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Saponinas
DISCIPLINA DE FARMACOGNOSIA
CURSO: FARMÁCIA
INSTITUIÇÃO: FANORTE
ME. GRAZIELA ROSSI
Estudo das Drogas Naturais de origem Vegetal e Animal
que contém grupos fitoquímicos distintos
Hidratos
De Carbono
Cumarinas
Saponinas
Antraquinonas
Flavonoides
Cardioativos Resinas
Heterosídeos
Alcalóides
Lipídos
Óleos
Essenciais
Enzimas
Taninos
› São compostos que por hidrólise fornecem um ou mais
açúcar, sendo a mais comum a D-glicose.
› Desempenham papel importante na vida da planta,
participando de funções reguladoras, protetoras e sanitárias.
› São compostos orgânicos, que se hidrolisam com ácidos,
bases ou enzimas:
– Parte açúcar ou glicona: formada por uma ou mais unidades de
açúcar.
– Parte não açúcar ou aglicona: também chamada de genina.
Heterosídeos = Glicosídeos
Glicosídeos = ose (s) + aglicona ou genina
São compostos que por hidrólise fornecem 1 ou mais açúcar
Heterosídeos = Glicosídeos
• Propriedades físicas:
• Sólidos amorfos ou cristalinos;
• Não voláteis;
• Sabor amargo;
• Solúveis em água e solventes orgânicos polares.
Nomes comuns:
-Recebem a desinência “ina”
e indicam a fonte do
glicosídeo.
Ex.: Digitoxina de Digitalis;
Salicilina de Salix.
Nomes sistemáticos:
-Recebem a desinência “osídeo”
em substituição de “ose” do
açúcar correspondente.
Ex.: O-hidróximetilfenil-BD-
glicopiranosídeo (salicilina).
Heterosídeos = Glicosídeos
• Estabilidade dos Glicosídeos: (reações)
• Reações da hidrólise ácida:
• Ácidos separam os açúcares das agliconas;
• C-glicosídeos são resistentes à hidrólise ácida.
• Métodos laboratoriais:
• Todos os glicosídeos naturais são hidrolisados e
convertidos em uma parte açúcar e em outro
composto orgânico pela ebulição com ácidos
minerais.
Heterosídeos = Glicosídeos
• Classificação: Não há uma classificação definida.
• Quando a sistematização: se fundamenta na natureza
química do grupo aglicona:
✓ Grupo dos flavonoides; 
✓ Grupo dos álcoois; 
✓ Grupo dos aldeídos;
✓ Grupo dos fenóis.
✓ Grupo dos cardiotônicos esteroidais; 
✓ Grupo das antraquinonas; 
✓ Grupo dos saponínicos; 
✓ Grupo dos cianogenéticos; 
✓ Grupo dos glicosinolatos ou isotiocianatos; 
Heterosídeos = Glicosídeos
• Classificação:
1) Átomo nucleofílico da aglicona envolvida na formação do
glicosídeo:
• Aglicona- O- Açúcar: O-glicosídeos
• Aglicona- C- Açúcar: C-glicosídeos
• Aglicona- S- Açúcar: S-glicosídeos
• Aglicona- N- Açúcar: N-glicosídeos
2) Número de açúcares:
• Um açúcar: Monosídeos. Ex.: Salicina
• Dois açúcares: Biosídeos. Ex.: Diosmina
• Três açúcares: Triosídeos. Ex.: Digoxina
› São metabólitos secundários muito comuns no reino
vegetal.
› Natureza química: glicosídeos de esteroides ou de
terpenos policíclicos.
Saponinas
Glicosídeos = ose (s) + aglicona ou genina
São compostos que por hidrólise fornecem 1 ou mais açúcar
De onde deriva o seu nome?
› Propriedades mais características:
– em solução aquosa, formam espuma abundante.
– Apresentam ação detergente e emulsificante.
› Tal propriedade é a mais característica desse grupo de
compostos, da qual deriva o seu nome.
do latim sapone = sabão 
› Essa propriedade decorre de suas estruturas.
› Interesse farmacêutico:
– adjuvante em formulações
– componentes ativos em drogas vegetais
– matéria-prima para a síntese de esteroides.
