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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO-UEMA CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS-CCA CURSO DE ENGENHARIA AGRONÔMICA-CEA DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA E FITOSSANIDADE-DFF ALEX LALAS SILVA DA SILVA MELHORAMENTO GENÉTICO DE GOIABEIRAS São Luís-Ma 2017 ALEX LALAS SILVA DA SILVA MELHORAMENTO GENÉTICO DE GOIABEIRAS Revisão de literatura apresentada a cadeira de Melhoramento Genético Vegetal, visando a obtenção da segunda nota do semestre. São Luís-MA 2017 INTRODUÇÃO A goiabeira (Psidium guajava L.) é uma fruteira oriunda da América tropical, e se encontra difundida ao longo de várias regiões tropicais ao redor do mundo. Seu elevado teor nutritivo, com quantidades elevadas de vitaminas C, A e B, juntamente com seu aroma e sabor característico faz com que esta tenha um lugar de destaque dentre as frutas tropicais (Pereira & Martinez Jr., 1986). Pertencente à família Myrtaceae, esta fruteira é de grande importância econômica, pois além do seu fruto ser consumido in natura, seus derivados feitos a partir da industrialização são muito apreciados, além disso, diferentes partes da planta como folhas, cascas, raízes etc. são utilizada como fitoterápicos em alguns casos de enfermidades. Há muitas teorias de como as goiabeiras se espalharam por diversas regiões, dentre elas, a de que goiabas foram levadas por navegantes europeus para colônias africanas e asiáticas(citação), e a partir daí se espalharam pelas demais regiões com aspectos edafoclimáticos propícios para sua reprodução. A cultura da goiabeira vem evoluindo muito nos últimos anos, principalmente devido ao desenvolvimento de cultivares mais produtivas, e com frutos de dupla finalidade: mesa e/ou indústria, para uma mesma cultivar (Paluma) ou, particularmente, para mesa (Pedro Sato), com maior valor agregado (Souza et al., 2009). No Brasil, os goiabais comerciais concentram-se principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil, sendo destaques os Estados de Pernambuco e São Paulo, que contribuíram em 2009, com produção de 98.955 e 79.705 toneladas, em área colhida de 3.675 e 3.509 hectares, respectivamente. São Paulo e Pernambuco juntos perfazem aproximadamente 62,0% da produção nacional (FNP, 2012). Nos últimos anos, o grande interesse por frutas tropicais e seus sucos despertado por países europeus e pelos Estados Unidos, tem propiciado ótimas possibilidades de negócios com polpas e com frutos ao natural produzidos no Brasil. Algumas empresas brasileiras já estão realizando exportações de polpa de goiaba para vários países europeus . Segundo Pereira (1984), um dos percussores do melhoramento genético de goiabeiras, a seleção de plantas originadas por sementes pode possibilitar a obtenção de cultivares com características adequadas para o consumo como fruta fresca e para a industrialização. Então, tratando-se de um cultivar tão importante e economicamente viável, tem-se necessidade de executar métodos de melhoramento genético para que, cada vez mais, características benéficas à produção sejam selecionadas e disseminadas. REVISÃO DE LITERATURA Aspectos morfológicos e reprodutivos. A goiabeira é a mais importante espécie da família Myrtaceae. Essa família é composta por 130 gêneros e 3 mil espécies de árvores e arbustos distribuídos em regiões de clima tropical e subtropical. O gênero Psidium abrange, aproximadamente, 150 espécies, muitas das quais produzem frutos(EMBRAPA, 2010) As plantas dessa espécie são consideradas arbustiva ou arbórea de pequeno porte (Koller, 1979), podendo atingir de três a cinco metros de altura (Piedade Neto, 2003), possuem raiz superficial e casca lisa, com tons amarronzados e esverdeados, que se soltam em finas camadas. Suas folhas são simples, opostas e apresentam glândulas. De acordo com Soubihe Sobrinho (1951), as