, de mão de obra, de materiais, tecnologias e afins. Mas é importante compreender que nem todo desembolso realizado pela empresa é classificado como “custo”. Os gastos relacionados com a produção do bem ou atendimento ao serviço são chamados de “custo”, já os valores gastos nas atividades administrativas das empresas são chamados de “despesas”. Isso é importante ficar claro para que o gestor estratégico compreenda que o custo do produto não pode ser “carregado” com todo e qualquer desembolso que aconteça nas operações. Até porque os custos de produção impactam no preço a ser praticado no mercado. 8 Segundo Cruz (2011, p. 25-26), “o entendimento das abordagens de custos está diretamente relacionado à compreensão da gestão e da operação dos gastos da empresa”. O autor ainda cita que, para estudar os custos empresariais, é preciso diferenciar os tipos de gastos, os quais são classificados como: Investimentos: pode-se entender as compras que as empresas realizam para ampliar sua capacidade produtiva e de atendimento. Isso pode ser representado pela aquisição de uma nova máquina ou equipamento, compra de nova tecnologia, novo software, novo veículo, infraestrutura para armazenagem, entre outros. O valor gasto como investimento é para longo prazo. Custos: de forma simples é possível afirmar que os custos estão envolvidos na produção do produto ou na prestação do serviço que a empresa oferece ao mercado. Despesas: como já informado anteriormente, os demais gastos relacionados à gestão da empresa são considerados despesas. O entendimento desses diferentes elementos é útil para visualizar como a empresa utiliza seus recursos financeiros. Observe o esquema a seguir, proposto por Cruz (2011, p. 33): Os custos são classificados como: Custos diretos: gastos relacionados à produção do produto ou à prestação de serviço, os quais podem ser observados e mensurados diretamente no produto ou serviço. Exemplo: matérias-primas, mão de obra direta, embalagem individual do produto. Custos indiretos: gastos relacionados com a produção do produto ou prestação do serviço onde não é possível identificar sua utilização unitária no produto ou serviço. É preciso fazer um rateio do seu consumo pelas unidades produzidas/atendidas. Exemplos: mão de obra indireta, materiais secundários utilizados na produção, manutenção de máquinas da fábrica. Custos Gastos Investimentos Despesas 9 Custos fixos: valores que se mantêm constantes independentemente da quantidade de bens produzidos ou serviços prestados. Exemplos: aluguel da fábrica, material de escritório, telefonia, internet. Custos variáveis: valores que variam de acordo com a quantidade de bens produzidos ou serviços prestados. Exemplos: matéria-prima, mão de obra, comissão de vendas, consumo de energia elétrica. Para as empresas reais, a gestão desses custos serve como base para tomadas de decisões. Frequentemente devem ser checados para identificar se não está ocorrendo algum tipo de desperdício ou alocação incorreta de tais custos. No mundo simulado dos jogos de empresas, os custos normalmente são representados pelas matérias-primas, custo de mão de obra direta e indireta, custo com horas extras, custos financeiros, custos com energia elétrica, depreciação das máquinas, entre outros. Esses custos devem ser calculados para gerar as informações que os gestores precisam para embasar a tomada de decisões de maneira que proporcione a perenidade do negócio. Saiba mais 1.Acesse o link a seguir e leia as páginas 37 até 41 do livro Laboratório de Gestão, de Antônio Carlos Aidar Sauaia: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520436363/pages/37 > 2. Acesse o link a seguir e conheça um pouco mais sobre custos de produção. Leia as páginas 162 até 167 do livro Gestão de custos: ferramentas para a tomada de decisões: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788582125083/pages/16 3> 3. Acesse o link a seguir assista à palestra do Sebrae: “Entendendo custos, despesas e preço de venda”: <https://www.youtube.com/watch?v=rBEH73Pq1Ds> 4. Acesse o link a seguir e conheça 10 caminhos para a redução de custos: <https://www.youtube.com/watch?v=J85XLyZmPWU> 5. Acesse o link a seguir pesquise mais sobre a importância da gestão de custos. <https://www.youtube.com/watch?v=xxdINL4m5og> 10 TEMA 3 – PAGAMENTOS DE FORNECEDORES E RECEBIMENTO DE CLIENTES 3.1 Resumo Nesse tema será discutida a importância do gerenciamento das operações básicas da gestão financeira da empresa: contas a pagar e a receber. São básicas porque fazem parte do cotidiano de todas as empresas, mas são estratégicas porque alimentam o fluxo de caixa e fornecem uma visão rápida da situação financeira da empresa no momento da análise. Por isso alguns cuidados serão sugeridos para uma boa gestão dessa rotina nas organizações. 