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Faculdade de Engenharia Departamento de Engenharia Elétrica Prof. Sergio Escalante, Dr. slescalante@ieee.org Sala: D‐5017 Conversão Eletromecânica de Energia II 1 – CONCEITOS 1.1‐ Lei de Faraday‐ Condutor em um campo magnético uniforme ‐ princípio gerador, regra da mão direita. 1.2‐ Condutor em um campo magnético conduzindo uma corrente, princípio motor, regra da mão esquerda. 2 ‐ MÁQUINAS DE CORRENTE CONTÍNUA 2.1 Circuitos magnético, enrolamento do campo, enrolamento do induzido, passos, enrolamento imbricado simples e múltiplo, enrolamento ondulado. 2.2 Escovas ‐ tipo de material, teoria dos arcos voltaicos, teoria da comutação, posição correta das escovas. interpolos. 2.3 Características do gerador ‐ Curva de saturação, variação de velocidade. Reação do induzido, condutores desmagnetizantes e transmagnetizantes. 2.4 Gerador paralelo‐ Resistência de campo, elevação da tensão, resistência crítica de campo. Equações, característica externa, regulação de tensão, influência da velocidade na regulação de tensão. Relação da característica externa x característica interna. 2.5 Gerador série ‐ característica externa, equações, comportamento de acordo com o tipo de operação. 2.6 Gerador composto‐ paralelo longo e curto. Variação da resistência de campo paralela, composto super, plano e baixo. Relação da característica externa x característica interna. 3‐ INTRODUÇÃO AO TRANSFORMADOR. 3.1 Construção, circuito magnético, tipos de núcleos, enrolamentos. 3.2 Circuito equivalente, diagrama fasorial. Determinação dos parâmetros, ensaios em curto e vazio, circuitos equivalentes simplificados. 3.3 Força eletromotriz induzida, regulação de tensão. Pré‐requisito: CEME ‐ I REVISAR MATERIAL DE CEME‐1 REVISAR MATERIAL DE CEME‐1 Pré‐requisito: Eletricidade II 1.CIRCUITOS ELÉTRICOS 1.1 Definições e Conceitos 1.2 Ligações do Circuitos 1.3 Parâmetros Elétricos 1.4 Energia, Potência, Corrente e Tensão 2.VALORES MÉDIO e EFICAZ 2.1 Introdução e Conceitos 2.2 Ondas Senoidais 2.3 Representação Fasorial 2.4 Valores Médio e Eficaz 3.IMPEDÂNCIA COMPLEXA E NOTAÇÃO DE FASORES 3.1 Introdução e Conceitos 3.2 Notação Polar e Cartesiana 3.3 Impedâncias Complexas 4.POTÊNCIA e ENERGIA 4.1 Introdução e Conceitos 4.2 Potência e Energia 4.3 Fator de Potência 5.ANÁLISE DE CIRCUITOS PELO MÉTODO DAS MALHAS E DO NÓS 5.1 Introdução e Conceitos 5.2 Leis de Kirchoff 5.3 Método das Malhas 5.4 Método dos Nós 6.NOÇÕES DE CIRCUITOS TRIFÁSICOS 6.1 Introdução e Conceitos 6.2 Tensão e Corrente em Circuitos Trifásicos 6.3 Circuitos Trifásicos 7.CIRCUITOS MAGNÉTICOS 7.1 Introdução e Conceitos 7.2 Campos Magnéticos 7.3 Parâmetros Magnéticos •Revisar as aulas de Eletricidade II Programa • 1‐ TRANSFORMADORES: P1 – Sistema PU. – Transformadores Monofásicos: – Regulação de tensão: circuito equivalente simplificado, diagramas fasoriais. – Rendimento: rendimento máximo e rendimento diário. – Polaridade. – Autotransformador. – Operação de transformadores em paralelo. – Transformadores trifásicos. Programa 2‐ MÁQUINAS SÍNCRONAS DE PÓLOS LISOS: P2 2.1 Construção, circuito magnético, enrolamento do campo. 2.2 FEM induzida, enrolamento do induzido (máquina trifásica) fator de passo, eliminação de harmônicos, fator de distribuição, melhoramento da forma de onda 2.3 Estudo do campo girante trifásico. Curva de saturação, Reação do induzido com cargas R‐L‐C 2.4 Determinação da impedância síncrona pelos métodos Pessimista e de Potier. 2.5 Regulação de tensão, diagramas fasoriais 2.6 Características das máquinas motrizes. 2.7 Máquinas síncronas em paralelo, variação da potência ativa, corrente de sincronismo, variação da potência reativa. 2.8 Estudo do ângulo de carga, potência máxima transmitida em função do ângulo de carga, funcionamento da máquina síncrona como gerador e como motor, diagramas fasoriais. 2.9 Motor síncrono, princípio de funcionamento, variação da carga mecânica, variação da excitação, diagramas fasoriais, curvas em V. 2.10 Partida do motor síncrono, sincronização. Programa • 3 ‐MÁQUINAS ASSÍNCRONAS: P3 – 3.1 Construção, circuito magnético. – 3.2 Princípio de funcionamento, espira fechada em um campo girante, velocidade e frequência do rotor. – 3.3 Circuito equivalente, diagrama fasorial, análise do diagrama fasorial. – 3.4 Potência no rotor, momento em função do deslizamento, momento de partida e máximo. – 3.5 Estudo do rotor, rotor bobinado, variação da resistência do rotor, classe dos motores de indução. – 3.6 Letra código, classe de isolamento. – 3.7 Motores de indução monofásicos, campo monofásico, criação do campo auxiliar na partida. – 3.8 Estudo dos principais motores monofásicos. – 3.9 Determinação dos parâmetros do motor de indução. – 3.10 Diagrama circular aplicado ao motor de indução. Bibliografia • Fundamentos de Máquinas Elétricas – Stephen J. Chapman • Máquinas Elétricas – A. E. Fitzgerald • Máquinas Elétricas e Transformadores ‐ Irving Kosow • Máquinas Elétricas ‐ Syed Nasar • Notas de aula, internet, apostilhas vários, etc.... Sistema de Avaliação • P1, P2 e P3 : Provas a serem aplicadas durante o período – Todas as provas são obrigatórias. • LAB: Média final de laboratório; • m1: média final 1 (Aprovação direta para m1 7) não 6,95 • PF: prova final (a matéria toda). • m2: média final 2 (Aprovação final para m2 5) não 4,95 • Prova de Reposição somente com atestado médico ! • 1 2 33 1 1 1 1 2 2 LAB m se m m Prova Fina 7 l ,0 m PF m se 3 5,0 APROVAD APROVADO 7,0 10 7 0 m 2 4, O P P P NAS PROVAS SERÁ PROIBIDO USO DE CALCULADORAS PROGRAMÁVEIS Ler as instruções de cada prova Como Reprovar CEME ‐ 2 • Não estudar • Faltar mais de 25% das aulas • Colar na prova • Estudar na véspera da prova • Não fazer os exercícios • Colar os exercícios de seu colega de aula • Não prestar atenção na aula e conversar com seu colega de aula • Mexer no celular durante a aula • Não anotar nada sobre a aula • Não pesquisar na internet sobre os temas dadas em aula • Manter ligado o celular durante as provas ...... • Dormir durante a aula. Como Aprovar CEME II • Estudar desde o primeiro dia de aula. • Estudar • .... • Estudar depois do termino de cada aula • .... • .... • SIM, É SÓ ESTUDAR. Revisão Corrente Alternada • Oscila entre valores máximos e mínimos • A expressão da força eletromotriz tem a forma: – Onde Vm :é a amplitude máxima, – :é a frequência angular [rad/s] • A expressão para a intensidade da corrente elétrica tem a mesma forma da força eletromotriz, – onde: Vm : é a amplitude máxima, – : é a frequência angular [rad/s] – : ângulo de fase, entre V e I. – O ângulo de fase entre 2 formas de onda de mesma frequência (defasagem) é a diferença angular num dado instante de tempo. .sen tmV V .sen( t )mI I Corrente Alternada • Frequência: A frequência (f [Hz]) é o número de ciclos por segundos – Um ciclo por segundo é igual a 1 hertz. • :é a frequência angular [rad/s] • Período:: O período (T [s]) é o intervalo de tempo para que um ciclo esteja completa – Quanto mais alta a frequência menor o período 2 f 1 2 T f T T T T Corrente Alternada • Valor pico: é o valor máximo Vm ou Im • Valor pico‐pico: (dobro do valor pico) • Valor médio: media aritmética sobre todos os valores numa onda senoidal para um meio ciclo. – No ciclo completo o valor é zero. • Valor eficaz ou rms (valor medio quadrático) é 0,707 (ൌ ଵ ଶ ൌ ଶ ଶ ) vezes o valor pico. Um ciclo é uma volta completa Fasores • Um fasor é um vetorgirante que pode ser representado como um número complexo que contem informações de amplitude e ângulo de fase de uma função senoidal • O comprimento da seta representa o módulo da tensão ou corrente alternada • O ângulo que a seta forma com o eixo horizontal indica o ângulo de fase • Escolha‐se uma forma de onda como referência • As próximas ondas são comparadas com a de referência através do ângulo entre as setas que representam os fasores. .. cos senz z zjx j y e j z Fasores • Um fasor é um vetor girante que pode ser representado como um número complexo que contem informações de amplitude e ângulo de fase de uma função senoidal • ( ) sen( t ) Vm mv t V V .. cos senz z zjx j y e j z Fasores – soma de duas ondas • Soma de duas ondas senoidais: 1 2(t) (t)T yyy Fasores – soma de duas ondas • Soma de duas ondas senoidais: 1 2(t) (t)T yyy sen( t )A A cos( t )A A 1sen( t 0) 1 0 1cos( t 0 ) 1 0 REVISÃO DE NÚMEROS COMPLEXOS Números complexos • Forma retangular: • Exemplo: • Número Complexo • Forma polar • Exemplos: • Conversão retangular e polar • Retangular para polar • Polar para retangular • Exemplos • Operações com números complexos • O símbolo j: • Complexo conjugado Também • Inverso ou reciproco Também: • Operações com números complexos • Se: – Adição – Subtração • Multiplicação Também: Polar • Divisão • Também: FIM REVISÃO NÚMEROS COMPLEXOS Impedância Resistiva, Reativa e Capacitiva • Potência Aparente senQ VI cosP VI Fator de Potência • Potência complexa: Fontes trifásicas Fontes trifásicas Carga trifásica Sistema Trifásico • Tornou‐se o mais conveniente por razões técnicas e econômicas: • Trifásico (3 fios, 3F) comparado a monofásico (2 fios, F+N): – Gerador e transformador de menor porte para a mesma potência • Custos de construção menores e melhor aproveitamento dos recursos. – Condutores menores para a mesma potência • Diminui os custos na instalação de 1 cabo adicional – No monofásico a potência instantânea cai a zero duas vezes por ciclo, no trifásico a potência trifásica nunca cai a zero e se mantém praticamente estável. • melhores características operacionais para motores trifásicos – Problemas em um condutor não interrompe o atendimento da carga como um todo • Uso de sistemas