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DIREITO CIVIL VI DIREITO CIVIL VI AULA 1 MORTE REAL X MORTE PRESUMIDA a)MORTE REAL, Art 6/CC: É a atestada, na qual se tem um corpo com detecção de morte cerebral atestada por um médico b)MORTE PRESUMIDA SEM DECLARAÇÃO DE AUSÊNCIA, art 7/CC: É a morte sem a presença do corpo para que seja atestada por um médico, mas determinada por sentença c) MORTE PREUMIDA COM DECLARAÇÃO DE AUSENCIA, art 37/CC: Se uma pessoa desaparecer do seu domicilio sem deixar notícia, a principio será declarada nomeada um curador, posteriormente será aberta a sucessão provisório e apenas 10 anos depois, com a abertura da sucessão definitiva é que será declarada a morte presumida d)COMORIÊNCIA Art 8/CC : É quando ocorre a morte de mais de uma pessoa ao mesmo tempo e não é possível determinar quem veio a óbito primeiro. LOCAL DA ABERTURA, Art1725 + 70 /CC: local do último domicilio do falecido a sucessão de bens de estrangeiros situados no país será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros LEI APP NA SUCESSÃO: ART 1787/CC Lei Material — aquela que vigorar no momento da morte. Mesmo que surja lei nova logo após a morte, será utilizada lei retroativa ao momento da morte. Se alguém morreu antes da vigência do Código Civil atual aplica-se a regra do diploma legal de 1916, conforme artigo 2.014 do Código Civil. Já a lei processual, será a vigente do curso do inventário. “Art. 2.041. As disposições deste Código relativas à ordem da vocação hereditária (arts. 1.829 a 1.844) não se aplicam à sucessão aberta antes de sua vigência, prevalecendo o disposto na lei anterior.” ESPÉCIES DE SUCESSÕES Art 1786 Ex.: João morreu em 1998, deixou 3 filhos e uma esposa. Na época de abertura do inventário, regia o CC/16, nele esposa não era herdeira necessária, logo a esposa será excluída. ESPÉCIES DE SUCESSORES Herdeiros legítimos / Sucessores herdeiros Art 1829 a ordem em que os herdeiros serão chamados a participar da herança do morto. Cada inciso do artigo representa uma classe de herdeiros e só é possível aplicar o inciso seguinte se o anterior não puder ser aplicado. É uma forma de ver quem tem preferência na herança. Observação: Herdeiros Necessários — São herdeiros legítimos, mas que não poderão ser afastados por testamento, conforme Art. 1.845 e 1.846, ambos do Código Civil. Não podem ficar privados de pelo menos 50% da herança: os ascendentes, os descendentes e o cônjuge. Herdeiro legitimo facultativo: Colaterais até 4º, pode dispor até 100% Sucessores Legatários O legatário é um herdeiro a título singular, o qual é contemplado em testamento com um ou com alguns bens específicos. c)Sucessores herdeiros/herdeiros instituídos: Nomeados pelo autor da herança em testamento, conferindo-lhe quinhão hereditário, não um bem específico. Observação: O mesmo sujeito pode figurar nas diversas classificações de sucessores, recaindo o seu direito, sobre blocos patrimoniais distintos. Nada impede que um herdeiro receba por sucessão legítima e por sucessão testamentária. A lei não faz legatários, apenas herdeiros. HERANÇA É a universalidade patrimonial da pessoa. É o conjunto de bens, direitos e deveres. A herança, ainda que seja composta de bens móveis, é considerada bem imóvel. A natureza jurídica da herança é universalidade de direito, por ser considerada bem imóvel para os efeitos legais, na forma do art. 80, II do Código Civil. Não é suscetível de divisões em partes, antes que seja feita a partilha dos bens no inventário. Direito imóvel É indivisível , antes da partilha. art1791,§ unico Forma-se, então, um condomínio eventual pro indiviso em relação aos bens que integram a herança, até o momento da partilha, evita a usucapião de bens. Os herdeiros são condôminos art 1791 até que seja feita a partilha dos bens, é de copropriedade de todos os herdeiros e como tal, um não pode impedir o exercício de direito de propriedade do outro. Responsabilidade dos herdeiros art 1792 A herança deve quitar as dívidas do de cujus O inventário deve ser instaurado em todos os casos que morto deixou bens Inventário negativo: ajuizado pelo herdeiro para provar que o morto não possuía bens. O herdeiro não responde com o seu patrimônio pelas dividas do morto, deve ajuizar o inventário para que ocorra a separação dos seus bens e do falecido. o ajuizamento do inventário deverá ser feito em até 2 meses contados, a partir da abertura da sucessão. Conforme, CPC por ser lei especifica e não como prevê o CC. Administração provisória da herança Art 1797 Até o compromisso do inventariante, sucessivamente, I - ao cônjuge ou companheiro, se com o outro convivia ao tempo da abertura da sucessão; II - ao herdeiro que estiver na posse e administração dos bens, e, se houver mais de um nessas condições, ao mais velho; III - ao testamenteiro; IV - a pessoa de confiança do juiz, na falta ou escusa das indicadas nos incisos antecedentes, ou quando tiverem de ser afastadas por motivo grave levado ao conhecimento do juiz. Observações: O legatário ñ tem direito a adm do legado, até que lhe seja transmitido pelo herdeiro art1923,§1 Espólio é a herança ajuizada ou inventariada; O espólio é administrado pelo inventariante; O inventariante só é considerado como tal após assinatura de Termo de Compromisso de Inventariante em juízo. Só a partir deste momento é que será investido como inventariante; A inventariança é um encargo CESSÃO DE DIREITO JURIDICOS E SEUS EFEITOS Art 1793 NJ translativo inter vivos Contrato de cessão de direito hereditário Feito após abertura de sucessão Não exista clausula de inalienabilidade imposta pelo falecido EFEITOS: Escritura pública, como outorga uxória (vênia conjugal), para ser valida O herdeiro fará a cessão de quota parte e não de um bem especifico §2 Deve ser respeitado o direito de preferência, pois é um condomínio **ATIVIDADE** João morre em dezembro de 2015 deixando dois filhos, Camila e Roberto. Camila e Roberto, no entanto, em virtude do grande sofrimento vivenciado pela morte de João, acabam por não tomar as medidas necessárias ao processamento de inventário de João. Diante da situação apresentada, pergunta-se: é possível afirmar que Camila e Roberto são proprietários dos bens deixados por João? R: Em virtude da incidência do art. 1.784, CC, a posse e propriedade dos bens deixados por João são transferidos aos seus herdeiros e eventuais legatários no momento da abertura da sucessão, que é momento da morte. Desta forma, a propriedade fora transferida a Camila e Roberto na data da morte de João, por força do princípio do direito de saisine. 