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Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 1 CAP. 3 – LIGAÇÕES ESTRUTURAIS GENERALIDADES As ligações mecânicas das peças de madeira podem ser feitas por meio dos seguintes elementos: Pinos metálicos (pregos ou parafusos) Cavilhas (pinos de madeira) Conectores (anéis metálicos ou chapas metálicas com dentes estampados) Figura 3.1 – Ligação com pregos. Figura 3.2 – Ligação com parafusos Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 2 Figura 3.3 – Chapas metálicas com dentes estampados. O dimensionamento dos elementos de ligação deve obedecer à seguinte condição de segurança: dd RS o dS – Valor de cálculo das solicitações atuantes o dR – Valor de cálculo da resistência dos elementos da ligação Resistência ao Embutimento. A resistência da madeira à compressão localizada em ligações com pinos é denominada resistência ao embutimento. Na ausência de ensaios experimentais específicos, pode-se calcular a resistência ao embutimento da madeira com as seguintes relações: dcde ff ,0,0 dcede ff ,0,90 5,0 O coeficiente e é dado na Tabela 1. Tabela 1 – Valores de e. Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 3 LIGAÇÕES COM PINOS METÁLICOS Pré-furação das ligações pregadas. Em uniões pregadas será obrigatoriamente feita a pré- furação da madeira, com diâmetro 0d não maior que o diâmetro efetivo efd do prego, com os valores usuais: o Coníferas: efdd 85,00 o Dicotiledôneas: efdd 98,00 Com a penetração do prego na madeira, as fibras de afastam (Figura 3.4), podendo ocorrer o fendilhamento da madeira. A pré-furação é um recurso para evitar o fendilhamento. Figura 3.4 – Fendilhamento de uma peça de madeira. Resistência dos Pinos em Linha. Nas ligações com até oito pinos em linha, dispostos paralelamente ao esforço a ser transmitido, a resistência total é dada pela soma das resistências de cada um dos pinos. Nas ligações com mais de oito pinos, os pinos suplementares devem ser considerados com apenas 2/3 de sua resistência individual. Neste caso, sendo n o número efetivo de pinos, a ligação deve ser calculada com o número convencional: 8 3 2 80 nn Os pregos estruturais devem ser feitos de aço com resistência característica ao escoamento ykf de no mínimo 600 MPa, e deve ter diâmetro mínimo de 3 mm. Recomenda-se que os parafusos estruturais tenham diâmetros não menores que 10 mm e resistência característica ao escoamento ykf de no mínimo 240 MPa. Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 4 A resistência de um pino, correspondente a uma dada seção de corte, é determinada em função da resistência ao embutimento edf das madeiras ligadas, da resistência ao escoamento ykf do pino metálico, do diâmetro d do pino e de uma espessura convencional t (tomada como a menor das espessuras 1t e 2t de penetração do pino), conforme Figuras 3.5 e 3.6. Figura 3.5 – Parafuso em corte simples. Figura 3.6 – Prego em corte simples. Penetração parcial e total. O diâmetro dos pinos deve ser: o Ligações parafusadas: td 5,0 o Ligações pregadas: td 2,0 Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 5 O valor de cálculo da resistência de um pino metálico correspondente a uma única seção de corte é determinado em função do valor dos parâmetros e lim : d t ed yd f f 25,1lim t – Espessura convencional da peça de madeira d – Diâmetro do pino ydf – Resistência ao escoamento de cálculo do pino metálico edf – Resistência ao embutimento de cálculo da madeira O valor de cálculo 1,vdR da resistência de um pino, correspondente a uma única seção de corte, é dado por: o edvd f t RMadeiranaoEmbutiment 2 1,lim 40,0 o ydvd f d RPinodoFlexão lim 2 1,lim 625,0 Figura 3.7 – Flexão do prego em uma ligação No caso de pinos em corte duplo, Figuras 3.8 e 3.9, aplicam-se os mesmos critérios anteriores para a determinação da resistência correspondente a cada uma das seções de corte, considerando-se t como o menor valor entre 1t e 25,0 t em uma das seções, e entre 25,0 t e 3t na outra. Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 6 Figura 3.8 – Parafuso em corte duplo. Figura 3.9 – Prego em corte duplo. Espaçamento entre Pinos. Os espaçamentos mínimos recomendados são mostrados na Figura 3.10. Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 7 Figura 3.10 – Espaçamentos em ligações com pinos. EXEMPLOS Exemplo 3.1. Calcular a resistência Rd da ligação com um prego PG 21x45 (diâmetro = 4,9 mm e comprimento = 100 mm), com resistência fyk = 600 MPa, para unir duas peças tracionadas de pinho-do-paraná de 2ª categoria. Considerar carga de média duração e classe 2 de umidade. Cotas em milímetros. Exemplo 3.2. Calcular a resistência da ligação com um parafuso 12,5mm em aço ASTM A307 (fyk = 310 MPa) para unir duas peças tracionadas de pinho-do-paraná de 1ª categoria. Considerar carga de longa duração e classe 2 de umidade. Cotas em milímetros Uniube – Graduação em Engenharia Civil – Prof. Tiago Toitio Estruturas de Madeira – Capítulo 3 – Ligações Estruturais 8 Exemplo 3.3. Dimensionar uma ligação com pregos de resistência fyk = 600 MPa, de peças tracionadas de madeira louro-preto de 2ª categoria utilizada em uma estrutura sujeita a cargas de longa duração e classe de umidade 3. A força de tração solicitante característica é 3570 N. A largura das peças é de 75 mm. Cotas em milímetros Exemplo 3.4. Dimensionar uma ligação com pregos para ligação de duas peças de madeira de seção transversal retangular 6x12 cm² e 4x12 cm². A madeira é do tipo dicotiledônea da classe de resistência C40. A força de tração solicitante de projeto é 18 kN. Cotas em centímetros. Exemplo 3.5. Dimensionar uma ligação com parafusos A307 (fyk = 310 MPa), de peças tracionadas de madeira conífera classe C25, de 2ª categoria utilizada em uma estrutura sujeita a cargas de longa duração em classe de umidade 4. A força de tração solicitante característica é 6200 N. A largura das peças é de 5 cm. Cotas em centímetros.