com maior número de fases não cobre os custos adicionais de transmissão (Nikola Tesla). Sistemas Polifásicos Simétricos • Sistema de tensões polifásico simétrico: 1 2 3 cos( t) 1cos( t 2 ) 2cos( t 2 ) 1cos( t 2 ) m m m n m v V v V n n v V n nv V n 1 2 3 1 2 3 cos( t) 13 cos( t 2 )3 2cos( t 2 )3 cos( t) cos( t 120) cos( t 240) m m m m m m v V v V v V v V v V v V : número de fases ( )n n sistema trifásico (3 ) Sistemas trifásico 1 2 3 cos( t) 3 cos( t 120) cos( t 240) m m m v V v V v V 3 enrolamentos (a‐a’, b‐b’, c‐c’) defasados 120 Um enrolamento (a‐a’) Sequências de fases Sequência positiva: ABC Sequência negativa: ACB ABC = BCA = CAB ACB = CBA = BAC Exemplo • Um sistema trifásico simétrico tem sequência de fase BAC e Vc igual a 220V com ângulo de fase de 40. Determine as tensões (módulo e ângulo) nas fases A e B. Sistema trifásico • Simétricos: – Tensões nos terminais dos geradores são senoidais – Tem o mesmo valor máximo – Estão defasadas de 120 (2/3 rad) • Assimétrico – Em forma geral, as tensões nos terminais dos geradores não atendem a pelo menos uma das condições acima (do simétrico) Linhas trifásicas • Equilibrada: constituída por 3 ou 4 fios (3f+N): – Impedância própria dos fios iguais entre si, – Impedância mútua entre os fios iguais entre si, – Impedância mútua entre os fios de fase e o de retorno (N) iguais. • Desequilibrada: – Em forma geral, onde não se verifica uma das relações acima (do equilibrado) Cargas trifásicas • Equilibrada: – Carga constituída por 3 elementos (impedância complexa) iguais ligados em estrela (Y) ou triângulo (delta). • Desequilibrada: – Carga na qual não se verifica a condição descrita acima Definições • Tensão de Fase (Vf) – Tensão entre condutor (ou terminal) fase e o neutro • Tensão de Linha (VL) – Tensão entre dois condutores (ou terminais) de fase. • Corrente de Fase (If) – Corrente que percorre cada um dos elementos do componente • Corrente que passa nas bobinas do gerador • Corrente que passa nas impedâncias da carga • Corrente de Linha (IL) – Corrente que percorre o condutor ou o terminal do componente, exceto o neutro Definições Circuito Y Soma vetorial 3L FV V A FV V A Fi i N A B Ci i i i AB LV V Digrama fasorial da ligação ‐ Y Se a carga é balanceada 0N A B Ci i i i 0N A B Ci i i i Se a carga é desbalanceada VA VB VC VAB VCA VBC A C BiB iC iA Circuito 3L Fi i F LV V A Li i AB F LV V V AB Fi i Digrama fasorial da ligação ‐ Y Se a carga é balanceada A B C Se a carga é desbalanceada A B C iABiBC VAB VCA VBC A C B iA iCA iC iB Relação entre valores de fase e linha ' 0 AN A BN B CN C NN I I I I I I I CNI BNI ANI BNV ANV ABV AB AN BN BC BN CN CA CN AN V V V V V V V V V 3 30 ANAB BC BN CA CN VV V V V V Exercício • Uma carga equilibrada ligada em estrela e alimentada por um sistema trifásico simétrico e equilibrado com sequencia de fase positiva. Sabendo que a tensão de fase (VBN) nos terminais da carga é igual a 220 48 V, determine: – (a) Todas as tensões de fase na carga; – (b) Todas as tensões de linha na carga. • Refaça o exemplo para sequencia de fase negativa. • Revisar ANEXO A “Sistemas Trifásicos” do livro Máquinas Elétricas do Fitzgerald ERROS COMUNS – CUIDADO • Esquecer os triângulos notáveis. • Esquecer operação com números complexos • Não saber calcular o fator de potência FP=cos() • Cálculo do triângulo de potências • Misturar valores reais com valores em p.u. • Esquecer o raiz de 3, nas equações trifásicas. • Cálculo das potências trifásicas • Somar as potências aparentes fasoriais como se aritméticas • Não saber os Ensaios para transformador, máquinas síncronas e máquinas assíncronas. (cálculo de parâmetros) SISTEMAS EM PU Sistemas Por Unidade (pu) • É uma forma de expressar as grandezas elétricas em um circuito de forma normalizada, com base em valores pré‐determinados. • Os cálculos relativos a máquinas, transformadores e sistemas de máquinas são frequentemente executadas em valores de por unidade ou pu. • O valor de por unidade são frações decimais dos chamados valores base adequadamente escolhidos. • Todos os cálculos usuais são executadas com valores por unidades ao invés dos familiares volt, ampères, ohms etc. • Um sistema elétrico descrito em pu é baseado em uma potência base (Sbase) e uma tensão base (Vbase). • Para uma grandeza G real (Greal) o valor em pu (Gpu) numa base Gbase obtém‐se então através da expressão Gpu = Greal/Gbase. Sistemapor unidade • Bases: O valor por unidade de qualquer grandeza é definido por: • Exemplos: • Grandeza real Grandeza por unidade = Valor base da grandeza real pu base GG G S V I Z ; ; ;real real real realpu pu pu pu base base base base S V I Z S V I Z Sistemas em pu ‐ Vantagens • O sistema pu permite que se tenha uma ideia clara das grandezas do sistema, como impedância, tensão, corrente, potência; – Normalmente os valores em pu de equipamentos semelhantes encontram‐se dentro de estreitas faixas, independente da potência do equipamento. • Exemplo: parâmetros de geradores – Já os valores ôhmicos variam muito de acordo com a potência. – Os valores de impedância, tensão, corrente do transformador são os mesmos não importando se estão referidos ao lado de alta ou baixa. • grande vantagem, porque o nível de tensão some e análise do sistemas de potência se resume a solução de circuito com impedâncias. Parâmetros da Máquina em p.u. Valores Base • Num sistema elétrico são utilizados o valor da potência trifásica e a tensão de linha como valores bases. • 2 3 3 3 base base base base base base base base base base SI V V V VZ S I I 2( ) pu pu pu pu pu pu pu pu pu S V I V Z I V Z S f fS V I 3 3 L LS V I 3 3S S f f S V I Valores Base 233 3 3 3 3 33 3 3 3 3 bb b b b base b bb b VS V V I Z S IV I f fS V I 3 3 L LS V I 3 3S S 2 2 3 3 : 3 3 ( 3 ) 3 3 b b b bb b b b b b b b b S S I I VV V V V Z S S I Y 3 3 3 2 3 : 3 3 3 3 3 3 3 b b b b b b bb b b b bb S S I I VV V V V Z S I I Δ 2 3 3 3 basebase base base base base base basebase base VS V VI Z S IV I 3 1b b b bZ Z V I 3 1 3 3b b bbZ Z V I Mudança de Base • Para potências: • Para resistências, reatâncias, impedâncias: • Para tensão: • Para corrente: 1 pu_base2 pu_base1 2 ( , , ) ( , , ) base base SP Q S P Q S S 2 1 2 pu_base2 pu_base1 2 2 1 ( , , ) ( , , ) base base base base V SR X Z R X Z V S 1 pu_base2 pu_base1 2 base base VV V V 2 1 pu_base2 pu_base1 1 2 base base base base V SI I V S Sistema por Unidade • A grandeza de base definida para todo o sistema de energia elétrica é a potência elétrica, S3base (geralmente 100 MVA): • A tensão base, base V , geralmente corresponde à tensão nominal do sistema na região de interesse: • Exemplo • A reatância transitória de um gerador de 50 MVA, 10 kV é x'=12%. As bases da rede são, na zona do gerador, Sb=100 MVA e Vb=11 kV. • Calcular o valor da reatância em p.u. nas bases da rede. Solução • Usando a expressão de mudança de base: 3 base 2 base 1 pu (base 2) pu (base 1) base 2 3 base 1 [ ]L L SV V S 2 Z Z Exemplo • A reatância série (ou tensão de curto‐circuito, vcc) de um transformador de 30 MVA, 60/16 kV, é xt = 8%. A base de potência da rede é Sb = 50 MVA, e as bases de tensão nas zonas do primário e secundário são, respectivamente, Vbp = 56,25 kV e Vbs = 15 kV. • Calcular o valor da reatância em p.u. nas bases da rede. Solução 3 base 2 base 1 pu (base 2) pu (base 1) base 2 3 base 1 [ ]L L SV V S 2 Z Z Exemplo • Uma fonte trifásica, 2400 V, sequência ABC, alimenta duas cargas conectadas em paralelo: – Carga 1: 300 kVA, fator de potência igual a 0,8 indutivo e – Carga 2: 144 kW, fator de potência igual a 0,6 capacitivo. • Se a fase A é utilizada como referência angular (ou seja o ângulo de fase de VAN é igual a zero), determinar: – a) O circuito equivalente por fase (diagrama de impedância). – b) As três correntes de linha das fases A, B e C. Solução Observar que quando se realiza análise por fase é melhor empregar o circuito equivalente em estrela; se a conexão do equipamento é em triângulo, pode‐se converter para o seu circuito equivalente em estrela. Exemplo • Do exemplo anterior, supor que a potência base S3 base é 300 kVA, determinar: – a) As bases do sistema por unidade. – b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade. – c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères. Solução • a) As bases do sistema por unidade. Solução • b) Desenhar o circuito equivalente por fase em valores por unidade. – De acordo com os valores obtidos no Exemplo anterior Solução • O circuito equivalente por fase em valores por unidade: • Solução • c) Determinar o fasor corrente da Fase A em valores por unidade e em ampères. – Do circuito ao lado: • Exercício • Do exemplo anterior, se o valor base S3 base é 1 MVA, quanto será a corrente em pu para a nova base? • p.u. em Sistema com transformadores • 1. Escolher uma potencia base para todo o sistema; • 2. Estabelecer os trechos delimitados pelos trafos; • 3. Escolher a tensão base para um determinado trecho; • 4. A partir desta tensão base calcular sequencialmente a tensão base dos trechos adjacentes respeitando‐se a relação de transformação do trafo de ligação dos trechos; • 5. Calcular a corrente e a impedância base de cada trecho; • 6. Calcular as impedâncias em PU dos componentes de rede; Zona 1 Zona 2 Zona 3 3base definidaV V 1 1:T Tp sV V2 2:T Tp sV V 1 2 3 1 T p base base T s V V V V 2 1 2 2 T p base base T s V V V V Exercício • Determinar as impedâncias do equivalente monofásico em ohms () e em p.u. do sistema da figura, adotando como base 69 kV e 100 MVA na linha de transmissão. – O gerador de 13,8 kV tem uma potência de 12 MVA e reatância transitória de 30%. – Os dois transformadores são idênticos com uma relação de 13,8 kV / 69 kV, potência de 15 MVA e reatância de dispersão de 7%. – A linha de transmissão tem 90 km de extensão, resistência ôhmica de 0,24 /km, reatância indutiva de 0,50 /km e reatância capacitiva de 300 k /km. – A carga do sistema é de 8,0 MW com um fator de potência de 0,92 em atraso com uma tensão de operação de 13,2 kV. • Determinar as impedâncias do sistema em pu da figura, empregando uma base de potência de 100 MVA e 13,2 kV no lado de baixa tensão dos transformadores • Considere que um dos transformadores esteja conectado no tap de 135 kV e o outro no tap nominal. • Os transformadores são de 25 MVA, 138 kV/ 13,8 kV, e cada um tem reatância de dispersão de 6,5 %. A fonte supridora tem uma reatância equivalente de 17%, na tensão de 132 kV e 200 MVA. A carga é de 30 MVA com fator de potência de 0,98 em atraso. Exercícios Exercício • A Figura mostra o diagrama unifilar de um sistema elétrico trifásico. • Considere que o comprimento da linha entre os dois transformadores é desprezível, que a capacidade do gerador 3φ é de 4160 kVA (2,4 kV e 1000 A), que este opera em condição nominal ( ܫܮ ൌ 1000 ܣ) alimentando uma carga puramente indutiva. A potência nominal do transformador trifásico T1 é 6000 kVA (2,4/24 kV Y/Y) com reatância de 0,04 pu. T2 tem capacidade nominal de 4000 kVA, sendo constituído por um banco de três transformadores monofásicos (24/12 kV Y/Y) com reatânciade 4% cada. Determinar: • a) A potência base. b) A tensão de linha base. c) A impedância base. d) A corrente base. e) Resumir valores base em uma tabela. f) Os valores das correntes em A. g) A corrente em pu. h) O novo valor das reatâncias dos transformadores considerando sua nova base. i) O valor pu das tensões das barras 1,2 e 4. j) A potência aparente nas barras 1, 2 e 4. Exercício • Passe a sistema em pu a figura seguinte: • Exercícios Exercícios Valores em pu • Os cálculos de circuitos que envolvem bancos trifásicos de transformadores em condições equilibradas podem ser feitos lidando com apenas um dos transformadores ou fases e verificando que as condições são as mesmas nas duas outras fases, exceto as defasagens presentes em um sistema trifásico. • Usualmente é conveniente realizar os cálculos com base em uma única fase (Y por fase, tensão de fase), porque então as impedâncias dos transformadores podem ser somadas diretamente em série com as impedâncias da linha de transmissão. As impedâncias da linha de transmissão podem ser referidas de um lado a outro do banco de transformadores, usando o quadrado da relação ideal das tensões de linha do banco. • Ao lidar com bancos Y ‐ ou ‐Y, todas as grandezas podem ser referidas ao lado conectado em Y. • Ao lidar com bancos ‐ em série com linhas de transmissão, é conveniente substituir as impedâncias conectadas em do transformador por impedâncias equivalentes conectadas em Y. – Pode‐se mostrar que um circuito equilibrado ligado em com Z /fase é equivalente a um circuito equilibrado ligado em Y com ZY/fase se 1 3YZ Z TRANSFORMADORES Transformador • O transformador é um componente de circuito constituído por duas bobinas acopladas magneticamente. • O transformador é um dispositivo que converte energia elétrica de um certo nível de tensão, em energia elétrica de outro nível de tensão, mediante a ação de um campo magnético. • É constituído por dois ou mais bobinas, pelo geral isoladas Eletricamente entre eles e enroladas ao redor de um mesmo núcleo de material ferromagnético(geralmente de elevada permeabilidade magnética). i Características construtivas • Enrolamento primário – bobina que recebe a tensão • Enrolamento secundário – Bobina que transforma a tensão de entrada • Eleva ou reduz • Núcleo Magnético (alta permeabilidade e baixa resistência) – A composição de um núcleo de um transformador depende de alguns fatores como: tensão, corrente e frequência. – Os custos de construção e limitações de tamanho são também fatores a serem considerados. – Geralmente os núcleos são construídos de ar, ferro, e aço. Cada um destes materiais é satisfatório para algumas aplicações e inadequado para outras. – Em sistemas de potência: Material ferromagnético Transformador Monofásico Núcleo envolvido bobina envolve o núcleo Núcleo envolvente núcleo envolve a bobina A montagem das lâminas é feita de forma alternada a proporciona maior resistência mecânica e a relutância magnética diminui. Transformador • Normalmente transformador de núcleo de ar são usados quando a fonte de tensão tiver uma frequência alta (acima de 20 kHz) • Transformadores de núcleo de ferro são normalmente usados quando a frequência da fonte for baixa (20 kHz ou menor) – O transformador de núcleo de ferro providencia melhor transferência de potência do que um de núcleo de ar. Tipos de Transformador • Transformador de potência • Transformador de medição • Transformador de sinal Transformador de Potência • Usados para fornecimento de energia • Tem dois ou mais enrolamentos enrolados sobre um núcleo de ferro laminado • O número de enrolamentos e de espiras por enrolamento depende da tensão que é aplicada (no primário) e fornecida (secundário) pelo transformador. Transformador de Potência www.macavi.net www.weg.com Transformador de medição • Transformadores de corrente • Transformadores de tensão • Utilizadas em eletrônica • Trabalham com frequências muito elevadas (muito mais de 60 Hz) • Tem características e aplicação específica Transformador de sinais • O enrolamento primário é conectado a uma fonte de tensão AC/ 60 hertz. • O campo magnético se expande e se contrai no primário. • A expansão e contração do campo magnético senoidal ao redor do primário, corta o secundário e induz uma tensão alternada senoidal. • Esta tensão causa um fluxo de corrente alternada que flui pela carga. • A tensão pode ser aumentada ou diminuída dependendo dos requisitos de projeto do primário e do secundário. Funcionamento • Da figura: – Onde: – 1: fluxo concatenado do enrolamento primário – : fluxo no núcleo enlaçando ambos os enrolamentos [weber] – N1: número de espiras do enrolamento primário • Também, da figura: – Onde: – R1: resistência do enrolamento primário • A forma de onda da tensão e do fluxo são aproximadamente senoidais: Condição sem carga 1 1 1 d de N dt dt 1 1 1v R i e Desprezando os efeitos do fluxo disperso do primário max sen( )t Condição sem carga • Tensão induzida: – max: valor máximo do fluxo – = 2f • A FEM (força eletromotriz) induzida está adiantada 90 em relação ao fluxo. • O valor eficaz da FEM induzida e1: 1 1 1 max cos( ) de N N t dt 1 1 max2E f N 1max 12 V f N max sen( )t max sen( )t • Relação: • Relação entre as tensão do primário e o secundário é igual à relação do número de espiras do primário e do secundário. • A conectar uma carga no secundário: aparece a corrente i2, • i2 gera uma (FMM), e devido ao circuito magnético (laço fechado no núcleo): – Efeito da corrente do secundário Supondo a resistência dos enrolamentos é desprezível; Todo o fluxo se encontra no núcleo (fluxo disperso = 0); e Permeabilidade do núcleo é muito alta isto é um transformador ideal • Potência no primário = Potência no secundário P1 = P2 . Efeito da corrente do secundário – : ângulo entre a tensão primária e a corrente primária – : ângulo entre a tensão primária e a corrente primária • Em um transformador ideal – P = S = (tem o mesmo fator de potência) – • Similar para a potência reativa: • Potência aparente: • Potência de um transformador ideal out incosP PP V I P out cos P P P P I t P V Vt I 1 2 1 SP S P IV V It N N S PV tV in outsen senP P S SQ V I V I Q in outP P S SS V I V I S O Transformador Ideal • A curva de magnetização B‐H do núcleo é linear • Núcleo com permeabilidade infinita • Enrolamento elétrico sem perdas (r = 0) • Perdas no ferro nulas • Não apresentam fluxo de dispersão Exemplo • Um sistema de potência monofásico mostrada na figura 2, a tensão do gerador 480 V, frequência 60 Hz, alimenta uma carga Zcarga=4+j3 por meio de uma linha de transmissão de impedância Zlinha=0,24+j0,18 . – Calcule as perdas da linha de transmissão – Calcule a corrente na carga. Solução linha linha 1 1 1 ; 10 10 10 S GP S P G I I IV I V I It Solução eqv linha carga linha 480 0 ' " (0,0024 0,0018) (4 3) 480 0 480 0 (0,003 36,87 ) (5 36,87 ) 5,003 36,87 90,566 36,87 9,0566 36,87 10 G G G G V VI Z Z Z j j I II I linha 9,06 36,87 AI Logo a perda na linha: 2linha (9,06) (0,24) 19,7WP Corrente na carga: carga carga linha linha 10 10 1 I II I carga linha carga 10 10 (9,06 36,87 ) 90,06 36,87 A I I I Exercício • Repetir o exemplo anterior, considerando a relação N1/N2 do transformação da geração (esquerda) igual a 1/20 e do transformador da carga (direita) igual a 40/1. Impedância refletida estão em fase Exemplo • No circuito: R2+jX2 = 1+j4 , está conectada em série com o secundário. A relação de espiras é N1/N2=5:1 – (a ) Desenhe um circuito equivalente cuja impedância em série esteja referida ao primário. – (b ) Para uma tensão de primário de 120 V e um curto circuito conectado entre os terminais A – B, calcule a corrente do primário e a corrente que flui no curto circuito. • • A impedância do secundário referida ao primário: • Solução 25 1 4 1 j 120 0,28 1,13 A 25 100 j j 1ˆ 1,164 76,08 AI 2ˆ 1,164 76,08 A 5,82 76, 85 0 AI Exercício • Repita a parte b) do exemplo anterior, considerando uma impedância em série R2+jX2 = 0,05+j0,97 e uma relação de espiras de 14:1 Transformador Real • Fluxo médio por espira: • Tensão induzida por espira: • Fluxo devido à tensão no primário vp(t): – Transformador real Transformador real : Fluxo primário médio total : Fluxo secundário médio total : Componente do Fluxo que concatena mutuamente as