2- Ricardo morreu em 30/10/2012 deixando, como únicos herdeiros, seus três filhos, Marcelo, Gabriela e Renato. Ricardo possuía um único imóvel, que foi objeto de inventário por escritura pública, no valor de R$300.000,00 divididos em partes iguais por seus três filhos. O imóvel foi vendido 6 meses depois da morte de Ricardo. Um ano depois do falecimento de seu pai, o filho mais velho, Marcelo é acionado em ação de cobrança de dívida deixada por seu falecido pai, no montante de R$250.000,00. Preocupado com a situação Marcelo lhe procura e pergunta se é obrigado a pagar a dívida toda deixada por seu pai. Explique sua resposta. R: A abertura da sucessão ocorreu em 30/10/2012 com a morte de Ricardo. Marcelo não é obrigado a pagar toda a dívida uma vez que ninguém pode responder ultra vires hereditatis, ou seja, que ninguém pode responder por encargos superiores às forças da herança (art. 1.792, CC). Assim, Marcelo só é obrigado a responder pelo equivalente a R$100.000,00, montante da herança de seu pai, por ele recebido. AULA 2 ACEITAÇÃO, RENÚNIA, VOCAÇÃO ACEITAÇÃO Ato jurídico UNILATERAL Eficácia ex tunc: retroage a data da abertura da sucessão ART1804 Ato personalíssimo Em caso de silêncio, aceitação tácita é o ato pelo qual o herdeiro adiciona ao seu acervo pessoal o patrimônio sucessível. É ato pessoal e só setransmite pelo direito de representação. Sua eficácia é ex tunc porque seus efeitos retroagem à data da abertura da sucessão, ainda que a manifestação ocorra em momento posterior. Feita pessoalmente pelo herdeiro, poderá ser feita: *curador,tutor mediante prévia autorização judicial – ART 1748 –aceitação direta feita pelo representante legal. *Mandatário com poderes especiais ou gestor de negócios. Aceitação indireta, porém a confirmação é direta, uma vez feita em nome do sucessor. *pelo cônjuge, independente de outorga. ESPECIES: Tácita: o herdeiro age como se tivesse aceitado ART 1805 Expressa: feita por declaração escrita Presumida: não há renuncia do herdeiro no prazo estipulado pelo juiz ART1807 TITULAR Direta: feita pelo herdeiro Indireta: Quando o herdeiro morre antes de aceitar e tal direito é transmitido a seus sucessores. ART1809 RENÚNCIA Absoluta: renúncia toda a quota parte Expressa Ñ existe renúncia em caso de silêncio Ato solene, escritura pública ou termos nos autos do inventário art1806 A renúncia da herança é sempre absoluta, abdicativa (devolve-se ao monte sucessível a quota que receberia por herança) e expressa, não podendo ser presumida pelo silêncio da parte e nem tácita pela prática de atos compatíveis com a condição de renunciante ESPÉCIES: Abdicativa ou Própria ( usada pelo CC): quando o renunciante abre mão em favor do monte hereditário, não indicando nenhum coerdeiro como beneficiário da sua parte da herança. Como consequência, quem renúncia, não cabe cobrança de tributo pela transmissão da herança, porque nem ingressa no patrimônio do renunciante. Translativa ou Imprópria (ñ é aceita pelo CC): aceitação + cessão de direitos. Neste caso, incide dupla carga tributária, pois ocorre uma transmissão causa mortis, com a aceitação e uma doação posterior transmitindo o bem por ato inter vivos. LIMITAÇÕES À RENÚNCIA a) Capacidade do renunciante; b) A renúncia não pode prejudicar credores do renunciante ART 1813 EFEITOS DA RENÚNCIA Ao renunciar, a quota parte do renunciante volta ao monte hereditário para ser distribuída entre os demais herdeiros, da mesma classe sucessória, se não tiver nenhum herdeiro dessa classe, serão chamados os da classe seguinte, para herdar por direito próprio. Art. 1.810. Na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subsequente. Não existe direito de representação do herdeiro renunciante. Art. 1.811. Ninguém pode suceder, representando herdeiro renunciante. Se, porém, ele for o único legítimo da sua classe, ou se todos os outros, da mesma classe, renunciarem a herança, poderão os filhos vir à sucessão, por direito próprio, e por cabeça. A renúncia, assim como a aceitação, são irrevogáveis: Art. 1.812. São irrevogáveis os atos de aceitação ou de renúncia da herança. VOCAÇÃO HEREDITÁRIA ART1829 Capacidade sucessória Passiva, isto é, ordem de chamamento dos herdeiros a suceder o patrimônio do morto. Art 1788 *ATIVIDADE* É facultado ao autor da herança dispor de seu patrimônio em testamento? R.: Sim, mas para tanto, deve respeitar o limite imposto por lei de 50% caso possua herdeiros necessários ART 1789 *VOCABULÁRIO* Supérstite. Em uma união conjugal, marido e mulher, é denominado cada membro, pelo termo "cônjuge". Quando ocorre o falecimento de um deles, o sobrevivente, é dito supérstite. É ele, o cônjuge sobrevivente que juntos com os filhos ou herdeiros participará dos procedimentos sucessórios. LEGITIMAÇÃO ART 1798 *Pessoas nascidas * Já concebidas no momento da abertura da sucessão **ATIVIDADE** Ana e Luiz estavam casados há oito anos e não haviam filhos. Tentaram diversos métodos e optaram pela inseminação artificial. Com todo o procedimento pronto, Luiz sofreu um acidente de carro e veio a falecer. Ana resolveu que continuaria o procedimento de inseminação artificial utilizando os embriões excedentários(Aquele não implantado no útero materno, proveniente de fertilização em laboratório. De acordo com o Art. 1.798, o filho decorrente dessa inseminação artificial post mortem será herdeiro legítimo dos bens de Luiz? R.: Há um conflito de normas entre os art 1597 ,1798 e o Principio da igualdade entre os filhos, logo a inseminação artificial post mortem é permitida no Brasil e para o filho concebido post mortem requerer a herança deve fazê-lo mediante ação de petição de herança que prescreve, em 10 anos contados da abertura da sucessão. LEGITIMAÇÃO TESTAMENTÁRIA ART 1798,1799,1800 (prole eventual) FALTA DE LEGITIMAÇÃO P/ SER HERDEIRO ( TESTAMENTÁRIA,LEGATÁRIO) ART1801/1802 EXCLUSÃO DE HERDEIRO/LEGATÁRIO Natureza Punitiva. Restritiva de direitos Personalissimo Não exclui os herdeiros do excluídos, que herdam como representação Ñ abrange a linha sucessória Indignidade: Exclusão do herdeiro por sentença que impõe pena civil. ART 1814 a 1818 Prazo para abertura: 4 anos após abertura da sucessão , independe de sentença penal condenatória O autor pode reabilitar o indigno O quinhão hereditário do herdeiro testamentário, excluído da sucessão por indignidade, será repassado aos substitutos indicados na cédula testamentária Deserdação: Exclusão do herdeiro por testamento. ART 1961 a 1965 Declaração expressa em testamento Prazo: 4 anos após a abertura da sucessão OBSERVAÇÕES Tanto a Ação de Exclusão por Indignidade quanto a por Deserdação são distribuídas por dependência aos autos da Ação Principal que é o Inventário, ou seja, não pode ser feita nos casos previstos de Inventário Extrajudicial. Ler atentamente os arts. 1.814, 1.962 e 1.963. Ofensa física não exige lesão corporal. Só cabe deserdação, pelo art. 1.962, III, só se aplica para 1° grau na linha reta descendente. A deserdação de ascendente à descente, só vale para parente de 1° grau, porém, de descendente a ascendente vale para parente de até 2° grau, ou seja, o neto pode deserdar o pai ou avô, porém, o pai só pode deserdar o filho. A deserdação pelo Art. 1.962, III, só se aplica para o 1° grau na linha reta descendente, porém, o art. 1.963 que se aplica para deserdar o pai ou a mãe ou o avô e avó, ou seja, até o 2° grau na linha reta sucessória. Indignidade Deserdação Instituto típico da parte geral do Direito das Sucessões Instituto característico da Sucessão Testamentária Causas Art. 1814 do CC Causas Art. 1962 e 1963 