3.2 Descrição e contextualização Vender é bom, mas receber do cliente é ainda melhor. Isso quer dizer que, tão importante quanto vender, é receber! Para que uma empresa possa permanecer saudável financeiramente no mercado de atuação, ela necessita honrar seus compromissos, e isso está intrinsecamente ligado aos seus recebimentos. Estabelecer um plano de recebimentos é a melhor saída para que a empresa possa garantir os pagamentos em dia e isso é possível através do relacionamento estabelecido entre empresa e cliente. Observe alguns cuidados: Se o cliente for novo: Realizar uma boa análise crítica do pedido solicitado por esse cliente e conjecturar se ele é oportunista ou deseja um relacionamento de longo prazo; Averiguar as referências comerciais e financeiras que esse cliente sugeriu; Fazer uma boa checagem no comportamento financeiro do cliente no mercado; Checar as informações da documentação, contrato social, relatórios SERASA; Analisar criticamente as informações contábeis entregues pelo cliente; Conceder valor moderado de crédito para as primeiras compras; Conceder prazo de pagamento moderado também, entre outros cuidados. Se o cliente for habitual: 11 Para garantir a saúde financeira da empresa, é importante monitorar o comportamento dos clientes frequentes: Analisar o status dos pagamentos: tem atrasado algumas vezes? Quantos dias? Tem sido prejudicial para a empresa? Monitorar o montante dos pagamentos realizados em atraso pelos clientes; Estreitar o relacionamento com os clientes bons pagadores; Manter-se atento aos movimentos do mercado, principalmente das questões econômicas financeiras do segmento em específico; Observar como estão os concorrentes no mercado; Atualizar os cadastros dos clientes com relativa frequência para acompanhar mudanças no contrato social, entradas e saídas de sócios, e outros. Por outro lado, também é importante as empresas manterem sua boa imagem no mercado e honrar os pagamentos a fornecedores. Para isso, alguns cuidados podem ajudar: Planejar as compras com os setores: compras, marketing, gestão de materiais. Avaliar continuamente o fluxo de caixa (FC) para saber as melhores datas para pagamentos; Negociar bons prazos de pagamento; Acordar descontos reais para pagamentos antecipados; Negociar compras estratégicas; Orientar os colaboradores a checarem os pedidos com as ordens de compra; Conferir os valores faturados pelos fornecedores com os valores negociados efetivamente; Conferir os títulos que entram diariamente no DDA (Débito Direto Autorizado); Alimentar o fluxo de caixa com as informações diárias das obrigações a pagar; Caso tenha que atrasar algum pagamento, negociar antecipadamente com o fornecedor a possibilidade de estender o prazo, evitando o pagamento de juros; 12 Tomar muito cuidado com pagamentos em duplicidade (pagar a mesma compra para o fornecedor e para uma Factoring), pois como muitos fornecedores descontam títulos antecipados, pode ocorrer de a empresa cliente pagar duas vezes o mesmo título, por exemplo. O controle das atividades de recebimento de clientes e pagamentos a fornecedores faz parte da gestão financeira estratégica e demonstra quão organizada a empresa está. Para que isso se torne realidade nas organizações, é necessário ter um bom fluxo de informações entre os departamentos e estimular bons relacionamentos com os clientes e fornecedores. É essencial lembrar que estes são importantes stakeholders e interagem continuamente com a empresa. No mundo simulado dos jogos de empresas, essas duas atividades (recebimento de clientes e pagamento a fornecedores) impactam diretamente no resultado da empresa. É possível não ocorrer atrasos de recebimentos de