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Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 1
Análise da qualidade de drogas 
vegetais
Aula 2
Profª. Melissa Schwanz
UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL
ÁREA DO CONHECIMENTO DE CIÊNCIAS DA VIDA
CURSO DE FARMÁCIA QUALIDADE � conjunto de critérios que caracterizam a matéria-
prima e o produto final para o uso ao qual se destinam.
Qualidade do produto final depende:
Estabelecimento de 
parâmetros de qualidade para 
a matéria-prima
Planejamento adequado e controle 
de processo de produção do 
medicamento
Controle de qualidade de 
plantas medicinais
Farmacopeias
Códigos 
oficiais 
(ICH, 
ANVISA)
Parâmetros de 
qualidade e 
validação de 
processos
Monografias 
ANVISA:
• RDC 166, 2017
• RDC 17, 2010
• RDC 01, 2005
1. Plantio: as condições atuam sobre a biossíntese de metabólitos 
secundários ou princípios ativos de origem vegetal, levando à 
diferenças quali e quantitativas na composição das drogas.
2. Coleta e secagem: críticas para a estabilidade dos princípios 
ativos e uniformidade das drogas. Soluções: cultivo de espécies 
vegetais geneticamente manipuladas.
3. Armazenamento
A produção de fitoterápicos depende de um grande número de fatores e 
abrange muito mais que o simples controle de qualidade laboratorial:
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 2
O cultivo das plantas medicinais é uma
alternativa tanto para preservá-las
quanto para garantir um fornecimento
com qualidade e na quantidade
desejada.
� AMOSTRAGEM
Coleta de amostras levando-
se em consideração 3
aspectos: o número de
embalagens, o grau de
divisão e a quantidade de
droga disponível.
� DESCRIÇÃO
Descreve a droga em
relação as partes utilizadas,
percentuais mínimos de
constituintes ativos ou
marcadores.
� CARACTERES 
ORGANOLÉPTICOS
Fala do odor, descrevendo-o
como aromático, frutoso,
rançoso; e do sabor,
adocicado, amargo,
pungente, acre, persistente,
dentre outros.
Parâmetros de controle
� DESCRIÇÃO 
MACROSCÓPICA
Relaciona-se à descrição
visual da droga íntegra, fala
da cor, da textura e de
caracteres morfo-anatômicos.
� DESCRIÇÃO 
MICROSCÓPICA
Referente à histologia
vegetal, tecidos estruturas,
inclusões celulares que
caracterizam a droga
vegetal.
� ANÁLISE DO PÓ
Quando a amostra já está
pulverizada faz-se
necessária essa análise que
visa observar fragmentos de
tecidos e estruturas
normalmente típicos da
droga vegetal.
� IDENTIFICAÇÃO
Envolve a cromatografia em
camada delgada, em alguns
casos reações cromáticas e de
precipitação características.
� ENSAIOS
Compreendem os teores de
matéria estranha, umidade e
cinzas, dentre outros.
� TESTES 
ESPECÍFICOS
Normalmente relacionados à
quantificação de uma
característica conferida por
um grupo farmacognóstico
específico como as
mucilagens e as saponinas.
� DOSEAMENTO
Visa a quantificação de
princípios ativos e/ou
marcadores químicos,
utilizando-se técnicas como:
titulometria, CG, CLAE e
espectrofotometria.
� CONTROLE 
MICROBIOLÓGICO
Objetiva determinar a carga
fúngica e bacteriana
presente na droga vegetal.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 3
� MATÉRIA-PRIMA VEGETAL
� Planta medicinal fresca;
� Droga vegetal;
� Derivados de droga vegetal – extrativos vegetais.
1. AMOSTRAGEM
Garante a representatividade da 
tomada de ensaio em relação ao 
material como um todo.
1. Inspeção das condições de 
embalagem e dos rótulos
2. Dimensionamento da amostra: 
número de embalagens, grau de 
divisão da matéria-prima e a 
quantidade total de droga
Número total de embalagens Número de embalagens a serem 
amostradas
1 a 10 1 a 3
10 a 25 3 a 5
25 a 50 4 a 6
50 a 75 6 a 8
75 a 100 8 a 10
Mais de 100 5% do total (mínimo = 10)
F.B. 5 edição (2010).
n = 3 correspondendo a regiões superior, intermediária e inferior do recipiente.