do CC Atinge herdeiros legítimos, testamentários ou legatários Atinge herdeiros necessários, privando-os de suas legitimas Não é necessário testamento É indispensável testamento válido, feito pelo ofendido, deserdando seu herdeiro necessário, mencionando a causa da deserdação O prazo decadencial é de 4 anos a contar do óbito O prazo decadencial é de 4 anos a contar da abertura do testamento (art. 1965 p. único do CC) **ATIVIDADES** Joaquim faleceu deixando os filhos Ana e Marcelo. Ana vive em união com Sílvio, com quem tem três filhos. Ana renunciou à herança. A quem será deferido o quinhão que lhe corresponderia? Por quê? R.: O destino do quinhão do renunciante é abordado na parte final dos arts. 1.810 e 1.811 do CC e aponta para não incidência do direito de representação na renúncia da herança. O quinhão renunciado será entregue aos demais herdeiros da mesma classe (no caso Marcelo). Se não houver herdeiros da mesma classe, convocar-se-á o herdeiro da classe mais próxima (netos do de cujus) que herdaria por direito próprio e não por representação. AULA 3 Sucessão Legítima (Ordem de Vocação Hereditária). Herdeiros Necessários. Direito de Representação. Herdeiro aparente O herdeiro aparente é aquele que se encontra na posse dos bens deixados pelo morto, como se fosse o legítimo titular do direito à herança. Denomina-se aparente, pois é publicamente conhecido como herdeiro. É tido como herdeiro legítimo por aparentar essacaracterística, mas na realidade, pela essência, nunca o foi. O herdeiro aparente pode ser alguém, posteriormente, declarado indigno, deserdado ou que descubra a existência de um sucessor de grau mais próximo. **ATIVIDADE** Enquanto Renato (herdeiro aparente) ainda era herdeiro aparente, vendeu a Alexandre uma casa de praia que era, originalmente, de seu tio Agnaldo. Roberta(real herdeira), agora que é a herdeira real pode reaver esse bem? R.: O terceiro, que de boa-fé, adquira a título oneroso, bens ou direitos do herdeiro aparente não será prejudicado. A boa-fé do herdeiro aparente não pode justificar o prejuízo de terceiros que não violaram a boa-fé. O herdeiro aparente é responsável em ressarcir o herdeiro real. 2.HERDEIRO APARENTE DE BOA FÉ ART1828 O herdeiro aparente, que esteja na posse dos bens, de boa-fé, se pagou o legado estabelecido em testamento fica isento de qualquer responsabilidade, pois cumpriu o que estabelecia o testador. E posteriormente entregou ao herdeiro verdadeiro o que ficou em sua posse. VOCAÇÃO HEREDITÁRIA Atentar ART 1591 Herdeiro legítimo – determinado como tal pela lei. a)Necessários/reservatórios ART1845: Descendentes, ascendentes e cônjuge, conforme artigo 1.845 do Código Civil. Estas classes possuem direito à metade dos bens deixados pelo falecido, exceto em casos de indignidade ou deserdação. Essa parte é dominada de legítima ou reservada dos herdeiros necessários. b) Facultativos ART 1789/1845: São os colaterais, pois podem ser excluídos, por testamento, da totalidade da herança 2.Herdeiro testamentário – contemplado por testamento. 3) MODOS DE SUCEDER a) Sucessão por DIREITO PRÓPRIO: Quando, no momento da abertura da sucessão, não há nenhum outro herdeiro sucessível de permeio entre ele e o falecido. O lugar é dele herdeiro, como por exemplo, quando os filhos sucedem. Se todos os filhos não possuem capacidade sucessórias os netos serão chamados a herdar por direito próprio e assim sucessivamente. Na linha ascendente, a sucessão por direito próprio é a única reconhecida. Assim, se um filho morre, sem deixar descendentes, e um dos pais está vivo, os avós não são chamados a suceder. b)DIREITO DE REPRESENTAÇÃO ART 1833 Os mais próximos herdam por direito próprio e os mais afastados por direito de representação do herdeiro pré-morto (morto antes do autor da herança), indigno ou deserdado. O representante recebe quinhão que caberia ao herdeiro representado, se houver mais de um representante, essa parte será dividida entre eles. O filho do herdeiro renunciante não representa o pai na sucessão, mas se não houver herdeiro com capacidade sucessória de grau mais próximo, ele pode herdar por direito próprio. O direito de representação é uma exceção à regra de que, entre herdeiros de mesma classe, os de grau mais próximo excluem o direito dos herdeiros de grau mais remoto. c)SUCESSÃO POR DIREITO DE TRANSMISSÃO Ocorre na hipótese de herdeiro pós-morto (morto após a abertura da sucessão). Assim, o herdeiro que falece antes de aceitar a herança transmite o seu direito a seus sucessores que poderão ocupar o seu lugar naquela sucessão. Morrendo o pai e posteriormente o filho, antes de aceitar a herança, o direito sucessório será transmitido ao neto que poderá aceitar no lugar do herdeiro pós-morto. 3) MODOS DE PARTILHA a) POR CABEÇA art 1835 Quando todos os herdeiros são da mesma classe de herdeiros, do mesmo grau de parentesco e sucedem por direito próprio. Daí o monte hereditário será partilhado pelo número de herdeiros, basta contá-los e dividir em partes iguais para cada um. É própria da sucessão dos descendentes e dos colaterais. EX. se o pai morrer e deixar cinco filhos com capacidade sucessória, a herança será dividida em 1/5 para cada um dos sucessores. b)POR ESTIPE É adotado na sucessão por direito de representação, na qual existem herdeiros de mesma classe, mas de graus distintos. Nessa hipótese, conta-se o número de herdeiros que recebem por direito próprio e aqueles que estão sendo representados. Ex.: Se um pai morre, tem um filho vivo e uma filha pré-morta, que era mãe de dois filhos (netos do autor da herança), o filho vivo ficará com metade da herança e a outra metade será dividida entre os netos que recebem por direito de representação, sendo assim, a partilha por estirpe. Divisão por Linhas É própria da sucessão da classe dos ascendentes. Nesta espécie, a metade da herança vai para a linha materna e a outra metade para a linha paterna, mas não existe direito de representação. Ex.: Se o filho morre tem pai e mães vivos, metade vai para mãe e a outra metade vai para o pai. Se ao morrer, não tem pai, nem mãe com capacidade sucessória e tem avô e avó maternos vivos e apenas avó paterna, dividindo-se por linha os avós maternos recebem 25% da herança cada um, e a avó paterna ficará com 50% do patrimônio deixado pelo falecido, em consequência da divisão por linhas. AULA 4 SUCESSÃO LEGITIMA Sucessão dos Descendentes e Concorrência do Cônjuge Supérstite COMUNHÃO UNIVERSAL DO BENS Não há concorrência entre cônjuge sobrevivente e descentes Gera confusão patrimonial, pois tudo foi divido devido ao regime A meação já o protege, pois já são os bens dele o cônjuge é meeiro da totalidade dos bens, mas apenas os filhos herdam a parte correspondente ao patrimônio do falecido. SEPARAÇÃO OBRIGATÓRIA, LEGAL,SEPARAÇÃO DE BENS Não há concorrência do cônjuge sobrevivo com os descendentes o cônjuge não herda e será meeiro apenas se houver aquestos – STF Súmula nº 377 — No regime de separação legal de bens, comunicam-se os adquiridos na constância do casamento. Se nenhum patrimônio foi adquirido onerosamente