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APOSTILA DE MAMOGRAFIA
A Mamografia é um exame radiológico utilizado para detecção e rastreamento do câncer de
mama, sendo um dos métodos mais importante para detecção desse tipo de câncer de mama.
É o método mais utilizado para rastreamento populacional, pelo fato de ser um exame eficaz,
rápido, com baixo custo e de fácil documentação.
É um exame muito sensível à detecção de patologias, uma vez que a maioria dos carcinomas
tem, no seu interior, microcalcificações (detectáveis pelos raios X). É válido lembrar que a
mama com grande quantidade de tecido adiposo facilita a realização da mamografia. Mas
mamas densas, ou seja, com grande quantidade de tecido glandular podem ocultar um
carcinoma. É muito importante conhecer o histórico do paciente e de seus familiares, bem
como conscientizá-los da importância de trazer para o novo exame os seus anteriores. A
anamnese consiste em perguntas referente a: histórico de câncer de família, dor nas mamas,
galactorréia, nódulos palpáveis, cirurgias no local, motivo do exame, menopausa, gravidez,
quimioterapia, radioterapia, tumor e etc. Essas perguntas direcionarão o técnico e o médico
envolvidos com o exame do paciente.
Deve-se também coletar informações de identificação do paciente, como nome completo,
endereço, idade e DUM (data da última menstruação).
HISTÓRIA DA MAMOGRAFIA
Há dezoito anos após a descoberta dos raios X começaram-se a serem feitas radiografias de
lesões mamárias.
Em 1913- Primeira radiografia mamária feita por Albert Salomon, cirurgião Alemão, ele
radiografou peças cirúrgicas, obtidas de cirurgias de mastectomia e encontrou
pequenos pontos “denominados de microcalcificações”.
Em 1930: foi feita a primeira mamografia na incidência médio-lateral, por Stafford
Warren, em Nova York.
Em 1934: descreveram-se pneumomamografia, com um método para melhorar a
delimitação das lesões. O procedimento exigia a injeção de dióxido de carbono nos
espaços retromamários e pré-mamários.
Em 1950- O médico radiologista uruguaio Raul Leborgne, descobre a importância de
um melhor posicionamento e a necessidade da compressão. Ele concluiu que
comprimindo-se a mama obtém-se uma melhor qualidade de imagem. Foi o primeiro
médico a associar câncer de mama a microcalcificações ao encontrá-las em 30% de
uma quantidade de casos radiografados. A compressão é um fator importantíssimo
para uma boa imagem radiográfica. Diminuindo-se a espessura da mama, a paciente
receberá menor dose de radiação, além de reduzir a indefinição causada pelo
movimento.
Em 1960: Robert Egan, descobre que baixo KV e alto mAS, aumentam a resolução da
imagem.
Tendo Robert publicado em 1962, 53 casos de carcinoma oculto detectados em 2000
exames de mamografia e criou uma equipe de médicos e técnicos treinados e
especializados em mamografia.
Em 1963: Gerald Dodd, foi o primeiro a realizar a localização de uma lesão não
palpável. Tornando as retiradas de tecido mamário menor.
Em 1963 - Phillip Strax, Louis Venet e Sam Shapiro, observaram a redução de
mortalidade em 1/3, rastreando as pacientes com exames clínicos e radiológicos.
Em 1964 - John Wolfe, iniciou suas investigações de xeromamografia usando uma
unidade radiográfica primitiva de Xérox.
Em 1965-1966 - A CGR cria a primeira máquina para realizar mamografia. Era um tripé
com uma câmara especial. Essa unidade de raios X continha duas inovações: um alvo
de molibdênio (preferível ao tungstênio), que proporcionava alto contraste em razão
do grande efeito fotoelétrico dos raios X de baixa energia que produzia, e um
dispositivo cônico de compressão embutido que diminuía e espessura da mama e a
imobilizava durante a exposição.
Primeiro Mamógrafo
Protótipo de 1965, de Gros para Senógrafo, apropriadamente chamado de Trepied
("TRÊS PÉS")
Em 1967: foram instalados os SENAGRAPHE (pintura do seio em francês), aparelhos de
raios X com o tubo angulado para obter o melhor foco do tecido mamário e da
cavidade torácica. A ampola foi modificada, colocando outro metal no lugar do
tungstênio, o molibdênio. Tudo isso ficava apoiado em um tripé.
Década de 1970: cientistas pretendiam provar que o método causava mais malefícios
do que benefícios, por causa das altas doses de radiação.
Em 1971: Gallager e Martin, foram os primeiros a reconhecer que uma neodensidade
na mamografia poderia ser um sinal precoce da existência de tumor na mama.
Primeiro Mamógrafo a chegar no Brasil.
Senographe CGR-(Compagnie Génerale de Radiologie) com âmpola de molibdênio
Em 1972-A DuPont tornou-se a primeira indústria a colocar no mercado um sistema
tela intensificadoras para mamografia.
Em 1977- Nordestron do Instituto Karolinkas de Estocolmo, Suécia desenvolveu o
primeiro sistema de estereotaxia .
Em 1980 - A GE desenvolveu os primeiros equipamentos motorizados para
compressão. Infelizmente a compressão é desconfortável, mais é necessária para
reduzir a espessura do tecido mamário, reduzindo também o tempo de exposição e
aumentando a resolução. Os fabricantes de mamógrafos realizaram altos
investimentos e fabricaram aparelhos motorizados com compressão da mama,
excelente design e redução da dose de radiação para o paciente. A partir de então,
começou-se a utilizar a mamografia como triagem das mamas e redução do câncer de
mama.
Em 1987: iniciou-se o projeto de biópsia de mama guiada pelo mamógrafo (com um
componente acessório incluído).
Em 1992 - A GE lançou em seus equipamentos um filtro de ródio, um elemento usado
no tubo de raios-X que permite melhor penetração no tecido mamário, com menos
exposição. A tecnologia do ródio é especialmente útil em mamas densas. O ACR
publica a primeira versão do BI-RADS (Breast Image Reporting and Data System).
Em 1996- Mamografia Computadorizada – CR
Em 1998: iniciou-se a mamografia digital com a utilização de um chassi com leitura
óptica, melhorando a precisão em procedimentos invasivos e aumentando a chance de
visualização de pequenas lesões.
Em 1999: surgiu nos EUA a lei padrão internacional de mamografia Mamography
Quality Standards Act (MQSA), que regulamenta os equipamentos e os sistemas de
imagem para assegurar a qualidade do exame.
Em 2000- Mamografia digital
Em 2000: surgiu a mamografia digital. Sem a necessidade de utilização do chassi, a
imagem é obtida diretamente para o monitor utilizando sistema RD (conversão da
imagem digital direta).
FÍSICA DA MAMOGRAFIA
Voltagem para mamografia – 25 a 35KV Ponto focal - 0,1 a 0,3mm = para ver estruturas
minúsculas, sendo 0,3mm (rotina) e 0,1mm (ampliação). Distância Foco/ Filme-maior ou igual a
60 cm(mais em alguns aparelhos pode ser menor que 60). Bucky-móvel - Ex: 3,5:1 ou 80 pares
por linha (depende do aparelho e do modelo da grade).
Grade- È um dispositivo composto de tiras de chumbo e material espaçador. O material
espaçador (fibra ou alumínio) é escolhido para ter baixa absorção de raios X. As tiras de
chumbo absorvem uma considerável quantia de radiação dispersa oblíqua, ou seja os raios que
não percorrem em direção ao feixe primário. Os espaçadores transparentes de raios X
permitem a passagem ao filme da maioria dos raios primários. Índice de Grade- È a relação
entre a espessura das tiras de chumbo, e a largura dos espaçadores radiotransparentes. Por
exemplo, se a espessura da tira de chumbo é 8 vezes maior do que a largura dos espaçadores,
o índice de grade é 8:1, se a espessura é 16 vezes maior que a largura o índice é 16:1.
