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M. 1 ~•"v""v ""~ p,-.. •n{ • 
cor,• •·•• 
UNIP INTERATIVA 
Código da Prova: 18699396503 
(' , .......... . " ...... "'"r.11\ 
........ _____ --,-·· .. _, ~ 
Gerada em: 01/10/2018 19:04:57 
Questões de múltipla escolha 
Disciplina 536940 - COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO 
IMPORTANTE 
Data limite para aplicação 
desta rova: 04/10/2018 
Questão 1: Apesar de a oralídade e a escrita permitirem a construção de textos coesos e coerentes, são 
duas modalidades da llngua com caracterlsticas próprias. Leia a seguir o fragmento do texto "A vaguidão 
especifica", de Mlllõr Fernandes, e assinale a alternativa INCORRETA. 
· - Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte 
- Junto com as outras? 
- Não ponha junto com as outras. não. Senêo pode vir alguém e querer fazer coisas com elas. Ponha no lugar do 
outro dia.· 
A) Trata-se ele um texto escrito cujos referentes - "isso", "lá fora", "qualquer parte", "as outras" etc. - não são 
possíveis de serem recuperados pelo leitor. 
B) O texto de Millôr Fernandes é um ótimo exemplo de características da oralidade na produção escrita. 
C) Se fosse um texto oral, os referentes seriam recuperáveis na própria situação discursiva, bastando, por exemplo, 
ntar para eles. 
O texto de Millôr Fernandes não tem coerência, pois o leitor não pode saber se ele é de ficção ou não; se tem 
mor ou nêo, fatores (ficção e humor) que dariam coerência a ele. 
E) Apesar de as referências de "isso•, "lá fora·, "qualquer parte" , "as outras" etc. não serem recuperadas pelo leitor, o 
texto é coerente devido ao humor com que foi construído. 
Questlo 2: No breve dlélogo entre colegas do curso de Letras, qual é a informação lmplicita contida na 
conversa? 
- A faculdade comprará Patativa do Assaré? 
- Está no provão 
A) A compra de uma ou mais obras do cordelista Patativa do Assaré. 
w_ Há provêo instituído na faculdade 
(C ): O livro de Assaré será comprado, pois consta na bibliografia do provão 
'f,f A faculdade compra livros. 
E) Uma pergunta foi feita 
QuHtlo 3: Em resenha crtdca, constatamos elementos essenciais formam o texto, EXCETO em: 
~ Apresentação da obra a ser criticada, com referências essenciais . autor, título, editora, data da publicação etc. 
(BJ)Apresentaçêo da obra lida, detalhando seu conteúdo 
'cí Análise crítica da obra, fundamentada em pressuposto teórico claro e pertinente 
O} Relação do tema com um contexto teórico ou prético. 
E) Assinatura e ident if1caçAo do resenh11ta 
Questlo 4: O trecho a aegulr foi retirado do texto " A 6tlca ajuda a ser maia competitivo" . Leia-o e assinale a 
alternativa que apresenta um aubatttuto para o termo argumentativo "portanto" sem perda de sentido. 
•o capitalismo tem o seu próprio sistema de valores inclui a honestidade. a veracidade. a disposição de honrar 
compromissos, de cumprir contratos Quanto maia ele se desenvolve, mats esses valores se pronunciam. No caso 
- "'ª~'i.,..o. ~lll!llQ ... •volu<,~ do ftlllb~nt, d~,~ 
· ·~rus t9ndtt a Mvor@(,'er n~ corporações mais integras· 
J),. ' .1ú Si)lt\ 
d) ontào 
S-_ twn ll'Onf()fn11tlltdt, 
ibwor consegu1nttl 
~do que 
Qu.atao 5: Leia o texto• seguir "N6-, os b .. 
alegaçlo da autora: 1 Imagem do 8 li -:asUtiroa • de Lya Luft. • assinale a attemativa que confirma a ra • Hôtico e folclórico, • exportada pelos próprios brasiletros. 
Uma editora europeia rne peoe que trad 
talam da floresta Amuônk:a . 11__ uza Poemos de autores estral'\geiros sobre o Brasil. Como sempre. eies 
· uma '"" ~sta muito pouco real aliâ U bos ...,.,..,.ti ' ._. __ 
alvlssimos espreitando &ntre os ~ . . . -s m Que ,.,..,... . co, com mu .. -=- de eo<pos 
roncos das ârvores· NAo faltam flores 8Z\Jis. rios cristalinos e tigres mâgicos. 