durante a constância do casamento o cônjuge não é meeiro nem herdeiro. COMUNHÃO PARCIAL DOS BENS Não há concorrência do cônjuge sobrevivo com os descendentes o cônjuge será meeiro dos aquestos, mas não será herdeiro. OBSERVAÇÃO: se o casado deixou bens particulares o cônjuge será meeiro dos aquestos, bens adquiridos onerosamente durante a constância do casamento, e será herdeiro dos bens particulares concorrendo com os descendentes PARTICIPAÇÃO FINAL NOS AQUESTOS Não há concorrência do cônjuge sobrevivo com os descendentes, o autor da herança não deixou bens particulares. em havendo bens particulares, o cônjuge herda em concorrência com os descendentes apenas sobre essa quota que não faz parte da meação. Sob os aquestos será apenas meeiro e a herança será exclusivamente partilhada entre os descendentes. SEPARAÇÃO DE BENS cônjuge concorrerá com os descendentes não se fala em meação, todos os bens são particulares, e o cônjuge herda, em concorrência com os descendentes, sob a totalidade dos bens deixados pelo morto QUOTA MINIMA RESERVADA AO CONJUGE SOBREVIVENTE ART1832 Ao concorrer com descendentes comuns, tem direito à quota mínima reservada de ¼ da herança (filhos comuns de mesmo pai e mãe) Não sendo o cônjuge parente dos descendentes com quem concorre não se fala em quota mínima reservada.(EX.: pai morre e deixa 2 filhos, a madrasta ñ tem cota reservada). Da mesma forma, nas hipóteses de filiação híbrida, isto é, filhos comuns concorrendo com filhos apenas do autor da herança. Ex.: pai separada já tem 2 filhos, casa de novo e tem mais 2 filhos, ñ tem cota reservada **ATIVIDADE** (DPE-ES – FCC – Defensor Público – 2016/ adaptada) Torquato tem quatro filhos, sendo Joaquim, do seu primeiro casamento com Mariana; José, Romeu e Pedro de seu casamento com Benedita. Mariana e Benedita são falecidas e não possuíam ascendentes nem outros descendentes. Vítimas de um acidente de veículo, em que Torquato e todos os seus filhos se encontravam, morreram Torquato, instantaneamente, e José, algumas horas depois. Pedro, Romeu e Joaquim sobreviveram. Torquato tinha um patrimônio avaliado em R$3.600.000,00 e era casado com Amélia sob o regime da separação obrigatória de bens e nada havia adquirido durante esse casamento. Como serão as sucessões de Torquato?Amélia não será herdeira, pois ao concorrer com descendentes, o casado sob o regime de separação obrigatória de bens não herda. A herança será partilhada entre os quatro filhos que receberão por direito próprio e a partilha será por cabeça. José chega a herdar, pois estava vivo no momento da abertura da sucessão, o que lhe torna herdeiro pelo que estabelece o princípio da saisine. - Jorge é casado com Lúcia pelo regime de comunhão parcial e com ela teve um filho Roberto. De um casamento anterior Jorge teve outro filho, Carlos, que lhe deu dois netos Júlio e Juliana. Carlos morreu em 15 de dezembro de 2007. Jorge faleceu em maio de 2011 deixando uma casa, em Curitiba, que lhe fora doada por seu pai e uma casa na praia adquirida na constância do casamento com Lúcia. Responda: Quem são os sucessores de Jorge? Lúcia, Roberto e os netos Júlio e Juliana, por direito de representação. A que título esses herdeiros sucedem? São herdeiros a título universal. Lúcia concorrerá com os herdeiros? Lúcia concorrerá com os descendentes apenas pela herança do bem particular, ou seja, a casa de Curitiba; da casa de praia ela é apenas meeira. MODO DE SUCEDER DOS NETOS os netos serão chamados por direito próprio e a partilha será feita por cabeça. Qd os beneficiários são apenas netos, pois nenhum filho ter capacidade sucessória (por estar morto, ser deserdado ou declarado indigno ou renuncie a herança). SUCESSÃO DE DESCENDECENTES POR REPRESENTAÇÃO Quando um neto herda representando seu pai na sucessão do seu avó. Por estirpe conta-se o número de sucessores por direito próprio e soma-se ao número de representados. Divide-se a herança por esse número. FILHO DE HERDEIRO RENUNCIANTE art1810 Ñ pode herdar por representação, somente por direito próprio. FILHO DE HERDEIRO INDIGNO OU DESERTOR Nem a indignidade, nem a deserdação impedem o direito de representação. O neto, filho do herdeiro indigno poderá representá-lo na sucessão do avô. AULA 5 SUCESSÃO NA LINHA DOS ASCENDENTES, COLATERAIS, IRMÃO BILATERAIS ART 1836 Se o falecido não deixou descendentes, serão chamados os ascendentes a suceder. Os ascendentes, assim como os descendentes, são parentes na linha reta e, portanto, não sofrem limitação de grau, como ocorre na linha colateral. SEMPRE POR DIREITO PRÓPRIO ART 1852 O grau mais próximo, exclui o mais afastado. Se a mãe e a avó paterna estão vivas, ao tempo da abertura da sucessão, a mãe herda a totalidade da herança, pois é parente de primeiro grau, enquanto a avó é de segundo. A sucessão pelos pais, portanto, por pertencerem ao grau mais próximo do morto, afastam os demais ascendentes **ATIVIDADE** Se por alguma razão os pais não possuírem capacidade sucessória, qual será o procedimento adotado? Serão chamados os avós a suceder, por direito próprio, e a partilha será feita por linha. Portanto, se os herdeiros forem todos de mesmo grau, deve-se respeitar a divisão por linha. Assim, se ao morrer apenas a avó paterna estiver viva e avô e avó maternos também, dividindo-se por linha a herança, a avó paterna ficará com 50% dos bens, a avó materna com 25% e o avô materno com os outros 25%. CONJUGE X ASCENDENTES O cônjuge, concorrendo com os pais do falecido, terá direito há 1/3 da herança, conforme o artigo 1.837 do código Civil. Art. 1.837. Concorrendo com ascendente em primeiro grau, ao cônjuge tocará um terço da herança; caber-lhe-á a metade desta se houver um só ascendente, ou se maior for aquele grau. O cônjuge que estiver concorrendo com ascendentes de grau maior que primeiro, ou seja, com avós, bisavós etc., terá direito à metade da herança. antes de definir o quinhão de cada um, deve-se separar a meação do cônjuge se casado sob um regime que comunique patrimônio. Meação não é herança recebida pelo cônjuge, é patrimônio que já pertencia a ele. O cônjuge que concorrer com todos os avós do morto fica com 50% da herança e cada um dos avós com 12,5%, pois 25% caberá à linha materna e os outros 25% à linha paterna. SUCESSÃO DOS COLATERAIS – modo de suceder e partilhar Art 1829, IV- colaterais Art. 1.839. Se não houver cônjuge sobrevivente, nas condições estabelecidas no art. 1.830, serão chamados a suceder os colaterais até o quarto grau. (até primo) O mais próximo exclui o mais remoto Direito próprio Exceção, sobrinho herda por representação ART 1840 SUCESSÃO DE IRMÃOS Direito própria partilha por cabeça dividido em partes iguais, entre bilaterais e unilaterais 1.Sucessão de sobrinhos por representação Concorrendo irmão com filhos de irmãos, os sobrinhos herdam por direito de representação e a partilha será por estirpe. Cumpre ressaltar que o direito de representação na linha colateral está limitado ao sobrinho, conforme artigo 1.840 do código Civil. 