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Profª Dr. Carolina Cella Conter Giardia sp. Protozoa FILO Zoomastigophora Diplomonadina Hexamitidae Giardia Sarcomastigophora CLASSE ORDEM FAMÍLIA GÊNERO REINO Giardia lamblia, Giardia duodenalis, Giardia intestinalis Giardia sp. Giardíase VIRULÊNCIA E PATOGENICIDADE; MORBIDADE E MORTALIDADE afetando milhares de pessoas no mundo todo. Agente etiológico: Giardia sp. Uma das causas mais comuns de diarreia transmissão hídrica Infecção ocorre pela ingestão de cistos. G. duodenalis, G. canis, G. muris (roedores), G. agilis (anfíbios) e outras. Homem Animais domésticos e silvestres Bovinos Perdas $$ Giardia sp. Parasitose Reservatório Giardia sp. Trofozoíto Cisto NÃO RESISTE NO MEIO EXTERNO NÃO É INFECTANTE RESISTENTES FORMAS INFECTANTES TODAS ESTAS FORMAS PODEM SER ENCONTRADAS NAS FEZES DIAGNÓSTICO DIRETO Forma piriforme 10 x 20µm 4 pares de flagelo Face dorsal lisa e convexa; Face ventral côncava: disco ventral, adesivo/ suctorial . Disco adesivo – adesão a mucosa intestinal. Corpos medianos Dois núcleos Giardia sp. MORFOLOGIA Parede cística glicoproteica (0,3-0,5µm) com dupla membrana RESISTENTE Núcleo Fibrilas Corpos crescente 8-12µm X 7-10µm Proteínas de superfície na parede cística Substância antigênica DIAGNÓSTICO INDIRETO LUGOL HEMATOXILINA FÉRRICA Habitat • Intestino delgado – duodeno e jejuno MONOXÊNICO CISTOS TROFOZOÍTOS Giardia duodenalis PATOGENIA Homens e animais infectados eliminam formas dos parasitos Giardia sp. nas fezes. • Ingestão de águas superficiais sem tratamento ou deficientemente tratadas (só com cloro) TRANSMISSÃO • Alimentos contaminados (verduras cruas e frutas mal lavadas) TRANSMISSÃO • Alimentos que também podem ser contaminados por cistos veiculados por moscas e baratas TRANSMISSÃO • Contato pessoa a pessoa, por meio das MÃOS contaminadas TRANSMISSÃO • Lactentes que podem adquirir a giardíase, sendo atendidos por mãos que contenham cistos (babás) TRANSMISSÃO • Contato pessoa a pessoa entre membros familiares quando se tem um dos membros da família com giardíase TRANSMISSÃO • Contatos sexual (sexo anal-oral) TRANSMISSÃO • http://g1.globo.com/jornal- nacional/noticia/2017/08/falta-de- saneamento-basico-tem-impacto-direto-na- sala-de-aula.html E DEPOIS DA INFECÇÃO... O QUE ACONTECE? Altera arquitetura da mucosa intestinal – achatamento ou atrofia das microvilosidades.Impede absorção de nutrientes. AÇÃO PATOGÊNICA PROCESSO MULTIFATORIAL • Mecânica – pela aderência dos parasitos, com rompimento e distorção da mucosa no local onde o disco ventral entra em contato com a célula. • Liberação de substâncias citopáticas – ex. Proteases. • Ação inflamatória devido a reação imune do hospedeiro – irritação superficial da mucosa. PATOGENIA • Alteração da motilidade intestinal – degranulação de mastócitos com liberação de histamina que causa edemaciação. • Edema e contração do músculo liso levando aumento da motilidade do intestino– má absorção e diarreia • Quando em grande número, os trofozoítas da Giardia lamblia podem atapetar todo o duodeno e produzir uma barreira mecânica. A sintomatologia depende de: • Cepa • Número De Cistos Ingeridos • Deficiência Imunitária Do Paciente • pH do suco gástrico QUADRO CLÍNICO 1. Quadro assintomático: A maioria das infecções por Giardia lamblia é assintomática. QUADRO CLÍNICO 2. Quadro agudo: • Doença auto-limitada, porém em indivíduos nao imunes pode causar diárreia aquosa, explosiva, de odor fétido, acompanhada de gases com distensão e dores abdominais. •É comum em viajantes em área endêmica. QUADRO CLÍNICO 3. Quadro crônico: • Quadro crônico recorrente • Quadro crônico persistente • Em pacientes imunodeprimidos, pode-se encontrar diarréia persistente, má absorção de gorduras e nutrientes (vitaminas A, D, E, K e B12), em adultos nao produzem efeitos sérios mas em crianças pode ser grave, além de perda de peso acentuada. QUADRO CLÍNICO SINTOMAS •Formas graves ocorrem com Deficiência de absorção De gorduras e nutrientes como: Vitaminas lipossolúveis A,D,E e K, Vit B12, Fe e lactose. DIAGNÓSTICO Clínico: Manifestações clínicas: Diarréia, dor abdominal, náuseas, flatulência, perda ponderal... DIAGNÓSTICO Laboratorial: Parasitológico • Exames falso-negativos amostras múltiplas • Exame do fluido duodenal e biópsia duodenojejunal • Enteroteste e aspirado duodenal EPF (3 AMOSTRAS) CISTOS FEZES FORMADAS EXAME DIRETO, FAUST... TROFOZOÍTOS FEZES LÍQUIDAS E MATERIAL DAS LESÕES MÉTODO DIRETO, HEMATOXILINA FÉRRICA, TRICRÔMICO DIAGNÓSTICO Enteroteste Tratamento Giardia sp. Metronidazol, tinidazol, ornidazol, secnidazol, furazolidona, albendazol, Nitazoxanida. (Neves, 2011) Profilaxia? Giardia sp. Giardia sp. Menos da metade da população brasileira têm acesso a rede de esgoto – quase 100 milhões de pessoas, Apenas 39% do esgoto gerado recebe algum tipo de tratamento, O esgoto não tratado acaba sendo jogado in natura todos os dias nos nossos rios, lagos, bacias e mar, tornando-se uma poderosa FONTE DE INFECÇÃO. PARASITOS ELIMINADOS NAS FEZES. Cisto de Giardia sp. permanece viável nas piscinas durante 45 minutos em água clorada. IMPORTÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA EPIDEMIOLOGIA Alguns aspectos atuais devem ser considerados na epidemiologia desta parasitose: • Ingestão de cisto na água proveniente de rede pública (deficiência no tratamento) • Resistência do cisto • O aquecimento a 60°C não é suficiente para sua destruição. A água fervida por 5 minutos é efetiva na inativação dos cistos, porém o congelamento não os destrói. Giardia sp.