Saponinas - Introdução
› Tipo de estrutura: anfifílica
– parte com característica lipofílica = aglicona ou genina:
triterpeno ou esteroide.
– parte hidrofílica = glicona: um ou mais açúcares (oses).
› Estrutura: determina a propriedade de redução da tensão
superficial da água e suas ações detergente e
emulsificante.
Saponinas - Estrutura
Cabeça polar Cauda apolar
Saponinas - Via (rota) metabólica
› VIA DO ACETATO MEVALONATO (ÁCIDO MEVALÔNICO): 
– Acetil-CoA: 
› Isoprenos: Terpenoides
– Carotenoides
› Beta-caroteno
– Cicloartenol:
› Alcaloides
› Saponinas
› Esqualeno: Esteroides
– Cardenolídeos
› Digitoxigenina
Saponinas 
Glicosídeos de 
esteroides 
ou de terpenos 
policíclicos.
› As saponinas são substâncias de elevada massa molecular
(600 a 2.000), em comparação a outros metabólitos.
› Ocorrem em misturas complexas: presença concomitante de
estruturas com um número variado de açúcares ou ainda
devido à presença de diversas agliconas.
– Torna o seu isolamento e a sua elucidação estrutural muito
difíceis.
› A cadeia de açúcares pode ser linear ou ramificada.
› O número de unidades de açúcar pode chegar a 12, o que se
definiria como uma saponina oligosídica.
Saponinas – Propriedades gerais
➢ São caracterizadas pelas suas propriedades
tensoativas: reduzem a tensão superficial da água e
apresentam ações detergentes e emulsificantes.
Saponinas – Propriedades gerais
› Espuma: a espuma formada é estável à ação de ácidos
minerais diluídos, diferenciando-a daquela dos sabões
comuns.
› Solubilidade: elevada solubilidade em água e em
solventes polares. Geralmente bem solúveis em misturas
de água com metanol ou etanol. Insolúveis em solventes
de baixa polaridade como éter, clorofórmio ou éter de
petróleo. A solubilidade em água costuma aumentar de
acordo com o número de unidades de açúcar.
Saponinas – Propriedades gerais
› Membranas: agem sobre membranas, causando a
desorganização das mesmas. Nas células sanguíneas tem
ação hemolítica.
› Complexam com esteroides: razão pela qual
frequentemente apresentam ação antifúngica e
hipocolesterolemiante.
› Esternutatórias: causam espirros.
› Irritantes para as mucosas.
› Sabor amargo e ácido;
› São tóxicas para animais de sangue frio, insetos e
moluscos.
Saponinas – Propriedades gerais
› De acordo com o núcleo fundamental da aglicona:
– Saponinas esteroidais
– Saponinas triterpênicas
› De acordo com seu caráter ácido, básico ou neutro:
– Ácidas: presença de carboxila na genina, na glicona ou em ambos.
– Básicas: presença de nitrogênio
› De acordo com seu número de cadeias de açúcares ligadas na
aglicona:
– Monodesmosídicas: 1 cadeia de açúcares.
– Bidesmosídicas: 2 cadeias de açúcares
– Tridesmosídicas: 3 cadeias de açúcares.
Saponinas – Terminologia e classificação
› A diferenciação entre monodesmosídica e bidesmosídica é
importante: frequentemente, as saponinas bidesmosídicas não
apresentam as atividades biológicas como as monodesmosídicas.
› Apresentam um número variável de monossacarídeos ligados entre si
em cadeia linear ou como uma cadeia ramificada.
› Os açúcares encontrados mais comumente são a D-glicose, D-
galactose, L-ramnose, L-arabinose, D-xilose, D-fucose e os ácidos D-
glicurônico e D-galacturônico.
› Glicosídeos nitrogenados esteroidais: pertencem ao grupo das
saponinas esteroidais. São tratados por alguns autores como um
grupo à parte.
Saponinas – Terminologia e classificação
› Monossacarídeos (açúcar):
podem ocorrer na forma
de piranose ou furanose.
Saponinas – Terminologia e classificação
Açúcar com anel de 5 
carbonos = piranose
Açúcar com anel de 4 
carbonos = furanose
› Ligações interglicosídicas:
– α: OH do C anomérico está
abaixo do plano do anel.
