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Direito civil – Prova estagio
 	Lei de introdução ás normas do Direito Brasileiro:
A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro é norma de sobredireito ou de apoio, consistente num conjunto de normas cujo objetivo é disciplinar as próprias normas jurídicas. De fato, norma de sobredireito é a que disciplina a emissão e aplicação de outras normas jurídicas.
CONCEITO E CLASSIFICAÇÃO:
Lei é a norma jurídica escrita, emanada do Poder Legislativo, com caráter genérico e obrigatório. A lei apresenta as seguintes características:
generalidade ou impessoalidade: porque se dirige a todas as pessoas indistintamente. Abrese exceção à lei formal ou singular, que é destinada a uma pessoa determinada, como, por exemplo, a lei que concede aposentadoria a uma grande personalidade pública. A rigor, a lei formal, conquanto aprovada pelo Poder Legislativo, não é propriamente uma lei, mas um ato administrativo;
obrigatoriedade e imperatividade: porque o seu descumprimento autoriza a imposição de uma sanção;
permanência ou persistência: porque não se exaure numa só aplicação;
autorizante: porque a sua violação legitima o ofendido a pleitear indenização por perdas e danos. Nesse aspecto, a lei se distingue das normas sociais; Segundo a sua força obrigatória, as leis podem ser:
cogentes ou injuntivas: são as leis de ordem pública, e, por isso, não podem ser modificadas pela vontade das partes ou do juiz. Essas leis são imperativas, quando ordenam um certo comportamento; e proibitivas, quando vedam um comportamento.
supletivas ou permissivas: são as leis dispositivas, que visam tutelar interesses patrimoniais, e, por isso, podem ser modificadas pelas partes. Tal ocorre, por exemplo, com a maioria das leis contratuais.
Segundo a intensidade da sanção, as leis podem ser:
perfeitas: são as que prevêem como sanção à sua violação a nulidade ou anulabilidade do ato ou negócio jurídico.
mais que perfeitas: são as que prevêem como sanção à sua violação, além da anulação ou anulabilidade, uma pena criminal. Tal ocorre, por exemplo, com a bigamia.
menos perfeitas: são as que estabelecem como sanção à sua violação uma conseqüência diversa da nulidade ou anulabilidade. Exemplo: o divorciado que se casar sem realizar a partilha dos bens sofrerá como sanção o regime da separação dos bens, não obstante a validade do seu matrimônio.
imperfeitas: são aquelas cuja violação não acarreta qualquer conseqüência jurídica. O ato não é nulo; o agente não é punido.
SISTEMAS DE VIGÊNCIA
O Direito é uno. A sua divisão em diversos ramos é apenas para fins didáticos. Por isso, o estudo da vigência e eficácia da lei é aplicável a todas as normas jurídicas e não apenas às do Direito Civil. Dispõe o art. 1.º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que: “Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país 45 (quarenta e cinco) dias depois de oficialmente publicada”. Acrescenta seu § 1.º: “Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 3 (três) meses depois de oficialmente publicada”.
VACATIO LEGIS : Vacatio legis é o período que medeia entre a publicação da lei e a sua entrada em vigor. Tem a finalidade de fazer com que os futuros destinatários da lei a conheçam e se preparem para bem cumpri-la.
PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DAS LEIS: De acordo com esse princípio, consagrado no art. 3.º da LINDB, ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. Trata-se da máxima: nemine excusat ignorantia legis. Assim, uma vez em vigor, todas as pessoas sem distinção devem obedecer a lei, inclusive os incapazes, pois ela se dirige a todos.
PRINCÍPIO JURA NOVIT CURIA : O princípio do jura novit curia significa que o juiz conhece a lei. Consequentemente, torna-se desnecessário provar em juízo a existência da lei. Esse princípio comporta as seguintes exceções: a)direito estrangeiro; b)direito municipal; c) direito estadual; d)direito consuetudinário.
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DAS LEIS: De acordo com esse princípio, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue (art. 2.º da LINDB). Assim, só a lei pode revogar a lei. Esta não pode ser revogada por decisão judicial ou por ato do Poder Executivo. Em regra, as leis têm efeito permanente, isto é, uma vigência por prazo indeterminado, salvo quanto as leis de vigência temporária. A não aplicação da lei não implica na renúncia do Estado em atribuir-lhe efeito, pois a lei só pode ser revogada por outra lei.
REPRISTINAÇÃO: Repristinação é a restauração da vigência de uma lei anteriormente revogada em virtude da revogação da lei revogadora.
FONTES MATERIAIS OU REAIS: As fontes materiais são as causas determinantes da origem da norma jurídica. O assunto extrapola os limites da ciência jurídica, registrando conotação metafísica, levando o intérprete a investigar a razão filosófica, sociológica, histórica, social, ética, etc., que determinaram o surgimento da norma jurídica.
FONTES FORMAIS : As fontes formais do direito compreendem os modos pelos quais as normas jurídicas se revelam. Referidas fontes, classificam-se em estatais e não estatais.
As fontes estatais, por sua vez, subdividem-se em:
Legislativas: Constituição Federal, Leis e Atos Administrativos;
Jurisprudenciais: são as decisões uniformes dos tribunais. Exemplos: súmulas, precedentes judiciais etc.
Convencionais: são os tratados e convenções internacionais devidamente ratificados pelo Brasil.
As fontes não-estatais são as seguintes:
Costume Jurídico: direito consuetudinário;
Doutrina: direito científico;
Convenções em geral ou negócios jurídicos. De fato, os contratos e outros negócios jurídicos são evidentemente celebrados com o fim de produzir efeito jurídico e por isso torna-se inegável o seu ingresso no rol das fontes formais.
Convém, porém, salientar que a classificação das fontes formais do direito é tema polêmico no cenário jurídico. Numerosos autores propõem sobre o assunto a seguinte classificação:
Fonte formal imediata ou principal ou direta: é a lei, pois o sistema brasileiro é o do Civil Law ou romano germânico.
Fontes formais mediatas ou secundárias: são aquelas que só têm incidência na falta ou lacuna da lei. Compreendem a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito (art. 4º da LINDB). Alguns autores ainda incluem a equidade. Na Inglaterra, que adota o sistema da Common Law, os costumes são erigidos a fonte formal principal.
REVOGAÇÃO: Revogação é a cessação definitiva da vigência de uma lei em razão de uma nova lei. Só a lei revoga a lei, conforme o princípio da continuidade das leis. Saliente-se que o legislador não pode inserir na lei a proibição de sua revogação.
PRINCÍPIO DA SEGURANÇA E DA ESTABILIDADE SOCIAL :De acordo com esse
princípio, previsto no art. 5º, inc. XXXVI da CF, a lei não pode retroagir para violar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Devem ser respeitadas, portanto, as relações jurídicas constituídas sob a égide da lei revogada.
→ Direito Adquirido: é o que pode ser exercido desde já por já ter sido incorporado ao patrimônio jurídico da pessoa.
→ Ato Jurídico Perfeito: é o já consumado de acordo com a lei vigente ao tempo em que se efetuou. Exemplo: contrato celebrado antes da promulgação do Código Civil não é regido por este diploma legal, e sim pelo Código Civil anterior.
→ Coisa Julgada: é a sentença judicial de que já não caiba mais recurso. É, pois, a imutabilidade da sentença.
INEFICÁCIA: Vimos que a lei só é revogada em razão da superveniência de uma nova lei. Em certas hipóteses, porém, a lei perde a sua validade, deixando de ser aplicada ao caso concreto, não obstante conserve a sua vigência em razão da inexistência da lei superveniente revogadora. Assim, é possível a ineficácia de uma lei vigente, bem como a eficácia de uma lei revogada. Essa última hipótese ocorre quando a lei revogada é aplicada aos casos em que há direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada.
Malgrado a sua vigência, a lei é ineficaz, isto é, inaplicável nasseguintes hipóteses:
caducidade: ocorre pela superveniência de uma situação cronológica ou factual que torna a norma inválida, sem que ela precise ser revogada. Exemplo: leis de vigência temporária.
desuso: é a cessação do pressuposto de aplicação da norma. Exemplo: a lei que proíbe a caça da baleia deixará de ser aplicada se porventura desaparecerem todas as baleias do planeta.
costume negativo ou contra legem: é o que contraria a lei. O costume não pode revogar a lei, por força do princípio da continuidade das leis. Todavia, prevalece a opinião de que ele pode gerar a ineficácia da lei, desde que não se trate de lei de ordem pública.
 	PESSOAS...............................
P. Naturais : Conceito de personalidade jurídica: A personalidade jurídica é um atributo essencial para ser sujeito de direito (art. 1º do CC). Para a teoria geral do direito civil a personalidade é uma aptidão genérica para titularizar direitos e contrair obrigações. Início da personalidade jurídica da pessoa natural O início da personalidade é marcado pelo nascimento com vida, conforme dicção do art. 2º do CC. Clinicamente o nascimento é aferível pelo exame de docimasia hidrostática de Galeno.
