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APOSTILA DIR. CONSTITUCIONAL II   PROF. RENATA VELO

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ao modo de expressão na CF: 
a) Enumeradas: U e M (algumas materiais no art. 30 da CF: III, IV); 
b) Indicadas: M (interesse local- art. 30, I e V); 
c) Residual/remanescente: Estados 
Note! DF (não se divide em Municípios): E e M 
 
- Exceção: 
a) E não remanescente: art. 25, § 2º e 3º da CF; 
b) Tributária: residual: União: art. 154,I da CF. 
 
 
4) Quanto ao ente competente: 
 
a) Exclusiva: material: U: art. 21 da CF (guerra, estado de sítio e defesa, emitir 
moeda): 
- indelegabilidade 
- demais entes não podem atuar em caso de omissão. 
 
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b) Privativa: legislativa: U: art. 22 da CF (direito civil, penal, processual, trabalho, 
licitação, desapropriação): 
- Se a União não edita lei para desapropriação não podem os demais entes suprir, 
sob pena de inconstitucionalidade. 
 
- Cabe delegação: 
1) expressa: Lei Complementar da União: Todos os Estados e DF: matérias 
específicas: art. 22, § único da CF (exemplo LC 103/2000: Estados e DF a legislar 
sobre piso salarial do trabalhador: art. 7º, V da CF) 
 
2) tácita: Quando União fixa normas gerais: E, DF e M: questões específicas (ex: 
Art. 22, XXVII da CF: licitação). 
 
c) Comum: material: U, E, DF e M: art. 23 da CF. (cuidar da saúde, dos direitos dos 
deficientes, meio ambiente, implementar política de segurança no trânsito): 
interesses difusos 
 
d) Concorrente: legislativa: U, E, DF: art. 24 da CF. (direito tributário, 
procedimentos processuais, previdência social, defesa da saúde). 
 
União: fixa regras gerais e regras específicas da União. (Se União fixar regras 
específicas de E e DF é inconstitucional). 
 
- Estados e DF: competência suplementar. 
- educação exemplo. 
- regra geral: hierarquia? 
- caso a União não edite norma geral: E e DF: competência legislativa plena não 
definitiva. 
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- Competência Concorrente: inexistindo lei federal: Estados exercem 
competência plena: artigo 24, § 3º e 4º da CF: 
 
- Lei Estadual - Lei Federal 1 - Lei Federal 2 (superveniência da lei federal 1 
suspende a eficácia da lei estadual no que contrariar a lei estadual e a lei federal 2 
revogando a lei federal 1: a lei estadual volta a ter eficácia). 
 
- Note! Se a lei federal editar normas específicas para a União não suspende a 
eficácia das normas gerais do Estado. (Ela só suspende a eficácia daquilo que for 
incompatível com a lei estadual). 
 
- Municípios: 
- Nos termos do artigo 30, I e II, não tem competência concorrente mas ele pode 
suplementar a legislação da União e mesmo sem a legislação da União pode tratar 
de assunto local. 
 
-Cespe/MPTCU/2004- Havendo competência concorrente para legislar sobre 
determinada matéria e não tendo sido editadas normas gerais pela União e pelo 
respectivo Estado, ao Município é vedado legislar sobre matéria, ainda que para 
atender a interesse local. (errado). 
 
Caso concreto: 
A cidade brasileira de Porumberá do Estado de Maueré faz divisa com a cidade de 
Cambraio del Sol, no Paraguai. Desta forma, Brasil e Paraguai, naquela localidade, 
têm como fronteira nacional apenas uma estrada que os separa. O prefeito de 
Porumberá, sabendo que muitos de seus munícipes trabalham na cidade vizinha, 
em solo paraguaio, a fim de facilitar a vida de seus naturais, entrou em contato com 
o prefeito de Cambraio del Sol para assinarem um acordo de cooperação para 
emissão de vistos de trabalho, o que facilitaria muito a vida dos brasileiros por lá 
empregados. O prefeito de Cambraio del Sol adorou a ideia e informou que além 
dele o próprio presidente do Paraguai viria à cidade para a cerimônia de assinatura 
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do referido acordo e fazia questão de assiná-lo também. O governador de Maueré, 
sabendo da iniciativa do prefeito brasileiro, informou que além de também estar 
presente à cerimônia e assinar o acordo, iria entrar em contato com a Presidência 
da República do Brasil e convidaria o Chefe do Executivo brasileiro para o evento e 
assinatura do documento. Contudo, ficou em dúvida se, ao convidar o chefe do 
Executivo, ele mesmo o governador, não seria ofuscado politicamente. Resolve 
então consultar a Procuradoria do Estado para resolver a questão. Você é o (a) 
Procurador Geral do Estado de Maueré. Como orientaria o governador neste caso? 
 