flores da goiabeira são caracterizadas como heteroclamídeas, actinomorfas e epígenas. Apresentam receptáculo pouco prolongado e aderente ao ovário. O cálice é constituído por quatro a cinco sépalas, brancas na face superior e verdes na inferior, com pontuações translúcidas e concrescentes desde a prefloração. A corola apresenta quatro a cinco pétalas alvas, com pontuações translúcidas, ligeiramente pubescentes, imbricadas, com a base larga, dialipétalas, galeatiformes e caducas. Os estames são numerosos e dispostos em ruas no disco. O ovário apresenta quatro ou cinco lóculos. O fruto é uma baga, circundada pelos lobos do cálice, sendo globoso, ou ovoide, ou piriforme, com 4 cm a 10 cm de diâmetro e peso variando de 100 g a 450 g. A casca apresenta coloração de verde-clara a amarelo-brilhante, e a polpa é carnuda, de espessura variável, podendo ser de cor branca, ou amarela, ou vermelha ou rosa. As sementes são numerosas, amareladas, reniformes e com embrião curvo (JAISWAL e JAISWAL, 2005). Estudos sobre a biologia reprodutiva de Myrtaceae, especialmente Psidium guajava L. no Brasil são escassos, portanto pouco se sabe sobre as necessidades de polinização da goiabeira (planta hermafrodita) e de possíveis perdas de produtividade devido à falta de polinização adequada das flores. (Quintal, 2013). Porém, autores como Gonzaga Neto (2001) e Sobihe Sobrinho e Gurgel (1962) contataram que a planta apresenta polinização cruzada, ou seja, necessita de ações externas, como a ação do vento e intervenção de insetos para haver produção de frutos, porém, a autopolinização e a principal forma de fecundação dessa espécie. A abelha doméstica (Apis melifera L.) é o principal agente polinizador. Durante a antese, as abelhas ficam sobrevoando a goiabeira e investindo contra as pétalas, a fim de removê-las em busca do pólen (Pereira e Martinez Júnior, 1986). Coleções de germoplasma de goiabeira podem ser encontradas na Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária(IPA) e na Universidade Estadual Paulista, em Jaboticabal-SP. Também na Embrapa Semiárido, em Petrolina-PE, há uma coleção de Psidium, formada por 117 acessos de goiabeiras e 37 de araçazeiros, coletados em dez estados brasileiros. O estudo desses materiais tem indicado a presença de grande variabilidade relacionada à cor da polpa do fruto, ao número e ao tamanho de sementes, e à forma das folhas, entre outros caracteres (EMBRAPA, 2010). Melhoramento de goiabeiras O melhoramento genético da goiabeira se confunde bastante com sua difusão no mundo, pois, quando os colonizadores começaram se interessar por estas frutas, automaticamente escolhiam as mais saborosas e atraentes visualmente, assim, plantando suas sementes e replicando as características boas que as mesmas apresentavam. Segundo Borém (1999), as estratégias de melhoramento genético aplicáveis às espécies frutíferas são seleção de mutações, indução a poliploidia, hibridação e seleção, e as estratégias de melhoramento das goiabeiras seguem estes princípios, onde se aplica basicamente a hibridação, que consiste no cruzamento de indivíduos de espécies diferentes para formar um novo individuo com as características de ambas as partes parentais, e a seleção, que é onde ocorre a “escolha” das características do indivíduo para que as mesmas sejam replicadas. Para se alcançar o sucesso em um programa de melhoramento de plantas há necessidade de se dispor de informações básicas relativas à herança dos principais caracteres agronômicos que se pretende melhorar, bem com a divergência genética disponível para o melhoramento (Pereira et al., 2003) Pereira e Martinez Jr. (1986) retratam que a execução de estudos seguindo os modelos da genética clássica apresentam restrições para a goiabeira, pois trata-se de uma planta com alta heterogeneidade, grande capacidade de adaptação, longo ciclo de vida e exigência de grandes espaçamentos. O