Imagens com alto grau de contraste:
• Fonte abundante de fótons de baixa energia;
• Material do anodo de ródio,molibdênio, Tungstênio;
• Material do filtro e espessura;
• Pico de KV regulado no semi-automático, ou no manual. Controle Automático de Exposição
Dispositivo eletrônico que controla o nível de exposição no receptor, através de uma
fotocélula, colocada abaixo do cassete de filmes que tem a função de suspender a geração de
raios X, quando o receptor de imagens (conjunto tela-filme) recebe uma quantidade de
exposição pré-determinada, considerada boa para o exame, e também serve para medir a
densidade; em alguns mais modernos é calculado a espessura e a densidade. OBS: È
importante posicionar a fotocélula sobre uma parte representativa do tecido fibro-glandular.
(ou 3 dedos atrás do mamilo). Um ponto negativo do AEC é a área de alcance dos sensores,
considerada relativamente pequena, podendo causar baixa exposição em algumas partes do
tecido, devido a variação anatômica glandular da mama.
Exemplo de componentes que podem estar presentes nos sensores dependendo do modelo
do fabricante: dois eletrodos finos e transparentes com ar em volta deles. Quando esse ar e
sensibilizado pelo feixe de raios X, ele é ionizado, gerando íons ( partículas carregadas que
ganham ou perdem elétrons). Se uma voltagem é aplicada aos eletrodos, esses íons são
atraídos pelos eletrodos formando um fluxo na corrente. Os componentes presentes nesses
dispositivos e como é feita a medição da exposição pode depender de aparelho para aparelho.
Componentes do Controle Automático de Exposição: Fotocélula (sensor, câmara de
ionização), calibração, filtros e outros.
Controle da Função de densidade
• Aumenta e diminui a sensibilidade da CAE
• Fixar a densidade ótica no centro do filme
Produção de Raio X, interação dos elétrons com o anodo:
Produção de calor (99%)
Produção de Raios X (1%)
Os raios X são produzidos através da interação de elétrons de alta energia com diferentes tipos
de materiais.
Qualidade: A energia ou capacidade de penetração do feixe de raios X é controlada pelo KV.
Quantidade: O número total de fótons de raios X em um feixe é controlado pelo mA.
CARACTERÍSTICA DE UM EQUIPAMENTO DE MAMOGRAFIA
Baixa Kilovoltagem – Predominância do efeito fotoelétrico
Combinação anodo/filtro Mo/Mo- Feixe com predominância de radiação
características
Alto mAs- Aumento da intensidade da radiação para sensibilizar o receptor de
imagem.
O mamógrafo possui um anodo rotatório em seu tubo de raios X de Molibdênio (Mo) Z= 42 ou
Ródio(Ro) ou Rhodio(Rh) Z= 45 , ou os dois materiais juntos no mesmo anodo. Sendo, uma
pista de Mo e outra de Ro, ambos números atômicos baixos, comparados ao Tungstênio(W)
Z= 74, utilizado em radiografia convencional. Em mamografia utiliza-se técnicas de baixa
tensão entre 25 a 35 KV para garantir que as interações fotoelétricas produzam o contraste
anatômico adequado. Para tal o tubo deve possuir alvo de Mo ou Ro para produção de raios X
característicos entre 15 e 22 Kev. Esses fótons são produzidos por freamento ou por emissão
de raios X característicos. Para a obtenção de um feixe na faixa de energia ideal para a
mamografia é necessária a utilização de filtros de 0,03 mm de Mo, para o alvo de Mo ou 0,025
de Ródio para alvo de Rh. Para algumas aplicações especiais, como mamografia usa-se
materiais tais como molibdênio, pois o feixe de raios X produzidos em um objetivo de
molibdênio contém uma maior porcentagem de fótons de baixa energia, facilmente
absorvidos, do que um feixe de objetivo de tungstênio.
Radiação Característica
• Feixe direcionado;
• Monoenergético;
• A energia depende do material anódico.
A radiação característica ocorre quando o elétron em movimento choca-se com um elétron da
camada interna do átomo do alvo de tungstênio e o desloca (caso a energia que ele adquiriu
ao deslocar-se do cátodo para o ânodo seja maior que a energia de ligação da camada
eletrônica), com isso a camada de energia que este elétron do átomo ocupava fica vaga. Este
átomo agora ionizado precisa se estabilizar. Para isto um elétron de uma camada mais externa
migra para a vaga na camada de energia interna, liberando neste processo uma determinada e
bem precisa quantidade de energia (fóton) na forma de raios-X. Esta energia corresponde a
diferença entre as energias de ligação das duas camadas (a externa, que o elétron ocupava, e a
mais interna que ele passou a ocupar). O fenômeno é chamado de radiação característica, já
que essa energia das camadas é particular de cada elemento (poderíamos descobrir qual é o
elemento do alvo a partir da análise das energias dos fótons de Raios x produzidos pela
radiação característica). No entanto a chance deste fenômeno (radiação característica) ocorrer
não é muito grande.
Radiação de Frenagem (Bremsstrahlung)
• Feixe contínuo;
• Polienergético;
• A distribuição e intensidade da energia depende do KV.
Na desaceleração, ou efeito de “Bremsstrahlung”, o elétron em movimento tem sua trajetória
desviada pela positividade do núcleo. Este desvio de trajetória é acompanhado por uma
desaceleração o que faz que parte da energia cinética do elétron seja emitida como fóton de
raios-X, que será de maior energia (maior freqüência) quanto maior for o ângulo de desvio da
trajetória e quanto mais próximo estiver este elétron do núcleo. A desaceleração tem pouca
chance de ocorrer em regiões próximas ao núcleo, devido à densidade nuclear (na verdade, o
átomo é bem diáfano, e se compararmos o tamanho do núcleo a uma laranja, o limite do
átomo de um determinado elemento estaria, por exemplo, a 3 Km de distância). Assim, a
maioria dos elétrons sofrem interações distantes do núcleo e produzem fótons de baixa
energia, agora não mais numa faixa de energia característica, mas sim numa variação
constante, dependendo do co-seno do ângulo do desvio. A probabilidade desse fenômeno
ocorrer também é pequena, porém tende a ser a maior fonte dos fótons de raios-X em relação
aos dois outros fenômenos.
Efeitos do Material Anódico no Feixe
À medida que o número atômico do material anódico se eleva:
• Aumenta a energia dos raios característicos;
• Mais radiação de frenagem é produzida por causa da alta eficiência da produção de RX.
O Ro (Ródio) aumenta a energia dos raios característicos em cerca de 3 KV.
Efeitos da Filtragem Adicional
A filtragem adicional afeta tanto fótons de alta energia como os de baixa energia. O filtro
elimina mais radiação de baixa energia e longo comprimento de onda do que a radiação de
alta energia e curto comprimento de onda. Mais somente materiais seletivos como Mo e Ro,
filtram fótons de alta energia.
Fótons de baixa energia:
• Auxiliam a dose no paciente, porém não contribuem para a imagem (eles são absorvidos
antes de chegarem ao detector)
• Podem ser absorvidos pelo uso de um filtro
Fótons de alta energia:
• Auxiliam a imagem, mais reduzem o contraste por causa do seu alto poder de penetração
• Podem ser reduzidos usando materiais de filtragem
• Ródio permite que menos fótons de alta energia sejam absorvidos que o Mo.
O Ródio x Molibdênio
O anodo de Ródio fornece uma média maior de energia do feixe do que o Mo:
• Ro penetra em tecidos mamários mais densos
• Ro atinge uma densidade ótica semelhante com o mAs e KV mais baixos
O Ródio também permite:
• Redução da dose superior a 40%
• Redução do tempo de exposição superior a 25%
• Maior escolha de condições de operação
Na combinação alvo de molibdênio Mo/Mo e Mo/Ro o sistema limpa a radiação secundária
entre 17 e 20Kv.
Na combinação alvo de Ródio o sistema limpa a radiação entre 20 a 23 KV
A diferença entre os filtrosde Mo( Molibdênio) e Ro(Ródio) é uma variação de energia de 3 KV
Fator de Atenuação Fotoelétrica do Mo- 20 KeV
Fator de Atenuação Fotoelétrica do Ro- 23 KeV
Fator de Atenuação Fotoelétrica do W- 69 KeV, quando combinado com um filtro de Mo ou Rh.
Kv- Diferença de Potencial
KeV- Energia do elétrons ou do fóton de raios X
Interação dos Raios X com o Tecido Mamário
Três interações importantes formam uma imagem.