 
Leitura recomendada: 
 
Monografia apresentada pós graduação Latu Sensu na EMERJ VAZ MOMO, 
Alessandra Loio. UMA ANÁLISE CRÍTICA DO FEDERALISMO COOPERATIVO NO 
BRASIL (Graduada pela Faculdade de Direito da Universidade Estácio de Sá. 
Advogada.) Disponível em: 
http://www.emerj.tjrj.jus.br/paginas/trabalhos_conclusao/1semestre2013/trabalhos
_12013 /AlessandraLoioVazMono.pdf 
 
RIBEIRO, Ricardo Lodi. NEOTRIBUTAÇÃO OU JUSTIÇA DISTRIBUTIVA 
Disponível em: http://www.direitodoestado.com.br/colunistas/Ricardo-Lodi- 
Ribeiro/neotributacao-ou-justica-distributiva 
 
Plano de aula 4: Organização do Estado: Intervenção 
Federal. 
Resumo: 
- A regra é autonomia dos entes da federação e a intervenção é o oposto de 
autonomia e é a última alternativa para manter a integridade nacional e a ordem 
jurídica constitucional. 
- Intervenção pode ser:
 
a) Federal: União pode intervir nos Estados e em Municípios membros de 
Territórios. 
b) Estadual: Estados podem intervir nos Municípios situados em seu território. 
 
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-Requisitos: 
- Prazo certo. 
- Decretada nas hipóteses taxativas previstas na CF.
 
- É um ato político, depende de decreto do Chefe do Executivo. (Especifica a 
abrangência, a amplitude e o prazo da medida e justifica: nos limites 
constitucionais). 
- Note: A intervenção não flexibiliza os direitos fundamentais como o estado de sítio 
e o estado de defesa. (O estado democrático de direito é mantido em sua inteireza 
ocorrendo apenas uma limitação da autonomia do ente federativo). 
- A intervenção pode ser espontânea (ofício) ou provocada: 
A) Intervenção espontânea / de ofício: artigos 34, I, II, III e V: art. 36, § 1o da 
CF: 
1) Para a defesa da unidade nacional: I, II:
 
a) Manter a integridade nacional;
 
b) Repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da federação em outra; 
 
2) Para a defesa da ordem pública: III: 
a) Para por termo a grave comprometimento da ordem pública; 
 
3) Para a defesa das finanças: V: 
a) Suspender o pagamento de dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, 
salvo força maior; (dívida fundada é a contraída por prazo superior a 12 meses).
 
b) Deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas na CF, dentro dos 
prazos. (Art. 158 da CF: IR (100% de IR retidos na fonte pelos Municípios), IPVA 
(50% sobre os veículos licenciados em seu território) e ICMS (25% sobre operações 
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em seus municípios). 
- PR- Decreto- 24 horas - CN: aprova ou não aprova (decreto legislativo: 
controle político). 
Se o CN estiver em recesso será convocado extraordinariamente em 24 horas. 
 
B) Intervenção provocada:
 
1) artigos 34, IV: art. 36, I da CF: 
- IV: Garantir o livre exercício de qualquer dos poderes nas unidades da 
Federação. 
- Poderes coagidos ou ameaçados no exercício de suas funções. 
a) Poder Legislativo: AL/ Câmara Legislativa do DF: Solicita ao PR: 
discricionariedade. 
b) Poder Executivo: Governador: Solicita ao PR: discricionariedade. 
c) Poder Judiciário: TJ solicita ao STF e este se entender cabível requisita ao 
PR (obrigatoriedade). 
- PR: Decreto: 24 horas: CN: aprova ou não aprova (Legislativo/Executivo); 
No caso de requisição do Judiciário: não há controle político do CN e o decreto de 
intervenção limitar-se-á a suspender a execução do ato impugnado se a medida for 
suficiente (36, § 3o da CF). 
 
2) artigos 34, VI, 2a parte: art. 36, II da CF: 
- VI: Desobediência