Proteção jurídica do nascituro; Nascituro é o ente já concebido, mas ainda não nascido. Deixando de lado as discussões teóricas sobre o início da personalidade jurídica, é certo que a segunda parte do art. 2º do CC expressamente “põe à salvo os seus direitos”. Assim, pode-se afirmar que na legislação em vigor o nascituro:
É titular de direitos personalíssimos (como o direito à vida);
Pode receber doação, conforme dispõe o art. 542 do CC: “A doação feita ao nascituro valerá, sendo aceita por seu representante legal”;
Pode ser beneficiado por legado e herança (art. 1798 do CC);
Pode ser-lhe nomeado curador para a defesa dos seus interesses (arts. 877 e 878 do CPC); e) O Código Penal tipifica o crime de aborto;
f) Tem direito a alimentos.
Capacidade de direito e capacidade de fato:
Por capacidade de direito, também conhecida como capacidade de gozo ou capacidade de aquisição, pode ser entendida como a medida da intensidade da personalidade. Todo ente com personalidade jurídica possui também capacidade de direito, tendo em vista que não se nega ao indivíduo a qualidade para ser sujeito de direito. Personalidade e capacidade jurídica são as duas faces de uma mesma moeda.
A capacidade de fato, ao contrário da capacidade de direito possui estágios definidos no próprio Código Civil. Ele distingue duas modalidades de incapacidade, a saber: a incapacidade em absoluta e a relativa. Trata-se de um divisor quantitativo de compreensão do indivíduo.
De acordo com o art. 3º do CC são considerados absolutamente incapazes:
Os menores de 16 anos (art. 3º, I)
Aqueles que sofrem de doença ou deficiência mental (art. 3º, II)
Os que por causa transitória não puderem exprimir sua vontade (art. 3º, III)
De acordo com o art. 4º do CC são considerados relativamente incapazes:
Os maiores de 16 e menores de 18 anos (art. 4º, I);
Os ébrios habituais e os viciados em tóxico (art. 4º, II);
Os deficientes mentais que tenham o discernimento reduzido (art. 4º, II);
Os excepcionais sem desenvolvimento mental completo (art. 4º, III) e) Os pródigos (art. 4º, IV)
Emancipação :Trata-se de um uma hipótese de antecipação da aquisição da capacidade civil plena antes da idade legal. Três são as formas de emancipação:
Emancipação voluntária – É aquela concedida por ato unilateral dos pais em pleno exercício do poder parental, ou um deles na falta do outro.
Emancipação judicial – Realiza-se mediante uma sentença judicial, na hipótese de um menor posto sob tutela. Antes da sentença o tutor será, necessariamente, ouvido pelo magistrado (Código Civil art. 5º, parágrafo único, I, segunda parte).
Emancipação legal – Ocorre em razão de situações descritas na lei. O art. 5º do CC nos traz as seguintes situações:
O Casamento;
Exercício de emprego efetivo;
Colação de grau em curso de ensino superior;
Estabelecimento civil ou comercial, ou a existência de relação de emprego, desde que, em função deles, o menor tenha economia própria.
Extinção da personalidade jurídica da pessoa natural: A morte é o momento no qual a personalidade se extingue. Não se admite no ordenamento pátrio a hipótese de morte civil ou qualquer outro modo de perda da personalidade sem vida. Todavia é possível cogitar de uma presunção de morte, conforme se depreende da leitura do art. 7º do CC.
O referido dispositivo trata de duas hipóteses de morte presumida. A primeira trata da probabilidade extrema de morte daquele que se encontre em perigo de vida. (CC art. 7º, I). A segunda hipótese trata dos desaparecidos em campanha de guerra ou feito prisioneiro, caso não seja encontrado até 02 dois anos após o término da guerra (CC art. 7º, II).
Ausência das pessoas naturais :Ausente é aquele que desaparece de seu domicílio, sem que dele se tenha notícias. Assim, para caracterizar a ausência a não-presença do sujeito deve somar-se com a falta de notícias.
A ausência é um processo no qual a proteção dos bens do desaparecido dá lugar à proteção dos interesses dos sucessores. Este processo tem três estágios, conforme a menor possibilidade de reaparecimento do ausente:
Declaração da ausência e curadoria dos bens;
Sucessão provisória; e
Sucessão definitiva.
P. Jurídicas: O art. 44 do CC prevê cinco espécies de pessoa jurídica de direito privado. São elas:
Associações: São entidades formadas pela união de indivíduos com o propósito de realizarem fins não-econômicos.
A assembléia geral é o órgão máximo das associações. Ela possui poderes deliberativos e o art. 59 do CC estabeleceu-lhe competências absolutas: 1º) eleger os administradores; 2º) destituir os adminitradores; 3º) aprovar contas; e 4º) alterar o estatuto.
Sociedades: São as entidades formadas pela união de pessoas que exercem atividade econômica e buscam o lucro como objetivo. Dependendo do tipo de atividade realizada, as sociedades podem ser simples ou empresárias. As formas societárias previstas no nosso ordenamento são:
sociedade em nome coletivo;
sociedade em comandita simples;
sociedade limitada;
sociedade anônima;
e) sociedade em comandita por ações.
Fundações: São entidades resultantes de uma afetação patrimonial, por testamento ou escritura pública, que faz o seu instituidor, especificando o fim para o qual se destina. Para a criação de uma fundação, há uma série ordenada de etapas que devem ser observadas, a saber:
Afetação de bens livres por meio do ato de dotação patrimonial;
Instituição por escritura pública ou testamento;
Elaboração dos estatutos (Há duas formas de instituição da fundação: a direta, quando o próprio instituidor o faz, pessoalmente; ou a fiduciária, quando confia a terceiro a organização da entidade).
Aprovação dos estatutos (É o órgão do Ministério Público que deverá aprovar os estatutos da fundação, com recurso ao juiz competente, em caso de divergência);
Realização do registro civil.
Partidos Políticos: São entidades com liberdade de criação, tendo autonomia para definir sua estrutura interna, organização e funcionamento, devendo seus estatutos estabelecer normas de fidelidade e disciplina partidária (art. 17 da CF). O § 3º do art. 44 do CC estabelece que os partidos políticos serão organizados e funcionarão conforme o disposto na Lei n. 9.096/95.
Organizações religiosas: São entidades que muito se assemelham às associações. Contudo, o § 1º. Do art. 44 do CC garante-lhes liberdade de criação, organização, estruturação interna, sendo vedado ao poder público negar-lhes reconhecimento ou registro dos atos constitutivos.
Bens: (Classificação segundo o código civil)
Bens são valores imateriais e materiais que podem ser objeto de uma relação jurídica. Os bens imateriais são dotados de abstração ou ideais, como por exemplo os créditos, direitos autorais, honra.
Corpóreos – São coisas que tem existência material, podem ser tocadas (a grosso modo), como um: um carro, uma casa,um computador, um telefone. Em resumo, são o objeto do direito;
Incorpóreos – São coisas de existência abstrata (artísticos ou intelectuais). Ou seja, não tem coisa concreta, tangível, “pegável” e são relativos aos direitos que as pessoas físicas ou jurídicas têm sobre as coisas, sobre os produtos de seu intelecto ou contra outra pessoa, apresentando valor econômico, tais como: os direitos reais, obrigacionais, autorais entre outros.
Bens móveis: São os bens que podem ser transportados por si próprios ou por força alheia. Bens móveis por antecipação são os bens incorporados ao solo, mas com a intenção de separá-los posteriormente e convertê-los em móveis.
Bens imóveis: São os bens de raiz, ou seja, as coisas que não podem ser removidas de um lugar para outro sem causar destruição. Ex.: Casa.
Art. 79 CC - São bens imóveis o solo e tudo quanto se lhe incorporar natural ou artificialmente.Diferença entre imóveis por acessão industrial e por acessão natural:
Acessão industrial: Produzida pelo trabalho do homem. O homem incorpora bens móveis, originando as acessões artificiais ou industriais. Ex.: Construções e plantações.
Acessão Natural: Aderência de uma coisa a outra. Como a árvore e seus frutos, acessórios e suas adjacências.
Bens fungíveis: São bens que podem ser substituídos por outros da mesma qualidade e espécie. Ex.: Metais preciosos, o dinheiro, cereais.
Bens infungíveis: São os bens de natureza insubstituível, como por exemplo, uma obra de arte, uma edição rara de um livro. A fungibilidade dos bens, de forma geral, deriva da própria natureza do bem.
Bens divisíveis: São aqueles que podem ser divididos sem alterar sua substância. Ex.: 1 quilo de feijão.
Bens indivisíveis: São aqueles que não podem ser divididos ou fracionados. Ex.: Relógio, celular, quadro.
Bens consumíveis: São aqueles consumidos, usados. O uso importa a destruição imediata da própria substância. Ex.: Bala, batom, alimentos.
Bens inconsumíveis: São aqueles em que não se altera a sua substância, mesmo usando, por possuírem uma durabilidade longa. Ex.: Liquidificador, livros, veículos.
Bens singulares: São aqueles que embora reunidos, não perdem sua singularidade. Considerados de forma isolada. Ex.: Livro, carro.
Bens Coletivos: São bens resultantes da união de diferentes objetos, em um só todo, sem que desapareça a condição particular de cada um. Ex.: Biblioteca,estacionamento.
Bens acessórios e bens principais: Bens acessórios dependerão da existência de um bem principal, não existindo por si só.
