Apostila PROVA I PCI III 2014.1 COMPLETA
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Apostila PROVA I PCI III 2014.1 COMPLETA

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Apostila Prova I PCI III 2014.1

Aula 01 – Introdução a Assistência de Enfermagem ao Adulto – Profª Maria Angélica

Introdução

 A expressão “cronologização da vida” é usada por Kelhi e Meyer (1996) para

caracterizar as transformações na forma como a vida é periodizada, no tempo de

transição de uma etapa para a outra e no próprio caráter do curso de vida como

INSTITUIÇÃO SOCIAL.

 Essa institucionalização do curso de vida envolveu praticamente todas as

dimensões do mundo familiar e do trabalho e está presente na organização do sistema

produtivo, nas instituições educativas, no mercado de consumo e nas políticas públicas,

que cada vez mais, têm como alvo grupos etários específicos.

 A padronização da infância, adolescência, idade adulta e velhice estão associadas

historicamente ao processo de transição de uma economia que tinha como base a

unidade doméstica para uma economia baseada no mercado de trabalho.

 Também pode-se atribuir ao Estado Moderno, que transformou questões da esfera

privada e familiar em questões de ordem pública: o Estado orienta o curso de vida,

regulamentando todas as suas etapas desde o momento do nascimento até a morte,

passando pelo sistema de fases de escolarização, entrada no mercado de trabalho e

aposentadoria.

 Quando falamos de cronologização da vida precisamos atentar para as variações

nas etapas e na extensão em que seu curso é periodizado em sociedades modernas

distintas, ou seja, existe variação na periodização cronológica dependendo do contexto de

cada região.

● Idade Adulta: período onde as pessoas tomam consciência das mudanças na

capacidade reprodutiva e física, que significam o início de um outro estágio de vida.

 Do ponto de vista do Direito (jurídico) e no caso das pessoas, a idade adulta supõe

o momento em que a lei estabelece que se tem plena capacidade de fazer.

 Isso supõe um incremento tanto nos direitos da pessoa como em suas

responsabilidades. No entanto, é necessário ter presente que, em alguns ordenamentos

jurídicos, “maior idade” e “adulto” não são, em sentido próprio, termos sinônimos.

 O fato de que se considere que o adulto tem a capacidade plena sobre seus atos

implica uma série de responsabilidades sobre os mesmo.

 No caso do menor, pode não ser responsável por algumas atuações penais ou por

atos que dêem lugar a responsabilidade civil. Também pode supor que os responsáveis

Transformações

Históricas

Modernização da

Sociedade

Processo de

Individualização

Institucionalização

do Curso de Vida

Estágios de vida foram claramente

definidos e separados e a fronteira entre

eles passou a ser dada pela idade

cronológica

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sejam os pais ou tutores em seu lugar. No entanto, a partir da idade adulta o único

responsável por seus atos é a própria pessoa, e deve responder deles ante a justiça.

●Idade Adulta Jovem ou Idade Adulta Inicial - entre os últimos anos da adolescência

(18anos) e o final dos 30 anos de idade (39 anos)

●Idade Adulta Intermediária ou Meia-idade – entre os 40 e 65 anos de idade.

Mudanças Físicas

 Adulto Jovem - Crescimento físico completo; Grávidas e Lactantes; Mais

saudáveis.

 Adulto meia-idade – Cabelos grisalhos/queda; Diminuição da elasticidade da pele;

Diminuição da acuidade visual e auditiva; Menopausa (F) e Cimatério (M).

Mudanças Psicossociais

Mudanças Cognitivas

 Adulto Jovem e Adulto de Meia-Idade

 Tomada de decisão ↔ Pensamento Crítico ↔ Desenvolvimento de

Habilidades ↔ Capacidade de Aprender e Ensinar.

ADULTO JOVEM

 Esse período caracteriza-se pelo pico do desenvolvimento biológico, pela adoção

de papeis sociais importantes e pela evolução de um self e uma estrutura de vida adulta.