– β: OH do C anomérico está
acima do plano do anel.
› Podem ser:
– Neutras: sem N
– Ácidas: com N.
Saponinas Esteroidais
Aglicona é formada por um
esqueleto de 27 carbonos
dispostos em um sistema
tetracíclico.
› São menos distribuídas na natureza que as triterpênicas;
› Principalmente nas Monocotiledôneas:
– Dioscoriaceae: Dioscorea - inhame.
– Amarilidaceae: narciso, amarilis, umbela – flores carnudas.
– Liliaceae: lírio.
› Também encontradas:
– Dicotiledôneas: Solanaceae (batata, tomate e tabaco) -
alcaloidesesteroidais)
– Gênero Strophantus: ouabaína (hormônio)
– Gênero Digitalis: Digitalis purpúrea: dedaleira (glicosídeos
Cardioativos).
Saponinas Esteroidais
› Importância farmacêutica:
precursores para a síntese
de compostos esteroidais.
› Os dois tipos principais de
saponinas esteroides são:
– Diosgenina: precursora da
progesterona.
– Hecogenina: precursora da
cortisona e hidrocortisona.
Saponinas Esteroidais
› As saponinas mais frequentemente encontradas na natureza.
› Existe em grandes quantidades nas plantas.
› São raras nas Monocotiledôneas: capim, cana-de-açúcar, milho, arroz,
trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana.
› Abundantes em Cariofiláceas, (cravos), Sapindáceas, (Paullinia cupana
– guaraná), Poligaláceas, (Polygala), Sapotáceas (Chrysophyllum e
Pouteria) e Hipocastanáceas (Aesculus hippocastanum).
Saponinas Triterpênicas
Aglicona é formada por um
esqueleto de 30 carbonos
dispostos em um sistema
pentacíclico.
› As saponinas mais frequentemente encontradas na natureza.
› São raras nas Monocotiledôneas, sendo abundantes em Cariofiláceas, 
Sapindáceas, Poligaláceas, Sapotáceas e Hipocastanáceas, existindo 
em grandes quantidades nas plantas. 
Saponinas Triterpênicas
Aglicona é formada por um
esqueleto de 30 carbonos
dispostos em um sistema
pentacíclico.
› Substâncias sólidas, brancas ou amareladas.
› Geralmente amorfas, porém, cristalizáveis.
› Se dissolvem em soluções alcalinas.
› Se precipitam pelos ácidos.
› Os glicosídeos são solúveis em água e insolúveis em
solventes orgânicos apolares (clorofórmio, benzeno, álcool).
› Normalmente encontram-se no vegetal como misturas
complexas de difícil separação, pela pequena diferença entre
os glicosídeos.
Saponinas – Propriedades físico-químicas
› Realizada a partir de suas propriedades químicas e físico-
químicas:
– Teste de ação superficial: Diminuição da tensão superficial.
– Teste de ação hemolítica: hemólise.
– Teste de reação colorimétrica: reação com ácidos minerais,
aldeídos aromáticos ou sais de metais produzindo
compostos corados.
› Esses testes podem ser realizados qualitativa ou
quantitativamente.
Saponinas – Detecção no vegetal
1-Teste de ação superficial
› Realizado com o extrato aquoso obtido a partir do
decocto do vegetal.
› Colocar o extrato filtrado em tubo de ensaio e agitar
energicamente.
– Resultado: formação de espuma.
– Quando adicionamos um ácido mineral diluído a espuma não
desparece = indica a presença de saponinas.
› Ácidos minerais: Ácido bórico; Ácido clorídrico; Ácido
nítrico e Ácido sulfúrico.
2-Teste de ação hemolítica
› Tubo de ensaio: tubo de ensaio contendo uma solução
tamponada de células sanguíneas. Centrifugar.
– Resultado positivo: a presença de solução avermelhada, após
centrifugação, caracteriza a liberação de hemoglobina das células.
› Em placa cromatográfica: após migração dos diferentes
extratos vegetais em teste. Na cromatografia em camada
delgada (CCD).
– Resultado positivo: aparecimento de halos esbranquiçados sobre
fundo avermelhado homogêneo caracteriza hemólise.
