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Aula 1 O Uso de SIG em Estudos Ambientais

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Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico (CCDD) 
 
O Uso de SIG em Estudos Ambientais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aula 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Me. Augusto dos Santos Pereira 
 
 
Centro de Criação e Desenvolvimento Dialógico (CCDD) 
 
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Conversa Inicial 
 
Prezados alunos do curso de Gestão Ambiental, estamos começando a 
nossa disciplina de Uso de SIG em Estudos Ambientais. Ao longo das aulas, nos 
qualificaremos para utilizar as ferramentas de Sistemas de Informação Geográfica 
no nosso cotidiano profissional. Para tanto, nesta aula vamos tratar de alguns 
conceitos básicos, tais como Geoprocessamento, Cartografia, Sensoriamento 
Remoto, Sistemas de Informação Geográficas (SIG) e Análise Espacial. 
 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Contextualizando 
 
Nós da Gestão Ambiental trabalhamos com rios, vales inundáveis, áreas de 
depósitos de rejeitos, unidades de conservação, áreas verdes urbanas e tantos 
outros elementos que apresentam uma característica fundamental, a sua 
expressão espacial. O fato de estarem em um lugar e não em outro, altera 
significativamente as características desses elementos. Um exemplo que podemos 
dar é um cemitério. Se, como gestores ambientais municipais, damos aval para a 
localização de um cemitério em uma área em que o solo não é capaz de conter 
contaminantes, estaremos comprometendo a qualidade dos aquíferos do 
município. Para uma gestão ambiental adequada, portanto, precisamos nos ater ao 
Geoprocessamento, às bases cartográficas, aos sistemas de informações 
geográficas e à análise espacial. 
Para melhor compreendermos os conceitos desta aula, que trata sobre 
Geoprocessamento, Sensoriamento Remoto, Sistemas de Informações 
Geográficas, precisamos ter uma base sobre o que é ciência e o que é tecnologia. 
Portanto, pesquise sobre o assunto! Um bom começo é ler a opinião de Herton 
Escobar na matéria do Estadão, A Diferença Entre Ciência e Tecnologia, publicada 
em 24 de janeiro de 2011. 
 
http://ciencia.estadao.com.br/blogs/herton-escobar/a-diferenca-entre-
ciencia-e-tecnologia/ 
 
 
 
 
 
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Pesquise 
 
Geoprocessamento 
 
Para começarmos nosso entendimento sobre as geotecnologias e as 
técnicas de análise espacial, que são interessantes para o nosso trabalho como 
gestores ambientais, devemos compreender o que é o geoprocessamento. 
É muito comum vermos diferentes textos tentando colocar o 
geoprocessamento em dada posição diante de diversas disciplinas tecnológicas e 
científicas. Por vezes, leremos textos tratando-o como uma técnica, outros como 
um conjunto de técnicas. Certos autores consideram-no como uma ciência, outros 
como uma tecnologia. Essas discussões não são apenas formalismos. Trata-se da 
busca por dar (ou retirar) evidência e prestígio para um campo de conhecimento. 
Há ainda casos em que veremos o geoprocessamento sendo assumido 
como campo de eminente interesse de determinada disciplina científica ou 
tecnológica. Essas definições geralmente têm por trás um interesse de assumir o 
campo para um grupo, a fim de que uma categoria tenha a predileção ou a 
exclusividade em certos trabalhos. 
De maneira geral, no entanto, as definições que conseguem apreender o 
caráter mais adequado do Geoprocessamento partem da sua contribuição por 
várias disciplinas, do seu caráter tecnológico, da sua base teórica voltada para o 
processamento de informações sobre a Terra, e do componente computacional. 
Assim temos alguns apontamentos sobre o Geoprocessamento: 
• é um campo transdisciplinar, com contribuição de várias disciplinas 
científicas e tecnológicas (Engenharia Cartográfica, Geografia, 
Informática, Geoestatística, Ciências Físicas e Biológicas diversas 
etc.). 
• trata-se de um campo tecnológico, ou seja, de conhecimento para o 
qual a aplicação técnica imediata é um fator de motivação dos 
estudos. 
 
