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�PAGE � SUMÁRIO Sumário 31 INTRODUÇÃO � 42 DESENVOLVIMENTO � 3. Violência contra mulher não é só física; 4 4. CODEPENDÊNCIA AFETIVA 75. Objetivos: � � � INTRODUÇÃO A violência doméstica é um problema que atinge milhares de crianças, adolescentes e mulheres. É uma das ocorrências que mais estimulam crianças e adolescentes a abandonar o lar e passem a viver nas ruas, como forma de fugir de maus tratos corporais, castigos físicos, violência sexual e conflitos domésticos de que são vítimas A luta das mulheres pelos seus direitos em todo o mundo começou ainda no século XVIII. Mas no Brasil, foi apenas no século XXI que elas finalmente ganharam essa Lei específica sobre a Violência Doméstica Sancionada pelo presidente da República, em agosto de 2006, alterou o Código Penal e permitiu que os agressores passassem a ser presos em flagrante ou que tenham a prisão preventiva decretada. A Lei também acabou com a penas em que o agressor é condenado a pagar apenas cesta básicas ou multas isoladas. LEI ¨MARIA DA PENHA¨ LEI Nº 11.340, DE 07 DE AGOSTO DE 2006. O nome da Lei homenageia uma vítima real dessa violência, a cearense Maria da Penha Maia. Trata-se de uma biofarmacêutica que lutou durante 20 anos para ver seu agressor condenado, e virou símbolo contra a violência doméstica. Em 1983, o marido de Maria da Penha, um professor universitário tentou matá-la duas vezes. Na primeira tentativa, ela ficou paraplégica. DESENVOLVIMENTO A Lei ¨Maria da Penha ¨ introduziu importantes mudanças e inovações definindo as formas de violência doméstica e familiar conta a mulher, independentemente de sua orientação sexual. Estabeleceu inéditas medidas de proteção que devem ser concedidas, em caráter de urgência, para a ofendida e seus familiares sempre que se encontrem em situação de risco, com a possibilidade de decretação da prisão preventiva do agressor em caso de descumprimento. A Lei afastou a atuação dos Juizados Especiais Criminais, regulados pela Lei nº 9.099/1995, determinou a criação de Varas Especializadas, com competência cível e criminal para processar e julgar todas as questões decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher e acabou com a antiga aplicação de penas de caráter financeiro, como fornecimento de cestas básicas. 3. Violência contra mulher não é só física; A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) é a principal legislação brasileira para a enfrentar a violência contra a mulher. A norma é reconhecida pela ONU como uma das três melhores legislações do mundo no enfrentamento à violência de gênero. Além da Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em 2015, colocou a morte de mulheres no rol de crimes hediondos e diminuiu a tolerância nesses casos. Mas o que poucos sabem é que a violência doméstica vai muito além da agressão física ou do estupro. A Lei Maria da Penha classifica os tipos de abuso contra a mulher nas seguintes categorias: violência patrimonial, violência sexual, violência física, violência moral e violência psicológica. Conheça algumas formas de agressões que são consideradas violência doméstica no Brasil: 1: Humilhar, xingar e diminuir a autoestima Agressões como humilhação, desvalorização moral ou deboche público em relação a mulher constam como tipos de violência emocional. 2: Tirar a liberdade de crença Um homem não pode restringir a ação, a decisão ou a crença de uma mulher. Isso também é considerado como uma forma de violência psicológica. 3: Fazer a mulher achar que está ficando louca Há inclusive um nome para isso: o gaslighting. Uma forma de abuso mental que consiste em distorcer os fatos e omitir situações para deixar a vítima em dúvida sobre a sua memória e sanidade. 4: Controlar e oprimir a mulher Aqui o que conta é o comportamento obsessivo do homem sobre a mulher, como querer controlar o que ela faz, não deixa-la sair, isolar sua família e amigos ou procurar mensagens no celular ou e-mail. 5: Expor a vida íntima Falar sobre a vida do casal para outros é considerado uma forma de violência moral, como por exemplo vazar fotos íntimas nas redes sociais como forma de vingança. 