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CRESCIMENTO E 
DESENVOLVIMENTO DE 
PLANTAS
Antônio Paulino da Costa Netto
Crescimento e Desenvolvimento de Plantas
• Crescimento:
É um aumento no tamanho das células, seja
também por peso ou volume.
Consiste na conversão de substancias inogânicas
simples em substâncias orgânicas comlexas,
gerando um aumento do “corpo” da plantas.
Pode ser medido quantitativamente pela análise
de crescimento
• Desenvolvimento:
É caracterizado por dois processos distintos:
Diferenciação e Morfogênese dos tecidos que
compõem as plantas.
Crescimento e Desenvolvimento de Plantas
Diz respeito a diferenças qualitativas entre as
células, tecidos e órgãos.
Então podemos concluir que o desenvolvimento é
alcançado pelo somatório do crescimento,
diferenciação e morfogênese dos tecidos que
compõem um vegetal.
• Medidas de Crescimento:
• Comprimento
• Área
Crescimento e Desenvolvimento de Plantas
• Área
• Massa fresca
• Massa seca
• Número de células (Cultua de Tecidos)
• Dosagem de substâncias (Teor de clorofilas, 
açúcares, proteínas, nitrogênio, etc)
• Mecanismos e Níveis de Controle do 
Desenvolvimento
• Genético
Crescimento e Desenvolvimento de Plantas
• Genético
• Controle hormonal
• Controle ambiental
• Etapas do Desenvolvimento Vegetal
1) Germinação
2) Juvenilidade
Crescimento e Desenvolvimento de Plantas
2) Juvenilidade
3) Maturidade ou Maturação
4) Floração
5) Frutificação
6) Senescência
7) Morte
O que é germinação?
É uma sequência de eventos fisiológicos,
influenciados por fatores externos e internos.
1) GERMINAÇÃO
influenciados por fatores externos e internos.
Conceito Fisiológico de Germinação:
“Germinar é simplesmente sair do repouso e entrar
em atividade metabólica.”
O que é GERMINAÇÃO COMPLETA?
Fisiologicamente parte do embrião se
desenvolve e atravessa os tecidos que o
envolvem.
ESTRUTURADA SEMENTE:
n + n zigoto (2n) embrião eixo
embrionário radícula, hipocótilo, plúmula e 1,
2 ou + cotilédones.
Tegumento testa e tégmen.
Endosperma tecido de reserva:
Persistente usado na germinação. Ex.: cereais.
Se degenera cotilédones principais órgãos de
reserva. Ex.: leguminosas.
ESTRUTURA DA SEMENTE
O PROCESSO DE GERMINAÇÃO
1) Embebição: Processo puramente físico, gera um
aumento no peso da semente.
Água reidratação:
Inchamento Pressão de embebição Emergência.
Inicia o metabolismo.Inicia o metabolismo.
2) Reativação do Metabolismo:
Síntese de GA enzimas hidrolíticas quebra.
Aumento da respiração.
Reativação de organelas e macromoléculas.
Utilização das reservas.
3) Início de Crescimento e Emergência da
Radícula
Ocorre depois dos processos anteriores pois
precisa haver divisão e crescimento celular.
4) Crescimento da Plântula e Emergência do Solo.
TIPOS DE GERMINAÇÃO:
EPÍGEA HIPÓGEA
(feijão, cebola) (milho, ervilha)
• As sementes podem ser caracterizadas 
quanto a germinação em alguns grupos:
1) Fotoblásticas negativas: Não depndem da luz
para que ocorra a germinação.
2) Fotoblásticas positivas: Dependem da luz2) Fotoblásticas positivas: Dependem da luz
para que ocorra a germinação.
Fitocromos: Cromoproteínas do grupo
tetrapirrólico, encontrados em todos os
tecidos vegetais.
• Os fiticromos podem se encontrar em duas
formas:
• INATIVA: P660 e ATIVA: P730
• A forma INATIVA recebe LUZ no
comprimento de onda do vermelho mudandocomprimento de onda do vermelho mudando
sua estrutura e passando a ser ATIVA, que
acumulada promove a germinação das
sementes Fotoblásticas Positivas.
• As sementes Fotoblásticas negativas já possuem
o P730, por isso somente precisam da embebição
para germinar.