Classificação: Princípio de que o acessório segue o principal. Ex.: Uma casa em relação ao solo. Sem o solo não há casa.
Bens principais: são aqueles que existem por si próprios, não dependendo de nenhum outro para existir. Esses bens exercem sua função e finalidade independentemente de outro. Ex.: o solo, um terreno.
É relevante a distinção entre bens acessórios e principais pela separação em fator econômico, uma vez observada a dependência do bem acessório em relação ao bem principal. Porém, o bem principal é superior e se caracteriza pela extensão e qualidade.
Os bens acessórios são classificados em frutos (naturais e civis), produtos, pertenças e benfeitorias.
Frutos: Podem ser naturais (das árvores) ou civis (capital, juros). São as utilidades que a coisa produz.
Produtos: São as utilidades que se retiram da coisa, diminuindo-lhe a quantidade. Ex.: Pedras que se extraem de pedreiras.
Os produtos se diferenciam porque os frutos nascem e renascem, enquanto o produto vai perdendo a quantidade.
Os frutos e os produtos são considerados bens acessórios, que advêm do bem principal. A extração dos frutos não causa a destruição da coisa principal, mas a percepção ou extração dos produtos diminui a existência e a substância do bem principal.
Pertenças: Também são bens acessórios, sendo que não são partes integrantes do bem principal, mas o embelezam ou lhe são úteis. São bens móveis que não caracterizando partes integrantes estão afetados por forma duradoura a serviço ou ordenamento do outro, ou seja um bem móvel (objeto) que está ali a serviço de outro bem. Ex.: Trator em uma fazenda para arar a terra, um jardim, uma estátua de piscina.
Art. 93 - São pertenças os bens que, não constituindo partes integrantes, se destinam, de modo duradouro, ao uso, ao serviço ou ao aformoseamento de outro.
Benfeitorias: São obras e consertos feitos em um bem imóvel a fim de melhorá-los e valorizá-los. Essas benfeitorias podem ser:
Úteis: Que facilitam o uso da coisa. Ex.: Ducha Higiênica.
Necessária: Imprescindíveis à conservação do imóvel, para que seja usado em normalidade. Ex.: Conserto de um vazamento.
Voluptuária: Feito por mero deleite para dar comodidade às pessoas. Ex.: Uma piscina.
 	ATO JURÍDICO..
O ato jurídico é todo fato jurídico que decorre de uma ação ou omissão humana, capaz de criar, modificar ou extinguir relações ou situações jurídicas.
O ato jurídico sentido amplo (lato sensu), tem 3 espécies:
atos jurídicos em sentido estrito (stricto sensu);
negócios jurídicos; e • atos ilícitos.
Ato jurídico em sentido estrito; O ato jurídico em sentido estrito, constitui simples manifestação de vontade, sem conteúdo negocial, que determina a produção de efeitos legalmente previstos.
Ato jurídico ilícitos: São considerados ilícitos por serem praticados contrariando o Ordenamento Jurídico. Dessa forma, embora repercutam no Direito, causam efeitos jurídicos involuntários, mas determinados na norma.
 	NEGÓCIO JURÍDICO:
Trata-se de uma declaração de vontade dirigida à provocação de determinados efeitos jurídicos. Com efeito, para apreender sistematicamente o tema faz-se mister analisá-lo sob os três planos em que o negócio jurídico pode ser visualizado:
Plano de existência – Um negócio jurídico não surge do nada, exigindo-se, para tanto que seja considerado como tal, o atendimento a certos requisitos mínimos. Neste plano “não se cogita de invalidade ou eficácia do fato jurídico, importa, apenas, a realidade da existência. Tudo, aqui, fica circunscrito a se saber se o suporte fático suficiente se compôs, dando ensejo à incidência” (MELLO, Marcos Bernardes de. Teoria do Fato Jurídico (Plano da Existência). São Paulo: Saraiva, 2000, p. 83.)
Plano de validade – O C.C. no art. 104 enumera os pressupostos de validade do negócio jurídico: a) agente capaz; b) objeto lícito, possível, determinado ou determinável; c) forma prescrita ou não defesa em lei.
Plano de eficácia – Ainda que um negócio jurídico existente seja considerado válido, ou seja, perfeito para o sistema que o concebeu, isto não importa em produção imediata de efeitos, pois estes podem estar limitados por elementos acidentais de declaração.
A lei civil dispõe sobre três tipos de elementos acidentais:
Condição – Elemento voluntário que subordina o nascimento ou extinção do direito subjetivo a acontecimento futuro e incerto. A modalidade suspensiva provoca a aquisição do direito, já a resolutiva, uma vez realizado o negócio, permite a extinção de seus efeitos na eventualidade de o fato previsto vir a acontecer.
Termo – É o marco temporal que define o começo ou o fim dos efeitos jurídicos de um negócio jurídico. Pode ser legal ou convencional. O primeiro decorre da lei o segundo, de cláusula contratual. O termo se caracteriza pela futuridade e certeza.
O termo pode ser suspensivo ou resolutivo. O primeiro, também denominado inicial (dies a quo) é o dia a partir de quando os efeitos de um negócio jurídico começam a produzir. Ele não instaura a relação jurídica, que já existe. Neste sentido é a regra do
art. 131, a qual informa que o termo inicial suspende o exercício, não a aquisição do direito. O segundo corresponde ao dia em que cessam os efeitos do ato negocial. O
C.C. por seu art. 1923, prevê a hipótese de legado a termo inicial ou suspensivo.
A doutrina registra ainda o termo de graça, que é concedido pelo juiz no curso dos processos mediante dilação de prazo.
Encargo ou modo – É a cláusula geradora de obrigação para a parte beneficiáriaem negócio jurídico gratuito e em favor do disponente, de terceiro ou do interesse público. É um peso atrelado a uma vantagem (uma restrição), e não uma prestação correspectiva sinalagmática. O encargo pode ser uma restrição no uso da coisa, ou pode ser uma obrigação imposta àquele que é beneficiário.
Defeitos do negócio jurídico : Trata-se dos defeitos dos negócios jurídicos, que se classificam em vícios de consentimento –aqueles em que a vontade não é expressada de maneira absolutamente livre – e vícios sociais – em que a vontade manifestada não tem, na realidade, a intenção pura e de boa fé que enuncia.
São vícios de consentimento:
Erro ou ignorância – Trata-se de uma falsa percepção da realidade, ao passo que a ignorância é um estado de espírito negativo, o total desconhecimento do declarante a respeito das circunstâncias do negócio. O erro, entretanto, só é considerado como causa de anulabilidade do negócio jurídico se for: a) essencial (substancial); e b) escusável (perdoável).
Dolo – Trata-se de um artifício ou expediente astucioso, empregado para induzir alguém à prática de um ato jurídico que o prejudica, aproveitando ao autor do dolo ou a terceiro. Pode-se classificar o dolo em principal e acidental. O principal é quando a causa determinante do negócio. O acidental leva a distorções comportamentais que podem alterar o resultado final do negócio. A distinção tem relevo para fins que o principal enseja a anulação do negócio e o acidental só pode levar às perdas e danos.
Coação – Trata-se da violência apta a influenciar a vítima a realizar negócio jurídico que a sua vontade interna não deseja efetuar, daí a possibilidade de sua anulação. São dois tipos de coação: física (vis absoluta) e moral (vis compulsiva). Importante notar, que a doutrina entende que a vis absoluta neutraliza completamente a manifestação de vontade, tornando o negócio jurídico inexistente, e não simplesmente anulável.
Lesão – Trata-se de um vício que permite a deformação da declaração de vontade por fatores pessoais do contratante, diante da inexperiência ou necessidade, exploradas indevidamente pelo locupletante.
Estado de perigo - Identifica-se como uma hipótese de inexigibilidade de conduta diversa, ante a iminência de dano por que passa o agente, a quem não resta outra
alternativa senão praticar o ato. A expressão “meu reino por um cavalo”, da obra de Shakespeare, pode ser um exemplo para esse vício.
São vícios sociais:
Simulação – È uma declaração enganosa de vontade, visando produzir efeito do ostensivamente indicado. É um defeito que não vicia a vontade do declarante, uma vez que este se mancomuna de livre vontade para atingir fins espúrios, em detrimento da lei ou da própria sociedade. Importante observar que a simulação deixou de ser uma causa de anulabilidade e passou a figurar entre as hipóteses de nulidade do ato jurídico.
Fraude contra credores – Consiste no ato de alienação ou oneração de bens, assim como de remissão de dívidas, praticado pelo devedor insolvente, ou à beira da insolvência, com o propósito de prejudicar credor preexistente, em virtude da diminuição experimentada pelo seu patrimônio.
Invalidade do negócio jurídico: A previsibilidade doutrinária e normativa da teoria das nulidades impede a proliferação de atos jurídicos ilegais ou portadores de vícios, a depender da natureza do interesse jurídico violado. Sendo assim, é possível afirmar que o reconhecimento desses estados são formas de proteção e defesa do ordenamento jurídico vigente.