clientes ou pagamentos a fornecedores, mas, como o caixa pode ficar negativo pelo fato de a empresa ter gasto mais que poderia e recebido menos do que precisava, isso significa dizer que a gestão financeira da empresa simulada não está eficiente. Saiba mais 1. Acesse o link a seguir e leia as páginas 83 e 84 do livro Contabilidade e Gestão para micro e pequenas empresas, de Clóvis Padovese e Miltes Martins. <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544300312/page s/83> 2. Acesse o link a seguir e assista ao pequeno vídeo do SEBRAE/PR sobre a importância em separar as contas da casa e as contas da empresa. <https://www.youtube.com/watch?v=H7jNcAN8bac> 3. Acesse o link a seguir e assista ao pequeno vídeo: “Sucesso financeiro em 5 regras”. <https://www.youtube.com/watch?v=M-RtmfDLvQQ> 4. Amplie seu conhecimento assistindo o pequeno vídeo do SEBRAE sobre Planejamento financeiro e a importância para a empresa. Para isso, acesse o link a seguir: <https://www.youtube.com/watch?v=T7yBrcErPTg> 13 5. Acesse o link do SEBRAE Amapá e pesquise um pouco mais sobre as funções de contas a pagar e contas a receber nas pequenas empresas. <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ufs/ap/artigos/controle-de- contas-a-pagar,2d56164ce51b9410VgnVCM1000003b74010aRCRD> TEMA 4 – EMPRÉSTIMOS, FINANCIAMENTOS E INVESTIMENTOS 4.1 Resumo Em alguns momentos as empresas podem necessitar de um aporte financeiro para equilibrar seu caixa com capital de giro, pleitear um recurso financeiro para ampliar seu parque fabril ou melhorar as condições tecnológicas da empresa, ou simplesmente investir, para crescer. Nesses casos, as empresas podem realizar um empréstimo, um financiamento e até mesmo escolher um projeto para fazer um investimento. Tudo depende de como está a situação financeira da empresa. Trataremos agora desses temas, diferenciando-os e apresentando algumas modalidades que podem ser utilizadas na captação de recurso financeiro. 4.2 Descrição e contextualização É comum as organizações necessitarem de capital de terceiros para financiar algumas operações. Nesses casos, recorrem a algumas metodologias de mercado para levantar o capital necessário, ou seja, recorrerem ao mercado de crédito. Como exemplo, a empresa pode fazer um empréstimo junto a instituições financeiras como: bancos, cooperativasde créditos, correspondentes bancários, entre outros. Tudo depende do valor que a empresa deseja emprestar, como pretende pagar e quais garantias pode oferecer. As possibilidades são: 14 4.2.1 Empréstimos De acordo com o site do governo Portal Brasil, o conceito de empréstimo é o seguinte: Um contrato que o cidadão faz com uma instituição financeira para receber uma quantia em dinheiro que deverá ser devolvida ao banco em prazo determinada, acrescido de juros e encargos. Os recursos obtidos no empréstimo não têm destinação específica e podem ser utilizados da maneira que o cliente preferir (Empréstimos..., 2011) Os empréstimos podem ser de curto, médio ou longo prazo. Muitas instituições financeiras mantêm linhas de crédito específicas para atender às necessidades de empréstimos das organizações. É claro que, para isso, cobram juros e analisam o relacionamento que a empresa tem com a instituição. Um empréstimo comum que as empresas contratam é para capital de giro. Isso acontece quando a empresa não consegue caixa suficiente para manter as despesas da empresa em ordem ou quando ocorre algum fato inesperado que desequilibra as contas momentaneamente. O ideal é que esse empréstimo seja realmente utilizado para o capital de giro e não para pagar fornecedores, por exemplo, pois pagar juros para deixar material em estoque não é um bom negócio. 