bobinas primárias e secundárias : Fluxo de dispersão primário : Fluxo de dis P S M DP DS persão secundário P M DP S M DS 1 1 1( ) ( ) ( ) ( ) P M DP P P P DP d d dv t N N N dt dt dt v t e t e t 2 2 2( ) ( ) ( ) ( ) S DSM S S S DS d ddv t N N N dt dt dt v t e t e t Transformador real 2 2( ) ( ) ( ) ( ) DSM S S S DS ddv t N N dt dt v t e t e t 1 1( ) ( ) ( ) ( ) M DP P P P DP d dv t N N dt dt v t e t e t 1 2 ( ) ( ) M P M S de t N dt de t N dt 1 2 ( ) 1 ( ) P S e t N e t N t Transformador Ideal ( ) 0 ( ) 0 DS DP e t e t Corrente de magnetização • iM: é a corrente necessária para produzir o fluxo no núcleo do transformador • 1 1 1 ( ) ( )PP P P dv t N v t dt dt N 2 2 1 ( ) ( )SS S S dv t N v t dt dt N ( ) cos( t)P mv t V 1 sen( t) [Wb]mP V N 1 1 1 cos( t) sen( t) [Wb]mP m VV dt N N Curva de magnetização ou curva de histerese típico de um transformador ,A.voltasF ,Wb Corrente de magnetização • 1. A corrente de magnetização no transformador não é senoidal. As componentes de frequência mais elevadas da corrente de magnetização são devido à saturação magnética do núcleo do transformador. • 2. Uma vez que o fluxo de pico tenha atingido o ponto de saturação do núcleo, um pequeno aumento no fluxo de pico exigirá um aumento muito grande na corrente de magnetização de pico. • 3. A componente fundamental da corrente de magnetização está atrasada em relação à tensão aplicada em 90°. • 4. As componentes de frequências mais elevadas da corrente de magnetização podem ser bem grandes quando comparadas com a componente fundamental. Em geral, quanto mais um transformador for colocado em saturação, maiores se tornarão as componentes harmônicas. 1 sen( t) [Wb]mP V N Devido à corrente magnetizante faz existir as perdas no núcleo do transformador: Perdas por histerese Perdas por magnetização NiF mi t ( )t( )pv t( ) ( )p t v t t Corrente de perda no núcleo • ih+p: corrente de perdas no núcleo (perdas de histerese e parasitas) – 1. A corrente de perdas no núcleo não é linear devido aos efeitos não lineares da histerese. – 2. A componente fundamental da corrente de perdas no núcleo está em fase com a tensão aplicada ao núcleo. • A corrente total sem carga no núcleo é denominada corrente de excitação do transformador: • corrente de excitação • A corrente total sem carga no núcleo é denominada corrente de excitação do transformador: • Em um transformador de potência bem projetado, a corrente de excitação é muito menor do que a corrente a plena carga do transformador. Equivalente – Transformador Real • Rp, Rs: resistências ôhmicas dos enrolamentos primário e secundário • Rc: resistência que representa as perdas por histerese e correntes parasitas no núcleo • Lm: indutância associada à magnetização do núcleo • Cp, Cs: capacitâncias dos circuitos primários e secundários • Cw: capacitância entre os enrolamentos primários e secundários. • O transformador por funcionar a frequência fundamental (60 Hz) as reatâncias para Cp, Cs e Cw não afetam consideravelmente as características do transformador. Transformador Real Polaridade do transformador • A polaridade é importante para garantir o correto sentido de corrente, ou seja, para que entre as outras bobinas (em um sistema trifásico) estejam no mesmo sentido. – Caso uma deles esteja invertida, o campo magnético irá se impor em sentido contrário, sendo assim as tensões ficarão desequilibradas. Polaridade • É a marcação existente nos terminais (dos enrolamentos) dos transformadores indicando o sentido da circulação de corrente em um determinado instante em consequência do sentido do fluxo produzido. • A marcação da polaridade dos terminais dos enrolamentos de um transformador monofásico, indica quais são os terminais positivos e negativos em um determinado instante, isto é, a relação entre os sentidos momentâneos das forças eletromotrizes (fem) nos enrolamentos primário e secundário. – É a defasagem existente entre as tensões induzidas no primário e no secundário de um transformador monofásico. – Se os sentidos destas tensões forem iguais, diz‐se que o transformador possui polaridade subtrativa; caso sejam contrárias, a polaridade é aditiva. • A polaridade depende do sentido dos enrolamentos das bobinas e das ligações internas das mesmas. Polaridade Bobinas no Sentido Concordante (Polaridade Subtrativa) Bobinas no Sentido Discordante (Polaridade Aditiva) A ABNT estabelece que os transformadores construídos no Brasil sejam de polaridade subtrativa. i1 L1 L2 i2 M i1 L1 L2 i2 M Convenção dos pontos • O acoplamento magnético, das bobinas de um transformador, podem ser concordantes ou discordantes. – Esta concordância é indicada mediante pontos colocados num dos extremos das bobinas. – É o sinal da indutância mútua: M Convenção dos pontos • Acoplamento positivo ou concordantes: Se os sentidos das correntes nas duas bobinas forem positivos do ponto para a outra extremidade (ou então da outra extremidade para o ponto) +M – (fluxos magnéticos gerados no núcleo comum serão concordantes.) • Acoplamento negativo ou discordantes: se os sentidos das correntes forem contrários entre si, tendo sempre como referência a extremidade onde se localiza o ponto. ‐M – (Fluxos magnéticos gerados são discordantes, subtraem‐ se no núcleo) Convenção dos pontos i1 L1 L2 i2 M i1 L1 L2 i2 M i1 L1 L2 i2 M i1 L1 L2 i2 M M(+) M(+) M(‐) M(‐) 2 2 2 1 1 1ML N L N kL L k: Coeficiente de acoplamento magnético Exercício • Encontre os pontos de polaridade • Identificar os terminais do transformador: – Exemplo: Alta tensão/baixa tensão • Marcar os terminais de alta tensão como H1 e H2. • Marcar os terminais de baixa tensão como x1 e x2. • Aplicar tensão na ordem de10% do valor da tensão nominal no lado de alta tensão (V1) • Com o voltímetro medir a tensão V2, comprovando a relação de transformação (V2 = V1(N2/N1)) Teste de Polaridade – Experimental H1 H2 x1 x2 i1 N1 N2 i2 M H1 H2 x1 x2 + _ V • Unir o terminal H2 a um terminal de baixa tensão (x1 ou x2) unamos H2 e x2 – Coloquemos o ponto em H1. • Medir a tensão entre os terminais H1 e o terminal livre (x2 ou x1) de baixa tensão. neste caso x1 – Se V = V1 + V2 ou Vmedido > Ventrada1: bobinas em série aditiva: • H2 e x2 terão polaridade diferentes – Se V = V1 – V2 ou Vmedido < Ventrada1 : bobinas em série subtrativa: • H1 e x1 terão polaridade iguais • Teste de Polaridade – Experimental i1 N1 N2 i2H1 H2 x1 x2 + _ + _ V2V1 V • Unir o terminal H2 a um terminal de baixa tensão (x1 ou x2) unamos H2 e x1 – Coloquemos o ponto em H1. • Medir a tensão entre os terminais H1 e o terminal livre (x2 ou x1) de baixa tensão. neste caso x2 – Se V = V1 + V2 ou Vmedido > Ventrada1: bobinas em série aditiva: • H2 e x1 polaridade diferentes – Se V = V1 – V2 ou Vmedido < Ventrada1 : bobinas em série subtrativa: • H1 e x2 polaridade iguais • Teste de Polaridade – Experimental i1 N1 N2 i2H1 H2 x1 x2 + _ + _ V2V1 V CIRCUITO EQUIVALENTE Circuito equivalente do Transformador • Qualquer modelo deve levar em consideração as perdas que ocorrem nos transformadores reais. • 1. Perdas no cobre (I2R). As perdas no cobre são as perdas devido ao aquecimento resistivo nos enrolamentos primário e secundário do transformador. Elas são proporcionais ao quadrado da corrente nos enrolamentos. • 2. Perdas por corrente parasita. As perdas por corrente parasita são perdas devidas ao aquecimento resistivo no núcleo do transformador. Elas são proporcionais ao quadrado da tensão aplicada ao transformador. • 3. Perdas por histerese. As perdas por histerese estão associadas à alteração da configuração dos domínios magnéticos no núcleo durante cada semiciclo. Elas são uma função não linear, complexa, da tensão aplicada ao transformador. • 4. Fluxo de dispersão. Os fluxos DP e DS que escapam do núcleo e passam através de apenas um dos enrolamentos do transformador são fluxos de dispersão. Esses fluxos que se dispersaram produzem uma indutância de dispersão nas bobinas primária e secundária. Equivalente – Transformador Real Equivalente – Transformador Real • Referido ao Primário: • Referido ao Secundário: 1 2 1 2 1 2 2 1 2 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 ' ; ' ' ' ' N N N N N L LN N NI I V V N N X X R R R R 2 1 2 1 2 1 2 1 1 2 1 1 1 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 ' ; ' ' ' ' ' N N N N N n nN N m mN N NI I V V N N X X R R R R X X Exemplo • Um transformador de 50kVA e 2400:240 V, cujos parâmetros: Z1=0,72+j0,92, e Z2 = 0,0070+j0,0090, a impedância Z do ramo em derivação (igual à impedância de Rn e jXm em paralelo),responsável pela corrente de excitação, é 6,32+j43,7 quando vista do lado de baixa tensão. Desenhe o circuito equivalente – referido ao lado de alta tensão, – referido ao lado de baixa tensão 1 2 2400 10 240 p s s p V I N V I N Solução • Referido no lado de alta tensão: 2400 V • Referido no lado de baixa tensão: 240 V 1 2 1 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 ' ' ' N N N N N L LN X X R R R R 2 1 2 1 2 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 ' ' ' ' N N N N N n nN N m mN X X R R R R X X Equivalente – desprezando Z • Referido ao Primário: 1 1 2 2 1 2 2 1 1 2 2 2 1 2 2 2 2 2 2 2 2 ; ' ' ' ' N N N N N L LN N NI I V V N N X X R R R R Circuitos equivalentes de um transformador • Os modelos de transformador mostrados são frequentemente mais complexos do que o necessário para obter resultados satisfatórios em aplicações práticas em engenharia. Circuitos equivalentes de um transformador 1 2 SP S P IV N a V I N 2 2;eqP P S eqP P SR R a R X X a X 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X Parâmetros do transformador • Ensaio do Transformador a Vazio ou Teste do Circuito Aberto (open circuit) – Um enrolamento