 PRESCRIÇÃO
Direito subjetivo é o poder que o ordenamento jurídico reconhece a alguém de ter, fazer ou exigir de outrem determinado comportamento. É verdadeira permissão jurídica, ou ainda, é um poder concedido ao indivíduo para realizar seus interesses. Representa a estrutura da relação poder-dever, em que ao poder de uma das partes corresponde ao dever da outra.
Importante observar que existem pretensões imprescritíveis, afirmando que a prescritibilidade é a regra e a imprescritibilidade a exceção. Assim, não prescrevem:
as que protegem os direitos da personalidade;
as que se prendem ao estado das pessoas (estado de filiação, a qualidade de cidadania, a condição conjugal);
as de exercício facultativo (ou potestativo), em que não existe direito violado, como as destinadas a extinguir o condomínio, a de pedir meação no muro vizinho;
as referentes a bens públicos de qualquer natureza, que são imprescritíveis; e) as que protegem o direito de propriedade, que é perpétuo (reivindicatória);
f) as pretensões de reaver bens confiados à guarda de outrem, a título de depósito, penhor ou mandato; g) as destinadas a anular inscrição do nome empresarial feita com violação de lei ou do contrato (CC, art. 1.167).
 	DECADÊNCIA
Existem direitos subjetivos que não fazem nascer pretensões, porque destituídos dos respectivos deveres. São direitos potestativos.
O direito potestativo é o poder que o agente tem de influir na esfera jurídica de outrem, constituindo, modificando ou extinguindo uma situação subjetiva sem que esta possa fazer alguma coisa se não sujeitarse. São direitos potestativos o do patrão dispensar o empregado, o do doador revogar a doação simples, o de aceitar ou não a proposta de contratar, o de aceitar ou não herança.
O lado passivo da relação jurídica limita-se a sujeitar-se ao exercício de vontade da outra parte. E não havendo dever, não há o seu descumprimento, não há lesão.
Consequentemente, não há pretensão.
O tempo limita o exercício dos direitos potestativos pela inércia do respectivo titular, a qual recebe o nome de caducidade. Esta, em sentido amplo, significa extinção de direitos em geral, e em sentido restrito, perda dos direitos potestativos quando toma o nome de decadência. Seu fundamento é o princípio da inadmissibilidade de conduta contraditória.
A decadência traduz-se, portanto, em uma limitação que a lei estabelece para o exercício de um direito, extinguindo-o e pondo a termo ao estado de sujeição existente. Aplica-se às relações que contêm obrigações, sendo objeto de ação constitutiva.
A decadência é estabelecida em lei ou pela vontade das partes em negócio jurídico, desde que se trate de matéria de direito disponível e não haja fraude às regras legais. Enquanto a prescrição deve ser alegada pela parte interessada, a decadência não é “suscetível de oposição, como meio de defesa”.
Sendo matéria de ordem pública, dispõe a lei (CC, art. 209) que é nula a renúncia à decadência fixada em lei, sendo de admitir-se, a contrario sensu, ser válida a renúncia à decadência estabelecida em negócio jurídico pelas partes. No caso de decadência legal, deve o juiz conhece-la de ofício (CC, art. 210).
OBRIGAÇÕES DE DAR, DE FAZER E DE NÃO FAZER
As obrigações fazem parte da vida do homem na sociedade, e tão importante quanto elas é o seu adimplemento ou inadimplemento que gera consequências e que é regulado pelo Direito das Obrigações, cristalizado no Código Civil de 2002.
OBRIGAÇÃO DE DAR: A obrigação de dar é uma obrigação positiva, que consiste na
 prestação, na entrega de uma coisa, ”seja para lhe transferir a propriedade, seja para lhe ceder a posse, seja para restituí-la”. (GOMES, 2007, p.47)
Nesta obrigação, o devedor se vincula ao credor, ao estar obrigado a lhe entregar uma coisa, como em um contrato de compra e venda.
A obrigação de dar, por si só, confere tão somente ao credor mero direito pessoal, e não real, visto que o credor só adquirirá o domínio pela tradição da coisa pelo devedor.
Formas de prestação das obrigações de dar:
 Transcrição
É o modo de prestação de ben“Art. 1.227, CC: Os direitos reais sobre imóveis constituídos, ou transmitidos por atos entre vivos, só se adquirem com o registro no Cartório de Imóveis dos referidos títulos (arts. 1.245 a 1.247), salvo os casos expressamente neste Código.”s imóveis.
Tradição
Modo de entrega de bem móveis.
“Art. 1226, CC: Os direitos reais sobre coisas móveis, quando constituídos ou transmitidos, por atos entre vivos,só se adquirem com a tradição.”
Obrigação de restituir
A obrigação de restituir envolve uma devolução, como por exemplo, a devolução de um imóvel quando acaba o contrato de locação e o locador precisa devolvê-lo ao locatário.
A obrigação de restituir envolve o locatário, o mandatário, o comodatário e o mutuário.
Obrigação de dar coisa certa
É a obrigação que se trata de uma coisa determinada, específica.
Ocorre o adimplemento da obrigação quando o devedor entrega a coisa específica, que foi acordada com o credor.
Os acessórios e a obrigação de dar coisa certa
Os acessórios são os frutos, produtos, benfeitorias ou pertenças e sempre seguem o bem principal, a não ser que esteja disposto o contrário no contrato ou dependa das circunstâncias do caso.
Perda ou deterioração da coisa certa
Perda
Antes do cumprimento da obrigação o objeto da prestação pode se perder.
, Se a perda ocorre sem culpa do debitor, antes da tradição, ou de verificada a condição suspensiva, extinguem –se as obrigações para ambas as partes”.(NADER, 2010, p. 67)
Se a perda for caracterizada por culpa do devedor o mesmo ficará obrigado a entregar o equivalente mais perdas e danos.
Deterioração
A deterioração é uma danificação do bem, sem tirar seu valor pleno. Pode ocorrer com culpa ou sem culpa do devedor.
Obrigação de dar coisa incerta
A definição do objeto a ser entregue é básica, referente apenas ao gênero e quantidade.
“Art. 243, CC: A coisa incerta será indicada, ao menos pelo gênero e pela quantidade.”
Concentração
É a escolha do objeto. Ex: pesagem.
Qualidade média
Se tratando de coisa incerta, o devedor não é obrigado a dar a melhor, mas também não poderá dar a coisa pior. O sensato é optar pela qualidade média.
 Transformação da obrigação de dar coisa incerta em obrigação de da coisa certa
A partir do momento em que o devedor escolhe a coisa incerta, ela se torna certa e deve ser notificada ao credor.
Perda ou deterioração de coisa incerta.
“Art. 246, CC: Antes da escolha, não poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força maior ou caso fortuito.
OBRIGAÇÃO DE FAZER
É uma atividade, um serviço que vincula o devedor ao credor.
A atividade pode ser física ou material como lavar um automóvel ou fazer um vaso de barro. Pode também configurar uma outra modalidade, como no caso da renúncia de uma herança.
Diferença entre a obrigação de dar e obrigação de fazer: a obrigação de dar consiste numa prestação de coisa e a obrigação de fazer numa prestação de fato.
Espécies de obrigação de fazer
Infungíveis (intuitu personae)
A pessoa do devedor é essencial para o cumprimento da obrigação, não pode ser substituída por outra.
Essa obrigação é de caráter personalíssimo.
Fungíveis:
Essa obrigação pode ser realizada pelo credor ou por terceiro, pois não possui caráter personalíssimo. Inadimplemento da obrigação de fazer
Ocorre quando a obrigação não é cumprida e pode ocorrer das seguintes maneiras:
Impossibilidades de realizar a prestação
Sem culpa do devedor: Resolve-se a obrigação.
Com culpa do devedor: Responderá com perdas e danos.
Inadimplemento voluntário da obrigação de fazer.
A obrigação não foi cumprida, mas há a possibilidade de cumpri-la.
Obrigação de fazer infungível
“Art. 247, CC: Incorre na obrigação de indenizar perdas e danos o devedor que recusar a prestação a ele só imposta, ou só por ele exequível.”
Obrigação de fazer fungível
Em caso de descumprimento da obrigação de fazer infungível, a obrigação poderá ser cumprida por terceiro, e o credor pode exigir que o devedor arque com os gastos ou perdas e danos.
“Art. 249, CC: Se o fato puder ser executado por terceiro, será livre o credor mandá-lo executar à custa do devedor, havendo recusa ou mora deste, sem prejuízo da indenização cabível.”
Manifesta urgência
A urgência se caracteriza quando a mora ou a inadimplência trouxer riscos para o credor, que se vê forçado pela premência de tempo a realizar o serviço ou solicitá-lo a outro profissional, (NADER, 2010, p.98).
“Art. 249, CC: parágrafo único: Em caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.”
 	OBRIGAÇÃO DE NÃO FAZER
É uma prestação negativa, é o vínculo jurídico entre o credor e o devedor, pelo qual o devedor se compromete a não executar determinado ato, que podia livremente praticar, se não estivesse obrigado em relação ao credor ou terceiro.
Inadimplemento da obrigação de não fazer
Ocorre quando o devedor não se abstem do que se obrigou a não fazer.
 Impossibilidade da abstenção do fato sem culpa do devedor
A obrigação se extingue.
“Art. 250, CC: Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar.”
