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Direito Penal II   Teoria de Pena   completo

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a arguição de inconstitucionalidade, quando já houver pronunciamento destes ou do plenário do Supremo Tribunal Federal sobre a questão". Portanto, seguindo a orientação adotada pela Suprema Corte, deve-se utilizar, para a fixação do regime inicial de cumprimento de pena, o disposto no art. 33 c/c o art. 59, ambos do CP e as Súmulas 440 do STJ e 719 do STF. Confiram-se, a propósito, os mencionados verbetes sumulares: "Fixada a pena-base no mínimo legal, é vedado o estabelecimento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta, com base apenas na gravidade abstrata do delito." (Súmula 440 do STJ) e "A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea." (Súmula 719 do STF). Precedente citado: REsp 1.299.787-PR, Quinta Turma, DJe 3/2/2014. HC 286.925-RR, Rel. Min. Laurita Vaz, julgado em 13/5/2014.
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MÓDULO V Direitos do preso
Art. 38 - O preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade, impondo-se a todas as autoridades o respeito à sua integridade física e moral. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
O erro de uma pessoa autoriza que o Estado a puna de maneira desproporcional?
Exemplo da Associação de proteção e Assistência dos condenados APAC, em Itaúna, Minas Gerais. 
Previsão legal – Lei de Execução penal 
Âmbito da punição: Ao condenado e ao internado serão assegurados todos os direitos não atingidos pela sentença ou pela lei.
Fundamento constitucional: Art. 5º XLIX
Não haverá qualquer distinção de natureza racial, social, religiosa ou política.
Rol de direitos (art. 41 da LEP)
alimentação suficiente e vestuário;
atribuição de trabalho e sua remuneração;
Previdência Social;
Ao preso são garantidos os benefícios da previdência social incluídos aqueles relativos a acidentes de trabalho (JTACRESP 161/571, Mirabete, p. 121).
Questão controvertida levantada por Mirabete diz respeito a possibilidade de concessão de aposentadoria. Tal direito segundo Mirabete está condicionado a regulamentação das leis pertinentes pela Previdência Social. Ademais, a própria LEP não prevê a possibilidade de descontar coativamente da remuneração do preso o valor da contribuição previdenciária. Tal direito, dessa forma, somente poderá ser exercido por quem voluntariamente contribua quando existir a legislação específica (Mirabete, p. 122).
A respeito do auxílio-reclusão:
Art. 80. O auxílio-reclusão será devido, nas mesmas condições da pensão por morte�, aos dependentes do segurado recolhido à prisão, que não receber remuneração da empresa nem estiver em gozo de auxílio-doença, de aposentadoria ou de abono de permanência em serviço.
Parágrafo único. O requerimento do auxílio-reclusão deverá ser instruído com certidão do efetivo recolhimento à prisão, sendo obrigatória, para a manutenção do benefício, a apresentação de declaração de permanência na condição de presidiário.
constituição de pecúlio;
V - proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;
exercício das atividades profissionais, intelectuais, artísticas e desportivas anteriores, desde que compatíveis com a execução da pena;
assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa;
Ao egresso ainda deve ser disponibilizada a concessão de alojamento e alimentação pelo prazo de dois meses que pode ser prorrogado por uma vez caso comprovado o empenho na obtenção de emprego (art. 25 § único da LEP).
A lei ainda permite que a assistência médica necessária seja prestada em outro local quando o estabelecimento não estiver aparelhado. Tal autorização é de âmbito administrativo e cabe ao diretor do estabelecimento (art. 120 e parágrafo único) permitir essa saída. 