Nenhuma interação:
• O fóton passa através do tecido.
Efeito fotoelétrico:
• O fóton de raios X expulsa um elétron da camada interna do átomo; • O fóton incidente é
totalmente absorvido; • Produz imagem de alto contraste porque o fóton é absorvido
completamente; • Aumenta a dose no paciente; • Depende do número atômico do tecido
absorvente.
Efeito Compton:
• Um fóton de raios X choca-se com um elétron da camada externa expulsando-o de sua
órbita; • O fóton é desviado, mais não é totalmente absorvido; • Reduz o contraste da imagem
por causa da divergência dos fótons; • Depende da densidade do objeto e da energia do fóton
de raios X incidente; • Diminui a dose no paciente; • Ocorre em níveis de energia mais alta que
os do efeito fotoelétrico.
Ajuste do feixe de Raios X
O feixe de raios X pode ser alterado de quatro formas.
• Mudando o KV
• Mudando o material anódico
• Mudando o material do filtro
• Forma de onda da voltagem.
Para determinar qual a combinação dos itens acima que resulta em melhor qualidade,
dependerá do tecido mamário.
Número Atômico = Músculo (Z= 7,4) e Gordura (Z= 5,9) possuem pouca diferença na
capacidade de atenuar os raios X. Para aumentar possibilidade de absorção é necessário
diminuir o KV.
QUALIDADE DE IMAGEM EM MAMOGRAFIA
É a capacidade de reconhecimento de detalhes.
• Definição da Imagem (Nitidez)
• Ruído da Imagem
• Contraste
CAUSA DE BAIXA DEFINIÇÃO DE IMAGEM
A) Falta de Nitidez por movimento (movimento da paciente ou pulsação arterial)
• Compressão inadequada
• Tempo de exposição curto
B) Falta de definição geométrica
C) Falta de nitidez do sistema de receptor de imagens
A nitidez de imagem é otimizada através de um foco pequeno, grande distância foco/filme e
pequena distância entre o objeto e o filme.
Contraste da Imagem- É a diferença na densidade óptica entre diferentes regiões da imagem
mamográfica e depende do contraste do objeto e do contraste do receptor de imagem.
Contraste do objeto: Atenuação do feixe de raios X na medida em que ele passa através da
mama, material da janela, filtro, alvo, gerador, compressão, e da grade. Contraste do receptor:
Composição tela-filme, química do processamento e o tempo que o filme permanece no
revelador. (Fonte Livro: Doenças da Mama)
Resolução- É a habilidade de gravar imagens separadas de pequenos objetos, e que estão
colocados muito próximos, ou de diferenciar finos detalhes.
Phanton- Simulador de mama que permiti avaliar a capacidade na detecção de pequenas
estruturas, as quais são importante no diagnóstico precoce do câncer de mama. Um phanton
de acrílico é projetado para simular uma mama de 4,5 cm a 5cm de espessura. Phanton
Simples- Dentro do phanton existe seis pequenas fibras de nylon de 0,4mm a 1,56 mm de
espessura, cinco conjuntos de pontos de Al203 de 0,16 mm a 0,54mm de diâmetro e cinco
esferas de 0,25mm a 2,00 mm de espessura simulando respectivamente, calcificações fibrosas,
microcalcificações e massas tumorais.
A imagem do phanton após revelação deve apresentar um score mínimo,ou seja análise de
imagem no negatoscópio deve-se identificar- 4 fibras, 3 conjuntos de microcalcificações e 3
massas. A densidade óptica do phanton pode variar entre 1.1 e 1.35.
O FILME RADIOGRÁFICO
É composto por uma ou duas camadas de emulsão fotográficas unidas a uma base.
• BASE DO FILME – É de poliéster de cor azulada homogeneamente transparente, flexível, com
espessura uniforme de aproximadamente 180 mm
• EMULSÃO FOTOGRÁFICA – Possui de 5 a10 de espessura (0,025 mm de cada lado) e é
composta por uma mistura de gelatina fotográfica com uma suspensão de cristais de haleto de
prata. A gelatina fotográfica tem como funções distribuir uniformemente (sem acúmulo na
base ) e fixar os microcristais de haleto de prata na base, permitindo pela sua permeabilidade ,
a penetração e atuação dos agentes químicos do processo de revelação.
CLASSIFICAÇÃO DO FILME RADIOGRÁFICO EM FUNÇÃO DA SENSIBILIDADE AO ESPECTRO DE
LUZ
1 – NÃO CROMATIZADO – Possui sensibilidade espectralimitada na faixa do ultravioleta ao
azul, sendo a sensibilidade máxima no azul
. 2 – CROMATIZADO – Possui sensibilidade espectral na faixa do verde-amarelo
(ortocromático) ao infravermelho (Pancromático)
TIPOS DE GRANULAÇÕES DOS FILMES
• GRÃOS FINOS – Maior detalhe e mais lento, bastante usado na Mamografia.
• GRÃOS MÉDIOS – Mantém um equilíbrio
• GRÃOS GROSSOS – Menos detalhe e mais rápido.
DENSIDADE ÓPTICA – A imagem formada no filme radiográfico possui áreas claras e escuras,
evidenciando-se certo grau de enegrecimento denominado densidade. O fator primário do
contraste é o mAs
CONTRASTE – É a diferença de densidade óptica (máxima e mínima) encontrada no filme. O
fator primário do contraste é o KVp. OBS.: Um filme radiográfico de grande contraste possui
uma latitude reduzida, enquanto aquela de baixo contraste possui uma latitude estendida.
Contraste intrínseco do filme- Resposta que leva em conta as características de fabricação do
filme e as condições de revelação.
CUIDADOS NECESSÁRIOS AO MANUSEIO DO FILME
A inadequada manipulação do filme, desde a embalagem até o processamento, passando pela
fase de exposição, pode acarretar alterações ou deterioração do produto, como: Aumento do
FOG ou véu ou veladura bruta (quebra da malha de prata causando o véu de base). A
armazenagem das caixas devem ser na vertical, longe da luz, calor, umidade, a temperatura
deve variar de 18 e 24° para evitar mofo, e em lugar seguro evitando queda. Prestar atenção a
data de validade e usar o mais velho. Cuidado com o atrito para não causar a eletricidade
estática.
ARMAZENAGEM
*Longe de substância Química.
*Distante de radiação ionizante.
*Armazenados em ambiente fresco
*Umidade ambiente de 30 a 50%
*Longe da luz
*As caixas devem ficar na vertical
*A temperatura entre 10 e 21° .
*Longe de líquidos.
ÉCRANS OU PLACAS INTENSIFICADORAS
A importância do écran na redução significativa da dose de exposição aos raios x, resulta
inicialmente da baixa eficiência do processo de formação de imagem por exposição direta aos
mesmos.
A PROPRIEDADE DO ÉCRAN DE EMITIR LUZ QUANDO EXPOSTO AOS RAIOS X CHAMA-SE
FLUORESCÊNCIA . A PROPRIEDADE DE BRILHAR POR UM CERTO TEMPO NA OBSCURIDADE
SEM ESPALHAR CALOR CHAMA-SE FOSFORESCÊNCIA. COMPOSIÇÃO DE UM ÉCRAN.
1-BASE – É de cartolina ou poliéster e serve apenas como suporte do material fluorescente.
2-CAMADA REFLETORA OU ABSORVENTE- Pode ou não fazer parte de um écran. É uma
camada de dióxido de titânio ou dióxido de Magnésio e têm como função aumentar o
rendimento luminoso do écran por meio da reflexão da luz emitida pelos cristais. Quando
presente, ela fica entre a base e a camada fluorescente. A camada absorvente tem a função de
absorver a luz difusa emitida pelos cristais, aumentando a nitidez da imagem formada.
3-CAMADA FLUORESCENTE- Consiste em uma camada de cristais de um composto
fluorescente , suspensos em um material de ligação.
4-CAMADA PROTETORA – É uma película transparente e muito fina, cuja função é de proteger
os cristais da camada fluorescente e permitir a limpeza do écran .