› Apesar de outras substâncias presentes nos vegetais também
apresentarem ação hemolítica (alguns taninos, por exemplo)
ou existirem saponinas que não são hemolíticas, esse teste é
bastante útil quando aplicado em conjunto com outros.
3-Teste de reações colorimétricas
› Reação com ácidos minerais, aldeídos aromáticos ou
sais de metais: produzindo compostos corados.
› Ex.: Reação de Liebermann. Feita com anidrido acético
em meio sulfúrico.
– Cor azul ou verde → provavelmente núcleo esteroidal
– Cor vermelha, rosa, púrpura ou violeta →
provavelmente núcleo terpênico
› Solubilidade: são glicosídeos, portanto têm elevada
solubilidade em água e em solventes polares. Geralmente
bem solúveis em misturas de água com metanol ou etanol.
Insolúveis em solventes de baixa polaridade como éter,
clorofórmio ou éter de petróleo.
› Extrato aquoso: planta + água
– Vantagem: custo menor, a ausência de lipídeos e
clorofila.
– Desvantagens: pode ocorrer hidrólise, durante o processo
extrativo, ou hidrotermólise, no caso de extração a
quente, bem como a baixa estabilidade desses extratos.
Saponinas – Métodos de extração
› Extrato aquoso: planta + água
– Vantagem: custo menor, a ausência de lipídeos e
clorofila.
– Desvantagens: pode ocorrer hidrólise, durante o
processo extrativo, ou hidrotermólise, no caso de
extração a quente, bem como a baixa estabilidade
desses extratos.
› Misturas hidroalcoólicas: são utilizados álcoois, etanol ou
metanol, + água através de maceração, decocção,
percolação ou extração exaustiva sob refluxo. São mais
usados devido à desvantagens do extrato aquoso.
Saponinas – Métodos de extração
› Purificação do extrato hidroalcoólico:
– Eliminação do conteúdo alcoólico: por partição com solvente
pouco polar (diclorometano ou clorofórmio): = retirada de
compostos apolares.
– Eliminação de açúcares livres, aminoácidos e ácidos
orgânicos entre outras substâncias hidrofílicas que ficam na
fase aquosa: partição com n-butanol = fração purificada de
saponinas na fase butanólica.
– Precipitação fracionada através da adição do extrato
concentrado de saponinas a solventes de menor polaridade,
como éter etílico ou acetona, provocando sua precipitação
por redução da solubilidade.
Saponinas – Métodos de purificação
› Outros métodos de purificação:
– Complexação com colesterol
– Diálise,
– Cromatografia de troca iônica
– Extração seletiva utilizando a formação de sal, quando
na presença de saponinas de reação ácida.
– Métodos cromatográficos: utilizando resinas sintéticas
(Amberlite®), gel de sílica ou géis de exclusão
molecular, tipo Sephadex® (Hostettmann e Marston,
1995).
Saponinas – Métodos de purificação
USO FARMACÊUTICO
1-Ação sobre membranas
› Mecanismo de ação: comportamento anfifílico e a
capacidade de formar complexos com esteróides,
proteínas e fosfolipídeos de membranas alterando a sua
permeabilidade, ou causando sua destruição.
› Relacionadas com essa ação sobre membranas, estão as
atividades hemolítica, ictiotóxica e molusquicida,
frequentemente observadas.
Saponinas – Propriedades biológicas
› Mecanismo da ação hipocolesterolemiante:
– Aumento da excreção do colesterol, pela formação de complexo
com as saponinas administradas por via oral.
– Aumento da eliminação fecal de ácidos biliares, conduzindo a
uma utilização maior do colesterol para a síntese dessas
substâncias.
– Propriedades irritantes das saponinas. A formação de complexos
entre as saponinas e o colesterol das membranas das células da
mucosa intestinal, ocorreria uma esfoliação, com perda de
função e redução da área de absorção.
› Alfafa, Medicago sativa L. (Reshef et aI., 1976).
› Ginseng (Panax ginseng C.A.Mey.)
› Calêndula (Calendula officinalis L.)
› Beterraba (Beta vulgaris .
2-Complexação com esteroides
3-Atividade anti-inflamatória
› Mecanismo de ação:
– Ação antiexsudativa.
