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AULA I BIOESTATÍSTICA Passei Direto

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AULA I BIOESTATÍSTICA - Noções básicas sobre bioestatística 
Conceitos Básicos 
• Estatística: é a ciência que tem por objetivo planejar, coletar, tabular, analisar e interpretar 
informações e delas extrair conclusões que permitam a tomada de decisões acertadas mediante 
incertezas. 
• Áreas: Estatística Descritiva e Estatística Inferencial 
• Bioestatística: aplicação da estatística nos campos relacionados a saúde, biologia, biotecnologia etc. 
• Parâmetro: é uma medida numérica que descreve uma característica de uma população. 
• Estatística: é uma medida numérica que descreve uma característica da amostra. 
• Dados primários: dados coletados pelo próprio pesquisador e sua equipe. 
• Dados secundários: não foram obtidos pelo pesquisador e sua equipe (diversas fontes como artigos 
em periódicos, institutos de pesquisa, DATASUS, IBGE, OMS, OPAS). 
• Censo: é uma coleção de dados relativos a todos os elementos de uma população, um exemplo disso 
é o que IBGE faz a cada 10 anos, visto que ele sai coletando os dados de toda população, o maior 
número possível que ele conseguir, não existem critérios que delimitem. 
• Variável: é a característica de interesse que é medida em cada elemento da amostra ou população, 
podendo ter resultados numéricos ou não. Seus valores variam de elemento a elemento. 
População e amostra 
• POPULAÇÃO ≠ AMOSTRA 
1. “O grupo de indivíduos que você deseja estudar para obter uma resposta à sua pergunta científica é 
chamada de população” (RUMSEY, 2016, p.42). 
O conjunto total de elementos com portadores de uma característica comum. 
 
2. Amostra é uma fração ou uma pequena parte da população, sendo, assim, uma forma mais barata e 
rápida, por exemplo, de coletar informações e compará-las posteriormente, visto que você trabalhará 
apenas com um segmento, que reflete o todo. 
O modo de seleção desse conjunto diferencia resultados corretos dos “sujos”, um exemplo claro disso são as 
pesquisas políticas, que são facilmente corrompidas quando o instituto de pesquisa escolhe uma amostra e 
coleta os dados com ela, já sabendo/supondo o seu posicionamento, isto é, define “ a dedo” quem será sua 
amostra, mas pelos motivos errados. 
* O GOOGLE DOCS é uma ótima ferramenta e tecnologia para coletar dados e sistematiza-los. 
Plano de amostragem 
• Quem pesquisar (unidade de amostragem); 
• Como selecionar (o procedimento da amostragem). 
• Representatividade da amostra; 
• Erros de amostragem 
• Viés do experimentador (efeito da primazia e recenticidade; tendência ao centro) 
Exemplos – Viés do experimentador 
I. Vamos supor que eu digo uma lista de objetos para uma pessoa e peço para ela repetir o 
máximo possível em seguida, o que vai acontecer é que ela vai repetir os últimos elementos 
da lista, que são os mais recentes e, assim, ela se recorda melhor – recência – e os primeiros, 
porque também foram marcantes – efeito da primazia. 
II. Numa escola em que a média é nota 7, a maioria do desempenho dos alunos vai se aproximar 
disso, porque há uma tendência ao centro, de modo que não importa qual valor seja a média, 
mas, no geral, a maioria vai estar contida nele ou ao seu redor. Dessa maneira, os que não 
estão nesse meio, nós chamamos de outliers, que são os extremos. 
 
O problema da relação causa e consequência 
• “O número de crianças que tomam sorvete está diretamente ligado ao número de afogamentos” 
Não quer dizer que um fator é a causa e o outro é a consequência, mas apenas que os dois estão relacionados 
por acontecerem, na maioria das vezes, na praia. 
 