4.2.2 Financiamentos A concepção de financiamento difere um pouco do empréstimo porque nesse caso, tem uma finalidade específica. Uma empresa pleiteia um financiamento junto a alguma instituição financeira com o intuito de levantar capital para financiar sua infraestrutura, a compra de uma nova linha de produção, um novo barracão, uma nova planta, um equipamento de grande porte, enfim, algo que trará retorno, ou seja, que “pagará” esse financiamento. É comum os valores negociados em financiamentos serem maiores que os negociados em empréstimos. Além disso, os juros praticados pelos financiamentos costumam ser bem menores que nos empréstimos para auxiliar os empreendedores a alavancarem seus negócios e aumentarem a competitividade da empresa. Segundo Francisco Filho, (2014, p. 53), alguns tipos de financiamentos são: 15 Finame: linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) destinada a máquinas, equipamentos e veículos nacionais. Leasing: este tipo de financiamento é voltado para máquinas, equipamentos e veículos nacionais. Crowdfunding: uma nova forma de financiamento que rapidamente vem se popularizando, o crowdfunding tem sido utilizado para lançamento de produtos em que o proponente apresenta um projeto de seu produto para o público e este faz doações ou aquisições antecipadas para viabilizar o lançamento. Microcrédito: sistemas de financiamento de pequenos valores (normalmente de R$ 3 a R$ 5 mil), sem garantia real. Project Financing (financiamento a projetos): refere-se a estruturas de financiamentos destinadas a grandes projetos, como a criação de novas fábricas, usinas, grandes obras, entre outros. 4.2.3 Investimentos A empresa pode investir porque tem dinheiro em caixa, ou por necessidade. Quando é por necessidade, isso significa dizer que é uma decisão estratégica da empresa para se manter no mercado, para ganhar mais mercado ou para agregar valor aos acionistas. Se a empresa decide investir porque tem dinheiro em caixa é porque está em situação confortável e aí, sim, tem possibilidade de analisar os melhores investimentos que trarão crescimento para ela. Camargo (2007, p. 23) afirma que “entendemos por investimento o comprometimento atual de dinheiro ou de outros recursos feito na expectativa de colher benefícios maiores no futuro”. Isso vem ao encontro da ideia inicial de maximizar o valor da empresa para o acionista. Quando uma empresa tem a possibilidade de optar entre vários projetos de investimentos, é necessário criar parâmetros para analisá-los e fazer a escolha mais rentável. Tais parâmetros são determinados pela empresa que investirá naquele que se mostrar matematicamente mais atrativo. (Macedo; Corbari, 2014, p. 62-63). Para analisar os projetos de investimentos são utilizadas várias técnicas, tais como: valor presente líquido (VPL); valor presente líquido anualizado 16 (VPLA); taxa interna de retorno (TIR); período de payback simples (PPS); período de payback descontado (PPD), entre outros. As decisões envolvidas nos processos de contrair empréstimos, financiamentos ou realizar investimentos fazem parte da gestão estratégica financeira e orçamentária da organização, e os colaboradores dessa área precisam de conhecimento específico para tomar as decisões mais assertivas para empresa. Essa assertividade é possível de ser observada desde as questões mais simples, como evitar pagar juros por esquecimento até questões mais estratégicas de escolher o melhor investimento para o recurso da empresa. No mundo simulado do jogo de empresa, muitas vezes as empresas participantes necessitarão contrair empréstimos de curto e longo prazo. Nesses casos, o gestor estratégico da empresa deve se manter atento ao momento correto de se valer de um empréstimo e fazer a melhor escolha. Da mesma forma, é preciso consultar as linhas de financiamento que o jogo oferece, pois, na maioria dos casos, os financiamentos para ativos imobilizados sempre oferecem boas taxas de juros. Já as possibilidades de investimento no mundo simulado também ocorrem para que o gestor estratégico possa exercitar seu poder de escolha do que fazer com o capital parado da empresa. Saiba mais 1. Acesse o livro Contabilidade e gestão para micro e pequenas empresas, de Clóvis Padoveze e Miltes Martins, que consta no link a seguir e leia as páginas 261 até 272, que versam sobre investimentos e financiamentos. <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544300312/page s/261> 2. Acesse o livro Contabilidade e gestão para micro e pequenas empresas, de Clóvis Padoveze e Miltes Martins que consta no link a seguir e leia as páginas 283 e 295 e conheça mais sobre as linhas de créditos disponíveis para as empresas financiarem os negócios. <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544300312/page s/283> 3. Acesse o link a seguir e conheça uma apostila desenvolvida pelo SEBRAE que explica sobre as linhas de financiamento para as micro e pequenas empresas e também para os microempreendedores individuais. 