Irradiação (Vermelho) % de Germinação
V 70%
Germinação de Sementes de Alface
V-Ve 6%
V-Ve-V 74%
V-Ve-V-Ve 6%
P660 P730
ATIVOINATIVO
VERMELHO
Mecanismo de Reversibilidade do Fitocromo.
ATIVOINATIVO
REVERSÃO
•Fatores que afetam a germinação:
Longevidade e viabilidade das sementes:
- 1 a 2 anos – milho, cebola, pimenta.
- 3 a 4 anos – feijão, cenoura, tomate.
- 5 a 6 anos – abóbora, alface, melão, espinafre.
Água:
- Permeabilidade do tegumento.
- Disponibilidade de água.
- Composição química das reservas.
- Gases [O ]- Gases [O2]
Temperatura: 15-30º C.
Luz: Fotoperíodo.
Qualidade da luz.
Morfologia:
- Tegumento
- Tamanho da semente
- Desempenho germinativo
PQ sementes de algumas espécies não germinam,
mesmo em condições adequadas de umidade e
temperatura?
1º Processo avançado de deterioração ou,
2º Dormência.
1°caso absorvem água, mas não completam
as atividades metabólicas.
SEMENTES DORMENTES:
Mesmo vivas e sob condições de ambiente que
favorecem a germinação, não germinam, têm
alguma restrição interna, impedindo
desenvolvimento do embrião.desenvolvimento do embrião.
Germinação só ocorre se restrição for superada.
Na natureza pode levar dias, meses ou anos,
dependendo da espécie.
DORMÊNCIA
- Induz atraso na germinação.
- Incapacidade de germinar mesmo em condições
ambientais favoráveis.
VANTAGENS:
- Maior tempo para dispersão da semente.- Maior tempo para dispersão da semente.
- Melhor taxa de sobrevivência das plântulas
porque inibe a germinação em condições
desfavoráveis.
- Impede viviparidade.
As sementes podem ter:
Dormência Primária liberadas da planta
mãe dormentes (efeito genético).
Dormência secundária liberadas em estado
não dormente, em condições desfavoráveis paranão dormente, em condições desfavoráveis para
germinação, tornam-se dormentes.
Ex. Em sementes de aveia em T° > que o máximo
para germinação tornam - as dormentes.
Tipos de Dormência:
1) Exógena ou extra-embrionária (tegumento)
Impede a absorção de água (mimosa, trevos).
Interferência nas trocas gasosas.
Restrição mecânica (canela-azeitona).Restrição mecânica (canela-azeitona).
Retenção de inibidores (Copaífera).
Produção de inibidores.
Quebra da dormência: escarificação (mecânica;
química e c/ água), isolamento do embrião.
2) Endógena ou embrionária:
- Presença de inibidores da germinação.
- Ausência de promotores da germinação.
- Imaturidade do embrião (erva-mate e castanha
do Brasil).
Quebra da dormência: imersão em água ou
hormônios, estratificação a frio, pós-maturação do
embrião.
Regulação entre ABAX GA3
As Giberelinas promovem a 
germinação, por estimular 
a mobilização de reservas.
Fatores ambientais que induzem a liberação da
dormência:
Pós-maturação diminuição da umidade a
um certo nível de ressecamento.
Resfriamento uso de baixas temperaturas.
Luz pode ser breve exposição (alface) ou
tratamento intermitente (Kalanchoe).
Efeito da duração de
exposição a baixas
temperaturas em centeio
(Secale cereale).
No experimento,
sementes expostas a 5°Csementes expostas a 5°C
em diferentes tempos
germinaram, quando
expostas a condições de
desvernalização (3 dias a
350C).
Maioria das plantas cultivadas hoje são
geneticamente melhoradas por processos que
eliminaram a dormência.
Porque? Produção agrícola rapidez e
uniformidade da germinação da semente e da
emergência da plântula em campo.emergência da plântula em campo.
Ex. soja, feijão, girassol, milho.
Muitas espécies têm a sobrevivência garantida pela
dormência.
Evolutivamente dormência é característica
adaptativa que assegura sobrevivência das sps nos
difeentes ecossistemas.
Contribui para a persistência das plantas
daninhas, dificultando controle e eliminação.