melhoramento genético da goiabeira tem, sem dúvida, contribuído sobremaneira para o desenvolvimento da cultura no Brasil. No entanto, é importante lembrar que outras tecnologias, como métodos de propagação assexuada, de podas, de controle de pragas e doenças, de adubação, de irrigação, de colheitae embalagem, também foram desenvolvidas e, em conjunto, permitiram o crescimento e o desenvolvimento dessa atividade. Sendo a goiaba uma cultura que possui uma vasta variabilidade genética, é comum juntar isto a propagação assexuada, o que pode gerar novos genótipos muito rápido, porém, esta seleção está totalmente atrelada às características qualitativas dos frutos, ou seja, não é só produzir uma quantidade exacerbada de frutos, essa produção deve contar com frutos de ótima qualidade. O melhoramento tem procurado obter plantas e frutos resistentes a doenças e pragas, além dos trabalhos de pesquisa para conseguir plantas com altas produções, em torno de 230 kg. planta-1. ano-1 ou mais (Oliveira, 2012), trabalhos de seleção de plantas de goiabeira no Brasil têm sido realizados em Institutos de pesquisa (Instituto Agronômico de Campinas, Embrapa, UNESP/FCAV de Jaboticabal e outros), porém, as principais cultivares, produtoras de frutos destinados ao consumo como fruta fresca, surgiram de trabalhos desenvolvidos por produtores de origem japonesa. Cultivares de goiaba melhorados Kumagai Branca De origem incerta, possivelmente resultante de seleção realizada no bairro Pedra Branca, município de Campinas. Foi o cultivar mais plantado para mesa no Estado de São Paulo, durante a década de 80. A planta apresenta vigor médio, com ramos longos e esparramados e é muito produtiva. Os frutos são grandes pesando entre 300 e 400 gramas, variando entre arredondados a oblongos; possuem a casca lisa, resistente e verde amarelada quando maduros; a polpa é branca, de boa espessura, firme, saborosa, levemente ácida e com a cavidade cheia. Apresenta poucas sementes. Sua boa conservação pós-colheita permite a comercialização a longas distâncias, podendo ser exportada. Kumagai Vermelha De origem e características semelhantes às do Kumagai Branca, porém com polpa vermelha. Ogawa Nº1 Branca Cultivar estudada no bairro Santa Alice, em Seropédica, Rio de Janeiro. A planta tem o porte vigoroso, de crescimento bom desenvolvimento lateral e muito produtiva. Os frutos são grandes, 300 a 400 gramas, podendo atingir 700 gramas quando raleados e com formato oblongo. A casca é levemente rugosa e a polpa é branca, espessa, firme e com a cavidade cheia e o sabor é adocicado. Apresenta poucas sementes. Ogawa Nº1 Vermelha Originário, provavelmente, do cruzamento entre Comum e Ceará, no Estado do Rio de Janeiro. Suas plantas são bastante produtivas e com crescimento vertical característico. Os frutos têm formato arredondado e são grandes pesando entre 130 e 250 gramas, podendo atingir de 300 a 400 gramas em plantas desbastadas; a casca é lisa e amarelada nos frutos maduros; a polpa é espessa entre 1,5 e 2,0 cm, sucosa e de cor rosada e tem ótimo sabor e poucas sementes. Ogawa Nº 2 Resultado do cruzamento entre Ogawa No 1 e araçá, ambas vermelhas. A planta apresenta bom crescimento lateral, porte pequeno e alta produtividade. Os frutos são arredondados e grandes, entre 300 e 400 gramas, quando o espaçamento permite. A casca é lisa, polpa vermelha, espessa e firme, de sabor muito doce e apresenta poucas sementes. Ogawa Nº3 Citado como resultante do cruzamento entre Ogawa No 1 e Ogawa No 2. A planta apresenta porte médio, bastante produtiva e exigente em relação ao solo. Apresenta um porte achatado devido ao crescimento lateral. Os frutos são arredondados a oblongos, atingem peso superior a 300 gramas em plantas desbastadas. A casca é pouco rugosa, polpa rosada, espessa e firme. O sabor é doce e apresenta poucas sementes. Ogawa Nº 4 e Ogawa Nº 5 São cultivares