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FACULDADE CNEC RIO DAS OSTRAS
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM.
Ariane Pinheiro.
Brenda Oliveira.
AULA PRÁTICA DE GENÉTICA.
EXTRAÇÃO DE DNA.
Rio das Ostras
2018�
Ariane Pinheiro.
Brenda Oliveira.
AULA PRÁTICA DE GENÉTICA.
EXTRAÇÃO DE DNA.
Relatório, apresentado ao Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade CNEC Rio das Ostras, como parte dos requisitos para a aprovação na disciplina Genética.
Professora: Bianca Barros da Costa.
Rio das Ostras
2018
�
INTRODUÇÃO.
O DNA é o principal elemento da vida. Ele é o material genético que contém a principal informação para a hereditariedade, definindo o fenótipo dos indivíduos. A descoberta da sua estrutura representa um grande no desenvolvimento da biologia dos últimos dois séculos, que começou com a descoberta das leis da herança por Mendel contribuindo para avanços significativos no melhoramento de organismos vivos e no entendimento de processos biológicos. (ARIAS, 2004)
A extração de DNA e RNA é o primeiro passo para a realização da maioria das metodologias de biologia molecular. Podem-se obter DNA a partir de inúmeros tipos de tecidos e células, e existe uma infinidade de protocolos para realização de tal procedimento. A escolha do protocolo de extração de DNA dependerá de diversos fatores como: tipo de tecido a ser utilizado, grau de pureza e de integridade necessária para a aplicação em que o DNA será utilizado (PCR, sequenciamento, clonagem gênica, etc.) (GOUVEIA; REGITANO, 2007)
O emprego de métodos alternativos para a extração de ácido desoxirribonucleico DNA de fontes vegetais, que sejam de baixo custo, rápidos e produzem amostras de quantidade e qualitativamente suficientes, possibilitam a realização de diversos estudos de diversidade e/ou divergência genética. A parede celular vegetal é uma matriz altamente ordenada e dinâmica podendo tornar-se mais rígida ou mais frouxa conforme as necessidades da planta. (SANTOS; ARAÚJO, 2017).
No entanto, a maioria dos protocolos avaliados concorda que, para a visualização dos aglomerados de DNA se faz necessária a realização das seguintes etapas: maceração, peneiramento, utilização da solução de lise (sal e detergente), incubação em banho maria, resfriamento do filtrado e diminuição da diluição do DNA com álcool.
(SANTOS; JAMBEIRO)
OBJETIVO DA PRÁTICA.
Fazer a extração de material genético (DNA) de origem vegetal através de técnica simples, para visualização do DNA e prática da teoria adquirida em sala de aula.
TESTE DE PECTINA E EXTRÇÂO DE DNA COUVE.
MATERIAS:
Couve.
Bastão de vidro.
Proveta.
Espátula.
Detergente.
Coador (gaze).
Beques.
Água.
Etanol (95º) gelado.
Sal de Cozinha.
Colher.
Protease (papaína).
Liquidificador.
METODO:
Coloque a couve sem o talo no liquidificador com água e bata até virar um suco.
Após liquidificar a couve, passamos o suco por um coador de papel retirando os pedaços que não foram totalmente triturados no processo de liquidificação. Reserve o suco em um beque.
TESTE DE PECTINA.
Utilizando uma proveta mensure 50ml do suco de couve reservado anteriormente e coloque em um beque.
Adicione 50ml de etanol (95º) e com bastão de vidro agite a mistura. Deixe descansar por 10 minutos. Após o tempo de descanso podemos observar o precipitado. Percebemos que após descanso formou-se uma massa sólida flutuando no beque.
 
