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FRATURAS DE MEMBROS INFERIORES PROF.ª MSC. VANESSA COCCO Fraturas do Tornozelo Fraturas Maleolares Fraturas Maleolares Envolvem as fraturas dos maléolos medial e lateral. • Fratura isolada do maléolo lateral • Fratura bimaleolar • Fratura isolada do maléolo medial • Fratura trimaleolar Fraturas Maleolares Mecanismos de Lesão: • Impacto de alta energia. • Entorse de tornozelo. Lesões Associadas: • Síndrome compartimental. • Lesão do nervo tibial posterior. Fraturas Maleolares Fratura Isolada do Maléolo Lateral Fratura Bimaleolar Fraturas Maleolares Fratura Isolada do Maléolo Medial Fraturas Maleolares Fratura trimaleolar Fraturas Maleolares Fraturas Maleolares Classificação Lauge-Hansen o Baseia-se no mecanismo da produção das Fraturas o Posição do pé no momento da lesão + Movimento forçado produzido Classificação: Lauge-Hansen 1. Fratura supinação-adução (SA) o Produz rupturas ou avulsões dos ligamentos talofibular anterior e fibulocalcaneo ou o Fratura do maléolo lateral abaixo da sindesmose, seguida de fratura oblíqua vertical do maléolo tibial. Classificação: Lauge-Hansen 2. Fraturas supinação-rotação externa (SRL) o Lesão da sindesmose tibiofibular anterior o Fratura espiróide da fíbula ao nível da sindesmose o Ruptura da sindesmose posterior ou arrancamento da margem póstero lateral da tíbia o Ruptura do deltóide com avulsão do maléolo tibial. Classificação: Lauge-Hansen 3. Fraturas pronação-abdução (PA) o Ruptura do lig. Deltóide ou Fratura do maléolo tibial o Ruptura da sindesmose tibiofibular anterior e posterior ou o Arrancamento das sindesmoses com fragmento ósseos da tíbia e fratura na fíbula, com terceiro fragmento triangular lateral ou cominuição lateral logo acima da sindesmose. Classificação: Lauge-Hansen 4. Fraturas pronação-rotação lateral (PRL) o Fratura do maléolo tibial ou ruptura do ligamento deltóide o Ruptura da sindesmose tibiofibular anterior por arrancamento na tíbia o Ruptura do ligamento interróseo oFratura da fíbula acima da sindesmose oRuptura da sindesmose posterior ou arrancamento de fragmento posterior da tíbia. Classificação: AO - (Associação Internacional para Estudos de Osteossíntese) o É a mais utilizada atualmente o Baseada na classificação de Dannis-Weber o Baseia-se no nível de fratura da fíbula, correlacionando com as demais lesões, principalmente da sindesmose tibiofibular distal. Classificação: AO - (Associação Internacional para Estudos de Osteossíntese) o A – Lesão em inversão com avulsão do maléolo lateral. o B – Lesão em eversão, na altura da sindesmose o C - Lesão em eversão, acima da sindesmose Classificação: Tipo A – Lesão infra-sindesmal A1 – Lesão Isolada do maléolo ou dos ligamentos fibulares A2 – com fratura do maléolo tibial A3 – com fratura marginal póstero-lateral da tíbia Classificação: Tipo B – Lesão transindesmal B1 – fratura Isolada da fíbula B2 – com lesão medial (fratura ou ruptura ligamentar) B3 – com lesão medial e fratura marginal pótero-lateral da tíbia (triângulo de Wolkmann) Classificação: Tipo C – Lesão supra-sindesmal da fíbula C1 – fratura diafisaria da fíbula simples C2 – fratura diafisaria da fíbula complexa C3 – fratura da fíbula proximal Correlação entre a Classificação AO e Lauge-Hansen AO Tipo A Tipo B Tipo C Lauge- Hansen SA SRL ou PA PRL Tratamento: Tempo para consolidação (fratura extra-articular): 6-8 semanas Tempo para consolidação (fratura intra-articular): 8-12 semanas Tratamento: CONSERVADOR: Gesso • Fraturas sem deslocamento ou com deslocamento mínimo. • Compartilhamento de estresse - consolidação secundária. Tratamento: CIRÚRGICO: RAFI: • Fraturas com deslocamento e luxação articular. • Proteção contra estresse - consolidação primária (com fixação rígida). • Compartilhamento de estresse – consolidação secundária (sem fixação rígida). Tratamento: Tratamento: Tratamento: Tratamento: Reabilitação Até 1 SEMANA: Fase inflamatória. Sem estabilidade local fratura. Sem calo ósseo. Linha fratura visível. Reabilitação Até 1 SEMANA: Sustentação peso: Sem sustentação, independente do tratamento. Cinesioterapia: Fixação rígida: - Exercícios ativos de joelho e metatarsofalangeanas. - Exercícios isométricos para quadríceps. Fixação não-rígida: - Exercícios ativos de metatarsofalangeanas. - Exercícios isométricos para quadríceps. Transferências com auxílio de dispositivos, independente do tratamento. Reabilitação 2 SEMANAS: Início da fase de reparação. Mínima estabilidade local fratura. Sem calo ósseo. Reabilitação 2 SEMANAS: Sustentação peso: • Sem sustentação para fixação não-rígida. • Sustentação parcial para fixação rígida. Cinesioterapia: Fixação rígida: - Exercícios ativos de joelho e metatarsofalangeanas. - Exercícios isométricos para quadríceps, dorsi e plantiflexores. Fixação não-rígida: - Exercícios ativos de metatarsofalangeanas. - Exercícios isométricos para quadríceps. Transf. com auxílio de dispositivos, independente do tratamento. Reabilitação 4 a 6 SEMANAS: Fase de reparação. Fratura estável. Calo ósseo visível Reabilitação 4 a 6 SEMANAS: Sustentação peso: Sem sustentação para fraturas ainda instáveis. Sustentação parcial para fraturas estáveis (raio-x). Retirada do gesso para fraturas estáveis! Reabilitação 4 a 6 SEMANAS: Cinesioterapia: Fixação rígida: - Exercícios ativos de joelho, metatarsofalangeanas e tornozelo. - Exercícios isométricos para quadríceps, dorsiflexores, plantiflexores, inversores e eversores. Fixação não-rígida: - Exercícios ativos de metatarsofalangeanas, joelho e tornozelo (leves). - Exercícios isométricos para quadríceps, dorsiflexores e plantiflexores. Transferências com auxílio de dispositivos, independente do tratamento. Reabilitação 6 a 8 SEMANAS: Fase de reparação. Fratura estável. Formação de calo ósseo. Reabilitação 6 a 8 SEMANAS: Sustentação peso: • Sustentação parcial do peso. Cinesioterapia: Fixação rígida: - Exerc. ativos de joelho, metatarsofalangeanas, tornozelo e subtalar. - Exerc. resistidos para quadríceps, dorsi e plantiflexores, inversores e eversores. Fixação não-rígida: - Exerc. ativos de metatarsofalangeanas, joelho, tornozelo e subtalar. - Exerc. resistidos para quadríceps, dorsiflexores, plantiflexores, inversores e eversores. Reabilitação 8 a 12 SEMANAS: Fase de remodelamento. Com calo ósseo. Fratura estável. Reabilitação 8 a 12 SEMANAS: Sustentação peso: • Sustentação parcial progredindo até a sustentação total. Cinesioterapia: Fixação rígida: - Exercícios resistidos de joelho, metatarsofalangeanas, tornozelo e subtalar. Fixação não-rígida: - Exercícios resistidos de joelho, metatarsofalangeanas, tornozelo e subtalar. Fraturas do Pé Retropé Mediopé Antepé Fraturas do Calcâneo oOsso tarsal mais lesionado oPodem envolver as articulações subtalar e calcaneocubóide. oComum edema significativo oTrauma axial no retropé (queda de altura) oTração (contração súbita do tendão do calcâneo) o25% extra-articular o75% intra-articular Fraturas do Calcâneo Mecanismo lesão o Impacto súbito e de alta velocidade no calcanhar (acidente automobilístico, queda de altura, etc.) o Inversão Fraturas extra-articulares o Eversão Intra-articulares Fraturas do Calcâneo Fraturas do Calcâneo Classificação: Exxes-Lopresti (1952) o Depressão articular e Língua. Sanders e Gregory (1995)o Número