obtidos de polinização controlada. Singularmente apresentam algumas características vantajosas em relação aos demais cultivares Ogawa, principalmente quanto ao tamanho dos frutos. Paluma Resultado de polinização aberta de duas variedades, Rubi e Supreme, de um programa de melhoramento genético da UNESP/FCAV de Jaboticabal, São Paulo. As goiabeiras são produtivas, mais de 50 t. ha-1, fortes, de crescimento horizontal potente e com boa tolerância à ferrugem. Os frutos são grandes, ou seja, acima de 200 gramas, mesmo em plantas não desbastadas, piriformes, com pescoço curto. Nos frutos maduros, a casca é lisa e amarela. A polpa é de cor vermelha intensa, firme e espessa, 1,3 a 2,0 centímetros. O paladar é agradável devido ao elevado teor de açúcares, aproximadamente 10º Brix, acidez equilibrada e apresenta reduzido número de sementes. Atualmente, é a variedade mais cultivada do país, com número superior a um milhão de plantas, difundidas por todas as regiões de cultivo. É amplamente utilizada tanto para consumo como fruta fresca quanto para a elaboração de sucos, compotas e doces em pasta do tipo marmelada. Rica Resultante da polinização aberta da variedade Supreme, em programa de melhoramento genético da UNESP/FCAV de Jaboticabal, São Paulo. As plantas são fortes e muito produtivas, 50 t. ha-1. Os frutos são ovalados a ligeiramente piriformes, com pescoço curto, de tamanho médio, de peso entre 100 e 250 gramas. A casca é verde amarelada e levemente rugosa. A polpa é vermelha, espessa e firme. O sabor é muito agradável, devido ao elevado teor de açúcares, em torno de 11º Brix. Fruto de baixa acidez com poucas e pequenas sementes. É recomendada para industrialização, principalmente na fabricação de marmeladas e de sucos em que a cor intensa da polpa confere ótimo aspecto ao produto final. Vermelha do Rio de Janeiro. A planta é forte, de bom crescimento vertical e bastante produtiva. Os frutos são levemente ovalados, de boa aparência, de tamanho variável entre 150 e 280 gramas, atingindo peso acima de 400 gramas quando desbastadas. A casca é rugosa, a polpa é rosada, espessa, firme e com cavidade central cheia. O sabor é agradável e apresenta poucas sementes. Atualmente, é o cultivar de mesa de casca rugosa muito difundida nas regiões do sul do país. Sassaoka Originário de uma planta de pé- franco de Comum Vermelha, no município de Valinhos, São Paulo. As plantas apresentam bom vigor, são produtivas e de crescimento vertical. Os frutos são grandes (superior a 300 gramas quando desbastados), arredondados e com a casca bem rugosa; a polpa é rosado-clara, espessa, firme e com poucas sementes e o sabor é leve. IAC-3 Selecionado no Instituto Agronômico de Campinas, São Paulo. As plantas são vigorosas, produtivas, rústicas e de produção tardia. Os frutos são grandes, 100 a 200 gramas, de formato piriforme com pescoço curto; a casca apresenta coloração amarelada em frutos maduros; a polpa é rosada, com mesocarpo (anel periférico do fruto) amarelo e espesso, ou seja, mais de um centímetro e apresenta aroma e sabor agradáveis. É pouco utilizado em plantios comerciais. IAC-4 Selecionado no Instituto Agronômico de Campinas, São Paulo. As plantas são vigorosas e produtivas a partir de 80 kg. planta-1. Os frutos são arredondados e de tamanho médio com peso variando entre 70 e 160 gramas. A polpa é rosada, medianamente espessa, menos de 1 centímetro. A casca é amarela nos frutos maduros. O sabor e o aroma são agradáveis e apresenta numerosas sementes de tamanho médio a pequeno. Em pomares comerciais, ocorrem grandes variações nas características, o que, muitas vezes, torna difícil sua diferenciação da goiaba ‘Comum’. Atualmente não apresenta interesse comercial. Guanabara Obtido na Universidade Federal do Rio de Janeiro. As plantas são produtivas, com folhas pequenas e tidas como resistentes à ferrugem. Os frutos apresentam tamanho