17 <https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/UFs/AP/Anexos/Cartilha %20de%20linhas%20de%20credito%20para%20MPEs%20e%20MEI.pdf> 4. Acesse o link a seguir e assista ao vídeo sobre como o BNDES facilita o crédito para micro, pequena e médias empresas. <https://www.youtube.com/watch?v=N9zwQcVbgOo> 5. Amplie seu conhecimento sobre a linha de financiamento FINAME acessando o site do BNDES pelo link a seguir: <http://www.bndes.gov.br/wps/portal/site/home/financiamento/finame> TEMA 5 – O EFEITO DOS JUROS E DA TRIBUTAÇÃO 5.1 Resumo Para fechar o ciclo de entendimento das questões financeiras de uma empresa, é pertinente relembrar os conceitos de juros simples e compostos e também das taxas praticadas no mercado. Este tema abordará também as questões que envolvem a tributação, mencionando apenas alguns impostos e contribuições que costumam acontecer no mundo simulado dos jogos de empresas, porque nas empresas reais ocorrem esses e muitos outros. Mas o foco deste tema é reforçar junto ao gestor estrategista que, além de conhecer tais tributos, é importante provisioná-los paraque, no momento do recolhimento, a empresa esteja com seu fluxo de caixa (FC) preparado. 5.2 Descrição e contextualização Pagar juros não é um bom exercício para a empresa porque, na maioria dos casos, reduz a sua competitividade. Mas receber juros é bom, então sempre que a empresa puder investir seu capital e receber juros significa dizer que seu patrimônio está rendendo. Por isso, é importante para o gestor conhecer os fatores envolvidos nesse processo. Os conceitos apresentados a seguir foram adaptados de Francisco Filho (2015, p. 3-4), o qual diferencia os conceitos de juros da seguinte forma: Juros: remuneração do capital empregado, ou seja, quando a empresa aplica capital por determinado período, no final do prazo, será possível contar com o montante aplicado inicialmente, acrescido dos juros contratados. 18 Juros simples: são aqueles nos quais os juros são calculados sempre sobre o mesmo principal, ou seja, somente o capital inicial rende juros. Também chamado de capitalização simples. Juros compostos: é a metodologia mais utilizada pelo sistema financeiro. Nesse caso, os juros gerados em determinado período são incorporados ao principal e, só então, tem início o cálculo dos juros referentes ao período seguinte. Também chamados de juros capitalizados, ou juros sobre juros. Tecnicamente o capital aplicado pela metodologia do juro simples renderá menos que aquele aplicado pelo juro composto, por isso ele é o mais utilizado nas transações financeiras. Outro assunto pertinente aos juros são as taxas referenciais de mercado, as quais são utilizadas para organizar o mercado financeiro. Também a partir da explicação de Francisco Filho (2015, p. 5-6): Taxa Selic: Sistema Especial de Liquidação e Custódia. Essa taxa é a mais importante para o sistema financeiro brasileiro, pois a partir dela são negociados os títulos públicos. A partir da estipulação da Selic é que as demais taxas referenciais de juros são fixadas. Taxa Referencial de Juros (TR): reúne a taxa de juros dos trinta (30) maiores bancos; em seguida, calcula-se sua média diariamente, de forma sequencial, método que resulta no que depois é aplicado como reajuste de poupança. Taxa Básica de Financiamento (TBF): segue a mesma linha de cálculo de Taxa Referencial de Juros (TR), com a diferença de que seu redutor é menor. Taxa de Juros no Longo Prazo (TJLP): o objetivo é permitir alongamento de prazo no mercado financeiro, sendo muito utilizada pelo BNDES. A taxa sofre correção a cada trimestre, quando se considera a taxa de títulos da dívida externa e dívida interna federal. Outro assunto de extrema relevância na análise financeira das organizações refere-se aos pagamentos dos tributos (impostos, taxas e contribuições). Por mais que os tributos sejam de competência contábil, para uma boa gestão financeira (porque eles necessitam ser recolhidos, ou seja, pagos), é importante conhecê-los e até contemplá-los nas análises 19 orçamentárias empresariais. Focaremos agora os principais impostos com mais incidência no mundo simulado dos Jogos de Empresas. São eles: IR (Imposto de Renda) – Imposto de Renda e Proventos de qualquer natureza. Segundo Maia, (2004, p. 64) o imposto sobre a Renda, além de se destinar a cumprir os fins de arrecadação, uma vez que representa uma das maiores fontes de recursos no Brasil, também contribui para a realização dos fundamentos do Estado, à medida que pode ser utilizado como instrumento de equilíbrio de desigualdades socioeconômicas e regionais. ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação. Segundo Quintans (2008, p. 5-7), o ICMS é o mais importante imposto sobre o consumo, é de competência estadual e não cumulativa, o que consiste na compensação, em cada operação, do imposto cobrado nas operações anteriores. Devido a essa competência estadual, a legislação pertinente a esse assunto de cada Estado deve ser consultada. IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados. É de competência federal. Sua arrecadação destina-se a compor o orçamento da União. É um imposto que incide sobre uma categoria de bens, isto é, de produtos da indústria e tem funções financeira, reguladora e protecionista, pois o legislador pode determinar a qualquer tempo isenção desse imposto para impulsionar o consumo de algum tipo de produto. Exemplo: Isenção do IPI para aquisição de veículos destinados à utilização como táxi. (Borges; Reis, 2000, p. 7-8) IOF – Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a título ou valores mobiliários. Esse imposto incide sobre as operações de crédito, de câmbio, de seguros, entre outras transações realizadas pelas empresas. Embora também seja cobrado IOF das transações de crédito para pessoas físicas. Lembrando que o imposto é uma modalidade de tributo que tem por hipótese de incidência um fato qualquer que não diga respeito a uma atuação específica do Poder Público, ou seja, para que seja instituído e cobrado, não é necessário oferecer uma contrapartida específica para o contribuinte (como uma obra ou um serviço público qualquer). Assim, enquanto o contribuinte tem com o Estado o dever específico de recolher o tributo, o Estado não tem nenhum dever 20 para com o contribuinte. (Brogini, 2013, p. 16, citado por Carrazza, 2006, p. 497- 498) Além desses impostos, há também as seguintes contribuições: CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) – Segundo o site da Receita Federal do Brasil, estão sujeitas ao pagamento da CSLL as pessoas jurídicas e as pessoas físicas a elas equiparadas, domiciliadas no País. A alíquota da CSLL é de 9% (nove por cento) para as pessoas jurídicas em geral, e de 15% (quinze por cento), no caso das pessoas jurídicas consideradas instituições financeiras, de seguros privados e de capitalização. A apuração da CSLL deve acompanhar a forma de tributação do lucro adotada para o IRPJ [Imposto de Renda Pessoa Jurídica]. (Brasil, 2015) PIS/PASEP – Contribuição federal incidente sobre o faturamento das empresas, assim entendida a totalidade das suas receitas, sendo destinada à seguridade social. (Programa de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público). (Ashikaga; Bizelli, 2004, p. 17) COFINS - Contribuição federal incidente sobre o faturamento das empresas, assim entendida a totalidade das suas receitas, sendo destinada à seguridade social. Ashikaga; Bizelli, 2004, p. 17) Essas informações são essenciais para o bom planejamento financeiro e tributário de uma organização, tanto nas empresas reais quanto no mundo simulado dos Jogos de Empresas. Nesse caso, o conhecimento dos gestores estrategistas sobre esses conceitos auxiliará nas tomadas de decisões com mais propriedade e chances de sucesso. Saiba mais 1. Acesse o livro Contabilidade e gestão para micro e pequenas empresas, de Clóvis Padoveze e Miltes Martins, que consta no link a seguir. Leia as páginas 223 até 232 e entenda melhor o conceito dos tributos. <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544300312/page s/235> 2. Complemente seu conhecimento sobre tributos a recuperar e tributos sobre vendas das empresas enquadradas no simples, lendo as páginas 235 até 242 do livro Contabilidade e gestão para micro e pequenas empresas de Clóvis Padoveze e Miltes Martins. Para isso, acesse o link a seguir: <http://uninter.