Inexecução culposa do devedor
O credor pode exigir que o devedor desfaça o ato, mais perdas e danos.
“Art. 251, CC: Praticado pelo devedor o ato, a cuja abstenção se obrigara, o credor pode exigir dele que o desfaça, sob pena de se desfazer a sua custas, ressarcindo o culpado perdas e danos”.
Urgência no desfazimento
“Art. 249, CC, parágrafo único: Ema caso de urgência, pode o credor, independentemente de autorização judicial, executar ou mandar executar o fato, sendo depois ressarcido.”
 	PAGAMENTO
Pagamento é todo cumprimento de obrigação, importando em dar, fazer ou não fazer.
O pagamento é feito na forma estipulada, não podendo o credor ser obrigado a receber parcialmente o débito, salvo em casos especiais previstos pela lei, como na
substituição do devedor por seus herdeiros, que só são responsáveis pelo débito na proporção dos seus quinhões (art. 1.997 do CC).
Qualquer pessoa pode pagar uma dívida, sua ou de outrem. Mas o Código Civil distingue: o pagamento pode ser feito por terceiro interessado ou por terceiro não interessado. O termo interessado aí tem sentido técnico: é aquele que pode ser responsabilizado pelo débito, como, por exemplo, o avalista ou um terceiro garantidor da dívida. No entanto, se alguém é parente ou amigo do devedor e deseja auxiliá-lo, também pode pagar, mas os efeitos são diversos.
Inadimplemento e mora: O inadimplemento ou não-cumprimento da obrigação na maneira estipulada pode revestir formas diversas. A destruição da coisa e a ilicitude do negócio jurídico, em virtude de lei nova, importam em impedir de modo definitivo o cumprimento da obrigação. O inadimplemento total, cabal e definitivo pode ser fortuito ou culposo, ensejando, na última hipótese, a responsabilidade do inadimplente.
Pagamento em consignação: Pagamento em consignação é o depósito judicial da coisa devida ou depósito em estabelecimento bancário, se for débito em dinheiro, para liberar o devedor, nos casos legais (art. 334 do CC).
Pagamento com sub-rogação : A sub-rogação é a substituição de uma pessoa ou de uma coisa por outra pessoa ou coisa, numa relação jurídica. Sub-rogação pessoal pode ser:
a) por força de lei, a transferência do crédito ao pagador de dívida alheia (casos do art. 346 do CC); b) por força de contrato ou de recibo com tal fim, a transferência do crédito próprio ou alheio, pelo pagamento (art. 347 do CC). Distingue-se da cessão de crédito, porque esta se faz antes do pagamento e a sub-rogação se faz por causa do pagamento.
Imputação do pagamento: Imputação é a escolha da parcela a ser quitada num pagamento parcial do devedor que tem vários débitos em relação a um só credor. Quando o devedor tem vários débitos em relação ao mesmo credor e paga quantia insuficiente para a liquidação de todos, o problema que surge é o de saber quais os débitos que devem ser considerados pagos, ou seja, com relação a que débitos o pagamento deve ser imputado. A imputação pode decorrer de acordo entre os interessados ou de determinações legais.
Dação em pagamento: Os elementos necessários da dação em pagamento são, pois, a existência de uma dívida e o pagamento desta pela entrega de uma coisa diferente da prometida, com assentimentodo credor e visando à extinção da obrigação. A dação em pagamento extingue a obrigação, pouco importando que a coisa dada em pagamento tenha valor maior ou menor do que a prestação originariamente devida.
Novação: A novação é a transformação de uma obrigação em outra, ou melhor, a extinção de uma obrigação mediante a constituição de uma obrigação nova que se substitui à anterior, distinguindo-se a prestação antiga da nova, seja pelo valor ou natureza da prestação, seja por modificação do credor ou do devedor.
Para que haja novação são elementos necessários: a) uma obrigação anterior, embora possa ser simples obrigação natural, condicional ou anulável; b) uma obrigação nova que extingue a anterior; c) a vontade de realizar novação (animus
novandi) extinguindo a obrigação anterior, em virtude da criação da obrigação nova; e
d) capacidade das partes para novar e para dispor.
Compensação: A compensação é meio de extinguir as dívidas de pessoas que, ao mesmo tempo, são credora e devedora uma da outra até o limite da existência do crédito recíproco (art. 368 do CC).
Confusão: A confusão é a extinção da obrigação decorrente da identificação numa mesma pessoa das qualidades de credor e devedor (art. 381 do CC).
Como a compensação, a confusão só pode ser alegada entre credor e devedor.]
Remissão de dívida: Remissão das dívidas é a renúncia do credor ao crédito que existe em seu favor, necessitando, para se tornar irrevogável, o acordo de vontades do credor e do devedor. A simples declaração do credor importa em extinção da dívida, mas pode ser revogada até o momento em que o devedor aceita a remissão.
Transação: A palavra “transação” é utilizada em sentidos diversos. Na acepção mais ampla e menos técnica, significa qualquer espécie de negócio. Em sentido restrito, é o negócio jurídico bilateral pelo qual os interessados, por concessões mútuas, evitam ou terminam um litígio (art. 840 do CC).
Cláusula penal: A cláusula penal é um pacto acessório, regulamentado pela lei civil (arts. 408 a 416 do CC), pelo qual as partes, por convenção expressa, submetem o devedor que descumprir a obrigação a uma pena ou multa no caso de mora (cláusula penal moratória) ou de inadimplemento (cláusula penal compensatória).
RESPONSABILIDADE
A responsabilidade civil é definida como a situação de quem sofre as consequências da violação de uma norma, ou como a obrigação que incumbe a alguém de reparar o prejuízo causado a outrem, pela sua atuação ou em virtude de danos provocados por pessoas ou coisas dele dependentes.
Elementos da responsabilidade civil: São elementos estruturais da responsabilidade civil:
Ação ou omissão do agente - A responsabilidade pode derivar de ato próprio, de ato de terceiro que esteja sob a guarda do agente, e ainda de danos causados por coisas e animais que lhe pertençam.
Culpa ou dolo do agente - A obrigação de indenizar não existe, em regra, só porque o agente causador do dano procedeu obejtivamente mal. É essencial que ele tenha agido com culpa. Agir com culpa significa atuar o agente em termos de, pessoalmente, merecer censura ou reprovação do direito. (Primeira parte do art. 927 do CC)
Relação de Causalidade - – É a relação de causa e efeito entre a ação ou omissão do agente e o dano verificado. Vem expressa no verbo “causar”, utilizado no art. 186. As principais teoria sobre a relação de causalidade são:
Teoria da equivalência das condições – toda e qualquer circunstância que haja concorrido para produzir o dano é considerada uma causa. A sua equivalência resulta de que, suprimida uma delas, o dano não se verifica. O ato do autor do dano era condição sine qua non para que o dano se verificasse.
Teoria da causalidade adequada – Somente considera como causadora do dano a condição por si só apta a produzi-lo. Se existiu no caso em apreciação dano somente por força de uma circunstância acidental, diz-se que a causa não era adequada.
Dano - Sem a prova do dano, ninguém pode ser responsabilizado civilmente. O dano pode ser material ou simplesmente moral.
POSSE E PROPRIEDADE
Posse
Primeiramente, vamos lembrar que posse não é um Direito Real, estando inserida no estudo geral sobre o Direito das Coisas. Em outras palavras, a posse, justamente pela sua definição, não tem os efeitos reais de propriedade sobre a coisa (óbvio, mas vale a pena frisar).
Para a definição de posse no direito brasileiro foi adotada a teoria objetiva, cujo principal expoente foi Rudolf Von Ihering. Na doutrina de Carlos Roberto Gonçalves temos uma explanação bem simples:
Para que a posse exista, basta o elemento objetivo, pois ela se revela na maneira como o proprietário age em face da coisa.
Conforme a teoria objetiva, temos em nosso Código Civil de 2002:
Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos poderes inerentes à propriedade.
Ou seja, a posse é uma conduta de dono, um exercício de poderes de propriedade, sendo diferenciada da detenção quando a lei assim o estabelecer. Isso significa
que aquele que é proprietário é também possuidor, mas nem todo possuidor é também proprietário.
Propriedadade
Agora a propriedade, um Direito Real. Em nosso Código Civil de 2002HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/111983995/c%C3%B3digo-civil-lei-10406-02" consta que:
Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.
Extraindo dessa definição, utilizando a doutrina de Carlos Roberto Gonçalves, temos os seguintes elementos constitutivos:
Direito de usar, Direito de gozar, Direito de dispor da coisa,Direito de reaver a coisa.
O direito de usar também é chamado de jus utendi, sendo a faculdade de utilizar a coisa e de servir-se dela. O direito de gozar, também chamado de jus fruendi, é o poder de usufruir dos frutos da coisa. O direito de dispor (jus abutendi) é a faculdade de transferir, alienar a coisa. Por fim, o direito de reaver a coisa (rei vindicatio) é a prerrogativa de reivindicar a coisa de quem a possua ou detenha injustamente; esse
direito tem base no jus persequendi, o direito de sequela, que é uma característica dos Direitos Reais.