do transformador é deixado em circuito aberto e o outro enrolamento é conectado à tensão nominal de plena carga. Acostuma‐se conectar a tensão nominal a plena carga nos terminais de baixa tensão. – Para um transformador de 220:4400 V, costuma‐se conectar uma fonte com valor nominal nos terminais de 220V (Vnominal =220V), e deixar aberto os outros terminais do transformador, a de 4400V . • Recomendável que as medições sejam feitas no lado de baixa tensão Parâmetros do transformador Ensaio do Transformador a Vazio ou Teste do Circuito Aberto (open circuit) Recomendável que as medições sejam feitas no lado de baixa tensão Parâmetros do transformador Recomendável que as medições sejam feitas no lado de baixa tensão Parâmetros do transformador • Ensaio ou Teste do Transformador em Curto‐Circuito (Short‐circuit) – Os terminais de baixa tensão do transformador são colocados em curto circuito, e os terminais de alta tensão são ligados a uma fonte de tensão variável. – Para um transformador de 220:4400 V, é curto circuitado os terminais de 220 V e se conecta uma fonte variável, iniciando de zero, nos terminais de 4400 V. – Vai‐se aumentando a tensão de apouco até atingir uma corrente nominal nos terminais de 220 V. • Recomendável que as medidas sejam feitas no lado de alta tensão Parâmetros do transformador Ensaio ou Teste do Transformador em Curto‐Circuito (Short‐circuit) 1 2 sP S p iV N V i N Recomendável que as medidas sejam feitas no lado de alta tensão Parâmetros do transformador • Impedância série: • 1 1 2 2 2 2( ( ) ) j( ( ) ) SE eq eq N N P S P SN N Z R jX R R X X 2 2 2 ( ) SC eq SC eq SE eq PR I X Z R Recomendável que as medidas sejam feitas no lado de alta tensão Exemplo • Um transformador de 15kVA e 2300/230 V deve ser testado para determinar os componentes do ramo de excitação, as impedâncias em série e a sua regulação de tensão. A tabela mostra os valores de ensaios obtidos no transformador. – a) Encontre o circuito equivalente referido ao lado de alta tensão – b) Encontre o circuito equivalente referido ao lado de baixa tensão • Vvz 230 V Vcc 47 V Ivz 2,1 A Icc 6,0 A Pvz 50 W Pcc 160 W Ensaio a vazio (VZ) (lado de baixa tensão) Ensaio de curto‐circuito (CC) (lado de alta tensão) Solução • Da relação de transformação: • Ensaio a vazio: • 1 2 2300 10 230 SP P S P S IV N Va a V I N V acos( )vzvz vz vz P V I vz E vz vz IY V 1 1 0,000954 0,00908E n m Y j j R X A V WvzI vzV vzP50W acos( ) 84 (230V) (2,1A)vz 2,1A 84 0,00913 84 230VE Y 2 2 E n m a aY j R X 210 0,000954 105 kn n R R 210 0,00908 11 km m X X 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X Excitação Referido ao secundário Solução • Da relação detransformação: • Ensaio a curto circuito: • 1 2 2300 10 230 SP P S P S IV N Va a V I N V acos( )cccc cc cc P V I cc SE cc cc VZ I 2 2;eqP P S eqP P SR R a R X X a X A V WccI ccV ccP160W acos( ) 55,4 (47V) (6A)cc 47V 55,4 7,833 55,4 6ASE Z SE eqP eqPZ R jX 4,45 6,45SE eqP eqPZ R jX j 2 2 4,45 6,45eqP eqPeqS eqS R X R jX j j a a 0,0445 0,0645eqS eqSR jX j Exemplo 1 Exemplo 2 • Considere um transformador monofásico, de 10 kVA, 2200/220 V, 60 Hz, onde foram efetuados os ensaios de CA e de CC. Os resultados dos ensaios estão mostrados na tabela. As medições do ensaio CA foram efetuadas no lado de baixa tensão (220 V) e as do ensaio CC no lado de alta tensão (2.220 V). Determinar o circuito equivalente deste transformador. • Regulação de Tensão • Como um transformador real tem impedância em série em seu interior, a tensão de saída variará com a carga, mesmo que a tensão de entrada permaneça constante. • Para comparar os transformadores, costuma‐se definir a grandeza de Regulação de Tensão (RT): ,vz ,pc ,pc 100%S S S V V RT V 1 2 sP S p iV N a V i N 2 1 ,pc ,pc ( ) 100% N P SN S V V RT V , ,pc,pu ,pc,pu 100% P pu S S V V RT V É uma boa prática ter uma regulação de tensão tão baixa quanto possível. Para transformador ideal: RT = 0% Diagrama fasorial de um transformador P S eqS S eqS S V V R I jX I a 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I Transformador operando com fator de potência atrasado (carga indutiva) 1 2 SP S P IV N a V I N Diagrama fasorial de um transformador P S eqS S eqS S V V R I jX I a 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I Transformador operando com fator de potência unitário (carga resistiva) 1 2 SP S P IV N a V I N ( )P S eqS eqS S V V R jX I a Diagrama fasorial de um transformador P S eqS S eqS S V V R I jX I a 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I Transformador operando com fator de potência adiantada (carga capacitiva) 1 2 SP S P IV N a V I N • Eficiência: • Operando com uma carga: • Perdas no Cobre: I2R – Representadas pela resistência em série no circuito equivalente • Perdas por histerese – Incluída no resistor Rn • Perdas por correntes parasitas – Incluídas no resistor Rn Rendimento de um transformador 100%saída entrada P P 100%saída saída perdas P P P cos( )saída S S SP V I cos( ) 100% cos( ) S S S Cu núcleo S S S V I P P V I Exemplo • Um transformador de 15kVA e 2300/230 V deve ser testado para determinar os componentes do ramo de excitação, as impedâncias em série e a sua regulação de tensão. A tabela mostra os valores de ensaios obtidos no transformador. – a) Encontre o circuito equivalente referido ao lado de alta tensão – b) Encontre o circuito equivalente referido ao lado de baixa tensão – c) Calcule a regulação de tensão a plena carga para fator de potência (FP) de 0,8 atrasado, o FP=1,0 e FP = 0,8 adiantado – d) Qual é a eficiência do transformador a plena carga para um FP=0,8 atrasado. • Vvz 230 V Vcc 47 V Ivz 2,1 A Icc 6,0 A Pvz 50 W Pcc 160 W Ensaio a vazio (VZ) (lado de baixa tensão) Ensaio de curto‐circuito (CC) (lado de alta tensão) Solução • Da relação de transformação: • Ensaio a vazio: • 1 2 2300 10 230 SP P S P S IV N Va a V I N V acos( )vzvz vz vz P V I vz E vz vz IY V 2 2 0,000954 0,00908E n m a aY j j R X A V WvzI vzV vzP50W acos( ) 84 (230V) (2,1A)vz 2,1A 84 0,00913 84 230VE Y 2 2 E n m a aY j R X 210 0,000954 105 kn n R R 210 0,00908 11 km m X X 2 2;eqS P S eqP P SR R a R X X a X Excitação Referido ao secundário Solução • Da relação de transformação: • Ensaio a curto circuito: • 1 2 2300 10 230 SP P S P S IV N Va a V I N V acos( )cccc cc cc P V I cc SE cc cc VZ I 2 2;eqP P S eqP P SR R a R X X a X A V WccI ccV ccP160W acos( ) 55,4 (47V) (6A)cc 47V 55,4 7,833 55,4 6ASE Z SE eqP eqPZ R jX 4,45 6,45SE eqP eqPZ R jX j 2 2 4,45 6,45eqP eqPeqS eqS R X R jX j j a a 0,0445 0,0645eqS eqSR jX j Solução • A corrente a plena carga no lado secundário: • Com carga de FP=0,8 atrasado FP=cos() = acos(0,8) = 36,9 • Logo: • nominal S,nominal S,nominal 15000 65,2A 230 SI V P S eqS S eqS S V V R I jX I a 1 2 SP S P IV N a V I N 65,2 36,9SI 230 0 (0,0445) (0,0645) (65,2 36,9)PV j a 230 0 5,11 18,5 234,85 0,40P V a A regulação de tensão: ,pc ,pc 100%P S S V a V RT V 234,85 230 100% 2,1% 230 RT ,vz ,pc ,pc 100%S S S V V RT V Solução • Com carga de FP=1,0 FP=cos() = 0 • Logo: • Com carga de FP=0,8 adiantado FP=cos() = acos(0,8) = ‐36,9 • P S eqS S eqS S V V R I jX I a 230 0 (0,0445) (0,0645) (65,2 0)PV j a 230 0 5,11 55,40 232,94 1,03P V a A regulação de tensão: ,pc ,pc 100%P S S V a V RT V 232,94 230 100% 1,28% 230 RT 65,2 0SI 65,2 36,9SI 230 0 5,11 92,30 229,85 1,27P V a A regulação de tensão: 229,85 230 100% 0,062% 230 RT SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I 234,90,4 2300 65,2‐36,9 2,9‐36,9 4,2153,1 SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I 4,2190 2,9065,20 2300 232,91,04 SI SV PV a eqS SjX I eqS SR I 229,81,27 2300 65,236,9 2,936,9 4,21126,9 Diagramas fasoriais: FP = 0,8 atrasado FP = 1,0 FP = 0,8 adiantado Solução ‐ Eficiência • Calculemos as perdas: – Perdas no cobre: – Perdas no núcleo: • Potência de saída do transformador: • Eficiência: • 2 2 Cu (I ) (65,2) (0,0445) 189WS eqSP R 2 2 n 2 ( ) (234,85) 52,5W 105000/100 S n VP R a saída cos (230)(65,2)cos(36,9) 12000WS SP V I cos( ) 12000 100% 100% 98,03% cos( ) 189 52,5 12000 S S S Cu núcleo S S S V I P P V I Rendimento diário de um transformador • Eficiência energética de um transformador: – EXEMPLO: Um transformador de 100 kVA, 4.400/380 V, 60 Hz, tem perdas no núcleo iguais a 1.200 W e perdas no cobre iguais a 1.000 W quando opera em plena carga. O ciclo de carga do transformador é dado pela tabela. Calcule a eficiência energética do transformador. • 24 24 Energia de saída 100% Energia de entrada durante h E durante h Solução • Calculando a energia em valores pu: – Usando a potência base do transformador: 100 kVA; – cosP S S FP , 0 10 0,5 5 0,64 5 0,90 2 1,10 2 9,8 .saída puE h h h h h puh 1 2 3 4 5 0%(100kVA) 0kVA 50%(100kVA) 50kVA 80%(100kVA) 80kVA 100%(100kVA) 100kVA 110%(100kVA) 110kVA S S S S S 1 1 1 1 2 2 2 2 3 3 3 3 4 4 4 4 5 5 5 5 0kW 0 50kVA 1,0 50kW 0,50 80kVA 0,8 64kW 0,64 100kVA 0,9 90kW 0,90 110kVA 1,0 110kW 1,10 pu pu pu pu pu P S FP P P S FP P P S FP P P S FP P P S FP P Solução • Perdas no núcleo: • Perdas no cobre: – Agora: • Energia das perdas é = (Perdas)(tempo) – OBS: a variação da carga é proporcional à variação da corrente, então para 50% de carga se tem 50 % de corrente nominal. Então perdas no cobre: • 2 2 , 1 , do valor nominal 0,010 Cu Cu pu pu pu pu pu P R I P R I I pu R , 1200 1200W 0,012 100000 n n n pu base PP P S , 1000 1000W 0,010 100000 Cu Cu Cu pu base PP P S 2 2 1, 1 1, 1 1Cu pu pu pu Cu pu pu puP R I E R I t 2 2 2 2 2 , 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5( )Cu pu pu pu pu pu pu puE R I t I t I t I t I t Solução • Energia das perdas é = (Perdas)(tempo) – OBS: a variação da carga é proporcional à variação da corrente, então para 50% de carga