Grau de divisão 
da droga
Quantidade 
disponível
Quantidade de amostra
<1cm Até 100 kg 250 g
>100 kg* Amostrar e por quarteamento
obter 250 g
>1 cm Até 100 kg 500 g
>100 kg* Amostrar e por quarteamento
obter 500 g
X
X
* Quarteamento
X
X
Amostra 
2. ANÁLISE SENSORIAL OU ORGANOLÉPTICA
Análise do aspecto visual da amostra: coloração, consistência, 
sabor ou odor, por meio de comparação com amostras autênticas.
A análise organoléptica ainda permite verificar contaminação por 
fungos ou odor de material em decomposição.
Ex: folhas de hortelã (Mentha sp.) com fraco aroma de mentol
flores de macela (Achyrocline satureoides) de coloração 
marrom-avermelhada.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 4
3. ANÁLISES DE AUTENTICIDADE
Caracteres macroscópicos:
Ensaios a olho nu ou com auxílio de lupa.
Sempre utilizar bibliografias especializadas e ajuda de botânicos.
Peumus boldus L.
Caracteres microscópicos:
Realizada com auxílio de microscópio e preparação de lâminas por 
cortes histológicos nas drogas e plantas.
Constatação da existência de determinados tipos celulares e na 
sequência de tecidos encontrados em um determinado órgão.
Peumus boldus L.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 5
Peumus boldus L.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 6
4. TESTES
a) Determinação do conteúdo de materiais estranhos:
� Partes do organismo ou organismos dos quais a droga
deriva, excetuados aqueles incluídos na definição e
descrição da droga.
� Quaisquer organismos, porções ou produtos de organismos
além daqueles especificados na definição e descrição da
droga. Ex. partes de outros vegetais, insetos.
� Impurezas de natureza mineral não inerentes à droga,
como pedras, areia ou terra.
b) Determinação de umidade e substâncias voláteis:
O excesso de umidade em matérias-primas vegetais permite a
ação de enzimas, podendo acarretar a degradação de
constituintes químicos, além de possibilitar o desenvolvimento
de fungos e bactérias.
Métodos:
1. Métodos gravimétricos (Estufa)
2. Método de destilação azeotrópica (tolueno ou xileno)
3. Método volumétrico (Karl Fisher)
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 7
c) Determinação do teor de cinzas
� A avaliação deste teor compreende a análise do conteúdo de
cinzas totais e cinzas insolúveis em ácido.
� A quantidade de cinzas totais é determinada por incineração,
estando relacionada com a massa de resíduos não voláteis
existentes (cinzas provenientes de tecidos vegetais e materiais
inorgânicos como areia ou terra).
� O teor de cinzas insolúveis permite avaliar a quantidade de
material inorgânico, especificamente, sílica na forma de areia ou
como componente da droga.
d) Pesquisa de contaminantes microbiológicos
� As drogas vegetais podem conter um grande número de
fungos e bactérias, geralmente provenientes do solo,
pertencentes à microflora natural de certas plantas ou mesmo
introduzidas durante a manipulação.
� Limites aceitos = OMS; mesmos dos alimentos.
� Técnicas utilizadas = Farmacopeias, OMS.
� Farm. Bras. 5 ed: filtração por membrana e contagem em
placa ou tubos múltiplos.
e) Pesquisa de agrotóxicos ou pesticidas
� Agrotóxicos ou pesticidas: produtos empregados no combate
a organismos danosos às plantas (raticidas, inseticidas,
herbicidas e fungicidas).
� Limites: mesmos dos alimentos
� Técnicas: cromatografias em coluna e a gás.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 8
f) Pesquisa de arsênio e metais pesados
� Todas as formas de vida são afetadas pela presença de metais,
alguns desses elementos sendo benéficos, enquanto outros,
danosos ao sistema biológico, dependendo da dose e da forma
química em quese encontram.
� São levados ao ambiente principalmente através de fertilizantes,
pesticidas, combustão de carvão e óleo, emissões veiculares,
mineração, fundição, refinamento e incineração de resíduos
urbanos e industriais.
� Limites: mesmos de alimentos.
� Técnicas: espectrofotometria de absorção atômica e ensaios-limite
(não seletivos para específicos metais – pouca sensibilidade e baixa
precisão).
0
50
100
150
200
250
300
350
Co
n
ce
n
tra
çã
o
 
(m
g/
kg
)
Fe Mn Cu Ni Peumus boldus L.