2.sucessão de irmão sobrinhos e netos o direito de representação se limita aos sobrinhos em concorrência com os irmãos do morto. Os sobrinhos netos são parentes na colateral de 4º grau e, dessa forma, somente herdam por direito próprio, na ausência de parentes de graus mais próximos. 3. sucessão dos colaterais de 4º serão chamados a suceder por direito próprio e a partilha será por cabeça. Não há nenhuma preferência quando concorrem tio-avô com sobrinho neto, nem tão pouco nenhuma exceção em consequência da bilateralidade. ***ATIVIDADES** 1. Mariana é casada com Tiago pelo regime da comunhão universal de bens. Mariana morre sem filhos, deixando sua mãe e seus avós maternos. Como dever ser realizada a partilha dos bens deixados por Mariana? Além de meeiro, Tiago será herdeiro em concorrência com a mãe de Mariana, sendo dividida a herança em partes iguais, na forma do art. 1837, CC. Os avós serão afastados em virtude de serem parentes de segundo grau, enquanto a mãe é de primeiro grau. Se concorrerem à herança somente um filho e três netos, filhos de filho pré-morto, aos netos conjuntamente caberá cota equivalente à cota do filho vivo. AULA 6 SUCESSÃO DO CONJUGE E REQUISITOS PARA SER LEGITIMADO A SUCEDER ART 1829,III Requisitos da sucessão Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. ao tempo da abertura da sucessão, esteja em comunhão plena de vida com o autor da herança. DIREITO REAL DE HABITAÇÃO Art. 1.831. Ao cônjuge sobrevivente, qualquer que seja o regime de bens, será assegurado, sem prejuízo da participação que lhe caiba na herança, o direito real de habitação relativamente ao imóvel destinado à residência da família, desde que seja o único daquela natureza a inventariar. * O direito de habitação permite que o cônjuge, mesmo que não seja herdeiro, permaneça habitando o imóvel que sirva de residência da família. * Se estende ao companheiro tbm SUCESSÃO DO COMPANHEIRO X FILHO COMUM Os bens comuns são divididos entre os filhos e o companheiro sobrevivente. Já os bens particulares, apenas entre os filhos. Sucessão do companheiro concorrendo com filhos comuns Nessa hipótese, o convivente teria direito à herança sob os aquestos, os bens particulares seriam herdados apenas pelos filhos e o companheiro teria direito a quinhão igual ao dos filhos. Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho. Sucessão do companheiro concorrendo com filhos do morto ou com filiação híbrida Nesse caso, o convivente tem direito a apenas o quinhão equivalente à metade do quinhão dos filhos e, também, apenas sob os aquestos. Art. 1.790. A companheira ou o companheiroparticipará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos onerosamente na vigência da união estável, nas condições seguintes: II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles. ***Cônjuge e companheiro hetero e homoafetivos herdam da mesma forma, seguindo a ordem de vocação hereditária, do artigo 1.829, do Código Civil. Sucessão do companheiro em concorrência com outros parentes A maioria da doutrina entende que esse inciso deve ser interpretado de forma autônoma do caput. Assim, concorrendo com outros parentes (ascendentes e colaterais de até 4º grau), herda sobre todos os bens, não apenas sobre os aquestos. cônjuge e companheiro hetero e homoafetivos herdam da mesma forma, seguindo a ordem de vocação hereditária, do artigo 1.829, do Código Civil. ***ATIVIDADE*** O companheiro homoafetivo supérstite, convivente com o falecido pelo regime da comunhão parcial de bens, concorre com os descendentes dele na partilha dos bens particulares? Em conformidade com recente decisão do STF, as uniões homoafetivas devem ter tratamento idêntico à união estável, e considerou que o artigo 1.790 é inconstitucional. O companheiro homoafetivo herda na forma do artigo 1.829, assim como o cônjuge. Assim, ao concorrer com descendentes, aquele que vive sob o regime da comunhão parcial de bens, terá direito a herdar apenas sob os bens particulares e será meeiro dos aquestos. AULA 7 TESTAMENTOS TESTAMENTO: é ato pelo qual a vontade de alguém declarada para o caso de morte cria, extingue, ou transmite direitos. é uma consequência do direito de propriedade e sua característica de exclusividade, permitindo que o bem de propriedade exclusiva de um seja destinado a outro, após a extinção da personalidade jurídica. Ato de última vontade Deve ser obedecido se não contrariar disposição legal NJ unilateral Manifestação de vontade do testador Pode ser modificado a qlqr tempo (art1858) Ato personalíssimo Pode ser revogado a qualquer tempo Efeitos pos morte o testador que tiver herdeiros necessários só poderá dispor de cinquenta por cento do seu patrimônio, o restante fica garantido aos seus sucessores. Essa parte receberá o nome de legítima, nos termos do “Art. 1.846. Pertence aos herdeiros necessários, de pleno direito, a metade dos bens da herança, constituindo a legítima **ATIVIDADE** Carlos, solteiro e bastante debilitado, escreve seu testamento. Carlos, que não tem nenhum ascendente vivo e tão pouco descendentes, resolve deixar toda a sua fortuna ao sobrinho João Henrique. Após a morte de Carlos, seu único irmão, Eduardo, ingressa com ação de impugnação do testamento afirmando que, como irmão, tem direito à parte da herança, pois herdeiro necessário. Eduardo tem razão? Eduardo não tem razão. Sendo Eduardo parente colateral, é considerado apenas herdeiro legítimo e, portanto, pode ser excluído por testamento. 1.PLANOS EXISTÊNCIA pela manifestação de vontade do testador VALIDADE sujeito capaz + objeto e causa licito,possível, determinado + forma prescrita ou não defeso em lei EFICÂCIA a termo, evento futuro e certo, porem incerto quanto a precisão de sua ocorrência Disposições testamentárias contêm cláusulas relacionadas ao patrimônio do falecido, contemplando herdeiro ou legatário que não o seriam por determinação legal ou indicar como seria a sua intenção sobre a disposição de seus bens A inclusão, de disposições de caráter não patrimoniais, deverá estar cercada de muito cuidado, pois mesmo o testamento tendo esse caráter de revogabilidade, uma cláusula de cunho pessoal não será tão simples de ser revogada, porque dependerá de justificativa. ART 1857: Toda pessoa capaz pode dispor, por testamento, da totalidade dos seus bens, ou de parte deles, para depois de sua morte. § 1º A legítima dos herdeiros necessários não poderá ser incluída no testamento. § 2º São válidas as disposições testamentárias de caráter não patrimonial, ainda que o testador somente a elas se tenha limitado. Todos podem celebrar Testamento? Capazes: sim Relativamente incapazes: maiores de 16 e menor de 18, capacidade especial Sim Incapazes: Não Deficientes: sim, mesmo que precise de auxilio *O testador que venha a adquirir alguma incapacidade após a celebração do testamento não invalida o negócio jurídico anteriormente celebrado. Assim, o testamento continua válido mesmo que o testador seja considerado relativa ou absolutamente incapaz a posteriori por alguma causa superveniente. ART 1861 4.Capacidade testamentária passiva A capacidade testamentária passiva diz respeito à possibilidade de herdar através de testamento “fazendo referências a pessoas. A norma jurídica exclui animais e coisas inominadas, a menos que as disposições que lhes são abusivas se apresentem sob a forma de um ônus ou de uma liberalidade a uma pessoa capaz de ser beneficiada em testamento Art. 1.798. Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão. Art. 1.799. Na sucessão testamentária podem ainda ser chamados a suceder: I - os filhos, ainda não concebidos, de pessoas indicadas pelo testador, desde que vivas estas ao abrir-se a sucessão; II - as pessoas jurídicas; III - as pessoas jurídicas, cuja organização for determinada pelo testador sob a forma de fundação Art1800 Prole Eventual: se o eventual herdeiro não for concebido em dois anos a contar da abertura da sucessão, esse direito será perdido *A sucessão testamentária proporciona ao autor da herança a possibilidade de contemplar pessoas que não foram indicadas pela lei como seus herdeiros permitindo inclusive, que pessoas jurídicas existentes ou a serem formadas, sejam beneficiadas com o patrimônio deixado pelo falecido. FORMAS ORDINÁRIAS DE TESTAMENTOS feito em situações comuns, sem nenhum requisito especial do sujeito a celebrar o negócio jurídico. Ñ pode testamento conjuntivo (art 1863) Público, aberto ou autentico Será lavrado em livro de notas por tabelião, registrando a vontade do testador expressa verbalmente ao oficial de registro e na presença de duas testemunhas. O testador pode apenas informar sua vontade ao tabelião, ditar ou entregar uma minuta que tenha escrito anteriormente. Considera-se essa a forma mais segura de celebrar testamento. (Art. 1.864) Art 1865: analfabeto ou aquele que não pode escrever só poderá optar por essa espécie de testamento Art 1866: surdo, que seja alfabetizado, pode ler seu testamento, mas se não souber pode requerer que alguém de sua confiança o faça em seu lugar Art 1867 deficiente visual somente poderá celebrar testamento através dessa forma, acompanhado de testemunha de sua confiança que lerá o testamento também, além do mesmo ser lido em voz alta pelo tabelião Testamento Cerrado, secreto, místico ou nuncupação implícita art 1868 será escrito pelo testador ou alguém a seu pedido, as disposições podem ser sigilosas e se completa por lavratura, pelo oficial de registros, que deverá aprová-lo na presença de duas testemunhas. O teor será conhecido após a morte do testador. raz segurança de sua aplicabilidade, pois a sua existência ficará devidamente registrada em cartório. Assim, será certificada a sua existência, quando solicitado. Testamento Particular art1876 é aquele feito pelo próprio testador e guardado por ele Não é muito usado Não é seguro Para que seja válido é necessário que seja escrito pelo testador, manual ou mecanicamente, que seja lido perante três testemunhas e assinado pelo autor da herança e por todas as testemunhas. apresenta muito risco de não ser localizado e consequentemente, existe risco sobre o seu cumprimento. FORMAS ESPECIAIS DE TESTAMENTO Menos solenes Maritimo: pode ser elaborado por passageiro ou tripulante de navio, em viagem, não apenas em alto-mar, mas também, em viagens fluviais ou lacustres, caso haja risco de morte antes de se chegar a algum porto, onde o testador possa fazer testamento ordinário. (art. 1888) Aeronautico: Art. 1.889.Quem estiver em viagem, a bordo de aeronave militar ou comercial, pode testar perante pessoa designada pelo comandante, observado o disposto no artigo antecedente.” “Art. 1.891. Caducará o testamento marítimo, ou aeronáutico, se o testador não morrer na viagem, nem nos noventa dias subsequentes ao seu desembarque em terra, onde possa fazer, na forma ordinária, outro testamento.” Militar: é utilizado por militares, ou por aqueles que estejam a serviço das forças armadas em situações de guerra. (Art. 1.893). independentemente do estado de guerra, sempre que militares estejam trabalhando para salvação pública, como pode ocorrer em caso de inundação, incêndio, de grandes proporções etc., amplia a própria lei a faculdade de fazer testamento militar aos civis a serviço do exército. Caduca em 90 dias, se não fizer o testamento ordinário (Art 1895) Nuncupativo: subespécie de testamento militar, possível, apenas, em situações extremas, para o militar ferido em praça de guerra. Essa modalidade pode ocasionar fraudes. A exteriorização de última vontade é feita oralmente, na frente de duas testemunhas, as quais farão a transcrição dessa manifestação, assim que possível. O testamento caducará se o testador não morrer na guerra. (Art. 1.896). Se o testador não morrer em combate o testamento não se torna eficaz. Vital: é o negócio jurídico unilateral, através do qual o indivíduo, em plena capacidade civil, dispõe expressamente a que tratamentos médicos, não gostaria de se submeter, em caso de impossibilidade de manifestação futura, conforme art 15/CC. Esta modalidade de testamento não tem previsão expressa na nossa legislação civil e causa muita divergência sobre a possibilidade de sua aplicabilidade. Esse negócio jurídico é criado para se tornar efetivo no momento em que o sujeito estiver impossibilitado de exprimir seus desejos em relação a sua saúde. O médico leva em consideração não apenas a vontade do paciente, mas também a decisão de pessoa designada por ele para decidir a respeito do tratamento, desde que não fira nenhum princípio ditado pelo Código de Ética Médica. ***ATIVIDADE*** Suzana Carvalho, viúva, tinha como únicos parentes vivos sua irmã Clara Pereira e seu sobrinho Alberto, filho de Clara. Em 2010, Suzana elaborou testamento público nomeando como sua herdeira universal sua amiga Marta de Araújo. Em 2012, Suzana mudou de ideia sobre o destino de seus bens e lavrou testamento cerrado, no qual contemplou com todo o seu patrimônio seu sobrinho Alberto Pereira. No final de 2013, Alberto faleceu em um trágico acidente. Suzana faleceu há um mês. Clara Pereira e Marta de Araújo disputam a sua herança. Marta alega que não ocorreu a revogação do testamento de Suzana lavrado em 2010, vez que um testamento público só pode ser revogado por outro testamento público. Clara procura você como advogado e indaga a quem deve caber a herança de Suzana. Diante disso, com base nos dispositivos legais pertinentes à matéria, responda aos itens a seguir. A) Suzana podia dispor de todo o seu patrimônio por meio de testamento? Suzana podia dispor de todo o seu patrimônio, uma vez que não tinha herdeiros necessários, sendo certo que os colaterais são herdeiros facultativos, nos termos do Art. 1.850 do Código Civil. B)Um testamento cerrado pode revogar um testamento público? O testamento público pode ser revogado por qualquer outra forma testamentária. De fato, não há hierarquia entre as formalidades testamentárias, dependendo a revogação de um testamento da validade do testamento revogatório, conforme o que dispõe o Art. 1.969 do Código Civil. C) Com o falecimento de Alberto, quem deve suceder à Suzana? Nesse caso, a sucessão obedecerá às regras da sucessão legítima, cabendo toda a herança de Suzana à sua irmã Clara Pereira, nos