 	CONTRATOS
CONCEITO: o contrato é a mais comum e importante fonte de obrigação. Tem natureza jurídica de negócio jurídico bilateral ou plurilateral, uma vez que, seu aperfeiçoamento depende de duas ou mais manifestações de vontade.
Pode ser definido, segundo Beviláqua, como o acordo de vontades para o fim de adquirir, resguardar, modificar o u extinguir direitos. Sempre, pois, que um negócio jurídico resultar de um mútuo consenso, de um encontro de duas vontades, estaremos diante de um contrato.
Os contratos têm natureza jurídica de negócio jurídico bilateral. DISTINÇÃO ENTRE NEGÓCIO JURÍDICO BILATERAL E UNILATERAL:
Negócio jurídico é a declaração da vontade privada destinada a produzir efeitos que o agente pretende e o direito reconhece, quais sejam, a constituição, modificação ou extinção de relações jurídicas. Dentre as possíveis classificações os negócios jurídicos dividem-se em unilaterais e bilaterais. A diferença substancial entre eles reside no fato de que aqueles se aperfeiçoam pela manifestação de uma única vontade, ao passo que estes decorrem de acordo de mais de uma vontade, e tem no contrato o seu símbolo. (Exemplo de negócio jurídico unilateral: testamento, promessa de recompensa, renúncia à herança, etc; Negócio jurídicos bilaterais: contratos em geral).
REQUISITOS DE VALIDADE DO CONTRATO:
Os requisitos são de duas espécies: de ordem geral ou de ordem especial.
Os de ordem gera l são aqueles comuns a todos os atos e negócios jurídicos, como a capacidade do agente, o objeto lícito, possível, determinado ou determinável, e a forma prescrita ou não defesa em lei (art. 104 CC).
Os requisitos de ordem especial são aqueles peculiares das relações contratuais que é o consentimento recíproco ou acordo de vontades. O consentimento deveser livre e espontâneo, sob pena de ter a sua validade afetada pelos vícios ou defeitos do negócio jurídico: erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão e fraude.
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO CONTRATUAL:
O direito contratual rege-se por diversos princípios dentre os quais, os mais importantes são: autonomia da vontade, da função social do contrato, da obrigatoriedade das cláusulas contratuais, da relatividade dos efeitos do contrato, da revisão ou onerosidade excessiva, e da boa-fé objetiva.
PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DA VONTADE: esse princípio está designado no início da redação do art. 421 do CC. Consiste na prerrogativa conferida aos particulares de criarem relações jurídicas desde que se submetam às regras impostas
pela lei e que seus fins coincidam com o interesse geral ou não o contradigam. Essa liberdade abrange o direito de contratar se quiserem, com quem quiserem e sobre o que quiserem, ou seja, o direito de contratar e de não contratar, de escolher a pessoa com quem fazê -lo e de estabelecer o conteúdo do contrato. Têm as partes a faculdade de celebrar ou não contratos, sem qualquer interferência do Estado. O princípio da autonomia da vontade se rve de fundamento para a celebração dos contratos atípicos.
PRINCÍPIO DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO: tem previsão também no art. 421 do CC, e é oriundo do princípio da socialidade, que norteou o Código Civil de 2002. A concepção social do contrato apresenta-se, modernamente, como um dos pilares da teoria contratual. A função social do contrato serve precipuamente para limitar a autonomia da vontade quando tal autonomia esteja em co nfronto com o interesse social e este deva prevalecer, ainda que essa limitação possa atingir a própria liberdade de não contratar.
A função social dos contratos nada mais é do que a ideia de que um contrato não pode atender apenas o interesse das partes, deve atender a um interesse maior da coletividade. É por isso que o Estado interfere em algumas situações, limitando a liberdade de contratar, adequando os contratos aos interesses das partes e aos valores sociais.
PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DAS C LÁUSULAS CONTRATUAIS: esse
princípio representa a força vinculante do contrato. Pelo principio da autonomia da vontade, ninguém é obrigado a contratar, entretanto, os que o fizerem, sendo o contrato válido e eficaz, devem cumpri -lo, não podendo se forrarem às suas consequências, a não ser com a anuência do outro contraente. Esse princípio tem por fundamento a necessidade de segurança nos negócios jurídicos, e a
intangibilidade ou imutabilidade dos co ntratos, decorrente da convicção de que o acordo de vontades faz lei entre as partes (pacta sunt servanda).
Esse princípio consagra a ideia de que o contrato, uma vez celebrado observando os preceitos legais, torna -se obrigatório entre as partes, que dele não podem desistir, salvo nas hipóteses previstas em lei. Dessa forma, o contrato vincula as partes criando entre elas um espécie de lei privada, livremente constituída por eles, dando origem a expressão latina “pacta sunt servanda”, ou seja, o contrato faz lei entre as partes.
PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE DOS EFEITOS DO CONTRATO: funda-se na
ideia de que o s efeitos do contrato só se produzem em relação às partes, àqueles que manifestaram a sua vontade, vinculando-os ao seu conteúdo, não afetando terceiros nem seu patrimônio. Esse princípio tem algumas exceções, como a estipulação em favor de terceiro, e a promessa de fato de terceiro.
PRINCÍPIO DA REVISÃO OU ONEROSIDADE EXCESSIVA: também tida por
cláusula “rebus sic stantibus”. Essa teoria constitui exceção ao princípio da obrigatoriedade contratual e traz a ideia de que a impossibilidade da prestação decorrente do caso fortuito o u força maior não é a única forma de uma das partes se liberar do liame contratual. Encontra amparo legal no art. 478 do CC que traz a
chamada resolução do contrato por onerosidade excessiva, que se dá quando a prestação de uma das partes torna-se excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de acontecimentos extraordinário e imprevisível, o que dá a possibilidade de pedir a resolução do contrato.
PRINCÍPIO DA BOA-FÉ OBJETIVA: esse princípio exige que as partes se comportem de forma correta não só durante as tratativas, como também durante a formação e o cumprimento do contrato. Guarda relação com o princípio de direito segundo o qual ninguém pode beneficiar -se da própria torpeza. A probidade mencionada no art. 422 do CC, nada m ais é senão um dos aspectos objetivos do princípio da boa-fé, podendo ser entendida como a honestidade de proceder ou a maneira criteriosa de cumprir todos os deveres, que são atribuídos ou cometidos à pessoa.
OBS: boa-fé objetiva é agir positivo, regra de conduta, de comportamento. Boa- fé subjetiva é agir negativo e denota um estado psicológico (exemplo: omitir).
DA FORMAÇÃO DOS CONTRATOS
A formação dos contratos passa por três momentos: negociações preliminares, proposta e aceitação.
NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES: o contrato resulta de duas manifestações de vontade: a proposta e a aceitação. Na maior parte dos casos a o ferte é antecedida de uma fase, às vezes prolongada, de negociações preliminares caracterizada por sodagens, conversações, estudos e debates, também denominada fase das tratativas. Nessa, como as partes ainda não manifestaram a sua vontade, não há uma vinculação ao negócio, assim, qualquer delas pode afastar -se, simplesmente alegando desinteresse, sem responder perdas e danos.
PROPOSTA: trata-se de um negócio jurídico unilateral, constituindo elemento da formação contratual.
Pode-se dizer então, que proposta, oferta, policitação o u o blação, é uma declaração receptícia da vontade, dirigida por uma pessoa a outra, por força da qual a primeira manifesta sua intenção de se considerar vinculada , se a outra parte aceitar. A proposta deve conter todos o s elementos essenciais do negócio proposto, como preço, quantidade, tempo de entrega, forma de pagamento, etc. Deve também ser séria e consciente, pois vincula o proponente (art. 427 CC).
A oferta é um negócio jurídico receptício, pois a sua eficácia depende da declaração do oblato. Não tem, entretanto, força absoluta, gerando desde logo direitos e obrigações.
ACEITAÇÃO:
Aceitação ou oblação é a concordância com os termos da proposta. É a manifestação de vontade imprescindível para que se repute concluído o contrato, ou ainda, consiste na formulação da vontade concordante do oblato, feita dentro do prazo e envolvendo adesão integral à proposta recebida.
Para produzir o efeito de aperfeiçoar o contrato a aceitação deve conter os seguintes requisitos (art. 431 CC): deve ser feita dentro do prazo estipulado, bem como corresponder a uma adesão integral aos termos da proposta, sem que hajam adições, restrições, ou modificações, do contrário, importarão em nova proposta.
A aceitação pode ser expressa ou tácita. A primeira decorre de declaração do aceitante, manifestando a sua anuência; a segunda, de sua conduta, reveladora do consentimento (art. 432 CC).
 MOMENTO DA CONCLUSÃO DO CONTRATO:
 Ø CONTRATO ENTRE PRESENTES: Nesse o contrato fo r celebrado entre presentes, a proposta poderá estipular ou não prazo para a aceitação. Se o policitante não estabelecer nenhum prazo, esta deverá ser manifestada imediatamente, sob pena de a oferta perder a força vinculativa. Se, no entanto, a policitação estipulou prazo, a aceitação opera-se dentro dele, sob pena de desvincular-se o proponente.
