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William Schutz

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William Schutz: O Processo Grupal e as Fases do Processo Grupal
	William Carl Schutz nasceu no dia 19 de Dezembro de 1925, na cidade de Chicago, em Illinois, EUA. Viveu grande parte da sua vida na Califórnia, numa região litorânea, mesmo lugar onde faleceu, no dia 9 de Novembro de 2002.
	Tendo sua formação em Psicologia, dedicou-se a estudar ciências humana em sua vida acadêmica e profissional, recebeu seu PhD em 1951, além de ter lecionado em renomadas universidades americanas. Serviu na Marinha Americana, de 1944 a 1946, e a partir de 1951 colaborou com o Laboratório de Investigação Naval de Washington DC com temas relacionados ao comportamento de pessoas em grupos.
	Em seus trabalhos pessoais, Schutz se dispôs a experimentar formas de autoconhecimento; ele compreendia a importância de conhecer-se ao máximo possível. Também, em sua teoria ele se apropriou de alguns aspectos da cultura oriental, buscando dar subsídios para que o indivíduo explore e desenvolva seu potencial humano.
	Entre 1967 e 1975, deixou sua carreira universitária para se tornar residente no Instituto de Esalen na Califórnia. Foi fundador e promotor do movimento Potencial Humano, em colaboração com Fritz Perls. Schutz também foi um grande colaborador de Lewin e desenvolveu a teoria da Dinâmica Grupal através de observação e experimentação, mostrando que esse processo tem um desenvolvimento natural, observável e previsível. Foi a partir da teoria das Necessidades Interpessoais que ele categorizou possíveis fases e fenômenos que ocorrem no processo grupal.
	Sua contribuição científica favoreceu determinados grupos a tornarem-se capazes de satisfazer necessidades pessoais e interpessoais desenvolvendo assim satisfatoriamente o potencial humano.
O desenvolvimento das práticas de intervenção grupal
	A expressão “dinâmica de grupo” nem sempre é tratada com cuidado. Caiu em descrédito devido à aplicação que, às vezes, é feita para se referir a atividades recreativas. 
	O termo dinâmica de grupo popularizou-se após a segunda guerra. É empregado de três formas diferentes mais conhecidas: numa concepção ideológica; conjunto de técnicas aplicadas a um grupo; e o estudo dos grupos e seu funcionamento.
	Uma das definições de dinâmica de grupo refere-se a um conjunto de técnicas, bem como o desempenho de papéis, discussões, feedbacks de processos coletivos entre outros. A preposição “de” propõe uma aplicação ampla em qualquer grupo, independente de sua finalidade, fornecendo à expressão “dinâmica de grupo” o sentido que pode ser aplicado a qualquer grupo a qualquer momento.
	É proposto então o uso da preposição “do(s)”. Considerar as dinâmicas dos grupos apenas como técnica, sem levar em consideração o método e a teoria dispensa-a de questões sociais e psicológicas mais amplas que de fato lhe dão sentido. A técnica é necessária, mas técnica sem método e teoria descontrói o sentido intelectual.

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