termos do Art. 1.829, inciso IV, do Código Civil. Determinado casal comparece perante o Tabelião de Notas e procede a realização de dois testamentos distintos (instrumentos diversos), nos quais deixam os respectivos bens um para o outro, destacando-se que os testamentos foram realizados em dias diversos. São válidos os testamentos? Dispõe o artigo 1.863 do Código Civil brasileiro, que é proibido o testamento conjuntivo, seja simultâneo, recíproco ou correspectivo. O testamento simultâneo ou de mão comum ocorre quando dois testadores, no mesmo ato, beneficiam, conjuntamente, terceira pessoa. No testamento recíproco, os testadores, em um só ato, beneficiam-se mutuamente, instituindo herdeiro o que sobreviver.No testamento correspectivo, os testadores efetuam, em um mesmo instrumento, disposições testamentárias em retribuição de outras correspondentes. A proibição da lei compreende unicamente o testamento feito por duas ou mais pessoas no mesmo ato, não impede que duas ou mais pessoas convenham, cada uma por sua parte, dispor de seus bens, a favor de um terceiro, ou em favor de um e de outro, ficando cada um legalmente com o direito de revogar seu testamento, quando parecer conveniente. AULA 8 CODÍCILOS, regras de interpretação dos testamentos, os conceitos e as classificações dos legados. CODICILOS art1881 Testamento anão Última vontade Bens de pequeno valor ou apenas sentimental Pode-se ocorrer o perdão judicial a análise do que sejam bens de pequeno valor no conteúdo codicilar deve ser feita caso a caso, de acordo com o montante dos bens do espólio. É autônomo, pois terá validade independente do falecido ter ou não deixado testamento. - REVOGAÇÃO Nem sempre o codicilo posterior revoga o anterior, poderá apenas completá-lo. a) Expressa: Quando outro codicilo ou testamento menciona expressamente a intenção de revogá-lo b) Tácita: Quando feito testamento posterior que não o confirme ou o modifique. Art. 1.884. Os atos previstos nos artigos antecedentes revogam-se por atos iguais, e consideram-se revogados, se, havendo testamento posterior, de qualquer natureza, este os não confirmar ou modificar. LEGADOS ART1912 ESPECIES Legado de coisa genérica ou de bens fungíveis: o testador pode legar bens que possam ser substituídos por outros. Legado de coisa ou quantidade individualizada ou localizada: o testador poderá informar localização de coisa deixada em legado art 1916 Legado de crédito (legatum nominis) ou de quitação de dívida (legatum liberationis): art 1918 Legado de material genético: relacionado à doação de órgãos. Legado de dinheiro: quantia certa, não quinhão hereditário. Puro e simples: Confere ao legatário a propriedade da coisa legada desde a abertura da sucessão, mas não lhe confere de pronto a posse, dependendo esta de requerimento do testador. Condicional: Confere o legado, desde que ocorra o implemento de uma condição suspensiva pelo legatário. A termo (art1924) Aguarda o implemento de um termo para que seja conferida a propriedade do legado. Modal ou com encargo (art 1938) Se o legatário não cumprir o ônus estabelecido, poderá ser revogada a propriedade Prestações periódicas ( Art 1926,1927,1928) Equivale a uma constituição de renda. Alternativo: (art1932) O herdeiro escolhe o que seria objeto do legado. Frutos da coisa legada (art 1923) Os frutos pertencem ao legatário desde o momento da abertura da sucessão. **Ler art 1897 e seguintes*** - Inalienabilidade: Trata-se de restrição que impede o herdeiro de alienar o quinhão que recebeu. Imposta a cláusula de inalienabilidade, o herdeiro recebe o domínio limitado da herança. Tem ele a prerrogativa de usá-la, gozá-la e reivindicá-la, mas falta-lhe o direito de dela dispor. O bem objeto de legado com cláusula de inalienabilidade pode ser usucapido. -- Incomunicabilidade: É a disposição pela qual o testador determinada que a legítima do herdeiro necessário, qualquer que seja o regime de bens convencionado, não entrará na comunhão, em virtude de casamento. Art 1668,I --Impenhorabilidade: Consiste em blindar o herdeiro. Ao fim e ao cabo, visa a protegê-lo de seus credores. Impedida a penhora de bens recebidos por herança, desonera o herdeiro de responderpor seus débitos. **ATIVIDADE** 1-Maria, viúva, mãe de duas filhas, deixa, em testamento público, em benefício de sua sobrinha, um legado, que consiste em um carro. Pois o moça precisa de um automóvel para trabalhar, mas não teve condições de comprar um.Morta a testadora e aberto o testamento, descobre-se que Maria não é proprietária de nenhum automóvel. Assim, as herdeiras declaram ao legatário que a disposição não é válida, na medida em que o testamento dispôs de algo que nunca pertenceu à testadora. Diante disso, poderia a legatária exigir a entrega do veículo? Justifique. Sim, pois o automóvel não foi especificado pelo testador. Logo, na forma do art. 1.915, CC, trata-se de legado de gênero (um carro), podendo a coisa ser determinada pela escolha e compra para futura entrega à legatária. 2-Sendo o legado, coisa certa e determinada deixada a alguém, denominado legatário, em testamento ou codicilo, é correto afirmar que: qualquer pessoa, natural ou jurídica, simples ou empresária, pode ser contemplada com legado, podendo, assim, o herdeiro cumular a qualidade de legatário. AULA 9 FIDEICOMISSO, SUBSTITUIÇÕES, REVOGAÇÃO E ROMPIMENTO DE TESTAMENTOS - Direito de acrescer de herdeiros e legatários art 1941 O direito de acrescer ocorre quando o testador possui mais de um herdeiro ou legatário, contemplando-os com a mesma herança ou mesmo legado, com quinhões não determinados e um ou alguns, não queiram ou não possam suceder. Um chamamento a herança de alguém que incialmente não era chamado a essa cota da herança e que passa a ser por algo ocorrido após a abertura da sucessão PRINCIPIOS DO DIREITO DE ACRESCER REQUISITOS DO DIREITO DE ACRESCER DAS SUBSTITUIÇÕES ART 1947 “a substituição é a disposição testamentária na qual o testador chama uma pessoa para receber, no todo ou em parte, a herança ou o legado, na falta ou após o herdeiro ou legatário nomeado em primeiro lugar, ou seja, quando a vocação deste ou daquele cessar por qualquer causa” --ESPECIES a) vulgar: quando o testador designa uma ou mais pessoas para ocupar o lugar do herdeiro, ou legatário, que não quiser ou não puder aceitar o benefício art 1947 b)Direta: o substituto herda diretamente do de cujus, de quem é sucessor (e não do substituído). Não há dois sucessores sucessivos, pois ou herda o nomeado ou, à falta deste, o substituto designado c) RECIPROCA: art 1948: quando um herdeiro substitui o outro e vice-versa substituição recíproca geral todos substituem o herdeiro ou legatário que não suceder. Assim, “João, José e Carlos, meus herdeiros, substituem a herdeira Maria”. A substituição recíproca particular é a que somente determinados herdeiros ou legatários são apontados como substitutos recíprocos. A título de ilustração: “Somente João e José, legatários, substituem a herdeira Maria”. Pela substituição coletiva vários herdeiros são nomeados como substitutos para o herdeiro