Traduzo os poem!s por dever de ofício. mas com uma secreta - e nunes realizada - vontade de tnse<ir ali ~ 
grã~inho de realidade. Nas m,~ha~ 1das (nem tantas) ao eltterior, onde coovivi. sobratudo. com escritores ou 
pro essores e estudantes univers1tános - portanto gente raz.oe'ielmente culta - eu fut invariavetmente .,, ~:...~ 
com a profu d · ...>. · · ' · - 1-" = "·""'c 
n a igno,ancia a res~1to de quem. como e o que somos . . A senhora é brasileira? Comentaram 
espantados alunos de uma urnvers,dade americana famosa. _ Mas a senhora é loira! 
Depois de _ ler. num congresso de escritores em Arnsterdê. un trecho de um dos meus romances. traduzido em 
inglês._ ouvi de um sen~r elegante, dono de um antiquaria famoso. que segurou comovido minhas duas mãos: - Que 
mar~vilha! Nu~ca 1mag1ne_1 que no Brasil houvesse pessoas cultas! Pior ainda, no Canadá alguém exd~ou 
incrédulo: escritora _brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a oo....~ de uma crítica 
bert,~nse, num artigo sobre um romance meu editado por là. acrescentando. a alguns elogios. a grave restrição: 
·por&m não parece um livro brasileiro. pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos~. 
Diante dos trés poemas sobre o Brasil, esquisitos pera qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse 
desconheomento nêo se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograbnente 
fora de seus interesses. mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o 
folclónco. 
Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o, que se via eram livros (não muito bem arrumados). mLita 
caipirinha na mesa. e televtSÕes mostrando carnaval, futebol. pnüS e mato. E eu, mulher essencialmente lXbana. 
escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos. me senti tão deslocada quanto um macaco em 
uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira qua,to qualqueí 
negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu 
cabelo e olhos, nem meu sobf9nome, nem os livros que li na infância. nem o idioma que talei naqoete tempo além 
do português. me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes m~stu.ras: rnensa. 
desaproveitada. instigante e (por que te< medo da palavra?) maravilhosa. 
(Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record. 2005, p. 49-51 .) 
A) •. A senhora é brasileira? ( ... ) Mas a se~hor:8 é loirar 
B) -- Esaitora brastleira? Ué. mas no Brasil existem editoras?' • 
·aue maraviha' Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas ' 
"( . ) muita caipirinha na mesa, e televisõe~ most~ndo ~maval. futebol , praia e mato,· 
·Não faltam flores azuis. rios cristalinos e tigres maglCOS . 
Questao 6: Leia o texto a seguir "Nós, os brasUeiros", de Lya Lufl 
Uma edrt.ora e.urope.1a me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobr:. o Brasíl_ Como sempre. ates 
talam da f\oreSt8 Amazônica, 1.11l8 floresta muito pouco real . aliàs. Um bosque poetico. com 'm~s de corpos 
atd••ros espreitando entre os troncos das ârvores•. Não faltam flores azu:s, nos cnstaltnos e tigres mag1CCS. 
Traduzo os poemas por dever de oHcio. mas com uma secreta - e nunca ~ · vontade oe nseo~: 
grãozinho de realidade Nas minhas ides (nem tantas) ao extenor. onde convivi . . sobretudo• ca;e ~ida 
professores e estudantes urnversttános. portanto. gente razoavelmente culta -~~=., Comentaram 
com a profunda igr,orànoa a respeito de quem. como e o que somos. - A 
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espantados alunos de uma unive<sidade amencana famosa - Mas a senhora é loira 
OepotS de le<. num congresso de escritores em Amste_roA. i,TI trecho óe um ::= m=~ = a: 
lés ouvi de"" senha( elegante. dono de um antlQUárío famosc, que segurou . danou 
::ra~tl\81 Nunca mag1ne1 que no Brasil houveue pessoas wttas1 PIOí &Jnda. no CM8dà alguém e..>< 
incrédulo: escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras? A culminância foi a observação de uma crít ica 
berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição 
•por9f11 nêo parece um livro brasileiro,pois não fala nem de plantas nem de índios nem de bichos· . 
Diante dos três poemas sobre o Brasil , esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse 
desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora 
de seus interesses, mas também a culpa é nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico. 
Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados) , muita 
caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval , futebol , praia e mato. E eu, mulher essencialmente urbana. 
escritora das geografias interiores de meus personagens eróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em 
uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quc11to qualquer 
negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso. E nem a cor de meu 
cabelo e olhos , nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo além 
do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa. 
desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa. 
(Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2005, p.49-51 .) 
Assinale a alternativa em que a palavra em destaque está interpretada de forma INCORRETA: 
A) "A cy!mjnâncja foi a observação de uma crítica berlinense( ... )". (culminância = auge). 
B) "Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico". (folclórico= primitivo). 
" ... mulheres de corpos alvíssimos esprejtando entre os troncos das árvores( ... )" . (espreitando = ocultando-se~. 
"( ... ) esse desconhecimento não se deve apenas à natural (ou inatural) alienação estrangeira ( ... )" (allenaçao = 
eamento). . 