médio com frutos de peso entre 70 e 160 gramas, são piriformes e com pescoço médio. A casca é amarela-pálida e a polpa é rosada e de espessura média em torno de um centímetro. O sabor é agradável e apresenta sementes grandes e em pequeno número. A multiplicação por sementes praticamente eliminou este cultivar, cujas características genéticas não são mais as mesmas do material originalmente selecionado. Comum Não apresenta origem definida. As plantas apresentam, de modo geral, porte elevado e razoávelprodução. Os frutos, embora com forma variável, na maioria das vezes são arredondados e de tamanho médio; a casca é amarela; a polpa é rosada e com espessura média; o sabor e aroma são agradáveis e apresenta muitas sementes e pouca resistência ao transporte e à conservação. No período de expansão da cultura no Estado de São Paulo, este cultivar foi muito utilizado, porém, atualmente, seus pomares estão sendo extintos e novos plantios não estão sendo realizados. Nomura Selecionado em Cachoeirinhas de Macacu, Rio de Janeiro. As plantas são muito rústicas, com ótima produção, frutos grandes e polpa branca. Roncaglia Goiaba vermelha selecionada de plantas de pé – franco comum da região de Valinhos em São Paulo. Apresenta como característica principal o aspecto externo do fruto, muito semelhante ao do cultivar Kumagai, mas com polpa rosada, sabor e aroma bastante suaves e conservação pós-colheita mais prolongada. Iwao As plantas são muito vigorosas, produtivas de porte ereto. Os frutos são classificados como muito grande, pesando entre 350 e 400 gramas em plantas desbastadas. Apresenta com formato arredondado a oblongo; a casca é um pouco rugosa de coloração amarelo-clara na maturação; a polpa é branca, espessa e com a cavidade pouco densa e o sabor é levemente ácido. O número de sementes é pequeno. O amadurecimento ocorre logo após atingir o ponto de colheita. É uma cultivar desenvolvida no Paraná. White Selection of Florida Cultivar selecionada pelo IPA, denominado Instituto Agronômico de Pernambuco, com mudas produzidas a partir de sementes. Produz frutos de forma arredondada, com peso médio de 130 gramas. A coloração da polpa é branca. Pentecostes Selecionado pela empresa IPA, Pernambuco, a partir de um banco de germoplasma formado com mudas produzidas a partir de sementes. Os frutos têm formato piriforme, peso médio acima de 196 gramas e polpa de coloração amarelada. Além dos cultivares citados anteriormente, existem muitos outros que apresentam ou apresentaram importância no desenvolvimento da cultura em algumas regiões do Brasil, como os cultivares Patillo, Israel, Supreme, Rubi-Supreme, Pirassununga Vermelha, Pirassununga Branca, EEF, Webber-Supreme, Riverside Vermelha, FAO- 1, Indiana Vermelha, Campos, São José Periforme, Australiana Vermelha, RBS-1, RBS-2, Brune Vermelha, Brune Branca, Pera e Grande Vermelha. CONCLUSÃO Não há dúvidas que os métodos melhoramento genético da goiabeira tem sido um grande avanço para o desenvolvimento desta espécie no Brasil, porém, é importante ressaltar que sem algumas técnicas, como podas, propagação assexuada, controle de pragas e doenças, adubações etc., seria impossível prosseguir com o desenvolvimento de pesquisas embasadas nesta planta. A goiaba está presente intrinsicamente na alimentação do brasileiro, ou seja, a cada dia a demanda aumenta, assim, o melhoramento vem como um meio de aumentar a produtividade e garantir a segurança alimentar, também auxiliar na economia, pois é um produto bastante apreciado fora do país. REFERÊNCIAS Borém. A; Melhoramento de Espécies Cultivadas. Viçosa: UFV, 1999. FNP CONSULTORIA & COMÉRCIO Goiaba. In:______. Agrianual 2012: anuário da agricultura brasileira. São Paulo, 2012. p. 310. JAISWAL, U.; JAISWAL, V. S. Psidium guajava Guava. In: LITZ, R. E. (Ed). Biotechnology of fruit and nuts crops. 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