TIPOS DE ÉCRANS
Écranregular
Rápidos
Médios
Lentos
Écran comum Tungstato de cálcio
Platinocianeto de bário
Écran terras raras
Oxissulfeto de gadolíneo
Oxissulfeto de Lantânio (ativado por térbio – luz verde)
Écran terras raras Lantânio de Ítrio (ativado por nióbio – luz azul)
Obs: O chassi mamográfico apresenta um écran intensificador que, ao contrário do
convencional, se posiciona em baixo do filme. Os fótons atravessam o filme, chegando pela sua
base, atingem o écran, transformam-se em luz visível e são refletidos de volta, impressionando
o filme. Esse posicionamento é utilizado para evitar o efeito "crossover" o que pode causar
uma certa penumbra e borrosidade na imagem, deteriorando a resolução, e também para
ajudar na obtenção de uma melhor resolução da imagem e prevenir uma grande absorção de
fótons antes que eles se encontrem com o filme, pois como os raios-X na mamografia são de
baixa energia, um simples écran poderia absorver mais que 50% dos fótons que chegam nele.
Diagrama mostrando o destino de alguns dos fótons de luz emitidos por um cristal de fósforo
em um écran intensificador
1- se dirigem através da camada de fósforo para serem absorvidos na camada de
emulsão anterior do filme.
2- são absorvidos pelo suporte do écran.
3- são refletidos pelo suporte do écran e absorvidos pelo filme.
4- são dispersos por outra partícula de fósforo e absorvidos por corante e pigmento na
camada de fósforo.
5- são absorvidos por corante ou pigmento na camada de fósforo.
6-se dirigem para a camada de emulsão anterior do filme e ao suporte do filme para serem
absorvidos na emulsão posterior. (cruzamento).
ÉCRANS PARA MAMOGRAFIA TEM UMA MAIOR QUANTIDADE DE CRISTAIS DE FÓSFORO
POR CM 3 .
LIMPEZA DOS ÉCRANS E CHASSIS
Partículas de poeira, fios de cabelo, cinza de cigarros, esmalte de unha, dobra no filme,
impressão digital e pingos de água são alguns dos artefatos que podem alterar as imagens.
A limpeza deve ser realizada a seco, utilizando-se pano macio que não solte fios ou tintas e os
movimentos devem ser realizados num sentido só.
TESTE DE QUALIDADE DE MAMOGRAFIA
O teste de qualidade ajuda a corrigir ou identificar problemas que atrapalham a qualidade de
imagem. Devido à grande sensibilidade do filme de mamografia, pequenas alterações causam
diferenças na qualidade da imagem.
Os materiais básicos necessários para os testes periódicos são:
SENSITÔMETRO
DENSITÔMETRO
TESTE FOG
BALANÇA
DENSÍMETRO
PHANTOM
TERMÔMETRO
ARTEFATOS DE IMAGEM
Os artefatos podem causar danos e erros no diagnóstico do exame. Portanto, o técnico deve
estar atento às alterações e anotá-las de forma correta na ficha de anamnese.
CÂMARA ESCURA (SALA DE PROCESSAMENTO RADIOGRÁFICO)
Diariamente é realizada uma limpeza leve para retirar o pó de todos os utensílios e a limpeza
da bandeja da processadora, O pó acumulado durante o dia traz um artefato visualizado
nitidamente na radiografia, por menor que ele seja, fica depositado no écran e nos cantos do
chassi.
Semanalmente deve ser realizada uma limpeza pesada para retirar o pó acumulado em
ventiladores, prateleiras, móveis, azulejos e interruptores de luz. A temperatura da câmara
escura deve estar entre 15 e 20 graus C e com umidade relativa de 35 a 50%, para que não
haja risco de alterações nas películas.
A luz de segurança é de cor vermelha, adequada á película da mamografia, que é muito
sensível e não deve conter rachaduras ou luzes adaptadas ou danificadas, pois estas causam
aumento de fog.
PROCESSADORA
A processadora deve ser de uso exclusivo da mamografia e deve ser calibrada conforme
normas do fabricante.
A temperatura da processadora é medida no tanque do revelador e o valor não deve exceder
0,5 graus C, pois alterações acima desse valor afetam a qualidade do exame; a temperatura
deve ser conferida diariamente.
Deve-se esgotar diariamente o tanque de água após o término do expediente. Algumas
processadoras possuem um orifício no cano do tanque de água, e, após o desligamento, ocorre
o esvaziamento aos poucos. Essa medida evita que limo junte-se ao rolo da água e cause
artefato.
São apresentados a seguir outros procedimentos que devem ser adotados quanto à
processadora:
- lavar os rolos pequenos diariamente após o uso e cobri-los com um pano limpo, para evitar
acúmulo de pó;
- realizar mensalmente lavagem completa dos racks de revelador e do fixador, com sabão de
coco e esponja macia;
-reservar uma jarra para abastecer o tanque de revelador e outra para o fixador, a fim de que
não haja risco de contaminação dos químicos;
-anotar na ficha de controle e data da realização da limpeza, visando um melhor controle dos
procedimentos.
REVELAÇÃO E PREPARAÇÃO DOS QUÍMICOS
A preparação correta dos químicos garante um padrão nas imagens. Qualquer contaminação
ou preparo inadequado altera a qualidade das radiografias.
Os químicos devem ser preparados seguindo rigorosamente as normas do fabricante. E cada
um deve ter sua jarra para reposição e seu bastão para misturá-lo com os demais, evitando
com isso a contaminação, que, por menor que seja, altera a qualidade de imagem.
Deve-se iniciar o preparo sempre adicionando água.
As partes devem ser acrescentadas aos poucos, para que a mistura seja homogênea. Em caso
de preparo manual, é necessário conferir a densidade com o densímetro, recomendado pelo
fabricante.
O revelador acelera o processo de oxidação da prata e amolece a emulsão para que ocorra
uma adequada penetração dos químicos. Fixador, por sua vez, retira a prata que não foi
sensibilizada pela exposição aos raios X e endurece a emulsão.
A água, durante o processo de lavagem, retira as substâncias químicas da revelação, evitando
com isso alterações na qualidade da imagem a longo prazo.
No processo de secagem é removido todo o excesso de água da superfície do filme. Deve-se
ajustar a temperatura do secador para o mínimo necessário, pois temperaturas muito altas
afetam o filme.
ANATOMIA DA MAMA
Pode-se diferenciar um tecido glândular de um adiposo pela imagem da mamografia (exame
realizado periodicamente para evitar o câncer de mama).
Tipos de Mama
1) Mamas Fibroglandular
• Faixa etária comum -15 a 30 anos (e mulheres nulíparas acima dos 30 anos de idade)
• Gestantes ou Lactantes
• Radiograficamente densas
• Muito pouca gordura
2) Mamas Fibrogordurosa
• Faixa etária comum - 30 a 50 anos
• Mulheres jovens com três ou mais gestações
• Densidade média, radiograficamente
• 50% gordura e 50% fibroglandular
3) Mama Gordurosa
• Faixa etária comum – 50 anos ou mais
• Pós-menopausa
• Densidade mínima, radiograficamente
• Mamas de crianças e homens
O tamanho da mama varia de mulher pra mulher, dependendo da idade e da influência dos
vários hormônios. No entanto habitualmente, a mama se estende, para baixo, da porção
anterior da segunda costela, até a sexta ou sétima costela, e da borda lateral do esterno até a
axila.
A anatomia da mama inclui o mamilo, uma pequena projeção contendo um coleção de
aberturas ductais das glândulas secretórias existentes dentro do tecido mamário. A área
pigmentada que circunda o mamilo é denominada aréola, uma região circular, de cor diferente
que rodeia um ponto central. O ponto de junção da porção inferior da mama com a parede
anterior do tórax é chamado de prega inframamaria. O prolongamento axilar é uma faixa de
tecido que envolve o músculo peitoral lateralmente. O diâmetro médio-lateral,na maioria das
pacientes, é maior que a medida vertical, do topo á base. A medida vertical, que pode ser
descrita como diâmetro crânio –caudal, tem, em média 12 a15 cm na parede torácica. Tem
também o tecido mamário que recobre as cartilagens costais próximas ao esterno, e o tecido
mamário se estende bem acima, adentrando o oco axilar. Esse tecido que se estende para
dentro da axila é chamado de prolongamento axilar da mama.