O adulto jovem pode fazer vários começos, antes de assumir um compromisso mais

duradouro.

Tarefas Evolutivas

 Durante a vida adulta, são restadas opções para profissão e casamento.

 Também é importante a tarefa de individualização, na qual o adulto aprende a

aceitar a si mesmo como uma pessoa única, distinta da sociedade e além disso, parte

dessa.

 O fracasso nessa tarefa leva ao conformismo excessivo.

 O objetivo primário do adulto jovem é tornar-se mais independente das pessoas e

instituições.

 Aproximadamente por volta dos trinta anos, os adultos sentem a necessidade de

levar a vida mais seriamente, fazendo uma reavaliação da vida que estão levando. As

pessoas podem, então, reafirmar seus compromissos e experiências, ou passar por uma

crise maior manifestada por problemas conjugais, mudanças de emprego , ansiedade e

depressão.

ADULTO

Responsabilidade

Objetivos de Vida

Trabalho

Família

Paternidade/

Maternidade

Saúde

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Profissão

 O desenvolvimento de uma escolha profissional é influenciado pela classe social,

pelo gênero e pela raça.

 Os trabalhadores menos qualificados ingressam no mercado de trabalho logo após

o ensino secundário, já os mais qualificados passam antes por uma universidade ou

escola profissionalizante.

 As mulheres exibem um dentre dois padrões:

(1) O trabalho é componente central de suas vidas, ficando a família

secundária, quando existe;

(2) O casamento e a família são primários e a carreira secundária. As

donas-de-casa que resolvem trabalhar enfrentam muitos problemas, pois precisam

revezar entre os papeis de esposa, mãe e trabalhadora.

 Os membros das minorias raciais são sobrecarregados, frequentemente, com

condições mais baixas, o que limita suas oportunidades de ter um emprego gratificante e

satisfatório; sofrendo grandes decepções.

 A satisfação com o emprego dá vazão à criatividade, relacionamentos satisfatórios

com os colegas e maior autoestima;

 A desadaptação pode causar insatisfação consigo mesmo e com o trabalho,

insegurança, autoestima diminuída, raiva e ressentimento por ter que trabalhar. Isso pode

levar a mudanças de emprego, faltas, erros, propensão a acidentes e sabotagem.

 A identidade nuclear da pessoa é seriamente danificada quando a pessoa perde o

emprego. Isso leva a tensões psicológicas e físicas que podem causar: alcoolismo,

homicídios, violência, suicídio e doenças mentais.

Casamento

 Sua taxa está decrescendo ao passo que a taxa de divórcios está aumentando.

 A maioria das pessoas divorciadas casa-se de novo.

 A unidade conjugal continua proporcionando um meio de intimidade prolongada,

perpetuando a cultura e gratificando as necessidades interpessoais.

 Os problemas conjugais podem levar ao divórcio, mas ocorrem também em

casamentos que não terminam em divórcio ou separação. Surge, assim, a necessidade

de serviços especializados em aconselhamento conjugal.

 A terapia conjugal é uma forma de psicoterapia para pessoas casadas em conflito

uma com a outra, apresentando uma dinâmica mais aprofundada que o aconselhamento

conjuga. Tanto um quanto o outro procura ajudar os parceiros a lidarem de modo mais

eficaz com seus problemas.

Paternidade e Maternidade

 Vários problemas devem ser enfrentados para a criação de um filho.

 Estão envolvidos peso econômico e também custos emocionais.

 Os filhos podem reacender nos pais conflitos infantis ou apresentarem doenças

que desafiem os recursos emocionais da família.

 Os homens, geralmente, estão amis preocupados com o trabalho, enquanto as

mulheres estão mais preocupadas com seu papel de mãe.

 Entretanto, esse quadro vem mudando nos últimos anos, com o aumento do

número de mulheres