Em casos extremos e diante da comprovação de médico poderá ser concedido ao preso a prisão domiciliar para o tratamento (STJ, AGRHC 3408) Nem precisa que seja caso de urgência basta que o estabelecimento não esteja preparado. Nesse sentido é a jurisprudência do STJ. Poderá também contratar médico de sua confiança a fim de acompanhar o tratamento (art. 43 , da LEP)
O preso que cumpre a pena em regime semi-aberto pode obter autorização de saída, sem vigilância direta, na hipótese de freqüência a curso supletivo ou profissionalizante bem como de segundo grau ou superior, na comarca do juízo da execução (art. 122,II).
proteção contra qualquer forma de sensacionalismo;
É defeso ao integrante dos órgãos da execução penal, e ao servidor, a divulgação de ocorrência que perturbe a segurança e a disciplina dos estabelecimentos, bem como exponha o preso à inconveniente notoriedade, durante o cumprimento da pena (art. 198).
entrevista pessoal e reservada com o advogado;
visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados;
As visitas evidentemente devem ser submetidas a revistas e busca pessoal rigorosa a fim de evitar a entrada de armas, drogas e demais objetos que possam comprometer a boa ordem. 
Questão complicada diz respeito a visita íntima pois segundo estudos a abstinência sexual por período prolongado pode desequilibrar a pessoa e favorece condutas inadequadas. Em alguns casos, estar-se-á permitindo autorizações de saída justamente para a visita íntima na linha do que já possibilitam outros países (México, Chile, Argentina, EUA, Espanha, etc.).
Todavia, quando os dois componentes do casal estão em regime fechado não se admite a autorização de saída pois estas somente são conferidas nos casos expressos do artigo 120 da LEP (RT 731/571). Nos locais em que concedida a possibilidade de visita íntima o melhor é estabelecer um local diverso da cela para que se mantenham as relações. 
chamamento nominal;
igualdade de tratamento salvo quanto às exigências da individualização da pena;
audiência especial com o diretor do estabelecimento;
representação e petição a qualquer autoridade, em defesa de direito;
Isso garante o controle por parte do Poder Judiciário ou órgãos do Estado. Pode, pessoalmente, pleitear alguma pretensão ou reclamação. Pode impetrar HC, pedido de revisão ou de benefícios complementando-se posteriormente com a nomeação de defensor 
Tem fundamento inclusive constitucional (art. 5º, XXXIV, a).
contato com o mundo exterior por meio de correspondência escrita, da leitura e de outros meios de informação que não comprometam a moral e os bons costumes.
Uma das formas mais importantes para a comunicação do preso com o exterior é a correspondência com os familiares e demais amigos. Tais comunicações podem ser, excepcionalmente, interceptadas caso a segurança pública recomende segundo a jurisprudência do STF (HC 70814)
atestado de pena a cumprir, emitido anualmente, sob pena da responsabilidade da autoridade judiciária competente. (Incluído pela Lei nº 10.713, de 2003)
Tem o preso o direito de ser intimado de todas as decisões judiciais que ensejam alteração de pena e pode a qualquer tempo requerer a certidão do tempo a cumprir. A modificação da lei foi profícua pois agora exige que, anualmente, o preso seja informado do tempo de pena a cumprir e independentemente de pedido.
Vale lembrar que a lista de direitos disposta no mencionado artigo não é exaustiva 
Os direitos previstos nos incisos V, X e XV poderão ser suspensos ou restringidos mediante ato motivado do diretor do estabelecimento.
Outras regras pertinentes
Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção.
É garantida a liberdade de contratar médico de confiança pessoal do internado ou do submetido a tratamento ambulatorial, por seus familiares ou dependentes, a fim de orientar e acompanhar o tratamento.
As divergências entre o médico oficial e o particular serão resolvidas pelo Juiz da execução.
Uso de Algemas – Súmula Vinculante n.º 11 do STF
SÓ É LÍCITO O USO DE ALGEMAS EM CASOS DE RESISTÊNCIA E DE FUNDADO RECEIO DE FUGA OU DE PERIGO À INTEGRIDADE FÍSICA PRÓPRIA OU ALHEIA, POR PARTE DO PRESO OU