Recomenda-se:
I - Mamografia anual em mulheres a partir dos 40 anos. Uma mamografia, chamada de base,
entre os 35 e 40 anos.
Mulheres, abaixo dos 40 anos, com história familiar de câncer de mama, devem procurar um
onco-ginecologista, para orientação de quando começar.
II - Exame das mamas, juntamente com o Papanicolaou, anualmente, após os 20 anos, com o
especialista.
III – Auto exame das mamas pelo menos a cada 3 meses, após os 20 anos, para tornar-se
familiarizada com as mesmas e , em caso de qualquer sensação diferente, procurar o onco-
ginecologista.
Salienta-se que, apesar de ser eficaz, há uma falha na detecção, pela mamografia de 10 a 15 %
dos tumores malignos.( resultados falso - negativos). http://www.oncogineco.com
ALTERAÇÕES MAMÁRIAS
ADENOMA-Tumor benigno formado por componente ducto lobular e dependente de variações
hormonais.
ASSIMETRIA- É comum, trata-se de uma alteração de tamanho das mamas. Pode ser uma
variante normal ou um provável tumor: deve ser avaliada.
CALCIFICAÇÕES- Cristais de cálcio que ficam dentro de massas tumorais ou no tecido glandular.
CARCINOMA DE PAGET- Tumor maligno da epiderme do mamilo e da aréola, que induz uma
reação inflamatória com eritema, umidade e ulceração.
CARCINOMA DUCTAL- Tumor maligno na região ductolobular.
CARCINOMA IN SITU- Tumor maligno que não é capaz de causar metástase, porque não
ultrapassa a membrana basal.
CARCINOMA INVASIVO-Tumor maligno capaz de causar metástase, porque ultrapassa a
membrana basal (é o mais frequente).
CARCINOMA LOBULAR-Tumor maligno difuso que distorce a arquitetura mamária, raramente
circunscrito. Comumente encontrado bilateralmente.
CARCINOMA MEDULAR- Tumor maligno do ducto mamário.
CDIS- Carcinoma ductal in situ.
CLIS- Carcinoma lobular in situ.
CISTOS- Mais frequente em mulheres entre 30 e 40 anos. Os cistos podem ser um espaço que
possui conteúdo claro, amarelado, leitoso ou sangue.Podem também encobrir os tumores e
tem significado clínico quando causam dor.
FIBROADENOMA- Tumor benigno, frequente em todas as idades. É composto por tecido
conjuntivo lobular. A maioria apresenta contornos lisos, redondos ou ovais, aspectos que
excluem a malignidade.
FIBROCÍSTICO- Cistos fibrosos múltiplos.
GALACTORREIA- Produção de secreção mamária excretada pelo mamilo, causada por
alterações hormonais.
GINECOMASTIA- Aumento da mama masculina que ocorre por aumento da produção do
estrogênio (hormônio feminino).
INVOLUÇÃO- Os ductos lactíferos, os lóbulos e o tecido glandular atrofiam-se, predominando
tecido gorduroso. Ocorre porque os hormônios ovarianos reduzem seu funcionamento.
LIPOMA-Lesão focal, ovalada, que contém gordura.
MACROMASTIA- Aumento do volume da mama que geralmente ocorre na puberdade, sendo
um aumento de tecido adiposo.
MAMOPLASTIA- Cirurgia da mama para aumentar ou reduzir o tecido mamário.
MASTECTOMIA-Retirada cirúrgica da mama.
MASTITE-Infecção mamária causada por bactéria, que se infiltra através do mamilo.
Geralmente ocorre durante a amamentação, principalmente quando há retenção de leite.
METÁSTASES-Massas múltiplas que surgem a partir de um tumor primário.
PAPILOMA-Tumor benigno formado por componente fibroepitelial benigno e raro. Encontra-
se nos ductos lactíferos e normalmente causa secreção de líquido viscoso ou de sangue pelo
mamilo.
POLIMASTIA- Mama acessória, ou seja, parênquima glandular separado do restante do
parênquima. Geralmente fica na axila, mas deve ser cuidadosamente examinada e
possivelmente retirada.
QUADRANTECTOMIA- Retirada cirúrgica de um quadrante da mama.
NOMENCLATURA
Existem algumas nomenclaturas de localizações utilizadas para o estudo da mama, na
literatura e em laudos médicos, para facilitar o estudo da patologia encontrada.
Quadrantes:
* QSE: Quadrante superoexterno
* QSI: Quadrante superointerno
* QIE: Quadrante ínferoexterno
* QII: Quadrante inferointerno
RELÓGIO
A mama é examinada fazendo-se uma analogia com o relógio, em que o mamilo seria o centro.
O local das lesões mamárias é mais bem definido nesta nomenclatura.
Por exemplo: uma lesão que se localiza entre 9 e 12 h será classificada como 9 h, 10 h, 11 h ou
12 h
POSIÇÕES MAMOGRÁFICAS Incidências:
• Crânio-caudal
• Médio-lateral oblíqua
• Crânio-caudal exagerado
• Cola axilar/Cola de Spence
• Compressão focal
• Magnificação
• Caudo –cranial (Crânio–caudal invertida)
• Latéro-medial obliqua
• Lateral médio-lateral
• Lateral látero-medial
• Axilar
• Cleavage
• Tangencial
• Enrolada
• Angulares
• Eklund
Importância da Compressão
• Reduz a doze de radiação, reduzindo a espessura da mama;
• Aumenta o contraste da imagem, reduzindo a radiação dispersa;
• Aumenta a resolução da imagem, reduzindo a DOF (distância objeto filme);
• Aumenta a separação do tecido mamário, reduzindo as dobras de tecido (superposição);
• Reduz a variação de densidade radiográfica, aumentando a uniformidade da espessura da
mama.
Compressão ideal 11 Kgf até 18Kgf, desde que seja aceitável pela paciente, recomendável
pela Vigilância Sanitária Níveis de referência de radiodiagnóstico por radiografia.
Exame Projeção Dose de entrada na pele (MGy)
Mama CC com grade 10
CC sem grade 4
Pacientes com Próteses de Silicone
A dose radiogênica na mama (dose de radiação que pode desencadear o câncer de mama) é de
106 mGy, e uma portadora de prótese de silicone pode receber até 19 mGy por incidência,
sendo a dose usual nas pacientes sem prótese de 0.5 a 5.5 mGy. Ou seja, se fizer quatro
tomadas (exame convencional), terá recebido uma dose de 76 mGy e, no exame seguinte terá
acumulado 152 mGy, ultrapassado a dose limite (a radiação jamais é eliminada do organismo e
as doses acumulam-se). http://www.lucykerr.com.br/noticias.asp?opcao=63&listaCompleta=1
Modo de Operação
Automático – O aparelho seleciona o Kv, e o mAs adequados de acordo com a espessura da
mama comprimida.
Contraste - Mamas flácidas- Baixo Kv e alto mAs
Stander - Mamas moderadas- Kv em torno de 27 e menor mAs comparado ao modo
contraste.
Dose - Mamas densas- Kv em torno de 27 a 32 (dependendo da densidade da mama,
e menor mAs comparado ao modo STD
Semi-automático – A(o) Técnica(o), seleciona o Kv, e o aparelho fornece o mAs. Para calcular o
Kv usa-se a seguinte regra:
Kv = (espessura da mama x 2 + 20), sendo 20 constante do aparelho
Manual: O operador seleciona o Kv e o mAs.
EXAME DE MAMOGRAFIA
Durante o agendamento do exame de mamografia a paciente deve ser orientada a trazer seus
exames anteriores (se houver).Deve-se orientá-la também a não fazer uso de talco,
desodorante ou creme; pois quando utilizados em excesso, tais produtos podem produzir
imagens com artefatos e causar contratempos para a paciente.
A paciente deve responder a um questionário que fornecerá informações a respeito desua
vida atual e pregressa, essenciais para a realização do exame de mamografia, bem como para
o resultado do mesmo.