– Interferência na permeabilidade vascular.
– Aumento do cortisol: por estimulação da liberação do hormônio
adrenocorticotrófico (ACTH), do aumento da secreção ou inibição
de enzimas responsáveis pela degradação.
› Uso consagrado: Aesculus hippocastanum L. (castanheira-da-índia,
saponina escina) e Glycyrrhiza glabra L. (alcaçuz, saponina
glicirrizina).
› Uso atual: foi descrita para outras saponinas como Hedera helix L.
(ação anti-inflamatória nas vias respiratórias, saponina
hederacosídeo).
4-Atividade antiviral
› A atividade antiviral de saponinas tem sido investigada
intensamente na última década, destacando-se as
atividades verificadas para substânciasisoladas de:
› Glycyrrhiza glabra L. (alcaçuz)
› Gymnema sylvestre (Retz.) R.Br.ex Schult.)
› Calendula arvensis L.
› Mais recentemente, como fármaco investigacional tem se
destacado a utilização da saponina isolada de Quillaja
saponaria Molina, - adjuvante imunológico.
5-Prevenção e tratamento de tumores
› Existe um interesse renovado em plantas que são parte da
dieta para a prevenção e o tratamento de tumores.
› Ex.: platycodina D (saponina triterpênica) das raízes de
Platyodon grandiflorus (Jacq.).
› Mecanismo de ação (in vitro): combate a diferentes tipos
de tumores por meio de indução apoptótica, detenção do
ciclo celular, autofagia e inibição da angiogênese, assim
como do processo de invasão e de metástase, com
múltiplos alvos de diferentes vias de sinalização
6-Expectorante e diurético
› Exemplos de drogas de uso tradicional são:
› Expectorantes:
– Polygala senega L. (polígala)
– Primula veris L. (prímula)
– Grindelia robusta Nutt. (grindélia)
– Hedera helix L. (hera)
› Diuréticos:
– Smilax spp. (salsaparilha)
– Hemiaria glabra L.,
– Betula pendula Roth
– Equisetum arvense L. (cavalinha)
6-Expectorante e diurético
› Mecanismo de ação: não estão completamente elucidados.
– Expectorante: irritação no trato respiratório, aumentando o
volume do fluido respiratório, hidratando a secreção
brônquica, causando diminuição do muco. Outra
possibilidade seria devida à atividade superficial das
saponinas, também originando menor viscosidade e maior
facilidade de expulsão do muco.
– Diurético: irritação do epitélio renal ou ainda a presença de
flavonoides nessas drogas ou mesmo pela presença de
teores elevados de potássio.
7-Produção de esteroides
› As saponinas esteroides são usadas na produção
comercial de hormônios sexuais de uso clínico.
› As principais saponinas esteroides são: Os dois tipos
principais de saponinas esteroides são a diosgenina,
hecogenina, esmilagenina e sarsapogenina.
› Diosgenina: matéria-prima mais abundante para a síntese
de progesterona. É isolada de espécies de Dioscorea.
› Hecogenina: derivados são a cortisona e hidrocortisona.
Pode ser isolada de folhas de sisal abundantes na África
Oriental.
Fonte de hecogenina
Agave: sumos obtidos das
folhas de Agave sisalana Perrine
e A. fourcroydes Lemaire,
AGAVACEAE.
Fonte de diosgenina
Inhame: tubérculos de 
Dioscorea spp., 
DIOSCOREACEAE. 
(cará)
› Muitas das propriedades apontadas anteriormente foram
detectadas em testes in vitro ou em modelos animais.
› Isso foi indispensável para propiciar o desenvolvimento
de aplicações terapêuticas, avaliação de aspectos
farmacocinéticos relativos à absorção, metabolização,
eliminação, ensaios pré-clínicos quanto à toxicidade,
bem como ensaios clínicos em todas suas fases, já que,
na maioria dos casos, nem mesmo aqueles ensaios de
fase I para determinação da dose em humanos foram
desenvolvidos.
Saponinas – Propriedades biológicas/farmacológicas
USO NA INDÚSTRIA EM 
GERAL
Uso na indústria
› Adjuvantes:
– para aumentar a absorção de outros medicamentos
através do aumento da solubilidade ou interferência
nos mecanismos de absorção.
