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Universidade Federal do Piauí- UFPI Campus Senador Helvécio Nunes de Barros Curso : Bacharelado em Nutrição Disciplina : Bioquímica Picos-PI 2016 Biossíntese de Aminoácidos e Nucleotídeos Introdução Fontes Exógenas Fontes Endógenas Fontes Donald,2008 Ambas as classes contém o nitrogênio Compartilham vias intermediárias Alguns Aminoácidos ou partes deles estão incorporadas as bases purínicas ou pirimidínicas Compartilham muitos passos químicos comuns em geral a transferência de nitrogênio ou de grupos monossacarídeos. Qual o motivo para se fazer a discussão conjunta das vias Biosintéticas? LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 4/5 da atmosfera terrestre são constituídos por nitrogênio molecular (N2). Biossínteses de Aminoácidos Ciclo do Nitrogênio um pequeno número de espécies pode converter o nitrogênio atmosférico em formas químicas uteis para todos os demais organismos vivos. O N2 biologicamente disponível é recuperado e reempregado. LEHNINGER, 2012 Ciclo do Nitrogênio LEHNINGER, 2012 Fixação: redução do N2 em NH4+ (amômia) por fixadoras ( complexo Nitrogenase) Etapas Nitrificação: oxidação da amônia em nitritos (NO2-) e nitratos (NO3-) Redução do nitrato em amônia: empregada para biossíntese de aminoácidos. Redução por algumas bactérias anaeróbias e pela maioria dos vegetais Ciclo do Nitrogênio LEHNINGER, 2012 Fixação do nitrogênio fixação do nitrogênio é realizada por um complexo proteico denominado: complexo da nitrogenase principais componentes: dinitrogenase redutase e dinitrogenase. LEHNINGER, 2012 Glutamato e o oxaloacetato, produzindo α-cetoglutarato (oxoglutarato) e aspartato, numa reação catalisada pela aspartato aminotransferase. Os grupamentos amida da glutamina e amina do glutamato são intensamente transferidos para o ácido oxaloacético formando o aminoácido aspartato ou para o próprio aspartato formando asparagina, reação catalisada pela asparagina sintetase. LEHNINGER, 2012 A glutamina pode dar o seu grupo amino para o ácido aspártico se transforma em asparagina. A glutamina e asparagina são amidas armazenadas de nitrogênio especialmente nas leguminosas. LEHNINGER, 2012 Estrutura em subunidades da glutamina sintetase LEHNINGER, 2012 Síntese de Aminoácidos 14 Aminoácidos Não-Essenciais LEHNINGER, 2012 Cisteína Glutamato Glicina Serina Prolina Glutamina Tirosina Alanina Asparagina Aspartato Aminoácidos Essenciais LEHNINGER, 2012 Metionina Valina Histidina Treonina Lisina Fenilalanina Triptofano Leucina Isoleucina Arginina LEHNINGER, 2012 Famílias Biosintéticas LEHNINGER, 2012 a-cetoglutarato Glutamina Prolina Arginina Glutamato LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 GLUTAMATO GLUTAMINA LEHNINGER, 2012 Prolina A prolina possui todos os cinco átomos de carbono originados no glutamato. A carboxila y do glutamato vai reagir com ATP, formando assim um acil-fosfato. Este anidrido misto é então reduzido a um aldeído. Esse intermediário, y-semi-aldeído , é ciclizado de forma espontânea, rápida e é reduzido para liberar a prolina. LEHNINGER, 2012 Serina Cisteína Glicina LEHNINGER, 2012 3-fosfoglicerato Desidrogenase 3-fosfoidroxipiruvato Transaminado 3-fosfo-serina Transaminada Serina Cisteína Glicina LEHNINGER, 2012 SERINA GLICINA LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 ASPARTATO LEHNINGER, 2012 ASPARAGINA Aspartato Glutamina Doando NH3 + LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 Alanina Piruvato Glutamato Piruvato + Corismato Triptofano Fenilalanina Tirosina LEHNINGER, 2012 Fosfoenolpiruvato e eritrose-4-Fosfato Corismato Na ramificação do corismato que vai levar ao triptofano, o corismato vai adquirir uma amina da cadeia lateral da glutamina e liberar piruvato, formando antranilato, que vai se condensar com 5-fosforribosil-1-pirofosfato, que é uma forma ativa de ribose fosfato. LEHNINGER, 2012 TIROSINA O corismato é convertido em prefenato por uma mutase. O prefenato sofre uma descarboxilação oxidativa formando p-hidroxi fenilpiruvato. O p-hidroxi fenilpiruvato é então transaminado formando a tirosina. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 Biossíntese de Aminoácidos LEHNINGER, 2012 A biossíntese de aminoácidos é regulada de forma alostérica A maneira mais sensível de controle da biossíntese dos aminoácidos é por meio da inibição por retroalimentação da primeira reação da sequência biossintética; essa retroalimentação é exercida pelo produto final da via. Em geral, em uma via metabólica, a primeira reação da sequência é irreversível e catalisada por uma enzima alostérica. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 Moléculas derivadas dos aminoácidos Em adição ao seu papel de unidades fundamentais com quais são contituídas as proteínas, os aminoácidos são também precursores de muitas biomoléculas como hormônios, coenzimas, nucleotídeos, alcalóides, polímeros de paredes celulares, porfirinas, antibióticos, pigmentos e neurotransmissores. LEHNINGER, 2012 A biossíntese das porfirinas devido à importância central do seu núcleo nas hemoproteínas, como a hemoglobina e os citocromos; nessa biossíntese a glicina é um importante precursor. As porfirinas são construídas com quatro moléculas de derivado monopirrólico, chamado porfobilonogênio, que, por sua vez, é formado por duas moléculas de δ-aminolevulinato. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 Moléculas derivadas de aminoácidos Bioquímica em medicina As porfirias constituem um grupo de pelo menos oito doenças, herdadas e adquiridas, que ocorrem em decorrência da produção excessiva e do acúmulo de substâncias químicas que produzem porfirina - uma proteína responsável pelo transporte de oxigênio na corrente sanguínea, essencial para a produção de hemoglobina. Por causa disso, ocorre uma série de deficiências enzimáticas na produção de uma estrutura muito importante da hemoglobina, o heme. O heme é formado a partir da ligação entre a porfirina e o ferro contido no corpo. Porfiria de Doss Porfiria Intermitente Aguda Eritropoiética Congênita Porfiria Cutânia Tardia Coproporfiria Hereditária Porfiria variegata Protoporfiria Eritropoiética LEHNINGER, 2012 Bioquímica em medicina Porfiria Cutânia Tardia Porfiria variegata Porfiria Intermitente Aguda Os sintomas da maioria das porfirias são agora facilmente controlados, com mudanças de hábitos alimentares e com a administração de heme e seus derivados. LEHNINGER, 2012 Os precursores da creatina e da glutationa são os aminoácidos. A fosfocreatina, derivada da creatina, é um importante reservatório de energia no musculo esquelético. A creatina é sintetizada a partir da glicina e da arginina; a metionina, como a S-adenosilmetionina, é a doadora de grupos metila. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 BIOSSÍNTESE E DEGRADAÇÃO DOS NUCLEOTÍDIOS LEHNINGER, 2012 BASES NITROGENADAS DNA PURÍCAS PIRIMÍDICAS ADENINA GUANINA CITOSINA TIMINA RNA PURÍCAS ADENINA GUANINA PIRIMÍDICAS CITOSINA URACILA LEHNINGER, 2012 Bases púricas e pirimídicas Via de recuperação dieta metabolismo Via de novo LEHNINGER, 2012 SÍNTESE DAS BASES PÚRICAS A partir da glicose 6-fosfato é sintetizado a ribose 5-fosfato, que é utilizada como substrato da síntese de PRPP, a enzima ribose fosfato pirofosfoquinase adiciona um pirofosfato à ribose, originando então 5-fosforribosil 1-pirofosfato e a partir disso as purinas são sintetizadas. LEHNINGER, 2012 SÍNTESE DE NOVO 1º PASSO O grupamento fosfato é retirado (amido transferase) Um grupo amino doado da glutamina é ligado em C-1 do PRPP; LEHNINGER, 2012 2º PASSO Adição de três átomos do aminoácido glicina Em seguida ocorre várias reações intermediárias até formar inosinato (IMP) LEHNINGER, 2012 CONVERSÃO DE IMP EM ADENILATO (AMP) Requer grupo amino GTP é empregado em lugar do ATP LEHNINGER, 2012 CONVERSÃO DE IMP EM GUANILATO (GMP) LEHNINGER, 2012 Oxidação do inosinato no C-2 usandoNAD+ O ATP é rompido em AMP e PPi SÍNTESE DAS BASES PIRIMIDÍCAS Os nucleotídeos pirimidínicos são feitos a partir de aspartato, PRPP e carbamoil fosfato Todo anel pirimidínico será sintetizado e só no final liga-se à PRPP O carbamoil fosfato necessário na síntese do anel pirimidínico é feito no citosol, por uma forma diferente de enzima, a carbamoil fosfato sintetase II LEHNINGER, 2012 SÍNTESE DE NOVO DOS NUCLEOTÍDIOS PIRIMIDÍNICOS Biossíntese do UTP e do CTP via orotidilato. LEHNINGER, 2012 SÍNTESE DAS BASES PIRIMIDICAS Os ribonucleotídios são precursores dos desorribonucleotídios Ribonucleotídio redutase: reação é catalisada Tiorredoxina: transportadora de hidrogênio Glutarredoxina: redutora LEHNINGER, 2012 Regulação da nucleotídeo redutase Sitio de atividade: regulam a síntese de desoxinucleotídeos em geral. Sitio de especificidade: regulam a síntese de desoxinucleotídeo especifico (estimuladores especificos). Além do sitio especifico de catalise, há dois pontos de controle alostérico. LEHNINGER, 2012 A síntese “de novo” de pirimidina nucleotídeos requer ASPARTATO como doador de carbono e nitrogênio e GLUTAMINA como doador de nitrogênio, e CO2 como doador de carbono. Cinco das 6 reações da via ocorrem no citosol da célula, enquanto a outra reação ocorre em mitocôndrias. As atividades enzimáticas citosólicas residem em proteínas multifuncionais. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 Síntese de recuperação/salvamento Bases purínicas e pirimidínicas são constantemente produzidas no interior das células durante a degradação metabólica dos nucleotídeos. Entretanto, essas purinas livres são em grande parte recuperadas e empregadas na síntese de nucleotídeos, isso ocorre por vias muito mais simples que a biossíntese descrita anteriormente. A ausência dessas atividades, a pessoa pode desenvolver doenças como a síndrome de Lesch-Nyhan, devido o acúmulo de urato e alto consumo de ATP pela via “de novo”. LEHNINGER, 2012 LEHNINGER, 2012 A superprodução de acido úrico é a causa da gota Gota articulações ↑ ácido úrico sangue/tecidos Deposito de cristais de urato de sódio Inflamação/dolorosa e artríticas alopurinol LEHNINGER, 2012 “ O sucesso nasce do querer, da determinação e persistência em se chegar a um objetivo. Mesmo não atingindo o alvo, quem busca e vence obstáculos, no mínimo fará coisas admiráveis.” José de Alencar Referências bibliográficas LEHNINGER, A.L.; NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 2. ed. São Paulo: Sarvier, 2012. 839p. SERGIO ARAUJO. Curso de Bioquímica: Biossíntese de aminoácidos. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=xzhKUSaw6YA>. Acesso em: 15 jul. 2016. SERGIO ARAUJO. Curso de Bioquímica: Metabolismo de bases nitrogenadas purínicas e pirimidínicas. Disponível em:<https://www.youtube.com/watch?v=wOJJP1Tnhco>. Acesso em: 19 jul. 2016. VOET, Donald. Bioquímica. 1 ed. Artmed, 2006.