 
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• o campo é voltado para a coleta, análise e divulgação de informações 
sobre a superfície e o subsolo do planeta. 
• é uma disciplina voltada para o processamento de informações em 
ambiente computacional. 
 
Nesse ínterim, para Cesar Henrique Barra Rocha, o Geoprocessamento é a 
tecnologia que trata da “localização e do processamento de dados geográficos, 
equipamentos, programas, processos, entidades, dados, metodologias e pessoas 
para coleta, tratamento, análise e apresentação de informações associadas a 
mapas digitais georreferenciados” (ROCHA, 2000, p. 210). 
Essa é uma definição suficientemente abrangente para esse domínio 
transdisciplinar. A ela podemos adicionar as considerações do professor Eduardo 
Vedor de Paula: 
 
Separando o termo Geoprocessamento em duas partes, se obtém GEO 
(Terra) e processamento. O que significa que esta tecnologia é utilizada 
para processar os elementos que formam o Planeta Terra, sendo estes 
elementos divididos em aspectos físicos, aspectos biológicos e aspectos 
humanos (PAULA, 2015). 
 
Essa tecnologia de tecnologias, ou seja, tecnologia formado diversos 
subcampos tecnológicos, portanto, serve para o processamento dos dados 
geográficos (físicos, bióticos e socioeconômicos), desde o levantamento, passando 
pela análise, até a elaboração dos produtos cartográficos finais. 
 
Acesse o material on-line e conheça um pouco mais sobre a posição do 
geoprocessamento frente às demais disciplinas. 
 
 
 
 
 
 
 
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Conceito de Cartografia 
 
Outro conceito básico e importante para nós da Gestão Ambiental é o 
conceito de Cartografia, tendo em vista que, em nossos trabalhos quotidianos, 
retiramos inúmeros conceitos e métodos desse campo do conhecimento. 
Precisamos nos lembrar que a Cartografia está intimamente ligada à 
elaboração de representações sobre a Terra. Isso não é nada novo. Inúmeras 
pinturas rupestres em paredes de cavernas habitadas há milhares de anos, várias 
inscrições pré-históricas em pedras, esculturas em barro, papiros e documentos 
diversos da Antiguidade têm em comum o fato de representarem uma porção 
geográfica, constituírem, portanto, formas rudimentares ou mais elaboradas de 
produção de mapas. 
Na atualidade, temos, no entanto, a Cartografia como um campo muito mais 
estruturado e moderno do conhecimento. A esse respeito, podemos observar o que 
indica o IBGE: 
 
A despeito de seu significado etimológico, a sua concepção inicial 
continha a ideia do traçado de mapas. No primeiro estágio da evolução o 
vocábulo passou a significar a arte do traçado de mapas, para em seguida, 
conter a ciência, a técnica e a arte de representar a superfície terrestre 
(IBGE, 1998, p. 9). 
 
Atualmente, a Associação Cartográfica Internacional traz a seguinte 
definição para a Cartografia: 
 
Ciência que trata da organização, apresentação, comunicação e utilização 
da geoinformação, sob uma forma que pode ser visual, numérica ou tátil, 
incluindo todos os processos de elaboração, após a preparação dos 
dados, bem como o estudo e utilização dos mapas ou meios de 
representação em todas as suas formas (IBGE, 2016) 
 
Assim sendo, a cartografia nos dá as bases conceituais e técnicas sobre 
representações cartográficas, projeções cartográficas, escala, convenções 
cartográficas, mapeamento sistemático, ou de base e mapeamento temático, bem 
 
 
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como a linguagem cartográfica para uso em todo o domínio do Geoprocessamento 
e para efeito sobre o no nosso trabalho quotidiano como gestores ambientais 
Por hora, devemos dar enfoque à ideia de linguagem cartográfica. O domínio 
dessa linguagem específica é indicador de elevada capacitação profissional no 
campo da Gestão Ambiental e nos demais campos de conhecimento