– detergentes e emulsionantes, em suspensões
coloidais e emulsões.
– sabões, xampu, loções capilares, dentifrícios etc..
› Ex.:
– Alimentos: sopas e cervejas.
– Química: extintor de incêndio e detergentes.
› Drogas vegetais mais importantes: alcaçuz, centela, ginseng e
quilaia, pela amplitude do seu emprego farmacêutico e sua
presença em farmacopeias de uso geral.
› Outras (elevado teor de saponinas e o potencial emprego
farmacêutico):
› Ilex paraguariensis: Erva-mate. É uma Metilxantinas (elevado teor de
cafeína e teobromina), mas tem elevado teor de saponinas nas suas
folhas e frutos = sabor amargo do chimarrão e de outras bebidas
derivadas. Presença de saponinas = associada à inibição da
aterosclerose e redução das concentrações séricas de triglicerídeos
e de colesterol, mostrando efeitos hipolipidêmicos.
Saponinas – Representantes
› Quilaia: Quillaja saponaria Molina, Quillajaceae; parte interna das
cascas de caule.
› Alcaçuz: Glycyrrhiza glabra L., Fabaceae; rizomas e raízes.
› Ginseng: Panax quinquefolius L. e P. ginseng C. A. Mey.,
Araliaceae; raízes.
› Ginseng nacional: gênero Pfaffia (Pfaffia iresinoides (Kunth)
Spreng; Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen.1 e Pfaffia paniculata.
› Castanheiro-da-índia: Aesculus hippocastanum L., Sapindaceae;
cascas de caules.
› Dioscórea: Dioscorea sp., Dioscoreaceae); tubérculos.
› Polígala: Polygala senega L., Polygalaceae; raízes.
› Salsaparrilha: Smilax spp.
Saponinas – Representantes
› Anti-inflamatórios: alcaçuz (Glycirrhiza glabra L, FABACEAE),
castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum L,
HIPPOCASTANACEAE);
› Flebologia e proctologia: gilbarbeira (Ruscus aculeatus L., LILIACEAE);
› Tosse: e expectorante polígala (Polygala senega L., POLYGALACEAE),
hera (Hedera helix L., ARALIACEAE), prímula (Primula veris L.,
PRIMULACEAE);
› Dermatologia: centela (Centella asiática (L.) Urban., APIACEAE,
calêndula (Calendula officinalis L., ASTERACEAE);
› Drogas adaptógenas: ginseng (Panax ginseng C.A. Meyer e outras,
ARALIACEAE);
› Drogas detergentes e imunológico??: quilaia (Quillaja saponaria Mol.,
ROSACEAE).
Saponinas – Usos e indicações
ALCAÇUZ - raízes e rizomas 
Glycirrhiza glabra L., FABACEAE. 
Alcaçus
› Do grego, glycirrhiza = raiz doce;
› Possui glicirrizina, que é 50 vezes mais doce que a sacarose;
› Uso tradicional: antitussígeno e nos transtornos digestivos;
› Extrato:atividade antiulcerosa gástrica;
› Genina (ác. glicirrético): utilizada como anti-inflamatória por
via tópica - eczemas, dermatites, eritemas, picaduras,
inflamações da cavidade bucal etc.;
› Aromatizante e edulcorante: mascara sabor amargo de
medicamentos; na indústria de balas e bebidas;
› Aumenta a retenção de líquido e sódio e provoca a depleção
de potássio - evitar em pacientes cardíacos e hipertensos.
CASTANHA-DA-ÍNDIA - sementes 
Aesculus hippocastanum L., HIPPOCASTANACEAE. 
Castanha da índia
› 10% da massa da droga corresponde às saponinas.
› Possui uma mistura de saponosídeos totais denominados
escina.
› Extrato: propriedades anti-inflamatórias, antiedematosas e
antiexudativas - aumenta o tônus venoso, aumenta a
resistência e diminui a permeabilidade;
› Indicação: insuficiência venolinfática dos membros inferiores
(pernas pesadas, dores, edemas), principalmente em
preparações tópicas;
› Outras indicações: formulações anti-inflamatórias e
anestésicas locais no tratamento de aftas e ulcerações
bucais.