6: Atirar objetos, sacudir e apertar os braços Nem toda violência física é o espancamento. São considerados também como abuso físico a tentativa de arremessar objetos, com a intenção de machucar, sacudir e segurar com força uma mulher. 7: Forçar atos sexuais desconfortáveis Não é só forçar o sexo que consta como violência sexual. Obrigar a mulher a fazer atos sexuais que causam desconforto ou repulsa, como a realização de fetiches, também é violência. 8: Impedir a mulher de prevenir a gravidez ou obrigá-la a abortar O ato de impedir uma mulher de usar métodos contraceptivos, como a pílula do dia seguinte ou o anticoncepcional, é considerado uma prática da violência sexual. Da mesma forma, obrigar uma mulher a abortar também é outra forma de abuso. 9: Controlar o dinheiro ou reter documentos Se o homem tenta controlar, guardar ou tirar o dinheiro de uma mulher contra a sua vontade, assim como guardar documentos pessoais da mulher, isso é considerado uma forma de violência patrimonial. 10: Quebrar objetos da mulher Outra forma de violência ao patrimônio da mulher é causar danos de propósito a objetos dela, ou objetos que ela goste. Fonte: Portal Brasil 4. CODEPENDÊNCIA AFETIVA A codependência é um transtorno emocional, a sua principal característica consiste na atadura emocional ou seja a pessoa se atrelada à patologia do o outro, tendo uma extrema dificuldade em colocar limites para o comportamento problemático do dependente, por exemplo, a esposa que tolera todas as consequências decorrentes do alcoolismo do marido, como perda do emprego, agressividade, irresponsabilidade, ou a pessoa que suporta qualquer tipo de abuso do cônjuge por medo das chantagens emocionais feitas por ele, como por exemplo a separação. 4.1 Quais os sintomas? Os codependentes possuem baixa outo-estima, medo, dificuldade em expressar sentimentos, incerteza do futuro, medo de errar, culpa, ansiedade em querer mudar o outro, depressão, sentem-se úteis e valorizados somente quando cuidam, resolvem e toleram os problemas do outro. 4.2 QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS? Se os afetados desconhecem sua condição e a patologia vier a se tornar crônica, esta pode gerar níveis de estresse, que diminuem sensivelmente a qualidade de vida e culminam em mal-estar físico generalizado e até em outras doenças como as cardiovasculares, dependências químicas, dentre outras. A medida que a pessoa codependente abandona suas necessidades e objetivos ao longo da vida, ela entra num processo de abandono de si mesma e de autodestruição. Como esse padrão ocorre a longo prazo, normalmente durante vários anos, resulta em muitas perdas, projetos pessoais, lazer, relações que poderiam ter sido saudáveis. Isso pode desencadear danos para a saúde da pessoa, seja no aspecto físico ou no campo psicológico. A codependência é um padrão de relacionamento egoísta, onde o medo de perder o controle sobre o outro resulta em prejuízos para a saúde física e emocional. 4.3 Existe tratamento? O tratamento tem início com a tomada de consciência e aceitação por parte do codependente, a partir de então o codependente entende sua condição e necessidade de ajuda. O codependente precisa aprender a estabelecer limites e se impor e saber dizer não. A psicoterapia individual é primordial e em muitos casos o codependente apresenta transtornos como depressão e/ou ansiedade, é necessário uma consulta com o médico psiquiatra para que este avalie a necessidade do uso de medicação antidepressiva e/ou ansiolítica. 5. Objetivos: 5.1 OBJETIVO GERAL Elevar sua autoestima, promover seu bem-estar, físico, metal, social, econômicoe, sobretudo fortalecer o vínculo familiar. 5.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS a) Propor novas ideias que possam colaborar não somente com o CREAS, mas com todas as Unidades que prestam serviços à população independente de classes sociais, instituições públicas ou privadas. Oferecer condições para reparar danos e interromper a violação de seus direitos. b) Romper com o ciclo de violência no interior da família; c) Dar suporte psicológico juntamente com o profissional da área. d) Criar um grupo de auto ajuda. 6.PÚBLICO ALVO: Grupo de Acolhimento as Mulheres usuárias do CREAS. 