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544300312/page s/235> 21 3. Acesse o link a seguir econheça a diferença entre lucro presumido e lucro real. <https://www.youtube.com/watch?v=ny1RIZv4w_o> 4. Acesse o link a seguir e assista ao pequeno vídeo sobre planejamento tributário. <https://www.youtube.com/watch?v=hJC6Pyg_X8s> 5. Acesse o link a seguir e pesquise um pouco mais sobre orientações ao MEI (Micro Empreendedor Individual) <https://www.youtube.com/watch?v=YXmq9CAsB3g> TROCANDO IDEIAS Analisando os temas dessa quinta aula, discuta no fórum com seus colegas como as empresas podem economizar na arrecadação de impostos de suas atividades. NA PRÁTICA “A relevância da função de administração financeira depende da complexidade das operações e do tamanho da organização. Quanto mais complexa e maior for uma organização, provavelmente maiores responsabilidades serão atribuídas ao setor financeiro”. (Seleme, 2010, p. 28). A partir dessa colocação do autor, analise as afirmativas e assinale a única que contempla atividades que são de responsabilidade do setor financeiro. a. Avaliar ativos, auditar processos, liberar mercadorias. b. Pagar, receber, investir, contratar empréstimos. c. Recrutar, contratar, capacitar colaboradores. d. Comprar, vender, trocar, devolver mercadorias. e. Inspecionar, fechar câmbio, remodelar processos. FINALIZANDO Essa quinta aula trouxe assuntos relacionados à gestão financeira, orçamentária e tributária das empresas reais e também do mundo simulado dos jogos de empresas. 22 Foram apresentados conceitos importantes sobre um bom planejamento financeiro, enfatizando a necessidade de conhecer a condição financeira da empresa. É importante saber se a empresa tem liquidez suficiente para honrar seus compromissos ou se necessita de empréstimos para gerir suas operações. Depois disso, foram discutidos os custos, os investimentos e as despesas da organização, sendo sugerido o controle nas despesas e também cuidados com as contas a receber e a pagar. E, para finalizar, foram apresentadas noções básicas dos principais tributos e contribuições que as organizações precisam recolher, tanto no mundo real, quanto no mundo simulado. Tudo isso para que a equipe que participará de uma simulação de jogo de empresas tenha informação para subsidiar as tomadas de decisões. 23 REFERÊNCIAS ASHIKAGA, C. E. G.; BIZELLI, J. S. PIS-PASEP na importação: análise prática. São Paulo: Aduaneiras, 2004. BORGES, J. C.; REIS, M. L. A. dos. IPI ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Maria Augusta Delgado, 2015. BRASIL. Ministério da Fazenda. Receita Federal. Subsecretaria de Tributação e Contencioso. Contribuição social sobre o lucro líquido CSLL. IDG Receita Federal, 10 jul. 2015. Disponível em: <http://idg.receita.fazenda.gov.br/acesso- rapido/tributos/CSLL>. Acesso em: 28 out. 2017. BROGINI, G. Tributação e benefícios fiscais no comércio exterior. Curitiba: InterSaberes, 2013. CAMARGO, C. Análise de investimentos e demonstrativos financeiros. Curitiba: Ibpex, 2007. CHIAVENATO, I. Gestão financeira: uma abordagem introdutória. Barueri, SP: Manole, 2014. CRUZ, J. A. W. Gestão de custos: perspectivas e funcionalidades. Curitiba: InterSaberes, (2011). EMPRÉSTIMOS. Portal Brasil, 5 nov. 2011. Disponível em: <http://www.brasil.gov.br/economia-e-emprego/2009/11/emprestimos>. Acesso em: 27 out. 2017. FRANCISCO FILHO, V. P. Finanças. São Paulo: Pearson Education Brasil, 2014. MACEDO, J. J.; CORBARI, E. C. Análise de projeto e orçamento empresarial. Curitiba: InterSaberes, 2014. MAIA, M. E. G. Q. Imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza. Barueri-SP: Manole, 2004. PADOVEZE, C.; MARTINS, M. A. Contabilidade e gestão para micro e pequenas empresas. Curitiba: InterSaberes, 2014. QUINTANS, L. C. P. ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e 24 intermunicipal e de comunicação). Rio de Janeiro: Maria Augusta Delgado, 2008. SAUAIA, A. C. A. Laboratório de gestão: simulador organizacional, jogo de empresas e pesquisa aplicada. Barueri, SP: Manole, 2013. SELEME, R. B. Diretrizes e práticas da gestão financeira e orientações tributárias. Curitiba: Ibpex, 2010.