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ATIVIDADE AVALIATIVA DE DIREITO PENAL 01. A afirmação de que “a confissão é a rainha das provas”, em Direito Processual Penal, é: a) inaceitável, porque ela contraria o princípio de que ninguém pode oferecer provas contra si. b) pertinente, pois, se o acusado admite a imputação, o Estado fica desincumbido de produzir a prova. c) válida apenas para os crimes contra o patrimônio, desde que haja a indenização do valor do prejuízo. d) inaplicável, salvo se a confissão for espontânea e prestada em presença de advogado constituído pelo réu. e) E incabível, uma vez que ela deverá ser confrontada com os demais elementos do processo. 02.No que concerne ao regramento geral das provas no CPP. a) o juiz pode formar sua convicção exclusivamente baseado nos elementos informativos colhidos na investigação. b) são inadmissíveis, devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a normas constitucionais ou legais. c) são inadmissíveis, sem exceção, as provas derivadas das ilícitas. d) no curso da instrução é vedado ao juiz, por sua iniciativa, determinar diligência para dirimir dúvida sobre ponto relevante. e) quanto ao estado das pessoas, não se observará qualquer restrição estabelecida na lei civil, dada a busca da verdade real que norteia o processo penal. 03. Relativamente aos princípios processuais penais, é incorreto afirmar que: a) o princípio da presunção de inocência recomenda que em caso de dúvida o réu seja absolvido. b) o princípio da presunção de inocência recomenda que processos criminais em andamento não sejam considerados como maus antecedentes para efeito de fixação de pena. c) os princípios do contraditório e da ampla defesa recomendam que a defesa técnica se manifeste depois da acusação e antes da decisão judicial, seja nas alegações finais escritas, seja nas alegações orais. d) o princípio do juiz natural não impede a atração por continência nos casos em que o corréu possui foro por prerrogativa de função quando o réu deveria ser julgado por um juiz de direito de primeiro grau. e) o princípio da vedação de provas ilícitas não é absoluto, sendo admissível que uma prova ilícita seja utilizada quando é a única disponível para a ACUSAÇÃO e o crime imputado seja considerado hediondo. 04. No que concerne ao regramento específico das provas no CPP: a) o “reconhecimento de pessoas” em sede policial é diligência que não requer qualquer formalidade, sendo facultado ao Delegado, caso deseje, alinhar várias pessoas para que o reconhecedor aponte o autor do crime. b) a “acareação” é meio de prova expressamente previsto em lei, mas não se a admite entre acusados, sendo possível, apenas, entre testemunhas. c) consideram-se “documentos” para fins de prova quaisquer escritos, instrumentos ou papéis públicos, excluídos, expressamente, os particulares. d) a pessoa vítima de crime pode ser objeto de “busca e apreensão”. 05.A respeito da prisão em flagrante, da prisão preventiva e da prisão temporária, assinale a alternativa incorreta: a) Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal, caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, de ofício, se no curso da ação penal, ou a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial. b) O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no correr do processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem. c) Considera-se em flagrante delito quem é encontrado, logo depois, com instrumentos, armas, objetos ou papéis que façam presumir ser ele autor da infração. d) A prisão temporária será decretada pelo Juiz, em face da representação da autoridade policial ou de requerimento do Ministério Público, e terá o prazo de 10 (dez) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e comprovada necessidade. 06.O inquérito policial a) poderá ser arquivado por determinação da autoridade policial, desde que através de despacho fundamentado. b) pode ser presidido pelo escrivão de polícia, desde que as diligências realizadas sejam acompanhadas pelo Ministério Público. c) não exige forma especial, é inquisitivo e pode não ser escrito, em decorrência do princípio da oralidade. d) não é obrigatório para instruir a ação penal pública que poderá ser instaurada com base em peças de informação. 07. O inquérito policial: a) não pode correr em sigilo, devendo ser submetido à publicidade que rege o processo penal. b) não pode ser instaurado por requisição do Ministério Público. c) não pode ser arquivado pela autoridade policial, mesmo se forem insuficientes as provas da autoria do delito. d) é um procedimento que, pela sua natureza, não permite ao indiciado requerer qualquer diligência. 08. Assinale a alternativa INCORRETA no tocante às provas que encontram previsão legal no Código de Processo Penal. a) Exame de Corpo de Delito. b) Prova Testemunhal. c) Interrogatório do Acusado d) Interceptação Telefônica. e) Confissão. 09.No que se refere às provas no processo penal, julgue os itens a seguir. I Em atendimento ao princípio da legalidade, no processo penal brasileiro são inadmissíveis provas não previstas expressamente no CPP. II Caso a infração tenha deixado vestígio, a confissão do acusado não acarretará a dispensa da prova pericial. III Havendo evidências da participação do indiciado em organização criminosa, a autoridade policial poderá determinar a quebra do sigilo da sua comunicação telefônica como forma de instruir investigação criminal. IV A prova obtida por meios ilícitos não constitui suporte jurídico capaz de ensejar sentença condenatória, ainda que corroborada pela confissão do acusado. Estão certos apenas os itens a I e II. b l e III. c II e IV. d I, III e IV. e II, III e IV. 10.De acordo com o Código de Processo Penal, é correto afirmar sobre o interrogatório do réu: a) Não importa em confissão o silêncio do réu. b) O silêncio do réu poderá ser interpretado em seu desfavor. c) O interrogatório deverá se limitar, unicamente, a questões relativas aos fatos decorrentes da infração penal. d) O réu que silenciar no seu interrogatório deverá ser interrogado quantas vezes forem necessárias até ele prestar as informações necessárias. e) Somente é lícito ao réu silenciar no interrogatório, quando não estiver devidamente acompanhado por advogado ou defensor. 01 – E 02 – B 03 – E 04 – D 05 – D 06 – D 07 – C 08 – D 09 – C 10 - A Slide 1 Slide 2