se tem 50 % de corrente nominal. Então perdas no cobre: • Logo a eficiência diária: • 2 2 2 2 2 , 1 1 2 2 3 3 4 4 5 5( )Cu pu pu pu pu pu pu puE R I t I t I t I t I t 2 2 2 2 2 , 0,010 (0 10 0,5 5 0,8 5 1,0 2 1,1 2) 0,0887Cu puE , , , (24) 0,0887 0,012 24 0,3767 .perdas pu Cu pu n puE E P puh 9,8 pu.h 100% 96,3% 9,8 0,3767 pu.hE AUTOTRANSFORMADOR Autotransformador • O secundário de um autotransformador (ou o seu lado de baixa tensão) é tirado de uma derivação do enrolamento principal (ou primário). • B C A C SE V V V V V B C SE A SE I I I I I Lado AltaLado Baixa Relação de transformação: Alta A Baixa B V V V V ;C C SESE C B C SE SE C V N NV V V V V N N C SEA B C N NV V N C C SE SE SE C V N I V N I Autotransformador B C A C SE V V V V V B C SE A SE I I I I I Lado AltaLado Baixa Relação de transformação: Alta A B Baixa B A V V I V V I C SEB A C N NI I N B C SE A SE I I I I I ;C SE SEC SE A SE SE C C I N NI I I I I N N SE SE C B A A A C C N N NI I I I N N C C SE SE SE C V N I V N I Autotransformador ELEVADOR REDUTOR A SE B SE C I I I I I Vantagem da potência aparente • Potência aparente de entrada e saída: • Potência nos enrolamentos: • Da relação de transformação: – entrada B BS V I ( )C C C SE SEENR ENR EN B B C B B S AB E R S V I V I S I I S I I V V V VI C SEB A C N NI I N B B C B SE EN C R B NS I IV V N N _ SE SE SE C B B SE AE R C N S T E N N S S N N N I N V _ ENR S T S E E C E A SN N S S N _entrada saída SE ATS S S saída A AIS V A B SE C CV V V V V SEB A C SEI I I I I (1 ) NC ENR B N NSEB C S IV Vantagem da potência aparente – SSE_AT é a potência aparente que entra no primário do autotransformador – SENR é potência aparente que realmente passa através do transformador • EXEMPLO: Um autotransformador de 5000 kVA que liga‐se um sistema de 138 kV teria uma relação de espiras: NC/NSE de 110:28. – Realmente o autotransformador teria uma especificação nominal nos enrolamentos de: – SE_AT 28 (5000kVA) 1015kVA 28 110EN SE SE R C N S S N N SE_AT SE C ENR SE S N N S N Autotransformador: especificação nominal: 5000kVA Transformador normal: 1015 kVA Exemplo • Um transformador de 100 VA e 120/12 V deve ser conectado de forma que opere como um autotransformador elevador. – Qual é a tensão secundária do transformador – Qual é a máxima especificação nominal de VA nesse modo de operação – Calcule qual é a vantagem de potência aparente nominal dessa conexão como autotransformador sobre a potência aparente nominal do transformador quando está operando de forma convencional em 120/12 V 120 10 12 C C SE SE V N V N Solução • O transformador é usado como um autotransformador elevador. – Tensão no secundário: • Especificação nominal do Transf.: 100 VA • No autotransformador: – 120 10 12 C C SE SE V N V N C SEA B C N NV V N 120 12 120 132V 120A V max ,max12V SSE SE SEV V I max ,max S 100 8,33A 12SE SE I V S (132)(8,33) 1100VA Ssaída A A entradaV I Solução • Vantagem da potência aparente nominal do autotransformador elevador. • Especificação nominal do transformador: 100 VA que é a potência do enrolamento – Pot. aparente nominal é aumentada 11 vezes. S 100VAENR SE_AT SE C ENR SE S N N S N S 1100VAES SE_AT 1100 11 100ENR S S SE_AT 12 120 11 12 SE C ENR SE S N N S N Autotransformador • Transformador isolado ligado como autotransformador elevador usando polaridade aditiva: a) Ligação como autotrans‐ formador elevador usando polaridade aditiva b) Tensões produzidas por polaridade aditiva c) Redesenho da figura com ponto comum inferior, mostra relação de corrente Autotransformador • Transformador isolado ligado como autotransformador abaixador usando polaridade subtrativa: Rendimento do Autotransformador • O autotransformador transfere parte dos seus kVA por condução. • Autotransformador é menor que um transformador convencional isolado (para os mesmos kVA) • Perdas no núcleo são significativamente menores: rendimento alto • Possui um enrolamento • Corrente que circula no enrolamento comum é a diferença entre as correntes primária e secundária. Rendimento do Autotransformador • Rendimento varia com a relação de transformação – Mais alto quando a relação de transformação se aproxima da unidade. – Toda a energia é transferida condutivamente e a corrente no transformador é muito pequena. • Quando a=5/4 apenas 1/5 do enrolamento total do transformador conduz corrente primária (10 A), e 4/5 do enrolamento conduzem 2,5 A Autotransformador • O uso de autotransformadores no sistema de distribuição não é adequado • Supondo o caso da figura, onde haja uma falha nos terminais (ponto b) a carga que deveria receber 230 V agora estaria recebendo 23000 V. • Conexão de Transformadores • Seja o transformador ao lado com 8 terminais, 4 de alta (H1,H2,H3,J4) e 4 de baixa (x1,x2,x3,x4): podem‐se obter as seguintes configurações: • As bobinas que tem a MESMA tensão e polaridade são postas em paralelo Conexão de Transformadores • Obs: para conectar transformadores em paralelo, devem ser de iguais tensões ou ter a mesma relação de transformação. As bobinas de polaridade opostas são ligadas juntas para transformadores em série Ligando bobinas de diferentes tensões • Diferentes tensões produzidas por transformação direta ou combinações utilizando polaridade aditiva: – 120 V/115, 110, 95, 90, 75, 65, 60, 55, 50, 40, 25, 20, 5 V • Tensões produzidas por ligação utilizando polaridade subtrativas: – 120 V/ 105, 85, 70, 35, 30, 15, 10 V • TRANSFORMADOR TRIFÁSICO Transformador Trifásicos • O transformador trifásico é, basicamente, a conexão de três transformadores monofásicos. Emalgumas aplicações é usado apenas um circuito magnético. • Em outras, o transformador trifásico é composto por três transformadores monofásicos separados. Transformador trifásico • Os transformadores para circuitos 3 pedem construir‐se: – Com três transformadores monofásicos e conectando‐os num grupo trifásico. – fazendo um transformador trifásico que consiste em três bobinas enrolados sobre um núcleo comum. Conexão Y ‐ Y Primário Secundário Secundário Primário Transformador trifásico Y ‐ Y ‐ Conexões trifásicas • Um transformador trifásico consta de três transformadores monofásicos • separados ou combinados sobre um núcleo. • os primários e os secundários de qualquer transformador trifásico podem se conectar independentemente em estrela ( ) ou em delta ( ). • Isto da lugar a quatro conexões possíveis para um transformador trifásico. – Conexão estrela( )‐ estrela( ) – Conexão estrela( )‐ delta( ) – Conexão delta( )‐ estrela( ) – Conexão delta( )‐ delta( ) Conexão estrela ( )‐ estrela( ) • Numa conexão de Y‐Y, a tensão principal de cada fase é expressa por: • A tensão da primeira fase está ligado à segunda fase de tensão pela relação de espiras do transformador. • A tensão de fase secundária tem relação com a tensão de linha no secundário por: • Portanto, o ração de transformador de tensão é: • 3 LP FP VV 3LS FSV V 3 3 LP FP LS FS V V a V V Conexão estrela ( )‐ estrela( ) FP FS V a V 3LP FPV V LS FSV V 3 3LP FP LS FS V V a V V A B C a c b Esta conexão, faz que a tensão no secundário fique adiantada em 30 com relação ao primário. Conexão delta () ‐ estrela () 3LS FSV V LP FPV V 3 3 LP FP LS FS V V a V V A conexão da figura, faz que a tensão no secundário fique atrasado em 30 com relação ao primário. A B C a c b b c • conexão muitas vezes usado para alimentar sistemas de iluminação monofásica e carga trifásica simultaneamente – vantagem de ligar os enrolamentos primário e secundário, sem desfasamento – não tem problema com cargas desequilibradas e harmônicas. • Podem circular correntes altas a menos que todos os transformadores sejam conectados com o mesmo tap de regulação e ter a mesma relação de tensão. Conexão delta () ‐ delta () LS FSV VLP FPV V LP FP LS FS V V a V V 1 2N N a Valores em pu • Os cálculos de circuitos que envolvem bancos trifásicos de transformadores em condições equilibradas podem ser feitos lidando com apenas um dos transformadores ou fases e verificando que as condições são as mesmas nas duas outras fases, exceto as defasagens presentes em um sistema trifásico. • Usualmente é conveniente realizar os cálculos com base em uma única fase (Y por fase, tensão de fase), porque então as impedâncias dos transformadores podem ser somadas diretamente em série com as impedâncias da linha de transmissão. As impedâncias da linha de transmissão podem ser referidas de um lado a outro do banco de transformadores, usando o quadrado da relação ideal das tensões de linha do banco. • Ao lidar com bancos Y ‐ ou ‐Y, todas as grandezas podem ser referidas ao lado conectado em Y. • Ao lidar com bancos ‐ em série com linhas de transmissão, é conveniente substituir as impedâncias conectadas em do transformador por impedâncias equivalentes conectadas em Y. – Pode‐se mostrar que um circuito equilibrado ligado em com Z /fase é equivalente a um circuito equilibrado ligado em Y com ZY/fase se 1 3YZ Z Exemplo Exemplo Exemplo • Uma fabrica drena 100 A com FP = 0,7 em atraso, do secundário de um banco de transformadores de distribuição de 60 kVA, 2300/230 ligada em ‐ . Calcule: – a) Potência real consumida em kW e a potência aparente em kVA. – b) as correntes secundárias nominais de fase e de linha do banco de transformadores. – c) o porcentual de carga para cada transformador. – d) as correntes primárias de fase e de linha de cada transformador. – e) a capacidade em kVA de cada transformador. Solução • a) consumo da fabrica: • b) • 3 cos 3(230)(100)(0,7) 28kWT L LP V I 3 carga 28kW 40kVA cos 0,7 T T PS 1 3 2_ 2 23 nomF F F S S I V V 2_ 60kVA 87A 3 230n mF o I 2_ 2_3 3 87 150Anom nL mF oI I Solução • c) • d) As correntes depende da carga • e) capacidade de cada transformador • corrente de carga por linha 100A 0,67 67% corrente nominal por linha 150A 3T L LS V I 1 40kVA 10A 3(2300) 3(2300) T F SI 1 1F LI I 3 1 60kVA 20kVA 3 3trans S S Exemplo • Repita o exemplo anterior usando um banco de transformadores ‐, e compare as correntes de linha primárias com as do transformador ‐ • • Solução • Da solução do exemplo anterior – Carga porcentual de c/transformador: • A corrente de linha primária drenada por um banco ‐, é 3 a corrente primária de linha do banco ‐: – 40kVA cos T T PS 3 cos 28kWT L LP V I Uma fabrica drena 100 A com FP = 0,7 em atraso, do secundário de um banco de transformadores de distribuição de 60 kVA, 2300/230 ligada em ‐.2_ 60kVA 87A 3 230F nom I 2_ 2_3 3 87 150AL nom F nomI I 100A 0,67 67% 150A 1 10A 3(2300) T F SI 1 1F LI I 3 60 kVA 20kVA 3 nomS transformador no ‐ 1 13 3 10 17,3AL FI I Solução • Da solução do exemplo anterior • Carga porcentual de cada transformador: • A corrente de linha primária drenada por um banco ‐, é 3 a corrente primária de linha do banco ‐ • 40kVA cos T T PS 3 cos 28kWT L LP V I Uma fabrica drena 100 A com FP = 0,7 em atraso, do secundário de um banco de transformadores de distribuição de 60 kVA, 2300/230 ligada em ‐. 