que não sucede. FIDEICOMISSIONÁRIA: quando o testador nomeia um favorecido e, desde logo, designa um substituto, que recolherá a herança, ou legado, depois daquele em ordem sucessiva Art 1951 Verifica-se que há, no fideicomisso, três personagens: a) o fideicomitente, que é o testador; b) o fiduciário ou gravado, em geral pessoa de confiança do testador, chamado a suceder em primeiro lugar para cuidar do patrimônio deixado; c) o fideicomissário, último destinatário da herança, ou legado, e que os receberá por morte do fiduciário, ou realizada certa condição, ou se decorreu o tempo estabelecido pelo disponente. É o testador quem fixa a duração do fideicomisso: por toda a vida do fiduciário, por certo tempo ou até que se verifique determinada condição resolutiva do direito deste. Tem-se, assim, três modalidades de fideicomisso: a) vitalício, em que a substituição ocorre com a morte do fiduciário; b) a termo, quando ocorre no momento prefixado pelo testador; e c) condicional, se depender do implemento de condição resolutiva. O fideicomisso chama-se universal quando sua instituição disser respeito à totalidade da herança ou a uma quota ideal desta, e particular quando incide sobre coisa certa e determinada do acervo hereditário. Caduca a substituição fideicomissionária Se faltar o fideicomissário, por morrer depois do testador, mas antes do fiduciário, ou antes do advento do termo ou da realização da condição resolutória do direito deste último; Se, igualmente, faltar o fideicomissário, pela falta de legitimação (art. 1.801), exclusão por indignidade (art. 1.814) ou pela morte deste antes do testador; Se faltar a coisa, em caso de perecimento, sem culpa do fiduciário; Se houver renúncia do fideicomissário, caso em que a herança se consolida no fiduciário, exceto se não puder recebê-la por algum motivo a ele pertinente ou disposição contrária do testador; Se houver renúncia ou não aceitação da herança pelo fiduciário. O testador que prejudicar seus herdeiros necessários não respeitando a legítima, será feita a redução do testamento; o testamento não é anulado, é apenas reduzido. O testador pode prever onde deverá ser feita a redução, conforme art. 1.967 parágrafo segundo do Código Civil, porém, se não houver essa determinação, a lei determina a redução primeiro nas heranças e depois nos legados (art. 1.967, parágrafo primeiro). REVOGAÇÃO DO TESTAMENTO Art 1969 e 1970 Total parcial ROMPIMENTO DO TESTAMENTO O rompimento é uma revogação determinada por lei, e independe da manifestação do testador. Art 1973 a 1975 *atividades** 1- O fideicomisso somente se permite em favor dos não concebidos ao tempo da morte do testador e somente pode ser instituído por testamento.”Esta afirmativa está certa ou errada? Certa. O enunciado 529 diz: O fideicomisso, previsto no art. 1.951 do Código Civil, somente pode ser instituído por testamento. 2-"É o ato pelo qual o testador, conscientemente, torna ineficaz testamento anterior, manifestando vontade contrária à que nele se acha expressa". revogação "É a inutilização de testamento por perda de validade em razão da ocorrência de fato superveniente previsto em lei". Rompimento Aula 10 - Introdução ao Inventário. Herança Jacente. Petição de Herança. Colações. Sonegados. Impugnação da Partilha. Inventário negativo Não há previsão de inventário negativo na legislação civil e supletiva, no entanto, é prática comum e tem sido admitida (tanto judicial como administrativamente) quando há, em situações extraordinárias (como por exemplo, arts. 1.523, I e III; 1.792, CC), necessidade de se demonstrar a inexistência de bens a serem inventariados. Inventário conjunto Ainda que o acervo hereditário seja individual, há três situações que autorizam que se proceda um único inventário (distribuição por dependência — art. 673, CPC) para duas pessoas distintas: 1: Por falecimento do cônjuge supérstite antes do término do inventário do cônjuge pré-morto (art. 672, CPC); 2: Por falecimento do herdeiro antes do término do inventário do parente pré-morto; 3: Por comoriência, embora não haja expressa previsão legal sobre isso. Competência (relativa) O foro competente para a abertura do inventário será o do ultimo domicílio do extinto. Inventariança O inventariante é o representante oficial do espólio, na forma do artigo 75, VII do CPC. O qual representa o espólio, em juízo, ativa e passivamente, administra os bens da herança e conduz o inventário. PRAZO PARA INVENTÁRIO: 30 dias Herança jacente e vacância Chama-se de jacente a herança quando não há quem dela possa legitimamente cuidar. ART. 1.844 ART. 1.819 ART. 1.820 ART. 1.821 ART. 1.822 ART. 1.823 O conceito e a abrangência dos efeitos da petição de herança Art. 1.824. O herdeiro pode, em ação de petição de herança, demandar o reconhecimento de seu direito sucessório, para obter a restituição da herança, ou de parte dela, contra quem, na qualidade de herdeiro, ou mesmo sem título, a possua A ação de petição de herança é própria para alguma situaçãode herdeiro suprimido no inventário e na partilha de bens, por desídia dos coerdeiros ou mesmo por desconhecimento da sua qualidade de herdeiro. ART. 1.824 Da prescrição A ação de petição de herança tem o prazo prescricional estabelecido no artigo 205, do Código Civil, pois não existe nenhum especifico. Assim, prescreverá em 10 anos a contar da abertura da sucessão: Cumpre esclarecer que a ação de investigação de paternidade é imprescritível, ou seja, a qualquer tempo poderá ser proposta, mas para que o filho reconhecido através de ação tenha direito a pleitear herança, não poderá ter ultrapassado 10 anos da morte do de cujus. O conceito de colação A doação, como já estudado na disciplina de Direito Civil III, feita a um descendente é considerada adiantamento da herança. Assim, quando o ascendente morre o descendente é obrigado a indicar, nos autos do inventário, a parte da herança que já foi recolhida. Colação é o ato pelo qual os herdeiros descendentes que concorrem à sucessão do ascendente comum declaram, no inventário, as doações que dele em vida receberam, sob pena de sonegados, para que sejam conferidas e igualadas as respectivas legítima O herdeiro poderá ficar isento da obrigação de colacionar se, na escritura de doação, estiver especificado que o que foi doado recai sobre a parte disponível e não prejudica a legítima. Dessa forma, o descendente permanece com a propriedade do bem doado e ainda receberá a herança legitima. Os efeitos das colações e o modo de efetuar a sua conferência O herdeiro poderá ficar isento da obrigação de colacionar se, na escritura de doação, estiver especificado que o que foi doado recai sobre a parte disponível e não prejudica a legítima. Dessa forma, o descendente permanece com a propriedade do bem doado e ainda receberá a herança legitima. ART. 549 Assim, o herdeiro que não promover a colação, nos termos estabelecido pela lei, comete sonegação e, portanto ficará excluído do direito de herdar sobre os bens que lhe foram adiantados. Mas, é importante ressaltar que não perde o direito à herança sobre os outros