E) "imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa " (instigante = estimulante). 
Questão 7: No primeiro quadrinho, o garoto diz que não se casaria com a menina da tira a m~nos que ela 
fosse a última garota na Terra. De acordo com a continuidade da conversa entre eles, NAO podemos 
considerar: 
I' 
,1 
il ,, 
,, 
., 
A) A expressão ·a me_no~ _que· tem sentido ?posto de "se~,- • • 
B) A menina sabe o s1grnf1cado dos termos a menos que e se . 
C) A fala fínal deixa implícit~ a possibilidade de casa
0
mento entre ambos. 
A menina não fica ofendida com a resposta (do 1 quadrinho) do garoto. . _ 
o termo •esperança", no último quadrinho, toma o texto incoerente, porque não tem hgaçao com o restante da 
1stória 
QuNtlO 8: Lei• oe textos 1 e 2 e aealnale a alternativa que expressa a relação estabelecida entre eles. 
Texto 1: Cançlo do exfllo M Gonçalves Dias (poeta do século XIX) 
, 
M,nhs terra tssm ~ ~!me iras, 
Onde canta o a _,a; . . 
As aves, que aqu, gorJeram , 
Não godeiam como lá. 
Nosso céu tem mais e&relas 
Nossas várzeas têm mais flo;es 
No~~~sgues têm mais vida,' 
Nossa vida ma1samores 
---
Em cismar, sozinho à noite 
tvâis prazer eu enco~tro lá· ' 
Mnha terra tem palmeiras,' 
Onde canta o Sabiá. 
Mnha terra tem primores 
Que tais não encontro eu 
1
cá 
Em cismar-sozinho à noit~ 
tva is prazer eu enco~tro lá · 
1 
Texto 2: Hino Nacional (Parte li) - 1906 -Joaquim Osório Duque Estrada 
Minha terra tem palme iras , 
Onde canta o Sabiá. 
Não p ermrta Deus que eu morra , 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que disfníe os primores 
Que não encontro por cá; 
Sem quínda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
Deilado eternamen!E em berço ."_~Q~a vida" no teu seio •mais 
esplêndido . amcres. • ---
ki som do mar e à luz do céu ó Pátria amada, 
Nem teme , quem te adora, a próp-ia 
morte. 
profundo, Idolatrada, 
Fu~uras,ó fhsil, fbráo da M'lérica, Salve! Sawel 
Iluminado ao sol do Novo Mundo! Brasi, de amoreteroo se) símbolo 
Do que a terra, mais garrida, O lábaro que ostertas estrelado, 
Teus risonhos , lindos campos têm mais E diga o verde-louro dessa flâmula 
flores; • 'Paz no futuro e glória no passado." 
·~os bosques tfrn mais vida", Mas, se eryues da justiça a dava forte, 
Verás que um filho teu não foge à luta, 
Terra a d orada, 
Entre outras mil, 
És tu, Bra~I, 
ó Pátria amada! 
Dos filhos deste solo és mãe gentil, 
Pátria amada, 
Brasil! 
A) Relação de distanciamento, pois o primeiro é poema, pertencente à área da ficção, e o segundo é símbolo 
nacional. 
B) Relação de distanciamento, pois, apesar de ambos os textos terem o mesmo formato (versos e estrofes), não 
iste ideia em comum entre eles. 
Relação de proximidade, uma vez que o texto 1 recorreu ao texto 2 e copiou os trechos "Nossos rosques têm 
ais vida, Nossa vida mais amores". 
O) Relação de proximidade, porque ambos os textos valorizam o país e há trecho do texto 1 copiado no texto 2. 
E) Relação decorrente da nacionalidade, ou seja, ambos os textos são brasileiros. 
Questão 9: No último verso da primeira estrofe ("Que não é bem o mal de toda gente, "), do poema a seguir, 
a palavra "bem" pode ser substituida, sem prejuízo do sentido, por qual palavra? 
Eu nada entendo - Mário Quintana 
Eu nada entendo da questão social. 
Eu faço parte dela, simplesmente ... 
E sei apenas do meu próprio mal, 
Que não é bem o mal de toda gente, 
Nem é deste Planeta .. . Por sinal 
Que o mundo se lhe mostra indiferente! 
E o meu Anjo da Guarda, ele somente, 
É quem lê os meus versos afinal ... 
Entre os Loucos, os Mortos e as Crianças, 
É lá que eu canto, numa eterna ronda, 
Nossos comuns desejos e esperanças' 
proveitoso. 
xatamente 
correto. 
D) suficiente 
E) sofrível 
Questão 10: Certas frases slo ambiguae e nem o contexto pennite uma interpretação unívoca. Veja o caso: 
"0 policial viu o ónibus acelerando em sua dlreçlo". Podemos entender que: 
A - O policial acelerou os passos em direção ao ónibus;

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