2_ 60kVA 87A 3 230F nom I 2_ 2_3 3 87 150AL nom F nomI I DEFASAGEM DE TRANSFORMADORES TRIFÁSICOS Defasagem Conexão ‐ ABV BCV CAV Defasagem Conexão ‐ B A C 1 3 3 0 9 0 N A C B 23000‐120 23000120 230000 ab c 23090 230‐150 230‐30 Tensões de fase e linha aplicadas nos primários dos transformadores A, B e C Tensões de fase induzidas nos secundários de baixa tensão a, b e c. Paralelo de 2 Transformadores 3 (‐) Paralelo de 2 Transformadores 3 (‐) – (x2 comum) (x1 comum) • Qualquer tentativa de conexão destes transformadores (ligação x2 comum e x1 comum) em paralelo resultará em um curto circuito. • Se um dos enrolamentos secundários (x2 comum ou x1 comum) tem sua polaridade acidentalmente invertida durante a ligação em Y, se produzira um curto circuito. inversão de polaridade: x2 ou x1 comum • Efeito de inversão de polaridade: bobina B dos secundários ligados em – Tensão de fase e linha desbalanceadas • a c b n n n c a b a c b n bcV abV caV 23090 230‐90 230‐30 230‐30 inversão de polaridade: x2 ou x1 comum c a b a c b n bcV abV caV 23090 230‐90 230‐30 230‐30 B A C 1 3 3 0 9 0 N A C B 2300‐120 2300120 23000 a b c ab c 2 3 0 9 0 400120 4000 400‐120 a b c a b c 2 3 0 9 0 400‐60 400180 40060 c a b a c b n bcV abV caV 23090 230‐90 Conexão estrela( )‐ estrela( ) Antes de fechar o delta, entre os terminais x2 da bobina c e x1 da bobina a, verificar se se VR=0, então remover o voltímetro e fechar o delta. a c b Vab=230‐30 Vbc=230‐150 Vca=23090 Conexão estrela ( )‐ delta( ) Lado Primário: Y Lado Secundário: Nesta conexão: a tensão de linha no secundário () fique atrasada em 30 com relação a tensão de linha no primário (Y). B A C 1 3 3 0 9 0 N A C B 2300‐120 2300120 23000 a c b Vab=230‐30 Vbc=230‐150 Vca=23090 O porque do voltímetro • Exemplo: o enrolamento ‘c’ é acidentalmente invertido na malha. A polaridade instantânea da bobina c é: 230+90 em vez de 230‐90 – VR não é zero e sim: VR=46090 (2 vezes a tensão de fase) a c b 230‐30 23090 230‐150 VR=46090 Paralelo com secundário () e () Lado secundário em Y Lado Secundário em É possível fazer o paralelo entre o secundário de (ambas configurações) e o secundário de x2 comum (sem ponto) x1 comum (com ponto) a b c ab c 2 3 0 9 0 400120 4000 400‐120 a b c a b c 2 3 0 9 0 400‐60 400180 40060 a c b Vab=230‐30 Vbc=230‐150 Vca=23090 Conexão estrela ( )‐ estrela( ) FP FS V a V 3LP FPV V LS FSV V 3 3LP FP LS FS V V a V V AB C a c b Esta conexão, faz que a tensão no secundário fique ATRASADA em 30 com relação ao primário. Yd1 Conexão delta () ‐ estrela () 3LS FSV V LP FPV V 3 3 LP FP LS FS V V a V V A conexão da figura, faz que a tensão no secundário fique ADIANTADA em 30 com relação ao primário. Dy11 (secundário atrasada 330 com relação ao primário) AB C a c b Exemplo • Um transformador trifásico, 15000:420 V; potência nominal Sn = 630 kVA, conexão Dy11 ( em alta tensão, em baixa tensão, com secundário atrasado em 330(1130°) com relação ao primário ou secundário adiantado 30 com relação ao primário) : – Teste em vazio do transformador trifásico: Ivz = 1,3 A; Pvz = 2000 W – Teste em curto‐circuito: VCC = 516 V; PCC = 5000 W – Calcule o circuito equivalente – Supondo que a resistência no primário é igual a do secundário referida no primário, calcule a resistência do secundário: RS-Y. • Fator de utilização: fu = Ptrabalho/Pnominal = Scarga/Snominal I2carga/I2n • Perdas no cobre: Pcu = (fu)2PCC. • Regulação de tensão: RT = (Vvz ‐ Vpc)/Vvz. Solução • Transformador trifásico: • Observando os valores obtidos das correntes nominais, e a corrente de teste a vazio (Ivz 1 a 5% de In) o teste a vazio foi realizada no lado de alta tensão. • Observando o teste a curto circuito do transformador (Vcc 1 a 5% de Vn) o teste a curto‐circuito foi realizada no lado de alta tensão Vcc=3,44% (15000 V) n3 n3 n n n3 ; 210kVA3 S S V I S n2 n n1 1 n2 24,2 15000V 5 866A 420V VI I V n n1 n1 3 3 210kVA 15000V S I V n1 24,25AI n n n 3 IS V n1 15000VV Solução • Com o teste a vazio, obtemos o circuito de magnetização: • 3 1 1 1 1cos ; 3 vz vz vz vz vz I P V I I 6 51 1 5,14 10 8,65 10 194,6k , X 11,6kM n m n m Y j j R R X A V W1,3AocI ocV 2000WocP 5 51,3 8,667 10 8,667 10 86,6 15000 vz M M vz IY Y V 3 1 2000 ; 3 3 vz vz P P 1 2000 1,3 15000 cos 86,6 3 3 vzP 1 1 1 1 1 1; 3 L f L vz f vz IV V V I I Sconexão -YP Solução • Teste a curto‐circuito, obtemos o circuito serie dos enrolamentos: • 3 1 1 1 1cos ; 3 cc cc cc cc cc I P V I I 2 2;eqP P S eqP P SR R a R X X a X A V WccI ccV ccP SC SC SC P θ acos V I 516 36,855 736,855 24,25 3 6,6ccSE SE cc VZ Z I 1 5000 24,25 516 cos 3 3 ccP 3 1 1 1 1 5000 ; 3 3 cc cc f L cc P P V V V 1 1 1 3 L f cc II I 76,6 Sconexão -YP Solução • Teste a curto‐circuito, obtemos o circuito serie dos enrolamentos: • Sconexão -Y 3 S P S Y RR 2Seja: R 8,54 / 2 4,27P Sa R 36,855 76,6SEZ 8,54 35,85SE eqP eqPZ R jX j 2 8,54eqP P SR R a R 2 35,85eqP P SX X a X 2 35,85 / 2 17,93P SX a X 2 215000 420 1 1,11m ; 3 3 4,2 ( ) 7 4,27 S YR 2 P SR R 24,27 SR • Para se poder fazer esta ligação em paralelo têm de se cumprir certas condições: – 1. Igualdade de tensões e relação de transformação. – 2. Igualdade de desfasamento dos diagramas vectoriais (do secundário em relação ao primário). – 3. Igualdade de sequência. – 4. Igualdade de tensões de curto‐ circuito. – 5. Uma relação de potência compatível. Transformador Trifásico ‐ paralelo • Por estarem unidos os primários e os secundários torna‐se lógico que as tensões primárias e secundárias devam ser iguais, – se não fosse assim: um transformador alimentaria o outro. – Aparecem as correntes de circulação Potência circulante ou potência de compensação. • A corrente de circulação não deve atingir mais dos 10% das correntes nominais. • Não basta que a relação de transformação seja igual, devem também ser iguais as respectivas tensões. – Por exemplo: um transformador de 1000V/100V e outro de 100V/10V Têm igual relação mas não é possível ligar um primário de 1000V com outro de 100V. Tensões e relação de transformação iguais • Impedância do transformador: • Em pu (In = 1pu) Zcc=Vsc Igualdade de tensões de curto‐circuito n SC CC SE VZ Z I Z1 Vsc=4% 100kVA Z2 Vsc=4% 100kVA 200kVA • Exemplo: se as impedâncias dos transformadores forem distintas, – passará mais corrente pela mais pequena (Z2), fazendo disparar a proteção p2 – ficando apenas um transformador de 100 kVA a alimentar uma carga de 200 kVA, – logo dispara a proteção p1, ficando os dois transformadores fora de serviço. • Impedância do transformador: • Em pu (In = 1pu) Zcc=Vsc • Igualdade de tensões de curto‐circuito n SC CC SE VZ Z I Z1 Vsc=4% 100kVA Z2 Vsc=2% 100kVA 200kVA p2p1 • Condição intimamente ligada a anterior, dado que o transformador de maior potência deve ser a de menor Vsc%, para que o paralelo funcione melhor, – em caso de sobrecarga: o transformador de maior potência suportará melhor a sobrecarga . • Uma regra prática é que a relação de potência não ultrapasse 1:3. – Quer dizer que se queremos alimentar 200 kVA poderemos pôr no limite em paralelo um transformador de 50 kVA e outro de 150 kVA, e de modo que as Vsc% não difiram em mais de 10% entre si. Uma relação de potência compatível • Impedância do transformador: • Em pu (In = 1pu) Zcc=Vsc • n SC CC SE VZ Z I Z1 Vsc=2,2% 50kVA Z2 Vsc=2% 150kVA 200kVA p2p1 • Os terminais dos transformadores a juntar entre si devem se encontrar em todos os instantes ao mesmo potencial. • Da ligação conhecida: triângulo (Δ) e estrela (Y), tem‐se uma ligação Zig‐Zag (Z) – Zig‐Zag: só se os enrolamentos podem ser divididas em duas partes Desfasamento de diagramas vectoriais V U W v U W V w u • Ligação Zig‐Zag (Z): Se dividirmos o enrolamento em duas partes, pode‐se efetuar a ligação Zig‐Zag. • Unimos metadede uma coluna do primário com outra metade de outra coluna e assim sucessivamente. Desfasamento de diagramas vectoriais Das principais formas de ligar o enrolamento primário e/ou o secundário de um transformador um transformador pode ter ligação em Y/Δ, Y/Y, Δ/Δ, Y/Z, etc. Desfasamento de diagramas vectoriais • O ângulo de desfasamento corresponde ao ângulo que formam o ponteiro da horas e o ponteiro dos minutos de um relógio, a determinada hora. • Tomando como referência as 12 horas como 0°. Fica assim designado com duas letras e um número, o "grupo" ao qual pertence o transformador. • Para designar o tipo de ligação usa‐se uma letra maiúscula para a tensão mais elevada e uma letra minúscula para a tensão mais baixa. – Por