Na ficha de anamnese deve constar: nome, idade, número de registro da clínica, data da
realização do exame, data da última menstruação, menarca, menopausa, número de
gestações, número de abortos, tempo de aleitamento, se faz uso de terapia de reposição
hormonal (TRH) ou anticoncepcional, o tempo de uso destes, se fez cirurgias, biópsias, punção
e tempo de realização das mesmas.
Deve-se anotar no desenho das mamas as alterações observadas para a definição adequada do
local e se for preciso, colocar uma identificação metálica.
É preciso observar também, durante a inspeção, qualquer alteração na pele, forma, coloração,
lesões, assimetria e o motivo pelo qual está sendo realizado o exame.
É importante orientar a paciente para que guarde os exames atuais para comparações futuras.
O posicionamento correto da paciente garante um exame bem feito e com confirmações
confiáveis.
Vale salientar que, além do posicionamento impecável, o equipamento e a processadora
devem estar devidamente calibrados, o filme e os chassis devem ser do mesmo fabricante, os
químicos devem ser preparados segundo as mais rigorosas normas de qualidade. Tudo isso
garante um resultado mais preciso para o exame.
O exame inicialmente, é realizado com duas incidências de rotina: craniocaudal (CC) e oblíqua
médio-lateral (OML).
É possível contar também, quando necessário, com as incidências complementares, as quais
colaboram para obtenção de diagnóstico mais preciso.
Subdivisões da Anatomia Radiológica da Mama
INCIDÊNCIA CRÂNIO-CAUDAL
• A paciente deverá estar de frente para o aparelho;
• Eleva-se a linha inframamária com as duas mãos e coloca-se o bucky na referida linha
• A mão contralateral da mama examinada deverá estar segurando o aparelho. Isto evitará o
movimento involuntário do corpo da paciente ao ser comprimida;
• Rodar o úmero externamente;
• O quadrante interno deverá estar no campo luminoso do diafragma. O ideal é que os
quadrantes interno e externo fiquem dentro do campo luminoso;
• Comprimir até que a mama esteja tensa, incluindo toda porção medial da mama;
• Célula fotoelétrica posicionada na área de maior interesse da mama.) área de maior
densidade da mama. Para critérios de posicionamento a fotocélula pode ser posicionada 3
dedos atrás do mamilo.
MÉDIO–LATERAL OBLÍQUA
Esta posição demonstra a porção posterior, superior e lateral da mama
• Colocar o bucky a um ângulo paralelo ao músculo peitoral;
• Estender e levantar a mama paralelo ao músculo peitoral;
• Manter o músculo relaxado;
• Comprimir toda a mama de forma uniforme;
• Demonstrar o músculo peitoral até o nível do mamilo na radiografia;
• O ângulo pode variar entre 30º a 60º.
* Para mulheres corpulentas, com mamas grandes o ângulo deve ser de 40º a 60º.
* Para mulheres magras, com mamas pequenas, o ângulo deve ser de 60º a 70º ( Tratado de
Técnicas Radiológicas - Kenneth Bontrager 5º edição)
LATERAL MÉDIO-LATERAL / LATERAL LÁTERO-MEDIAL
Essa posição demonstra a mama em sua posição projeção lateral verdadeira produzindo a
melhor imagem das estruturas situadas na porção lateral da mama.
• Manter o músculo peitoral relaxado;
• Estender e levantar a mama quando se comprime;
• Comprimir uniformemente toda a mama;
• O aparelho estará a 90°;
• Pedir a paciente que retire a mama oposta do campo de visão para que não ocorra
sobreposição;
• Pode ser realizado também Lateral- Medial para imagens situadas na porção medial da
mama ( Nesse caso incluir o Latissimus dorsi (músculo dorsal).
COMPRESSÃO FOCAL/SPOT
Compressão Seletiva , separando mais a área especifica do que a área circunjacente.
• Uso de compressor pequeno;
• Manter a mão caneta e régua para realizar uma medição precisa;
• Marcar a lesão de acordo com a radiografia escolhida, ou seja caso a localizada seja
realizada na incidência crânio-caudal, seguir os parâmetros técnicos fornecidos pela
radiografia, usando sempre o mamilo como ponto de referência;
• Pode ser realizada em qualquer das projeções feitas anteriormente;
• Comprimir a mama.
MAGNIFICAÇÃO
• Para ampliar uma área especifica;
• Para demonstrar melhor o número e a forma de microcalcificações;
• Usar sempre foco fino;
• Não usar bucky, mama posicionada na plataforma de ampliação.
INCIDÊNCIA DE CLEAVAGE / ESCOTE / CLIVAGEM / CRÂNIO-CAUDAL EXAGERADA
MEDIAL/OU INCIDÊNCIA DE VALE.
Esta posição demonstra a porção medial de ambas as mamas (Região Supra-Medial)
• Elevar a linha inframamária;
• Estender a porção medial das mamas sobre o bucky
• Centralizar a área de interesse na fotocélula;
• Usar a técnica manual se a lesão estiver esternal.
INCIDÊNCIA DA MÃO ROLADA / ROCAMBOLE
Esta posição é usada para demonstrar e reduzir a superposição de tecidos.
• Indicar a direção em que se enrola a mama;
• Comprimir até que a mama esteja tensa;
• A mão de cima deve comandar o movimento, seja ele pra o lado D ou E.
CRÂNIO-CAUDAL EXAGERADO
Essa posição demonstra a Cauda de Spencer na sua projeção crânio-caudal.
• Colocar o quadrante súpero-externo, ou cola da mama sobre o bucky;
• Relaxar o ombro para comprimir bem;
• O bucky pode ser inclinado de 5° a 15º dependendo da área de interesse;
• Usar o compressor axilar, caso o aparelho possua.
INCIDÊNCIA DE CLEÓPATRA
Essa incidência tem a finalidade de esclarecer imagens duvidosas que possam ter se
apresentado na incidência médio-lateral-oblíqua.
• Paciente posicionada de modo que seu corpo fique inclinado, assemelhando-se á posição de
Cleópatra deitada sobre o divã;
• Caso seja necessário o bucky pode ser angulado de 5º a 15º;
• A mama é comprimida de forma a enfatizar a região lateral
INCIDÊNCIA TANGENCIAL
Essa incidência demonstra lesões superficiais, próximas a pele. Tangencial= Tocando a curva ou
superfície em apenas um ponto = projeção da Imagem em perfil.
• Selecionar um ângulo e uma posição que coloque a área de interesse próxima do filme.
Lesões:
• Superior ou inferior- em lateral;
• Medial ou lateral- em crânio-caudal;
• Superior axilar ou inferior medial- em MLO;
• Superior medial ou inferior axilar-em LMO.
INCIDÊNCIA AXILAR
Esta posição demonstra a cola de Spencer, e nódulos na região axilar e que não podem ser
visualizados na incidência médio-lateral-oblíqua
• Colocar o tubo angulado entre 15º a 45º;
• A região da axila e a parte superior do braço são colocadas sobre o bucky;
• Comprimir toda a parte da axila de forma uniforme;
• Usar compressor axilar.
INCIDÊNCIAS ANGULARES
• Partindo da incidência básica MLO, inclinar +10º e -10º
• Podendo somente utilizar a incidência ML.
MANOBRA DE EKLUND
Este posicionamento permite melhor observação do tecido mamário. Fora do implante
consegue-se um ganho de 2 a 5 cm de tecido. Fazem-se
• Duas crânio-caudais, trazendo a prótese com pouco compressão;
• Duas médio-laterais oblíquas com pouca compressão;
• Duas crânio-caudais, empurrando a prótese para trás.
Obs: os procedimentos acima, vai depender de cada serviço.
Os dedos se movem para frente, mantendo a posição do tecido da mama, á medida que o
compressor vai baixando. O implante continua movendo-se fora da compressão
Restrições para realizar a manobra de Eklund:
* Próteses endurecidas;
* Próteses aderidasao parênquima mamário;
*Próteses com paredes abauladas ou onduladas;
* Áreas irregulares na parede da prótese.
Obs: Com o uso da manobra de Eklund e possível um ganho de mama de até 2,5 cm.
Uso da Manobra de Eklund
Nós casos de implantes de Silicone Retromamários, não é utilizada manobra de Elkund.