 Antes do descanso. Após 10 minutos.
EXTRAÇÂO DE DNA COUVE.
Mensure com ajuda da proveta 50ml de suco de couve reservado ao início e coloque em um beque, adicione com ajuda da espátula uma pitada de Sal e misture com o bastão de vidro até dissolver todo o sal. 
Adicionamos 2 colheres de detergente fazendo uma mistura suave para não criar espuma. Deixe a mistura em repouso por 10 minutos.
Após o repouso, utilizamos uma espátula para adicionar a mistura uma pequena quantidade de protease (papaína), enzima que faz a quebra de proteína deixando DNA livre.
Em seguida utilizamos a proveta para adicionar 50ml de etanol (95º) gelado, bem devagar pela borda do beque e podemos observar a separação do etanol com a mistura.
Após 10 minutos sem mexer, o DNA começa a precipitar.
EXTRAÇÂO DE DNA BANANA.
MATERIAS: 
Banana.
Bastão de vidro. 
Proveta.
Espátula.
Detergente.
Coador (gaze).
Saco plástico.
Beques.
Água.
Etanol (95º) gelado. 
Sal de Cozinha.
Colher. 
METODO:
Retirar a casca da Banana, coloca dentro do saco plástico e macera manualmente até virar um papa, atenção para não deixar pedaços. Depois da banana macerada coloque em um beque. Deixe reservado.
Use a proveta para dosar 100ml de água e coloque em outro beque, adicione 1 colher de Sal e misture com bastão de vidro até dissolver todo o sal, em seguida adicione 1 colher de detergente e misture suavemente para não criar muita espuma.
Com a mistura pronta, utilizamos a proveta para dosar 50ml da mistura e adicionar no beque que contém a papa de Banana. Depois de adicionada a mistura, deixar descansar por 15 minutos.
Após o tempo de descanso, colocou-se o um coador na boca de um beque limpo e passou a mistura por ele para separar os pedaços de banana que ainda estavam inteiros.
Com a mistura coada, foi colocada em uma proveta para mensurar a quantidade adquirida. Quantidade identificada de 50ml de papa de Banana.
Voltamos com a mistura ao beque e adicionamos 50ml de etanol (95º) gelado, bem devagar pela borda do beque obtendo a precipitação do DNA da Banana.
 
 
 DNA precipitado
Resultados obtidos:
Com a prática podemos perceber que o DNA não é solúvel em álcool, então quando adicionamos o álcool na mistura da couve e da banana, isso permitiu o isolamento do DNA. Com a adição do detergente tivemos a lise da membrana fazendo com que as proteínas e o DNA fossem liberados e se dispersassem na solução. O Sal utilizado na mistura nos deu a possibilidade de ver a precipitação do DNA ao final da mistura.
Conclusão:
Conseguimos extrair maior quantidade de DNA da banana. Como é possível visualizar nas fotos o DNA se separou do extrato e se aglomerou, formando uma leve camada branca. Ao fazer o teste de pectina na couve verificamos um precipitado filamentoso granulado, que se rompe em vários pedaços com agitação bastante leve que indica baixo teor de pectina. Conseguimos extrair pouco material genético (DNA) da couve, porém com ótima visibilidade. Concluímos assim, que o Objetivo da experiência foi alcançado.
Referências:
ARIAS, G. Em 1953 foi descoberta a estrutura do DNA: Etapas de um grande avanço científico. Documentos online, ISSN 1518-6512, 44, dezembro de 2004.
https://scholar.google.com.br/scholar?q=related:lPAMkvIDKTkJ:scholar.google.com/&hl=pt-BR&as_sdt=0,5&scioq=extração+de+dna#d=gs_qabs&p=&u=%23p%3D8rItFXs0MjUJ
GOUVEIA, JJ de S; REGITANO, LC de A
Protocolos de Biologia molecular aplicados à produção animal: Extração de DNA.
Embrapa Pecuária Sudeste-Capítulo em livro científico (ALICE), 2007.
https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&scioq=extração+de+dna&q=extração+de+dna&oq=#d=gs_qabs&p=&u=%23p%3DDh66_11KEwwJ 
SANTOS, E. M. DOS; ARAUJO, R. R.Testes de comparação de protocolos de extração de DNA e de maceração de tecido de Platonia insignis Mart.(Clusiaceae) Revista Brasileira de Biociências: R. Brás Bioci., Porto Alegre, V. 15, n. 4, pág. 199-202, Outubro/Dezembro de 2017.
http://www.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/view/4010/1373
 
SANTOS, S. DOS S.; JANBEIRO, A. F.Ensino de Ciências: Métodos de Extração de DNA–Possibilidades metodológicas.
https://scholar.google.com.br/scholar?hl=pt-BR&as_sdt=0%2C5&scioq=extração+de+dna&q=extração+de+dna+couve&oq=extração+de+d#d=gs_qabs&p=&u=%23p%3DlPAMkvIDKTkJ1

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