de fragmentos da faceta póstero-lateral do calcâneo desviado. Hebert, 2009 Classificação: Hebert, 2009 Língua Compressão Classificação: o Tipo I: sem desvio o Tipo II: 2 partes intraarticulares ◦ A – lateral ◦ B – central ◦ C – medial o Tipo III: 3 partes com 2 linhas de fratura. o AB/BC/AC o Tipo IV: 4 fragmentos e 3 linhas de fratura Hebert, 2009 Fraturas do Calcâneo TEMPO ESPERADO PARA CONSOLIDAÇÃO ÓSSEA: 8 a 12 semanas Tratamento: o Reestabelecer comprimento e largura normal do calcâneo. o Restaurar superfície articular subtalar (facetas anterior, média e posterior), por meio da manutenção ou restauração do ângulo de Böhler. Tratamento: CONSERVADOR (aparelho gesso): o Consolidação secundária, mas com pouco calo ósseo. o Fraturas não-articulares sem deslocamento ou deslocamento mínimo. o Pode gerar incapacitações funcionais (raramente o paciente volta à marcha normal). o Gesso ou órtese por 8 semanas. oMobilização precoce pé, tornozelo. o Sustentação de peso após 8 semanas. Tratamento: RAFI: o Proteção contra estresse (consolidação primária) o Parafusos e placa o Utilização de gesso no P.O. após edema (durante 8 semanas) o Possibilidade de uso de enxerto ósseo Tratamento: Método de Essex-Lopresti: Pino para redução (restauração da articulação subtalar, do ângulo de Böhler e da altura do calcâneo). Após redução, pino é incorporado ao aparelho de gesso. Tratamento: Tratamento: Até 1 SEMANA: Fase inflamatória. Sem estabilidade local fratura. Linha fratura visível; sem calo ósseo. Tratamento: Até 1 SEMANA: Sustentação peso: •Sem sustentação de peso, independente do tratamento Cinesioterapia: •Exercícios ativos para quadril, joelho, metatarsofalangeanas e interfalangeanas. •Exercícios isométricos para quadríceps. •Transferências com auxílio de dispositivos. Tratamento: 2 a 4 SEMANAS: Sustentação peso: Sem sustentação de peso, independente do tratamento. Cinesioterapia: Exercícios ativos para quadril, joelho, metatarsofalangeanas e interfalangeanas. Exercícios isométricos para quadríceps. Exercícios isométricos para dorsiflexores, plantiflexores, inversores e eversores (apenas para fixação rígida). Transferências com auxílio de dispositivos. Tratamento: 4 a 6 SEMANAS: Sustentação peso: •Fixação rígida: sustentação parcial (dedos do pé). •Fixação não-rígida: sem sustentação de peso. Cinesioterapia: •Exercícios ativos para quadril, joelho, metatarsofalangeanas e interfalangeanas. •Exercícios isométricos para quadríceps. •Exercícios isométricos para dorsiflexores, plantiflexores, inversores e eversores (apenas para fixação rígida). •Transferências com auxílio de dispositivos. Tratamento: 6 a 8 SEMANAS: Sustentação peso: •Fixação rígida: sustentação parcial, conforme a tolerância. •Fixação não-rígida: sem sustentação de peso. Cinesioterapia: •Exercícios ativos para quadril, joelho, metatarsofal. interfalangeanas, tornozelo e subtalar. •Exercícios isométricos para quadríceps. •Exercícios isométricos para dorsiflexores, plantiflexores, inversores e eversores (para fixação rígida e não-rígida). •Transferências com auxílio de dispositivos. Retirada do gesso para fraturas estáveis! Tratamento: 8 a 12 SEMANAS: Sustentação peso: •Fixação rígida: sustentação total, conforme a tolerância. •Fixação não-rígida: sustentação parcial. Cinesioterapia: •Exercícios ativos para quadril, joelho, metatarsofal. interfalangeanas, tornozelo e subtalar. •Exercícios isométricos para quadríceps. •Exercícios isométricos para dorsi e plantiflexores, inversores e eversores (para fixação rígida e não-rígida). •Exercícios resistidos para músculos do tornozelo, subtalar e dedos dos pés (apenas para fixação rígida).