No contrato entre presentes, as partes estarão vinculadas na mesma ocasião em que o oblato aceitar a proposta. Nesse momento caracterizou-se o acordo recíproco de vontades e, a partir dele, o contrato começará a produzir efeitos jurídicos.
CONTRATO ENTRE AUSENTES:
Contrato celebrado entre ausentes é aquele emque não há possibilidade de comunicação simultânea entre os contraentes, não havendo a
comunicação em tempo real. É feito através de meios de comunicação como o e- mail, telegrama, a correspondência, o fax, ou ainda o uso de mensageiro. Há divergência doutrinária a respeito do momento em que a convenção se reputa concluída, havendo quatro teorias versando sobre tal assunto.
TE ORIA DA COGNIÇÃO: Para a teoria da cognição ou informação, o momento do aperfeiçoamento do contrato celebrado entre ausentes é o da chegada da resposta ao conhecimento do policitante, que s e inteira de seu teor. Tem o inconveniente de deixar ao arbítrio do proponente abrir a correspondência e tomar conhecimento da resposta positiva. Para essa teoria, não basta que a correspondência chegue a ser entregue, o aperfeiçoamento só se dará quando o policitante abri-la e tomar conhecimento da resposta.
LUGAR DA CELEBRAÇÃO DO C ONTRATO: o art. 435 do CC estabelece que reputar-se -á celebrado o contrato no local em que foi feita a proposta.
CONTRATOS UNILATERAIS, BILATERAIS E PLURILATERAIS:
unilaterais são os contratos que criam obrigações unicamente para uma das partes, como a doação pura, por exemplo.
Bilaterais são os co ntratos que geram obrigações para ambos os contratantes, como a compra e venda, a locação, o contrato de transporte, etc. Essas obrigações são recíprocas, sendo por isso denominados sinalagmáticos.
Plurilaterais são contratos que tem mais de duas partes. A sua principal característica consiste no fato de que, mediante a sua realização, as partes perseguem um fim comum.
OBS: divergência doutrinária emana quando o tema é doação com encargo. Parte entende que é unilateral.porque embora haja contraprestação ela não é equivalente. Outra corrente entende ser bilateral porque embora não seja equivalente, a existência de uma contraprestação é suficiente para classificar a doação com encargo como bilateral.
CONTRATOS GRATUÍTOS OU ONEROSOS: quanto às vantagens patrimoniais que podem produzir, os contratos classificam-se em gratuitos e onerosos. Gratuitos ou benéficos são aqueles em que apenas uma das partes aufere benefício ou vantagem, como sucede na doação pura, no comodato, no reconhecimento de filho, etc.
Nos contratos onerosos ambos os contraentes obtêm proveito, ao qual, porém, corresponde um sacrifício.
São dessa espécie quanto im põem ônus e, ao mesmo tempo, acarretam vantagens a ambas as partes, ou seja, sacrifícios e benefícios recíprocos. Como por exemplo, a compra e venda.
OBS: a mesma divergência existe quando a doação com encargo, entretanto, tem prevalecido o entendimento de que trata-se de um contrato oneroso.
CONTRATO COMUTATIVO OU ALEATÓRIO: comutativos são os de prestações certas e determinadas. As partes podem antever as vantagens e os sacrifícios, que geralmente se equivalem, decorrentes de sua celebração, porque não envolvem nenhum risco. Contrato comutativo é, pois, o oneroso e bilateral, em que cada contraente, além de receber do outro prestação relativamente equivalente à sua, pode verificar, de imediato, essa equivalência.
Contrato aleatório é o bilateral e oneroso em que pelo menos um dos contraentes não pode antever a vantagem que receberá, em troca da prestação fornecida. Caracteriza-se, ao contrário do comutativo, pela incerteza, para as duas partes, sobre as vantagens e sacrifícios que dele podem advir. São aqueles que embora a parte tenha cumprido a prestação, nem sempre poderá exigir a contraprestação, tal como se sucede, nos contratos de loteria, aposta, seguro, etc.
CONTRATO SOLENE E NÃO SOLENE: solenes são os contratos que devem obedecer à forma prescrita em lei para se aperfeiçoar. Quando a forma é exigida como condição de validade do negócio, este é solene.
Não observada, o contrato é nulo. Exemplo: art. 108 CC
Contratos não solenes são os de forma livre. Basta o consentimento para a sua formação. Como a lei não reclama nenhuma formalidade para o seu aperfeiçoamento, podem ser celebrados por qualquer forma, ou seja, por escrito particular ou verbalmente. Exemplo: art. 107 CC.
CONTRATOS CONSENSUAIS E REAIS: contratos consensuais são aqueles que se formam unicamente pelo acordo de vontades, independentemente da entrega da coisa a da observância de determinada forma. O contrato consensual é regra, sendo exceções, os contratos reais.
Contratos reais são os que exigem, para se aperfeiçoar, além do consentimento, a entrega da coisa que lhe serve de objeto, com os de depósito, comodato, o mútuo, por exemplo. Esses contratos não se formam sem a tradição da coisa.
CONTRATOS NOMINADOS E INOMINADOS: os contratos nominados ou típicos são aqueles que estão previstos em lei, possuindo designação própria. Contratos inominados ou atípicos são, pois, os que não tem denominação própria. Sua previsão legal está no art. 425 do CC, que estabelece que é lícito às partes estipular contratos atípicos. Advém do princípio da autonomia contratual.
DA ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO (ART. 436 A 438 CC)
O princípio da relatividade dos efeitos do contrato se funda na ideia de que os efeitos do contrato só se produzem em relação às partes, àqueles que manifestaram a sua vontade, vinculando-o s ao seu conteúdo, não afetando terceiros nem seu patrimônio.
A estipulação em favor de terceiro constitui exceção ao princípio da relatividade dos efeitos do contrato, haja vista, que um contrato celebrado entre indivíduos, gerará efeitos para terceiro estranho à relação contratual celebrado.
Dá-se a estipulação de terceiros quando no contrato celebrado entre duas pessoas, denominadas, estipulante e promitente, convenciona-se que a vantagem resultante do ajuste reverterá em benefício de terceira alheia à formação do vínculo contratual. Nela haverão três personagens: o estipulante, o promitente, e o beneficiário.
A obrigação assumida pelo promitente pode, assim, ser exigida tanto pelo estipulante como pelo beneficiário, que assume, na execução do contrato, as vezes do credor.
DA PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO (ART. 439 CC)
A promessa de fato de terceiro constitui outra exceção ao princípio da relatividade dos efeitos do contrato.
Nela, o único vinculado é o que promete, assumindo a obrigação de fazer que, não sendo executada, resolve-se em perdas e danos. Isto porque ninguém pode vincular terceiro a uma obrigação. As obrigações tem como fonte somente a própria manifestação da vontade do devedor, a lei ou eventual ato ilícito praticado.
Nessa modalidade de exceção ao princípio da relatividade contratual, o terceiro, caso consista com a promessa, assume as obrigações do contrato. À princípio, obriga apenas quem promete. Entretanto, se o terceiro tomar conhecimento e consentir com o fato prometido, a obrigação passa a ser dele, que passa a compor a relação contratual na qualidade de devedor. Se a promessa operou-se por escrito, o consentimento do promitente também deve se dar por escrito.
Exemplo: a professora Carla promete que levará Ivete Sangalo para tocar na formatura da turma. É um contrato entre a professora e a turma mas que tem por objeto uma obrigação a ser cumprida por terceiro, que somente se tornará parte desse contrato caso consinta com a promessa.
DOS VÍCIOS REDIBITÓRIOS (ART. 441 CC)
* CONCEITO: vícios redibitórios são defeitos ocultas em coisa recebida em virtude de contrato comutativo, que a tornam imprópria ao uso a que se destina, ou lhe diminuam o valor. Ou ainda, vícios redibitórios são aqueles defeitos ocultos da coisa, imperceptíveis no momento da celebração do contrato, causados em decorrência de fato anterior a celebração do contrato.
Caso o alienante não saiba do vício, estando de boa-fé, com a sua manifestação, ele responderá somente pelo vício redibitório. Caso ele soubesse da existência do defeito, responderápelo vício redibitório, bem como por perdas e danos. Se o alienante é comunicado da existência do vício não mais poderá reclamá-lo porque aí ele deixou de ser oculto, assumindo o risco o adquirente.
* REQUISITOS: para que se configure o vícios redibitório são necessários os seguintes requisitos: o defeito deve se r oculto, não aparente; deve ter se dado por causa anterior a celebração do contrato; e deve consistir em perda ou deterioração do bem.
EVICÇÃO
* CONCEITO: é a perda do bem por decisão judicial transitada em julgado ou por ato administrativo, que atribui o atribui a outrem por causa jurídica preexistente ao contrato. Não é defeito, é perda do bem.
Todo alienante é obrigado não só a entregar ao adquirente a coisa alienada, como também a garantir -lhe o uso e o gozo. Dá-se a evicção quando o adquirente vem a perder total ou parcialmente, a coisa por sentença fundada em motivo jurídico anterior.
Trata-se de cláusula de garantia que opera de pleno direito, não necessitando, pois, de estipulação expressa.
Inexiste, em regra, responsabilidade pela evicção nos contratos gratuitos (art. 552 CC), salvo se se tratar de doação com encargo.