Técnicas /Tipos de Amostragem 
O conjunto de técnicas para coletar os dados de uma pesquisa. 
Probabilístico (todos tem a mesma chance de participar): 
o Aleatória Simples  “Dá a mesma chance a todos os membros de uma população de ser selecionado, 
além de utilizar alguns mecanismos de casualidade para escolhê-los” (RUMSEY, 2016, p.43) 
Os elementos da população são identificados de alguma forma e escolhidos por meio de um sorteio. 
o Estratificada  A população é dividida em estratos homogêneos (grupos com elementos de 
características comuns) e é selecionada uma amostra aleatória de cada estrato. 
o Sistemática (?) Os elementos são selecionados seguindo uma regra pré-definida, de modo que a 
ordem dos elementos importa. 
o Por conglomerados  A população (extensa) é dividida em miniaturas da população (não homogêneas) 
e seleciona-se uma amostra aleatória desses conglomerados. 
A população é subdividida sem um critério específico e em comum, por exemplo, na amostragem 
estratificada, a divisão da população em sexo tem um motivo e existe uma homogeneidade nos grupos. 
Na amostra por conglomerados não existe isso. 
Não probabilístico (a escolha dos elementos da amostra é feita de forma não-aleatória, 
justificadamente ou não) 
o Acidental  Os elementos da amostra são escolhidos por serem os mais acessíveis ou fáceis de serem 
avaliados. Formada por aqueles que “vão aparecendo”, não podendo, assim, generalizar os resultados. 
Como nem todas as pessoas tem a mesma chance de participar, ela não é probabilística. 
o Intencional  Consiste na escolha dos elementos da amostra por um especialista no assunto, que 
seleciona os elementos que julga os mais apropriados e representativos para o estudo em questão. 
O pesquisador usa o seu julgamento para selecionar os membros da população que são boas fontes de 
informação precisa. 
o Por cotas  É quando se estabelece uma cota de pessoas que devem ser entrevistadas com certa 
característica. Essa cota depende da representação dessas pessoas na população. 
BOAS AMOSTRAS 
- Representa a população alvo (amostra representativa não tendenciosa), ou seja, cujo resultado não 
seja previsível/ tendencioso, como usar uma amostra de estudantes apenas da área de humanas para 
uma pesquisa de intenção de voto; 
- Sempre selecionada aleatoriamente (probabilística); 
- É grande o suficiente (resultados serem precisos). 
 
PASSOS PARA UMA PESQUISA 
1. Definição do objetivo/problema da pesquisa; 
2. Definição do público alvo; 
3. Escolha do tipo de pesquisa; 
4. Formulação das perguntas; 
5. Escolha do momento certo para a pesquisa, seleção da amostra e coleta dos dados; 
6. Organização e análise dos dados; 
7. Formulação de conclusões. 
 
DEFINIÇÃO DO PROBLEMA 
• O que eu quero saber? 
• Quais as informações que eu preciso? 
• Quais as respostas que eu busco? 
• Quais os possíveis motivos para cada resposta procurada? 
• A quem eu devo perguntar? 
• Como eu devo perguntar? 
• Quem é o meu público-alvo? 
• Onde vou encontrar meu público? 
• O que que quero saber do meu público? 
 
FORMULAÇÃO DAS PERGUNTAS 
“A maneira como a pergunta de uma pesquisa é escrita pode afetar os resultados” (RUMSEY, 2016, p.318) 
Qual posição assemelha-se mais a sua maneira de pensar? A dos Democratas, que são a favor de um plano 
fiscal realista e responsável para equilibrar o orçamento por um período razoável de tempo, não deixando 
de cumprir com suas responsabilidades com os americanos mais vulneráveis, ou a dos Republicanos, que 
propõe a execução de um equilíbrio orçamentário obrigatório, fazendo cortes severos na educação e na 
saúde. 
Tomemos a situação acima como exemplo, por mais que o entrevistado seja Republicano, ele pode sim 
responder a entrevista de acordo com a sua opinião, mas na, maioria das vezes, ele corresponderá às 
expectativas do entrevistador, respondendo, então, o que aparentemente convém a ele – Democrata – de 
modo que os resultados não seriam uma ferramenta precisa e concreta para avaliar/comparar nada.