7. METAS A ATINGIR: O objetivo é ajudar as mulheres a romperem o ciclo de violência, vez que, muitas vezes, a vítima acaba acreditando na promessa do agressor de que tudo será diferente, mas depois de alguns dias acaba sendo agredida novamente, a violência doméstica é abordada como uma questão de violência do gênero, alimentada e ocultada por uma sociedade que ainda é patriarcal e machista. Potencializar recursos para reparação de situação vivenciada e na reconstrução de relacionamentos familiares. Pretende-se atingir 10 mulheres/mês com oficinas de formação profissional, crochê e bordados variados, artesanato entre outros. 8. METODOLOGIA: Será realizado um trabalho com o Grupo de Acolhimento as Mulheres, tendo como objetivo realizar oficinas de capacitação profissional. Dar suporte psicológico juntamente com o profissional da área e palestras sobre violência contra a mulher, medidas protetivas, direitos da mulher e onde procurar ajuda nas situações de violência doméstica e familiar praticada contra a mulher. Este projeto caracterizou-se por utilizar pesquisa investigativa, objetivando contribuir para a formação de programas e ações de apoio e incentivo à capacitação profissional e à construção da cidadania das mulheres. O Trabalho será desenvolvido em etapas, que serão assim distribuídas: Elaboração do Projeto; Apresentação e apreciação dos estagiários junto à coordenação do CREAS e da Secretária de Assistência Social. Organização do espaço das oficinas. 8. RECURSOS HUMANOS: • Uma estagiária de Serviço Social; • Uma Assistente Social supervisora de campo; • Uma Psicóloga; • Uma Pedagoga. 9. PARCEIROS OU INSTITUIÇÕES APOIADORAS Secretaria de Assistência Social. 9. AVALIAÇÃO A avaliação do projeto se dará através do acompanhamento pelo profissional de serviço social do CREAS, os objetivos propostos serão alcançados de maneira satisfatória a todos os envolvidos no projeto tanto a equipe técnica do CREAS quanto as participantes do Grupo de Acolhimento às Mulheres e suas respectivas famílias. 10. CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO O trabalho será executado de acordo as datas e metas pré-estabelecidas para o Estágio Curricular Obrigatório III, conforme consta nas Orientações para o Estagio Curricular Obrigatório III. CRONOGRAMA DIA/MÊS TEMA 08/03/2018 1º Encontro Palestra sobre Lei Maria da Penha. 04/10/2017 2º Encontro A importância dos vínculos familiares, da conversa. 10/10/2017 3º Encontro Mulheres em superação: - Troca de experiências; -Autoestima. 18/04/2018 4º Encontro Encerramento e confraternização. 11. CONCLUSÃO: O Projeto reúne mulheres vítimas de violência doméstica para explicar-lhes o conteúdo da Lei Maria da Penha, os direitos que a lei as garante, a tramitação da investigação policial e do processo judicial. Além de orientações psicossocial, busca a aproximação entre as vítimas e a Rede de Serviços Socioassistenciais, de forma a favorecer o atendimento adequado às diversas demandas e necessidades que surgem em virtude das mudanças acarretadas pela denúncia e pelo enfrentamento à violência vivenciada. Em casos específicos e se necessário são fornecidos alguns encaminhamentos no mesmo dia da palestra. No final das atividades é realizada uma avaliação por parte das mulheres, que podem sugerir ações e temas a serem abordados em outros encontros do gênero. 12. REFERÊNCIA: http://www.onumulheres.org.br/areas-tematicas/fim-da-violencia-contra-as-mulheres Acesso em 07 de outubro de 2017 https://www.geledes.org.br/violencia-domestica-e-familiar-contra-mulher-lei-maria-da-penha-uma-analise-juridica Acesso em 15 de outubro de 2017 GONSALVES, AMANDA BOZA. Oficina de Formação Projeto de Intervenção, Serviço Social III. São Paulo, Pearson Prentice Hall, 2011. BRAUN, EDNA. A Realidade Regional Sistema de Ensino Presencial Conectado serviço social lilian cunha da silva Projeto de pesquisa: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Paragominas 2018 lilian cunha silva projeto de pesquisa: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER Trabalho de Produção Textual Interdisciplinar individual apresentado à Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina de; Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso, Estágio em Serviço Social III. Orientador: Prof. Amanda Boza Gonçalves Carvalho Paragominas 2018