Amostra Fe* Mn* Cu* Ni*
1 221,5 105,9 3,75 1,30
2 139,4 93,5 3,10 2,10
3 109,7 133,0 3,04 1,10
4 255,6 158,8 4,32 0,98
5 285,5 87,3 4,39 0,77
6 315,7 136,3 3,74 4,31
7 254,1 65,5 5,59 3,83
8 267,2 108,5 9,16 3,46
g) Parâmetros peculiares
1. Presença de óleo volátil por hidrodestilação
2. Determinação do teor de taninos por complexação com 
proteínas
3. Índice de amargor determinado em relação à referência 
brucina ou quinina
4. Índice de espuma para drogas saponínicas
5. Índice de intumescência em drogas mucilaginosas
Se x g de droga necessita ser diluída em
10 mL de água destilada para produzir 1
cm de espuma, 1 g de droga necessitará
ser diluída em y mL de água destilada para
produzir a mesma espuma.
Exemplo: tubo IV, com 4 ml da solução da
droga a 0,1% formou 1 cm de espuma:
0,1 g droga - 100 mL
x - 4 mL
x = 0,004 g droga → quantidade de droga
contida no tubo
0,004 g droga - 10 mL (volume final)
1 g - y
y = 2500 mL
ÍndiceAfrosimétrico (espuma) I.A.2 = 2500
a) Análise química
Reações químicas de caracterização:
1. Perfil fitoquímico
Constituintes analisados Reações químicas 
Alcaloides Reação de Mayer
Reação de Dragendorff
Heterosídeos cardiotônicos Reação de Liebermann-Burchard
Flavonoides Reação de Shinoda
Compostos fenólicos Reação com FeCl3
5. ANÁLISES QUALI E QUANTITATIVAS DE CONSTITUINTES 
QUÍMICOS
2. Técnicas titulométricas
3. Técnicas espectrofotométricas
4. Técnicas cromatográficas
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 9
2. Titulometria
�A titulometria inclui um grupo de métodos analíticos clássicos
baseados na medição de uma quantidade de um reagente de
concentração exatamente conhecida que é necessária para reagir
completamente com o analito.
�A titulometria volumétrica ou volumetria corresponde a um tipo de
titulometria na qual o volume de uma solução de concentração
exatamente conhecida, que é necessária para reagir completamente
com o analito, é medido.
�Envolve a medida do volume de uma solução padrão necessário para
reagir essencial e completamente com o analito.
Aplicação de técnicas titulométricas
�Análise de amostras que não podem ser realizadas por métodos
espectroscópicos e cromatográficos
� Gomas
� Resinas
� Manteigas
� Bálsamos
� Exemplo: Bálsamo-de-tolú e Bálsamo-do-peru
3. Técnicas espectrofotométricas
ESPECTROFOTOMETRIA NO UV
� Emprega a propriedade de átomos e moléculas de absorver e emitir 
energia eletromagnética.
� Faixa de trabalho UV: 200 – 400 nm
� Faixa de trabalho Visível: 400 – 760 nm.
� Abaixo de 200 nm quase todas as moléculas orgânicas absorvem.
� Absorção no UV-visível: presença de cromóforos.
� Cromóforos: grupos funcionais que absorvem radiação 
eletromagnética na faixa de trabalho utilizada.
VANTAGENS DA ESPECTROFOTOMETRIA NA REGIÃO DO 
ULTRAVIOLETA; VISÍVEL:
� sensibilidade do método.
• métodos volumétricos concentração mínima de 0,1mg/mL da substância 
• na espectrofotometria concentrações de até 0,001mg/mL, 100 vezes mais 
sensível
� segura, fácil de ser executada, rápida e de baixo custo.
DESVANTAGENS: 
�Falta de especificidade do método (impurezas, produtos de degradação)
�Algumas substâncias não seguem a Lei de Lambert; Beer (dispersão da 
luz, soluções concentradas (acima de 0,01M).
�Uso de padrões de referência
4. Técnicas cromatográficas
A cromatografia é uma técnica quantitativa que tem por finalidade geral
a identificação de substâncias e a separação-purificação de misturas.
Usando propriedades como solubilidade, tamanho e massa, envolve uma
série de processos de separação de misturas. A cromatografia acontece
pela passagem de uma mistura através de duas fases:
uma estacionária (fixa) e outra móvel. A grande variabilidade de
combinações entre a fase móvel e estacionária faz com que a
cromatografia tenha uma série de técnicas diferenciadas.
Aula 2 - Análise de qualidade de 
drogas vegetais - Profª. Melissa 
Schwanz 10
4. Técnicas cromatográficas
� CCD
� Coluna
� CLAE
� CG
Peumus boldus L.: análise por CLAE
boldina
Tintura de Badiana – Illicium verum

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