exemplo, um transformador ligado em triângulo no primário e estrela no secundário com desfasamento de ‐30° (ou 330°), pertence ao índice Dy11. Desfasamento de diagramas vectoriais • Num transformador já construído, se se trocar a alimentação de um lado para outro, troca o desfasamento da máquina. – Exemplo: Dy11 (redutor) passa a Dy1(elevador) (a alimentação passa do triângulo para a estrela e da estrela para o triângulo respectivamente com um desfasamento de + 30°) • Os tipos de ligação usados são 12, que são os que mais se utilizam e figuram na placa da máquina. – Os índices horários mais usuais são: 0 (0°); 6 (180°); 5 (150°) e 11 (330°). • O valor do ângulo indica que tanto os fasores do primário estão adiantado com relação ao secundário. • Não se pode conectar um transformador de índice 0 com um de índice 6. Exemplo Yy0 com Yy6. – No primário não há problema, mas no secundário, quando sobreponho os diagramas vectoriais e ao unir os bornes u ao barramento de saída, teremos o dobro do potencial da fase • por exemplo se cada uma tem 220V, estamos a unir pontos que diferem em 440V, quer dizer, mal se faça a união produz‐se o curto‐circuito. Desfasamento de diagramas vectoriais U V W u v w U V W u w v • Se pode conectar um transformador Yy0 com Dd0. Desfasamento de diagramas vectoriais U V W u v w U V W u wv Defasagem (BT atrasado AT) Conexão/tipo Diagrama vetorial Alta Tensão Baixa Tensão Esquema de conexões Alta Tensão Baixa Tensão Defasagem (BT atrasado AT) Conexão/tipo Diagrama vetorial Alta Tensão Baixa Tensão Esquema de conexões Alta Tensão Baixa Tensão Sequência de rotação das fases • Os transformadores cuja sequência de fases seja oposta (ou seja: os respectivos diagramas vectoriais têm um sentido de rotação inverso), não se podem ligar em paralelo. • os transformadores devem ter os respectivos diagramas vectoriais a rodar no mesmo sentido (ou a todo o instante sobrepostos). Transformador Trifásico ‐ paralelo • Considerando as tensões de linha primária e secundária, relações de transformação, polaridade e conveniente ligação das bobinas, são possíveis as seguintes combinações para ligação em paralelo: – ‐ para ‐: não há deslocamento de fase entre o 1rio e 2rio – ‐ para ‐ ou ‐ para ‐: mesma rotação de fase de 30 entre o 1rio e 2rio – ‐ para ‐: não há rotação de fase entre o 1rio e 2rio – ‐ para ‐ ou ‐ para ‐: não há rotação de fase entre o 1rio e 2rio, mas são necessários diferentes relações de transformação em tensões – ‐ para ‐: mesma rotação de 30 entre tensões de linha 1rias e 2rias. As relações entre as tensões de linha devem, entre tanto ser as mesmas Transformador Trifásico ‐ paralelo • As combinações em paralelo que são impossíveis, a respeito de tensões de linha primária e secundárias idênticas, são as que envolvem tipos de ligações tais que, para um deles, há rotação de fase e, e para o outro não. • Assim, um transformador ‐ não pode ser ligado em paralelo a um ‐. Exemplo • Dos 3 transformadores trifásicos, qual podem ser conectada em paralelo: Transformador A a = 15000/400 V S = 400 kVA Rcc = 5,6 Xcc = 24 Transformador A a = 15000/400 V S = 630 kVA Vcc% = 4 % cc = 75 Transformador C a = 15000/400 V S = 600 kVA Vcc% = 3,0 cc = 77 R S T R S T R S T r s t r s t r s t • Índice de conexão: – Yy – Dd índice horário par – Dz – Yd – Dy índice horário impar – Yz • Transformador A: – Primário – Secundário • IMPAR • Transformador B: – Primário – Secundário • PAR • Transformador C: – Primário – Secundário • IMPAR Solução • Então a primeira observação, podemos conectar os transformadores A e C • Transformador A: • Observa‐se que a tensão de curto‐ circuito em porcentagem do transformador A é menor do transformador C (Vcc% = 2,5%) • Não é recomendável conectar em paralelo, já que não se poderá aproveitar ao máximo a capacidade dos transformadores: – Fator de utilidade: – fu = Pcarga/Pnominal – Se fu = 1 transformador trabalha a máxima carga – Se fu > 1 transformador trabalha em sobrecarga – Se fu < 1 transformador trabalha abaixo da capacidade nominal – Distribuição de carga nos transformadores: – fu_A Vcc_A% = fu_C Vcc_C% Solução 5,6 24 24,64 76,86cc cc ccZ R jX j % 400kVA ; 15,39A 3 3 15kV 24,64 15,39 379,21 379,21 100% 100% 2,53% 15000 n cc cc n n n cc cc cc n SV Z I I V V VV V • Supondo fu_A = 1 – trabalhando na sua máxima capacidade ou máxima carga: – (Vcc_A% < Vcc_C%) • fu_A Vcc_A% = fu_C Vcc_C% • (1) (2,53) = fu_C (3,0) • fu_C = 2,53/3,0 = 0,843 – Significa que o transformador C opera abaixo de sua capacidade nominal • Stot = fu_A Sn_A + fu_C Sn_C , – Se o ângulo cc_A cc_C • Do enunciado – 75 76,86 • Stot = (1)(400 kVA) + (0,843)(600 kVA) = 906,6 kVA Solução • Transformador A: ‐ • Solução: Índice de polaridade R S T r s t A R S T A’ B’ C’ C B A A’ a’ a B’ B b’ b C’ C c’ c a a’ c’ c b b’ r R 330 • Transformador C: ‐ Solução: Índice de polaridade S T B C A’ C’ B b C C’ c c' A A’ a a’ a c’ b’ c b a’ rR 30 A R C’ A a R S T r s t R B’ B’A b' a a’ c’ c b b’ r R 330 Transformador A: ‐ • Transformador C: ‐ Solução: Índice de polaridade S T B’ A’ C A B’ b' A’ A a' a C’ C c' c ac’ b’ c b a’ r R A R C’ A aT s r t R B BC’ b 330 a a’ c’ c b b’ r R 330 Transformador A: ‐ Conexão na linha trifásica Transformador A Transformador C R S T r s t R S T r s t R S T r s t Transformação trifásica com 2 trafos • Ligação aberto (V ‐ V) • Ligação aberto ‐ aberto • Ligação T de Scott • Ligação T trifásica Transformação V‐V (delta aberto) • Se o primário de um transformador de um sistema ‐ for acidentalmente aberto, ainda assim o sistema continuará entregando energia às cargas ligadas em ou , sem alteração nas tensões. • As correntes de fase será a igual às correntes de linha. • Transformação V‐V (delta aberto) • Um sistema V‐V, entrega a corrente de linha (não de fase) • A potência suprida pelo transformador V‐V é 57,7% do inicial (do delta). • cos cosPotência por transformador 1 0,577 57,7% Potência total trifásica 3 cos3 cos 3 F F L L L L L L V I V I V I V I a) Tensões de linha aplicadas b) Tensões de linha secundárias ao primário do sistema V‐V produzidas pela bancada V‐V VABVAB VCA VBC VabVab VcaVca VbcVbc • Similar à conexão V – V • Uso em áreas rurais (pequenos consumidores 3) • Desvantagem: A corrente pelo neutro do primário será muito grande. Conexão estrela aberto – delta aberto Ligação T de Scott • Forma de obter duas fases separadas de 90 entre si a partir de uma fonte de potência trifásica. • Os transformadores Especiais, requeridos pela ligação T‐T, são um transformador de equilíbrio (B‐ b) cujas tensões nominais primária e secundária são 86,6% das tensões nominais do transformador principal (A‐a) [com tap central]. • Tensões bifásicas é utilizada em certas aplicações de controle. • Também é usado para compensar cargas desequilibradas Ligação T de Scott Derivação em 86,6% Derivação central Trf. equilíbrio Ligação T de Scott Exemplo 1 • Uma fábrica drena 100 A com cos =0,7 em atraso, do secundário de uma bancada transformadora de distribuição de 60 kVA, 2300/230 V, ligada em Y‐, calcule: – ( a ) a potência real consumida em kW e a aparente em kVA – ( b ) as correntes secundárias nominais de fase e de linha do banco de transformadores – ( c ) o porcentual de carga de cada transformador (IL_carga/IL_nominal) – ( d ) as correntes primárias de fase e de linha de cada transformador – ( e ) a capacidade em kVA de cada transformador • Solução • ( a ) a potência real consumida em kW e a aparente em kVA • ( b ) as correntes secundárias nominais de fase e de linha do banco de transformadores • 3 230 100 0,7 27,886kWTP 3 230 100 39,837kVAS 2_ 2_3L nom F nomI I 3 L LS V I 3 cosL LP V I 1 _ 3 _ 2_ 2_ 2_ 3nom nom F nom F nom F nom S S I V V 2_ 60kVA 3 87A 230VF nom I 2_ 3 87 150,6AL nomI Solução • ( c ) o porcentual de carga de cada transformador (IL_carga/IL_nominal) • ( d ) as correntes primárias de fase e de linha de cada transformador • ( e ) a capacidade em kVA de cada transformador – Banco de 3 transformadores, cada um: 2_ 150,6AL nomI carga_linha nominal_linha 100 66,4% 150,6 I I 1 1 10AF LI I 22 100 3 3 L F II 1 2 2 1 2300 3 10 1 230 3 F F F F V I I aV 1 2F FI aI c/trans 60 20kVA 3 S Exemplo 2 • Repita o exemplo anterior, usando um transformador ‐ e compare as correntes de linha primárias com as da transformação Y‐. • Solução: – ( a ) potência real consumida em kW e a aparente em kVA – ( b ) as correntes secundárias nominais de fase e de linha do banco de transformadores • 3 230 100 0,7 27,886kWTP 3 230 100 39,837kVAS 3 L LS V I 3 cosL LP V I 2_ 2_3 3 87 150,6AL nom F nomI I 1 _2_ 2_ 20kVA 87A 230V nom F nom F nom S I V Solução • ( c ) o porcentual de carga de cada • transformador (IL_carga/IL_nominal) • ( d ) as correntes primárias de fase e de linha de cada transformador – Do exemplo anterior: 1/a = 10/3 • ( e ) a capacidade em kVA de cada transformador • – Banco de 3 transformadores, cada um: carga_linha nominal_linha 100 66,4% 150,6 I I 1 3 100 ( ) ( ) 10A 10 3 FI 2 2 100 3 3 L F II 1 2 2 1 1F F F F V I V I a 1 2F FI aI c/trans 60 20kVA 3 S 1 13 10 3L FI I Exemplo 3 • Cada um dos transformadores da bancada –, mostrada no exemplo 2 anterior, tem capacidade nominal de 20 kVA, 2300/230 V e a carga suprida é de 40 kVA com cos = 0,7 em atraso. Se um transformador defeituoso for removido para reparos, calcule. Para a conexão V–V – ( a ) os kVA de carga supridos por transformador – ( b ) a porcentagem da carga nominal circulante em cada transformador – ( c ) a capacidade nominal em kVA da bancada V–V – ( d ) a relação entre as capacidade da bancada V–V e da – – ( e ) o aumento porcentual de carga em cada transformador quando um deles for removido. Solução 3 Solução 3