CENTELA - raízes 
Centella asiatica (L.) Urban. (Hidrocotile asiatica), APIACEAE. 
Centella asiática
› Originária da Ásia, é amplamente encontrada no Brasil, do
Rio Grande do Sul até Minas Gerais;
› Principal componente: saponosídeo asiaticosídeo.
› Propriedades:
– Historicamente utilizada na medicina ayurvédica para
enfermidades da pele e transtornos nervosos;
– Acelera a cicatrização de feridas superficiais; utilizada em
preparações tópicas no tratamento de úlceras de pernas
de origem venosa, em feridas cirúrgicas e queimaduras de
pequena extensão, em hemorróidas, como antipruriginoso
de afecções dermatológicas, em rachaduras e excoriações;
por via oral na insuficiência venolinfática (pernas pesadas).
POLÍGALA - raízes 
Polygala senega L., POLYGALACEAE. 
Polígala
› Possui 5 a 10% de saponosídeos.
› Xarope: aumenta o volume da secreção bronquial.
– Utilizado no tratamento de tosse não produtiva,
normalmente em associação com outros
componentes (codeína, bálsamo de Tolú, tinturas
vegetais etc.).
› Na Alemanha é indicada para o tratamento de
secreções dasvias respiratórias;
› Há uma possibilidade de irritação gastrointestinal com
o uso prolongado.
QUILAIA - cascas 
Quillaja saponaria Molina, ROSACEAE. 
Quilaia
› Encontrada no Chile, Peru e Bolívia;
› Possui mais de 50 saponinas;
› É uma das principais fontes de saponinas industrializadas,.
– Usos na indústria: estabilizante de suspensões na indústria
farmacêutica e como agente espumante na indústria
alimentícia;
› Tem apresentado interessantes resultados em pesquisas in
vivo e in vitro:
– ação hipocolesterolêmica
– imunopotenciadora para vacinas anti-rábicas orais
– imunoestimuladora por via oral e intradérmica
– adjuvante em vacinas antiparasitárias
– estimuladora da absorção de antibióticos e peptídeos por via nasal e
ocular em ratos etc.
GINSENG - rizomas e raízes 
Panax ginseng C.A.Mey e outras, ARALIACEAE. 
Ginseng
› Uso milenar: utilizada na China há mais de 3000 anos como planta
estimulante, reconstituinte, geradora de vitalidade.
› Aspecto antropomórfico das raízes: ginseng = imagem do homem.
› Até o momento foram descritas 28 saponinas; os japoneses
denominaram de ginsenosídeos, e os russos de panaxosídeos.
› Usos: Extratos: adaptógenos ou agentes antiestresse - aumentam a
resistência não-específica do organismo às influências externas, como
infecções e estresse;
› Síndrome de abuso: insônia, nervosismo, euforia, diarreia matinal,
erupções cutâneas;
› Contraindicação: na gravidez e lactação, diabetes, hipertensão.
› Interação: fármacos hormonais, estimulantes, hipoglicemiantes e
anticoagulantes.
Dúvidas?
CHEGA POR HOJE?
Então... Até a próxima aula!!
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CUNHA, P. A. (coord.) Farmacognosia e fitoquímica. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbernkian, 
2014.
SIMÕES, C. M. M. et al. Farmacognosia: do produto natural ao medicamento. Porto Alegre Artmed, 
2017.
CECHINEL FILHO, V. Medicamentos de origem vegetal: atualidades, desafios, perspectivas. 1.ed. Itajaí: 
UNIVALE, 2015.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
BRASIL. Ministério da Saúde. Farmacopéia brasileira. 3. ed. São Paulo: Andrei, 1997.
Revista brasileira de farmacologia. Farmacologia de produtos naturais (vol.20). Curitiba, 2010.
TAIZ, L. et al. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017.
EVERT, R. F. Biologia vegetal. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2016.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
› Recomendada:
› BRASIL, Ministério da Saúde. Política Nacional de Plantas 
Medicinais e
Fitoterápicos. Londrina: Ministério da Saúde, 2006.
› BRASIL, Ministério da Saúde. Programa Nacional de Plantas 
Medicinais e
Fitoterápicos. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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