COMPRA E VENDA :
Conceito: contrato pelo qual um dos contratantes se obriga a transferir o domínio de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe em dinheiro. Base legal: arts. 481 a 505, CC.
Elementos ;
Partes: comprador e devedor
Capacidade de fato + legitimação (capacidade especial exigida para determinados atos)
Coisa
lícita
determinada (coisa certa)
determinável (coisa incerta)
exceção: C e V sob encomenda ou coisa futura. Art. 483, CC
corpórea, consumível e alienável (art. 86, CC). Características:
Efeito translativo – obrigacional Obrigação de transferir domínio da coisa
§ Transferência de propriedade móvel: pela tradição – art. 1226 e 1227, CC.
§ Transferência de propriedade imóvel – arts. 1245, CC.
Como os bens imóveis dependem de registro, não se pode fazer verbalmente. Precisa-
se do título de transferência Inadimplemento: art. 585, II, CPC obrigação de dar coisa certa: art. 621, CPC obrigação de fazer: art. 466- B, CPC Indenização: art. 627, CPC
A indenização é complementar ou subsidiária (art. 492, CC)
O direito de indenizar é derivado do pacta sunt servanda, pelo princípio da conservação dos contratos.
OBS: compromisso de compra e venda não gera direito de propriedade. Gera o dever de formalizar, obrigação de fazer.
Comutativo As partes já sabem quais serão seus direitos e deveres. (Nos contratos aleatórios não há essa característica)
Bilateral – duas vontades
Oneroso – importa sacrifício patrimonial para ambas as partes
Informal – art. 107, CC
Princípio da liberdade das formas exceto quando se tratar da regra do art. 108, CC
Típico – tipificado na lei Nomeado – que tem nominação legal Há contratos atípicos e nominados. Ex: contrato de franquia
Há também contratos inominados que serão sempre atípicos, por serem uma criação das partes.
Consensual – se aperfeiçoa com a simples manifestação das partes. Art. 482, CC. Reserva de domínio (pactum reservati domini)
arts. 521 a 528, CC
Transfere-se a posse, mas não a propriedade (a transferência do domínio fica condicionada ao pagamento), com o objetivo de conferir mais segurança ao vendedor
Requisito: somente possível nos contratos de coisa móvel infungível (art. 523, CC)
DEPÓSITO
Art. 627 - Pelo contrato de depósito recebe o depositário um objeto móvel, para guardar, até que o depositante o reclame.
o depositante (aquele que deposita/entrega o objeto) e o depositário (aquele que guarda/recebe o objeto).
As principais características do depósito são as seguintes:
Real
Temporário
Gratuito (em regra - Artigo 628 e parágrafo único)
Art. 628. O contrato de depósito é gratuito, exceto se houver convenção em contrário, se resultante de atividade negocial ou se o depositário o praticar por profissão.
Parágrafo único. Se o depósito for oneroso e a retribuição do depositário não constar de lei, nem resultar de ajuste, será determinada pelos usos do lugar, e, na falta destes, por arbitramento.
Unilateral (ou Bilateral imperfeito - Artigo 643)
Art. 643. O depositante é obrigado a pagar ao depositário as despesas feitas com a coisa, e os prejuízos que do depósito provierem.
Ao analisarmos porém as espécies do contrato de depósito encontramos uma variedade muito maior, sendo as espécias as que seguem:
Voluntário - Derivante puramente da vontade - presente nos artigos 627 até 646 do CC/2002
Necessário/Obrigatório - É aquele exigido pela circunstância e pode se dividir em legal (artigos 647, I; 648 até 652) e miserável (artigo 647, II)
Regular - Aquele que trata sobre coisa infungível (por exemplo um veículo)
Irregular - Aquele que trata sobre coisas fungíveis (por exemplo dinheiro)
Civil ou Comercial
Contratual - Aquele derivado diretamente do contrato (Por exemplo um cofre de hotel ou banco)
Judicial - O que nasce de uma obrigação/determinação judicial (por exemplo um bem penhorado em processo de execução)
 	MANDATO
Conceito
“Art. 653. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato.”
A procuração é um instrumento de mandato. De seu conceito, entende-se que alguém (mandante, outorgante ou constituinte) outorga poderes a outrem (mandatário, outorgado ou procurador) para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses, exteriorizada a vontade de conferir tais poderes por meio de um documento chamado procuração.
Quem é Mandante?
O mandante refere-se ao que contrata alguém para a prática do delito, ou seja, o mandante do ato. Pessoa que passa uma procuração em favor de outra.
Quem é Mandatário?
Mandatário é a pessoa que, investida de poderes outorgados pelo mandante, executa atos ou efetiva negócios em nome daquele de quem recebeu os poderes. Executar atos ordenados ou autorizados pelo mandante, que arca com a responsabilidade dele.
Tipologia de Mandato
Tipos de procuração:
Quanto à natureza:
Procuração Judicial: destinada para procurar em juízo.
Procuração Extrajudicial: para os negócios em geral.
Quanto ao instrumento:
Procuração Pública: passada em cartório, no livro próprio, chamando – se traslado a cópia original deste registro. As demais cópias são dadas em forma de certidão.
Procuração Particular: quando outorgada pelo próprio mandante em documento escrito com firma reconhecida.
Quanto à finalidade:
Geral: quando o mandante confere poderes para todos seus negócios.
Especial: quando especifica o negócio (ou negócios) expressamente (artigo 660, CC)
Quanto à extensão dos poderes:
Amplos: confere liberdade ampla ao procurador.
Restritos: o procurador fica sujeito a decisões do outorgante.
 	FIANÇA
O contrato de fiança é uma celebração entre o fiador e o credor. O fiador garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra. A fiança é uma espécie de contrato de caução ou de garantia de execução de um contrato principal, acessório e subsidiário.
Conforme preleciona Tartuce (2015, p.446), a fiança, também denominada caução fidejussória, é o contrato pelo qual alguém, o fiador, garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não cumpra (arts.. 818HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10684287/artigo-818-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002" a 838HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10683193/artigo-838-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002" do Código Civil). O contrato é celebrado entre o fiador e o credor, assumindo o primeiro uma responsabilidade sem existir um débito propriamente dito (“Haffung sem Schuld” ou, ainda, “obligatio sem debitum”).
A fiança é um contrato firmado entre credor e fiador, não tendo a participação obrigatória do devedor.
Art. 818: Pelo contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação assumida pelo devedor, caso este não a cumpra.
Art.819. A fiança dar-se-á por escrito, e não admite interpretação extensiva.
Art. 820. Pode-se estipular a fiança, ainda que sem consentimento do devedor ou contra a sua vontade.
Não se quer dizer que o devedor não tome ciência da instituição da garantia, pois tal comunicação é decorrência do próprio princípio da boa-fé objetiva. Pode até indicar ou sugerir o fiador, pessoa de sua confiança, que deverá ser aceito pela outra parte.
Mas o que pretende o dispositivo é deixar claro que esta modalidade de garantia tem em mira o interesse do credor, e não do devedor, que não pode, como visto, opor-se à estipulação.
Algumas de suas características mais marcantes são:
Unilateralidade: uma vez celebrado o contrato de fiança, impõe-se obrigação apenas para uma das partes, no caso, o fiador. Por isso, não podem ser classificados como contratos comutativos ou aleatórios.
Acessoriedade: sempre acompanha um contrato principal, criador da obrigação principal que é garantida. Por exemplo, um contrato de locação firmado com fiança locatícia: a locação é o contrato principal; a fiança, o contrato acessório.
É um contrato definitivo, em relação às partes contratantes (fiador e afiançado), mesmo tendo a sua produção de efeitos condicionada ao (des) cumprimento da obrigação do contrato principal.
Gratuidade: apenas traz benefício para uma das partes (credor), sem que se lhe imponha contraprestação alguma. Possui característica de não onerosidade, excepcionalmente, todavia, a fiança poderá ser onerosa, caso o fiador seja remunerado. Tal retribuição, dada a natureza sui generis deste contrato, ausente a característica geral do sinalagma, há de ser efetuada pelo próprio afiançado, ou seja, quem se onera não é o credor — parte do contrato de fiança — mas o devedor afiançado. Trata-se de uma onerosidade especial, a exemplo do que ocorre na fiança bancária, pois o onerado não é parte do próprio contrato.
Forma: a fiança escapa ao princípio geral da liberdade da forma, pois, em virtude de dispositivo específico (art. 819HYPERLINK "http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10684211/artigo-819-da-lei-n-10406-de-10-de-janeiro-de-2002" do CC-02), é exigido instrumento escrito, não admitindo interpretação extensiva. Caso as partes pretendam dar eficácia erga omnes a este contrato, deverão registrá-lo no Cartório de Títulos e Documentos. Reforçando o seu formalismo, em determinadas situações exige-se a outorga uxória, a teor do art. 1.647.
Modalidades de celebração: paritária e adesão. Na modalidade paritária as partes estão em iguais condições de negociação, livremente estabelecem as cláusulas contratuais. Na modalidade adesão, um dos pactuantes impõe as cláusulas do negócio jurídico.
É um contrato individual, estipulado sempre entre pessoas determinadas.

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