COMPOSIÇÃO DO MAMÓGRAFO
Os aparelhos mais modernos possuem tubos bifocais que permitem a escolha do filtro. Para
mamas pequenas não muito densas, pode ser utilizados o filtro molibdênio. Para mamas
densas e maiores, são utilizados outros, como o de tungstênio, o de molibdênio e ródio.
Para que as sombras sejam diminuídas na mamografia, aumenta-se a distância do objeto do
filme e utiliza-se foco de raios X pequeno, menor que 0,4 cm ( diâmetro do foco).
A quilovoltagem depende da densidade mamária – radiação menor e energia menor
possibilitam diferenciar o tecido adiposo, enquanto radiação maior e energia maior diminuem
o contraste das partes moles.
Antes dos raios X chegarem aos filmes, há uma grade que faz a filtração seletiva (raios de
dispersão), composta por laminas de alumínio e plástico, que absorvem a radiação e estão
posicionadas verticalmente ao filme para que não se sobreponham. Essas grades existem em
mamógrafos mais modernos porque os filmes precisam ser mais sensíveis. Essa grade é móvel
e não sofre vibração.
A combinação filme-écran forma a imagem. Desta forma: o écran recebe o feixe de raios X e
emite luz para o filme Esta luz queima alguns metais que compõem o filme e produz a imagem.
O écran verde é mais rápido enquanto o écran azul é mais lento.
Na mamografia é utilizado o ânodo (emissão dos raios X) por efeito Hell. Este efeito faz na
região próxima ao mamilo. Isso ocorre porque angula-se levemente o tubo.
Em tese, na mamografia, os raios X produzido pelo ânodo(angulado-efeito Hell) passa pelos
filtros e sai da ampola com diâmetro de aproximadamente 0,4 cm, Esse raio direcionado para a
mama exposta e comprimida (pela placa de compressão) é disperso, e a dispersão de raios é
diminuída pela presença de uma grade móvel. Os raios de interesse atingirão o filme-écran,
pelo qual serão identificadas as estruturas da mama em estudo.
COMPONENTES BÁSICOS PARA MAMOGRAFIA
Ampola de raios X
Compressão da mama
Material do ânodo de molibdênio
Energia do molibdênio (aproximadamente 20 KeV)
Alta voltagem (25 a 30 KV)
Filtração (normalmente 0,3 mm de molibdênio)
Distância foco-filme maior ou igual a 60 cm
Ponto focal de 0,3 a 0,6 mm (sem ampliação) ou 0,1 mm (com ampliação)
Grade antidifusora, removível, com aproximadamente 80 linhas, compostas por aletos
de alumínio e plástico e que não sofre vibração
Combinação filme-écran com alta resolução (próxima de 20 a 40 de sensibilidade)
Tempo de exposição automática selecionado pelo mamógrafo.
DIFERENÇAS ENTRE MAMOGRAFIA CONVENCIONAL E DIGITAL
Ambas exigem o mesmo procedimento para a realização da mamografia. A diferença está na
recepção dos raios X e na transformação da imagem. Na radiologia convencional, a captação
dos raios X ocorre por meio de um chassi (filme-écran), que fica em contato com a mama.
Posteriormente, após o exame, o filme é levado para a câmara escura e revelado. Na
radiologia digital,a captação dos raios X ocorre por meio de um chassi com placa de imagem,
que é o receptor de imagem. Após o término do exame ele é colocado em um leitor óptico
onde é feita a leitura e onde a imagem poderá ser trabalhada.
Atualmente, encontra-se no mercado um método digital mais moderno de detecção e
conversão digital direta (sistema RD – digital direta), para o qual não é necessário o leitor
óptico para chassi. A imagem é enviada diretamente para um monitor, no qual pode ser
trabalhada, sem que seja necessário irradiar novamente o paciente.
PROCEDIMENTOS DO TÉCNOLOGO E TÉCNICO EM RADIOLOGIA
É bastante comum que, na realização de uma radiografia, o paciente apresente determinados
comportamentos que podem comprometer o bom andamento do exame, tais como dor,
vergonha de expor o corpo, falta de colaboração nos posicionamentos e ansiedade para saber
os resultados. Por tanto, no momento inicial do contato entre o tecnólogo ou o técnico e o
paciente, é preciso informar sobre como será feito o exame, deixando-o à vontade para
eventuais perguntas.
O tecnólogo ou o técnico deve:
Conferir as informações do questionário
Pedir para o paciente despir-se e vestir o avental aberto na frente
Explicar como o exame será realizado
Fazer os posicionamentos com o máximo de delicadeza e cordialidade possíveis
Prestar muita atenção para não precisar repetir a incidência
Pedir para o paciente vestir sua roupa
Informar o paciente a data para retirar o exame
O tecnólogo ou o técnico deve agir com profissionalismo e ser capacitado para o melhor
atendimento a esses pacientes. Informar sempre tudo que irá fazer ajuda a diminuir o
sentimento de constrangimento.
E salientando sempre o paciente a importância de trazer os exames mamográficos anteriores,
porque, assim o médico radiologista consegue compará-los com o exame atual.
SIGLAS E SÍMBOLOS UTILIZADOS NA MAMOGRAFIA
Essas siglas foram aprovadas como padrão em outubro de 1995, são obrigatoriamente
utilizadas no exame de mamografia e regulamentadas pelo American College of Radiology
(ACR).
De acordo com a ACR, devem constar nos filmes o nome da instituição, o nome do paciente,
seu número de identificação e a data do exame.
AT – CAUDA AXILAR – INCIDÊNCIA LATERALIZADA DA MAMA E DA AXILA
AX OU CV – CLIVAGEM – COMPRESSÃO DUPLA DA MAMA (TECIDO ANTERIOR,
ESTERNO E MEDIAL) OU CRANIO CAUDAL.(MEDIALMENTE EXAGERADA).
CC – CRANIOCAUDAL – INCIDÊNCIA DE CIMA PARA BAIXO DA MAMA.TODO TECIDO
MAMÁRIO DEVE SER VISUALIZADO, INCLUINDO PORÇÕES CENTRAL, SUBAREOLAR E
MEDIAL.
CCLE – CRANIOCAUDAL LATERA EXAGERADA – INCIDÊNCIA QUE ABRANGE A MAMA E
AXILA, DE CIMA PARA BAIXO. OS TECIDOS MAMÁRIOS QUE DEVEM SER VISUALIZADOS
SÃO: TECIDO AXILAR, MÚSCULO PEITORAL, TECIDOS CENTRAIS E SUBAREOLAR.
FB OU CCFB – CAUDOCRANIAL (DE BAIXO) – INCIDÊNCIA CRANIO CAUDAL DE BAIXO-
INCIDÊNCIA DE BAIXO PARA CIMA DA MAMA.
IA – INCIDÊNCIA AXILAR (PARA VISUALIZAR LINFONODOS AXILARES) – INCIDÊNCIA
QUE ABRANGE SOMENTE AS AXILAS.
ID OU DI – DESLOCAMENTO DO IMPLANTE (INCIDÊNCIA DE EKLUND – INCIDÊNCIA
QUE DESLOCA A PRÓTESE MAMÁRIA.
L – ESQUERDA – LADO ESQUERDO.
LM – INCIDÊNCIA LATEROMEDIAL – RADIOGRAFIA QUE ABRANGE A REGIÃO LATERAL
ATÉ A REGIÃO MEDIAL DA MAMA.
LMO – LATEROMEDIAL OBLÍQUA – RADIOGRAFIA QUE ABRANGE A REGIÃO
INFEROLATERAL ATÉ A REGIÃO SUPEROMEDIAL OBLIQUADA DA MAMA.
M – MAGNIFICAÇÃO – AUMENTO DO TAMANHO.
ML – INCIDÊNCIA MEDIOLATERAL – RADIOGRAFIA QUE ABRANGE A REGIÃO MEDIAL
ATÉ A REGIÃOLATERAL DA MAMA.
MLO – MEDIOLATERAL OBLIQUA – RADIOGRAFIA QUE ABRANGE A REGIÃO MEDIAL
ATÉ A REGIÃO LATERAL OBLÍQUA DA MAMA. TODO O TECIDO MAMÁRIO DEVE SER
VISUALIZADO DO MÚSCULO PEITORAL ATÉ O MAMILO, INCLUINDO A PREGA
INFRAMAMÁRIA.