Apesar do controle sistemático dessas plantas,
todos os anos milhares emergem nas lavouras, uma
vez que as sementes dessas espécies sobrevivem no
solo por vários anos, devido à dormência.
Ex. dificuldade de erradicação do arroz vermelho.
Culturas sob cerrado eplantio direto:
Oleaginosa Amilácea Proteica
Girassol Cereais Soja
Hellianthus annuus Poaceae, Glycine max
Monocotiledônea Leguminosae
Flor do Pequi
• Fase que sucede a germinação
• O período de duração varia com a espécie, Ex.:
Bambu: 25 anos
Carvalho: 40 anos
Amendoim: Alguns dias
Características Fisiológicas
2) JUVENILIDADE
Características Fisiológicas
1) Incapacidade de Florescer
2) Rápido Crescimento
3) Dominância Apical
4) Geotropismo pronunciado
5) Facilidade de Enraizamento
6) Facilidade de pegamento de enxertia
• Etapa de difícil detecção, pois não apresenta
nenhuma alteração externa
• Se encontra apta a reprodução
3) MATURAÇÃO
Características Fisiológicas
1) Redução da taxa de crescimento
2) Redução da capacidade fotossintética
3) Inicio de diferenciação nas gemas foliares
Tratamentos de ramos maduros de hera, com fitohormônios
É caracterizada pelo aparecimento dos órgãos florais
Necessita de 3 etapas:
1) Indução floral:
Processos realizados nas folhas pela síntese de um
fitohormônio (Florígeno? MeJA?) que é
acumulado e transportado para os ápices da
4) FLORAÇÃO OU FLORESCIMENTO
acumulado e transportado para os ápices da
planta
2) Diferenciação das partes florais:
Se houver receptividade do hormônio é iniciada a
diferenciação celular seguida da formação das
gemas florais
3) Crescimento das partes florais
• O florescimento é muitas vezes determinado
por condições ambientais como:
A) Temperaturas Altas: Em regiões tropicais
algumas espécies desenvolveram sensibilidade à
mudanças de temperatura, sincronizando a
floração. Isso é conhecido comofloração. Isso é conhecido como
TERMOPERIODISMO. Ex.: Manga
B) Temperaturas Baixas: Algumas plantas
precisam de um tratamento térmico conhecido
como “vernalização” para florir. Ex.: Macieira,
Pereira, Pessegueiro etc
• Duração do Dia:
Fotoperíodo crítico: duração mínima de luz
necessária para induzir o florescimento das
plantas
Algumas plantas florescem de acordo com o
comprimento do dia (FOTOPERIODISMO),
sendo classificadas em 3 classes:
1) Plantas de dias curtos (PDC): Florescem
quando o fotoperíodo crítico não é atingido, ou
seja, florescem rapidamente quando a
iluminação é inferior a certo número de horas
por dia. Ex.: Café e Soja.
• 2) Plantas de dias longos (PDL): Florescem
quando o fotoperíodo crítico é ultrapassado, ou
seja, florescem rapidamente quando a
iluminação é superior a certo número de horas
por dia. Ex.: Alface, Cebola
• 3) Plantas Indiferentes: Florescem em qualquer• 3) Plantas Indiferentes: Florescem em qualquer
fotoperíodo, ou seja, o fotoperíodo não exerce
nenhum controle sobre o florescimento
• Relação entre Fpcrítico X Horas de luz
• Atuação do FITOCROMO.
• Inicia-se com a fecundação (polinização), é
caracterizado pela expansão dos tecidos do
ovário, desenvolvimento do embrião e do
endosperma.
5) FRUTIFICAÇÃO
• O crescimento do fruto pode ser devido a
expansão celular ou diferenciação seguida de
expansão.
• É influenciado por auxinas, giberelinas e
citocininas.
• É um complexo de eventos catabólicos, que não
sendo revertidos levam à morte celular, do
órgão e da própria planta.
6) SENESCÊNCIA
• Ocorre após a maturidade independente do
florescimento ou não.
• É influenciado pelos fitohormônios ETILENO e
ABA
• É um complexo de eventos catabólicos, que não
sendo revertidos levam à morte celular, do
órgão e da própria planta.
7) MORTE
• Ocorre após a senescência independente da
frutificação.
• É influenciado pelos fitohormônios ETILENO e
ABA

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