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MEIO AMBIENTE (Artigo 225, da CF/88) 1 2ª Fase OAB – Constitucional Prof. Ricardo Sanchez Baronovsky Twitter: prof_rsanchez Instagram @ricardobaronovsky 2ª Fase OAB – Constitucional – Meio Ambiente, art. 225, da CF/88 Prof. Ricardo Sanchez Baronovsky Twitter: prof_rsanchez Instagram @ricardobaronovsky 2ª Fase OAB - Constitucional PARTES: I – ASPECTOS DOUTRINÁRIOS IMPORTANTES; II – PRINCIPAIS JULGADOS (STF E STJ); e III – COMO FOI COBRADO PELA FGV/OAB? 2 I – ASPECTOS DOUTRINÁRIOS IMPORTANTES O meio ambiente integra a Ordem Social. Segue uma tendência mundial das chamadas “Constituições Verdes”; Representa um direito humano de terceira dimensão; Possui grande abrangência (quatro espécies, pela doutrina): a) Meio Ambiente Natural – Representa a natureza/ecologia; b) Meio Ambiente Artificial – Representa as construções humanas; c) Meio Ambiente do Trabalho – Representa o local em que o trabalhador desenvolve sua atividade; d) Meio Ambiente Cultural – Representa as raízes históricas e culturais de um povo – Ex.: tombamento. *CASO SAMARCO? 3 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS AMBIENTAIS 1) Princípio do Meio Ambiente ecologicamente equilibrado como um direito fundamental; 2) Princípio do Desenvolvimento Sustentável; 3) Princípio da Solidariedade Intergeracional; 4) Princípio da Função Social da Propriedade (ou Função Socioambiental da Propriedade); 5) Princípio da Prevenção; 6) Princípio da Precaução. 4 Perguntas: I) O que são terras devolutas? A quem pertencem? R: São terras que pertencem ao domínio público, mas que não se acham afetadas/destinadas a nenhuma atividade administrativa específica. As Terras Devolutas pertencem aos Estados-Membros (art. 26, IV, CF/88), salvo aquelas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental; que pertencerão à União (art. 20, II, CF/88). II) A quem compete determinar a localização das usinas nucleares? R: À União (lei federal – art. 225, § 6º, CF/88). 5 Principais Mecanismos para defesa do Meio Ambiente 1) Ação Civil Pública (art. 1º, I, da Lei nº 7.347/1985). 2) Ação Popular (art. 5º, LXXIII, da Constituição Federal). Pergunta: Qual a distinção entre elas na prática? R: A legitimidade, sobretudo. 6 II – PRINCIPAIS JULGADOS (STF E STJ) I) ADPF 101: “Importação de Pneus Usados” Direito ao livre exercício da atividade econômica X Direito à Meio Ambiente ecologicamente equilibrado e Direito à Saúde. II) (EC 96/2017) X ADIs 3776, 1856 e 2514: “Rinha de Galo, Farra do Boi e Vaquejada” Proteção constitucional às manifestações culturais (art. 215, caput, CF/88) e geração de empregos diretos e indiretos X Proteção à fauna (direito ao meio ambiente – art. 225, § 1º, VII, CF/88). / E os circos e rodeios? III) Organismos Geneticamente Modificados: Doutrina alude ao princípio da precaução e ao dever de informação. IV) Importação de Lixo Hospitalar*: Direito ao livre exercício da atividade econômica X Direito à Meio Ambiente ecologicamente equilibrado e Direito à Saúde. 7 III – COMO FOI COBRADO PELA FGV/OAB? I) FGV X – Lei do Estado “Y”, editada em abril de 2012, com base no Art. 215, § 1° da Constituição da República, regulamenta a chamada rinha de galo, prática popular onde dois galos se enfrentam em lutas e espectadores apostam no galo que acreditam ser o vencedor. Comumente, os dois galos saem com muitos ferimentos da contenda, e não raras vezes algum animal morre ou adquire sequelas permanentes que recomendam seu abate imediato. A Associação Comercial do Estado “Y” ajuíza ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal em que pleiteia a declaração de inconstitucionalidade da referida lei estadual. 8 Em defesa da norma, parlamentar que votou pela sua aprovação, diz, em entrevista a uma rádio local, que a prática da conhecida briga de galos é comum em várias localidades rurais do Estado “Y”, ocorrendo há várias gerações. Além do mais, animais, especialmente aves, são abatidos diariamente para servir de alimento, o que não ocorreria com as aves destinadas para as rinhas. Responda justificadamente aos questionamentos a seguir, empregando os argumentos jurídicos apropriados e apresentando a fundamentação legal pertinente ao caso. 9 A) Quanto ao mérito do pedido, é cabível a declaração de inconstitucionalidade da lei do Estado “Y”, que regulamenta a chamada rinha de galo? (Valor: 0,65) R: De acordo com o Princípio da Unidade da Constituição, a Lei Republicana deve ser interpretada em sua globalidade, ou seja, como um todo e não isoladamente, de modo a afastar antinomias aparentes. Logo, embora a Constituição Federal de 1988 proteja a livre manifestação das culturas populares (artigo 215, caput, da CF/88) e o exercício da atividade econômica, deve prevalecer no caso a proteção da fauna, segundo artigo 225, § 1º, VII, da Constituição da República. Precedentes do STF. B) Há regularidade na legitimidade ativa da ação? (Valor: 0,60) 10 B) Há regularidade na legitimidade ativa da ação? (Valor: 0,60) R: Não. O Art. 103, IX, da Constituição (reproduzido no Art. 2º, IX, da Lei 9.868/99) exige que a entidade de classe tenha âmbito nacional para ajuizar ADI, o que não se deu no presente caso, uma vez que a Associação Comercial do Estado “Y” é entidade de classe de âmbito estadual. 11