R – DIREITA – LADO DIREITO.
RL – ROLADA LATERALMENTE – INCIDÊNCIA EM QUE SE MOVIMENTA A MAMA PARA
A REGIÃO LATERAL DO CORPO.
RM – ROLADA MEDIALMENTE – INCIDÊNCIA EM QUE SE MOVIMENTA A MAMA PARA
A REGIÃO MEDIAL DO CORPO.
SIO –SUPEROLATERAL, INFEROMEDIAL OBLÍQUA – CONHECIDA TAMBÉM COMO
OBLÍQUA REVERSA. RADIOGRAFIA QUE ABRANGE A REGIÃO SUPEROLATERAL ATÉ A
REGIÃO INFEROMEDIAL OBLÍQUA DA MAMA.
TAN – TANGENCIAL – INCIDÊNCIA REALIZADA COM GRAU DE ANGULAÇÃO.
XCC – CRANIOCAUDAL EXAGERADA – INCIDÊNCIA EXAGERANDO O POSICIONAMENTO
DE CIMA PARA BAIXO DAMAMA.
QUALIDADE DA IMAGEM
A qualidade da imagem de mamografia é garantida por:
Compressão apropriada da mama
Ausência de dobras da pele
Ausência de movimento (paciente deve ficar em apnéia)
Artefatos pré e pós-processamento diminuem a qualidade de imagem
Correta posição do tecido mamário, que deve ficar estendido na placa de compressão
Exposição correta aos raios X
Imagens simétricas
SISTEMA BI-RADS
O sistema Bi-rads é uma classificação do tipo da lesões mamárias encontradas, sempre
descritas em laudos médicos de mamografia.
Categoria/Bi-rads 0 – Necessita de complemento (inconclusivo) - Fazer US, radiografia
com magnificação de compressão, sugerir comparação com exames anteriores.
Categoria/Bi-rads 1 – Negativo ( não há achados) – Rotina.
Categoria/Bi-rads 2 – Achado benigno – Rotina.
Categoria/Bi-rads 3 – Achado provavelmente benigno = Controle em seis meses por
dois anos,
Categoria/Bi-rads 4 – Achado suspeito: 4 A – Baixa suspeita de malignidade/ 4 B –
intermédia suspeita de malignidade/ 4 C – suspeita moderada de malignidade –
Investigação/ biópsia.
Categoria/Bi-rads 5 - Achado altamente suspeito de malignidade –
Investigação/Biópsia.
Categoria/Bi-rads 6 – Malignidade comprovada.
POSICIONAMENTOS FEMININOS
INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL (CC)
Filme: 18x24 cm, no sentido transversal em relação à bandeja.
Posição: Orto, com a mama em cima do filme, sendo comprimida, e o mamilo em
perfil.
RC Perpendicular, direcionado para o centro da mama.
Respiração: apnéia.
DFF: 60 cm
KV: 25 a 28
mAS: 7
IMAGENS DO POSICIONAMENTO CRANIOCAUDAL DA MAMA
INCIDÊNCIA MEDIOLATERAL OBLÍQUA (MLO)
Filme: 18x24 cm ou 24x30 cm, no sentido transversal em relação à bandeja.
Posição: Orto, com a mama em cima do filme sendo comprimida, o mamilo em perfil e
o chassi angulado 40 a 60° para mamas grandes ou 60 a 70° para mamas pequenas.
RC: Perpendicular,direcionado para a região média da mama.
Respiração: Apnéia.
DFF: 60 cm.
KV: 25 a 28.
mAs: 85
OBSERVAÇÃO: INCIDÊNCIA MAIS UTILIZADA, É IMPORTANTE INCLUIR O TECIDO AXILAR NA
RADIOGRAFIA.
IMAGEM MEDIO LATERAL OBLÍQUA DA MAMA
INCIDÊNCIA COMPRESSÃO LOCALIZADA
Filme: 18x24 cm ou 24x30 cm, no sentido transversal em relação à bandeja.
Posição: Orto, com a mama sobre o filme sendo comprimida com um compressor
pequeno somente para a área de interesse.
RC: Perpendicular, em direção à região média da mama.
Respiração: Apnéia
DFF: 60 cm.
KV: 25 a 28.
mAS: 75.
OBSERVAÇÃO; ESSA COMPRESSÃO PODE SER REALIZADA EM QUALQUER POSICIONAMENTO,
APÓS O EXAME DE MAMOGRAFIA. A COMPRESSÃO LOCALIZADA É REALIZADA NO LOCAL DE
SUSPEITA RADIOGRÁFICA (POSSÍVEL LESÃO).
INCIDÊNCIA MAGNIFICAÇÃO
Utilizada no mamógrafo convencional para aumentar as lesões vistas nas incidências comuns.
A paciente é posicionada normalmente, sendo a única diferença a distância objeto-filme, que é
aumentada, para que a imagem fique aumentada. No mamógrafo digital essa incidência não é
muito realizada, já que a imagem pode ser aumentada no monitor.
INCIDÊNCIA EKLUND E INCIDÊNCIAS PARA PRÓTESE MAMÁRIA
Em caso de prótese mamária, realizam-se incidências craniocaudal e mediolateral e por último,
a manobra de Eklund.
Filme: 18 x 24 cm ou 24 x 30 cm:, no sentido transversal em relação à bandeja
Posição: Orto, com a mama em cima do filme, a prótese empurrada para a parede
torácica, puxando somente o tecido mamário para ser comprimido
RC: perpendicular, direcionada à região média da mama
Respiração: apnéia
DFF: 60 cm
KV: 25 a 28
mAS: 75
IMAGEM CRANIOCAUDAL COM PRÓTESE MAMA DIREITA e MAMA ESQUERDA (EKLUND)
IMAGEM MEDIOLATERAL OBLÍQUA COM PRÓTESE MAMA DIREITA e MAMA ESQUERDA
(EKLUND).
POSICIONAMENTOS MASCULINOS
A MAMOGRAFIA MASCULINA NÃO É MUITO UTILIZADA, MAS É SOLICITADA QUANDO HÁ
SUSPEITA DE NÓDULOS OU GINECOMASTIA.
O posicionamento é igual ao feminino, mas são utilizadas a incidência craniocaudal e a
incidência oblíqua mediolateral.
INCIDÊNCIA CRANIOCAUDAL (CC)
Filme: 18 x24 ou 24 x 30 cm, no sentido transversal em relação à bandeja.
Posição: Orto, com a mama em cima do filme sendo comprimida, com o mamilo em
perfil.
RC: perpendicular direcionado para o centro da mama.
Respiração: apnéia.
DFF: 60 cm.
KV: 25 a 28
mAS: 75
INCIDÊNCIA MEDIOLATERAL OBLÍQUA (MLO)
Filme;
18 x 24 ou 24 x 39 cm, no sentido transversal em relação à bandeja.
Posição: Orto, com a mama sobre o filme sendo comprimida, o mamilo em perfil e
chassi (40 a 60° para mamas grandes ou de 60 a 70° para mamas pequenas)
RC: perpendicular, direcionado para a região mèdia da mama.
Respiração: apnéia.
DFF: 60 cm.
KV: 25 a 28
mAS: 85
OBSERVAÇÃO: É IMPORTANTE PEGAR O TECIDO AXILAR. V
ATENDIMENTO HUMANIZADO
O tratamento humanizado começa desde o atendimento na recepção. Geralmente a paciente
está cheia de perguntas, ansiosa e com medo em virtude de mitos criados em relação à
mamografia. Além disso, muitas pacientes apresentam um grau de inibição ao exibir suas
mamas, pois trazem consigo muitos complexos em relação à estética. Portanto um sorriso e
um pequeno gesto de carinho ajudam a acalmar.
Deve-se evitar qualquer espécie de interrupção durante a realização do exame, explicando à
paciente tudo que acontecerá durante todo o procedimento, de maneira clara e resumida.
O atendimento humanizado faz com que a paciente confie no trabalho do profissional, que,
por sua vez, consegue o máximo de colaboração para a realização de um exame de qualidade.